Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 188

‘Se encontrar algum, mate e congele’: o alerta nos EUA pelo aparecimento de peixe cabeça-de-cobra, que respira fora d’água

“Se você acredita que capturou um peixe cabeça-de-cobra, não o libere. Mate-o imediatamente e congele-o”.

As instruções são do Departamento de Recursos Naturais da Geórgia, que se somou na semana passada à lista de 15 Estados americanos em alerta por causa da existência, no meio selvagem, de um predador voraz.

O peixe cabeça-de-cobra (Channa argus) recebe esse nome por causa de sua cabeça achatada.

As autoridades querem estudar os exemplares encontrados no país e mapear sua disseminação para tentar controlar sua reprodução.

Mas são outras características que fizeram desse peixe um animal temido, desde o momento em que foi detectado pela primeira vez nos Estados Unidos, no início dos anos 2000.

O peixe é originário da China, Rússia e da península da Coreia, e pode chegar a medir mais de 80 centímetros.

Ele tem um grande apetite – se alimenta de outros peixes, rãs e pequenos lagartos.

As diferentes espécies de peixe cabeça-de-cobra podem chegar a mais de 80 cm de comprimento — Foto: FWS/BBC

As diferentes espécies de peixe cabeça-de-cobra podem chegar a mais de 80 cm de comprimento — Foto: FWS/BBC

Uma vez que o peixe aparece em um habitat, é difícil combatê-lo, por causa de sua alta taxa reprodutiva.

‘Pode sobreviver fora da água’

As autoridades da Geórgia lançaram em 8 de outubro um alerta ao público assim que um pescador capturou o primeiro exemplar desse peixe no Estado.

Em suas instruções, o Departamento de Recursos Naturais adiciona: “Lembre-se que este peixe pode sobreviver fora da água. Se for possível, faça fotos do exemplar e tome nota do local em que foi capturado (curso d’água, marcos terrestres, GPS)”.

O comunicado oficial da Geórgia também recomenda que sejam tiradas fotos dos peixes, “inclusive imagens de detalhe da boca, barbatana e cauda”, para que possam verificar se é mesmo o peixe, e, de modo algum devem soltá-lo de volta à água ou – nesse caso bem específico – nem mesmo na terra.

As autoridades locais explicam que os hábitos alimentares desses predadores – por comerem desde plâncton a outros peixes – pode afetar severamente a oferta de alimento para outras espécies.

Peixe 'Channa argus' consegue viver muito tempo fora da água — Foto: Brian Gratwicke/VisualHuntPeixe 'Channa argus' consegue viver muito tempo fora da água — Foto: Brian Gratwicke/VisualHunt

Peixe ‘Channa argus’ consegue viver muito tempo fora da água — Foto: Brian Gratwicke/VisualHunt

Todas as espécies de cabeça-de-cobra podem respirar oxigênio atmosférico, segundo as autoridades americanas. Alguns respiram tanto o ar atmosférico como o oxigênio que há na água, e outras devem necessariamente respirar o ar atmosférico para evitar se sufocarem.

Ao contrário da maioria dos peixes, o cabeça-de cobra pode sobreviver fora da água por possuir pequenas bolsas acima das brânquias que funcionam quase como pulmões. Ele pode afundar e aspirar ar para dentro dessas bolsas e, em seguida, extrair oxigênio do ar armazenado.

Liberados intencionalmente

Acredita-se que os cabeças-de-cobra foram introduzidos intencionalmente na Geórgia por pessoas que os compraram como peixes ornamentais, ou em tanques da indústria pesqueira alimentícia, segundo as autoridades locais.

Peixes dessa espécie foram encontrados, além de na Geórgia, em outros Estados, como Flórida, Nova York, Virgínia, Califórnia, Massachusetts e Maryland.

O primeiro cabeça-de-cobra encontrado, em Maryland em 2002, foi particularmente preocupante, segundo as autoridades estaduais, porque foram encontrados exemplares jovens, o que indica que ela está se reproduzindo com êxito no meio ambiente.

Por BBC

Pirarucu desenvolveu ‘armadura excepcional’ para escapar de piranhas

Nas águas da Amazônia, a batalha entre o pirarucu e a piranha é cheia de superlativos: de um lado, está um dos maiores peixes de água doce e com algumas das escamas mais resistentes do mundo natural; do outro, um peixe carnívoro com uma das mordidas mais poderosas entre os animais.

Onívoro, nativo da Amazônia e com comprimento que pode chegar a 3 metros, o pirarucu (Arapaima gigas) é quem precisa escapar das piranhas (pertencentes à subfamília Serrasalminae). Estas têm dentes em formatos triangulares que agem como uma guilhotina e são um dos principais predadores nos lagos sazonais, onde outros peixes ficam “presos” com a variação do nível da água.

Mas, no processo evolutivo, o pirarucu armou-se, quase literalmente, com escamas altamente resistentes e flexíveis diante do impacto externo – de uma mordida, por exemplo.

Pesquisadores de universidades americanas, da Califórnia San Diego (UCSD) e Califórnia Berkeley, publicaram nesta quarta-feira um artigo no periódico Matter detalhando o funcionamento desta “armadura” – em suas palavras, as escamas deste gigante da Amazônia estão entre “os mais resistentes materiais biológicos flexíveis da natureza”.

Eles, da área da engenharia de materiais, vêm pesquisando este escudo do pirarucu há alguns anos, objeto de estudo que inclusive já gerou outras publicações antes. Mas, desta vez, os autores do trabalho na Matter revelam os resultados de testes de resistência observados a nível microscópico nas escamas do pirarucu.

No Brasil, pesquisadores também vêm destrinchando as propriedades do pirarucu, como sua pele rica em colágeno com potencial comercial (leia mais abaixo).

Já na publicação da Matter, os autores destacam que a compreensão de como funciona o “escudo” do pirarucu pode levar, no futuro, à sua imitação em itens como coletes à prova de balas.

Duas camadas poderosas de proteção

Para que as escamas dos peixes deem proteção contra os predadores sem comprometer a mobilidade, elas precisam ser leves, flexíveis e resistentes – “e as escamas do pirarucu são um excelente exemplo disso”, dizem os autores.

As escamas do gigante amazônico são formadas por duas camadas: a mais externa, altamente mineralizada e dura; a mais interna, composta sobretudo por fibrilas de colágeno e maleável. Nesta camada, as fibrilas de colágeno estão colocadas em um padrão chamado Bouligand, uma estrutura parecida com um compensado amplamente observada na natureza.

O colágeno é uma proteína produzida naturalmente por animais e funciona como uma “cola” que junta os elementos do nosso corpo, por isso é um dos componentes mais importantes do tecido conjuntivo. Sua presença pode ser sentida nas cartilagens do nariz e das orelhas, onde podemos perceber que trata-se de um material ao mesmo tempo maleável e firme.

A resistência, a força e as propriedades mecânicas das escamas do pirarucu já são conhecidas, dizem os autores da publicação, mas até então, acrescentam, era pouco compreendida sua “tenacidade à fratura” – a habilidade de um material resistir antes de quebrar ou ter algum tipo de deformação sob impacto.

Assim, os cientistas colocaram amostras de escamas do pirarucu em placas, as perfuraram em laboratório e capturaram imagens microscópicas do processo. Também fizeram testes de diversas maneiras, variando por exemplo a posição da lâmina cortante em relação às escamas. Eles observaram que, sob pressão, a camada mais externa, mineralizada e dura, vai rachando e depois se fragmentando; isso protege a camada seguinte, a mais repleta de colágeno. Quando chega-se a essa etapa, as fibrilas de colágeno têm mecanismos dinâmicos de deformação, como se fosse uma dança para desviar e amortecer o impacto – elas esticam, rodam, separam-se…

“A observação deste comportamento sugere que a escama do pirarucu pode suportar altas cargas e deformações significativas sem falhas catastróficas”, diz o artigo, que classifica ainda as escamas do peixe como tendo uma “resistência excepcional”.

Os pesquisadores também mediram a tenacidade à fratura em kJ/m2 e a espessura das escamas – no pirarucu, muito maior do que de outras espécies de peixes.

Inspiração em colar artesanal

Mas como os pesquisadores atuando nos EUA chegaram ao pirarucu? Entre os autores, um deles nasceu no Brasil, Marc Andre Meyers, hoje professor na UCSD. Além dele, assinam o artigo Wen Yang, Haocheng Quan e Robert O. Ritchie.

“Marc já viajou algumas vezes para a Amazônia e já até escreveu um livro sobre suas expedições para lá. Ele trouxe de volta (para os EUA) algumas escamas, originalmente na forma de um colar artesanal”, explicou Wen Yang, líder do artigo, à BBC News Brasil por e-mail.

Na publicação, há ainda o agradecimento a um outro professor brasileiro atuante nos EUA, Sergio Neves Monteiro, por “obter as escamas do pirarucu”. A pesquisa teve apoio do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea americana.

“Os resultados (dos testes) podem nos orientar a produzir materiais bioinspirados, normalmente nos campos de engenharia e biomédica”, acrescenta Yang.

Por exemplo, coletes à prova de bala normalmente replicam uma combinação de materiais flexíveis e plásticos duros, mas são ligados por um terceiro material colante – enquanto as escamas do pirarucu são agregadas a nível atômico, “crescendo juntas”.

“Uma janela pode parecer forte e sólida, mas se algo tentasse perfurá-la, o vidro quebraria”, explicou Ritchie em um comunicado à imprensa. “Quando a natureza liga um material duro a um material macio, ela o faz em gradativamente, impedindo esse efeito de ruptura (direta). E, neste caso (do pirarucu), a estrutura de ligação é o colágeno mineralizado”.

Pesquisas com o pirarucu no Brasil

As propriedades do pirarucu também são alvo de exploração científica nas universidades brasileiras.

Apresentada em maio de 2018, a dissertação de mestrado de Klaramelia Carpio por exemplo focou no colágeno presente na pele do peixe – mas não incluindo a parte da escama, o que está sendo contemplado agora na sua pesquisa de doutorado, também pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

“O colágeno nunca havia sido extraído do pirarucu antes. Trata-se de uma molécula termosensível, ou seja, é preciso cuidado para manter sua estrutura química com mudanças de temperatura. A temperatura de desnaturação (ponto em que moléculas biológicas perdem suas funções por mudanças no meio) que encontrei foi de 38ºC, o que significa que é ótimo, porque a indústria procura colágenos que não precisem de temperaturas tão baixas. O pirarucu é um peixe tropical”, destacou Carpio, que é peruana, em entrevista à BBC News Brasil por telefone.

“Minha finalidade foi aproveitar um produto da Amazônia, que é consumido mas tem subprodutos descartados (a pele), muitas vezes poluindo os rios. É uma riqueza que pode ser melhor aproveitada e gerar uma bioeconomia para todas as partes envolvidas”, defende a pesquisadora, acrescentando que a sustentabilidade pode ser garantida em parte com o respeito às regras de pesca vigentes por normas oficiais, como períodos delimitados de captura e tamanho mínimo dos animais.

Enquanto o colágeno da tilápia já vem sendo usado na produção de curativos para queimaduras, Carpio acredita que um dia a proteína do pirarucu poderá ter melhor aplicação na indústria alimentícia, na produção de embalagens por exemplo. No doutorado, a peruana está estudando não só o colágeno do pirarucu mas também outras biomoléculas deste peixe.

Outra dissertação de mestrado da UFAM, apresentada este ano por Karyane Meazza, encontrou nos resíduos do pirarucu, incluindo o colágeno, uma fonte promissora para a produção de biomateriais à base de fosfato de cálcio.

O pirarucu é uma espécie comercial – por passar por um processo de salga, é conhecido como “bacalhau da Amazônia” – e vem sofrendo os impactos da pesca em escala. Na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), porém, não há uma classificação para seu grau de risco, por haver “dados insuficientes” sobre a espécie. Além da alimentação, está em ascensão também o uso do couro do pirarucu na moda –o que vem gerando preocupação entre ativistas da conservação ambiental.

Por BBC

Dia Especial mostra eficiência de desenvolvimento de piscicultura com sustentabilidade

Piscicultores e interessados na produção de peixes em cativeiros participaram do Dia Especial sobre Piscicultura realizado na Linha do Km 20 da BR 364, em Presidente Médici. O evento foi realizado no barracão da Comunidade São Tiago, em frente à propriedade do Sr. Silveira Martins de Oliveira e contou com a participação de 75 pessoas.

Além de promover e incentivar a piscicultura na região, o evento teve por objetivo apresentar a eficiência do Projeto de Desenvolvimento de Piscicultura com Sustentabilidade, implantado no município desde o ano de 2016. Segundo extensionistas da Emater-RO que vem acompanhando o desenvolvimento das atividades, muitos resultados foram  obtidos  com  a  colaboração de parceiros que sempre estiveram presentes durante a evolução do projeto.

O Projeto de Desenvolvimento de Piscicultura com Sustentabilidade foi implantado com o objetivo de criar espécies comerciais mais conhecidas em cativeiro como o tambaqui e a tilápia, entre outros e introdução de outras espécies de fácil adaptação na região. Essa ação teria por finalidade aumentar a oferta na produção de pescados e a comercialização tanto do produto in natura quanto beneficiado, visando não apenas o consumo interno, mas também o mercado de exportação internacional.

Durante as atividades do Dia Especial, os participantes tiveram a oportunidades também de conhecer as tecnologias atuais e os resultados satisfatórios das pesquisas desenvolvidas, bem como melhoramento genético, bancos de dados, qualidade da água, fatores climáticos e de riscos, doenças, tratamentos e soluções práticas.

As temáticas apresentadas em palestras foram as seguintes: 1ª Palestra: Perspectiva e Panorama da Piscicultura no Estado de Rondônia, ministrada pelo extensionistas da Emater/Presidente Médici, Roberto Stofel Lamborguini; 2ª Palestra: Qualidade da Água e Nutrição de Peixes, ministrada pelo engenheiro de pesca e aquicultura na UFGRS e presidente da Associação dos Engenheiros de Pesca do Estado de Rondônia, Cléber dos Santos Simião; e 3ª Palestra: Manejo Sanitário em Peixes Nativo, proferida pela professora da UNIR/Campus de Presidente Médici, Bruna Rafaela Caetano Pazdiora.

O evento foi realizado em parceria com o governo do estado de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Emater-RO, apoio da prefeitura municipal de Presidente Médici, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Secretaria Municipais de Assistência Social e Bem Estar Social, Câmara Municipal, comerciantes e produtores rurais locais, e finalizados com um almoço, com pescados da região inclusos no cardápio.

Fonte
Texto: Wania Ressutti
Fotos: Irene Mendes
Secom – Governo de Rondônia

 

Dia Especial mostra eficiência de desenvolvimento de piscicultura com sustentabilidade

Piscicultores e interessados na produção de peixes em cativeiros participaram do Dia Especial sobre Piscicultura realizado na Linha do Km 20 da BR 364, em Presidente Médici. O evento foi realizado no barracão da Comunidade São Tiago, em frente à propriedade do Sr. Silveira Martins de Oliveira e contou com a participação de 75 pessoas.

Além de promover e incentivar a piscicultura na região, o evento teve por objetivo apresentar a eficiência do Projeto de Desenvolvimento de Piscicultura com Sustentabilidade, implantado no município desde o ano de 2016. Segundo extensionistas da Emater-RO que vem acompanhando o desenvolvimento das atividades, muitos resultados foram  obtidos  com  a  colaboração de parceiros que sempre estiveram presentes durante a evolução do projeto.

O Projeto de Desenvolvimento de Piscicultura com Sustentabilidade foi implantado com o objetivo de criar espécies comerciais mais conhecidas em cativeiro como o tambaqui e a tilápia, entre outros e introdução de outras espécies de fácil adaptação na região. Essa ação teria por finalidade aumentar a oferta na produção de pescados e a comercialização tanto do produto in natura quanto beneficiado, visando não apenas o consumo interno, mas também o mercado de exportação internacional.

Durante as atividades do Dia Especial, os participantes tiveram a oportunidades também de conhecer as tecnologias atuais e os resultados satisfatórios com as pesquisas desenvolvidas, bem como melhoramento genético, bancos de dados, qualidade da água, fatores climáticos e de riscos, doenças, tratamentos e soluções práticas.

Promover e incentivar a piscicultura na região.
Promover e incentivar a piscicultura na região.

As temáticas apresentadas em palestras foram as seguintes: 1ª Palestra: Perspectiva e Panorama da Piscicultura no Estado de Rondônia, ministrada pelo extensionistas da Emater/Presidente Médici, Roberto Stofel Lamborguini; 2ª Palestra: Qualidade da Água e Nutrição de Peixes, ministrada pelo engenheiro de pesca e aquicultura na UFGRS e presidente da Associação dos Engenheiros de Pesca do Estado de Rondônia, Cléber dos Santos Simião; e 3ª Palestra: Manejo Sanitário em Peixes Nativo, proferida pela professora da UNIR/Campus de Presidente Médici, Bruna Rafaela Caetano Pazdiora.

O evento foi realizado em parceria com o governo do estado de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Emater-RO, apoio da prefeitura municipal de Presidente Médici, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Secretaria Municipais de Assistência Social e Bem Estar Social, Câmara Municipal, comerciantes e produtores rurais locais, e finalizados com um almoço, com pescados da região inclusos no cardápio.

Texto: Wania Ressutti
Jornalista – MTE-1744/RO
Fotos:  Irene Mendes
EMATER-RO

Deputado Chiquinho da Emater está preocupado com a falta de veterinários nos frigoríficos de Rondônia

O deputado estadual, Chiquinho da Emater (PSB) relatou nesta terça-feira (1) detalhes sobre uma viagem que fez à Brasília, recentemente, juntamente com outros parlamentares rondonienses.

Ele relatou que teve uma reunião com o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB), quando foi informado que o trevo de Colorado do Oeste, entrará no orçamento do próximo ano, e que beneficiará várias localidades do sul de Rondônia. Na Capital Federal, também esteve no Ministério da Pesca, onde tratou de projetos que beneficiaram as comunidades rurais dos rios Madeira e Guaporé.

Chiquinho da Emater (PSB) disse também que esteve na Fecomércio, nesta terça-feira (1), em Porto Velho, para um encontro com empresários bolivianos que estão interessados em investir em Rondônia. Eles pretendem comprar farinha rondoniense e implantar um laticínio no Estado.

Outra informação dada pelo deputado é com relação à necessidade de médicos veterinários atuando nas plantas frigoríficas de Rondônia, o que pode levar ao fechamento dessas empresas, devido à ausência desse profissional. Ele citou como exemplo dessa situação os frigoríficos instalados em Chupinguaia, São Miguel do Guaporé, Pimenta Bueno e o Frigon de Jaru.

“Encaminhei um ofício ao governador Marcos Rocha, para que ele tome as providências junto ao governo e as secretarias municipais de que, onde tiver um veterinário, faça um termo de cooperação com o Ministério da Agricultura para que esses profissionais possam atuar e essas plantas não fechem e, com isso, percamos mais de 5 mil empregos”, declarou.

Em aparte, o deputado Adelino Follador (DEM) reforçou a necessidade de o governo estadual ficar atento para essa situação dos frigoríficos em Rondônia. “Não podemos pensar, de um frigorífico fechar por falta de um fiscal. Queremos que o Governo do Estado se preocupe o mais rápido possível em repassar esses servidores para atuarem nos frigoríficos”, finalizou.

Texto: Ivanilson Frazão-Decom-ALE/RO

Foto: José Hilde-Decom-ALE/RO

Cirone Deiró destina R$ 650 mil para recuperação de estradas rurais

“Com mais de cinco mil propriedades rurais, o município de Cacoal tem na agricultura um importante componente para a geração de emprego e renda no campo. Além da grande produção de café, o município também se destaca na pecuária de leite e corte e na produção de hortifrutigranjeiros”, destacou o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Cirone Deiró (Podemos), ao anunciar a liberação de R$ 650 mil que serão investidos na recuperação das estradas rurais da Capital do Café.

De acordo com o deputado, a destinação dos recursos tem por finalidade fortalecer as ações que estão sendo desenvolvidas pela prefeita Glaucione Rodrigues (MDB) que prevê a recuperação de 100% das estradas rurais do município. “Em várias oportunidades, acompanhei a prefeita Glaucione em vistorias das obras de patrolamento e cascalhamento na área rural e testemunhei sua preocupação e determinação em atender aos agricultores, que tanto contribuem com o desenvolvimento do município”, justificou.

O parlamentar destacou as ações que estão sendo realizadas pela prefeita Glaucione para aumentar as oportunidades de trabalho e renda dos agricultores. Ele citou o programa de revitalização da cafeicultura que colocou o município em posição de destaque nacional na produção do grão e a recuperação das nascentes que devolveu aos agricultores a oportunidade de irrigar suas plantações. “São iniciativas que vão aumentar a produtividade, realidade que impõe a necessidade de estradas em boas condições de trafegabilidade para o escoamento da produção”, afirmou.

Cirone Deiró reforçou seu compromisso com o fortalecimento das ações de apoio e incentivo aos agricultores. Segundo ele, Rondônia tem na produção de alimentos, uma das mais relevantes atividades econômicas. “Somos um estado que tem se tornado referência na produção de alimentos. Por isso, nosso esforço na Comissão de Agricultura tem sido de trabalhar em defesa dos agricultores rondonienses”, disse.

Texto: Edna Okabayashi/Assessoria

Foto: Marcos Figueira-Decom-ALE/RO

Comissão de Agropecuária cobra ações da Seagri para fomentar o setor produtivo

A Comissão de Agropecuária e Política Rural (CAPR) se reuniu na manhã desta quarta-feira (25), no plenarinho 02, quando discutiu alguns temas ligados ao setor produtivo, que têm gerado preocupação entre os parlamentares. O presidente da CAPR, Cirone Deiró (Podemos), conduziu a reunião, com as presenças dos deputados Adelino Follador (DEM), Lazinho da Fetagro (PT) e Alex Silva (Republicanos).

Lazinho da Fetagro aproveitou para manifestar sua preocupação com a falta de ações da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). “Nada de novo apresentado ao setor produtivo, nesses primeiros meses de gestão, muito pelo contrário, pararam o que tinha sido feito. No ano passado, a Comissão assegurou no orçamento investimentos de até 20% dos fundos específicos para projetos novos. Sugiro que a Seagri possa apresentar o que tem de novo, o que tem previsto. Hoje, 90% do orçamento é para a Rondônia Rural Show e nada além disso”, alertou.

Cirone Deiró lembrou que “no começo do mandato, trouxemos a cúpula da Seagri aqui nesta Comissão, que apresentou seus projetos. Mas, nada avançou. Vamos fazer o convite para que a Secretaria traga informações sobre o que já foi feito nesse ano e o que está previsto. Queremos a realidade. Não queremos mais enrolação. O produtor não tem mais tempo para ficar esperando a pasta ir empurrando com a barriga”.

 

Regularização 

Adelino Follador também chamou a atenção para o projeto do senador Confúcio Moura (MDB), que altera a lei 9.985/2000. “Essa mudança atrapalha o processo de regularização fundiária em Rondônia. Tenho respeito ao senador Confúcio, mas lamento que um parlamentar de nossa região, que tem que nos defender, e não atuar para a gente virar tudo extrativista. As áreas consolidadas devem ser regularizadas. As reservas recém-criadas, criaram problemas pela falta de indenização com quem foi afetado”, completou.

Follador reforçou a fala de Lazinho e afirmou que “a população cobra de nós e queremos saber o que existe e o que não existe de fato na Seagri”.

Cirone Deiró comentou também sobre a iniciativa do senador Confúcio. “Temos que primeiro pensar no povo de Rondônia. Tenho respeito pelo senador Confúcio Moura, mas temos que defender a nossa população, que trabalha há anos para desenvolver esse Estado. Pedir que não coloque em votação a matéria e o momento não é adequado para essa discussão”, observou.

 

Parecer 

O deputado Adelino emitiu parecer favorável ao PL 237/19, do deputado Cirone Deiró, que dispõe sobre normas e critérios que assegurem o bem-estar dos animais, quando esses são utilizados em práticas desportivas consideradas manifestações culturais, no âmbito do Estado de Rondônia.

Texto: Eranildo Costa Luna-Decom-ALE/RO

Fotos: Marcos Figueira-Decom-ALE/RO

Ismael Crispin agradece a Assembleia Legislativa pela aprovação do Susaf que vai mudar a vida das agroindústrias em Rondônia

“O Susaf é o fôlego da vida das agroindústrias”, com essas palavras, o deputado estadual Ismael Crispin (PSB) agradeceu aos parlamentares que aprovaram, na tarde desta terça-feira (24) o Projeto de Lei (PL) que institui o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte, e dá outras providências. O Susaf tem o principal objetivo de garantir integridade e qualidade do produto final, orientando as normas técnicas e de instruções em que a avaliação da condição sanitária estará fundamentada em parâmetros técnicos de boa praticas.

Ismael Crispin destacou a longa caminhada para essa aprovação, pois foram muitas reuniões, encontros e debates para chegar ao texto final. “ A batalha foi dura, mas cada esforço valeu muito a pena, pois nossos pequenos agricultores ganham com essa nova lei abertura do mercado para a comercialização dos produtos, e o fortalecimento das agroindústrias no Estado de Rondônia.

“Estamos muito felizes, pois temos o compromisso com o progresso, e para que haja crescimento, precisamos cuidar daqueles que geram emprego e renda para o nosso Estado. São os produtores de pequeno e médio porte, que através dos aspectos de desenvolvimento sustentável, que durante a sua produção, poderão receber suporte técnico e regulamentação da atividade econômica em suas regiões, inserindo seus produtos para a venda, além das fronteiras municipais”, esclareceu.

Crispin disse que a nova lei vai permitir uma maior aproximação dos proprietários de agroindústrias com a legislação, e assim buscar mais celeridade e transparência, além de fomentar a comercialização dos produtos oriundos das agroindústrias.

Ao encerrar, o parlamentar fez questão de enaltecer que a agropecuária hoje é a grande força econômica do Estado, e que a agricultura familiar é responsável por abastecer o mercado, mas o que é produzido in natura não atende completamente os consumidores, daí a necessidade do beneficiamento desses produtos através das agroindústrias, que diante de algumas exigências dos órgãos fiscalizadores, não conseguem a comercialização dos seus produtos”, mas agora tudo será diferente. Teremos crescimento e desenvolvimento”, disse.

O projeto de lei segue para sansão do governador Marcos Rocha (PSL).

 

PROVE e o SUSAF 

O Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF), surgiu como ferramenta para impulsionar a venda de produtos de agroindústrias além dos limites municipais. Atualmente o novo modelo funciona basicamente em duas etapas:

Primeiro os municípios fazem o processo de adesão e indicam os estabelecimentos registrados no SIM que vai credenciar no Susaf, em seguida os empreendimentos indicados apresentam a documentação à Instância Operativa Central (IOC), da Secretaria da Agricultura, onde todos os envolvidos pelo estabelecimento, precisam anexar termos de responsabilidade sobre adequação às legislações sanitárias cabíveis.

E o novo Programa de Verticalização da pequena Produção Agrícola do Estado de Rondônia, (PROVE), estabelece quais os empreendimentos e atividades poderão aderir ao programa no Estado, estipulando ainda benefícios para aqueles que aderirem, e condições que permitam a comercialização dos seus produtos de acordo com as exigências sanitárias.

Texto: Eláine Maia-Decom-ALE/RO

Foto: Marcos Figueira-Decom-ALE/RO

Deputado Edson Martins visita comunidade da linha 03 no assentamento Joana D’Arc, em Porto Velho

O deputado estadual Edson Martins (MDB) esteve no último sábado (21) na Linha 03, no assentamento Joana D’Arc, na zona rural do município de Porto Velho. Ele visitou a propriedade do senhor Edcarlos Pereira, conhecido na região como Pedrosa, acompanhado das lideranças locais Ernanes Pinheiro, João Bosco, Antônio Frota, Cláudio de Oliveira, Elaine Camurça e moradores da região.

Na oportunidade, Edson Martins destacou seu trabalho em prol da agricultura, pois sendo também agricultor sente na pele as dificuldades enfrentadas. O parlamentar também recebeu algumas demandas dos moradores, e se comprometeu em intermediar soluções junto aos Executivos municipal e estadual, como para a falta de transporte escolar, que tanto prejudica os alunos daquela região.

“Estou exercendo o mandato de deputado estadual, mas sou um produtor rural, que conhece a realidade do homem do campo e se sensibiliza com as dificuldades e busca contribuir com ações que possam beneficiar o setor”, destacou Edson Martins.

Fotos e Texto: Assessoria

Regularização fundiária é discutida em audiência pública na Assembleia Legislativa

A regularização fundiária foi debatida na manhã desta segunda-feira (16), no auditório da Assembleia Legislativa, durante audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, atendendo ao requerimento do deputado federal Lúcio Mosquini (MDB), que preside a Frente Parlamentar em Defesa da Regularização Fundiária no Brasil.

O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), os deputados estaduais José Lebrão (MDB), Chiquinho da Emater (PSB), Lazinho da Fetagro (PT), Eyder Brasil (PSL), Ismael Crispin (PSB), Cirone Deiró (Podemos), Dr. Neidson (PMN), Adelino Follador (DEM) e Marcelo Cruz (PTB), estavam presentes. O governador Marcos Rocha (PSL) e o vice-governador José Jodan (PSL), além dos deputados federais Léo Moraes (Podemos) e Coronel Chrisóstomo (PSL) e do prefeito de Theobroma e presidente da Associação Rondoniense dos Municípios (Arom), Claudio Santos.

O secretário Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, uma das maiores autoridades do setor, participou dos debates. Também participaram da audiência a representante da Funai, Silmara Freitas, o desembargador do Tribunal de Justiça,  José Jorge, o superintendente Estadual de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat), Constantino Erwen Gomes, o superintendente Federal de Agricultura (SFA), José Calaça, o presidente da Faperon Helio Dias e o superintendente do Incra em Rondônia, Erasmo Tenório, acompanhado do ouvidor Agrário Nacional do Incra, João Miguel Aguiar.

 

Debates 

Logo após a formação da mesa de autoridades, os trabalhos foram iniciados com as falas. O presidente Laerte Gomes classificou a audiência como importante divisor de águas para o setor.

“Que seja um marco para um novo tempo. Para crescer, para gerar desenvolvimento, tem que ter o documento de terra. As pessoas vieram para Rondônia, ganharam a terra, desbravaram, trabalharam, mas nunca ganharam o documento. Mas, é possível corrigir essa injustiça e promover a regularização fundiária, tão importante para o fortalecimento da nossa economia”, destacou.

Segundo o deputado, “hoje é o dia importante. Somos o Estado de pequenos e médios produtores e sem documento, eles não crescem. Infelizmente, respeito o trabalho que o Incra já fez e o papel dos servidores, mas sem estrutura, não vamos avançar. Temos mais de 35 mil propriedades aptas a regularização. Passem esse trabalho para Rondônia, que iremos fazer”.

Laerte Gomes aproveitou para anunciar que “a Assembleia economizou e pode apoiar esse trabalho, de documentar as áreas já pacificadas. E também, sugiro a adoção de uma tabela de preços justa para as terras em Rondônia. Nossa aptidão é a produção, mas sem documento, como se produz? Se está faltando dinheiro, se falta estrutura, os deputados estaduais estão aqui para apoiar, destinando inclusive recursos de nossa economia com essa finalidade de regularização”.

De acordo com o presidente, “nossa indústria está na roça. Que as áreas já pacificadas, sejam repassadas para o Estado. Por outro lado, defendo que os recursos sejam repassados aos produtores rurais, que são os maiores aliados da nossa floresta, e não para as tais ONG’s, que nem sempre fazem o seu papel, mas criam problemas e não ajudam em nada”.

O governador disse que “venho trabalhando corretamente e buscando dias melhores. Em Rondônia, temos carência de terras. Famílias foram retiradas da Flona do Bom Futuro nos últimos dias. O Estado tem feito de tudo para resolver o problema”, garantiu.

“A regularização fundiária é fundamental. Quanto mais documentação, mais acesso ao crédito fundiário, que vai fazer com o que o Estado se desenvolva. Isso foi uma bandeira de campanha nossa e queremos somar esforços nesse sentido, com o apoio da União, pela determinação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e com o trabalho honesto do Nabhan Garcia”, explicou.

Marcos Rocha pediu que o Incra dê celeridade nas ações e atue em conjunto com as demais instituições. “Fizemos a entrega de títulos urbanos e a felicidade das pessoas nos emociona até. Confiamos em Deus de que vamos fazer a entrega dos 43 mil títulos urbanos, até o final desse nosso mandato”, observou.

Segundo Marcos Rocha, “quem reclama é porque gostava da bagunça. Infelizmente, tem gente assim: que se aproveita da bagunça para fazer coisa errada. É igual às moscas, que querem a sujeira para fazer a festa. Quero que os grandes ganhem, mas que os pequenos ganhem também, e fiquem ricos”.

O chefe do Executivo aproveitou para agradecer ao apoio dos deputados estaduais. “Todos os projetos que encaminhamos aqui para esta Casa, são aprovados e em tempo ágil. Quero registrar aqui o meu agradecimento aos deputados, ao alinhamento que estamos construindo, pensando sempre no melhor para Rondônia”.

Em seguida, Nabhan Garcia disse que “não tenho dúvida da importância da regularização fundiária para o país, em especial para os Estados da Amazônia Legal. Quem carrega o Brasil nas costas é quem trabalha e produz”.

O secretário afirmou ainda que “a Amazônia é dos brasileiros. De certa forma, me causa até vergonha, essa reclamação, por onde passo, pelo Incra estar paralisado. É uma situação lamentável e haverá sim uma necessidade de se estabelecer uma parceria com os governos estaduais”.

Segundo ele, em oito meses não é possível fazer tudo. Mas já há avanços. “Não existe democracia sem propriedade. Nenhum país desenvolvido enfrenta situação parecida com a nossa: gente que produz de forma honesta, sem a escritura da terra. Temos que avançar para transformar esses trabalhadores, em proprietários rurais”.

Garcia garantiu ainda que “se o Incra não está funcionando, vamos atuar para que ele funcione, que ele volte a ser respeitado. Nosso Governo está aberto a todos, mas não tolera invasões e atropelamento da lei. Temos que avançar, nos espelhando no exemplo do grande estadista Garrastazu Médici, que defendeu a integração da Amazônia e a sua ocupação, quando presidiu o Brasil”.

 

Deputados estaduais 

Cirone Deiró disse que “Rondônia tem a melhor colonização do país. Mas, não conseguimos concretizar essa regularização, que acaba criando dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica e outros problemas. Por outro lado, é preciso reestruturar o Incra, para que possa promover a regularização. Temos menos de 80 servidores no Incra em Rondônia, que é insuficiente para fazer um amplo programa de documentação das áreas”.

Ele ainda defendeu que, se não há a possibilidade de regularização pelo Incra, que se repasse para o Estado promover as ações de regularização. “Temos ainda a necessidade de diminuição das áreas de fronteira, de 150 quilômetros para 50 quilômetros, e é preciso acabar com essa falácia de que Rondônia é um Estado desmatador e que destrói as matas com fogo”.

O deputado Adelino Follador lembrou que chegou em Rondônia em 1977. “Nossa família veio para cá, sob a promessa de integrar para não entregar, com muita dificuldade. A gente tinha que provar que tinha condições de fazer a derrubada do lote. Temos famílias com três décadas na área, sem documento. Temos ainda que mudar o perfil dos assentamentos e das áreas consolidadas, para dar celeridade na documentação”.

Ele reconheceu que o Incra teve um papel fundamental no processo de colonização, mas que atualmente não tem estrutura suficiente para enfrentar o desafio de regularização. “A saída é repassar ao Estado essa documentação das áreas já consolidadas. Por outro lado, quero registrar que são os produtores rurais que mais contribuem com a preservação ambiental”.

Chiquinho da Emater reforçou que “não vejo outra forma de regularização, se não através do Incra. Mas, falta recurso para o instituto atuar. Temos mil títulos do Terra Legal prontos para serem entregues, mas faltam recursos para essa entrega, pois o Incra sequer tem combustível para se deslocar pelo interior. É preciso de uma ação forte da União, ou uma parceria com a Emater e o Governo do Estado, para a entrega desses benefícios”.

Para o parlamentar, “temos algumas áreas que já estão consolidadas, ocupadas há pelo menos três décadas, com muitas famílias trabalhando ao longo desse tempo todo. Acredito ser possível um termo de cooperação com o Governo, para promover a regularização, mas quem deve conduzir esse processo, pelo seu conhecimento, é o Incra”.

Lazinho da Fetagro disse que existem invasões e queimadas nas terras indígenas, que precisam ser amparadas pela União, em cumprimento à Constituição. Ele defendeu ainda o trabalho desenvolvido pelo Incra, responsável pela consolidação de Rondônia.

“Temos um problema de judicialização na questão de terras em Rondônia. Se o problema é a falta de pessoal e de estrutura do Incra, precisa ser superado, não por discurso, mas por ações concretas. O presidente Laerte disse que vai destinar recursos, e para a União, R$ 120 milhões não é tão difícil de conseguir, para reforçar o caixa do Incra, por exemplo”.

O deputado Ismael Crispin fez uma breve reflexão: “se Rondônia fosse uma toalha de banho, quando torcêssemos, sairia o sangue desses trabalhadores pioneiros. Precisamos apontar soluções, já identificamos dificuldades no Incra, como a falta de estrutura. Se é falta de gestão, que se troque a gestão. Estamos fechando o ano e a discussão do orçamento de 2020 está sendo feita, precisando ser incluído no PPA as devidas condições ao Incra”.

Para Crispin, “não podemos mais ouvir o grito por regularização fundiária, dos nossos produtores. É preciso uma solução.

O deputado Lebrão ressaltou o trabalho do Incra, para a formação de Rondônia, mas defendeu a criação do Instituto de Terras de Rondônia, já autorizada pela Assembleia Legislativa. “A regularização é muito importante e vai muito além do documento, para assegurar os direitos. No Zoneamento, se cometeram erros que hoje penalizam a quem reside em várias áreas. O Brasil precisa ser dos brasileiros e recomendo que haja um ‘pente fino’ na atuação dessas ONG’s que atuam na Amazônia”.

Lebrão defendeu ainda que cada Estado tenha a liberdade de definir a sua política ambiental. “Rondônia está na Amazônia, mas tem particularidades diferentes do Pará, do Acre, do Amazonas. Isso precisa ser levado em conta na definição da legislação ambiental”.

O parlamentar aproveitou para dizer que as famílias pioneiras que atuam há anos em Rondônia, deram sua saúde, seu sangue, sua vida pelo Estado, não podem ser penalizadas. “Essas pessoas já deram tudo por Rondônia, não podem continuar sendo penalizadas”.

 

Bancada federal 

Léo Moraes afirmou que “acredito que o Governo pode ajudar a resolver as notas técnicas, mas regularização fundiária compete ao Incra, salvo uma cooperação nesse sentido. Por outro lado, a União precisa avançar nesse setor também, o que não tem ocorrido, infelizmente. Apenas discursos e nada de concreto”.

Para o deputado federal, “quem movimenta a economia dos municípios é a agricultura familiar. O Governo Federal precisa somar esforços e entregar resultados. Regularização fundiária para todos que produzem”.

O Coronel Chrisóstomo iniciou a sua fala destacando a luta dos trabalhadores rurais, para desbravar seus lotes. “Também destaco a capacidade dos servidores do Incra, mas reconheço a falta de estrutura. Eu me comprometo a destinar recursos e quero mobilizar a bancada federal nesse sentido. Faltam meios, falta dinheiro, mas vamos atuar para reforçar o Incra”.

De acordo com o deputado federal, “quando regularizarmos a terra, os bancos públicos vão poder financiar a produção, permitindo a expansão da nossa agropecuária”.

 

Trabalho 

Lúcio Mosquini reforçou que Nabhan Garcia é a maior autoridade do Governo para tratar a regularização fundiária. “Aqui, estamos com os industriais de Rondônia: com quem produz comida, produz riquezas e garante o nosso Estado se desenvolvendo. Mas, sem a regularização, não se faz nada. O senhor é a nossa esperança, junto ao Governo Bolsonaro, para promover essa documentação das terras, fundamental para a

O desembargador José Jorge informou que o TJ criou uma Coordenadoria para auxiliar no processo de regularização de áreas urbanas de Porto Velho, utilizando como extensão para outros municípios. “Estamos atuando ainda em distrito de Presidente Médici e também, em parceria com a Seagri, iniciando a regularização de imóveis rurais. Entendendo que, como todos sabem, a documentação é parte fundamental para a garantia da segurança jurídica”.

 

Auditório 

As intervenções do auditório se iniciaram coma a fala de Wilson Cassiano, da Linha C-10, na Reserva Rio Madeira B. Ele disse que, desde a década de 1960 que a área enfrenta dificuldades de regularização. “Em 1996, foi criada a Reserva Estadual, sem levar em contas pessoas com títulos definitivos, desde a década de 1980, emitidos pelo Incra. Não podemos patrolar a estrada, não podemos trabalhar. Isso é um exemplo para mostrar essa nossa realidade”,

Marione Costa, administrador do distrito de Rio Pardo. Disse que desde 2011 que os produtores receberam apenas o CAR. “Moro há 20 anos na localidade e não temos direito a ter uma estrada.

Vitor Salessi, que possui uma empresa de ecoturismo sustentável, no distrito de Jacy-Paraná, relatou a sua dificuldade em acessar o financiamento nos bancos oficiais. “Estou há cinco anos lutando pelo título definitivo. Recebi em outubro o documento, mas mesmo de posse do título, não pude acessar o crédito, impedindo de gerar emprego e renda no distrito”.

A representante da Funai, Silmara Freitas, garantiu que a Constituição Federal será cumprida. “Na última semana, foram liberados recursos para enfrentar as queimadas na Terra Indígena Uru-eu-wau-wau”.

“Existe um consenso de que a regularização fundiária e os assuntos ligados à terra não são exclusivos de um determinado órgão, mas de um envolvimento de todas as instituições e da sociedade”, disse o ouvidor nacional.

A produtora rural Márcia Tereza da Silva, da região de União Bandeirante, manifestou sua insatisfação com o Incra. “Peço que as leis sejam cumpridas e que os agricultores sejam respeitados. Moro há mais de dez anos com a minha família na área. Sofremos ameaças direto e temos medo de invasões, que acontecem direto nas propriedades”, relatou.

Gabriela Camargo, do setor Chacareiro do Jardim Santana, disse que mora na área há 20 anos. “Somos posseiros, não temos documento da área, mas trabalhamos como pequenos produtores. A regularização da localidade é uma necessidade de todos”.

O presidente da Faperon, Hélio Dias, relatou que recebeu inúmeros apelos de produtores, acerca dos problemas do setor. “Reconhecemos o trabalho feito pelo Incra, na colonização do Estado, com a criação de municípios e os contratos de alienação de terras públicas, por exemplo. Mas, hoje temos problemas nessas documentações e também de invasões nessas posses, mansas e pacíficas”.

Segundo ele, são 34 mil processos do Terra Legal, que estão paralisados. “Precisa de gente, de recursos e de integração do Incra com o Governo, com apoio da Assembleia Legislativa e da bancada federal. Por outro lado, é preciso fazer uma readequação no preço da terra, para o processo de regularização”.

Em resposta, Nabhan Garcia disse que “tenho percorrido a Amazônia e essa reclamação sobre a tabela de preços da terra é geral. Precisamos mudar isso de imediato, adequando à realidade. Por outro lado, a pessoa esperar 20 ou 30 anos pelo título e quando recebê-lo, ficar ainda mais dez anos para ter pleno direito sobre a área, isso precisa mudar e conto com o apoio dos parlamentares federais”.

Representando a Associação das Mulheres Guerreiras, Jane Arara, aproveitou para reivindicar que os territórios que já estão demarcados, que os invasores sejam retirados de imediato. “Que respeitem a Constituição, que nos assegurem os direitos que reivindicamos há anos. E que as áreas que esperam ser demarcadas, possam ser demarcadas com celeridade”.

Em resposta, a representante da Funai garantiu que as leis serão cumpridas, com o aumento da fiscalização das invasões das terras indígenas, com recursos liberados na semana passada, inclusive.

Celso Sarmento, Assentamento Canaã, em Ariquemes reintegração de posse, perto de ser cumprido. Estamos há 17 anos nessa área, onde vivemos e trabalhamos, com leite, café e cacau. São mais de 200 famílias. Todo ano temos a ameaça de reintegração. Pedimos ajuda para resolver. Não queremos vir para rua, morrer de fome. O que a gente sabe é trabalhar e queremos trabalhar sossegados.

Altemir Grandim, secretário de Agricultura de Cujubim, disse que o município tem muitas unidades de preservação e de conservação, instaladas em muitas áreas de muito potencial produtivo, algumas delas criadas sem critério. “Não entendemos como o produtor pode ser tão perseguido, tão rejeitado, tão prejudicado. Quem trabalha, quem produz, precisa ser respeitado e receber as melhores condições”.

O presidente do Sistema OCB/Sescoop, Salatiel Rodrigues, reclamou da burocracia no processo de regularização e colocou a rede de Cooperativismo para contribuir com o processo de documentação. “Temos que destravar, temos que resolver, pois quem trabalha e produz é preciso ter apoio. Sem documento, tudo fica emperrado e prejudicado. O caminho é a regularização e peço que haja uma parceria entre as instituições, com a OCB se colocando à disposição, para contribuir”, destacou.

O prefeito de Corumbiara, Laércio Marchini (PDT), pediu que houvesse uma mobilização para a regularização das áreas de fronteiras municipais. “Temos essa necessidade na fronteira com Chupinguaia, por exemplo, que precisa ser cuidada, a exemplo da regularização da área fundiária.

Ivaneide Bandeira, da Associação Kanindé, manifestou a sua preocupação com o discurso populista e eleitoreiro, para a ação prática. “É importante que a situação do Uru-eu-wau-wau seja resolvida. Concordo com o ministro quando fala que tem que cumprir a lei. Defendo que se cumpra a lei, respeitando as terras indígenas, por exemplo, o que não tem acontecido”.

Segundo ela, com regularização, se faz justiça e se promove a segurança jurídica. “Com documentação da área, se resolve o problema dos produtores e diminui as pressões sobre terras indígenas e todas as áreas de conservação”.

O filho e neto de produtor rural, José Orlando, disse que tenta produzir, em área de assentamento em Buritis, mas está tendo dificuldades. “Estamos de pés e mãos atados. Queremos

O produtor rural de Minas Nova, João Maria Sobrinho, disse que sofre com a falta de documentação da área, onde trabalha e produz há 12 anos. “Lá, residem cerca de 1.200 famílias e que esperam uma definição sobre a documentação. Somos trabalhadores, ligamos a energia por nossa conta, fazemos pontes e estradas e trabalhamos com café e gado. Podemos crescer muito mais, com o título da terra”,

O produtor de Candeias do Jamari, Valdir da Silva, disse que 70% das propriedades do município, não têm documentação. “Moro há 13 anos num projeto de assentamento, com quase 600 famílias assentadas, que não conseguimos financiar a compra de uma galinha. Não temos sequer o direito de produzir. Isso é inaceitável.

Morador da Linha 45, na região da Vila Nova Samuel, em Candeias do Jamari, o produtor João Carlos disse que hoje tem uma megaoperação massacrando quem produz. “Há 17 anos que temos esse problema. Queremos o título definitivo para trabalhar, mas estamos sendo impedidos desse direito. A cada ano, ficamos mais pobres e temos mais dificuldades”.

O coordenador dos Povos Indígenas de Rondônia, Heliton Gavião, declarou que “temos um grande desafio para regularizar as áreas indígenas e mantê-las protegidas. A regularização fundiária não pode deixar de fora os povos indígenas. Temos que lutar em prol do direito de cada um, dialogando com os indígenas e os não indígenas de forma transparente”.

 

Encaminhamentos 

O superintendente do Sepat abriu as falas finais da audiência pública observando que “não faltam leis, falta a regulamentação da lei já existente, nos mesmos moldes da regularização fundiária urbana. Estive tratando da questão no Incra e sai de lá triste, pela desestrutura do órgão. Temos que trabalhar em conjunto para fazer a regularização fundiária rural”.

Para Constantino Erwen Gomes, “é preciso fortalecer o Incra e também as ações do Estado nesse sentido. O Governo não é uma ameaça, mas um ente para firmar cooperação, para apoiar. Queremos ser protagonistas também na regularização rural, a exemplo da urbana, que já fazemos com muito sucesso, promovendo a alegria de milhares de famílias em Rondônia”.

O superintendente do Incra, Erasmo Tenório, informou que existem 221 assentamentos do órgão em Rondônia, com mais de 80 mil assentados, com mais de 30 mil títulos emitidos. “Temos dificuldades de pessoal e financeira, isso é fato, mas temos que seguir adiante para regularizar as cerca de 32 mil propriedades pendentes. Temos 66 assentamentos, sem o georreferenciamento, que precisa ser feito. Inclusive, temos uma aproximação com o Exército para esse trabalho”, observou.

Tenório informou que cerca de 25 técnicos estão disponíveis no Incra, para a elaboração de relatórios de campo, permitindo a continuidade dos serviços de regularização.

Já o empresário Jaime Bagatolli disse que “para impulsionar a economia de Rondônia, é essencial a regularização fundiária. Esse é o momento certo de avançarmos e estou confiante de que teremos um bom encaminhamento para a questão”.

Ao encerrar, Lúcio Mosquini assegurou que todas as questões levantadas, serão levadas em conta na elaboração de uma política de regularização fundiária, que contemple Rondônia.

Texto: Eranildo Costa Luna-Decom-ALE/RO

Fotos: José Hilde e Marcos Figueira-Decom-ALE/RO