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Rondônia mantém vazio sanitário da soja até 10 de setembro para proteger lavouras

O período de vazio sanitário da soja segue em vigor em Rondônia e termina no dia 10 de setembro. Até essa data, os produtores devem manter as áreas livres de plantas vivas de soja, incluindo as chamadas plantas voluntárias, conhecidas como “soja tiguera” ou “guaxa”.

A medida começou em 10 de junho e tem duração de 90 dias. O objetivo principal é interromper o ciclo de sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, uma das principais doenças que afetam as lavouras de soja e que pode provocar prejuízos à produtividade.

Durante o período, é proibido semear ou manter plantas vivas de soja em todo o território rondoniense. A regra também alcança plantas que nascem espontaneamente após a colheita, mesmo quando estão em áreas associadas a outras culturas, como milho, sorgo e milheto.

Prevenção de doenças

O vazio sanitário funciona como uma estratégia de controle fitossanitário. Ao eliminar as plantas que poderiam servir de hospedeiras para o fungo durante a entressafra, a medida reduz a presença do patógeno e, consequentemente, a pressão da doença sobre a próxima safra.

Além de contribuir para a proteção das lavouras, o manejo adequado pode ajudar os produtores a reduzir a necessidade de aplicações de fungicidas e os custos relacionados ao controle da doença.

Plantio será liberado em setembro

Com o encerramento do vazio sanitário em 10 de setembro, a semeadura da soja em Rondônia poderá começar a partir de 11 de setembro de 2026, seguindo o calendário oficial estabelecido para a safra 2026/2027. O período de plantio segue até 9 de janeiro de 2027.

A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) mantém a fiscalização durante o período e orienta os produtores sobre a necessidade de eliminar plantas voluntárias e cumprir rigorosamente o calendário fitossanitário.

O cumprimento do vazio sanitário é considerado fundamental para preservar a sanidade das lavouras, reduzir a disseminação da ferrugem asiática e contribuir para a produtividade e a competitividade da produção de soja em Rondônia.

6º Congresso Mulheres do Agro Rondônia acontece no sábado 29 de agosto

A contagem regressiva para o 6º Congresso Mulheres do Agro Rondônia já começou. No dia 29 de agosto, Ariquemes será palco de mais uma edição do encontro que vem se consolidando como um importante espaço de conexão, conhecimento e valorização da presença feminina no agronegócio da Região Norte.

Realizado pela Associação Mulheres do Agro Rondônia (AMAR), o congresso acontece das 8h às 18h, no Velaris Eventos, em Ariquemes. Com o tema “A força feminina no agro: valores que movem o campo e a cidade”, a programação foi construída para reunir produtoras rurais, empresárias, empreendedoras, profissionais do agronegócio e lideranças de diferentes setores em um ambiente de troca de experiências, aprendizado e novas conexões.

 A edição de 2026 contará com uma programação que aborda diferentes dimensões da atuação feminina, conectando o agronegócio a temas como cenário político, liderança, saúde, empreendedorismo, turismo e desenvolvimento territorial.

Entre as palestrantes confirmadas está Carolina Rebelo, advogada especialista em relações institucionais e políticas públicas, com 18 anos de experiência nos Poderes Legislativo e Executivo. Atualmente, é chefe adjunta da Assessoria de Relações Institucionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). No congresso, ela apresentará a palestra “Brasil em Transformação: Cenário político, agro e liderança feminina”, trazendo uma perspectiva sobre as transformações do país e a participação das mulheres nos espaços de liderança e representação do setor.

A programação também contará com a Dra. Juliana Viza, que abordará a relação entre saúde, desempenho e gestão por meio da palestra “O Seu Maior Ativo: Por Que a Saúde da Mulher Define a Força do Negócio”. A proposta é ampliar a reflexão sobre a importância do cuidado com a mulher como parte fundamental de sua trajetória pessoal e profissional.

Outro destaque será Maria Júlia de Albuquerque Baracho, com a palestra “Cachaça e Café: transformando tradição em desenvolvimento turístico”. A apresentação trará uma perspectiva sobre como produtos ligados à identidade e à tradição podem se transformar em oportunidades de desenvolvimento, empreendedorismo e valorização dos territórios.

Com o tema “A voz do protagonismo feminino”, Sirlei Benetti também integra a programação do congresso, trazendo para o centro do debate a presença, a representatividade e a força das mulheres na construção de novos caminhos para o agro.

A diversidade de temas e experiências das palestrantes reforça a proposta do congresso de olhar para a mulher do agro de forma ampla, reconhecendo sua atuação não apenas na produção, mas também na gestão, liderança, representação institucional, empreendedorismo e desenvolvimento das comunidades.

Para a presidente do Movimento Mulheres do Agro Rondônia, Andercéia de Mazzi, a proximidade do congresso representa a continuidade de uma história construída coletivamente.

“Estamos chegando a mais uma edição com a certeza de que esse congresso é muito mais do que um evento. Ele é um espaço de encontro, de voz, de conhecimento e de fortalecimento. Cada mulher que participa traz uma história, uma experiência e uma contribuição para o nosso agro. Queremos que elas saiam daqui ainda mais inspiradas, conectadas e conscientes da força que têm para transformar seus negócios, suas comunidades e o próprio setor.”

Uma trajetória construída por mulheres

 O Movimento Mulheres do Agro Rondônia nasceu em 2019, idealizado pela produtora rural Antonielly Rottoli e pela contadora Beatriz Rosa (in memoriam), com o propósito de fortalecer, conectar e dar visibilidade às mulheres que atuam no agronegócio.

Ao longo dos anos, o movimento ampliou sua atuação para diferentes regiões do estado por meio das delegadas, fortalecendo uma rede de mulheres que participam ativamente de ações, debates e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento do setor produtivo.

Entre os projetos desenvolvidos está o Agro em Minha Vida, que atua principalmente nas escolas, levando às crianças informações sobre o campo e o agronegócio de maneira didática e acessível. A iniciativa busca aproximar as novas gerações da realidade do campo, contribuir para o combate à desinformação e apresentar, de forma adequada ao público infantil, a importância da produção agropecuária e de quem trabalha nela.

Com a proximidade da data, a organização reforça o convite para que mulheres de diferentes regiões de Rondônia participem do encontro e façam parte de mais um capítulo da trajetória do Mulheres do Agro Rondônia. Os ingressos estão disponíveis no link da bio do instagram @mulheresdoagrorondonia.

Evento

6º Congresso Mulheres do Agro Rondônia

Data: 29 de agosto de 2026

Horário : 8h às 18h

Local:  Velaris Eventos – Ariquemes/RO

Senangus: nova raça pretende unir rusticidade do Senepol e carne de qualidade do Angus

A evolução dos sistemas de cruzamento bovino no Brasil ganhou um novo capítulo com a estruturação do Senangus, uma nova raça sintética pensada para atender às demandas de adaptabilidade e qualidade superior de carne.

O pecuarista e selecionador Diogo Bianchi, de Luiziana (PR), apresentou o projeto de formação do composto resultado do acasalamento entre o Senepol e o Aberdeen Angus. A iniciativa busca combinar em um único indivíduo a tolerância ao calor do taurino caribenho e o acabamento de carcaça característico da raça britânica.

Do Senepol, o Senangus herda a docilidade, a habilidade materna, a resistência a endo e ectoparasitas e o gene de pelo curto, essencial para o pastejo sob altas temperaturas. Por parte do Angus, a nova opção genética incorpora a precocidade sexual, o ritmo de ganho de peso diário (GMD), a deposição de gordura subcutânea e a maciez com marmoreio da carne. O objetivo do programa é entregar ao mercado pecuário um bovino de ciclo curto, alto rendimento no gancho e facilidade de terminação a pasto ou em confinamens

O diferencial prático do uso de reprodutores Senangus (50% Senepol + 50% Angus) surge no acasalamento direto sobre fêmeas zebuínas a campo. A cobrir matrizes Nelore na monta natural, o touro gera um produto tricross (25% Senepol, 25% Angus e 50% Zebu) com 100% de heterose.

A bezerrada nasce rústica, padronizada e com pelo zero, eliminando a necessidade de produzir e reter a fêmea meio-sangue F1 para obter cruzamentos com genética britânica no pasto.

Desempenho ponderal e chancela oficial do registro

Os dados zootécnicos mensurados nos primeiros lotes avaliados no Paraná confirmam a velocidade de desenvolvimento da nova linhagem:

Desmame: média de peso atingindo 292 kg de peso vivo aos 6,5 meses de idade.

  • Sobreano (12 meses): peso a pasto com suplementação registrando marcas entre 454 kg e 480 kg aos 12 meses e 19 dias.
  • Precocidade ao abate: capacidade de entrar no confinamento ao completar 11 meses e atingir o abate aos 14/15 meses superando 20 arrobas de carcaça.

O processo de oficialização da raça está sob a coordenação técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Associação Brasileira dos Criadores de Senepol (ABCB), responsável pelo gerenciamento do livro de registro genealógico e padrão racial. A seleção adota critérios rigorosos de genotipagem, ultrassonografia de carcaça e testes de cariótipo para evitar a aprovação de indivíduos sem mérito provado.

O Senangus também se consolida como uma ferramenta para o programa Beef on Dairy. O uso do sêmen em matrizes de rebanhos leiteiros viabiliza a produção de bezerros industriais com alto valor comercial, cujos produtos mantêm o percentual de sangue britânico necessário para receber bonificações nos programas de qualidade da carne Angus.

Preços dos alimentos caem em julho, mas leite sobe 4,1% no Brasil

Os preços de parte dos alimentos recuaram em julho e ajudaram a aliviar a cesta de compras dos brasileiros, mas o movimento ainda está longe de ser generalizado. E, mais, ele não chegou ao agronegócio. Enquanto legumes e ovos ficaram mais baratos, produtos como leite UHT e massas alimentícias registraram alta no varejo.

Levantamento da Neogrid mostra que na média nacional, os legumes ficaram 9,8% mais baratos em julho em relação a junho, enquanto os ovos tiveram queda de 5,3%. Também houve redução nos preços médios de óleo e café, que recuaram, respectivamente, 1,3% e 0,8% no país.

Na outra ponta, o leite UHT subiu 4,1% no mês. Massas alimentícias secas tiveram alta de 2,5%, enquanto a massa de tomate avançou 2,4%.

O cenário também aparece no comportamento da inflação. O IPCA passou de uma alta de 0,16% em junho para 0,07% em julho, enquanto a alimentação no domicílio recuou 1,14% no mês. A queda foi influenciada principalmente por produtos como tomate, batata e cenoura.

Agro sente diferenças regionais

Para o agronegócio, os números mostram que não há uma tendência única para os preços dos alimentos. As diferenças regionais são expressivas, especialmente entre produtos de origem vegetal e animal, mostram os números da Neogrid.

Essa baixa no varejo não permite concluir, isoladamente, que houve uma redução equivalente na remuneração do produtor.

O comportamento dos ovos foi ainda mais heterogêneo. O produto caiu 19,1% no Centro-Oeste, 13,2% no Nordeste e 5,9% no Sul. No Sudeste, porém, houve alta de 1,6%, enquanto no Norte a queda foi de 2,1%. Na média brasileira, a redução foi de 5,3%.

O leite UHT, por outro lado, registrou aumento em todas as regiões. A maior alta ocorreu no Centro-Oeste, de 5,1%, seguida por Sudeste, com 4,7%, Nordeste, com 2,8%, Norte, com 1,3%, e Sul, com 0,2%.

Esse comportamento regional é importante para o produtor rural e para as empresas da cadeia de alimentos porque o preço que chega ao consumidor é resultado de uma combinação de oferta, demanda, custos e abastecimento em cada mercado.

O que pode acontecer daqui para frente

Os dados da Neogrid apontam para um cenário de acomodação em algumas categorias, mas ainda com pressão em outras. Para os próximos meses, a empresa destaca que o comportamento dos preços deve continuar condicionado às características de cada categoria e região.

A leitura mais ampla dos dados é de um mercado de alimentos menos pressionado em algumas categorias, mas ainda sujeito a oscilações importantes.

A Neogrid afirma analisar mais de 40 milhões de notas fiscais por mês no Brasil, com informações sobre preços, produtos, marcas, volume de vendas e presença nos pontos de venda.

Argentina quer mais etanol no tanque e menos milho no mercado externo

Nem só o Brasil vive o boom dos biocombustíveis. A nossa vizinha Argentina também está entrando em um período de transição energética e de ajustes do setor. Embora a atual Lei de Biocombustíveis (27.640) permaneça em vigor até 2030, o governo propôs recentemente uma nova legislação que liberalizaria substancialmente o mercado, aumentaria os mandatos de mistura e criaria um arcabouço regulatório
para biocombustíveis avançados, como o Combustível Sustentável de Aviação (SAF), o diesel renovável (HDRD), o hidrogênio e o biometano.

Se uma nova lei de biocombustíveis for aprovada, ela representará a reforma mais significativa do setor de biocombustíveis da Argentina desde a promulgação da Lei de Biocombustíveis original, em 2006. A reforma proposta aumentaria o mandato nacional de mistura de bioetanol de 12% para 15% e o mandato de biodiesel de 7,5% para 10%. 

Embora as negociações continuem no Senado, a proposta recebeu maior apoio político e da indústria do que tentativas de reforma anteriores. As disposições sobre o etanol contam com amplo apoio, enquanto o biodiesel permanece a questão mais controversa devido às preocupações dos pequenos produtores nacionais sobre o aumento da concorrência de grandes exportadores verticalmente integrados e empresas petrolíferas.

Metas ambientais

A Argentina se comprometeu a limitar as emissões de gases de efeito estufa a 375 milhões de toneladas de CO₂ equivalente até 2030, com a expansão dos combustíveis de baixo carbono entre as medidas previstas.

Segundo relatório do adido do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) em Buenos Aires, a Argentina mantém isenções fiscais para biocombustíveis, enquanto os preços oficiais de compra sob o mandato de mistura continuam sendo regulamentados pela Secretaria de Energia. “No entanto, os atrasos nos ajustes de preços têm reduzido periodicamente a lucratividade dos produtores, principalmente para pequenas e médias empresas de biodiesel que dependem do mandato nacional.”

Produção de etanol em alta

De modo geral, a perspectiva para os biocombustíveis na Argentina é cada vez mais positiva. A produção de etanol deve ser recorde em 2026, com 1,35 bilhão de litros. Como base de comparação, o Brasil produz mais de 40 bilhões de litros do biocombustível.  Do total produzido por lá, 60% vem do milho.

O avanço argentino ocorre, portanto, em uma escala muito menor que a brasileira, mas com a mesma característica importante de expansão no mercado interno.

O consumo doméstico também deve bater recorde, alcançando 1,28 bilhão de litros, alta de 8,5% em relação a 2025. A mudança nas regras de mistura, que permite às distribuidoras negociar voluntariamente até 15% de etanol na gasolina, deve acrescentar cerca de 100 milhões de litros à demanda neste ano e elevar a mistura efetiva para perto de 13%.

E a maior parte desse etanol não deve cruzar a fronteira. Cerca de 95% da produção argentina deve ser destinada ao mercado doméstico. As exportações estão projetadas em 80 milhões de litros em 2026, abaixo do recorde de 131 milhões de litros de 2025. E o Brasil deve continuar como o principal destino dos embarques argentinos.

Para o Brasil, portanto, a movimentação argentina merece atenção não apenas pelo comércio de etanol, mas também pelo aumento da transformação do milho em combustível na região. Ao mesmo tempo em que amplia a mistura obrigatória e abre espaço para novos investimentos, a Argentina começa a consumir mais do próprio etanol que produz — reduzindo o excedente disponível para exportação.

Capacidade ociosa no biodiesel

No biodiesel, a produção projetada é de quase 1,2 bilhão de litros, um aumento de 8% em relação a 2025. O consumo doméstico deve crescer 20%, para 960 milhões de litros, enquanto a mistura média deve chegar a 7,2%. Apesar disso, as usinas devem operar com apenas cerca de 27% da capacidade instalada, mostrando que o setor ainda está longe de utilizar todo o seu potencial industrial.

Apesar do crescimento do biodiesel, o produto argentino enfrenta restrição ao acesso de de muitos mercados internacionais. Desde 2018, os Estados Unidos
estão efetivamente fechados ao biodiesel argentino devido a direitos antidumping e compensatórios combinados de aproximadamente 130 a 160%.  Segundo o USDA, uma revisão obrigatória de extinção quinquenal não é esperada até 2028.

A União Europeia continua sendo praticamente o único grande destino de exportação. De acordo com um acordo de 2019, o biodiesel argentino se beneficia de um preço mínimo de importação e de uma cota anual isenta de impostos de 1,36 bilhão de litros.

Encontro dos Amigos reúne centenas de pessoas em apoio a Carlos Magno

Centenas de pessoas participaram do encontro “Amigo para Todas as Horas – Encontro dos Amigos”, promovido pelo candidato a deputado estadual Carlos Magno. A reunião reuniu familiares, amigos, apoiadores e lideranças políticas que fizeram parte da história de Rondônia, entre elas Amir Lando, o candidato ao Senado Acir Gurgacz e o candidato a vice-governador pelo PSD, Everton Leoni. O encontro foi marcado por manifestações de amizade, reconhecimento e apoio à caminhada do candidato.

Com mais de quatro décadas de trajetória em Rondônia, Carlos Magno relembrou sua chegada ao Estado em 1978 e a relação construída ao longo dos anos com o setor rural e com as comunidades do interior. Técnico agrícola por formação, afirmou que sua vida pública sempre esteve ligada à convivência com as pessoas. Para ele, a política representa também uma oportunidade permanente de reencontro. “A política para mim é um prazer, é um momento de reencontrar as pessoas. Eu sou um político que gosto de estar com as pessoas”, afirmou.

Durante sua fala, Carlos Magno também destacou que pretende conduzir sua campanha sem depender de estruturas financeiras ou de alianças baseadas em interesses pessoais. Segundo ele, conta atualmente com o apoio de um vereador do Estado, que se colocou espontaneamente à disposição. O candidato também afirmou que não faz campanha dentro de igrejas e que, como cristão, entende que os espaços religiosos devem ser respeitados como locais sagrados.

Ao falar sobre sua trajetória política, Carlos Magno lembrou sua passagem pela Câmara dos Deputados e afirmou ter se decepcionado com a dificuldade de produzir resultados diante de um ambiente que, segundo ele, perdeu capacidade de debate. Em contrapartida, destacou a experiência como prefeito como um dos períodos em que mais se realizou na vida pública. “Eu me realizei como prefeito, porque aí sim eu planejei, executei como secretário, como prefeito e pude fazer e ver a alegria das pessoas”, declarou.

Carlos Magno também fez uma defesa do papel do eleitor na transformação da política. Segundo ele, a população precisa participar desse processo e compreender que um mandato público não deve ser tratado como propriedade individual. “O mandato é nosso, é dos amigos, que foi ali que eu recebi, é da sociedade como um todo, das pessoas de bem”, afirmou. Para o candidato, a atuação parlamentar deve estar voltada para ações capazes de melhorar a qualidade de vida da população.

Outro ponto destacado por Carlos Magno foi a necessidade de maior debate dentro dos parlamentos. Ele citou questões que, em sua avaliação, afetam diretamente a população, como preços de energia e pedágios, e defendeu que os representantes públicos precisam discutir de forma mais efetiva os temas de interesse da sociedade. “Por não haver debate nos parlamentos, a gente, o povo sofre com isso”, afirmou.

O candidato ao Senado Acir Gurgacz destacou a amizade e a confiança em Carlos Magno durante o encontro. “É um motivo de alegria, Carlos Magno, estar aqui com você, nesse momento, nessa campanha e levá-lo, conduzi-lo à Assembleia Legislativa para nos representar”, declarou. Acir também ressaltou o conhecimento de Carlos Magno sobre Rondônia, afirmando que ele conhece “cada palmo desse chão”.

O ex-senador Amir Lando, figura tradicional da política rondoniense, também participou do encontro e integrou o grupo de lideranças que manifestaram apoio à candidatura. A presença de nomes com longa trajetória política reforçou o caráter de reunião entre diferentes gerações de amigos e apoiadores.

O filho do candidato, Carlos Eduardo, o Kadu, destacou a presença de pessoas que acompanham a trajetória do pai desde sua chegada a Rondônia. “Aqui tem amigos do meu pai que são desde aquela época, que acompanharam todo esse processo, mais de 40 anos de vida pública aqui em Rondônia, e amigos também que surgiram recentemente”, afirmou.

Kadu ressaltou ainda que a base da trajetória de Carlos Magno sempre esteve ligada ao interior de Rondônia. Segundo ele, o pai chegou ao Estado pelo Incra, na região de Ouro Preto, e construiu ao longo das décadas relações com pessoas de diferentes municípios e comunidades.

O encontro “Amigo para Todas as Horas” encerrou-se como um momento de confraternização e demonstração de apoio à candidatura de Carlos Magno, reunindo centenas de pessoas em torno de uma trajetória construída, segundo os participantes, ao longo de mais de 40 anos de atuação e relacionamento com a população de Rondônia.

Grupo de amigos captura ‘maior pirarucu do Brasil’, mas recorde não será homologado; entenda

Dois metros e 45 centímetros. Esse é o tamanho do pirarucu gigante capturado por um grupo de amigos de Xanxerê (SC) e Faxinal dos Guedes (SC) durante uma pescaria no Rio Teles Pires, em Sinop (MT), na última segunda-feira (17/8).

Nativo da bacia amazônica e um dos maiores peixes com escamas em água doce no mundo, o pirarucu costuma medir entre 1,5 e 2 metros de comprimento, segundo a Embrapa.

O empresário e barista Felipe Barp Rossetto explica que o peixe foi fisgado pelo engenheiro Júnior Santin, que estava em um caiaque, enquanto ele, Lucas Cambrussi, que é policial científico, e Vilson Rossetto, aposentado e responsável pela organização da viagem, estavam em um barco próximo.

“Quando o Júnior viu que um peixe grande mordeu a isca, ele começou a gritar. Então, fomos até lá e descobrimos que era um pirarucu”.

VEJA O VÍDEO AQUI: 

Depois de perceberem o tamanho do peixe, começou o trabalho para retirá-lo da água, tarefa que durou mais de uma hora e exigiu a ajuda de todos os integrantes do grupo.

“Foi uma sensação surreal, um misto absurdo de adrenalina, emoção e alegria. A energia tomou conta, foi simplesmente indescritível. Quase não conseguimos tirá-lo da água de tão grande e pesado”.

A pesca é uma das paixões dos amigos catarinenses e faz parte das viagens que realizam juntos há anos. E, desta vez, o grupo foi surpreendido ao encontrar o “Gigante da Amazônia” no Rio Teles Pires, apelido dado ao pirarucu por causa do tamanho que, em alguns casos, ultrapassa os três metros e 200 quilos.

“Era um sonho realmente. Nós vamos sempre ao Mato Grosso para tentar capturar um peixe grande, só não imaginávamos que seria tão grande assim”.

Com 2,45 metros, o pirarucu capturado pelos amigos de Santa Catarina poderia se tornar o maior já homologado na pesca esportiva pela Brazilian Game Fish Association (BGFA), uma vez que o atual recorde da espécie (Arapaima gigas) é de 2,33 metros, pertencente a Luiz Eduardo Quadro Moraes, no Rio Guariba, em Apuí (AM). No entanto, apesar dos 12 centímetros a mais, a marca não será registrada pela entidade.

O primeiro motivo está relacionado à medição. O grupo possuía no barco uma trena (convencional) e uma régua da BGFA, que permitia medir apenas o comprimento de peixes com, no máximo, 1,50 metro. No caso do pirarucu gigante, era necessário uma fita métrica oficial destinada a exemplares maiores.

Outro requisito para o recorde é a soltura do peixe. Essa condição também não foi cumprida. Conforme Felipe, eles abateram o pirarucu seguindo a recomendação da Instrução Normativa nº 07/2026, publicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em março deste ano, que declara o pirarucu como espécie exótica invasora quando está fora da área de ocorrência natural.

“A portaria fala, inclusive, que o pescador tem por obrigação fazer o abate. Para nós, que sempre pescamos esportivamente e soltamos os peixes, até causa uma sensação estranha ter que abater um peixe assim tão grande, mas é necessário por ser uma espécie invasora e para ajudar no controle populacional”, finaliza.

A norma que permite a captura e o abate abrange 10 regiões hidrográficas no país: Atlântico Nordeste Ocidental, do Parnaíba, Atlântico Nordeste Oriental, do São Francisco, Atlântico Leste, Atlântico Sudeste, do Paraná, do Uruguai, Atlântico Sul, do Paraguai e porção superior da bacia hidrográfica do rio Madeira, montante da barragem de Santo Antônio (RO).

Dia do Folclore celebra saberes e tradições que vivem no campo

Do campo vêm histórias, lendas e tradições que atravessam gerações e ajudam a manter viva a cultura brasileira. Hoje é dia de celebrar o nosso folclore
Do campo vêm histórias, lendas e tradições que atravessam gerações e ajudam a manter viva a cultura brasileira. Hoje é dia de celebrar o nosso folclore

No dia 22 de agosto, o Brasil celebra o Dia do Folclore, uma data que valoriza as manifestações culturais que fazem parte da identidade do país. No meio rural, essa tradição ganha um significado especial, reunindo histórias, lendas, festas, rezas, danças e conhecimentos populares transmitidos de geração em geração.

Entre as lendas mais conhecidas estão o Curupira, considerado protetor das matas e conhecido pelos pés virados para trás; o Saci-Pererê, personagem de uma perna só que aparece nas histórias contadas em muitas comunidades do interior; e o Boitatá, representado como uma cobra de fogo que protege as matas e os campos contra a destruição da natureza.

O folclore também está presente nas festas e manifestações culturais do campo, como a catira, além dos festejos populares que reúnem famílias e comunidades. Fazem parte desse patrimônio ainda os chamados saberes populares, como o uso tradicional de plantas medicinais, as observações da natureza para prever mudanças no tempo e os conhecimentos sobre a terra e a criação de animais.

Mais do que recordar personagens e histórias, o Dia do Folclore é uma oportunidade para valorizar a memória das comunidades rurais e reconhecer a importância de quem mantém vivas essas tradições. São conhecimentos que atravessam gerações e ajudam a contar a história do campo brasileiro.

Governo busca priorizar desembarque de fertilizantes para safra 2026/27

O governo publicou nesta quarta-feira (20) uma portaria que recomenda a preferência no desembarque de fertilizantes minerais e demais insumos voltados ao abastecimento da safra 2026/27.

A medida publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) pelo Ministério dos Portos e Aeroportos terá vigência de seis meses.

Na avaliação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para além de dar celeridade às operações nos portos, a medida auxilia na redução do custo de armazenagem e garante maior previsibilidade para o produtor.

“A portaria representa o resultado de uma parceria com o Ministério dos Portos e Aeroportos ao qual apresentamos a necessidade de dar celeridade ao desembarque dos produtos”, afirmou.

“Com essa medida, a logística portuária envolvendo a atracação dos navios será mais rápida, reduzindo filas, custos de armazenagem e garantindo maior previsibilidade para o produtor, num momento crucial para a safra de verão”, complementou.

Segundo o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), a publicação da portaria atende a um pedido antigo do setor frente às consequências do conflito no Oriente Médio e à instabilidade causada na oferta de fertilizantes

Atualmente, o Brasil importa 93% do fertilizante consumido nacionalmente (cerca de 45,5 milhões de toneladas) com os carregamentos de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e cloreto de potássio, utilizados na produção agrícola pelos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte.

Entre janeiro e maio deste ano, em virtude dos conflitos internacionais, o volume de importação de fosfatados e nitrogenados recuou 8,7%, de 7,69 milhões de toneladas para 7,02 milhões. China e Rússia lideram o fornecimento do produto para o Brasil.

No período analisado, o preço médio do produto subiu 14,4% e o valor desembolsado nas importações, apesar da queda no volume, aumentou em 4,4%.

De acordo com o Mapa, a medida não mudará o protocolo fitossanitário e o fluxo de funcionamento dos portos.

O ministério destacou em nota que a preferência no desembarque das cargas e na facilitação do fluxo portuário, no entanto, não deve implicar qualquer flexibilização dos controles sanitários, fitossanitários, aduaneiros ou de qualidade aplicáveis às cargas importadas. Dessa forma , os procedimentos previstos na legislação vigente permanecerão inalterados.

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O que os presidenciáveis propõem para o agro? Conheça as propostas

A produção agropecuária nacional está entre as prioridades apresentadas no plano de governo protocolado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelos cinco candidatos à Presidência da República melhor colocados no Índice CNN: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Na apresentação das propostas para o próximo mandato, os cinco candidatos destacaram a relevância do setor para a soberania nacional, a segurança alimentar e a imagem do Brasil no exterior, além da importância econômica do campo para o PIB (Produto Interno Bruto).

Entre os principais temas, os presidenciáveis convergem quanto à necessidade de investimentos em:

  • Produção nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa de insumos;
  • Expansão da infraestrutura em irrigação, armazenagem e rotas de escoamento para a safra;
  • Protagonismo no mercado de biocombustíveis e transição energética;
  • Modernização, conectividade e inovação tecnológica no ambiente rural.

Além disso, os planos de governo detalham a necessidade de redesenhar o investimento público no setor via Plano Safra.

Veja as principais propostas de cada candidato:

Lula (PT)

Ao visar o quarto mandato, as principais propostas do atual presidente para o setor são voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, um dos motes históricos da campanha do petista. Nessa frente, Lula defende a ampliação da reforma agrária alinhada à regularização fundiária, além de melhorias na infraestrutura do campo.

No plano de campanha, o petista defende a reformulação do Plano Safra para um modelo plurianual com foco em tecnologias que aumentem a produtividade, como maquinário e irrigação. Com mais de 650 mercados abertos durante o terceiro mandato, o atual presidente aposta na boa imagem do agro internacionalmente para agregar novos parceiros comerciais.

Em meio a instabilidades climáticas, a proposta de governo de Lula defende a modernização do seguro rural alinhada à sustentabilidade no setor como forma de mitigar impactos. O petista aposta também em mais investimentos em biocombustíveis, tecnologia, conectividade e produção nacional de fertilizantes como estratégias para fortalecer o setor.

Flávio Bolsonaro (PL)

O candidato aposta em garantir previsibilidade para o produtor. Com o lema “safra protegida é oferta garantida, e oferta garantida é preço estável”, ele elenca como prioridades do mandato a redução do custo de transporte, a ampliação do seguro rural, além de investimentos em irrigação e armazenagem. Para modernizar o campo, o candidato defende a ampliação dos aportes na Embrapa e na conectividade rural.

Na frente de soberania nacional, Flávio defende o fortalecimento da produção nacional de fertilizantes a fim de reduzir a necessidade de importação. O candidato também é a favor do aumento de investimentos na produção de biocombustíveis para posicionar o Brasil como protagonista global nesse mercado.

No âmbito jurídico, Flávio aposta na regularização e titulação do pequeno produtor, além de consolidar o CAR (Cadastro Ambiental Rural) como ferramenta de conservação e restauração ambiental.

Ronaldo Caiado (PSD)

Com fortes ligações com o setor, o candidato do PSD reservou um capítulo específico para o agro em seu plano de governo. Caiado aposta na consolidação do setor no mercado de capitais, com mais espaço para CRA, Fiagro e debêntures como fontes de financiamento. Além disso, defende a reformulação do Plano Safra em um projeto plurianual com linhas focadas em aportes na infraestrutura (especialmente irrigação e armazenagem) e no seguro rural.

O ex-governador de Goiás defende o aumento da conectividade no campo, investimentos em tecnologia e inovação e o reforço da produtividade nas áreas já consolidadas para a produção rural.

No cenário internacional, Caiado aposta no protagonismo brasileiro no mercado bioenergético, na redução da dependência externa de fertilizantes e na abertura de mercados para diversificar parceiros comerciais, utilizando a sustentabilidade do agro brasileiro como bandeira internacional.

Romeu Zema (Novo)

O ex-governador de Minas Gerais também dedica um capítulo exclusivo às propostas para o setor. O mote do candidato é eliminar barreiras impostas pelo Estado que freiam a expansão do agro, como entraves burocráticos, gargalos de infraestrutura e insegurança jurídica.

Nessa frente, Zema defende a ampliação do seguro rural, a melhoria na logística de escoamento das safras e a redução de entraves ligados ao licenciamento ambiental. O candidato do partido Novo aposta também em investimentos em tecnologia e assistência técnica.

No âmbito internacional, o plano de governo defende a abertura de novos mercados e a diversificação das importações de fertilizantes, acompanhada pelo aumento de investimentos na produção nacional. Zema destaca ainda a necessidade de regularização de títulos rurais e o combate à grilagem e ao crime organizado como formas de proteger a propriedade rural.

Renan Santos (Missão)

Com um capítulo dedicado ao agro, o candidato do partido Missão tem como mote a importância de agregar valor às cadeias produtivas, seguindo o exemplo do setor de suco de laranja. Para isso, defende a criação de Zonas Econômicas Especiais e linhas de crédito condicionadas a metas produtivas e de exportação. O candidato destacou que, em um eventual mandato, a produção agropecuária será alinhada à inteligência artificial e a tecnologias de ponta.

Renan Santos aposta também na soberania nacional em fertilizantes por meio da execução e ampliação do Plano Nacional de Fertilizantes, além do aumento da exploração de minerais estratégicos para a produção dos insumos dentro do Brasil, incluindo mudanças na legislação para operações em terras indígenas.

O candidato também destacou a proposta de combater invasões de propriedades rurais para restaurar a segurança jurídica no campo, além de auditar a produtividade dos hectares destinados à reforma agrária. No âmbito educacional, Renan Santos defende uma reformulação da narrativa cultural do setor para promover maior valorização do agro pelas novas gerações.