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Colombianos estudam a química da piscicultura

 

Acadêmicos da Universidade Nacional da Colômbia (Unal) montaram um projeto para estudar mais a fundo a química da piscicultura. No desenvolvimento do projeto, os alunos iam até o viveiro onde estavam os peixes e ali realizavam as medições de componentes como pH, oxigênio dissolvido e temperatura da água, entre outros, o que era feito diariamente para que os alunos pudessem coletar, controlar e comparar as quantidades de compostos. 30

Com isso, foi demonstrado que os conceitos podem ser utilizados, e também analisar processos químicos por meio dessas alternativas encontradas em áreas rurais. Embora em muitas escolas rurais existam esses espaços, que também incluem hortas, galinheiros, conservas e outros projetos, geralmente não estão diretamente ligados a áreas disciplinares.

Jenny Viviana Salazar, Mestre em Ensino de Ciências Exatas e Naturais pela Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), Sede de Palmira, se concentrou nisso, cujo projeto foi orientado a aproveitar o conhecimento utilizado na piscicultura, que é mais técnico, para repassá-lo ao conhecimento científico.

Desta forma, ele desenhou todo o currículo do que os alunos tinham que aprender na área de química, mas usando o projeto dos peixes. O trabalho, dirigido pelos professores Boris Candela e Lucena Vásquez, da UNAL Palmira Sede, foi realizado com alunos do 8º e 9º ano do Instituto de Ensino Los Andes, em uma área rural de Cali.

Avaliações acadêmicas na área de química geralmente geram resultados muito baixos. Segundo Magister Salazar, esse problema ocorre não só nas áreas rurais, mas também no setor público colombiano. Por isso, os professores devem unir forças para buscar metodologias que aprimorem essas competências nos alunos do ensino médio.

Na Instituição Educacional Los Andes, ela implementou observação participante e realizou entrevistas com os alunos, para posteriormente coletar os dados que foram analisados por triangulação.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

Técnicos da Emater-RO são capacitados para atendimento e acompanhamento à piscicultura

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Os técnicos da Emater-RO da região do Território Central receberam treinamento para análise de água com o kit técnico adquiridos recentemente para compor o Programa de Sanidade Aquícola executado em parceria entre a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi).

O treinamento foi realizado em Jaru, com orientações de parâmetros de qualidade de água, cálculo de calagem para piscicultura embasados nos resultados da análise, cálculos para povoamento de tanques, entre outras análises.

Os participantes também foram orientados em coleta de água visando análise de parâmetros para composição de boletim de análise de água para fins ambientais (Relatório de Monitoramento Ambiental (RMA), outorga e licença para piscicultura).

Fonte: Wania Ressutti

Programa SIC Rural reestreia em Setembro na SIC TV Record

O programa líder de audiência nas manhãs de domingo estará de volta mostrando toda diversidade e riqueza do agronegócio na telinha da SIC TV /Record para todo estado de Rondônia. O Programa Sic Rural é transmitido em canal de televisão aberto, no mês em que completa 3 anos, o SIC Rural continua mostrando o trabalho dos produtores que se destacam no setor. A nova roupagem está em horário nobre no domingo das 8h30 às 9h30, o programa abordará o que cada município e região Rondoniense produz de melhor.

Nossas equipes espalhadas pelo estado estarão mostrando o dia-a-dia do campo, informações sobre agronegócios, cooperativismo, pecuária, pesca e matérias especiais, em parceria com as emissoras da RECORTV em todo o País, o programa também abre uma janela para as informações do agronegócio pelo Brasil a fora. Esses e outros temas são destaques no programa da SIC TV Record, o SIC Rural deu uma pausa durantes durante 5 meses por conta da pandemia, e agora com toda estrutura e seguindo todo protocolo de segurança tem a reestreia programada para acontecer no dia 06 de setembro, direto da capital rondoniense. Com a novidade, os produtores já iniciarão a semana sabendo a cotação de seus produtos no mercado, seja grãos, cereais ou carnes. Especialistas também vão dar dicas para dinamizar a rotina e custos, aproveitando mais as ferramentas, insumos e equipamentos. A área da pesca também tem espaço, sendo uma importante fonte de informação econômica, já que o estado de Rondônia é o maior produtor de peixes nativos em cativeiro e o terceiro maior produtor do Brasil. A criação do tambaqui se destaca como a principal espécie criada em cativeiro no estado.

Com mais de 30 anos de carreira, Eduardo Kopanakis, apresenta o programa direto de Porto Velho. Natural de São Paulo (SP), começou a carreira como locutor de rádio em Porangatu no interior de Goiás aos 16 anos, aos 25 foi contratado como repórter/apresentador da TV/Anhanguera filiada Globo, daí vem a paixão pelas notícias do campo, fez diversas coberturas e foi destaque com reportagens exibidas nacionalmente. Kopanakis também já trabalhou em outras emissoras de rádio e TV em Palmas/TO. Desde 2012 morando em Porto Velho Rondônia, e trabalhando na SIC TV, afiliada da Record TV, o jornalista se destacou com a cobertura em rede nacional da maior enchente do estado em 2014. Apresentou esporadicamente alguns jornais da casa, como Balanço Geral Rondônia, Novo Dia e SIC News. Ao longo da carreira recebeu diversos prêmios, mas foi pela SIC TV que entrou para o grupo seleto de profissionais que já ganharam o prêmio nacional de jornalismo MEDIOTRONIC como: Lúcio Sturm – TV Record, Patrícia Gonzaga de Carvalho – TV Globo Bem Estar, Cecília Dionísio – Diário da Região, Bianca Vasconcelos – TV Brasil.  Eduardo Kopanakis está à frente do comando do Programa da SIC TV, o SIC Rural nas manhãs de domingo, trazendo toda sua experiência na área com novas ideias e novos desafios.

Por Jean Carla Costa

Agroindústria de pescado em Rolim de Moura se desenvolve com fomento do Governo de Rondônia

O Governo de Rondônia, por meio da Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), fomenta e apoia as agroindústrias rondonienses, tendo como visão a valorização dos produtos da agricultura familiar e a geração de emprego. Em Rolim de Moura, cidade polo da região da Zona da Mata, a agricultura familiar está presente na economia e diversas agroindústrias estão sendo inauguradas. É o caso da agroindústria de pescado “Serra Dourada Pescados”, localizada na Linha 160, quilômetro 14 lado Sul, que possui capacidade de abater 1.000 kg de peixes por dia. A obra iniciou no ano de 2018 e atualmente conta com 12 funcionários no quadro de colaboradores, dos quais cinco são da própria família.

A Emater incentiva os produtores, durante o ano todo, por meio de cursos e investimentos e projetos de linha de crédito e técnicas especificas.

O secretário-executivo na Regional em Rolim de Moura, Adeilso da Silva, acompanhado do gerente regional da Emater, Alexandre Venturoso, da supervisora regional da Emater, Albertina Marangoni Botega, e o gerente local do escritório de Novo Horizonte D’Oeste, José Aparecido, visitaram a agroindústria Serra Dourada Pescados.

O proprietário José Pedro Pereira, destaca que o sucesso da agroindústria se deve a toda assessoria e apoio prestado pelo escritório da Emater de Novo Horizonte do Oeste e a Secretaria Municipal de Agricultura de Rolim de Moura. A Serra Dourada Pescados já conta com selo de Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que permite a venda de seus produtos na região de Rolim de Moura. José Pedro busca agora a aprovação do selo estadual para promover a venda dos pescados em todo o Estado de Rondônia.

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“Essa é uma agroindústria familiar e podemos ver o sucesso quando existe apoio da Emater e do Governo de Rondônia. Hoje vim pessoalmente conhecer a realidade e ver a necessidade para ampliarmos a produção. O produtor produz e adquire peixe da região, processa o produto e entrega nos comércios. Vimos a necessidade de novos equipamentos e de um caminhão refrigerado, buscaremos alternativas para ajudar a impulsionar ainda mais a Serra Dourada Pescado. Recomendo aos nossos agricultores que tenham o sonho de montar sua agroindústria, que procurem o escritório local da Emater e busquem o apoio necessário, e assim fomentaremos a nossa economia”, pontuou Adeilso da Silva.

 

Fonte
Texto: Ricardo Barros
Fotos: Arquivo Emater
Secom – Governo de Rondônia

SP: secretaria pesquisa criação de camarão e auxilia aquicultores a se estabelecerem na atividade

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca (IP-APTA), realiza na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Pirassununga diversas pesquisas técnico-científicas voltadas a diferentes espécies de organismos aquáticos. Dentre estas, estão aquelas ligadas à carcinicultura (criação comercial de camarões), com destaque para as espécies de água doce, popularmente chamadas de “pitus”. Além dos projetos de pesquisa, os pesquisadores e técnicos da UPD ministram cursos com foco no atendimento ao público em busca de informações sobre o tema, geralmente com o intuito de entrar profissionalmente na atividade.

“Somos frequentemente procurados por produtores rurais interessados em criação de camarões em águas interiores, ou seja, em áreas distantes do litoral. Entretanto, notamos que boa parte dessas pessoas não sabe que a grande maioria das criações no interior do país são realizadas com uma espécie de água doce”, conta Marcello Boock, pesquisador do IP na UPD Pirassununga. A espécie, Macrobrachium rosenbergii, conhecida como camarão-da-Malásia, ou gigante-da-Malásia, é muito difundida mundialmente e corresponde à principal espécie de camarão de água doce (CAD) criada comercialmente no Brasil, segundo o pesquisador.  “Por outro lado”, lembra Boock, “há também aqueles que acreditam que todos os camarões criados em águas interiores são exclusivamente espécies de água doce, o que não é verdade, pois atualmente já existe tecnologia para produção de camarões marinhos, em água de baixa salinidade, no interior”.

No IP, a equipe formada, além de Boock, pelos pesquisadores Helcio Marques e Márcia Galvão, em parceria com o pesquisador Sérgio Schalch, do Polo Regional Vale do Paraíba da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), tem atuado em diversas linhas de pesquisa com a carcinicultura de água doce. Entre as mais inovadoras, Boock cita a rizicarcinicultura, que é a criação de camarões de água doce em campos de arroz irrigado por inundação; o cultivo integrado com peixes (policultivos); e a criação em sistemas “pellet free” (sem ração) e em sistema orgânico. “Também desenvolvemos trabalhos com sistemas alternativos de produção de larvas de camarão (larvicultura) e produção de espécies nativas de camarões como isca-viva para pesca esportiva”, acrescenta o especialista.

Boa opção para o pequeno produtor

De acordo com o pesquisador do IP, no Brasil o cultivo do camarão-da-Malásia é uma boa alternativa para o produtor que deseja ingressar na atividade da carcinicultura fora da região litorânea. “Os camarões de água doce geralmente são criados por pequenos e médios produtores, na maioria das vezes não constituindo a sua principal atividade econômica”, comenta Boock. Esses pequenos criadores, segundo ele, normalmente utilizam mão de obra familiar e a atividade complementa a renda da propriedade rural. A produtividade média alcançada, utilizando-se sistema extensivo ou semi-intensivo, é de 1000 a 1500 quilos/hectare a cada ciclo de produção (que dura 6 meses). “Os investimentos e capital de giro nesses sistemas de produção são bem mais baixos quando comparados aos dos sistemas de produção de camarões marinhos”, pontua o especialista. “Além disso, devido à criação em baixa densidade, os camarões de água doce praticamente não apresentam problemas de doenças e os efluentes produzidos na atividade são menos impactantes, podendo ainda serem criados com baixa taxa de renovação de água”, complementa.

O pesquisador do IP comenta que, apesar de ser possível, do ponto de vista técnico, criar camarão marinho em águas interiores, mesmo longe do litoral, o alto custo de investimento inicial e capital de giro lançam dúvidas sobre a viabilidade econômica desse tipo de empreendimento em pequenas propriedades – o que pode significar mais despesas do que lucros para o produtor. “Muitas pessoas estão entrando nesta atividade sem ‘fazer contas’, influenciadas por ‘youtubers’ que só estão preocupados em vender seus cursos ou produtos”, alerta.

Diferenças entre camarões de água doce e marinhos

Boock diz que existem muitas dúvidas a respeito das diferenças entre os camarões marinhos e de água doce comumente cultivadas em águas brasileiras. Conforme elucida, duas espécies perfazem a quase totalidade da produção nacional: o camarão-da-Malásia e o camarão-branco-do-Pacífico (Litopenaeus vannamei). O primeiro é originário do sudeste asiático e passa a maior parte da vida em rios que desaguam no mar. Em cativeiro, é criado em água com salinidade zero. Já o camarão-branco-do-Pacífico, principal espécie de camarão marinho criado no Brasil, é encontrado no oceano que o nomeia e passa todo seu ciclo de vida em regiões com médias a altas salinidades, muito embora possa ser criado em água com baixa salinidade.

Uma diferença importante, segundo o pesquisador, é que os camarões de água doce geralmente são criados em baixas densidades de estocagem (100 mil pós-larvas/ha), principalmente devido ao seu comportamento territorialista e agressivo. Por outro lado, os camarões marinhos, pouco agressivos, podem ser criados em sistemas intensivos a super-intensivos, com densidades de estocagem acima de 200 mil juvenis/ha – característica que, apesar de permitir maior produtividade, pode levar ao aumento de doenças e maior emissão de efluentes.

Por fim, o pesquisador do IP esclarece uma das principais perguntas que recebe: em relação à carne de ambas as espécies, existem diferenças? “Embora a composição da carne de ambos seja muito semelhante em termos nutricionais, a ‘casca’ – o termo correto é exoesqueleto – dos camarões de água doce é mais espessa e, por isso, as formas de preparo de ambos diferem bastante”, explica Boock. O especialista diz que para se preparar e consumir os camarões de água doce é necessário, na maioria das vezes, se retirar a “casca”, enquanto o marinho pode ser preparado e consumido com ela. “Em termos de sabor, ambos são bastante semelhantes, com muitas pessoas se referindo à carne do camarão de água doce como sendo mais ‘suave e delicada’ enquanto a do marinho, como tendo um sabor mais ‘forte e pronunciado’”, detalha o pesquisador. “Embora esses conceitos de sabor sejam muito subjetivos, é certo que as estratégias de comercialização devem levar em conta todos esses fatores, para que o consumidor não se decepcione ao consumir uma espécie achando que está consumindo outra”, finaliza.

Por: SECRETARIA DE AGRICULTURA – SP

PIRARUCU SELVAGEM DE MANEJO SUSTENTÁVEL CHEGA A SÃO PAULO

O pirarucu selvagem de manejo acaba de chegar a São Paulo. O peixe vem direto das comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia para o mercado paulistano, obedecendo aos critérios de pesca estabelecidos pelo Ibama, juntamente com outros órgãos de pesquisa que monitoram a atividade na Floresta. A alimentação do pescado é toda natural, assim como o seu crescimento, nos rios, lagos e várzeas da Amazônia. O produto final é símbolo de uma atividade sustentável e nos moldes da economia solidária, dentro do arranjo comercial do pirarucu, coordenado pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc).

A venda para bares, hotéis e restaurantes em São Paulo teve início no dia 20 de Julho, através da Biobá. As encomendas podem ser feitas pelo telefone: (61) 98441-4535 ou e-mail: bioba@bioba.com.br. Já a partir do dia 28 de Julho, o consumidor final  poderá comprar o produto em diversos pontos de venda de São Paulo, entre eles o Instituto Chão, localizado na Rua Harmonia, 123, Vila Madalena, e o Instituto Feira Livre, na Rua Major Sertório, 229, Vila Buarque.

Para a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), coordenadora do arranjo comercial do pirarucu de manejo ao lado de 11 comunidades indígenas e ribeirinhas, a chegada em São Paulo representa uma grande oportunidade de mercado e aprendizado.

             Manejador em atividade na região de Carauri, na Amazônia | Foto Adriano Gambarini | Opan

“Considerando todo o trajeto que o pirarucu Gosto da Amazônia faz para chegar a São Paulo, desde a saída da comunidade, que está a sete dias de viagem a barco de Manaus, até o processamento e armazenamento do peixe, é um grande feito e uma imensa oportunidade. 90% do nosso produto são comercializados no Amazonas, mas no ano passado demos um passo para o Rio de Janeiro e agora alcançamos São Paulo. Estamos ainda dando a oportunidade para o consumidor consciente ajudar na conservação da Floresta Amazônica e também  remunerar de forma digna as famílias que fazem a proteção daquele ecossistema”, destaca Adevaldo Dias, presidente do Memorial Chico Mendes.

Para dar as boas vindas a quem vive na capital paulista, o Gosto da Amazônia marcou presença no Happening Virtual da Prazeres da Mesa, que celebrou os 17 anos da revista. Quem participou da live, no dia 21 de Julho, conheceu um pouco da história da marca e do manejo sustentável do pirarucu. A ideia é que o peixe esteja presente em outros festivais da revista ao longo dos próximos meses.

        Lombo e barriga (ventrecha) estão disponíveis para o consumidor final em SP | Foto Rodrigo Azevedo

Como explica Luis Carrazza, Coordenador Executivo da Biobá, o trabalho nesta fase inicial visa sensibilizar cozinheiros, chefs, donos de bares e restaurantes em São Paulo para a importância do consumo do pirarucu de manejo sustentável.

“O propósito da Biobá é conectar o campo com a cidade, fazendo a ponte entre os pequenos produtores ecológicos e os comerciantes. O potencial do pirarucu de manejo sustentável é enorme, pois além do sabor, cumpre uma série de requisitos valorizados pelo consumidor consciente, como a origem na agricultura familiar, o envolvimento com as comunidades locais, sem exploração social, e o respeito ao meio ambiente”, esclarece Luis.

Já nos Institutos Chão e Feira Livre, associações sem fins lucrativos que trabalham com produtos orgânicos e da economia solidária, os consumidores finais poderão adquirir a barriga (conhecida no Amazonas como ventrecha) e o lombo do pirarucu, cortes do peixe muito saborosos e versáteis, que possibilitam diversas formas de preparo.

Onde encontrar:

São Paulo

Biobá – Hotéis, bares e restaurantes. Telefone: (61) 98441-4535 ou e-mail: bioba@bioba.com.br.

Instituto Chão – Consumidor final. Rua Harmonia, 123, Vila Madalena.

Instituto Feira Livre – Consumidor final. Rua Major Sertório, 229, Vila Buarque.

Por Renata Monti

Presidente Laerte Gomes declara apoio a feira virtual de agronegócio

O deputado estadual Laerte Gomes, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE/RO), recebeu a visita do diretor superintendente do Sebrae em Rondônia, Daniel Pereira, que estava acompanhado do diretor técnico da instituição, Samuel Almeida. O objetivo da reunião foi a apresentação do projeto da feira virtual Agrolab Amazônia, que acontecerá nos dias 22 a 24 de setembro, trazendo conteúdos relevantes de interesse para o agronegócio na região amazônica.

Laerte destacou a iniciativa do Sebrae e a apresentação do evento foi feita durante a sessão ordinária da última terça (28) quando os deputados conheceram o detalhamento do evento, que será realizado via plataforma digital, onde o participante poderá ter uma experiência virtual, visitando os diversos ambientes que serão criados (auditório virtual rodadas de negócios on line, stands virtuais com exposição de produtos e serviços e muito mais).

Para Laerte, a feira Agrolab Amazônia é digna de aplausos: “Uma ação de desenvolvimento e futurista, pensando no desenvolvimento econômico e na geração de emprego e renda, especial do setor produtivo de Rondônia e da região Amazônia.”

Daniel Pereira reforçou a importância de envolver a Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais) nesse evento, através do Parlamento Amazônico, para o Legislativo participe ativamente dos debates. “Aqui é um espaço de discussão e é importante que a Assembleia Legislativa esteja junto nessa discussão”, completou o superintendente.

“Temos a necessidade de inovações, de promover a cultura da inovação, precisamos de empresas competitivas, com investimento em tecnologias. Nesse sentido, é preciso democratizar o acesso a novas tecnologias, para que os pequenos produtores possam desfrutar desse novo momento. Integrar o agronegócio com as novas tecnologias, esse é o desafio”, comentou Samuel Almeida, que apresentou o evento aos deputados.

O Conecta Sebrae Agrolab Amazônia será uma plataforma on line, com inscrições gratuitas onde o participante assumirá um avatar ao se conectar no evento e poderá navegar pelos ambientes virtuais criados. Poderá assistir palestras, participar de rodadas de negócios, fazer networking, visitar stands virtuais e muito mais. Para fazer uma pré inscrição, basta acessar www.agrolabamazonia.com e receber conteúdos exclusivos do evento (programação, palestrantes e demais informações).

Saiba mais sobre as ações do Sebrae no agronegócio, acesse o site www.sebrae.ro ou ligue gratuitamente para 0800 570 0800. Você também pode acessar o Sebrae pelo WhatsApppelo mesmo número. Siga o Sebrae em Rondônia nas redes sociais: Instagram, Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube (@sebraero).

Fonte: Assessoria

Instituto de Pesca realiza pesquisas em biotecnologia que pode viabilizar produção de salmão no Brasil

Queridinhos dos apreciadores de comida japonesa, o salmão e a truta são peixes cada vez mais procurados pela população paulista e brasileira. Classificados como salmonídeos, originários do hemisfério norte, as duas espécies ocupam parcela significativa da piscicultura comercial e da pesca esportiva e são objeto de estudos científicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que mantém há mais de 50 anos a Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão do Instituto de Pesca (IP-APTA), referência no Brasil e exterior em pesquisas com salmonídeos.

Criada em 1964 para promover o desenvolvimento da truticultura nas regiões serranas do Sudeste brasileiro, a Unidade de Pesquisa se mantém na vanguarda, na fronteira do conhecimento, ao desenvolver projetos de pesquisa na área de biotecnologia, que permitiu resultado inédito que pode viabilizar a produção de salmão do Atlântico em águas brasileiras, por meio de processo de aceleração da reprodução do peixe.

Os projetos foram conhecidos de perto pelo secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira, que visitou a Unidade em 20 de julho, acompanhado pelo diretor do Instituto de Pesca, Vander Bruno dos Santos. Durante a visita, Junqueira conheceu as instalações da Unidade e acompanhou todo o processo de desova, incubação e alevinagem dos peixes. O secretário visitou ainda a Truticultura Ecoparque Pesca e Montanha, parceira do Instituto.

Biotecnologia: barriga de aluguel

Pesquisa inédita do Instituto de Pesca possibilitou a geração de alevinos de salmão do Atlântico em dois anos – enquanto naturalmente são necessários quatro anos para a reprodução do peixe. A celeridade do processo está na utilização da truta arco-íris como barriga de aluguel para produção do salmão.

Com a técnica, é possível acelerar o processo de melhoramento genético do salmão do Atlântico em até metade do tempo que seria necessário, levando em conta os métodos tradicionais. O estudo foi liderado pelo cientista do programa Jovem Pesquisador em Centros Emergentes da FAPESP, Ricardo Hattori, que desenvolveu a pesquisa no IP entre 2015 e 2019.
A dificuldade de se produzir salmão no Brasil está na temperatura das águas dos rios. A pesquisadora Yara Aiko Tabata explica que os salmonídeos, que englobam os salmões e trutas, existentes no País são do tipo landlocked, ou seja, que fazem o ciclo de vida completo em água doce. No caso da truta, o seu cultivo é mais difundido no Brasil, pois ela já se encontra aclimatada e apresenta bons índices reprodutivos em águas com temperatura de 10º a 12ºC. Já o salmão do Atlântico requer temperaturas mais baixas, ao redor de 8ºC.

“Se esta limitação é tida como um entrave para seu desenvolvimento, por outro lado, o fato de não encontrar em nossas águas temperaturas compatíveis para sua reprodução natural pode ser considerado uma condição interessante para que esta espécie venha a ser empregada como uma alternativa na pesca recreativa, sem riscos para o meio ambiente em caso de eventuais escapes”, explica Yara.

Segundo os pesquisadores, para realizar o melhoramento genético das espécies são necessárias várias gerações. Considerando um processo de melhoramento de três gerações, como o salmão leva cerca de quatro anos para atingir a idade reprodutiva, este processo levaria no mínimo 12 anos. Com a barriga de aluguel, é possível encurtar esse período pela metade.

Os resultados dos estudos foram publicados na revista científica Aquaculture, de relevância internacional. Outro estudo liderado por Hattori sobre linhagens de truta azul foi publicado neste ano na renomada revista científica Plos One.

Tecnologias paulistas em todas as regiões produtoras de truta do Brasil

A Unidade do Instituto de Pesca (IP), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), atua na geração e difusão de tecnologias voltadas para a melhoria da qualidade da truta e a diversificação de produtos de valor agregado. Suas pesquisas e resultados podem ser vistos em todas as regiões produtoras de truta do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná.

Anualmente, a unidade de pesquisa transfere ovos de truta para 50 produtores, aproximadamente, atendendo 10% da demanda nacional por ovos. Mais de um milhão de ovos são disponibilizados por ano, que são usados para melhorar a qualidade de 210 toneladas de truta produzidas no Brasil.

Entre resultados de pesquisa marcantes está a reversão sexual da truta para produção de lotes 100% fêmeas, aumentando a produtividade ao eliminar os machos sexualmente precoces e a triploidização, que consiste na manipulação cromossômica para a produção de lotes de peixes estéreis a fim de aumentar a produtividade por meio da eliminação da atividade reprodutiva, obtendo trutas de grande porte, com filés altos.

A truticultura brasileira é formada por pequenos produtores, por isso, uma forma de aumentar a renda desses profissionais é o uso de tecnologias que agreguem valor à produção.Uma grande contribuição do IP neste sentido foi a viabilização no Brasil da técnica de salmonização da truta, ou seja, o processo de pigmentação da carne com caroteinoide adicionado à ração, deixando a carne do peixe em tom rosa, característica que agrada aos consumidores. Outro resultado foi o desenvolvimento do “caviar de truta”, um produto de grande aceitação na alta gastronomia.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Tambaqui de Rondônia alcança a 3ª colocação em exportação do pescado brasileiro

ARIQUEMES – Na exportação do pescado brasileiro, o Tambaqui saltou da sexta para a terceira posição
da espécie mais comercializada com outros países no primeiro semestre de 2020. Os números resultam
de estudo realizado em parceria com a Embrapa Pesca a Aquicultura e estão sendo comemorados pela
Associação de Criadores de Peixes de Rondônia (Acripar), que vê com otimismo o estudo publicado pelo
Ministério da Economia.

Elaborado em parceria com a Embrapa Pesca e Aquicultura, o estudo mostra que nos seis primeiros
meses deste ano, a exportação do Tambaqui atingiu US$ 172.934,00, ficando atrás apenas das espécies
Tilápia e Curimatá.

No primeiro semestre de 2019, o Tambaqui era apenas a sexta espécie em exportação, totalizando US$
3.564 no período.

O presidente da Acripar, Francisco Hidalgo Farina, destaca que as ações realizadas pelos piscicultores de
Rondônia, como o Festival do Tambaqui, realizado em Ariquemes e em Brasília, no ano passado, têm
ajudado a divulgar a espécie. Ele também destaca que essas ações ajudam a impulsionar a
comercialização do Tambaqui em outros países.

Farina também acrescenta que a qualidade do pescado está melhorando, através de processos
produtivos, o que ajuda a conquistar o paladar dos consumidores. “Os produtores de Tambaqui estão
cada vez mais qualificados e nós estamos usando a união e o associativismo para promover esse peixe
que tem um sabor inigualável e um potencial para conquistar o mercado interno e também o mercado
externo”, acrescenta.

RONDÔNIA
Rondônia é atualmente o estado com maior produção nacional de peixes nativos, tendo o Tambaqui
como espécie de maior cultivo. São mais de 4 mil piscicultores produzindo cerca de 90 mil toneladas
desse pescado por ano.

Fonte: Assessoria

 

Produtor rural troca o trabalho de mototáxi para se tornar piscicultor de sucesso em Ji-Paraná

Conhecido como senhor Hilário, o piscicultor José de Souza Barbosa não pensou duas vezes para mudar de profissão há nove anos e se tornar um expoente na produção de tambaqui em Ji-Paraná.

A troca de profissão tem uma explicação. “Eu já tinha experiência em trabalhar em fazendas, mas bastou o incentivo de um dos técnicos da Emater para que minha vida se transformasse radicalmente”, disse senhor Hilário, referindo aos extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater).

Hilário atuou no transporte de passageiros em motocicleta durante quatro anos e não vislumbrava perspectivas de altos ganhos. “Por essa razão acatei a sugestão do técnico e regressei à vida no campo, que além de mais saudável, me proporciona riqueza”, declarou o piscicultor.

No domingo (19), ele programa a despesca de 10 toneladas de tambaqui na propriedade dele, o sítio Sonho Meu, localizado na linha 208, nas proximidades do local onde anualmente é realizado o Festival do Tambaqui, em Ji-Paraná.

Toda a produção de peixe, que chega a 20 toneladas por ano, é vendida diretamente na propriedade e tem como destino grandes centros urbanos fora de Rondônia. “A venda direta a terceiros me traz menos trabalho e o ganho é viável”, explica o piscicultor, que controla a evolução da criação em 16 tanques.

Hilário afirma que o negócio é excelente e é uma oportunidade a pequenos produtores. Ele diz que iniciou a experiência no sítio de 3,5 alqueires e que com os resultados positivos já incorporou outro pedaço de terra à propriedade adquirida recentemente, fruto dos lucros com o tambaqui.

De mototáxi a piscicultor, produtor rural  foi incentivado pela Emater

“O que importa é a vontade de crescer, aliada às técnicas aplicadas corretamente, e um pouco de dinheiro para iniciar as atividades”, ensina o piscicultor, que recebe amplo apoio técnico da Emater. “É um negócio bem rentável”, reforça o piscicultor.

“A criação de tambaqui em Rondônia é uma atividade em crescimento e com grande potencial ao empreendedorismo, especialmente aos pequenos produtores. Um dos nossos exemplos é o senhor Hilário”, diz o chefe do escritório local da Emater, Gabriel Cordeiro, enfatizando que “a proteína é uma das mais recomendadas pelos médicos”.

Rondônia é o terceiro Estado entre os dez maiores produtores de peixes em cativeiro, segundo informou o último relatório do Anuário Peixe BR da Piscicultura, em 2019. Em todo o Estado, a área de espelhos de água é superior a 15.800 hectares e a produtividade anual é maior que 95 mil toneladas por ano.

Fonte
Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia