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Embrapa Rondônia atua há 45 anos na geração de conhecimento e inovação para a agropecuária na Amazônia

O Estado de Rondônia conta com uma Unidade da Embrapa desde o dia 10 de julho de 1975. De lá para cá, este centro de referência em pesquisa agropecuária vem atuando com foco no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para a região Amazônica e com soluções que agregam também ao desenvolvimento do setor em todo o país.  Isso está sendo possível por meio de parcerias com instituições públicas e privadas e por estar alinhado às principais demandas do setor produtivo. Dentre elas destacam-se ações voltadas para café, soja, milho, algodão, arroz, pecuária de leite e corte, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, mandioca, açaí, pupunha, entre outras.

Nestes 45 anos foram executados mais de 71 projetos sob a liderança da Embrapa Rondônia e mais 110 em parceria, financiados por diversas instituições públicas e privadas do país. “São parceiros que investiram em propostas de pesquisa que hoje estão transformando a realidade no campo, com sustentabilidade e a geração de renda a mais de 50 mil famílias”, afirma o chefe-geral da Unidade, Alaerto Marcolan.
Esta inovação proporcionada pelos resultados da pesquisa científica ajudou a romper paradigmas e abrir fronteiras. Com isso, foi possível apresentar ao mundo uma região de oportunidades e, ao mesmo tempo, preocupada com a sustentabilidade e o futuro da Amazônia. Tecnologias e práticas desenvolvidas e adotadas no campo deram suporte para que Rondônia saísse de uma posição tímida no cenário da agropecuária nacional, para um patamar de destaque regional e nacional em diversas cadeias produtivas.
Para se ter uma ideia, em 1986, a participação de Rondônia no PIB agropecuário nacional era de aproximadamente 0,6%. No entanto, no decorrer dos últimos 30 anos, a evolução da agropecuária rondoniense fez com que o estado triplicasse sua contribuição para a agropecuária nacional, alcançando, no ano de 2017, uma participação de, aproximadamente, 2% no PIB agropecuário. Vale destacar ainda que o PIB agropecuário de Rondônia foi responsável por 13,5% do PIB estadual, bem acima da média nacional, que foi de 5,2%, em valores correntes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, de 2019, e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA, Esalq/USP, de 2020.
Rondônia se tornou protagonista na produção de carne, peixe de cativeiro, soja, milho e café. Com o apoio da pesquisa, a cafeicultura foi revitalizada no estado, apresentou uma nova identidade a este grão, que agrega valor e promove transformação social na Amazônia: os Robustas Amazônicos. É o reconhecimento de um café que tem características únicas em uma região que não tem igual no mundo. O reconhecimento que a cafeicultura do estado tem conquistado nos últimos anos é reflexo da união de esforços entre instituições de pesquisa, produtores, extensão rural e órgãos governamentais. São homens e mulheres, jovens e experientes, tradicionais e indígenas trabalhando em sintonia para produzir cafés únicos.

Inovação no campo

Soluções tecnológicas e práticas agrícolas desenvolvidas pela Embrapa em Rondônia foram levadas ao campo e adotadas por meio de ações constantes de transferência de tecnologia, comunicação e com a parceria da extensão rural. Nestas quatro décadas e meia de atuação, a Embrapa Rondônia realizou mais de 400 cursos e treinamentos, 300 dias de campo e organizou mais de 3 mil eventos, com a capacitação de cerca de 150 mil pessoas ligadas às diversas cadeias produtivas e do agronegócio da Amazônia.
Nos últimos dez anos foram mais de 700 estudantes de graduação e pós-graduação que se capacitaram na Embrapa Rondônia, como estagiários e bolsistas de iniciação científica. Anualmente, a Unidade recebe, aproximadamente, 85 estudantes de graduação, 25 de mestrado, seis de doutorado e três de pós-doutorado. Todos estes profissionais foram altamente capacitados para desenvolver projetos de pesquisa e promover a inovação na agricultura da região, criando novas oportunidades e desenhando novos caminhos para o futuro da região.
Impactos da pesquisa na cafeicultura
  • A Embrapa Rondônia detém um dos mais importantes Bancos de Germoplasma de Coffea canephora do país, com mais de 1.500 acessos para fins de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.
  • A Unidade é referência em pesquisas e transferência de tecnologias para a cafeicultura na região Amazônica. Suas ações ocorrem, principalmente, em Rondônia, Mato Grosso, Amazonas, Acre e Roraima. Destaque para sua forte atuação na cadeia produtiva do café em Rondônia, desde o início da década de 80. Com a incorporação de tecnologias geradas e/ou adaptadas que contribuíram para um incremento produtivo substancial. De acordo com a série histórica da cafeicultura publicada pelo IBGE, iniciada no ano de 1988, de lá para cá, a produção e a produtividade da cafeicultura rondoniense deram um salto de 106% e 246%, respectivamente. Por outro lado, a área colhida com café teve uma retração de aproximadamente 40,5% entre os anos de 1988 e 2020. Nesse intervalo ocorreram variações nas três dimensões analisadas, com oscilações para mais e para menos.
  • A Embrapa Rondônia fundamentou a proposição de Indicação Geográfica (IG) Região Matas de Rondônia para Robustas Amazônicos. Esta pode ser a primeira IG de café da espécie canéfora do mundo e, com a chancela da Global Coffee Plataform – GCP, pode também ter destaque mundial ao se tornar a primeira IG de cafés sustentáveis.
  • Lançou, em 2013, a primeira cultivar de café desenvolvida e protegida pela Embrapa no Brasil – “conilon BRS Ouro Preto”, eem 2019 disponibilizou ao setor produtivo dez novas cultivares híbridas de café canéfora – cruzamento de robusta e conilon, oferecendo aos cafeicultores da região amazônica genética de alta qualidade para alcançar produtividades ainda maiores e qualidade de bebida.
  • Promove a inclusão social e de gênero na cafeicultura, com atuação direta e continuada junto aos produtores familiares tradicionais, comunidades indígenas e as mulheres. São realizadas com estes públicos capacitações e intercâmbio de conhecimento para a produção de cafés com qualidade e sustentáveis. Assim como também são realizadas ações e eventos que promovem o diálogo, a troca de conhecimentos, o reconhecimento e a visibilidade destes importantes atores do setor produtivo cafeeiro.

Impactos da pesquisa na pecuária de leite e corte

  • Cerca de 30 mil propriedades de Rondônia utilizam tecnologias e práticas recomendadas pela Embrapa no Sistema de Produção de Leite para o estado. Entre os anos de 2008 e 2018 o ganho de produtividade foi de 92% e o de produção 60%.
  • Por meio de pesquisas voltadas para a melhoria da qualidade do leite, foi possível identificar pontos críticos de contaminação, definir áreas prioritárias de atuação, estabelecimento de protocolos de boas práticas e também direcionamentos para a capacitação de estudantes, produtores e técnicos, assim como subsidiar a proposição de políticas públicas para o setor em Rondônia.
  • Adoção de tecnologias da Embrapa para recuperação de pastagens e práticas sustentáveis de manejo permitiram a redução de pastagens degradadas de 20% para 11% da área total, ou seja, cerca de seis milhões de hectares, tornando Rondônia um dos maiores produtores de carne e leite do Brasil.
  • Houve a validação e recomendação do sistema de Integração lavoura-pecuária-floresta para Rondônia como estratégia para recuperação de pastagens degradadas, diversificação da produção e bem-estar animal.
  • Lançamento do aplicativo Arbopasto, que auxilia o produtor a escolher as espécies de árvores mais adequadas à cada pastagem. Nele, são disponibilizadas informações de 51 espécies arbóreas nativas da Amazônia Ocidental, de forma rápida e intuitiva. Está disponível, gratuitamente, para dispositivos móveis em diversos sistemas operacionais.
  • Tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Rondônia para pecuária de leite e corte são adotadas em todo o país:
  • SAGAbov – tecnologia simples, precisa e acessível para a avaliação do acabamento da carcaça dos bovinos destinados ao abate. Com este dispositivo o próprio produtor pode fazer a avaliação e obter o máximo rendimento dos animais destinados ao abate. Trata-se de uma ferramenta aliada tanto do pecuarista quanto da indústria frigorífica, que busca mais qualidade na carne.
  • Vetscore – dispositivo simples, prático e acessível para avaliação da condição corporal de fêmeas bovinas. Permite ao produtor fazer correções no manejo alimentar buscando maior retorno produtivo e financeiro.
  • Aplicativo +Leite – realiza o diagnóstico produtivo da fazenda leiteira de forma rápida, simples e intuitiva. Com ao uso do aplicativo, em apenas uma visita, no tempo necessário para o técnico avaliar todas as vacas do rebanho, já é possível obter o diagnóstico zooténico.
  • A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) em Blocos – desenvolvida para aproveitar o máximo potencial reprodutivo de fêmeas bovinas submetidas a um protocolo de IATF, resultando em aumentos de 10% a 20% de prenhez em relação às vacas submetidas à metodologia de IATF convencional.

Impacto da pesquisa nas grandes culturas, frutas e raízes

  • Os lançamentos de cultivares de arroz de sequeiro, a adoção de tecnologias e práticas recomendadas pela Embrapa para o Sistema de Produção de Arroz de Sequeiro contribuíram para o incremento de 60% na produtividade entre os anos de 2008 e 2018 no estado.
  • Adoção de tecnologias e práticas recomendadas pela Embrapa no Sistema de Produção de Milho para o estado contribuiu para um ganho médio de produtividade anual de 10% entre as safras 2010/2011 e 2019/2020. Cerca de 60% dos 4.500 estabelecimentos produtores utilizam tecnologias da Embrapa em Rondônia.
  • A Embrapa Rondônia conduz uma das maiores bases de testes de genótipo do programa de melhoramento nacional de soja da Embrapa, com a seleção de linhagens e indicação aos produtores de cultivares e estratégias de manejo da cultura de soja para o estado.
  • Desenvolvimento dos sistemas de produção de banana, açaí e mandioca, contribuíram para a incorporação de tecnologias e incremento de renda no campo em Rondônia.

Origem e estrutura

A Embrapa Rondônia ou Centro de Pesquisa Agroflorestal de Rondônia é uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Fundada em 10 de julho de 1975, possui um corpo de pesquisa formado por doutores e mestres, e é referência em agricultura, pecuária e florestas no estado de Rondônia e na Amazônia. Os trabalhos são realizados por 115 colaboradores dedicados à pesquisa, desenvolvimento e inovação, e que atuam nos diversos setores da Unidade.
Possui oito laboratórios e três campos experimentais, em Porto Velho, Ouro Preto do Oeste e Vilhena, totalizando uma área de 885 hectares que dão suporte aos projetos de pesquisa. A equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa Rondônia está organizada em três núcleos temáticos de pesquisa: produção animal, vegetal e café.
 Fonte: Renata Silva (MTb 12361/MG)

Pesca esportiva está proibida pelo novo Decreto 25.138 e sujeita à fiscalização da Polícia Ambiental

Para orientar o setor pesqueiro, clientes e alunos do ramo, quanto às recomendações, proibições e fiscalização da atividade, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) alerta que a pesca esportiva é um dos segmentos proibidos durante este período de pandemia do novo coronavírus no estado.

Decreto nº 25.138 de 15 de junho de 2020, determinando o distanciamento social controlado para prevenção à Covid-19, especifica os critérios para organizar a realidade instalada atualmente em Rondônia, sendo considerada a reabertura do comércio e liberação de determinadas atividades.

Segundo o coordenador de Proteção Ambiental da Sedam, Marcos de Souza Trindade, a pesca esportiva, praticada de maneira recreativa e amadora, está totalmente proibida.

“A permissão neste período é apenas para a pesca profissional, pesca para a subsistência e pesca artesanal (segmento da agricultura familiar), desde que se respeitem as recomendações”, declarou.

FISCALIZAÇÃO

Trindade adverte que, como a pesca de lazer está proibida conforme a legislação vigente, a fiscalização é feita via fluvial em conjunto com o Batalhão de Polícia Ambiental. “São eles que tomarão as medidas cabíveis, lavrando Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), notificando o cidadão infrator e conduzindo os responsáveis pela infração para que se retirem do rio ou local onde o ato esteja sendo praticado”.

A medida pode ser conferida no novo decreto de 15 de junho, em sua página 2, que acrescenta a alínea “c” ao inciso II do artigo 3º do Decreto 24.049/2020, proibindo a pesca esportiva.

Fonte
Texto: Vanessa Farias
Fotos: Giliane Perin
Secom – Governo de Rondônia

Lei determina obrigatoriedade aos laticínios de participação no Conseleite é sancionada

Proposta de lei do deputado estadual Lazinho da Fetagro (PT) estabelecendo a obrigatoriedade de adesão ao Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Estado de Rondônia (Conseleite-RO) por todos os laticínios instalados em Rondônia foi sancionada pelo governador do estado, Marcos Rocha, na última terça-feira (16), ficando instituída a lei 4. 792/20.

Preocupado com a cadeia produtiva do leite no Estado e uma possível crise no setor, principalmente devido ao baixo preço pago pelo litro de leite pelos laticínios aos produtores, o deputado registra sua satisfação com a lei, pois acredita na função do Conselho de proporcionar transparência na análise do mercado leiteiro; disponibilizar valores de referência a serem pagos na matéria prima leite, considerando o preço de custo do produtor, o custo da indústria e os valores de venda do leite e seus subprodutos; mostrar com clareza a capacidade de pagamento da indústria; e fornecer aos produtores um referencial para a negociação do preço a ser pago pelo leite.

Ainda de acordo com a lei, as empresas de laticínios que não aderirem ao Conseleite terão os incentivos e benefícios fiscais concedidos pelo Estado de Rondônia suspensos até que formalizem a adesão ao conselho. Os incentivos e benefícios fiscais serão restabelecidos assim que a empresa formalizar a adesão e ocorrer a aprovação do colegiado.

“Pelo fortalecimento da nossa cadeia produtiva do leite tenho agido com proposição de leis e outras medidas que venham amparar o setor, apoiando o produtor, impulsionando toda a cadeia leiteira e fomentando a economia. E o Conseleite foi uma das soluções encontradas para a construção de medidas que contemplassem produtores e indústrias e amenizassem os conflitos muito frequentes em função da oscilação no preço do leite”, informou o deputado acrescentando que a adesão das empresas ainda  não membros assegura o acesso aos dados de toda a cadeia produtiva do leite, possibilitando ainda mais assertividade nos valores de referência publicados pelo colegiado.

Texto e foto: Assessoria 

Fertilizante de Rondônia Para o Mundo! Referência em Tecnologia na Agricultura

Aproveitamento de resíduos gerados em frigoríficos da indústria pesqueira do estado de Rondônia, viram matéria-prima para produção de fertilizantes orgânicos de alta tecnologia que já integram o mercado nacional com representantes em quase todos os estados brasileiros e agora é exportado.

Neste mês de maio de 2020, mesmo com todo desafio imposto pela pandemia, a Amazônia fertilizantes, com seu produto Ferti-Peixe, inaugura sua primeira exportação para os Emirados Árabes Unidos colocando o Brasil e o estado de Rondônia no mercado mundial exportador de insumos agrícolas ecologicamente corretos.

De plantas ornamentais, frutíferas, pastagens e até lavouras como soja, algodão e café, o Ferti-Peixe é uma importante matéria orgânica que vem no conjunto de práticas de alto padrão tecnológico e ambientalmente correto, tornando a agricultura nacional referência em eficiência, produtividade e com baixo custo.

Requisito fundamental para conquistar o mercado nacional e internacional super competitivo de insumos agrícolas. O produto tem certificação orgânica que garante todos os mais altos padrões na produção alimentar, atendendo não apenas o mercado orgânico, mas também o mercado agrícola convencional, posicionando os fertilizantes orgânicos como fundamentais para altas produtividades e qualidade na produção agrícola.

Fonte: Assessoria

 

A Associação de Criadores de Peixes de Rondônia (ACRIPAR) participa da modernização da atos normativos para o setor da aquicultura.

Com o objetivo de discutir a revisão e a modernização de atos normativos que impactam a atividade da aquicultura, a Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu por videoconferência.

A abertura do encontro teve a presença do secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior, que destacou que o setor tem grande potencial de crescimento, mas ainda é deixado a segundo plano em relação aos mecanismos de financiamento, como o crédito rural.

“O aquicultor brasileiro não tem o suporte financeiro que outras cadeias têm para investir na produção. Precisamos incluir o setor na lista de prioridades dos governos e fortalecer a indústria de pescado, que é um elo fundamental da cadeia produtiva, além de fazer um trabalho de conscientização da importância desse setor”.

Para o presidente da Comissão, Eduardo Ono, um dos maiores gargalos da aquicultura é o licenciamento ambiental. “Precisamos construir uma agenda conjunta da cadeia produtiva para sensibilizar os estados sobre essa questão. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é uma das portas para discutir formas de simplificar e desburocratizar o licenciamento no Brasil”.

Um dos assuntos discutidos na reunião foram as propostas de revisão da Resolução Conama nº 413/2009, que trata das normas e critérios para o licenciamento ambiental da aquicultura. Segundo o assessor técnico da Comissão de Meio Ambiente da CNA, João Carlos De Carli, a resolução já tem mais de 10 anos, portanto, está desatualizada e precisa passar por uma revisão.

Eduardo Ono explicou que os principais pontos sugeridos se referem aos enquadramentos e à possibilidade de haver o licenciamento por adesão e compromisso. “É uma espécie de código de conduta onde o empreendedor concorda com as regras e se prontifica a segui-las. É um modelo que já funciona muito bem fora do Brasil”.

As alternativas para a modernização e melhoria da Portaria nº 145/1998, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que estabelece normas para introdução, reintrodução e transferência de organismos aquáticos para fins de aquicultura, também foram tema da pauta.

“Vários pontos estão ultrapassados devido à legislação e normativas mais recentes. O próprio Ibama já tem esse assunto na pauta de trabalho deles”, explicou o presidente da Comissão.

Por fim, o colegiado abordou a revisão do Decreto nº 4895 de 2003, que regulamenta a criação de espécies aquáticas em águas de domínio da União. De acordo com Ono, a proposta de revisar o ato normativo é para simplificar e agilizar esse processo de autorização.

“O Ministério da Agricultura é responsável por receber o pedido do empreendedor e repassar para os outros ministérios e secretarias aprovarem. O problema é que o Decreto amarrou todos esses órgãos e isso causa demora na tramitação. A mudança fundamental é que passe a ser feito de forma bilateral e não multilateral”, esclareceu o representante da CNA.

Veja na reportagem

https://www.facebook.com/rondorural/videos/702523683622470/

Assessoria de Comunicação CNA

Agricultores de Rolador investem em Piscicultura

A Piscicultura tem avançado no município de Rolador, no Noroeste do RS, com investimento dos agricultores e apoio da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) da Emater/RS-Ascar. Dezoito agricultores de Rolador receberam, 5.306 alevinos das espécies carpa capim, cabeça grande, prateada, húngara escamada, húngara espelho, além de jundiá cinza, pacu, cascudo, trairão e piava. A entrega foi realizada em frente ao Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Os produtores reservaram a quantidade e as espécies desejadas, com apoio e orientação técnica da Emater/RS-Ascar, e retiraram os animais no dia e horário marcados, com todos os cuidados para evitar aglomerações e atender às recomendações das autoridades de saúde. Os alevinos entregues nesta semana são oriundos do Viveiro Piscicultura Nossa Senhora Aparecida, do município de Ijuí.

O extensionista da Emater/RS-Ascar, Dante Ávila, destaca que a piscicultura tem se consolidado como importante fator de segurança alimentar e geração de renda no município, sendo que os açudes de Rolador são povoados com 16 mil alevinos por ano, distribuídos para 50 agricultores. A comercialização acontece no município, sendo que muitas vezes o consumidor busca o pescado nas propriedades, fortalecendo a cadeia curta de comercialização, do consumidor adquirindo direto do produtor, observa o extensionista. Além disso, muitas famílias mantêm o hábito de consumir semanalmente a carne de peixe, em vistas do sabor e da qualidade nutricional.

Por: EMATER – RS

Embrapa apresenta bons resultados no primeiro cultivo de tilápia em tanque-rede no estado

A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) apresentou, durante a Agrotins 2020, a primeira grande feira agrotecnológica do país em formato totalmente digital, dados econômicos e zootécnicos de um trabalho de acompanhamento realizado junto a pequenos piscicultores do Parque Aquícola Brejinho II, no município de Brejinho de Nazaré, na tarde desta quarta-feira (27). Em live, os pesquisadores Manoel Pedroza e Flavia Tavares apresentaram números promissores da produção de tilápia no estado: em sete meses de acompanhamento, o desenvolvimento dos peixes foi acima do esperado e a avaliação econômica também foi positiva, com margem de lucro podendo chegar a 37%, dependendo do preço de venda. A Embrapa está acompanhando outros cultivos para validar os dados encontrados em Brejinho II.

O parque conta com 22 áreas aquícolas, com 0,3 hectares cada, com capacidade de produção anual de 48 toneladas por ano. Os produtores familiares estão organizados em torno da Associação de Aquicultura de Brejinho de Nazaré e dispõem de 12 tanques de 64  metros cúbicos. Nesse cenário, entre os meses de agosto do ano passado e março de 2020, a Embrapa acompanhou a criação de tilápias desde a fase de alevinagem, quando os peixes pesavam apenas um grama, até a fase da despesca, quando atingiram aproximadamente 900 gramas após sete meses.

“Conseguimos 20 mil alevinos com a Aquabel e introduzimos no parque, em berçários, em 26 de agosto. Quando os peixes atingiram 60 gramas, vacinamos todos eles – o  que é uma etapa importante. As biometrias eram semanais, com o apoio do Senar, Ruraltins e Seagro, e a quantidade de ração era ajustada”, detalha Flavia Tavares. “Tudo foi monitorado, inclusive a qualidade da água, por meio de sondas. Trabalhamos com uma densidade de estocagem de 40 quilos por metro cúbico. Um pouco abaixo do que se utiliza no setor mas, como era um trabalho pioneiro no estado, não queríamos arriscar trabalhando com densidades mais altas. No fim, o desempenho das tilápias foi melhor do que o esperado”, diz ela, lembrando que além das empresas e instituições já citadas, a pesquisa contou também com o apoio da prefeitura de Brejinho de Nazaré, Aquasem/Presence e de emendas parlamentares que ajudaram a custear o projeto. .

Lucro de até 37%

No aspecto econômico, Manoel Pedroza explicou que os cálculos consideraram a situação hipotética de que todos os itens de investimento tivessem sido comprados, tais como balsa, terreno, ração, etc. “São estruturas e insumos que eles não precisaram pagar, mas inserimos esse investimento no nosso cálculo para conseguirmos um retrato mais fiel da realidade”, explica ele, acrescentando que o valor de mão-de-obra também foi considerado.

A simulação confirmou que a ração é o item que mais pesa nos custos de produção da tilápia, correspondendo a 78 por cento do total investido. A vacina, que é uma etapa importante do ciclo de produção para a prevenção de doenças, representou menos de três por cento no custo total. A aquisição de alevinos respondeu por 5,82 por cento do total investido.

“O custo de produção por ciclo foi de 63 mil reais, para um total de pouco mais de 16 toneladas. O custo de produção por quilo ficou em R$ 3, 93, que é um valor adequado e dentro do que a gente vem verificando em outras regiões”, destaca Pedroza.

Com o objetivo de realizar uma análise financeira mais abrangente, foram realizadas três simulações: uma com o preço real da tilápia vendida em Brejinho de Nazaré, de 5 reais o quilo, e outras duas com o preço 50 centavos mais caro ou mais barato. “Utilizando o preço efetivo de venda do produto, a taxa de retorno foi em torno de 19% e o retorno do capital investido seria após 5 anos, o que é um prazo interessante”, ressalta o economista.

Os cálculos também revelaram que a receita bruta fica em R$ 162 mil e, descontados os gastos, o valor chega a R$ 49 mil. Considerando o quilo sendo comercializado a 5 reais, houve uma lucratividade de 30%, podendo chegar a 37%, caso o produtor conseguisse vender 50 centavos mais caro. O mínimo que precisaria ser produzido para viabilizar o cultivo é de 22 toneladas por ano. “O preço de venda da tilápia é um item que determina muito a lucratividade. Temos observado que as margens têm se reduzido, e é importante que o produtor tenha em mente qual será o preço que ele conseguirá na venda do produto”, diz ele, acrescentando que quanto maior a produtividade, melhor será o resultado econômico, pelos ganhos em escala do produto.

Por: Embrapa

Aquicultura no inverno: cuidados necessários com os peixes

Na metade do outono, algumas regiões do Estado de São Paulo já começaram a registrar temperaturas abaixo de 20ºC. A temperatura ambiente é um importante parâmetro de escolha do local para a implementação de um empreendimento de Aquicultura. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca, explica quais são os cuidados necessários que o aquicultor precisa ter com os peixes em cultivo.

As espécies de organismos aquáticos mais utilizadas na Aquicultura paulista são a tilápia e o pacu. Elas são originárias de regiões com clima tropical, onde a temperatura da água ideal para sobrevivência e crescimento se situa entre 25ºC e 28ºC. Mas o que acontece com os peixes quando a temperatura da água fica fora da faixa ideal? Temperaturas extremas, tanto baixas como altas, podem fazer os peixes adoecerem e até mesmo morrer.

Como a temperatura influi na saúde do peixe?

Embora existam exceções, peixes são animais cuja temperatura corpórea é igual à temperatura da água em que se encontram, seja em ambiente livre ou em cativeiro. A grande maioria dos peixes regula o seu metabolismo de acordo com a temperatura da água em que se encontram, que pode ser acelerado, no caso de a temperatura se elevar, ou diminuído, no caso da temperatura baixar. Nessa época em que as temperaturas do ambiente começam a diminuir, a temperatura da água também baixa para níveis considerados desconfortáveis para os peixes.

A maior consequência que o frio proporciona é a diminuição do metabolismo, o que faz o peixe reduzir sua necessidade de se locomover e de se alimentar, pois seus processos metabólicos – como respiração, digestão e excreção – diminuem. Isso faz com que os peixes tenham menos fome e se alimentem com menor frequência, ou até mesmo parem de se alimentar. Nos ambientes de piscicultura, esse jejum acaba sendo prejudicial aos criadores, pois torna o crescimento dos peixes muito lento ou nulo.

Um problema maior que pode ocorrer devido à baixa temperatura é quando os peixes estão com alguma predisposição a doenças. Isso mesmo, em tempos de pandemia

de Covid-19, por exemplo, muito se fala sobre pessoas em grupos de risco. Isso existe também entre os animais, e os peixes não ficam fora dessa analogia.

O que fazer para evitar que os peixes fiquem doentes devido ao frio?

Uma doença, ou qualquer enfermidade que acometa peixes, geralmente está associada a vários fatores. O estresse faz com que várias coisas ruins sejam desencadeadas, fazendo com que os peixes entrem no “grupo de risco”. Similarmente, quando não há estresse, ou quando o peixe ou grupo de peixes não está no “grupo de risco”, as chances dos animais ficarem doentes são bastante reduzidas.

Em uma situação em que os peixes estejam sendo criados em um ambiente ideal (água de boa qualidade, com boa oxigenação, com pH adequado, alimentação balanceada e em densidade adequada), a água poderá esfriar abaixo do ideal, e mesmo assim os animais conseguirão permanecer saudáveis, mesmo durante essa época de jejum, pois estão com o sistema imunológico funcionando perfeitamente. Já no caso de peixes no grupo de risco, esses tendem a ser os primeiros acometidos por alguma enfermidade, pois não estavam fisiologicamente preparados para esse desafio.

O pesquisador científico Eduardo Makoto Onaka, do Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Continental (IP-APTA), esclarece que “essa situação será verdadeira se o período de frio não for muito longo, e muito menos ocorrer um declínio da temperatura muito além da capacidade de sobrevivência da espécie. Em invernos rigorosos, ou quando ocorrem massas de ar polares muito intensas, é inevitável que algum tipo de enfermidade decorrente do frio ocorra nos peixes tropicais”. Nesse caso, a sobrevivência dependerá de peculiaridades de cada piscicultura, como localização, histórico anterior de enfermidades, arquitetura da construção dos viveiros, entre outros. O Instituto de Pesca orienta que em caso de mortalidade se deve procurar sempre o técnico responsável.

Por: SECRETARIA DE AGRICULTURA – SP

Produtor de leite é um dos maiores empregadores de Rondônia, diz Ismael Crispin

Preocupado com o setor primário de Rondônia, o deputado Ismael Crispin (PSB) fez questão de frisar na última sessão ordinária, a importância dos produtores de leite do Estado e principalmente a falta de valorização que o setor enfrenta.

“O setor primário é o que mais trabalha e o que menos ganha. O produtor de leite no Estado de Rondônia é um dos maiores empregadores, mas também é um dos mais desvalorizados. Ele não goza de nenhum privilégio, de nenhuma isenção”, diz.

Segundo Ismael, em virtude da pandemia do Coronavírus, os laticínios estão praticando um preço acima do mercado e os produtores estão amargando os prejuízos. “Os laticínios estão pagando R$ 0,80 pelo litro do leite, sendo que o valor deveria ser de R$ 1,40. Como os nossos produtores vão manter suas famílias desse jeito? Como vão manter tantos empregos?”, indagou Ismael.

Fonte: ALE-RO

Multinacional alemã compra brasileiras e reforça posição na genética da tilápia

Houve uma queda de consumo de tilápias na quarentena e as vendas estão devagar como em todas as atividades econômicas sofrendo com o encolhimento na crise do novo coronavírus, mas o setor ainda oferece notícias positivas que mostram o potencial de musculatura a frente.

O consumo de “apenas” 3 kg per capita por ano (mesmo sendo o quarto produtor mundial), segundo dados da entidade Peixe BR, e os esforços para abertura de mercados externos, ajudaram a GenoMar a concretizar a aquisição de empresas em plena curva de aceleração da pandemia.

A subsidiária da alemã EW Group GmbH amplia seu predomínio na genética do peixe e fecha acordo para aquisição da AquaAmérica e AquaPorto (alevinos e juvenis). Os números referentes ao valor dos ativos negociados não foram revelados.

O portfólio da empresa já incluía a Aquabel desde 2015, empresa nascida no Paraná com foco em genética, além da sua marca de entrada no Brasil, a GenoMar Supreme.

Ao mercado interno por ser melhor explorado no futuro, as atenções do setor estão voltadas para mercados externos mais maduros, que podem responder mais prontamente.

Onze empresas foram habilitadas a exportarem à China, dias antes de explosão da crise no Brasil, e agora a Peixe BR discute com o governo apoio para a habilitação de embarques a Israel.