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Agrotec 2026 começa a montagem da estrutura e prepara mega cobertura do Grupo Conecta

Porto Velho já respira a Agrotec 2026. A poucos dias da abertura da segunda edição da Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar, o trabalho se intensifica no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, onde está sendo montada uma grande estrutura para receber produtores rurais, expositores, instituições, empreendedores e visitantes de 26 a 30 de agosto. A programação acontece das 14h às 21h e é promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric).

Com o tema “Raízes que conectam o futuro”, a Agrotec busca aproximar o campo da cidade e apresentar a força da produção rural de Porto Velho. A feira contará com espaços voltados à agroindústria, agricultura familiar, cafeicultura, apicultura e meliponicultura, além de exposição de animais, serviços, palestras, capacitações, demonstrações de tecnologias e oportunidades de negócios. Um dos destaques será o espaço Sabores da Colmeia, dedicado à apicultura e à meliponicultura, com produtos derivados do mel, degustações e ações de educação ambiental.

A estrutura para receber o público e os participantes já está definida e entra agora em ritmo acelerado de montagem. Serão preparados os espaços destinados aos expositores, o pavilhão de animais, áreas para agricultura familiar e artesanato, ambientes institucionais, estruturas para apresentações e o palco que receberá a programação cultural e de entretenimento. O cronograma oficial prevê a montagem dos espaços entre os dias 22 e 25 de agosto, seguida da realização da feira de 26 a 30 de agosto.

O momento também marca a organização de uma estrutura especial para a imprensa. Os containers destinados aos veículos de comunicação já foram definidos e vão concentrar parte da cobertura jornalística durante os cinco dias de evento. A presença da imprensa faz parte do planejamento da Agrotec para ampliar a divulgação das ações, dos produtores, dos expositores e das oportunidades apresentadas na feira. Reuniões realizadas pela organização já envolveram representantes da imprensa local, além de instituições, empresas e expositores, para alinhar espaços e ações de divulgação.

E entre os veículos que estarão presentes está o Grupo Conecta de Comunicação, que participa pelo segundo ano consecutivo da Agrotec. A empresa prepara uma mega cobertura, com informação, entrevistas, notícias, prestação de serviço e entretenimento em suas diferentes plataformas. A cobertura estará presente na rádio, nas plataformas digitais e nos portais parceiros do Grupo Conecta, levando ao público os principais acontecimentos da feira diretamente do Complexo Madeira-Mamoré.

A participação do Grupo Conecta reforça a dimensão regional que a Agrotec vem conquistando. A proposta é mostrar não apenas os grandes negócios e tecnologias, mas também as histórias de quem produz, os pequenos empreendedores, a agricultura familiar, os produtos da Amazônia e as iniciativas que ajudam a transformar a realidade do campo. A cobertura pretende conectar quem estiver dentro da feira com quem acompanha o evento de Porto Velho, de Rondônia e de outras regiões do país.

A escolha do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré também dá à feira um cenário simbólico. O espaço, um dos principais cartões-postais de Porto Velho, será transformado em uma grande vitrine do setor produtivo, unindo história, turismo, cultura, inovação e agronegócio. A expectativa da Prefeitura é que o evento também movimente setores como hotelaria, alimentação, comércio e serviços.

E a força do evento acompanha a dimensão do próprio campo de Porto Velho. Dados do IBGE apresentados pela Prefeitura mostram que o município ocupa o primeiro lugar em Rondônia na produção de banana, mandioca e soja, além de figurar entre os maiores produtores estaduais de arroz, feijão, café, milho e cacau. É justamente essa diversidade que a Agrotec pretende colocar em evidência durante os cinco dias de programação.

Com a estrutura ganhando forma, os espaços dos expositores definidos e a imprensa se preparando para acompanhar cada detalhe, a contagem regressiva para a Agrotec 2026 já começou. Mais do que uma feira, o evento se apresenta como uma grande vitrine da produção, da inovação e das oportunidades do campo, consolidando Porto Velho como um importante polo do agronegócio e da agricultura familiar na região Norte.

Carlos Magno ganha as ruas com plotagem de veículos de apoiadores

O grupo de campanha do candidato a deputado estadual Carlos Magno vem ampliando as ações de divulgação do nome do candidato. Simpatizantes, correligionários, amigos e apoiadores participaram de uma mobilização para a plotagem de seus veículos.

A ação reuniu centenas de veículos ao longo do dia e foi marcada por muita animação e empolgação. Os apoiadores chegavam para personalizar seus carros com a identificação do candidato a deputado estadual Carlos Magno, demonstrando entusiasmo e disposição em contribuir para a divulgação da campanha.

Com os veículos plotados circulando pelas ruas, a iniciativa também amplia a visibilidade do nome de Carlos Magno e fortalece a mobilização entre seus apoiadores. A movimentação mostrou o envolvimento de amigos e simpatizantes na divulgação da candidatura.

Professora Rosângela Marum leva mais de 35 anos de experiência na educação para disputa por vaga na Assembleia de Rondônia

Aos 58 anos, ela apresenta como principal credencial para a disputa uma trajetória de mais de 35 anos dedicada à educação no estado.

Com formação superior e atuação como professora de ensino médio, Rosângela também acumulou experiência em funções de gestão educacional. A proposta da candidatura é transformar essa vivência em atuação política, com foco principalmente na educação e nas demandas enfrentadas por professores, estudantes e comunidades escolares.

“Minha caminhada começou dentro da escola”, é uma das ideias destacadas pela candidata ao apresentar sua trajetória e justificar a entrada na disputa eleitoral.

Rosângela afirma que pretende levar para a Assembleia Legislativa uma visão construída a partir da experiência no cotidiano da educação e do contato direto com diferentes comunidades.

A candidatura pelo PSD foi registrada para a disputa por uma das cadeiras da Assembleia Legislativa. Segundo os dados eleitorais mais recentes, o pedido de registro ainda aguarda julgamento da Justiça Eleitoral.

Além da educação, a candidata vem ampliando a agenda de campanha e buscando contato com diferentes segmentos da população de Rondônia, apresentando a experiência acumulada no serviço público como um dos principais pilares de sua candidatura.

Professora Rosângela Marum será entrevistada hoje sexta-feira no programa Fala Conecta da 107,9FM as 13h.

Exportações de carne bovina caem 26% em agosto com temor de tarifa maior na China

As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 26% no balanço parcial de agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

🔎Os cálculos levam em consideração o total de carne bovina exportado pelo Brasil para vários países do mundo.

O recuo ocorre em meio à preocupação do setor com o esgotamento da cota de exportação para a China que permite a entrada do produto com tarifa menor.

Pelos dados do governo, a média diária embarcada caiu de 12,7 mil toneladas em agosto do ano passado para 9,4 mil toneladas neste mês.

Representantes da indústria afirmam que a cota brasileira destinada ao mercado chinês já foi atingida quando se considera também a carne que deixou o Brasil em julho e ainda está a caminho da China.

E associação afirma ainda que outros mercados devem crescer para a carne brasileira, especialmente na Ásia, porém hoje não existe outro mercado capaz de absorver sozinho o que deixará de ser vendido para a China.

De acordo com a entidade, os efeitos da situação já começam a ser sentidos pelas empresas.

Segundo a entidade, frigoríficos adotam medidas como férias coletivas diante da expectativa de redução das vendas ao principal mercado da carne bovina brasileira.

A desaceleração acontece após um período de crescimento. Entre janeiro e julho deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina avançaram cerca de 10% em volume na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A preocupação do setor está ligada a uma medida de salvaguarda adotada pela China para as importações de carne bovina.

O Brasil recebeu a maior cota entre todos os exportadores: 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse limite, continua valendo a tarifa de importação de 12%.

Depois que o volume for atingido, as exportações brasileiras poderão continuar normalmente, mas o excedente passará a pagar tarifa de 55%, o que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado chinês.

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que mantém diálogo permanente com as autoridades chinesas desde que o país asiático comunicou a intenção de adotar a medida.

Segundo a pasta, o governo brasileiro apresentou alternativas e propostas para minimizar os impactos sobre o comércio bilateral e destacou que o Brasil recebeu uma cota mais de duas vezes superior à do segundo maior exportador contemplado pela medida.

O ministério informou ainda que, no fim de julho, formalizou às autoridades chinesas sua preocupação com o ritmo de utilização da cota e com os possíveis impactos sobre a continuidade do fluxo comercial entre os dois países.

Na ocasião, o governo brasileiro também defendeu a ampliação da cota destinada ao Brasil em 2026 para preservar a estabilidade e a previsibilidade das exportações.

“O diálogo com a China permanece constante. O Ministério segue acompanhando a situação e mantendo interlocução com as autoridades chinesas”, informou o Mapa.

Arroba do boi gordo: confira como o mercado fechou em 9 estados

Os preços do boi gordo e da carne bovina apresentam movimentos distintos no mercado brasileiro em agosto. Enquanto a arroba perdeu parte da força registrada no fim de julho, a carne comercializada no atacado da Grande São Paulo mantém preços firmes, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    De acordo com o centro de pesquisas, o mercado do boi gordo começou agosto ainda aquecido, dando continuidade ao movimento observado nas últimas semanas de julho. Ao longo do mês, porém, as negociações perderam força.

A mudança está relacionada principalmente à menor necessidade dos frigoríficos de adquirir novos lotes de animais no mercado spot. Com uma demanda menor por compras imediatas, a pressão sobre as cotações da arroba diminuiu.

Apesar desse cenário, o Cepea destaca que os preços do boi gordo permanecem em patamares elevados.

Carne bovina mantém preços firmes

No atacado da Grande São Paulo, o comportamento é diferente. Os preços da carne bovina continuam sustentados em agosto, mesmo diante da perda de força observada nas negociações do boi gordo.

O cenário mostra, portanto, um descolamento entre as duas pontas da cadeia neste mês: enquanto o mercado do animal vivo encontra maior resistência para novas altas, os valores da carne bovina seguem firmes no atacado paulista.

  • São Paulo: R$ 343,74
  • Bahia: R$ 321,17
  • Goiás: R$ 335,07
  • Minas Gerais: R$ 339,13
  • Mato Grosso do Sul: R$ 339,96
  • Mato Grosso: R$ 333,82
  • Pará: R$ 336,71
  • Rondônia: R$ 328,68
  • Tocantins: R$ 334,81

2ª Agrotec terá policiamento reforçado e ações preventivas para garantir segurança do público

A Polícia Militar de Rondônia estará presente na 2ª edição da Agrotec, Raízes que conectam o futuro, realizada pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), de 26 a 30 de agosto, das 14h às 21h, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A corporação levará exposição de materiais e equipamentos, orientações preventivas e serviços à população, incluindo ações relacionadas à violência doméstica, prevenção às drogas, educação ambiental, doação de mudas pelo Batalhão de Polícia Ambiental e cadastro para o Programa Segurança Rural.

Segundo o tenente-coronel Alex Miranda, porta-voz da Polícia Militar de Rondônia, a participação busca aproximar a corporação da comunidade. “Vamos levar prevenção, informação e serviços para a população, além de apresentar equipamentos e o trabalho desenvolvido pela Polícia Militar”.

A programação também contará com a participação do Batalhão de Operações Especiais, do Batalhão de Polícia de Choque e do 1º Batalhão, que realizará o policiamento ostensivo em toda a área do evento, com equipes a pé e quadriciclos. A segurança também será reforçada pela Atividade Delegada da Prefeitura de Porto Velho.

Segurança também será reforçada pela Atividade Delegada da Prefeitura de Porto Velho

Para o secretário da Semagric, Douglas Bener, a presença da Polícia Militar contribui para tornar a Agrotec ainda mais completa e segura para as famílias. O público também poderá acompanhar apresentações da Polícia Militar Mirim, da Banda de Música da PMRO e do conjunto Combo, com músicas populares e mensagens de utilidade pública. “A Agrotec é uma feira para toda a família. Segurança, cultura, serviços e conhecimento fazem parte dessa grande programação”, afirmou Douglas Bener.

Texto: Jean Carla Costa

Seca e assoreamento do Tapajós ameaçam escoamento de grãos pelo Arco Norte

A expansão do agronegócio brasileiro no Arco Norte criou uma dependência logística que agora começa a ser testada pelo clima. O Rio Tapajós, principal corredor para levar soja e milho de Mato Grosso aos portos do Pará, entra no segundo semestre de 2026 sob o risco de redução do nível das águas e com uma disputa ainda sem solução sobre a realização de dragagens de manutenção em trechos considerados críticos para a navegação. 

O problema é especialmente relevante para o agronegócio porque o Tapajós deixou de ser apenas uma alternativa logística e passou a concentrar uma parcela importante do escoamento da produção do Centro-Oeste. Em 2025, a hidrovia movimentou 16,8 milhões de toneladas, alta de 14,3% em relação ao ano anterior. Soja e milho responderam por 88,4% desse volume. 

É uma configuração que ganhou espaço justamente porque reduz a dependência dos corredores do Sul e Sudeste. Segundo estimativas apresentadas pelo setor produtivo, entre 5 milhões e 5,5 milhões de toneladas de grãos podem ter o escoamento comprometido caso os trechos críticos do Tapajós sofram restrições de calado durante a estiagem.

Custos adicionais

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) calcula que a transferência dessas cargas para rotas alternativas possa acrescentar pelo menos R$ 500 milhões aos custos logísticos. A ABTP, Associação Brasileira dos Terminais Portuários, que representa os terminais de transbordo, trabalha com uma conta que chega a R$ 800 milhões. 

“Não dá para fazer esse transporte por estrada. Primeiro porque falta estrutura na BR-163, segundo, porque os terminais de transbordo foram criados para receber de 2 mil a 3 mil toneladas de produtos de uma vez, justamente porque os grãos chegam por barcaças”, diz Jesualdo Silva, da ABTP.   

O impacto não ficaria restrito às exportações. O Tapajós também transporta fertilizantes, combustíveis e outros produtos que abastecem cidades da região. No primeiro bimestre de 2026, soja e milho responderam por 86% das 2,38 milhões de toneladas transportadas pela hidrovia, enquanto fertilizantes representaram 6,3% e granéis líquidos, 7,4%. 

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o risco não é apenas comercial. “Um dos pilares essenciais para a competitividade da indústria brasileira é uma infraestrutura eficiente que permita o escoamento das cargas de forma segura, rápida e com preço competitivo”, escreve em artigo publicado pela CNN.  

O setor industrial e principalmente do agro defende uma dragagem emergencial e pontual em sete trechos considerados críticos. 

A proposta em discussão não prevê, segundo o setor produtivo, a abertura de uma nova hidrovia ou uma alteração ampla do curso do rio. A intervenção seria concentrada em pontos onde houve acúmulo de sedimentos. 

O próprio DNIT define a dragagem de manutenção como a remoção periódica de sedimentos acumulados no leito dos rios, como bancos de areia, que podem dificultar ou impedir a passagem de embarcações. Em documento oficial sobre o Tapajós, o órgão afirma que a intervenção teria como objetivo “restabelecer o padrão de escoamento e navegabilidade originalmente existente”, corrigindo o assoreamento decorrente de processos naturais ou da deposição de sedimentos. 

Outro lado 

O problema é um conflito com os povos indígenas da região.  O governo federal chegou a publicar, em janeiro, um edital de R$ 74,8 milhões para a dragagem de manutenção do trecho entre Santarém e Itaituba. A contratação fazia parte do Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária e tinha recursos do Novo PAC. 

Em fevereiro, porém, o governo suspendeu o pregão após a mobilização de povos indígenas do Tapajós. A União afirmou que a dragagem é uma atividade de rotina e não está relacionada à eventual concessão da hidrovia, mas decidiu suspender o processo e criar um grupo de trabalho para discutir a consulta livre, prévia e informada às populações indígenas. 

Uma nota técnica do GT Infraestrutura e Justiça Socioambiental também questiona a classificação das intervenções como simples dragagem de manutenção. Segundo o documento, quatro dos sete pontos previstos nunca haviam recebido esse tipo de intervenção e, em outros locais, os volumes planejados poderiam ultrapassar o que seria compatível com uma manutenção do canal. O grupo defende licenciamento ambiental, estudos de impacto e consulta às comunidades antes de qualquer intervenção. 

“Estamos falando de um rio que já sofre pressão de outras atividades, como o garimpo, e de intervenções que podem afetar a biodiversidade, os modos de vida das comunidades e até a dinâmica dos ambientes do próprio rio”, afirma Renata Utsunomiya, analista de políticas públicas de transportes do GT Infra e autora da nota técnica. 

A ABTP e outras entidades que representam os operadores do Arco Norte sustentam que a intervenção precisa ser realizada antes do agravamento da estiagem. O argumento é que, quando o nível do rio cair demais, a própria operação de dragagem poderá ficar mais difícil. 

Hoje, segundo o setor, a navegação ainda ocorre normalmente, com calado na faixa de 4,8 a 5 metros nos trechos navegáveis. O temor é que a combinação entre menor nível das águas e bancos de areia reduza o calado disponível em determinados pontos. 

Procurado, o DNIT informa que “após avaliação das informações técnicas disponíveis, diálogo entre os órgãos envolvidos e escuta de povos indígenas e comunidades tradicionais da região, o Governo Federal decidiu não realizar, neste momento, a dragagem no rio Tapajós, no trecho entre Itaituba e Santarém, no Pará.”

Em nota, o órgão diz que a decisão considerou os aspectos logísticos, ambientais e sociais envolvidos, assim como os cenários hidrológicos previstos para os próximos meses. “As avaliações realizadas até o momento indicam que a navegação local, feita predominantemente por embarcações de menor porte e menor calado, poderá ser mantida mesmo em cenário de redução do nível das águas, assegurando o abastecimento das comunidades ribeirinhas.”
“Em caso de necessidade de escoamento de cargas de maior porte, o corredor rodoviário já constitui alternativa logística efetivamente utilizada na região. Há fluxo rodoviário regular e os planos de contingência preveem a realização de intervenções nas rodovias para o eventual aumento do número de caminhões. “
O DNIT ainda informa que com essa medida, o Governo Federal busca uma solução equilibrada, que assegure segurança às comunidades, preserve as condições socioambientais da região e garanta a continuidade do transporte e do escoamento de cargas durante o período de estiagem, sem prejuízo às populações que dependem do rio Tapajós.

Histórico de problemas 

O fenômeno de seca no rio não é novo. Rios amazônicos sofrem naturalmente com processos de erosão e deposição de sedimentos. O problema é que, em períodos de seca mais intensa, uma redução de alguns centímetros ou metros na lâmina d’água pode limitar a quantidade de carga transportada por uma embarcação. 

Para o agronegócio, isso significa uma conta direta. Uma barcaça que não consegue navegar com sua capacidade máxima precisa fazer mais viagens ou reduzir o volume transportado. Em uma cadeia de exportação de milhões de toneladas, a diferença rapidamente aparece no frete. 

A alternativa rodoviária também não é simples. A produção que chega a Miritituba pela BR-163 teria de ser direcionada para outros corredores, justamente em um momento em que as principais rotas alternativas também enfrentam limitações. O setor afirma que não existe infraestrutura suficiente em Santarém para absorver todo o volume que normalmente passa pelos terminais de Miritituba. 

A própria Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) já registrou os efeitos que uma seca amazônica pode produzir sobre a logística agrícola. No anuário agrologístico de 2025, a companhia apontou que parte do milho que seria destinado a Barcarena foi deslocada para Itaqui, no Maranhão, e Santos, em São Paulo, durante a forte seca de 2024, que dificultou a navegação em hidrovias como Madeira e Tapajós. 

A diferença agora é que o fenômeno climático chega a uma estrutura logística ainda mais dependente do Arco Norte. A hidrovia transportou 16,8 milhões de toneladas em 2025 e vem aumentando sua participação no sistema de escoamento do país. No primeiro bimestre deste ano, foram 2,38 milhões de toneladas. Além dos grãos, o corredor também ganhou importância no transporte de fertilizantes e combustíveis. 

Há ainda uma segunda discussão: quem deve pagar pela manutenção das hidrovias. “O setor privado está disposto a custear a dragagem emergencial, mas precisamos de autorização do governo federal”, afirma Silva.  

A proposta faz parte de uma discussão mais ampla sobre a concessão de serviços de infraestrutura hidroviária. O setor afirma que eventual cobrança pelo serviço deverá recair sobre o transporte comercial de cargas, e não sobre ribeirinhos, passageiros ou atividades de subsistência. 

Para as comunidades indígenas e organizações socioambientais, porém, a questão vai além do financiamento. O temor é que a dragagem seja utilizada como porta de entrada para uma transformação mais ampla do Tapajós em corredor de exportação, com impactos sobre pesca, biodiversidade e modos de vida tradicionais. 

As lideranças indígenas que se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho afirmaram ter recebido a garantia de que a dragagem não seria realizada. Após o encontro, representantes disseram que o agronegócio estaria utilizando a possibilidade de uma nova seca como justificativa para intervir no rio. 

Carlos Magno intensifica agenda pelo interior de Rondônia e amplia diálogo com produtores rurais

O candidato a deputado estadual Carlos Magno vem intensificando sua agenda de visitas e reuniões pelo interior de Rondônia, ampliando o contato direto com produtores rurais, lideranças e moradores de diferentes regiões do estado. Nos últimos dias, a programação incluiu encontros em propriedades rurais, participação em emissora de rádio e reunião com moradores, em uma agenda voltada principalmente à escuta das demandas de quem vive e trabalha no campo.

Entre os compromissos, Carlos Magno esteve na região de Ouro Preto do Oeste, na Linha 203, onde visitou o produtor Cimar Luiz Coutinho, ligado à produção de banana e à atividade de criação de gado. O encontro permitiu conversar sobre as necessidades enfrentadas pelos produtores. Em Vale do Paraíso, Carlos Magno também participou de entrevista na Rádio Geração FM 104.9, com o apresentador Mauro Usanovich, levando ao público da região suas propostas e ouvindo questões relacionadas ao desenvolvimento do estado.

Já em Jaru o candidato participou de uma reunião na residência da professora Isabel Barbosa. O encontro reuniu moradores e pessoas próximas à comunidade para uma conversa sobre as demandas locais e as perspectivas para a região.

“Tenho procurado estar presente onde as coisas acontecem, principalmente junto ao produtor rural. É no contato direto, dentro das propriedades e conversando com as pessoas, que conseguimos compreender melhor as necessidades de cada região ”, afirmou Carlos Magno.

A expectativa, segundo o candidato, é fortalecer cada vez mais essa atuação junto aos produtores rurais e ampliar o diálogo com as diferentes regiões de Rondônia. A agenda desta semana é considerada produtiva pela equipe, com previsão de novas reuniões e visitas a propriedades rurais ao longo dos próximos dias. A proposta é manter uma presença mais próxima no interior, ouvindo as demandas locais e conhecendo in loco os desafios enfrentados por quem produz em Rondônia.

Conheça o abacaxi que dura mais tempo após a colheita

O produtor Fábio Roberto, de Seringueiras (RO), plantou um pé de abacaxi e agora tem uma dúvida: qual é o momento certo de colher o fruto para comercialização?

Um dos principais sinais está na coloração da casca. A mudança de cor indica o avanço da maturação e ajuda o produtor a definir quando retirar o fruto da planta, levando em consideração também o tempo necessário para transporte e comercialização.

Além do ponto de colheita, outro desafio é fazer com que o abacaxi mantenha a qualidade por mais tempo depois de sair da lavoura.

Uma das alternativas desenvolvidas pela Embrapa é a BRS Sol Bahia, variedade mais nova que apresenta maior resistência após a colheita, inclusive quando o fruto já está mais amarelado.

A BRS Sol Bahia foi lançada inicialmente para cultivo no semiárido de Minas Gerais e da Bahia, mas já existem estudos para avaliar o desempenho da variedade em outras regiões do Brasil.

Onde encontrar mudas e orientações

Produtores interessados na BRS Sol Bahia devem procurar a Embrapa para obter informações sobre pontos de comercialização de mudas próximos à sua região.

A instituição também disponibiliza publicações técnicas com orientações sobre o plantio, manejo e colheita do abacaxi, que podem ajudar o produtor desde a implantação da lavoura até a comercialização dos frutos.

Renegociação de dívidas rurais esbarra em prazo e excesso de exigências

A publicação da portaria do Ministério da Fazenda que autoriza a equalização das taxas de juros nas novas operações destinadas à renegociação de dívidas rurais destravou uma etapa importante para a operacionalização das linhas de crédito. Apesar do avanço, representantes do agronegócio alertam que os produtores ainda encontram dificuldades para acessar os recursos.

O documento foi publicado após a regulamentação da Medida Provisória 1.376/2026 e permite que as instituições financeiras habilitadas avancem na implementação das operações de renegociação.

A portaria saiu um dia depois de mais de 20 entidades ligadas ao agronegócio entregarem à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) um manifesto cobrando do governo federal medidas para viabilizar, na prática, as linhas anunciadas.

Com a publicação, uma das principais reivindicações do setor foi atendida. Agora, porém, as atenções estão voltadas à capacidade dos bancos de receber os pedidos e efetivar as renegociações.

A presidente-executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, afirma que a regulamentação permite às instituições financeiras avançarem na implementação das linhas, mas destaca que ainda existe uma distância entre a criação do programa e o acesso efetivo pelos produtores.

Segundo ela, uma das principais preocupações neste momento é o prazo de suspensão das dívidas previsto na medida provisória, que chegou ao fim antes de as instituições estarem plenamente preparadas para receber as operações.

“O que nos preocupa ainda é que a medida provisória trazia o prazo de 30 dias dessa prorrogação da dívida, juros e tudo mais, suspensão dessa dívida. Esse prazo acabou agora na sexta-feira”, afirmou.

Diante desse cenário, a OCB mantém interlocução com o Ministério da Fazenda para tentar obter uma prorrogação.

“A interlocução que nós estamos fazendo já hoje com o Ministério da Fazenda é para que isso seja prorrogado, dado que as instituições financeiras, os bancos que estão operando, não estão em condição ainda de recepcionar essa operação do endividamento rural”, acrescentou Zanella.

A avaliação é de que um prazo adicional daria tempo para os sistemas das instituições financeiras se adaptarem às novas linhas sem que os produtores sejam prejudicados enquanto aguardam a possibilidade de renegociação.

Produtor ainda encontra dificuldades

Apesar da publicação da portaria, a preocupação das entidades permanece porque, segundo Zanella, os produtores ainda não conseguem acessar plenamente as condições anunciadas.

O manifesto apresentado pelo setor havia colocado a ausência da portaria entre os principais entraves para a operacionalização do programa. Com essa etapa superada, as entidades agora acompanham como as instituições financeiras vão colocar as regras em prática.

“A preocupação maior era a falta dessa portaria, mas agora também ela tem sido mantida em virtude ainda de que o produtor não está conseguindo acessar essa proposta de renegociação”, afirmou a presidente-executiva da OCB.

Zanella também defendeu que os produtores comuniquem às entidades representativas as dificuldades encontradas nas instituições financeiras. A intenção é reunir informações sobre a aplicação das regras e subsidiar as negociações do setor em Brasília.

A regulamentação habilitou dez instituições financeiras para operar as linhas de renegociação. Entre elas estão instituições bancárias e sistemas cooperativos de crédito.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), porém, ficou fora da relação.

Questionada sobre a ausência, Zanella ressaltou a importância da instituição para o financiamento do setor e sua capilaridade, mas afirmou que a OCB respeita a decisão.

“A gente sabe da importância e dessa capilaridade que o BNDES consegue chegar, mas respeitamos essa posição do banco”, disse.

Segundo ela, existe a possibilidade de que a instituição possa participar de iniciativas futuras relacionadas ao tema.

Especialista vê alcance limitado da renegociação

Além das dificuldades operacionais, os critérios para acesso às linhas também são motivo de preocupação.

O consultor jurídico Thiago Rocha avalia que a portaria preencheu uma lacuna importante da regulamentação, mas considera elevado o número de requisitos para que os produtores sejam considerados elegíveis.

“A publicação da portaria do Ministério da Fazenda fechou uma importante lacuna na regulamentação da 1.376”, afirmou.

Para Rocha, o volume de crédito direcionado à iniciativa representa apenas uma parcela da carteira problemática do crédito rural brasileiro.

“Há um nível excessivo de requisitos de elegibilidade e o crédito direcionado corresponde apenas a 10% ou pouco mais daquilo que é a carteira problemática de crédito rural no Brasil”, avaliou.

Na visão do consultor, a combinação entre critérios restritivos e recursos limitados pode reduzir o alcance da iniciativa.

“O resultado é que temos hoje um instrumento importante, mas com resultados muito tímidos do ponto de vista de renegociação de dívidas”, acrescentou.

Próxima etapa será acompanhada nos bancos

Com a regulamentação avançando, a atenção do setor se volta agora para a execução das linhas pelas instituições financeiras.

Entre os pontos que deverão ser acompanhados estão as exigências para comprovação da elegibilidade, as análises de crédito e as garantias solicitadas pelos bancos. O comportamento das instituições será determinante para medir quantos produtores conseguirão, de fato, transformar as condições anunciadas pelo governo em novas operações.

Para as entidades do agronegócio, a publicação da portaria representa um avanço, mas a efetividade da medida dependerá da velocidade de implementação das linhas e da capacidade de os produtores atenderem aos critérios estabelecidos para a renegociação.