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Setor de pescados representa 3,27% do PIB de Rondônia

O setor de pescados é muito importante para a economia de Rondônia, correspondendo a 3,27% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. O pescado deixou de ser um uma iguaria restrita a poucas pessoas e hoje faz parte da dieta do povo rondoniense.

Com um desempenho produtivo superior aos estados de Mato Grosso, Maranhão, Pará e Amazonas, Rondônia tem o pescado como símbolo econômico e se orgulha em ser o maior produtor de peixe nativo em cativeiro e o terceiro maior produtor de peixes do Brasil.

Com uma produção anual de quase 70 mil toneladas de peixe, o estado de Rondônia, que exporta a maior parte dessa produção, tem se esforçado para melhorar ainda mais a produtividade, ao mesmo tempo em que incentiva a população a aumentar o consumo de pescado por vários motivos, como a abundância produtiva, facilidade de acesso ao mercado e sua importância nutricional.

No dia 27 de setembro, durante o Festival do Tambaqui que assou e distribuiu mais de 6.000 quilos de peixe, o secretário de Agricultura, Evandro Padovani, que ao lado do governador Marcos Rocha é o maior entusiasta deste setor, destacou a potencialidade produtiva do estado e sua posição no ranking nacional.

“Peço a população de Rondônia insira cada vez mais o peixe em seu cardápio. Deem prioridade ao consumo dessa proteína para uma alimentação saudável e de muito valor nutricional”, disse o secretário.

Consumo de peixe

Não importa o peixe de preferência, seja pacu, tambaqui ou piau, todo pescado tem grande importância como fonte alimentar, por conta do seu valor nutricional, fácil digestão, diversidade de sabores e composição equilibrada. Segundo a nutricionista Lya Demétrio Almeida, o consumidor deve estar sempre atento na hora da compra, o pescado deve estar sempre fresco, com boa coloração e guelras vermelhas.

O pescado tem grande importância na alimentação, sendo uma boa fonte de proteínas, vitaminas e minerais, como o ferro e cálcio, que são fundamentais e benéficos ao organismo humano.

Foto: Seagri

Segundo a profissional da saúde, o pescado tem funções especiais e melhores ainda que alguns medicamentos. Por ser rico em ômega 3, o alimento melhora os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue, regulando inflamações, pressão arterial e fortalecendo o sistema imune. Comer peixe fortalece e ajuda na formação da pele, dos cabelos e unhas, além de combater a osteoporose e anemia.

“O pescado é um alimento completo e bom sob todos os aspectos, e não importa que seja de escama ou de coro”, finaliza Lya Demétrio.

Por Canal Rural

Período do defeso está em vigor em todo o Estado; pesca é proibida até março de 2021

Em razão do período de reprodução natural dos peixes, o Governo de Rondônia, com representação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por intermédio da Portaria nº 146 de 29 de maio de 2020, proíbe a pesca, transporte, beneficiamento e comercialização do Tambaqui, desde o dia 1° de outubro até 31 de março, em todas as bacias hidrográficas no Estado, como os rios Madeira, Mamoré, Jamari, Abunã, Machado, Roosevelt e na calha principal do rio Guaporé.

Já a partir do dia 1º de novembro até 30 de abril, ficará proibida a pesca do Pirarucu. De 15 de novembro a 15 de março será proibida a atividade com as espécies: Pescada, Surubim, Caparari, Pirapitinga, Jatuarana, Dourada, Filhote e Pirarara, bem como todas as espécies de peixe, nos berçários e afluentes da bacia hidrográfica do rio Guaporé. São excluídas das proibições previstas, os produtos oriundos de piscicultura registrados e acompanhados de comprovante de origem e a pesca de caráter científico autorizada pelo órgão.

Durante o período de proibição, para os pescadores profissionais artesanais, amadores e aqueles que se valem da modalidade pesque e solte, serão autorizados a captura e transporte de pescado de até cinco quilos de peixe ou um exemplar, por semana, desde que licenciados ou dispensados de licença. Já para subsistência das populações ribeirinhas, poderá ser pescado até cinco quilos de peixe ou um exemplar, por dia.

Sedam alerta sobre importância do período de defeso para o meio ambiente

O pescador amador que utilize linha de mão e não seja filiado a clubes ou associações de pesca não comercial é dispensado da licença. É importante mencionar que a concessão compreende apenas as espécies de peixe não proibidas durante o período de defeso. Inclusive, nas áreas de segurança à montante e à jusante das usinas hidrelétricas de Samuel, Santo Antônio e Jirau deverão ser respeitadas.

Na captura permitida, os pescadores deverão utilizar uma linha de mão, vara – com ou sem molinete ou carretilha- ou caniço simples equipados com anzol simples, sendo apenas um destes petrechos por profissional, como ainda deverão respeitar os tamanhos mínimos estabelecidos. De acordo com a portaria, o pescado deverá estar inteiro para fins de mensuração.

“O transporte, a comercialização, o beneficiamento, a industrialização e o armazenamento de pescado proveniente de piscicultura ou pesque-pague ou pesqueiros só serão permitidos se originários de empreendimentos registrados no órgão competente e se estiverem acompanhados da respectiva nota fiscal”, esclarece a portaria.

De acordo com João Batista, gerente de pesca, aquicultura e manejo de fauna da Sedam, os pescadores que violarem a proibição sujeitarão às penalidades e às sanções como multa e ato administrativo. “O período de defeso é uma interdição temporária da pesca, sendo um período muito importante para conservação das espécies e da biodiversidade”, pontua João, deixando claro, que a cooperação da população será de grande relevância no compromisso com meio ambiente.

PERÍODO DE DEFESO

De 1º de outubro a 31 de março

  • Tambaqui (Colossoma macropomum) *em todas as bacias hidrográficas do Estado

De 1º de novembro a 30 de abril

  • Pirarucu (Arapaima gigas) *em todas as bacias hidrográficas do Estado

De 15 de novembro a 15 de março

  • Pescada (Plagioscion squamosissimus)
  • Surubim (Pseudoplatystoma fasciatum)
  • Caparari (Pseudoplatystoma tigrinum)
  • Pirapitinga (Piaractus brachypomus)
  • Jatuarana (Bryconspp)
  • Dourada (Brachyplatystoma rousseauxii)
  • Filhote (Brachyplatystoma filamentosum)
  • Pirarara (Phractocephalus hemioliopterus)

*em todas as bacias hidrográficas do Estado

  • Todas as espécies de peixe *nos berçários e afluentes da bacia hidrográfica do rio Guaporé.

Fonte
Texto: Emanuelle Pontes
Fotos: Jeferson Mota e Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia

Festival do Tambaqui é sucesso hoje em dez municípios

Dez cidades de Rondônia realizam simultaneamente, neste domingo, o festival Tambaqui da Amazônia, com o churrasco de 6 toneladas desse peixe nativo da Amazônia.

O evento é realizado desde 2017 em Ariquemes, considerada a Capital do Tambaqui, e, por causa da pandemia vai ganhar um formato diferente. Os visitantes vão fazer a retirada das “bandas”, o peixe cortado ao meio, já assadas no sistema drive-thru, sem a necessidade de sair do carro e de aglomeração.

Saiba quais cidades vão participar do Festival Tambaqui da Amazônia, a quantidade de bandas a serem assadas, o local de retirada e o contado do responsável:

Ariquemes- 1.530 bandas – Sede Lions Clube Ariquemes Canaã – 9 8411-2930
Pimenta Bueno – 500 bandas – Sede do Lions Clube – 9 9276-2305
Rolim de Moura – 500 bandas – Sede do Lions Clube – 9 8419-3945
Cacoal – 500 bandas – Sede do Lions Clube – 9 9206-0907
Monte Negro – 150 bandas – Paróquia São José – 9 9321-7937
Porto Velho – 300 bandas – Emater (avenida Imigrantes) – 9 9907-5605
Itapuã do Oeste  – 200 bandas – Praça Municipal – 9 9235-5893
Triunfo – 150 bandas – Balneário Beira Rio – 9 9991-8298
Ouro Preto – 200 bandas – Emater (rua dos Seringueiros) – 9 9966-6986
Vilhena – 200 bandas – Igreja Nossa Senhora Aparecida – 9 8419-5207

Parceiros
O evento é realizado pela Associação de Criadores de Peixes de Rondônia (ACRIPAR) em parceria com o Governo do Estado, através da Seagri, Emater e Superintendência de Comunicação, juntamente com o Sebrae Rondônia. O evento também conta com a parceria para sua efetivação de: Lions Clube, Hospital do Amor, Hospital de Câncer São Daniel Comboni, Paróquia São José, Agro Fish Nova Aurora, Agroindústria Rodrigues, Rondofish, Peixe BR, Pescados do Vale, Zaltana, Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, através da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP-MAPA).

Fonte: Assessoria

Pescado irregular que vinha de Goiânia é apreendido em Vilhena e será destruído; empresas são multadas

Na tarde de sexta-feira, 25, servidores do IDARON de Vilhena apreenderam, no posto fiscal CETREMI, localizado na BR-364, na entrada da cidade, uma carga de pescado vinda de Goiânia, sem documentação.

De acordo com o registro do caso, ao ser abordado, o condutor do veículo que transportava a carga alegou possuir apenas a nota de transporte da mercadoria, que foi expedida pela empresa em que trabalha e que possui sede em Goiânia.

Porém, a documentação que comprova a origem dos peixes e sua qualidade para consumo com autorização do órgão competente, ele não possuía, alegando que carga pertencia a uma segunda empresa, também com sede em Goiânia.

Diante dos fatos, tanto a empresa de transporte quanto a proprietária da carga foram autuadas por comercialização e transporte de alimentos sem origem comprovada e o pescado apreendido para ser destruído devido a impossibilidade de comprovar sua qualidade para consumo.

Fonte: Folha do Sul

Imagem ilustrativa

Festival do Tambaqui é destaque em Fórum dos Secretários da Agricultura da Amazônia Legal

O maior evento on-line do agronegócio da Amazônia, o Agrolab, reuniu na quarta-feira (23) todos os secretários de estado da agricultura da região Norte para participação do Fórum dos Secretários da Agricultura da Amazônia Legal, onde debateram várias propostas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio. O Festival do Tambaqui da Amazônia também fez parte da pauta do Fórum. Em 2019, o Governo de Rondônia e parceiros levaram o festival para Brasília, onde foram assadas mais de quatro mil bandas do pescado, totalizando seis toneladas distribuídas à população brasiliense.

Cada secretário estadual teve a oportunidade de comentar sobre os temas da pauta e destacar as dificuldades e avanços de seus respectivos estados. Estiveram presentes na reunião os secretários dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Minas Gerais, Goiás e Tocantins, além da participação do Sebrae Rondônia. O secretário de Estado da Agricultura de Rondônia (Seagri), Evandro Padovani, participante e mediador do fórum, ressaltou que essa união entre os estados deve acontecer para fortalecer o agronegócio na Amazônia. “Nós precisamos juntar forças e trabalhar em um projeto de integração regional para fortalecer as atividades do agronegócio que envolvem a região Norte”, ressaltou.

Sobre o Festival do Tambaqui da Amazônia, Padovani explicou que o intuito é incluir todos os estados da região Norte à participação dos próximos anos. “O grande desafio é fazer a conjugação de esforços para alavancar a produção pesqueira do tambaqui na macrorregião e tornar o festival não apenas nacional, mas internacional. No festival, também será uma grande oportunidade de apresentar outros produtos produzidos na Amazônia”, completou.

Fórum contou com a participação de todos os secretários de Agricultura da região Norte

Neste ano, por causa da pandemia, não foi realizado o festival em Brasília. Mas o resultado de 2019 foi positivo, pois trouxe um aumento de 300% na procura pelo produto em cativeiro no Estado, gerando grande crescimento ao mercado interno e externo.

Durante o fórum, os secretários também discutiram os seguintes temas: Regularização fundiária na Amazônia; Desenvolvimento Sustentável do Agro na Amazônia (Política do Governo Federal); Queimadas na Amazônia, entre outros.

Dentro do tema de sustentabilidade, a secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Ana Valentino, destacou a importância de conscientizar os proprietários a esquecer os cortes rasos para o desenvolvimento sustentável do agronegócio na Amazônia. “Os povos da Amazônia Legal podem ganhar muito mais com a floresta em pé do que com o desmatamento raso, podendo gerar mais renda aos povos da região”, disse.

O secretário de Agricultura do Amazonas, Petrúcio Magalhães, ressaltou a importância da pecuária sustentável, setor que precisa de desenvolvimento para melhoria da produção e da qualidade de vida. “O Estado do Amazonas tem 70% de sua população em estado de miséria, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse povo precisa ser atendido e ouvido para busca de alternativas sustentáveis que gerem renda”, revelou.

A regularização fundiária na Amazônia foi um dos assuntos mais questionados. Cada Estado pôde apresentar suas dificuldades e um dos pontos mais questionados foi a grande necessidade de documentar as propriedades rurais de todos os estados da região Norte. Em Rondônia, das 140 mil propriedades rurais, aproximadamente 90 mil não tem regularização fundiária, o título definitivo. “Essa realidade traz insegurança jurídica, conflito no campo, mortes e falta de acesso a crédito. Precisamos nos unir para proteger e manter as florestas em pé, dar dignidade ao povo amazônico, subsistência às famílias, dar a regularização fundiária, acesso ao crédito e assistência técnica de qualidade”, esclareceu Padovani.

O foco principal é fortalecer o agronegócio na Amazônia

O secretário Petrúcio Magalhães afirmou que a situação de regularização fundiária do Amazonas é parecida com a de Rondônia, porém, disse que estão “trabalhando para regularização de oito mil estabelecimentos no sul do Estado”. O Estado do Acre também passa pelas mesmas situações. “52% de ocupação de terra do Acre é de produtores da agricultura familiar e sem regularização fundiária não tem como desenvolver. É preciso priorizar o tema em toda a Amazônia”, expôs o secretário de Agricultura do Acre, Edivan de Azevedo. Todos os representantes também discutiram a importância de termo de cooperação técnica junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para fortalecer a equipe e auxiliar nos processos de regularização.

Todos os anos as queimadas na Amazônia é tema polêmico e de muita discussão. No fórum, os secretários discutiram ações de controle do fogo, assistência técnica, maquinário, limpeza nas rodovias e criação de calendário de queimadas também foram algumas das propostas apresentadas para combater o fogo na região Norte. O objetivo é mudar o foco para a Amazônia ser vista como produtiva sustentável e não como destruidora do bioma.

No final do Fórum, os secretários decidiram elaborar uma carta com algumas demandas da Amazônia, no qual será entregue ao Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pedindo apoio na soluções dos problemas apresentados.


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Churrasco de tambaqui em 10 cidades de Rondônia

Dez cidades de Rondônia vão realizar simultaneamente no dia 27 de setembro o Festival Tambaqui da Amazônia, onde serão assadas 4,6 mil bandas deste peixe nativo da região amazônica, num total de 6,6 toneladas. Por causa da pandemia, a retirada das bandas assadas vai ser realizada no sistema drive-thru, atendendo as normas de segurança.

O evento é realizado tradicionalmente desde 2017 em Ariquemes. Neste ano, a Associação de Criadores de Peixes de Rondônia (ACRIPAR) em parceria com o Sebrae e o Governo do Estado, através da Seagri, Emater e Superintendência de Comunicação, vão expandir a realização do evento. O evento também conta com a parceria para sua efetiva de: Lions Clube, Hospital do Amor, Agro Fish Nova Aurora, Agroindústria Rodrigues, Rondofish, Peixe BR, Pescados do Vale, Zaltana, Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, através da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP-MAPA).

Os organizadores querem valorizar o Tambaqui e ainda promover ações solidárias com a os resultados a serem obtidos com a comercialização das bandas assadas do pescado, que pode ser adquirida por R$ 15,00, sem espinhas e pronta para o consumo.

O presidente da ACRIPAR, Francisco Hidalgo Farina, explica que esta edição do Festival do Tambaqui vai evidenciar o potencial de produção dos mais diversos municípios rondonienses. “Mesmo nesta época de pandemia, a produção do peixe de cultivo teve aumento, por causa do aumento do consumo. Queremos mostrar o potencial da nossa piscicultura e ainda destacar que os nossos piscicultores são solidários”, explica.

CIDADES
O Festival Tambaqui da Amazônia vai ser realizado em: Ariquemes, Monte Negro, Itapuã, distrito de Triunfo (Candeias do Jamari), Porto Velho, Ouro Preto D’Oeste, Rolim de Moura, Pimenta Bueno, Vilhena e Cacoal. Em cada uma dessas localidades foi constituída uma coordenação local, que está realizando a venda antecipada das bandas de tambaqui.

Fonte: Assessoria

A tradição do churrasco de Tambaqui é destaque em rede nacional

Essa tradição foi exibida hoje em rede nacional através do jornal Fala Brasil deste sábado na rede Record. Mostramos como a Selma Santos que proprietária de banca de peixe e a família trabalham com venda de peixes há mais de 15anos, na banca tem churrasco de carne, frango, mas o queridinho da clientela é o churrasco de tambaqui, ou tambaqui na brasa, como é mais conhecido.

 

O tambaqui na brasa já virou tradição na capital do estado. O peixe de água doce, com bastante carne é preparado com limão e ervas, e um detalhe importante, sem espinha.

Seu Antônio Rosário que também é proprietário de outra banca de venda de peixes, disse que a média vendida por final de semana é de 80 a 100 bandas de tambaqui. O peixe assado é servido com acompanhamentos.

Por conta da dificuldade de encontrar o tambaqui em outros estados, tem gente que vem aqui e leva pra viagem.

Acompanhe na reportagem

 

Por Rondorural (Sic TV Record)

A FEIRA DO AGRO – AGROLAB AMAZÔNIA TRAZ UMA DAS 100 PERSONALIDADES MAIS INFLUENTES DO AGRONEGÓCIO

Mariana Vasconcelos desenvolveu a startup Agrosmart, que une agronegócio e tecnologia também foi destaque do Under 30 da Revista Forbes

O evento que promete ser um divisor de águas para o setor produtivo no que se refere a feiras do setor, a Agrolab Amazônia, que acontece nos dias 22 a 24 de setembro confirmou a participação de Mariana Vasconcelos, CEo da Agrosmart, uma startup inovadora focada no agronegócio e que foi listada como uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio brasileiro pela publicação Dinheiro Rural.

Mariana, que desenvolveu a plataforma que monitora lavouras por meio de sensores e imagens de satélite, interpretando as necessidades da planta em relação a irrigação, pragas e doenças. O uso do sistema permite reduzir custos, economizar água, insumos e energia e ainda aumentar a produtividade. O sistema permite que produtores rurais tomem melhores decisões no campo e serem mais resilientes às mudanças climáticas.

“O mundo está mudando e os desafios dos produtores rurais são cada vez maiores. A transformação digital no campo mostra que esse é um caminho sem volta, onde a aliança entre produtor e tecnologias torna-se cada vez mais estreita e necessária”, comenta Mariana. Fazenda a fazenda, a Agrosmart conquistou produtores de norte a sul do Brasil e agora inicia expansão na América Latina, consolidando sua atuação no setor produtivo.

Sobre a Agrolab Amazônia

O Conecta Sebrae Agrolab Amazônia, que acontece nos dias 22 a 24 de setembro, será uma plataforma on line, com inscrições gratuitas onde o participante assumirá um avatar ao se conectar no evento e poderá navegar pelos ambientes virtuais criados. Poderá assistir palestras, participar de rodadas de negócios, fazer networking, visitar stands virtuais e muito mais. Para fazer uma pré-inscrição, basta acessar www.agrolabamazonia.com e receber conteúdos exclusivos do evento (programação, palestrantes e demais informações).

Saiba mais sobre as ações do Sebrae no agronegócio, acesse o site www.sebrae.ro ou ligue gratuitamente para 0800 570 0800. Você também pode acessar o Sebrae pelo WhatsApp, pelo mesmo número. Siga o Sebrae em Rondônia nas redes sociais: Instagram, Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube (@sebraero).

Prevenir pode salvar vidas

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo.  Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Conforme dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas acometidas pela depressão chega próximo a 330 milhões, sendo o Brasil o país com maior taxa de depressão na América Latina, impactando cerca de 12 milhões de pessoas.

O suicídio se dá por múltiplos fatores e em sua maioria, são decorrentes de transtornos mentais que por vezes, acabam não sendo diagnosticados e tratados em tempo, principalmente pelo tabu e pela banalização do adoecimento psíquico. Geralmente é acompanhado de ideações suicidas, trazendo sinais que por vezes, são percebíveis. Frases como “eu sou um peso para as pessoas”; “eu quero deixar de existir”; “os outros vão ser mais felizes sem mim”; “eu não aguento mais; “só quero dormir e nunca mais acordar”; evidenciando a falta de perspectivas futuras, tristeza profunda, culpa, isolamento e desesperança. Por isso, é de extrema importância considerarmos que nem sempre quem tem pensamentos suicidas anuncia o planejamento do suicídio, mas emite sinais de alerta que precisam ser levados a sério, visto que, quem comete suicídio não deseja acabar com a própria vida, mas colocar fim em seu sofrimento.
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A psicóloga, Caroline Nunes explica que, inicialmente, é importante entendermos o que caracteriza a depressão. A depressão costuma envolver humor deprimido, sentimento de desesperança, perda de interesse nas atividades, alterações no apetite, insônia, perda de energia, sensação de incapacidade, baixa autoestima e sentimentos recorrentes de culpa e pensamentos catastróficos. Para se configurar como depressão, tais emoções precisam ser contínuas, em um nível intenso. Com o surgimento da pandemia, os casos de depressão aumentaram cerca de 80% na população e o isolamento foi um dos grandes fatores de ter contribuído para que os índices de depressão aumentassem. ‘A pandemia está nos afetando de inúmeras formas, expondo todas as nossas fragilidades (psíquicas, físicas e econômicas). Quem já apresentava alguma fragilidade psicológica, com a pandemia isso se potencializou. Além disso, este momento tem despertado sentimentos tais como medo, ansiedade, tristeza, raiva, incerteza e insegurança, impactando de forma negativa na saúde mental e na propensão a depressão. Por isso, é fundamental de ser destacado que só é possível realizar um diagnóstico de depressão, se houver uma avaliação psiquiátrica e psicológica, podendo sugerir possibilidades de tratamento”, salienta Caroline.

Neste ano, principalmente por estarmos vivendo uma pandemia, a situação pode ainda ser mais grave. A psicóloga salienta a importância de lembrarmos que estamos vivendo um momento atípico, no qual, sentimentos mais desagradáveis e hostis estão nos rodeando. Com tantas imprevisibilidades, vemos a nossa saúde mental sendo afetada de diversas maneiras. O aumento da ansiedade, insegurança, angústia e medo, são sentimentos presentes e normais frente a esse momento, já que não estar se sentindo assim e dizer que está tudo “bem” seria uma perda de juízo da realidade.

É comum que as mudanças advindas do externo trouxeram uma bagunça interna. Por isso, esse momento exige que você se reorganize e crie novas estratégias para construção de uma nova rotina, visto que, estamos diante de uma nova realidade. No entanto, essa tem sido uma oportunidade para revermos as nossas emoções, que foram despertadas com o surgimento da pandemia e construirmos práticas de autocuidado que serão importantes para evitar prejuízos maiores a nossa saúde mental. São inúmeras as formas de manter a saúde mental em dia. A primeira delas é buscar por autoconhecimento por meio de um apoio especializado proporcionado pela psicoterapia porque a partir disso, você poderá reconhecer em si quais são seus desejos e o que para VOCÊ é capaz de provocar saúde e bem-estar, já que isso dependerá da singularidade, particularidade e subjetividade de cada pessoa.

É de extrema importância aliar a saúde física e mental, entendendo que corpo e mente são aspectos indissociáveis. Se o emocional de alguém não anda bem, poderá desenvolver no corpo diversos adoecimentos, que são de uma ordem emocional. Por isso, buscar identificar a origem e a causa destes sintomas é fundamental, pois somente quando tivermos a consciência do aparecimento destes adoecimentos, poderemos encontrar soluções e maneiras de como manejar essa situação. Além disso, outras dicas preciosas que eu sugiro são: priorize cuidar de você, busque reconhecer as suas emoções e sentimentos, fortaleça os vínculos sociais e afetivos, desfrute do tempo ócio, exercite a mente e o corpo com aquilo que lhe proporcione prazer

O alerta vale para os agricultores também, estudos recentes apontam que o contato com agrotóxicos na produção agrícola, pode aumentar consideravelmente as chances de desenvolver um quadro depressivo, e com a doença, o agricultor cometer um suicídio. Segundo uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o uso de agrotóxicos, como os organofosforados, aumenta as chances de depressão dos agricultores. É importante de destacar que o Rio Grande do Sul apresenta o maior número de casos de suicídio no país, o que requer ainda mais a nossa atenção para o assunto. Pensando no âmbito dos agricultores, um dos fatores que também contribui para o sofrimento e adoecimento psíquico é o distanciamento dos meios urbanos o que faz com que o agricultor viva o próprio sofrimento de forma isolada e solitária.

Caroline ainda comenta que, também pode aparecer como gatilho a frustração em perder uma safra, o endividamento, e principalmente, o desconhecimento de informações sobre os apoios especializados de saúde mental, tais como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), os Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), bem como acompanhamento psiquiátrico e psicológico, que o agricultor pode buscar. Além disso, é importante a responsabilização institucional do sindicato da categoria em combater a prática do suicídio e prestar apoio, promovendo ações que discutem o assunto. O silenciamento ensurdecedor sobre o suicídio, tratado como proibido e motivo de vergonha entre os agricultores, faz com que os índices de suicídio aumentem, principalmente pelo tabu sobre o assunto.

A psicóloga, Caroline Nunes reuniu informações importantes de como alertar e dar visibilidade para campanhas como o Setembro Amarelo, veja:

A campanha trata da prevenção ao suicídio, no qual requer ainda mais a nossa atenção neste ano, entendendo que, com o surgimento da pandemia, pessoas que já apresentavam alguma fragilidade psíquica, se encontraram ainda mais vulneráveis e propensas ao adoecimento psicológico. Com estatísticas cada vez maiores, os casos de suicídio cada vez mais aumentam, se configurando como um problema de saúde pública. Apesar de diversas estratégias preventivas ao suicídio, uma pessoa ainda morre por suicídio a cada 40 segundos, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O suicídio se dá por múltiplos fatores e em sua maioria, são decorrentes de transtornos mentais que por vezes, acabam não sendo diagnosticados e tratados em tempo, principalmente pelo tabu e pela banalização do adoecimento psíquico pela sociedade. Em decorrência destes fatores, é uma maneira de comunicar um sofrimento em seu estágio mais avançado que levam o sujeito a desistir de viver. Assim, discutir sobre o suicídio é uma demanda urgente, visto que, é uma das principais causas de mortalidade no mundo, prevalecendo entre os jovens do sexo masculino, sendo o estado do Rio Grande do Sul com a maior taxa de suicídio no Brasil. Muitas pessoas possuem a ideia errônea e equivocada de que falar sobre o assunto pode incentivar a pessoa depressiva a cometer o suicídio e esse é um grande mito. Falar com a pessoa que está deprimida, incentivando-a a buscar por apoio especializado, poderá prevenir o suicídio, já que discutir sobre esse assunto, ajuda a diminuir os estigmas sociais que envolvem essa temática. É tão importante que a sociedade como um todo (família, amigos, escola, organizações de trabalho) esteja atenta aos menores sinais, se demonstrando disposta a discutir sobre o tema e poder dar direcionamentos a pessoa que está passando por um sofrimento, encaminhando-a para um tratamento especializado que poderá trazer um novo olhar sobre a vida.

Algumas estratégias de como você pode ajudar alguém que está passando por um sofrimento psíquico e apresentando ideações suicidas:

-Escute atentamente, sem julgamentos
-Acolha os sentimentos da pessoa, expressando respeito e empatia
-Demonstre preocupação, cuidado constante e afeto
-Comunique a família e amigos imediatamente

Além disso, conte com uma rede de apoio, tais como:
-Família
-Amigos
-Apoios especializados por meio de unidades de saúde, se destacando os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
-Centros de apoio emocional: CVV (Centro de Valorização da Vida), ligue para o 188.

-Conte com o apoio de profissionais da saúde mental: psicólogos e psiquiatras.

Jamais ignore o sofrimento de alguém. Não diminua a dor de alguém. Não faça com que o problema pareça “bobagem”. Ao invés disso incentive esse alguém a procurar por ajuda. Não deixe a pessoa que está enfrentando seu sofrimento psíquico sozinha. O suicídio pode ser prevenido, por isso, ressalta-se a importância do acompanhamento psicológico por meio da psicoterapia como maneira de prevenção e promoção da saúde mental. 

Se você ou alguém que você conheça, possui pensamentos suicidas, peça ajuda. Buscar ajuda é um sinal de força e coragem!

Por: AGROLINK –Aline Merladete