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CHIPS DE DNA CERTIFICAM MATRIZES DE TAMBAQUI DE CATIVEIRO PARA PRODUÇÃO DE ALEVINOS

O tambaqui é um dos peixes nativos mais apreciados pelos brasileiros, especialmente os da região Norte. Em 2013, a Embrapa desenvolveu o sistema intensivo de criação de tambaqui em tanque escavado com uso de aeração. O uso desta tecnologia permite produzir até 18 t/ha/ano, resultado três vezes superior à média dos sistemas então utilizados, otimizando a mão de obra, reduzindo custos, gerando vantagens ambientais e de sanidade. Além disso, permite abastecer o mercado durante o ano todo.

Apesar da existência desta tecnologia, persistia, como um dos principais problemas, o desempenho limitado das matrizes na oferta de alevinos, em função da consanguineidade, responsável por perdas de 10% e 30% na sua produção. Com o sequenciamento do genoma do tambaqui, pela Embrapa, em 2017, foram criados dois chips de DNA de tambaqui e integrá-los na ferramenta TambaPlus, capaz de certificar e gerir o genoma das matrizes do peixe, a serem utilizadas para a produção de alevinos.

O teste garante o não-parentesco entre matrizes e reprodutores e a pureza dos reprodutores, consequentemente garante a produção de alevinos de qualidade, fator importante para o desenvolvimento da produção em cativeiro do tambaqui no país. A Embrapa já realizou serviços de análise para criatórios de Mato Grosso, Roraima, Tocantins, Amazonas e Rondônia, levando alguns produtores a entregar uma média de 10 milhões de alevinos de tambaqui por ano para Rondônia, Acre, Mato Grosso e, até mesmo,  para a Bolívia.

O TambaPlus

O teste TambaPlus reúne ferramentas genômicas desenvolvidas para a análise e certificação de parentesco e pureza da espécie, requisitos fundamentais para aumentar a produtividade do tambaqui (Colossoma macropomum), o peixe nativo mais produzido no Brasil.

As ferramentas são fruto das informações obtidas com o sequenciamento do genoma do tambaqui, em que foram identificados milhões de marcadores genômicos denominados SNPs (do inglês “Single Nucleotide Polymorphism”). A equipe de pesquisa utilizou essas  informações para criar dois chips de DNA para fazer testes diagnósticos de grau de parentesco e pureza específica.

Os marcadores SNP têm grande aplicação na caracterização de recursos genéticos e geração de tecnologias aplicadas para o melhoramento animal que, de modo genérico, envolve as etapas de coleta de dados produtivos, avaliação genética, identificação e seleção de indivíduos superiores e acasalamento, e depende de bons processos para identificar e marcar cada animal do plantel.

O controle genealógico (de pedigree) dos animais utilizados para a produção pecuária é fundamental para evitar o acasalamento entre parentes próximos (como irmãos, por exemplo), de forma a reduzir as perdas produtivas decorrentes da propagação de doenças genéticas, que impedem o desenvolvimento dos embriões e causam malformações, além de atrapalhar o crescimento dos animais que sobrevivem. As perdas em decorrência de fenômenos como a depressão endogâmica chegam a percentuais entre 10% e 30% da produção.

O teste TambaPlus pode evitar essas perdas e melhorar a eficiência produtiva e a lucratividade do setor, exartamente porque analisa a pureza e a identifica o grau de parentesco das matrizes, o que proporciona  avanços importantes para o manejo genético dos plantéis de reprodutores, informa o pesquisador Alexandre Caetano, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. “A ferramenta desenvolvida para a certificação de pureza específica do tambaqui é capaz de identificar as introgressões, isto é, contaminações por até 3% do genoma de pacu ou carabina, espécies nativas com características ou aparências semelhantes ao tambaqui, utilizadas frequentemente na produção de híbridos destinados à engorda e consumo”, comenta o pesquisador.

Essas contaminações ocorrem em cruzamentos não intencionais com híbridos, levando à perda da variabilidade genética nos estoques de espécies puras, com consequências produtivas ainda desconhecidas. A ferramenta auxiliará os produtores a manterem linhagens de reprodutores puros e a consolidar a Coleção de Base de Germoplasma de tambaqui na Embrapa.

Produtor de Rondônia investe no TambaPlus

O produtor Jenner Bezerra de Menezes, responsável por uma produção média de 10 milhões de alevinos/ano em duas bases de criação localizadas em Rondônia, é um dos pioneiros no uso da ferramenta. Ele, que comercializa alevinos para o Estado, Acre, Mato Grosso e também exporta para a Bolívia, está otimista com as possibilidades que a TambaPlus proporciona. “Com o uso da ferramenta, nós podemos rastrear os cruzamentos, tendo a certeza de que não estaremos fazendo cruzamentos endogâmicos, ou seja, teremos uma prole pura. O nosso produto é rastreado e com responsabilidade genética. Essa ferramenta nos permite isso”. Segundo ele a expectativa é de ter animais que crescem mais, justamente porque não terão os problemas da consanguinidade. “Esperamos melhorar o plantel reprodutor e fazer intercâmbio com produtores que usam a ferramenta e assim melhorar a genética do tambaqui no Brasil”, comenta Menezes.

Mais de 1,5 mil testes foram realizados pela Embrapa

A Embrapa já realizou serviços de análises para seis produtores  – além daqueles testes fomentados por meio do projeto BRS Aqua, que somaram mais dez criatórios de Mato Grosso, Roraima, Tocantins e  Amazonas, e quatro para  Rondônia, em um tempo médio entre o recebimento de amostras e a entrega dos resultados de sete  dias –. “Ao todo analisamos mais de 1,5 mil amostras”, conta Alexandre Caetano.
O serviço de análise de amostras para pureza-específica e para parentesco é ofertado pela Embrapa, a R$ 60,00 cada uma delas. Considerando a análise de parentesco e a pureza-específica de 100 matrizes, por exemplo, que sairia por R$ 12 mil, o produtor teria o investimento amortizado em um período de três anos, tempo de utilização de uma matriz. Além disso, os pesquisadores calculam uma receita adicional de R$ 112,5 mil com matrizes de qualidade para o produtor de alevinos.

Simulações realizadas pela equipe sugerem que, considerando uma produção anual média de 150 mil toneladas, e que a ocorrência de acasalamentos entre animais aparentados pode ser entre 10% e 30% do total, a adoção plena das tecnologias desenvolvidas em todo o setor produtivo do Brasil podem trazer ganhos adicionais entre R$ 9 milhões e R$ 28 milhões aos produtores.

O desenvolvimento das ferramentas genômicas aplicadas, a partir das bases de dados da Embrapa, é fruto do projeto BRS Aqua, que conta com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES/Funtec); da Secretaria da Aquicultura e da Pesca (SAP), ligada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); da Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF); e da própria Embrapa. Até o fim do projeto BRS Aqua, previsto para 2021, a ferramenta será aprimorada para que possa ser introduzida no mercado sem restrições.

A tecnologia é, também, resultado do projeto Amazongen, que vem trabalhando na fundação de bases genéticas para um programa de melhoramento de tambaqui. Faz parte do Projeto Integrado da Amazônia (PIA), financiado pelo Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente.

A importância do controle genealógico

Por não identificar as razões da falta do ganho de peso dos alevinos gerados a partir do acasalamento de animais aparentados, esperado durante a fase de engorda, muitas vezes os produtores recorrem a suplementações nutricionais e alimentares. Isso acaba aumentando os custos de produção, mas não resolve o problema, que acaba ocorrendo em novos ciclos. No entanto, a  correta identificação dos reprodutores e uso das informações de parentesco para orientar os acasalamentos das matrizes é fundamental para o sucesso da produção do tambaqui.

“Muitas vezes o produtor nem está ciente do prejuízo que sofre com a falta de desempenho produtivo dos alevinos gerados com cruzamentos de matrizes aparentadas. Essa tecnologia inovadora ajudará o piscicultor a escolher as matrizes de forma precisa e rápida, a um custo acessível”, explica o pesquisador Michel Yamagishi, da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP). “Com isso, os piscicultores terão condições de manter e até expandir sua produção, com uma redução significativa nas despesas”, complementa.

Expansão dos peixes nativos

O Brasil produz cerca de 290 mil toneladas de peixes nativos, liderados pelo tambaqui (Colossoma macropomum), pirapitinga/caranha (Piaractus brachypomus), pacu (Piaractus mesopotamicus) e híbridos, especialmente tambatinga, conforme o Anuário da Piscicultura 2019. As espécies nativas representam 39,84% da produção nacional e estão disseminadas, principalmente, nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Os estados de Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, Pará e Roraima respondem por quase 70% dos peixes nativos produzidos no País.

As tecnologias genômicas baseadas em SNPs vêm sendo empregadas em pesquisas para melhoramento genético de animais de interesse zootécnico desde o final da década de 2000. Com o avanço nas técnicas de bioinformática, especialmente devido à revolução da tecnologia da informação que propiciou o desenvolvimento de computadores de alto desempenho e os serviços de armazenamento de dados em nuvem, surgiram metodologias para a identificação e a genotipagem dos marcadores em larga escala.

Presidente Laerte afirma que a Assembleia deve tomar providência contra cartel de laticínios

Parlamentar explica que produtores e consumidores de Rondônia estão sendo explorados

O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), disse ser preciso tomar uma providência para impedir que laticínios de Rondônia continuem praticando preços abusivos, enquanto pagam valores extremamente baixos ao produtor. O deputado afirmou que os consumidores também são prejudicados e que esta situação precisa ser resolvida o quanto antes.

Diversos parlamentares também pediram providências, citando que a empresa Italac estaria liderando um cartel para manipular o preço do leite. “Laticínios jogam os preços como querem. A perspectiva era de que fosse pago ao produtor até R$ 1,40 pelo litro, mas é repassado somente 80 centavos. Isso é inadmissível”, destacou o deputado Laerte.

Segundo ele, o cartel está atacando a riqueza do povo de Rondônia, porque o leite é o contracheque do pequeno produtor e também o principal item na economia dos pequenos municípios. “É o salário de muitas famílias do campo. Laticínios usam e abusam, por isso essa Casa precisa se organizar e tomar providências”, acrescentou.

Outro ponto citado é o de que os laticínios têm 95% de isenção de impostos, concedido pelo Governo, mas esse benefício não é estendido ao produtor rural.  “O que os laticínios estão fazendo é um assalto ao povo de Rondônia. Isso não pode continuar”, finalizou o deputado Laerte.

Texto: Assessoria

Lazinho da Fetagro quer proibir laticínios de ampliar o prazo para pagamento do leite aos produtores

O deputado estadual Lazinho da Fetagro (PT) propõe ao Governo do Estado, por meio de projeto de lei aprovado em na sessão desta quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa, que seja proibida aos laticínios a ampliação do prazo para pagamento do leite aos produtores.

Habitualmente o pagamento se dá com 30 dias após a entrega do produto, e esta já é uma condição repudiada pelo deputado, que tem defendido e trabalhado para que o produtor não precise esperar um mês para receber pelo leite entregue. E, portanto, uma possível extensão do prazo seria ainda mais prejudicial ao produtor.

De acordo com o deputado, as medidas adotadas para enfrentamento da pandemia do coronavirus têm afetado a todos. E ele destaca que o pequeno produtor tem sido atingido com os impactos das medidas, tendo suas produções comprometidas por conta da impossibilidade de comercialização. E, em relação aos produtores de leite, verificou que a situação é muito mais delicada, já que a única opção de comercialização é a direta para os laticínios, em vista das determinações de prevenção e combate ao covid-19.

E esta situação pode se tornar ainda mais desfavorável aos produtores, uma vez que as indústrias lácteas externaram a intenção de aumentar o prazo de pagamento do leite para 40 a 50 dias, justificando a medida por conta das restrições ocasionadas pela pandemia.

Os produtores, apreensivos, pedem que não seja adotada extensão do prazo e, caso haja negociação entre as partes, o deputado estabelece no projeto de lei que esta seja levada a apreciação do Conselho do Desenvolvimento do Agronegócio do Leite de Rondônia – CONDALRON.

Ainda de acordo com projeto, os lacticínios têm o prazo de cinco dias úteis para encaminhar ao Conselho a proposta de negociação com o produtor. Em caso de descumprimento do disposto na Lei, ocasiona-se a suspensão dos subsídios concedidos pelo governo do estado aos laticínios pelo prazo de 180 dias.

O deputado esclarece que a posição dos laticínios está mais favorável já que têm recebido benesses que não alcançam os produtores, como, por exemplo, os subsídios por parte do Governo Estadual, bem como o apoio na autorização de financiamentos com juros subsidiados pelo Governo Federal e ainda a taxação na entrada do leite de fora do Estado, para que seja consumido apenas o leite produzido aqui. E, portanto, põe por terra a justificativa da impossibilidade de pagamento do produto, até porque o leite só é pago posteriormente.

Lazinho da Fetagro ressalta ao governo que “é importante assegurar as condições para que os produtores de leite consigam manter suas produções nas propriedades”. E destaca “que os produtores, mesmo diante das adversidades, detêm o compromisso com o abastecimento do produto e não podemos permitir que suas produções sejam inviabilizadas justamente nesse momento em que o leite é alimento essencial e fundamental para a população”.

Texto e foto: Assessoria 

Governador Marcos Rocha anuncia revogação de portaria que proíbe pesca esportiva em Rondônia

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enviou áudio ao Extra de Rondônia anunciando a revogação da Portaria nº 121 de 17 de abril de 2020, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), proibindo de forma temporária a pesca de caráter esportivo ou recreativo no Estado de Rondônia, para fins de prevenção e enfrentamento à pandemia causada pelo novo Coronavírus.

A Portaria é assinada pelo titular da pasta, Elias Rezende de Oliveira e tem validade pelo prazo de 120 dias.

O documento ainda aplica sanções aos infratores que desrespeitarem a legislação.

Após a publicação da Portaria, Marcos Rocha chamou a decisão de “absurda” e anunciou a revogação, alegando que não teve conhecimento da situação.

“É um absurdo uma portaria dessa sem ter dado conhecimento pra mim. Se eu que estou lutando para poder reabrir o comércio – lógico, usando máscaras, higiene adequada – então não faz sentido fechar ou proibir a pesca esportiva ou limitar o número de pessoas, já que normalmente são as famílias que ficam. Estou mandando fazer um documento revogando esse posicionamento”, desabafou.

Ele também disse que vai lutar contra alguns veículos de comunicação que ele chamou de “mídias mentirosas” que criticam o governo.

“Estou chateado. Inclusive, neste momento, quando estou lutando contra as mídias mentirosas criticando o governo do Estado porque querem alguma coisa. Eu não vou aceitar isso. Vou seguir em frente. São pessoas honradas que estão trabalhando no governo. Essa portaria não tem nada a ver, sem ter falado comigo antes”, garantiu.

 Fonte: Extra Rondônia

 

Pesca está proibida em Rondônia

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) determinou a proibição da pesca esportiva e recreativa, incluindo a modalidade pesque e solte, em todo território estadual. A medida, de acordo com justificativa apresentada pelo titular da pasta, Elias Rezende de Oliveira, vem de encontro com o decreto do governador Marcos Rocha que determina estado de calamidade pública no estado em razão da pandemia causada pelo coronavírus.

Veja portaria:

Fonte:  Rômulo Azevedo

Indicação Geográfica valoriza a produção do tambaqui do Vale do Jamari

O Sebrae em Rondônia e a Associação dos Criadores de Peixe do Estado de Rondônia (Acripar) deram início aos procedimentos para possibilitar o reconhecimento do Peixe Tambaqui, produzido no Vale do Jamari, como sendo uma Indicação Geográfica. 

A Indicação Geográfica (IG) será um diferencial de mercado para o Tambaqui produzido na região do Vale do Jamari, porque um registro de IG, é um passo importante para agregar de valor à produção. A obtenção desse registro garante aos produtores o direito de usar um selo, protegendo a reputação que a região adquiriu com a produção do Peixe Tambaqui. No Brasil, o órgão responsável por conferir este registro é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

A empresa INOVATES, foi contratada pelo Sebrae Nacional para realizar o diagnóstico das potenciais Indicações Geográficas do Brasil, e o estado de Rondônia já foi sinalizado sobre a possibilidade de ter mais uma Indicação Geográfica do Inpi, porque o Tambaqui do Vale do Jamari reúne todas as características para obtenção do reconhecimento de IG.

Os consultores destacam que dentre os vários critérios para a obtenção de uma IG, ter uma governança estabelecida e representativa na área geográfica é fundamental, e a Acripar demonstrou estar apta a propor e fazer a gestão da Indicação Geográfica para a Região. O selo IG quando bem gerenciado além de agregar valor, valoriza o território e consequentemente traz o desenvolvimento. A IG ocorre quando um território fica conhecido por um produto ou serviço. O Brasil reconhece ambos em lei. Uma IG não se cria, se reconhece. O analista da Unidade de Atendimento do Sebrae em Rondônia, Carlos Eduardo Sakagami, destaca que “este é um tipo de conquista que se dá por meio de parcerias efetivas, pois a Indicação Geográfica traz um ganho não só para os produtores, mas também fortalece o turismo na região e abertura de novos negócios, em virtude dessa inovação diferenciar o produto no mercado.

O presidente da Acripar, Francisco Hidalgo Farina, juntamente aos associados que participaram da vídeo conferência, realizada em visualização online na manhã desta quarta-feira (15) como os demais eventos do Sebrae durante a crise do Coronavírus, entendem que a parceria com o Sebrae, mais uma vez será importante para projeto da Piscicultura de Rondônia, sendo o piscicultor o grande beneficiado, por possibilitar o aumento dos seus ganhos.

O Diretor técnico do Sebrae, Samuel Almeida, estabeleceu como prioridade o desenvolvimento de projeto em parceria com Acripar e outros importantes parceiros como a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Senar, Embrapa, Emater, Instituições de Ensino e pesquisa, pois segundo ele “essa conquista promoverá o estado de Rondônia ainda mais, visto que já somos referência na produção do peixe tambaqui, sendo o 1º da Região Norte, e ocupamos o 3º lugar no ranking nacional de produção de peixes nativos.

Os trabalhos serão conduzidos pelo analista do Sebrae Denis Farias da Unidade de Ji-Paraná, e começam de imediato, pois o tempo para reconhecimento de uma IG, leva pouco mais de 2 anos.

Não deixe de buscar orientações sobre como reagir diante deste cenário de pandemia. O Sebrae em Rondônia pode atendê-lo também remotamente. Acesse nosso portal de atendimento em www.sebrae.ro. Ligue para nossa Central de Relacionamento 0800 570 0800, envie mensagens por Whatsapp (69) 98130-5656, acesse nosso portal de ensino à distância www.sebrae.com.br/cursosonline  ou siga o Sebrae em Rondônia nas redes sociais (@sebraero).

Indicação Geográfica valoriza a produção do tambaqui do Vale do Jamari - Gente de Opinião

Fonte: Assessoria Sebrae

 

Confúcio defende ampliação de crédito fundiário para agricultores familiares

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) sugeriu, em pronunciamento pela internet, que o governo federal ofereça mais recursos para ampliar as linhas de crédito fundiário. Segundo ele, é necessário esse fomento para os trabalhadores rurais, para estes que possam adquirir suas terras e implantar a infraestrutura necessária.

Confúcio Moura ressaltou a importância de o Estado estimular os novos assentamentos decorrentes de reforma agrária, corrigindo erros cometidos no passado — quando, segundo ele, as famílias de agricultores ficavam desassistidas e sem a devida infraestrutura, em regiões distantes das cidades. O senador afirmou também que assistiu a esse processo in loco nos anos 1970, e que muitos morreram por falta de assistência, sendo acometidos por doenças letais como a malária.

— Não se justifica mais essa constituição de assentamentos como despejo de refugiados, como se eles estivessem pagando por um pecado mortal. Portanto, atualmente, eu sou a favor do crédito fundiário. O governo pode, por meio do Ministério da Agricultura, abrir e ampliar mais o crédito fundiário, criando mais oportunidades para que os jovens oriundos da agricultura familiar possam adquirir suas terras e pagar por elas em um prazo longo, com uma carência de quatro a cinco anos e juros baixos.

Fonte: Agência Senado

Apesar de frigoríficos habilitados para a China, setor de pescados tem ano atípico de demanda em época de quaresma

Apesar de frigoríficos habilitados para a China, setor de pescados tem ano atípico de demanda em época de quaresma

Victor Leite – Sócio gerente da Zaltana Indústria e Comércio de Alimentos

A quaresma tradicionalmente serve de termômetro para a venda de pescados no Brasil que, de acordo com Victor Leite, sócio e gerente da Zaltana Pescados, possui duas realidades: “Por um lado temos estados que tem um grande consumo de peixes oriundos da região Amazônica, como é o caso do Tambaqui. No entanto, nos estados mais próximos da costa, os consumidores possuem maior preferência para peixes de mar”, explicou.

Nove Estados brasileiros tiveram 11 novas plantas frigoríficas habilitadas para exportação de peixes de cultivo, especialmente a tilápia, para a China, informa a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR). De acordo com a entidade, essa possibilidade estava sendo negociada desde o ano passado e permitirá aumentar as vendas para o gigante asiático, principal destino das exportações brasileiras.

“Nosso potencial de produção é enorme e com a demanda de peixes de cultivo pela China temos a chance de alavancar exponencialmente os nossos números”, disse em nota o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, acrescentando que a entidade vinha atuando junto ao Ministério da Agricultura do País para aumentar a confiança na qualidade do produto e eliminar possíveis falhas ou irregularidades de fornecimento.

As empresas habilitadas para exportação de tilápia para a China a partir de agora, segundo a Peixe BR, são Copacol (PR), Netuno (BA), Trutas NR (MG), Vitalmar (SC), Global Food (SP), C.Vale (PR), Zaltana (RO), Frigopesca (MT), Lakes Fish (GO), Pescado DuVale (RO) e Bem Bom Pescados (GO).

Em 2019, a produção de tilápia no Brasil chegou ao total de 432,1 mil toneladas, representando 57% do setor de piscicultura, um aumento de 7,96% em relação a 2018. Com o resultado, o País se tornou o quarto maior produtor da espécie no mundo, segundo dados da Peixe BR. Em relação às exportações, o volume cresceu 19% em 2019 ante o ano anterior, tendo como principais destinos a China, Estados Unidos e Japão.

Por:  Ericson Cunha
Fonte:  Notícias Agrícolas

Produtores estimam deixar de vender 500 mil kg de peixe na Semana Santa devido à suspensão das atividades do comércio em MT

Com o período de isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus, piscicultores estão preocupados com a venda de peixes na Semana Santa. A Associação dos Aquicultores estima perda de venda de quase meia tonelada de peixe.

Segundo os produtores, houve uma queda na comercialização e os tanques estão cheios, por causa da suspensão das atividades do comércio em Mato Grosso.

O produto está pronto para ser comercializado, mas sem previsão de venda. As feiras livres, os bares e restaurantes estão fechados e a realização de eventos suspensa, o que que contribuiu com a queda nas vendas.

Robson Moreira é piscicultor no interior do estado e pretendia vender oito toneladas de peixe no período da quaresma. Ele disse que o volume que pretendia vender em 40 dias deve acontecer em meses. Isso sendo otimista. O piscicultor ainda avalia que essa situação deve impactar na produção para o período da quaresma em 2021.

Psicultores de todo o estado devem ter prejuízos — Foto: TVCA

Psicultores de todo o estado devem ter prejuízos — Foto: TVCA

O problema nas vendas e distribuição dos peixes atinge piscicultores em todas as regiões do estado. Um abatedouro em Cuiabá que tem capacidade para abater cerca de cinco toneladas de peixes por dia está parado há uma semana.

Cerca de dois mil criadores de peixe na Baixada Cuiabana aguardavam as vendas durante o projeto Peixe Santo. Esse projeto que é realizado anualmente na capital e neste ano foi cancelado dá oportunidade de vendas a pequenos produtores e acesso fácil a compra pela população por meio de preços acessíveis e produtos de alta qualidade.

Devido a decretos municipais, o Peixe Santo foi suspenso como medida de combate à proliferação do novo coronavírus, a Covid-19. A ideia é evitar a aglomeração de pessoas, pois o projeto era realizado em vários pontos distribuídos na cidade.

O presidente da Associação de Aquicultores, Igor César Davóglio, considera a situação grave.

“Estamos com um problema gravíssimo neste momento. Estamos com todo peixe dentro d’água consumindo ração. E no momento que nós conseguirmos vender este peixe, nós não teremos mais a Quaresma e o Peixe Santo. Com isso nossa produção ficará toda encalhada”, explicou.

A situação é ruim pois não tem como ser feito um planejamento estratégico com eficiência imediata para a venda. Os peixes são produtos delicados e que exigem uma logística de transporte e armazenagem. Eles também não sabem como ficará os preços dos peixes.

A Quaresma é o período que mais se vende peixe. É realizado um trabalho durante todo o ano para que neste período o peixe esteja pronto para ser comercializado e levado até os consumidores.

Por Dejane Arnhold, TV Centro América

Confúcio pede que governo compre alimentos de agricultores familiares e distribua à população

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) destacou a aprovação, pelo Congresso Nacional, do PL 786/2020, que garante distribuição de alimentos da merenda escolar aos estudantes da educação básica ausentes da sala de aula por causa da pandemia do Coronavírus. Confúcio também insistiu que o governo federal libere recursos para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) possa comprar e distribuir os alimentos no país.

O parlamentar observou que muitos alunos de baixa renda que frequentam as escolas públicas vão em busca de conhecimento, mas também para ter acesso à alimentação oferecida.  Ele cobrou agilidade do governo federal e dos ministros responsáveis para fomentarem a compra desses alimentos dos pequenos produtores da agricultura familiar. Na sua opinião, além de garantir comida às crianças, a iniciativa ajudará no impulso da economia local, que está paralisada com a crise.

— O que está faltando agora é dinheiro. Com a aprovação desse decreto legislativo de calamidade, o presidente da República tem condições de movimentar esses recursos e jogar dinheiro dentro dos ministérios da Cidadania e da Educação para compra da merenda escolar. Com isso, iremos fomentar a economia e aumentar a renda do produtor familiar, que terá o comprador direto, que são a escola e os idosos, os mais necessitados — afirmou Confúcio Moura.

Fonte: Agência Senado