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Roteiro de Salomão – A Pedra do Elefante foi contemplado pela Lei Aldir Blanc

Talvez você conheça a história do homem de 69 anos, autoritário e de personalidade fria, que defende seus filhos com unhas e dentes, foi traído pela mulher e exerce forte liderança entre fazendeiros e garimpeiros em terras indígenas e quilombolas na Amazônia. Não, não estamos falando do homem que você pensou, e sim de Salomão Cordeiro, personagem central do roteiro do longa-metragem “Salomão – A Pedra do Elefante”.

A trama se desenrola com a vinda dos filhos Diana e Adônis durante as férias, onde mistérios e segredos do passado do patriarca vão sendo expostos, como o desaparecimento de sua esposa, Helenis Arafat, das práticas escusas e dos conflitos conjugais e da engenharia do submundo do crime de colarinho branco e da contravenção no Brasil.

Ambientado na isolada sede da Fazenda Pedra do Elefante, em Rondônia, pretende ser um microcosmo das relações de conflito advindas da ruptura que as práticas ilícitas de Salomão provocam na lógica tradicional que ilustra a instituição familiar brasileira.

O roteiro inédito, com argumento do cineasta José Jurandir da Costa, foi desenvolvido pelos roteiristas Vinícius Rodrigues, Marcus Vilar e Aécio Amaral, todos com larga experiência cinematográfica, realizado com a produção executiva da Acapulco Filmes. Para o diretor da Acapulco Filmes, cineasta José Jurandir da Costa, o filme traz, ao mesmo tempo, “temas atuais do universo da Amazônia recheado de tramas que remetem ao passado dos personagens e seus segredos, pois toda a família tem suas histórias secretas”.

Para Jurandir Costa, um dos primeiros resultados foi o roteiro ter sido contemplado no Edital da Lei Aldir Blanc em Rondônia, reforçando “a importância do fomento à cultura desta lei que veio reforçar ainda mais o papel do cinema e das artes em nosso país” Para quem quiser saber mais sobre o roteiro de “Salomão – A Pedra do Elefante”, está disponível para leitura no site www.acapulcofilmes.com.br.

Acompanhe também no canal do Youtube da Acapulco Filmes um diálogo sobre o processo de construção do roteiro, com mediação de José Jurandir da Costa e os três roteiristas responsáveis pela obra audiovisual. O peso do argumento e do roteiro permitiram que o projeto fosse contemplado na 2ª Edição Alejandro Bedotti do Edital de Premiação de Fomento à Cultura para Pesquisa e Desenvolvimento de Expressões Culturais no Edital Nº 33/2021/SEJUCEL-CODEC, Eixo I – Pesquisas Artísticas Cinematográficas Categoria B – Pesquisa escrita inédita de roteiros cinematográficos de LongaMetragem, Lei Aldir Blanc em Rondônia no mês de junho de 2022.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou com vetos a lei que cria os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou com vetos a lei que cria os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), instrumento de captação de recursos para o agronegócio no mercado financeiro. O ato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (30).

A nova lei é oriunda do PL 5191/2020, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). No Senado, teve relatoria do senador Carlos Fávaro (PSD-MT).

O objetivo do Fiagro é permitir que qualquer investidor, nacional ou estrangeiro, possa direcionar seus recursos ao setor agropecuário, diretamente para aquisição de imóveis rurais ou indiretamente para aplicação em ativos financeiros atrelados ao agronegócio.

Os Fiagros serão geridos por instituições do mercado financeiro, como bancos e distribuidoras de títulos e valores mobiliários (DTVMs), que captarão os investidores.

O principal atrativo do fundo é a tributação, que será a mesma dos fundos imobiliários. Dessa forma, os rendimentos e ganhos de capital estarão sujeitos à incidência do Imposto de Renda na fonte, com alíquota de 20%. Alíquota idêntica será aplicada aos ganhos de capital e rendimentos auferidos na alienação ou no resgate de cotas dos fundos. Os fundos estarão ainda isentos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A nova lei inclui o Fiagro na Lei 8.668, de 1993, que instituiu os fundos de investimento imobiliário.

Vetos

Bolsonaro vetou quatro pontos da proposta, que agora serão analisados pelo Congresso Nacional. Os trechos retirados da lei previam benefícios fiscais para os investidores dos Fiagros, como isenção de Imposto de Renda na fonte para as aplicações efetuadas e também para os rendimentos de cotas negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado.

Os quatro vetos foram propostos pelo Ministério da Economia, que alegou que os dispositivos implicavam renúncia de receita, sem previsão de corte equivalente de despesa, prazo de vigência dos benefícios e estimativa de impacto orçamentário, como manda a legislação.

Com Agência Câmara

Fonte: Agência Senado

Você sabe o valor das terras rurais no Brasil?

Recentemente noticiamos que Bill Gates é o maior proprietário de terras agrícolas dos EUA e o motivo por estar investindo. O fundador da Microsoft, Bill Gates, e sua esposa Melinda acumularam o maior portfólio de terras agrícolas privadas nos Estados Unidos, eles possuem cerca de 242.000 acres de terras agrícolas como parte de um portfólio de terras mais amplo de 269.000 acres em 19 estados, com as maiores propriedades em Louisiana (69.071 acres), Arkansas (47.927 acres) e Arizona (25.750 acres). O bilionário revelou que sua decisão está ligada à ciência e tecnologia aplicada nas sementes e ao desenvolvimento de biocombustíveis. “Meu grupo de investimento escolheu fazer isso. O setor agrícola é importante. Com sementes mais produtivas, podemos evitar o desmatamento e ajudar a África a lidar com as dificuldades climáticas que já enfrentam. Não está claro o quão baratos os biocombustíveis podem ser, mas se eles forem baratos, podem resolver as emissões da aviação e dos caminhões”, completou.

Mas como o assunto impacta o mercado brasileiro? Hoje, no Brasil, 5,3 milhões de imóveis rurais ocupando 442 milhões de hectares. ¼ desta terra agrícola é ocupada por 0,3% do total de propriedades rurais no Brasil (15,6 mil propriedades); enquanto outro ¼ é ocupado por 77% de propriedades rurais menores (3,8 milhões).  De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) 3,98 milhões de hectares de terras agrícolas no Brasil pertencem a pessoas de outras nacionalidades, empresas estrangeiras ou empresas brasileiras constituídas ou controladas por estrangeiros. Minas Gerais é o estado com maior concentração de terras compradas por pessoas ou empresa de outros nacionalidades (943,5 mil hectares), seguido por Mato Grosso (402,3 mil hectares) e São Paulo (351,4 mil hectares).

O especialista e corretor rural, Nilo Ourique, afirma que o valor do hectare no Brasil depende de muitos fatores como localização, topografia, solo e gastos com conservação e melhorias da área. ‘É possível que haja hectare por R$500,00 ou até mesmo R$200,000.00, assim como também é comercializado por sacas de soja, chegando a 1500 sacas por hectare’, salienta Nilo. Ourique pontua que os maiores atrativos nas terras brasileiras são o clima, qualidade de solo e as grandes extensões. Hoje, os estados mais procurados são: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Tocantins e Bahia.

“Com a alta das commodities, é notável que muitos estão optando em investir em áreas para arrendamento, os valores estão mais atrativos  e a procura está maior’, diz Nilo.

Hoje não há uma metodologia padronizada de pesquisa nacional para se estabelecer o valor de uma terra e acompanhar uma oscilação de preços ao decorrer dos anos. Antes de adquirir o imóvel é preciso estar claro qual o percentual de Área Agricultável, Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP) está sendo oferecida. As áreas de APP e RL são restritas para a preservação ambiental. Portanto, quanto maior o índice de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente, menor será a disponibilização de área para plantio comercial de determinada cultura. É necessário entender para qual fim a terra era utilizada anteriormente e por quanto tempo, isso facilita o entendimento sobre a fertilidade e possíveis correções necessárias no solo. Essas informações auxiliam na interpretação sobre a qualidade física e química da terra, as quais servirão de base para identificar os custos de um projeto de plantio.

Ainda em 2020, o Senado aprovou o Projeto de Lei nº 2.963, de autoria do Senador Irajá, que busca disciplinar a aquisição, bem como todas as modalidades de posse, inclusive o arrendamento e o cadastramento de imóvel rural, por pessoas físicas e jurídicas estrangeiras. A proposta tem como objetivo tornar a negociação, que inclui venda ou arrendamento, de propriedades rurais a empresas do exterior mais flexível e regularizar todas as que estavam aguardando parecer.

A estimativa, de acordo com o senador Irajá Silvestre Filho, é que a aprovação do projeto poderá trazer nada menos do que R$ 50 bilhões em investimentos ao setor agroindustrial do País. A aquisição de terras por estrangeiros é regulamentada há bastante tempo pela Lei 5.709 de 1971. Esta lei prevê uma série de restrições para que estrangeiros possam adquirir terras rurais no país, como limitações territoriais e necessidade de aprovação prévia pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Nilo Ourique ainda ressalta que os estrangeiros buscam terras agrícolas no Brasil, pois o País é uma indústria a céu aberto. “Temos água, clima e tudo que é preciso para produzir, tanto que nossa agricultura está cada vez mais em destaque mundial. E vale lembrar que Bill Gates está investindo no setor agrícola, pois ele sabe que quem compra terras, não erra”, declarou.

Após ter o parecer favorável do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), com emendas, o Projeto de Lei nº 2.963 segue para votação na Câmara dos Deputados e na sequência para sanção do presidente. Acesse o PL aqui.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou em dezembro de 2020 que vai vetar o projeto de lei que facilita a compra e o arrendamento de terra por estrangeiros caso o projeto que trata do assunto, aprovado há duas semanas pelo Senado, passe pela Câmara. A posição do presidente coincide com a do PT e de ONGs ambientalistas, como o Greenpeace, diversas vezes atacadas pelo presidente. Em transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, Bolsonaro classificou a proposta como antipatriótica e disse que não deixará o Brasil ser vendido a estrangeiros.

Por: AGROLINK –Aline Merladete

Cresce procura por raça Brahman

A raça Brahman está ganhando destaque no Brasil. Resultado do cruzamento de quatro outras raças: Gir, Nelore, Guzerá e Krishna Valley, tem sua origem os Estados Unidos e foi introduzida no Brasil em 1994. Atualmente é a segunda raça de corte nacional com maior volume de exportações de genética. Países como Argentina, Bolívia, Equador, Guatemala, Panamá e Paraguai usam as doses para cruzamento.

Segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em 2020 as vendas de sêmen Brahman cresceram 40% e a coleta de doses cresceu 8,5%, alcançando 152.542 doses. O cenário reflete na procura de touros da raça para compor as baterias das centrais de inseminação.

“Hoje, nossa genética atende tanto o mercado interno quanto o externo. Em 2021, nossa expectativa é de manter esse crescimento nas vendas de sêmen”, diz o presidente da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), Paulo Scatolin.

O Brahman é a raça zebuína de maior presença no mercado mundial, sendo criada em mais de 80 países, tanto por conta das características ligadas à qualidade da carne quanto por sua adaptabilidade. “Outro ponto a se destacar é a versatilidade da raça, pois apresenta elevado desempenho na raça pura e também no cruzamento. Quando utilizado em fêmeas meio-sangue, atinge o máximo em produtividade, produzindo animais de ciclo curto, com alto peso de carcaça”, diz Cassiano Pelle, gerente de Produto Corte Zebu da CRV Lagoa.

Seja no exterior ou no Brasil, o pecuarista tem procurado cada vez mais encurtar o ciclo de produção para tornar a pecuária um negócio rentável. Quem pretende trabalhar nessa linha precisa investir em animais de maior precocidade sexual, fertilidade, ganho de peso acelerado, alto peso final e acabamento de carcaça. “A precocidade sexual e de terminação são as duas características que se tornaram mais relevantes nos últimos anos, muito por conta da demanda por carne ‘tipo exportação’. E o Brahman vem contribuindo com o rápido ganho de peso e o alto peso final.”, esclarece a zootecnista e gerente de Produto Corte da Genex, Juliana Ferragute.

Outra característica muito valorizada na pecuária de corte é a habilidade materna, pois bezerros bem alimentados ganham mais peso durante os primeiros meses de vida e conseguem melhor desempenho no pós-desmame. “As fêmeas Brahman apresentam ótimos resultados em desempenho e habilidade materna, sendo essas grandes virtudes da raça. Isso contribui para imprimir nos produtos de seus cruzamentos maior produtividade e com muita qualidade de carcaça, por conta de características como musculatura bem distribuída e costelas profundas e bem arqueadas”, diz Arthur Henrique Vieira, coordenador de Produto e atendimento ao Cliente Corte da ABS.

Esse maior desempenho tem sido verificado tanto em confinamento quanto em semiconfinamento. “O pecuarista que usa a genética Brahman em rebanho comercial visa atender ao mercado de carne de qualidade, pois receberá melhores premiações dos frigoríficos pela entrega de carcaças bem acabadas e pesadas”, explica o diretor da central PremiumGen Fernando Pereira.

Há ainda grande demanda pela genética Brahman por parte da pecuária de elite. São criadores que buscam um tipo de sêmen diferenciado para o melhoramento genético de seus rebanhos puros, utilizando para isso as mais modernas biotecnologias de reprodução e acasalamentos dirigidos, seja com sêmen de touros nacionais ou importados dos Estados Unidos. “Vejo que a raça tem achado seu espaço no mercado e melhorado muito o desempenho dos animais, sendo colocado em destaque um biótipo atual, com foco em precocidade e muita musculatura, trazendo rentabilidade tanto para rebanhos comerciais quanto para os selecionadores”, assegura William Xavier, gerente Comercial da Accelerated Genetics do Brasil.

Hoje, a raça conta com dezenas de touros nas principais centrais de sêmen do Brasil, que são: Alta Genetics, ABS, AG Brasil, Accelerated Genetics do Brasil, Araucária Genética, CRV Lagoa, Genex, PremiumGen, Select Sires e Semex Brasil.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

Desempenho do frango (vivo e abatido) na 12ª semana de 2021, quarta de março

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Embora continuassem ocorrendo de forma lenta, como na semana anterior, as quedas de preço do frango abatido na quarta semana de março, 12ª de 2021, foram praticamente contínuas. E isso fez com que o período fosse encerrado com um valor inferior ao da abertura do mês, o que não é muito comum.

De toda forma, sem contar ainda as baixas que podem ocorrer nestes três últimos dias de março, o frango abatido vai chegando ao final do período de Quaresma com uma cotação não mais que 1% inferior à do início desse período religioso. E isto também não é muito comum, pois, normalmente, a desvalorização da carne de frango e das demais carnes no decorrer da Quaresma tem sido bem maior.

Em suma, esta foi uma Quaresma diferente. Mas não por conta da pandemia e, sim, graças à valorização (de origem externa) obtida pelo boi e que encontrou no mercado interno um consumidor cuja capacidade aquisitiva se encontra visivelmente deprimida. A competitividade apresentada pela carne de frango proporcionou a esta desvalorização mínima nesse período.

A preocupação agora é com que vem sendo chamado de “pausa sanitária”, um pseudo-lockdown que em alguns casos deve durar mais de 10 dias, adentrando o mês de abril. Ou seja: ainda que não parem, todas as atividades serão reduzidas ao mínimo. E a questão levantada é: como se comportará a logística de abastecimento e o consumo de alimentos nesse “feriadão”?

Quanto ao frango vivo, permanece com a cotação inalterada desde 8 de março, aparentemente alheio ao enfraquecimento do mercado do abatido. E tal comportamento sugere, de um lado, que mesmo enfrentando baixas com o produto final, as integrações não vêm desovando produto no mercado de aves vivas; e, de outro lado, que a oferta de aves vivas por parte de produtores independentes continua ajustada à demanda.

Dessa forma, enquanto o frango abatido vai caminhando para o final de março com um ganho mínimo em relação a fevereiro (valorização que não chega a 1%), o frango vivo alcança, até aqui, valor quase 5% superior ao do mês anterior. Tende a manter a atual cotação no decorrer desta Semana Santa, a despeito de ser este, normalmente, o período de menor consumo de carnes do ano.

Por: AVISITE

China faz mais 3 negócios com soja brasileira

No mercado CFR China, uma remessa de junho e uma remessa de julho foram negociadas para a China durante a noite de quinta-feira para esta sexta-feira, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. Alguns trituradores buscavam mais embarques de soja brasileira em maio e junho para cobrir a demanda, apesar das fracas margens de esmagamento.

“O embarque de maio foi oferecido a 142 c/bu sobre o futuro de maio na sexta-feira e o embarque de junho foi indicado a 153 c/bu sobre o futuro de julho. O  indicador  CFR  China  para  embarque  em  maio  foi avaliado  em  135  c/bu  sobre  o  futuro  de  maio, equivalente a $ 566,25/t, queda de $ 4,75/t em relação à avaliação anterior. No mercado de originação,  uma remessa de  junho do Brasil mudou de mãos a 31 c/bu em relação ao futuro de julho na base FOB Santos. Enquanto  um  embarque  de  maio  foi  acordado  em  -10 c/bu para os futuros de maio”, comenta.

No mercado de papel, um carregamento de junho foi negociado a 23 c/bu sobre o futuro de julho no mercado FOB Paranaguá, equivalente a $ 521,75/t. Nos derivados, as bolsas refletem o desinteresse momentâneo por países importadores de farelo de soja, como China e o bloco da União Europeia.

“Em  relação ao  início  da semana, a commodity apresentou variação negativa de -0,95%, encerrando neste dia 26 próxima dos US$ 403,00 por tonelada curta. Em  relação  à  União  Europeia,  sites  internacionais relatam  que  as  importações  de  farelo  de  soja continuaram em queda desde o início da temporada de comercialização de 2020-21, o  que considera os meses de  junho  do  ano  passado  até  junho  deste  ano.  Muito disso  deve-se  à  baixa  oferta  do  Brasil  e  da  Argentina, principais fornecedores do bloco”, conclui.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

Sedam atua para revitalização de nascentes de rios degradadas no Estado; projeto inicia no rio Araras, em Cerejeiras

Diversas matas ciliares, igarapés e rios de Rondônia deverão ser recuperados ainda este ano. A operação começa na região sul do Estado, em Cerejeiras, a cerca de 800 quilômetros de Porto Velho. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), concluiu o diagnóstico para a conservação da bacia assoreada do Igarapé Branco (conhecido por rio Araras).

O Ministério Público, Secretaria do Meio Ambiente de Cerejeiras e a equipe multidisciplinar da Sedam, que construirá um viveiro municipal para atender os imóveis rurais e auxiliar com mudas de árvores.

O projeto está avaliado entre R$ 1,8 milhão e R$ 2,2 milhões. O secretário estadual da Sedam, Marcílio Leite Lopes. prevê até o final de 2021 a recuperação de áreas de preservação permanente degradadas pelo assoreamento, fenômeno causado pelo acúmulo de sedimentos (areia, terra, rochas), lixo e outros materiais levados até o leito dos cursos d’água pela ação da chuva, do vento ou do ser humano.

“Serão investidos R$ 18 mil por hectare nessas áreas carentes de vegetação e sitiantes terão todo apoio nos serviços”, anunciou o secretário.

Desde meados de 2019, a Sedam traçou um planejamento para estudos de recuperação do potencial hídrico de nascentes degradadas e ela será feita com a recuperação da mata ciliar em seu entorno e nas margens dos cursos hídricos do Estado, informou Marcílio Lopes.

Até a década passada, o caudaloso leito do rio Araras ainda não havia sido afetado pela degradação, até que suas nascentes sofreram diminuição da vazão. A equipe multidisciplinar percorreu toda extensão degradada. Numa propriedade de 49 hectares, por exemplo, mesmo possuindo afloramento do lençol freático, uma das nascentes sem vegetação nativa ou mata ciliar no seu entorno foi recentemente escavada. Através de bombeamento, um tanque abastece outros dois tanques escavados.

A Linha 2 passa próxima a essa nascente e não dispõe de tubulações (manilha), o que alterou o curso da nascente. Há, sim, vegetação nativa com densa cobertura vegetal, porém, apenas no que deveria ser o curso da nascente 1.

CUSTO PARA RECOMPOSIÇÃO DE RIOS 

A Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) destinará ainda em 2021 R$ 9,3 milhões à Sedam para recomposição da mata ciliar e recuperação de nascentes, inicialmente em Cerejeiras.

Por se tratar de uma nascente sazonal, este afloramento hídrico não deveria conter água, logicamente devido ao período de estiagem (mês de julho), no entanto, após a realização da escavação, foi feito o bombeamento d’água para nascente 2, esta, utilizada como bebedouro para o gado.

O geólogo da Coordenadoria de Geociências da Sedam, Paulo Sérgio Mendes dos Santos Júnior, responsável técnico pelo serviço, disse que a salvação de nascentes e a conservação da mata ciliar “garantem a sobrevivência de pessoas, plantas e animais”.

As próximas metas para os municípios assistidos serão brevemente anunciadas. A Sedam programa a extensão desse trabalho aos municípios de Cacoal, Espigão d’Oeste (no rio Palmeiras), Buritis, Pimenta Bueno e São Miguel do Guaporé. Lopes lembrou que o diagnóstico do rio Machado, em Cacoal, também faz parte das metas da Sedam.

“Algumas situações de perdas de nascentes já ocorrem desde algumas décadas, interrompendo a abundância da água em diferentes regiões estaduais”, explicou o secretário.

Segundo o geólogo Paulo Sérgio, o rio Araras, na zona rural de Cerejeiras, começou a ser visto pela Sedam por causa da escassez de água no ponto de captação da Caerd. “Projetamos um estudo maior para outras regiões do Estado, a fim de iniciar a recuperação de nascentes e cursos d’água agredidos ao longo do tempo”, informou.

Estudos concluem pela preservação da mata ciliar

Os diagnósticos seguem em ritmo promissor. Ao participar recentemente de cursos por videoconferências, o geólogo constatou a desinformação de pessoas de outras regiões diante da realidade amazônica ocidental. “Sempre tem alguém estranhando que, mesmo na Amazônia, exista problema de abastecimento de água”, comentou Paulo Sérgio.

DIÁLOGO

A Coordenadoria de Geociências vem projetando com educadores ambientais da Sedam outro trabalho visando educar proprietários rurais e a sociedade em geral, no sentido conservacionista em períodos de extensão de suas culturas agrícolas. O trabalho do diagnóstico facilita à Sedam conversar proximamente com os produtores rurais.

Constatando essa possibilidade, a Sedam não apenas angaria recursos financeiros para avançar no projeto de recuperação de nascentes e conservação da mata ciliar, como obtém parcerias. Dessa maneira, conforme o geólogo, o Governo se dispõe a formular novas parcerias com a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e outras instituições de Ensino Superior interessadas em contribuir com projetos no setor.

ÁGUA É VIDA

Atualmente, 20% da população [1,4 bilhão de pessoas] não têm acesso à água potável. Esse problema situa-se em pé de igualdade com o lixo, produção de alimentos, aquecimento global e superpopulações.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), no mundo aproximadamente 2 mil crianças com menos de cinco anos morrem diariamente devido a doenças diarreicas e cerca de 1.800 dessas mortes estão ligadas à água, ao saneamento e à higiene.

Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Paulo Sérgio e Jeferson Motta
Secom – Governo de Rondônia

Aprenda a cultivar uma horta dentro do apartamento

sobretudo

Transpor a estrutura de uma horta para dentro do apartamento, com área e luminosidade reduzidas, é viável, mas requer atenção redobrada. A seguir, Juliano Borin, curador botânico do Instituto Inhotim, dá orientações sobre como ter sucesso ao investir na horta própria.

O que
Temperos e plantas aromáticas são oriundas de clima temperado e podem funcionar bem em apartamentos. São exemplos: manjericão, tomilho, alecrim, lavanda, cebolinha, hortelã e menta.  Também conseguem se desenvolver nessas condições algumas espécies de Pancs (plantas alimentícias não convencionais), caso de ora-pro-nóbis, bertalha, beldroega e capuchinha.

Onde
O ideal é que a horta fique em um local que receba luminosidade direta por pelo menos algumas horas do dia. A melhor luz solar é a matinal, porque a intensidade não é muito forte. Mas o importante é experimentar e ir testando os níveis de luminosidade e qualidade da luz, sempre observando a resposta da planta. Também é melhor evitar locais onde há muito vento, porque isso pode causar desidratação.

Se o apartamento tem pouco espaço, uma boa opção é aproveitar o mesmo vaso para mais de uma espécie. É interessante misturar, por exemplo, hortaliças e ervas aromáticas, que ajudam a repelir insetos. Mas há também plantas que não podem ser cultivadas junto a outras, caso da salsinha, que é a integrante mais antissocial de uma horta.

Como
Para jardineiros iniciantes, o melhor é começar a plantar com mudas. Com o tempo e maior familiaridade com as plantas, será possível dar um passo adiante e fazer mudas de estaca (produzir uma muda usando um pedaço de uma planta) ou a partir de sementes.

Algumas plantas de colheita de folhas, como manjericão e alecrim, podem ser coletadas ao longo do ano todo, só é preciso dar tempo para que galhos e folhas se desenvolvam.

Um ponto de atenção é a rega. A água deve penetrar no solo, deixando-o úmido, mas sem ficar empoçado.

É comum que as pessoas se esqueçam de molhar a planta e, ao se lembrarem, excedam a quantidade de água por vários dias seguidos. Assim, corre-se o risco de matá-la afogada.

Também é fundamental prestar atenção à drenagem do substrato, que deve ser bem permeável, para o melhor desenvolvimento das raízes.  Junto ao substrato, é possível usar insumos de maior tamanho, caso de casca de coco grossa moída, areia ou perlita, que deixam o solo mais leve e aerado

Fonte: TUDO + UM POUCO

 

Emater-RO realiza metodologia para demonstrar vantagens na confecção de silagem com capim Capiaçu

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A Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) reuniu técnicos, agricultores e acadêmicos dos cursos de agronomia e medicina veterinária do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) para realização de uma Demonstração de Métodos (DM) para confecção de silagem. A metodologia foi realizada na propriedade do produtor rural, Enock Cassimiro de Abreu, localizada no quilômetro 8 do Projeto de Reassentamento Santa Rita, em Porto Velho. O capim utilizado foi o Capiaçu que vem apresentando vantagens no volume e na redução de custos com dieta do animal no período da estiagem.

A DM é uma metodologia aplicada ao serviço de assistência técnica e extensão rural que tem por objetivo promover o desenvolvimento adequado de técnicas, conhecida e comprovada através de pesquisas, para que pessoas possam aprender e desenvolver as habilidades, seja executando ou repassando o conhecimento a terceiros. É uma metodologia muito eficiente, pois leva a informação técnica aos interessados ao mesmo tempo em que oferece oportunidade para que o beneficiário “aprenda a fazer fazendo”.

A propriedade do Sr. Enock tem como atividade principal a bovinocultura leiteira. Em outubro de 2020 ele plantou o capim Capiaçu, no intuito de formar silos e minimizar problemas com a alimentação de seus animais que sentiram a escassez de alimento em anos anteriores devido ao período da estiagem. Aproveitando a momento para confecção de silagem, o extensionista da Emater-RO, zootecnista José Renato Alves, realizou a DM, convidando outros agricultores para que pudessem observar e aprender a técnica correta.

A variedade vem sendo produzida em campo experimental, no Centro de Treinamento da Emater-RO (Centrer).
A variedade vem sendo produzida em campo experimental (Centrer).

O capim utilizado foi o Capiaçu, variedade do capim-elefante que vem se apresentando com rico valor nutricional e menor custo ao produtor rural. A variedade vem sendo produzida em campo experimental, no Centro de Treinamento da Emater-R (Centrer), em Ouro Preto do Oeste, onde o produtor interessado pode retirá-la gratuitamente para plantar em sua propriedade.

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o Capiaçu já demonstraram que a variedade clonada tem melhor rendimento melhor com um custo de produção bem mais baixo para o produtor. A espécie produz 50 toneladas ao ano por hectare, desde que os cuidados de manejos sejam respeitados e é essa a expectativa apresentada pelo técnico José Renato na propriedade do Sr. Enock. “A área que foi plantada de aproximadamente um hectare de Capiaçu deverá produzir de 50 a 60 toneladas de silagem”, enfatiza o técnico.

O zootecnista afirma ainda, que o Capiaçu tem como vantagem o aumento no volume de massa visando suprir as necessidades alimentares dos animais no período de escassez e que o objetivo da DM foi demonstrar como produzir o alimento e conservá-lo para ser usado no período da seca, que é o período que mais falta alimento para os animais. Outra vantagem está na diminuição do custo com ajuste de dieta no cocho do animal em produção leiteira. O manejo de cocho visa promover o consumo ideal da dieta para obter a melhor eficiência dos bovinos e por consequência trazer a maior rentabilidade, sendo o Capiaçu rico em nutrientes, isso contribui para uma maior eficiência alimentar.

Segundo Dionizio Queiroga, gerente do escritório local da Emater-RO em Porto Velho, a capacitação através da Demonstração de Métodos teve duração de dois dias, onde os participantes trabalharam ativamente, realizando a roçagem e o ensilamento. Foram capacitadas cinco famílias do Projeto de Reassentamento Santa Rita, além dos acadêmicos e extensionistas da Emater-RO que levarão a técnica a outros produtores rurais.

Texto: Wania Ressutti
Jornalista – MTE-1744/RO
Fotos: Dionizio Queiroga/Esloc Porto Velho
EMATER-RO

Servidores da Idaron têm artigo veiculado em uma das mais importantes publicações científicas da América Latina

Um estudo científico de caráter estatístico, que compila dados de 2010 a 215, apontando avanços obtidos pelo Governo de Rondônia no combate a raiva bovina na região central do estado, foi veiculado na edição de janeiro da Revista Ibero-Americana de Ciências Ambientais, uma das mais importantes publicações científicas da América Latina.

O artigo, intitulado “Um Passeio Estatístico Aplicado às Medidas Governamentais: Incentivo a Vacinação Contra Raiva em Bovinos, na Região Central do Estado de Rondônia”, foi produzido por dois servidores da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), Rafael Luis da Silva, da Coordenadoria de Planejamento (Coplan), e Flavia da Silva Nogueira Ward, da Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsav) de Presidente Médici.

A importância da publicação está no caráter científico da revista que, editada em português, espanhol e inglês, visa promover discussões, disseminar ideias e divulgar resultados de pesquisas (com enfoques locais, nacionais e internacionais) relacionadas às ciências ambientais e áreas corelacionadas. A publicação é detentora dos selos Impact Factor 2,28 by Citefactor, Novo Qualis (2017-2020) Referência B1 e Qualis (2013-2016), mais elevado em ciências ambientais (B1).

Segundo Rafael Luis, o objetivo do estudo é diagnosticar e analisar variações na taxa de vacinação de bovinos contra raiva no município de Presidente Médici/RO, nos anos de 2010 a 2015, após intervenção estratégica do Governo junto aos produtores rurais para incentivar a imunização do gado.

“É importante mencionar que a divulgação científica das atividades laborais do órgão, através da publicação de artigos científicos ou técnicos, tem o condão de transmitir à comunidade o desenvolvimento de novos materiais, técnicas e métodos de análise, bem como atualizar significativamente as informações de trabalhos anteriormente publicados, nas diversas áreas de gestão desta Autarquia”, destacou.

Fonte: Idaron