No fim de semana, aconteceu 13ª edição do Festival do Abacaxi, realizado na comunidade de Américo Ventura, no município de Cujubim, que tem como objetivo fomentar a economia local. O deputado estadual Geraldo da Rondônia (PSC) prestigiou o evento e anunciou a liberação, através de emenda parlamentar, de recursos na ordem de R$ 30 para fomentar o cultivo.
Durante discurso, o deputado Geraldo falou sobre q preocupação e desejo de sempre ajudar no fomento da agricultura em todo Estado. “O cultivo do abacaxi é um dos principais fatores de empulsionamento da economia de Cujubim. O evento atrai turistas, investidores econômicos de toda a região visando fomentar e expandir o cultivo”, acrescentou.
O parlamentar falou ainda sobre o sucesso do festival do abacaxi, pois torna Cujubim uma fonte de divulgação e comercialização da fruta.
Geraldo destacou o empenho do vereador Sergio Bonassi, um dos idealizadores do festival do abacaxi, “todo ano ele mantém dedicação exclusiva para que a festa alcance maiores índices de participantes e produtores beneficiados”.
O prefeito de Cujubim, Pedro da Belo Horizonte, agradeceu ao parlamentar pelo apoio em todas as áreas do município, como saúde, infraestrutura urbana e rural, entre outras. Sendo um verdadeiro parceiro do desenvolvimento do município.
Tilápias alimentadas com ração com teor de 32% de proteínas apresentam melhor desempenho zootécnico em tanques-rede, concluiu a pesquisa feita por cientistas da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e da Embrapa Meio Ambiente (SP). Cientistas das duas entidades observaram que esse percentual de proteína bruta favorece o desenvolvimento dos peixes, fazendo-os crescer mais e com maior velocidade. O estudo ainda confirmou que a espécie tem melhor performance em ambientes a 28ºC.
O trabalho avaliou o desempenho zootécnico de tilápias alimentadas com rações comercias, contendo diferentes níveis de proteína bruta, para determinar o melhor teor para criações em tanques-rede em represas rurais. O experimento teve duração de 227 dias e foi realizado em 12 tanques-rede estocados com 125 peixes/m3, instalados no Polo Regional do Leste Paulista, em Monte Alegre do Sul (SP), com três tratamentos e quatro repetições.
O estudo demonstrou diferença no peso médio dos peixes alimentados com ração contendo 28% de proteína bruta, comparado aos peixes alimentados com 32% e 36%, evidenciando que a melhor taxa de eficiência proteica foi obtida na ração com 32%, o que a tornou indicada como o melhor nível proteico para a fase de crescimento.
Um dos autores do trabalho, o pesquisador da Embrapa Júlio Queiroz, ressalta a importância dos resultados, já que são poucos os dados disponíveis sobre os teores ideais para a produção de tilápias em represas rurais em tanques-rede. Nesse sistema, os animais são criados em ambientes onde a temperatura da água está sujeita a grandes variações durante o ciclo produtivo dos peixes, como no caso da região onde foi realizada a pesquisa.
“Os peixes são animais pecilotérmicos, que não dispõem de um mecanismo interno que regule a temperatura do seu corpo. Por esse motivo, conhecer os melhores índices proteicos e a melhor temperatura da água é importante na piscicultura, pois são parâmetros que influenciam diretamente em processos fisiológicos para o bom desenvolvimento dos peixes,” explica Queiroz.
O pesquisador da Embrapa Marcos Losekann ressalta que essas variações de temperatura influenciam o metabolismo e, consequentemente, também afetam o consumo de ração, principalmente em locais como o município de Monte Alegre do Sul, onde essas mudanças de temperatura da água são mais acentuadas, conforme as estações do ano.
“Afetados pelas variações na temperatura da água fora da faixa de conforto, os peixes respondem mudando hábitos alimentares, comportamentais e de mobilidade para se adequar às variações, sejam elas de frio ou calor. Na piscicultura, o produtor deve estar atento e dispor de informações adequadas para o melhor planejamento do manejo alimentar para obter melhor desempenho e, consequentemente, melhor renda”, recomenda Losekann.
Consumo de ração cai nos meses frios
Foram observados valores mínimos de temperatura da água a até 14ºC fora da faixa de conforto térmico nos meses de junho e julho e, como efeito, observou-se que o consumo de ração foi drasticamente reduzido. Além disso, o crescimento dos peixes com a temperatura da água em torno de 28ºC foi bem melhor.
De acordo com Célia Scorvo, pesquisadora da Apta, os dados obtidos podem subsidiar o produtor na escolha de locais de produção onde não ocorram grandes variações na temperatura da água. Além disso, é recomendável o uso de ração com teores de 32% de proteína bruta e a instalação de criações em locais que sofrem menores variações de temperatura. Combinadas, essas duas práticas podem proporcionar melhor desempenho das tilápias, o que significa maior ganho de peso, maior biomassa e, consequentemente, mais lucro ao produtor.
“Verificamos que não ocorreu mortalidade nas temperaturas mais baixas, apenas diminuiu o consumo de ração. Outra informação importante é que em regiões com grandes variações de temperatura (mais frias), o ciclo de produção da tilápia é mais longo,” diz Scorvo.
Os pesquisadores constataram que os níveis de proteína bruta das rações utilizadas não tiveram influência sobre a conversão alimentar (quantidade de alimento que se converte em peso no animal). No entanto, a ração com 32% de proteína bruta apresentou melhor eficiência proteica, que é um método biológico que avalia o ganho de peso em função da quantidade de proteína consumida pelo animal.
Deputado sempre tem atuado para o fortalecimento da piscicultura de Rondônia
Com a participação de produtores de vários municípios de Rondônia, técnicos e instituições voltadas à produção agrícola, o Dia de Campo da Piscicultura aconteceu na sexta-feira (06), na Agrofish Nova Aurora, zona rural do município de Theobroma, em parceria com a Agrofish, Acripar, Nutrizon e Sebrae.
O deputado Adelino Follador (DEM) prestigiou o evento, reforçando o seu trabalho para o fortalecimento do setor pesqueiro em Rondônia. “Acreditamos que através da piscicultura, temos uma boa opção de geração de renda para homem do campo. Por isso, sempre apoiamos as políticas públicas e ações de incentivo ao setor”, disse Adelino.
A programação contou com a apresentação da piscicultura Agrofish, palestras sobre os principais parasitoses em peixes de cultivo, evolução econômica da piscicultura e o papel fundamental da tecnologia, melhorando a performance e produtividade na engorda do tambaqui, demonstração de descarregamento, visita a piscicultura com o caminho do tambaqui (da larva à engorda) e demonstração do laboratório móvel.
Entre várias ações de apoio à piscicultura, especialmente em questões ambientais, também ao assumir seu primeiro mandato de deputado estadual, em 2011, Adelino Follador apresentou projeto ao Governo do Estado que resultou no decreto nº 17.136, isentando a cobrança de ICMS na comercialização interna e externa de pescados – tambaqui e pirarucu – criados em cativeiro no Estado.
Já são mais de 100 barcos participando do protesto do setor pesqueiro em Itajaí. Movimento só termina depois que o Governo Federal se manifestar sobre a portaria que proíbe a pesca de dezenas de espécies.
Fotos: Flávio Roberto de Oliveira/ Sindipi
O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) publicou nesta sexta-feira, 6, uma portariaque cancela 300 licenças de pescadores profissionais inscritas indevidamente no Registro Geral da Atividade Pesqueira.
As licenças foram canceladas nos estados do Amapá, Pará, Amazonas, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Santa Catarina.
Segundo o secretário Jorge Seif Junior, desde 2014, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou quase 70% de irregularidades nos pagamentos do seguro-defeso. Teriam sido identificadas pessoas que estavam recebendo o benefício sem ter ligação com a atividade pesqueira. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos é de quase R$ 2 bilhões ao ano.
A portaria com os cancelamentos deverá ser afixada na sede das superintendências federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFAs) dos estados.
Recadastramento
O Mapa afirma que está finalizando o recadastramento dos pescadores artesanais, que deverá entrar em operação no final de novembro deste ano. Um cruzamento de dados com todas as bases de dados do governo federal seria a garantia que novas irregularidades não irão ocorrer.
Rondônia é o maior produtor de peixes em cativeiro do Brasil, e, segundo dados da Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia (Acripar), a produção da safra 2017/2018 de peixes foi de 84,9 toneladas, dessas, cerca de 91% corresponde a produção do tambaqui. Um peixe que faz sucesso na culinária amazônica, seja assado, frito ou cozido, é sempre bem-vindo, mas pela quantidade de espinhas acaba sendo um desafio degustá-lo sem preocupação. Por acaso, uma produtora de alevinos (peixes recém saídos dos ovos) do Estado, descobriu uma nova espécie do tambaqui: os sem espinhas Y, aquela que fica na carne (intramuscular), e agora o prazer em apreciar o peixe pode mudar.
“O tambaqui sem espinhas Y foi encontrado casualmente por meio de um cliente, que queria uma nova safra de alevinos, assegurando que seria sem espinhas como do lote anterior. Eu duvidei e ele me convidou para ir ver os peixes. Ele assou 4 tambaquis, dois tinham espinhas e outros dois não, eu na hora comprei de volta os peixes dele, e tinham 134 ainda do lote”, conta o engenheiro de pesca Jenner Menezes, da Biofish Aquicultura.
A saga para identificar os tambaquis sem espinhas começou em 2012, como conta o engenheiro Jenner. “Foi uma epopéia para conseguir um Raio-X, para radiografar os 134 peixes, ou então teria que levá-los à uma clínica radiológica. Era uma operação de guerra, ainda em 2012 e 2013. Depois de uns 6 meses eu consegui um veterinário que tava trazendo um Raio-X portátil para Rondônia, fui buscá-lo no aeroporto e ele nunca imaginou que ia radiografar peixes. De lá, identificamos 50 tambaquis sem espinhas”, disse Jenner, ressaltando ser a formação do primeiro lote do peixe no mundo.
Com os tambaquis sem espinhas Y, Jenner procurou pesquisadores para o estudo do lote, e chegou até o geneticista professor doutor Alexandre Hildsorf, da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), que o acompanha nas pesquisas.
“O que eu tinha descoberto, com os tambaquis sem espinhas, era a materialização da teoria de pós-doutorado do Alexandre, que fala em espécies que perderiam as espinhas Y, que foi o caso dos peixes da família caracídeos, onde o tambaqui está inserido”, conta.
CY – peixe normal / SY – peixe sem espinhas | Foto: Divulgação/Biofish Aquicultura
Os estudos foram iniciados, e, dos primeiros cruzamentos entre os tambaquis radiografados sem espinhas, nasceram de outras formas. “A descoberta é muito complexa, em alguns casos voltavam as espinhas, em outros só na calda, outros de um lado, outros sem espinhas, e com isso, estamos trabalhando tentando afinar para chegarmos a 100% de peixes sem espinhas”, disse Jenner.
O Dr. Alexandre Hildsorf afirma que o desenvolvimento de variedades genéticas sem essas espinhas intermusculares seria uma verdadeira revolução na criação de algumas espécies de peixes. “Devemos lembrar que nem todas espécies de peixes tem estas espinhas. Por exemplo, tilápias, tucunarés e outros peixes dessas famílias (os ciclídeos) não as tem, assim como os bagres. Assim, a ausência dessas espinhas poderia impulsionar a aquicultura de várias espécies de peixes de nossas águas, tais como os Matrinchã, curimbatás, traíras e naturalmente o tambaqui e o pacu”, disse.
Hildsorf também conta que uma colaboração com o Laboratório de Genética de Organismos Aquáticos e Aquicultura da Universidade de Mogi das Cruzes busca estudar os animais sem espinhas e tentar entender os mecanismos genéticos que controlam a ausência destas espinhas. “Desenvolvemos uma ferramenta de ultrassonografia para avalias os animais e publicamos 3 artigos em periódicos nacionais e internacionais sobre o tema”, explica.
Produção em massa
As pesquisas feitas por Jenner, através da Biofish, ainda demandam tempo, e, segundo o engenheiro, o avanço na descoberta melhoraria muito a cadeira de produção.
“O benefício de termos um lote de tambaquis sem espinhas é o fato mais importante para a piscicultura do Brasil, no momento. Essa espinha intramuscular é o principal entrave na produção em cadeia do tambaqui, e uma vez descoberto e planejado para produção massiva, teremos um filé sem espinhos com um melhor corte, em nível de frigorífico, uma redução no desperdício, onde se perde de 11 a 13% da carne com remoção de espinhas, sem falar em tempo, que economizaríamos com tempo e pessoal”, ressalta Jenner.
Foto:Divulgação/Biofish Aquicultura
O lote dos 50 tambaquis sem espinhas Y está em observação, e, segundo Jenner, não há previsão para fornecimento dos peixes. “Ainda não temos lotes puros sem espinhas para fornecer, além de termos mais um agravante, que é o tempo de maturação sexual do tambaqui, de 2 anos e meio a 3 anos, então na medida que você faz uma geração precisa esperar esse tempo para um novo teste. Uma pesquisa de médio a longo prazo e de benefícios enormes”, disse Jenner.
Não há um valor ainda mensurado para preços dos alevinos sem espinhas, mas as pesquisas continuam em várias frentes.
A espinha Y do tambaqui
O geneticista professor doutor Alexandre Hildsorf explica que a presença dessas espinhas pode estar relacionada ao tipo de propulsão no meio aquático. “O que os estudiosos nesta área propõem é que a presença destas espinhas confere transmissão de força aos segmentos da musculatura e firmeza corporal. Contudo, os animais que temos hoje sem espinhas, aparentemente não apresentam nenhuma deformidade e incapacidade natatória. Como disse, outros peixes como os bagres não têm tias espinhas e não apresentam problemas”, finaliza.
Durante a 2ª edição da Festa do Café, o presidente da Comissão da Agricultura, o deputado Cirone Deiró (Podemos) destacou a importância do uso de novas tecnologias para o desenvolvimento agropecuário dos municípios rondonienses. Cirone anunciou que votou pela aprovação do crédito suplementar no valor de R$ 12.125.674,54 para a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) realizar a aquisição de equipamentos pelo Governo do Estado, entre eles 96 tratores agrícolas, 106 grades aradoras hidráulicas, 106 carretas agrícolas, três escavadeiras e quatro moto niveladoras, além de caminhões, pás-carregadeiras e retroescavadeiras.
De acordo com o deputado Cirone Deiró, o termo aditivo 014/DPCN/2016 firmado entre o Ministério da Defesa-MD, por meio do Departamento do Programa Calha Norte e o Governo de Rondônia é resultado da emenda de bancada de R$ 150 milhões que foram usados na compra de equipamentos para as prefeituras dos municípios rondonienses. Na primeira fase da execução do convênio, foram adquiridos 1.553 máquinas e equipamentos que estão sendo entregue aos municípios.
Segundo o parlamentar, o uso desses equipamentos é necessário para aumentar a produtividade por hectare de área plantada. “Nossos agricultores tem trabalhado para melhorar a qualidade da produção e aumentar a produtividade por meio de técnicas de recuperação de solo e também do uso de equipamentos”, justificou.
A partir da aprovação do crédito suplementar, o deputado Cirone disse que vai acompanhar a execução do processo de aquisição dos equipamentos. “Vamos cobrar agilidade na aquisição destes equipamentos, porque quem planta tem pressa. O calendário do homem do campo é um calendário diferente da burocracia. Precisamos respeitar o calendário do homem do campo”, disse.
Em audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado (CRA), nesta quarta-feira (21), representantes de órgãos ligados à exportação da produção agrícola mostraram preocupação com a imagem do Brasil no exterior. Segundo os participantes da reunião, cada vez mais o Brasil tem sido associado a desmatamentos, abuso de agrotóxicos e descaso com a pauta ambientalista pela mídia e movimentos sociais internacionais, e é preciso que o Estado brasileiro reaja a esta situação.
Para o secretário de política externa comercial do Itamaraty, o diplomata Norberto Moretti, o Brasil está “perdendo a guerra da informação” para movimentos articulados internacionalmente, que têm o interesse comercial de prejudicar nosso agronegócio. Ele avalia que a situação está “degenerada” e por isso o Brasil precisa realizar um esforço unificado para recuperar o prejuízo e reverter “percepções distorcidas que vêm se cristalizando”.
— A imagem de nosso país no exterior tornou-se uma preocupação de todos, no governo e no setor privado. Virou um tema de crucial relevância. Uma percepção equivocada sobre nosso agronegócio vem se sobrepujando, resultado em parte de ignorância, em parte de má-fé e interesses inconfessáveis. Várias forças se conjugaram visando consolidar uma imagem equivocada sobre a sustentabilidade ambiental e a segurança social de nosso agro — disse.
Boicotes
Sem citar um país especificamente ou grupos comerciais, Moretti informou que recentemente o Parlamento de um país europeu chegou a interpelar o CEO de uma empresa por produzir no Brasil. Também citou o boicote liderado pela rede de supermercados sueca Paradiset, a maior da Escandinávia, a produtos brasileiros. A Paradiset já retirou das suas prateleiras todas as marcas de café, águas de coco, chocolates, limões e mangas produzidas aqui, alegando que o Brasil virou “o paraíso dos agrotóxicos”.
A audiência foi presidida pela senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), que também disse estar muito preocupada com o que está ocorrendo. Sem citar o nome do grupo econômico, informou que uma rede de supermercados da Nova Zelândia também começou a boicotar os produtos importados do Brasil.
Buscando responder a este quadro, Moretti acrescentou que o Itamaraty juntou-se ao Ministério da Agricultura e a outros órgãos governamentais visando reverter a “guerra de narrativas”.
— Monitoraremos o que vem sendo feito e disseminaremos as informações certas. O Estado brasileiro precisa de uma narrativa integrada, baseada em dados científicos sólidos publicados por instituições respeitadas aqui e lá fora. Isso é uma guerra travada em diversas batalhas, e nós precisamos vencer. No momento estamos perdendo. Uma notícia equivocada num jornal pode sim gerar prejuízos. Parte de nossa estratégia será usar as redes sociais para disseminar as informações corretas e recompormos nossa imagem — revelou.
Thronicke também considera “injusta” a má imagem do Brasil no exterior, pois entende que nosso país não negligencia a pauta ambiental. Ela chegou a sugerir ao presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Moretti, também presente à audiência, que exporte a tecnologia brasileira de reflorestamento para a União Europeia.
— O Brasil é agro, mas também é verde. Que a Embrapa ajude a União Europeia, já que eles desmataram todas as suas florestas e emitem tanto CO². Estou muito preocupada, precisamos ajudá-los. A Embrapa precisa levar a eles a tecnologia de reflorestamento que implantou aqui. Eu conheço produtores de grãos brasileiros interessados em exportar as sementes. Convido as mais de 100 ONGs milionárias do Fundo Amazônia a também aderirem a esta causa, vamos criar um fundo mundial de reflorestamentos — pediu.
Acordo Mercosul e União Europeia
O acordo do Mercosul com a União Europeia também foi tema de preocupação na audiência. O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) confessou que o acordo recentemente firmado entre Mercosul e União Europeia (UE) lhe traz temores. Para ele, o próprio Mercosul, “um acordo mal concebido”, mostrou-se danoso aos estados do sul do Brasil, pois avalia que Argentina e Uruguai oferecem uma concorrência “quase desleal” na agricultura. Já sobre o acordo entre Mercosul e UE, chama atenção a brutal diferença de subsídios, quando comparamos a produção nacional com o resto do mundo.
— O subsídio brasileiro para a agricultura é algo em torno de U$ 1,2 bilhão. Já dados de 2018 mostram que o governo dos EUA subsidiou sua produção em mais de U$ 90 bilhões. No mesmo período, a União Europeia subsidiou seus produtores em U$ 126 bilhões, e a China, em U$ 230 bilhões. E com um agravante, nossa carga tributária sobre os alimentos é a maior do mundo. Tudo isso distorce a competitividade, por isso o acordo entre Mercosul e UE tem que ser discutido com muita profundidade por nós — defendeu.
Já Flávio Campestrin, do Ministério da Agricultura, defendeu o acordo entre Mercosul e UE. Reconheceu que diversos setores produtivos brasileiros serão desafiados caso o acordo se consolide. Por isso são previstos períodos de transição para algumas culturas, que não serão totalmente desgravadas num primeiro momento, levando até 15 anos para que a importação livre seja possível. Ele garantiu que o governo está plenamente atento a estas pautas, mas está convicto que o acordo e outros que o Brasil ainda vai fechar, “abrirão grandes janelas de oportunidades ao agronegócio”, e que é preciso que o Brasil entenda que “para recebermos, também temos que dar alguma coisa”, finalizou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
“A Festa do Café foi idealizada pela prefeita Glaucione com o propósito de homenagear nossos cafeicultores e também celebrar o sucesso da nossa colheita, além de promover a integração entre os municípios produtores da região da Indicação Geográfica, Cafés Matas de Rondônia, destacou o deputado Cirone Deiró, ao falar sobre a 2º edição da Festa do Café que será realizada nos dias 30 e 31 de agosto, no espaço Beira Rio, em Cacoal.
De acordo com o deputado, durante os dois dias de evento será realizada uma extensa programação de palestras, concursos de dança, concurso da rainha do café, barracas de comidas típicas e outras apresentações culturais relacionadas a essa importante atividade econômica de grande protagonismo para a cultura, economia e desenvolvimento social do município. Participam do evento, os municípios de Rolim de Moura, Espigão d’Oeste, Ministro Andreazza, Alta Floresta, Alto Alegre dos Parecis, São Miguel Do Guaporé, Alvorada d’Oeste, Santa Luzia d’Oeste, Novo Horizonte d’Oeste, Seringueiras, Primavera de Rondônia, São Felipe d’Oeste e Castanheiras, que integram a região da Indicação Geográfica, Cafés Matas de Rondônia.
O parlamentar lembrou que desde o seu início, Cacoal teve na cafeicultura uma importante atividade para os pioneiros que chegaram ao povoado ainda na década de 60. Segundo ele, essa preferência pela cultura do café se deve ao grande fluxo migratório de camponeses vindos de regiões, tradicionalmente, produtoras do grão, a exemplo dos estados do Paraná e Espírito Santo. “A tradição agrícola foi fortemente influenciada pelos padrões de produção da região de origem dos pioneiros, e a realização da Festa do Café homenageia todos os nossos pioneiros e essa forte atividade agrícola e econômica do nosso município”, afirmou.
Cirone Deiró destacou ainda a excelente qualidade do solo, fator que contribuiu para o desenvolvimento das atividades agrícolas, especialmente dos cafezais. “Com cerca de seis mil propriedades rurais, a cafeicultura se tornou uma atividade econômica de grande importância para a agricultura familiar em Cacoal. Ao longo dos anos, o município de Cacoal contribuiu para colocar o estado de Rondônia em posição de destaque na cafeicultura”, registrou, ao lembrar que muitos agricultores se inspiraram no êxito da cafeicultura cacoalense e levaram a cultura para outras regiões do estado.
Uma multidão prestigiou no último sábado (17) na quadra do Sesi, em Porto Velho, o Bazar da Solidariedade “O amor é Contagiante”, em prol da Associação Pestalozzi, que há 40 anos atende pessoas com necessidades. A Assembleia Legislativa de Rondônia foi parceria do evento, tanto na arrecadação de produtos para serem vendidos no local, quanto no engajamento de mobilização para a sociedade participar.
Atendendo convite dos organizadores e do incentivador do projeto, o procurador da República Reginaldo Trindade, o Poder Legislativo manteve um stand no bazar, onde exibiu vídeos institucionais da Assembleia Legislativa, e ofereceu a população palestras com os temas: Depressão e Suicídio, a Inclusão Social de deficientes auditivos, e a importância do ensino da Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS, ministradas por profissionais da Escola do Legislativo.
O presidente da Casa de Leis Laerte Gomes (PSDB) afirmou que ações filantrópicas e atitudes como esta, precisam de apoio dos poderes constituídos, e a Assembleia Legislativa não poderia ficar de fora. “A mensagem de amor por trás da atitude de cada pessoa é muito maior. Queremos fazer parte sempre da corrente do bem e da solidariedade”, disse.
O deputado Chiquinho da Emater participou da solenidade de abertura do bazar, representando a Assembleia Legislativa, e destacou a importância de se fazer o bem sem olhar a quem. “Amar as pessoas é a melhor coisa que o ser humano pode oferecer ao próximo”, afirmou.
O procurador Reginaldo Trindade disse que o Poder Legislativo foi um dos maiores incentivadores e onde se angariou muitas doações. Pontuou o lançamento, no mesmo dia, do protocolo de compromisso para se firmar parceria para outras ações em prol da sociedade. “Esse ato aqui é apenas a plantação de uma semente, onde queremos que outras entidades possam ser ajudadas da mesma forma”, frisou.
Mais de 25 mil produtos entre roupas, sapatos, livros, bolsas, quadros, joias, entre outros foram vendidos. Houve ainda, leilão de televisores, produtos de coleção de relógios, e antiguidades, além da rifa de uma moto zero quilometro.
A Associação Pestalozzi fica localizada na rua Líbero Badaró, 3429 – Costa e Silva em Porto Velho. O telefone para contato é o (69) 3229- 4418.
O Festival de tambaqui de Rondônia, que aconteceu em Brasília no último dia 7, foi sucesso nacional e ganhou destaque na imprensa e mídias de todo o Brasil.
Durante o evento, seis toneladas do peixe com temperos exclusivos de Rondônia foram assados na Esplanada dos Ministério com distribuição gratuita.
Segundo o Secretário de Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, o objetivo foi de incentivar o consumo do peixe tambaqui em todo país, mostrando nossos peixes criados em cativeiros com produção de qualidade.
O festival foi destaque em 12 estados brasileiros, através de suas mídias nacionais, televisão, rádio e jornal imprenso. Em 23 estados, o churrasco de tambaqui foi divulgado, num total de 116 sites e portais de notícia.
A repercussão da matéria atingiu só nas redes sociais um público em torno de três milhões de internautas, com alcance estimado em seis milhões (engajamento) através do relatório publicado pela revista eletrônica Sebrae na mídia em 10 de agosto.
Em torno das mídias tracionais, o público alcançado com as notícias, atingiu entre 1,5 a 3 milhões de telespectadores e ouvintes.
Evandro Padovani destacou a importância do alcance em todo Brasil do Festival de tambaqui realizado em Brasília. “É uma satisfação saber que na capital do País, onde se reúne todos os Estados o peixe da nossa região é divulgado, onde autoridades políticas e empresários conhecerem essa importante cadeia produtiva do Estado de Rondônia”.
Segundo dados da Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia (Acripar), a produção da safra 2017/2018 de peixes no Estado foi de 84.918 toneladas, desse total 91% corresponde a produção de tambaqui.
Os principais jornais que noticiaram o evento:
Brasília
Correio Brasiliense
Manaus
Jornal a Critica
Pará
Jornal o Liberal
Rondônia
Diário da Amazônia
Rondorural
Pernambuco
Diário do Nordeste
Quantos os veículos online no Amazonas e Pará foram:
Jornal Tijucas
Portal Terra
Truck Brasil
Isto É
Agência Brasil
Metrópoles
Pequenas Empresas e Grandes Negócios
Portal G1
R7noticias
Em noticiários de televisão
Globo DF
Record DF
TV Brasil
SBT DF
Canal Terra Viva
TV Band News
Emissoras de Rádio
Rádio Band News 90,5 Fm Brasília
Rádio Nacional
Am 980 DF
Rádio CBN, 95,3 Fm Brasília
Rádio Nacional de Brasília 96,1 Fm
Rádio Metropolitana 94,1 Fm Caruaru PE
Fonte
Texto: Antonia Lima
Fotos: Alex Nunes
Secom – Governo de Rondônia