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Brasil intensifica ações contra importação de tilápia

Um dia depois de o governo de São Paulo anunciar uma taxação específica para a tilápia importada, Pernambuco divulgou que está em processo de implementação de políticas rigorosas de fiscalização contra o peixe importado do Vietnã.

As ações, anunciadas nos dias 2 e 3 de junho, foram celebradas pela Peixe BR, Associação Brasileira da Piscicultura, como vitórias cruciais para garantir a competitividade e a segurança do setor no país.

Na terça-feira (2), o governo paulista anunciou a publicação de um decreto que estabelecerá uma alíquota de ICMS específica para o filé de tilápia importado.

O anúncio foi realizado pelo deputado estadual Itamar Borges ao lado do governador Tarcísio de Freitas e de integrantes da equipe econômica e agrícola do governo paulista. A iniciativa atende a uma demanda antiga dos produtores, que vinham alertando para os impactos da crescente presença do pescado importado no mercado nacional.

Pernambuco

Em Pernambuco, a Adagro (Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco) anunciou a elaboração de uma portaria para limitar a circulação desses produtos no território estadual. A medida é fundamentada no risco de introdução do vírus TiLV (Tilapia Lake Virus), doença endêmica na região asiática que pode devastar plantéis locais.

Além disso, a Assembleia Legislativa do estado debate projetos de lei que visam criar mecanismos de rastreabilidade e controle sanitário para pescados importados.

Em ambos os casos, o objetivo é proteger os psicultores locais, que enfrentam uma pressão econômica severa devido à concorrência com o produto estrangeiro.

Propostas nacionais 

Em Brasília, a CAPADR (Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural) da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 28 de maio, dois projetos que visam proteger a indústria brasileira de pescados. Uma das propostas proíbe a importação de tilápia e outros subprodutos e a outra incentiva a produção, beneficiamento e comercialização sustentável do peixe.

O PL (Projeto de Lei) 6331/25 proíbe a importação de tilápia em qualquer fase produtiva ou para fins reprodutivos, incluindo espécimes vivos, resfriados, congelados, filetados, eviscerados, industrializados ou processados para consumo humano ou animal.

O intuito da proposta é reduzir riscos sanitários associados a agentes infecciosos a humanos, como parasitas, além de proteger a cadeia produtiva da tilápia no Brasil.

O projeto compreende as espécies Oreochromis niloticus, Oreochromis mossambicus, Oreochromis aureus, Tilapia rendalli (sinonímia Coptodon rendalli) e seus híbridos.

O texto ainda proíbe toda a cadeia até a distribuição dos peixes, como desembaraço aduaneiro, circulação, distribuição, armazenamento e comercialização de tilápia importada. Também veda a concessão de licença, permissão ou autorização para importadores da espécie, além de punir com multa, apreensão e cassação de licenças.

Já a segunda proposta, o PL 6463/25,institui diretrizes para o incentivo à produção, ao beneficiamento e à comercialização da tilápia, de forma ambientalmente sustentável, com o intuito de melhorar o desenvolvimento econômico, preservar recursos naturais, além de gerar emprego e renda.

O texto também prevê que os incentivos estarão relacionados ao uso sustentável da água, controle e mitigação de impactos ambientais, respeito à legislação vigente e incentivo de boas práticas.

O projeto compreende as espécies Oreochromis niloticus, Oreochromis mossambicus, Oreochromis aureus, Tilapia rendalli (sinonímia Coptodon rendalli) e seus híbridos.

O texto ainda proíbe toda a cadeia até a distribuição dos peixes, como desembaraço aduaneiro, circulação, distribuição, armazenamento e comercialização de tilápia importada. Também veda a concessão de licença, permissão ou autorização para importadores da espécie, além de punir com multa, apreensão e cassação de licenças.

Já a segunda proposta, o PL 6463/25,institui diretrizes para o incentivo à produção, ao beneficiamento e à comercialização da tilápia, de forma ambientalmente sustentável, com o intuito de melhorar o desenvolvimento econômico, preservar recursos naturais, além de gerar emprego e renda.

O texto também prevê que os incentivos estarão relacionados ao uso sustentável da água, controle e mitigação de impactos ambientais, respeito à legislação vigente e incentivo de boas práticas.

As duas propostas tramitam em regime conclusivo, ou seja, não precisam ser apreciadas no Plenário da Casa, salvo algum pedido. A proposta que proíbe a importação da espécie precisa passar pela comissão de CCJ (Constituição e Justiça e de Cidadania), tal qual a que prevê incentivos à produção interna. Esta última também precisa do aval da CFT (Finanças e Tributação).

China, UE e El Niño devem pressionar pecuária no segundo semestre, avalia economista

A possível chegada de um forte El Niño a partir deste mês de junho deve aumentar os desafios para a pecuária brasileira no segundo semestre de 2026. Além das preocupações com o esgotamento da cota de exportação da China e das restrições impostas pela União Europeia, o setor ainda pode enfrentar perdas relacionadas à piora das pastagens provocada pelo clima.

A avaliação é do economista da FGV Agro, Felippe Serigati, que vê um cenário mais desafiador principalmente para a região Centro-Norte do país.

“O próprio El Niño tende a prejudicar a qualidade das pastagens, principalmente na região centro-norte do país. Você vai ter um aumento de custo ou um ganho de peso menor dos animais”, afirmou.

Segundo meteorologistas, o fenômeno climático deve começar a atuar em junho, mas os efeitos mais intensos devem ocorrer a partir da primavera, coincidindo com o período de plantio e desenvolvimento das principais culturas brasileiras. A tendência é de temperaturas acima da média e redução das chuvas em parte do país.

Wandin transforma a Agência Mix em potência do entretenimento no Norte do Brasil e projeta Deborah Alves e Luccas Maran no cenário sertanejo nacional

Quem liga o rádio em Rondônia nos últimos meses esbarra, mais cedo ou mais tarde, no nome de Deborah Alves ou de Luccas Maran. Às vezes nos dois, no mesmo bloco. Não é coincidência — é resultado. É o tipo de coisa que acontece quando talento de verdade encontra o caminho certo.

Deborah Alves, a Rainha do Agro, está entre as artistas mais tocadas do estado, figurando no topo do ranking das rádios rondonienses. Luccas Maran ocupa o mesmo patamar de prestígio entre os locutores e programadores das emissoras da região, com músicas que entram na cabeça de quem ouve e não saem mais. Dois artistas distintos em estilo e trajetória, mas unidos por algo difícil de fabricar: conexão real com o público.

A Rainha que chegou quieta e tomou conta do dial

Deborah Alves não precisou gritar pra ser ouvida. Ela chegou com a autenticidade de quem tem história pra contar — e o universo do agro como pano de fundo de uma vida inteira, não como estratégia de marketing. Quem ouve suas músicas percebe isso. Há algo nelas que ressoa além da melodia: é identificação. É o cheiro de terra molhada, a lida do campo, o orgulho de quem vive e ama o interior.

O resultado dessa entrega está nos números e, mais do que isso, está nas rádios. Alcançar o topo das mais tocadas de Rondônia não é tarefa simples — o estado tem uma audiência exigente, acostumada ao bom sertanejo, e os locutores sabem bem o que funciona. Deborah passou por esse filtro com folga.

Seu crescimento nos últimos meses tem surpreendido até os mais experientes do setor. Festivais, festas de aniversário de cidades, exposições agropecuárias — a agenda foi tomando forma no ritmo em que as músicas foram tomando conta do dial. E a percepção de quem trabalha no mercado é unânime: essa trajetória está longe do fim. O nome Deborah Alves ainda vai soar muito, por muito tempo.

O cara que todo radialista começa a conhecer

Luccas Maran tem aquele tipo de carisma que chega antes da música. Quando ele aparece num palco, num estúdio ou numa entrevista, existe uma energia que envolve — e o público sente isso. Não à toa, as emissoras de rádio da região passaram a incluí-lo com cada vez mais frequência na programação. Os ouvintes pedem. Os locutores gostam. E o artista entrega.

Suas canções têm uma qualidade que o mercado sertanejo sempre soube valorizar: elas funcionam. Na voz, no arranjo, na letra — há um cuidado que o diferencia num cenário altamente competitivo. Com uma agenda de shows que não para de crescer e projetos novos em preparação, Luccas está num daqueles momentos de carreira que, quando olhados de trás pra frente, ficaram marcados como o ponto de virada.

Falar em promessa já parece pouco. O que se vê nas rádios e nos palcos é um artista que saiu da fase de se apresentar e entrou na fase de se consolidar.

Por trás dos dois: o empresário que faz o Norte dançar

Quando dois artistas de um mesmo estado chegam juntos ao topo das rádios, a pergunta natural é: quem está conduzindo esse barco? A resposta tem 22 anos de mercado e um nome: Wandin, da Agência Mix.

Vinte e dois anos à frente da mais importante empresa de entretenimento da Região Norte não é currículo acumulado em gaveta. É história viva, contada em palcos montados, em artistas revelados, em festas que viraram referência e em municípios que colocaram no calendário oficial o dia em que o show da Agência Mix chegou. Nascida em Rolim de Moura, no coração de Rondônia, a empresa cresceu com o mesmo espírito do interior: planejamento sério, palavra cumprida e resultado concreto.

Em 2026, a Agência Mix alcança uma marca que poucos no mercado nacional chegaram a ostentar: mais de 200 shows vendidos em um único ano, tornando-se a agência que mais comercializou espetáculos no Norte do Brasil. O número impressiona — mas o que impressiona mais é o que cada um desses shows representa. É economia aquecida. É geração de emprego. É turista que se desloca, hotel que lota, restaurante que fatura, cidade que respira cultura por alguns dias.

O portfólio da empresa conta a história de uma curadoria de peso: Henrique & Juliano, Zé Neto & Cristiano, Ana Castela, Murilo Huff, Bruno & Marrone, Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo, Zé Felipe e dezenas de outros grandes nomes já passaram pelos palcos organizados ou comercializados pela Agência Mix. Não é lista pra enfeitar press release — é prova de que o mercado confia em quem entrega.

Wandin entendeu cedo que o sucesso de uma empresa de entretenimento não se mede apenas em contratos fechados. Mede-se na fidelidade dos artistas, na confiança dos promotores, na satisfação do público que paga o ingresso e vai embora querendo mais. É por isso que, mais de duas décadas depois, o nome Agência Mix continua sendo a primeira referência quando uma cidade do Norte quer fazer um grande evento.

Rondônia no mapa do sertanejo nacional

O que Deborah Alves e Luccas Maran representam vai além de suas próprias carreiras. Eles são parte de um movimento maior — o de mostrar que a Região Norte não é apenas plateia do sertanejo nacional, mas também produtora de talentos que chegam às rádios, às plataformas e aos palcos com força própria.

E quando há estrutura por trás, como a que a Agência Mix oferece, esse caminho fica mais curto. O mercado aprende rápido a identificar quem tem gestão séria, agenda organizada e nome limpo na praça. Artistas bem gerenciados chegam mais longe e duram mais. Deborah e Luccas são, hoje, exemplos vivos disso.

As rádios de Rondônia já sabem o que o resto do Brasil vai descobrir em breve. Esses dois nomes não estão passando — estão chegando.

📻 Acompanhe Deborah Alves e Luccas Maran nas rádios e plataformas digitais. Mais informações sobre shows e contratações: Agência Mix.

Taxa sobre café solúvel do Brasil pode subir 15% para entrar nos EUA

O relatório preliminar da USDR, que orienta taxar em 25% determinados produtos brasileiros, tem peso extra para o café solúvel do Brasil. O item não foi isento durante a investigação comercial dos EUA, que começou no ano passado, e atualmente tem tarifa de 10%.

Caso a diretriz da entidade comercial americana seja efetivada no próximo dia 15 de julho, a nova taxa de 25% sobre o item passará a valer, o que tende a dificultar as exportações aos americanos.

De acordo com o diretor-executivo do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Marcos Matos, o momento acelera, mais uma vez, ação intersetores para desenrolar um acordo bilateral com as partes americanas. Ele defende uma negociação focada na ampliação da lista de exceção para fortalecer a parceria com os EUA.

“Basicamente o governo americano está dizendo ao Brasil: venha negociar, vamos fazer um acordo bilateral. Mais do que nunca, nós temos que fazer grande negociação e trabalhar com os dois governos, dos EUA e do Brasil, para chegar a um acordo que seja justo para os dois lados”, enfatizou à CNN Agro.

Como contrapartida, acrescenta Matos, o Brasil tem o déficit comercial com os americanos para “colocar à mesa” de negociações. “Nós temos a possibilidade de discutir a lista de exceção. O grande objetivo, agora, é ampliá-la e colocar o café solúvel”.

Em condições normais, os Estados Unidos é o principal cliente de café do Brasil, além de ser o país que mais consome a bebida no mundo. Antes, 34% de tudo que existia do grão no território americano era de origem brasileira, entre as marcas comerciais daquele país.

“Estamos sofrendo ainda com a queda das exportações para lá, de janeiro a abril, houve uma retração de 41,5% nas vendas para o país, apesar de o café verde, que representa mais de 90% dos embarques, não serem taxados desde novembro do ano passado”, detalhou Matos.

Entretanto, o café verde não deixou de ser ameaçado, lembra o presidente do Cecafé, em razão de uma denúncia envolvendo questões trabalhistas na cafeicultura, o que ele classifica como “uma grande distorção e um erro de comunicação”.

“Ainda temos uma denúncia contra trabalho forçado e degradante na alfândega dos Estados Unidos, que edita uma norma específica que pune o país”, diz. Em paralelo, a entidade com o Ministério do Trabalho tentam comprovar a sustentabilidade social do trabalho na cadeia do café.

O momento é sensível para análise, já que o Brasil está no início da colheita da safra 2026/27 e ainda não tem um número de disponibilidade do grão para negociação e, portanto, não está na etapa competitiva das vendas entre os players mundiais.

A ABICS e National Coffee Association continua em parceria com Cecafé para fazer uma representação com as autoridades americanas para conseguir driblar uma potencial sobretaxa maior.

A BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), diante desse novo cenário apresentado pelo USTR, manifestou preocupação com os impactos na indústria de café solúvel brasileira e as consequências ao longo de toda cadeia de valor do café nacional, com restrições de comércio.

Com isso, afirmou, em nota, que irá manter o “contato constante” com os parceiros e governo brasileiros, bem como com os pares norte-americanos, a fim de “ajudar a esclarecer toda e qualquer dúvida que possibilite um cenário de isenção a todos os tipos de café do Brasil”.

Copa do Mundo pode aquecer o agro brasileiro e impulsionar consumo de carnes

A Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar de forma significativa a demanda por proteínas no Brasil, conforme o levantamento divulgado pela Scanntech. A expectativa aponta que o fluxo médio deve ter um incremento acima de 10% na demanda por carnes durante os dias de jogos da seleção brasileira.

De acordo com Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS (Associação Paulista de Supermercados), o período da Copa representa um dos momentos mais estratégicos para o varejo alimentar no país. “Os grandes eventos esportivos influenciam diretamente o comportamento de compra do consumidor brasileiro. Existe um aumento muito forte nas confraternizações e isso se traduz em maior demanda por proteínas, principalmente carne bovina, além de itens ligados ao churrasco e alimentos práticos para consumo em grupo”, afirma.

Queiroz destaca ainda que o setor supermercadista já trabalha antecipadamente para evitar rupturas de estoque durante a competição. “A preparação do varejo envolve reforço operacional, aumento de estoque e negociações antecipadas com a indústria justamente porque existe expectativa de crescimento importante nas vendas durante a Copa do Mundo”, completa.

Só para se ter uma ideia, o estudo da Scanntech na Copa do Mundo de 2022 o aumento no fluxo de consumidores chegou a 8,3% acima da linha de base no chamado D-1, o dia anterior aos jogos. Em cenários de forte apelo cultural, como sextas-feiras antes de partidas aos sábados, o crescimento atingiu 18,8%.

Dados da Kantar mostram que, na edição de 2022, o evento gerou R$ 550 milhões adicionais em consumo, sendo cerca de R$ 70 milhões apenas na cesta da marca Seara. Mais da metade das categorias da marca registrou crescimento no período

Durante a coletiva de imprensa realizada na APAS Show, a associação trouxe projeções de que a categoria churrasqueira lidera o crescimento com avanço de 227% nos dias de jogos. Entre os produtos mais procurados aparecem o espetinho bovino com alta de 67%, frango inteiro com 60%, maminha bovina com 53%, salame com 43%, tábua de frios com 41% e picanha com crescimento de 29%.

O levantamento também mostra que, enquanto o dia do jogo registra alta mais moderada de 1,7% no fluxo das lojas, o dia seguinte mantém o ritmo aquecido com crescimento de 5,5%. No consolidado entre véspera, dia do jogo e pós-jogo, o avanço médio chega a 5,6%.

Segundo a Kantar WorldPanel, cerca de 35 milhões de brasileiros fazem churrasco semanalmente, o que levou o país a alcançar a marca histórica de 1 bilhão de churrascos em 2025. A pesquisa também mostra o protagonismo absoluto da carne bovina, presente como única proteína consumida em 4 de cada 10 churrascos.

Além disso, 86% dos brasileiros associam diretamente o futebol ao churrasco, consolidando uma relação cultural que impulsiona ainda mais o consumo de carnes durante a Copa do Mundo.

Segundo a Kantar, apenas a categoria de linguiças registrou incremento superior a R$ 31 milhões durante a última Copa, acima da sazonalidade habitual.

A Associação também destacou que o consumidor também busca cada vez mais produtos ligados à saudabilidade e praticidade, impulsionando categorias como alimentos ricos em proteínas, itens zero açúcar, zero álcool, snacks e produtos preparados para air fryer. Esse movimento amplia o espaço das proteínas não apenas no churrasco tradicional, mas também em refeições rápidas e convenientes durante os jogos.

O economista da APAS também reforçou que a demanda pelas proteínas para o churrasco também vai depender do desempenho da Seleção Brasileira. As projeções indicam que, caso o Brasil seja eliminado ainda na fase de grupos, o crescimento do varejo deve ficar em 3,6%. Se a seleção avançar até as quartas de final, a expansão pode variar entre 4,3% e 5,5%.

Já em um cenário de semifinal e final, o crescimento pode atingir entre 6,2% e 8,6%, impulsionado pelo aumento das celebrações, festas e encontros entre amigos e familiares.

Varejo

Dentro desse cenário, a indústria de proteínas já começou a intensificar suas estratégias de marketing para aproveitar o aumento esperado no consumo. A Maturatta, linha especializada em churrasco da Friboi, lançou uma campanha estrelada por Ronaldinho Gaúcho para reforçar a conexão entre futebol e churrasco.

“Sabemos que grandes eventos esportivos influenciam na frequência de confraternizações e, consequentemente, no planejamento da rotina de compra dos brasileiros. E Maturatta, marca especialista e referência em churrasco, vem com um plano 360° para otimizar esse momento. Nossa estratégia é justamente garantir que o varejo esteja abastecido e ambientado para absorver essa alta de dois dígitos na demanda, unindo experiência de marca e conversão direta na gôndola”, afirma Daniela Perez, gerente de Marketing da Friboi.

Seara aposta em uma linha voltada para churrasco e em campanhas estreladas por Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho para fortalecer a conexão da marca com o público apaixonado por futebol. A companhia projeta crescimento de 40% nas vendas durante o torneio, impulsionado principalmente pela procura por produtos práticos e itens para grelha, reforçando como a Copa já movimenta uma forte corrida comercial entre as indústrias de alimentos.

Segundo Rafael Palmer, diretor de Marketing de Alimentos Preparados da Seara, a empresa projeta aumento de 40% nas vendas durante a Copa do Mundo de 2026, com foco principalmente nos itens voltados ao churrasco. A estratégia da companhia será concentrada no chamado “primeiro tempo do churrasco”, apostando em entradas, linguiças e cortes para grelha, ampliando o consumo desde os momentos que antecedem as partidas.

China reconhece território brasileiro como livre da febre aftosa

A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos
A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos

O governo da China anunciou nesta terça-feira (2) o reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre da febre aftosa.

O anúncio foi feito durante visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país e ocorre após mais de 20 anos de negociações. 

A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos procedentes do Brasil no mercado chinês, como miúdos e carne com osso.

As exportações do agronegócio brasileiro com destino à China ultrapassaram US$ 50 bilhões em 2025.

Durante a missão presidencial à República Popular da China, em maio de 2025, os dois países assinaram “memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias”. O documento reforçou o diálogo sanitário entre os países e contribuiu para o avanço de medidas de interesse do setor agrícola brasileiro.

*Com informações do Ministério da Agricultura

Empresas privadas poderão se credenciar na Idaron para inspeção sanitária em frigoríficos de Rondônia

governo de Rondônia, por meio da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron) publicou a Portaria nº 405, de 28 de maio de 2026, que regulamenta os procedimentos para credenciamento de pessoas jurídicas e habilitação de médicos-veterinários responsáveis pela execução das atividades de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal em estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE/RO).

A norma foi editada para disciplinar os procedimentos administrativos, técnicos e operacionais relacionados à execução da inspeção sanitária em conformidade com o Decreto Estadual nº 22.571, de 2018. Na prática, a fiscalização “ante mortem” e “post mortem” realizada atualmente por servidores estaduais dentro dos frigoríficos passará a ser executada por empresas especializadas, desde que credenciadas pela Idaron e com médicos-veterinários habilitados para a atividade.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a regulamentação representa um avanço na modernização dos serviços de inspeção sanitária, atendendo a uma demanda do setor agroindustrial e fortalecendo a eficiência do sistema, sem abrir mão do controle sanitário e da segurança dos alimentos produzidos no estado.

O presidente da Idaron, Julio Cezar Rocha Peres, destacou que a medida marca uma nova etapa na modernização do sistema de inspeção no estado e prevê a transferência gradual dessas atividades para empresas privadas credenciadas e supervisionadas pela Agência.

MODERNIZAÇÃO DA INSPEÇÃO SANITÁRIA

O tema foi apresentado durante oficina técnica promovida pela Idaron, na 13ª Rondônia Rural Show Internacional (RRSI), realizada de 25 a 30 de maio, em Ji-Paraná. Na ocasião, foi detalhado o processo de modernização da inspeção sanitária no estado, alinhado às diretrizes nacionais estabelecidas pela Portaria nº 861/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que autorizou o credenciamento de empresas privadas para atuação em atividades de inspeção em estabelecimentos de abate.

De acordo com o gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Idaron, Pedro César Savi Filho, a mudança busca desburocratizar o setor sem comprometer a segurança sanitária. “Essas atividades passarão a ser executadas por empresas privadas credenciadas pela Agência Idaron, que deverão contar com, no mínimo, dois médicos-veterinários habilitados junto ao serviço veterinário oficial para atuar na inspeção sanitária em cada estabelecimento”, explicou.

Entre as atribuições das empresas credenciadas estão:

  • Realização das inspeções “ante mortem” e “post mortem”;
  • Julgamento e destinação de carcaças e vísceras;
  • Verificação da conformidade sanitária nas linhas de abate; e
  • Emissão de registros técnicos relacionados à inspeção.

NOVO MODELO 

A implantação do novo modelo ocorrerá de forma gradativa. Os estabelecimentos registrados no SIE/RO terão prazo de um ano para se adequar às novas exigências. Após contratar uma empresa credenciada, o estabelecimento deverá apresentar à Idaron o contrato de prestação de serviços para formalização da transferência da responsabilidade operacional da inspeção.

Com a mudança, os servidores estaduais deixarão de atuar permanentemente dentro das plantas frigoríficas, passando a exercer funções de supervisão, auditoria e fiscalização do sistema.

segundo o gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Idaron, a atuação das empresas credenciadas será acompanhada continuamente pela Agência. As auditorias serão realizadas com base em metodologia de análise de risco já adotada pela Idaron, considerando as características e o histórico de cada estabelecimento. “A fiscalização continuará existindo de forma rigorosa. O que muda é o modelo de execução das atividades. O estado seguirá responsável pela supervisão oficial e pelas auditorias periódicas nos frigoríficos e nas empresas credenciadas”, enfatizou.

APRON faz balanço positivo da Rondônia Rural Show e destaca Carta do Agro como guia para futuras políticas públicas

A Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON) fez um balanço positivo da 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, realizada em Ji-Paraná. Para a entidade, a feira consolidou o protagonismo do agronegócio rondoniense no cenário nacional, promovendo negócios, inovação tecnológica e debates sobre temas estratégicos para o desenvolvimento do setor produtivo.

Durante o evento, a APRON destacou a entrega da Carta do Agro de Rondônia, documento construído a partir de uma ampla mobilização realizada em diversas regiões do estado. O trabalho percorreu municípios de ponta a ponta, ouvindo produtores rurais, identificando desafios e levantando propostas para fortalecer a agropecuária rondoniense.

Segundo o presidente da APRON, Adélio Barofaldi, a carta reúne as principais demandas do setor e foi apresentada a representantes da classe política como uma ferramenta de orientação para a construção de políticas públicas voltadas ao campo.

“Percorremos Rondônia ouvindo os produtores, entendendo as necessidades de cada região e reunindo propostas em áreas como regularização fundiária, meio ambiente, sustentabilidade, infraestrutura, rastreabilidade e logística. A carta representa a voz do produtor rural e pode servir de referência para os gestores públicos”, destacou.

O documento está estruturado em nove eixos estratégicos e busca oferecer diretrizes para o desenvolvimento sustentável do agronegócio no estado. Entre os temas abordados estão a segurança jurídica no campo, melhorias na infraestrutura de transporte, fortalecimento da produção, ampliação da competitividade e avanços nas políticas ambientais.

Para a APRON, a Rondônia Rural Show foi o ambiente ideal para apresentar essas propostas à sociedade e às lideranças políticas, aproveitando a presença de autoridades estaduais, federais, representantes do setor produtivo e missões internacionais.

Além da Carta do Agro, a associação avaliou que a feira reafirmou a força da economia rural de Rondônia. O estado ocupa posição de destaque na produção agropecuária nacional, sendo um dos maiores exportadores de carne bovina da Amazônia, além de referência na produção de café, cacau, peixe e grãos.

“Foi uma oportunidade de mostrar o potencial do nosso estado, discutir os desafios do setor e apontar caminhos para o futuro. A Carta do Agro é um legado importante desse trabalho e um instrumento que pode ajudar a direcionar ações concretas para fortalecer ainda mais a produção rural de Rondônia”, concluiu Adélio Barofaldi.

A expectativa da entidade é que as propostas apresentadas sejam incorporadas às futuras agendas de desenvolvimento, contribuindo para a construção de um ambiente mais favorável ao crescimento sustentável do agronegócio rondoniense.

Pesquisa da Emater aponta preços médios de produtos agropecuários em Rondônia

Café valorizado e pecuária fortalecida: o campo de Rondônia segue produzindo riqueza e movimentando a economia do estado.
Café valorizado e pecuária fortalecida: o campo de Rondônia segue produzindo riqueza e movimentando a economia do estado.

A Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO) divulgou a Pesquisa Semanal de Preços ao Produtor Rural referente ao período de 25 a 29 de maio de 2026. O levantamento reúne informações de diversas regiões do estado e apresenta os preços médios pagos aos produtores rurais de Rondônia para produtos agrícolas, pecuários e extrativistas.

Entre os destaques da semana, o café robusta beneficiado apresentou preço médio de R$ 820,75 por saca de 60 quilos, enquanto o cacau foi comercializado a R$ 207,50 por arroba. Na pecuária, o boi gordo à vista alcançou média de R$ 317,16 por arroba e o boi gordo com trinta dias foi cotado a R$ 322,76. Já o leite in natura resfriado registrou preço médio de R$ 1,65 por litro.

O milho segue como uma das bases da produção agropecuária, garantindo alimento, renda e desenvolvimento para o campo
O milho segue como uma das bases da produção agropecuária, garantindo alimento, renda e desenvolvimento para o campo

Principais preços médios pagos ao produtor rural

  • Café robusta beneficiado (saca 60 kg): R$ 820,75
  • Cacau (arroba): R$ 207,50
  • Boi gordo à vista (arroba): R$ 317,16
  • Boi gordo com 30 dias (arroba): R$ 322,76
  • Vaca gorda à vista (arroba): R$ 298,68
  • Vaca gorda com 30 dias (arroba): R$ 301,40
  • Leite in natura resfriado (litro): R$ 1,65
  • Soja em grãos (saca 60 kg): R$ 106,00
  • Milho em grãos (saca 60 kg): R$ 60,38
  • Farinha de mandioca (saca 50 kg): R$ 385,20
  • Mandioca para farinha (tonelada): R$ 448,00
  • Mel centrifugado (litro): R$ 51,80
  • Tambaqui (kg): R$ 13,46
  • Pirarucu (kg): R$ 15,92
  • Ovos caipira (dúzia): R$ 13,67
  • Galinha caipira (unidade): R$ 52,71
as hortas às feiras livres, os hortifrutis produzidos em Rondônia garantem alimentos frescos, renda para as famílias rurais e mais qualidade na mesa dos consumidores
as hortas às feiras livres, os hortifrutis produzidos em Rondônia garantem alimentos frescos, renda para as famílias rurais e mais qualidade na mesa dos consumidores

Hortifrutigranjeiros

Entre os produtos da agricultura familiar, o levantamento apontou os seguintes preços médios:

  • Abacaxi: R$ 4,38/unidade
  • Banana prata: R$ 4,67/kg
  • Banana maçã: R$ 4,58/kg
  • Banana nanica: R$ 4,54/kg
  • Banana de fritar: R$ 5,53/kg
  • Coco verde: R$ 2,49/unidade
  • Maracujá: R$ 63,57/caixa de 15 kg
  • Mamão Havaí: R$ 81,67/caixa de 20 kg
  • Laranja: R$ 78,33/caixa de 20 kg
  • Limão Taiti: R$ 80,60/caixa de 20 kg
  • Melancia: R$ 2,88/kg
  • Tomate: R$ 7,62/kg
  • Pepino: R$ 3,25/kg
  • Alface convencional: R$ 4,32/maço
  • Alface hidropônica: R$ 4,54/maço

A pesquisa da Emater é uma importante ferramenta para produtores, comerciantes e consumidores acompanharem a movimentação dos preços agropecuários no estado, contribuindo para o planejamento da produção e das negociações no mercado rural.

Inadimplência: agronegócio fechou 2025 com 8,2% da população rural impactada, mostram dados da Serasa Experian

 Dados inéditos da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, mostram que a inadimplência da população rural chegou a 8,2% no último trimestre de 2025. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve alta de 1,0 ponto percentual. Já na análise trimestral, o indicador desacelerou, com aumento de 0,2 ponto percentual.

O índice da datatech considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio. Veja no gráfico abaixo os dados por trimestre:

“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, afirma Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian. “Nesse contexto, o uso de modelos preditivos baseados em inteligência artificial, como o Agro Score, que utiliza técnicas de machine learning, é essencial para qualificar a análise de risco e apoiar decisões mais equilibradas no agronegócio”, conclui.

Na análise por porte, os dados mostram que produtores rurais sem informação de registro rural — possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares ou econômicos — registraram o maior nível de inadimplência (9,9%). Na sequência, aparecem os grandes proprietários (9,8%), seguidos pelos médios (8,3%) e pelos de pequeno porte (7,8%).

Inadimplência se concentra em instituições financeiras, mas setor agro tem tickets elevados 

Ainda sobre o quarto trimestre de 2025, o índice da datatech mostra que a inadimplência rural está concentrada principalmente em dívidas contraídas com instituições financeiras (7,2%). Já os débitos diretamente relacionados a credores do próprio agro representaram 0,3%, enquanto, em outros setores, a taxa foi de 0,2%.

Apesar disso, no mesmo período, a dívida média dos inadimplentes com instituições financeiras atingiu R$ 115,5 mil, enquanto no setor agro chegou a R$ 138,2 mil. Em outros setores relacionados ao agronegócio, como transporte, armazenagem e seguros, o valor médio foi de R$ 32,6 mil. Ou seja, mesmo com menor incidência, os valores mais elevados estão nas operações ligadas ao agro.

“O perfil do crédito rural, marcado por tickets mais altos, prazos mais longos e maior exposição financeira, faz com que poucos inadimplentes concentrem montantes expressivos de dívida, ampliando o risco mesmo em um cenário de taxa relativamente controlada”, explica o head de agronegócio da datatech.

Região Sul registra melhor desempenho com inadimplência abaixo da média nacional

Entre as regiões do país, a Sul foi a que marcou o menor percentual de inadimplência no terceiro trimestre de 2025, essa de 5,7%. O Sudeste vem em seguida, com 7,0%. Em seguida estão o Centro-Oeste (9,6%), o Nordeste (9,4%) e o Norte (12,5%).

Na visão por Unidade Federativa (UF) o Rio Grande do Sul teve melhor desempenho, com apenas 5,3% de taxa de inadimplência, seguido pelo Paraná e Santa Catarina. Por outro lado, o Amapá registrou o maior percentual, com 19,9%. Confira no gráfico os dados completos:

“O desempenho do Rio Grande do Sul chama a atenção, especialmente diante das perdas climáticas recentes. Esse resultado pode ser explicado por fatores como a forte presença de cooperativas e sistemas integrados, além do uso mais expressivo do seguro agrícola e de linhas de crédito para renegociação de dívidas”, explica Marcelo Pimenta.

Com machine learning, Agro Score usa inteligência artificial para mitigar riscos no campo

A análise do Agro Score, desenvolvido pela Serasa Experian, aponta recuo na pontuação média dos produtores rurais, que passou de 616 para 600 pontos entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025. O movimento, observado em todas as faixas de produtores, indica um cenário mais cauteloso no campo.

Nesse contexto, o uso de modelos preditivos baseados em inteligência artificial e machine learning permite ampliar a compreensão do perfil financeiro no campo e apoiar decisões de crédito mais seguras e equilibradas ao longo da cadeia do agronegócio.

“Analisar dados é fundamental para entender o comportamento e o perfil financeiro dos produtores e mitigar riscos em toda a cadeia. Com o Agro Score, incorporamos informações específicas do setor para possibilitar avaliações mais precisas e apoiar o mercado na tomada de decisão”, finaliza Marcelo Pimenta.

Nova edição do Boletim Agro traz panorama do crédito no campo

A Serasa Experian disponibiliza agora a nova edição do Boletim Agro, que reúne os principais indicadores de crédito, recuperação judicial, inadimplência e muitas outras análises sobre o agronegócio brasileiro. O material tem aberturas detalhadas por região, Estado e segmentos, evidenciando o comportamento financeiro dos produtores rurais e as tendências do setor. Acesse:

Nova edição do Boletim Agro está disponível e traz um raio-x econômico do campo

Metodologia

Para o Indicador de Inadimplência do Agronegócio da Serasa Experian foram consideradas apenas dívidas vencidas com mais de 180 dias e até 5 anos somando pelo menos R$ 1.000,00 dentre aquelas que estão relacionadas ao financiamento e atividades agronegócio, nas seguintes categorias:

  • Instituições financeiras: bancos, fundos de investimentos, cooperativas de crédito entre outras descritas como “atividades de serviços financeiros” pelo IBGE.
  • Setores Agro: agroindústria de transformação e comércio atacadista agro, serviços de apoio ao agro, produção e revendas de insumos e de máquinas agrícolas, produtores rurais etc.
  • Outros Setores: seguradoras não-vida, transporte de carga e armazenamento.

O percentual de inadimplência é calculado sobre 11,3 milhões de pessoas físicas mapeadas na população rural, resultantes de 1) registros de propriedades classificadas como imóveis rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR) ou no Cadastro Federal de Imóveis Rurais (CAFIR), 2) tiveram financiamentos rurais ou agroindustriais no Cadastro Positivo no último ano, ou 3) possuem registro de atividade de produtor rural no Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços (SINTEGRA).

Ao atualizar esse mapeamento da população rural, como foi realizado agora, refazem-se todas as estatísticas históricas com base no novo mapeamento populacional, portanto os resultados apresentados não são comparáveis com os das divulgações passadas.