Equipe da MAX Assessoria Contábil fortalece atuação regional com presença em Guajará-Mirim
A MAX Assessoria Contábil segue ampliando sua presença em Rondônia e, com foco em atender de forma ainda mais próxima as demandas da região de fronteira, passa a contar agora com filial em Guajará-Mirim, município estratégico por integrar a Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim (ALCGM).
A instalação da filial reforça o compromisso da MAX em oferecer atendimento especializado, conhecimento técnico e soluções contábeis alinhadas às particularidades fiscais, tributárias e operacionais da ALCGM, um ambiente que apresenta oportunidades relevantes, mas que também exige rigor no cumprimento das normas legais.
Criada para fomentar o desenvolvimento econômico regional, a Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim concede incentivos fiscais que impactam diretamente empresas do comércio, da indústria e, de forma crescente, do agronegócio. No entanto, para que esses benefícios sejam efetivamente aproveitados, é indispensável contar com uma contabilidade que compreenda profundamente os processos de operacionalização do regime, os controles exigidos e as obrigações acessórias específicas.
Agronegócio encontra oportunidades na Área de Livre Comércio
Guajará-Mirim se consolida como polo estratégico com chegada da MAX Assessoria Contábil
No setor do agronegócio, diversos segmentos encontram na ALCGM um ambiente favorável ao crescimento e à expansão dos negócios. Entre eles, destacam-se:
Comercialização de produtos agropecuários, permitindo maior competitividade na circulação de mercadorias;
Armazenagem de grãos e produtos agrícolas, com impacto direto na logística e no escoamento da produção;
Beneficiamento de produtos agropecuários, agregando valor à produção local;
Logística e transporte, essenciais em uma região estratégica de fronteira;
Serviços de apoio ao produtor rural, como fornecimento de insumos, equipamentos e assistência técnica.
Essas atividades, quando inseridas no contexto da Área de Livre Comércio, demandam controle fiscal preciso, correta aplicação dos incentivos, organização contábil e planejamento tributário, sob pena de perda de benefícios ou exposição a riscos fiscais.
Contabilidade especializada como fator decisivo
Com a nova filial em Guajará-Mirim, a MAX Assessoria Contábil passa a oferecer atendimento local e especializado, apoiando empresários, produtores rurais, associações e cooperativas na correta gestão de seus negócios dentro da ALCGM.
A atuação da MAX vai além do cumprimento das obrigações fiscais. A empresa oferece orientação estratégica, planejamento tributário e suporte contínuo, auxiliando seus clientes a transformar os incentivos da Área de Livre Comércio em crescimento sustentável, segurança jurídica e desenvolvimento econômico.
“Em regiões como Guajará-Mirim, a contabilidade deixa de ser apenas operacional e se torna um instrumento estratégico. É ela que garante acesso a benefícios, evita prejuízos e organiza o negócio para crescer de forma segura”, destaca a direção da MAX Assessoria Contábil.
Com presença agora também em Guajará-Mirim, a MAX Assessoria Contábil reafirma seu compromisso com o desenvolvimento regional, conectando o agronegócio, o comércio e a indústria a uma contabilidade moderna, técnica e alinhada às oportunidades da Área de Livre Comércio.
O Brasil deverá produzir 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, o que mantém a perspectiva de recorde na série histórica, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal divulgou nesta quinta-feira (12/2) seu quinto relatório de acompanhamento da safra atual.
Caso a projeção se confirme, a produção nacional será 0,3% maior do que a da temporada 2024/25. No ciclo passado, o país colheu 352,1 milhões de toneladas.
A nova estimativa é 0,3 milhão de toneladas maior do que a que a Conab apresentou em janeiro de 2026. No relatório anterior, a empresa estimou produção total de 353,1 milhões de toneladas.
O levantamento foi divulgado no momento em que se iniciam os trabalhos de colheita das culturas de primeira safra.
A área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% em relação ao ciclo passado.
Recorde na soja
A Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura. No documento de janeiro, a companhia havia estimado a produção em 176,1 milhões de toneladas. Segundo a Conab, 17,4% da safra já está colhida.
“A gente teve um atraso na implantação da cultura, principalmente em outubro, por conta da irregularidade das precipitações, mas o desenvolvimento das lavouras foi considerado satisfatório na maioria dos Estados”, analisa o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.
Para o milho, a previsão é de uma safra total de 138,4 milhões de toneladas, representando recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Apesar disso, o cultivo da primeira safra do cereal, já colhida, apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, e a produção em 26,7 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre a safra anterior.
Para a segunda safra de milho devem ser destinados 17,9 milhões de hectares, com o plantio já iniciado, alcançando na primeira semana de fevereiro 21,6% da área estimada, e com uma produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.
Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada ao arroz deve atingir 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior à área cultivada na safra anterior. A Conab estima que a produção chegue a 10,9 milhões de toneladas. Mesmo com a queda, a perspectiva é que o volume assegure o abastecimento interno.
“No momento do plantio, o preço estava, como ainda está, abaixo do preço mínimo, o que desestimulou de certa maneira o produtor, e ele optou por uma troca de cultura”, afirmou o presidente da Conab, Edegar Pretto.
Para o feijão, a produção deve se manter próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa.
Já os agricultores de algodão devem destinar cerca de 2 milhões de hectares para o cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior, o que deve resultar em uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma.
A chamada pública é voltada aos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e demais beneficiários que se enquadram na Lei da Agricultura Familiar
O governo de Rondônia publicou o Edital de Chamada Pública nº 003/2026, para aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação, de iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, garantir alimento de qualidade para pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional atendidas pela rede socioassistencial e por equipamentos públicos de alimentação em todo o estado.
Conforme o edital, os agricultores interessados em participar da chamada pública, tem o prazo para apresentação da documentação que será de 20 dias úteis, contados a partir da data de publicação do edital, ocorrida em 6 de fevereiro. O resultado será divulgado pelos escritórios municipais da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO) de todo o estado de Rondônia.
A chamada pública é voltada aos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e demais beneficiários que se enquadram na Lei da Agricultura Familiar. Os alimentos adquiridos serão destinados à doação simultânea, atendendo Entidades Socioassistenciais em todo o estado.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou o impacto social e econômico da chamada. “Com a iniciativa, o governo fortalece a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, leva alimento de qualidade para quem mais precisa. É uma política pública que gera renda no campo e promove dignidade para milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.”
Segundo o Secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, o programa fortalece a produção local e movimenta a economia. “Esse edital representa oportunidade direta para o agricultor familiar comercializar sua produção com garantia de compra e preço acessível. E o PPA é uma ferramenta para valorizar o pequeno produtor”, destacou.
PRODUTOS
O edital prevê a aquisição de diversos produtos, como aves; pescados; leite; ovos; mel; castanhas; doces; massas e pães; frutas e polpas; grãos e cereais; raízes e tubérculos; e itens de origem animal, respeitando critérios sanitários e de qualidade. O valor total pactuado para execução do programa é de mais de R$ 3,1 milhões, oriundos do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Fonte
Texto: Midian Mascarenhas sob supervisão de Sara Lazarotto
A engorda de gado em confinamento alcançou 9,25 milhões de cabeças em 2025, aumento de 16% no comparativo anual, conforme dados do Censo de Confinamento apresentados pela dsm-firmenich nesta terça-feira (10/2). A terminação intensiva ocorreu em 2.445 propriedades e 1.095 municípios brasileiros.
Walter Patrizi, gerente de Confinamento da dsm-firmenich, ressaltou que o aumento de 16% no volume de gado confinado no país supera a média histórica, que apresentava avanços em torno de 11% nos últimos anos.
O Estado de Mato Grosso segue na liderança nacional, com 2,2 milhões de bovinos confinados, crescimento de 29,6% em relação ao ano anterior. Na sequência aparece São Paulo, com 1,4 milhão de animais, mantendo trajetória de expansão (7,7%), seguido por Goiás, que também alcançou 1,4 milhão de cabeças, com avanço de 13,6%.
O Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição, com 0,9 milhão de bovinos confinados, crescimento de 17,8%, enquanto Minas Gerais fecha o ranking dos cinco principais Estados, com 0,8 milhão de animais, mantendo estabilidade em relação ao ciclo anterior.
“Atualmente, existe uma concentração dos confinamentos nestas regiões, mas os demais Estados também vêm crescendo”, afirma Patrizi.
Segundo o executivo, os maiores avanços acontecem em confinamentos de grande porte. Cerca de 45% do rebanho confinado estão nas mãos dos 100 maiores confinadores do Brasil.
Em contrapartida, cerca de 1.129 pecuaristas estão na ponta mais baixa desta cadeia, com menos de mil cabeças confinadas.
Patrizi destacou também que a representatividade dos boiteis aumentou e o volume de gado confinado nesse sistema atingiu o recorde de 1.758.730 cabeças, um incremento de 19% em relação ao ano anterior.
“Neste ano, apesar do momento de ciclo ser diferente na pecuária, o Brasil vem aumentando ano a ano o número de animais confinados”, pontuou o executivo.
Um repolho de 4 quilos, pesado com 3,955 quilos, colhido no interior de Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo (RS), chama atenção pelo tamanho acima da média registrada na produção de hortaliças. A verdura foi produzida pelo agricultor Nestor Sebastião Dörr, na localidade de Vila Estância Nova, e é resultado de uma lavoura conduzida com um sistema de irrigação na horticultura.
De acordo com o produtor:
O peso registrado está acima da média esperada para a sua colheita atual em que a maioria dos repolhos estão pesando 2,6 kg a 3 kg, o que já é acima da média de outros repolhos convencionais com pesos de 1,5 kg a 2 kg. “Esse repolho aqui está plantado a pouco tempo e hoje é um repolho que a gente está comercializando, ele está numa faixa de dois quilos e meio a três quilos”, ressalta Nestor.
Segundo ele, sem irrigação, a realidade de sua produtividade seria completamente diferente, já que no ano passado, o produtor não conseguiu colher nada. “Se não tivesse irrigação não ia ter nem repolho, de nenhum quilo, nada de repolho”.
A propriedade passou a contar com sistema de irrigação em novembro de 2025, por meio de um Carretel Irrigat no modelo Irrigatinho, mudança que, segundo o agricultor, alterou de forma significativa a rotina da lavoura. Antes disso, a produção dependia exclusivamente das chuvas, o que dificultava o planejamento e comprometia a regularidade das colheitas. “A verdura precisa de água todo dia, direto”, completa Nestor.
Ele lembra que, no período anterior à irrigação, a falta de chuva limitava muito o volume de hortaliças produzidas. “Eu estava trabalhando vendendo um pouquinho de alface, um pouquinho de tempero só, porque eu não tinha irrigação”, conta.
Em quais cultivos pode ser usada a irrigação?
Além do repolho, a propriedade, com cerca de 3,5 hectares, cultiva milho, beterraba, alface, temperos, brócolis, entre outras hortaliças. A irrigação permitiu ampliar e manter essa diversidade ao longo do ano, reduzindo perdas e garantindo maior estabilidade à produção.
Antes disso, segundo o produtor, nem sempre era possível manter a atividade de forma contínua, já que ele fornece as hortaliças para estabelecimentos comerciais na região. “Eu fui lutando, mas mesmo assim tive que tirar umas férias de uns 30 dias porque não tinha nada para entregar”, relata.
O período sem produção inviabilizava a comercialização e obrigava algumas pausas forçadas no trabalho. Com a irrigação, o fornecimento de água passou a ocorrer de forma regular, independente das chuvas. Isso se reflete não apenas no peso expressivo do repolho colhido, mas também na qualidade geral das hortaliças produzidas na área.
Repolho de 4 quilos é normal?
“O peso registrado está acima da média esperada para a sua colheita atual em que a maioria dos repolhos estão pesando 2,6 kg a 3 kg, o que já é acima da média de outros repolhos convencionais com pesos de 1,5 kg a 2 kg.“
O repolho colhido em Venâncio Aires, com quase quatro quilos, é mais do que um número que chama atenção. Ele carrega o peso de uma virada. Representa dias difíceis na produtividade, decisões importantes e a escolha de não desistir da produção. Na lavoura de Nestor Sebastião Dörr, cada cabeça de repolho hoje conta uma história de retomada, cuidado e esperança renovada.
Em um campo onde o clima já não segue mais regras claras, quantas vezes o produtor se pergunta se vai conseguir colher? Se vai ter produto para entregar? A irrigação entrou justamente para trazer essa resposta. Mais do que água, trouxe segurança. Trouxe a possibilidade de acordar todos os dias sabendo que a lavoura não depende apenas do céu, mas também de planejamento e controle.
O retorno da colheita significou mais do que produção: significou continuidade. Significou não precisar parar, não precisar “tirar férias forçadas”, não precisar explicar ao cliente que não havia nada para entregar. Com água regular, vieram o peso, a qualidade e a tranquilidade de manter a diversidade de culturas vivas ao longo do ano.
O que se vê em Vila Estância Nova é o retrato de muitos pequenos produtores que seguem resistindo. Quando a água chega na hora certa, através da irrigação na horticultura a colheita responde. E junto com ela, responde também a confiança de quem vive da terra e acredita que ainda vale a pena plantar.
O som das risadas se mistura ao burburinho das crianças que aguardam o primeiro sinal para entrar na sala de aula, no pátio da Escola Municipal Flor do Cupuaçu, localizado no Assentamento Santa Rita, distante 59 km do centro urbano de Porto Velho. É nesse cenário, marcado pelo verde dos novos uniformes e da floresta amazônica, que foi retomado o ano letivo de 2026 em mais uma escola no campo.
Clemilda da Silva Garcia, mãe de Jonathan, a elogiou entrega dos novos uniformes
O evento na manhã desta segunda-feira (09), marcou o começo das atividades escolares para cerca de 10 mil alunos distribuídos em cerca de 60 escolas rurais do município. A solenidade foi celebrada com a entrega de novos uniformes, kits escolares e incentivos com doação de computadores portáteis. Ao todo, a rede municipal de ensino contará, em 2026, com mais de 42 mil estudantes matriculados neste ano.
Jonathan Davi, estudante do 6º ano, que percorre 2 km todo dia de ônibus para chegar à escola, demonstrou alegria com o retorno às aulas. “Eu queria muito voltar para ver como a escola está. Estava com saudade dos meus amigos. Achei a cor verde do uniforme mais bonita”, contou, ansioso para receber o material escolar.
“É um privilégio iniciar o ano letivo dessa forma. Em 50 anos de atuação na direção escolar, nunca vivi uma abertura como esta na minha unidade. Ficamos muito felizes desde o momento em que recebemos a notícia”, disse a diretora Maria Helena de Souza Almeida, que tem 50 anos de dedicação à pedagogia.
Fardamento novo
Em 50 anos de atuação na direção escolar, nunca vivi uma abertura como esta na minha unidade, disse a Maria Helena
A entrega dos novos uniformes na cor verde foi um dos momentos mais celebrados pelas famílias. Clemilda da Silva Garcia, mãe de Jonathan, elogiou a iniciativa. “Para a gente é muito bom receber logo no começo do ano, porque evita gastos. Ele está super animado com o uniforme novo para começar as aulas”. Já a mãe Mara Costa ressaltou que a “nova cor é adequada à rotina do campo, pois disfarça melhor a sujeira, adquirida por brincadeiras da região”.
Além dos uniformes, a programação incluiu a entrega de bicicletas aos alunos premiados no “Avalia Porto Velho”, aferição que mede o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. A iniciativa permite identificar avanços e dificuldades no processo de aprendizagem, auxiliando professores e gestores no planejamento de ações pedagógicas mais eficazes.
Segundo Giordani Lima, a entrega das bicicletas simboliza a valorização do esforço e do desempenho dos estudantes
“Estamos trabalhando para reduzir distâncias e garantir que o aluno da zona rural tenha as mesmas oportunidades de quem vive na cidade. Valorizar a educação no campo, com logística, uniformes e tecnologia, é investir diretamente no futuro de Porto Velho” disse o prefeito Léo Moraes.
Segundo o secretário municipal de Educação, Giordani Lima, a entrega das bicicletas simboliza a valorização do esforço e do desempenho dos estudantes da zona rural. “É fundamental destacar o compromisso com o ensino no campo, que enfrenta desafios como as grandes distâncias. Neste ano, o calendário escolar da zona rural teve início em 9 de fevereiro, de forma diferenciada da zona urbana, em razão do programa ‘Ir e Vir’, que integra o transporte escolar municipal e estadual. Estamos realizando uma abertura inédita”.
Com uma equipe de 18 professores na Escola Municipal Flor do Cupuaçu e atendimento do pré-escolar ao 9º ano, o ano letivo de 2026 começa com a expectativa de um ensino mais integrado, valorizado e acessível. A comunidade rural, que enfrentava desafios logísticos, enxergou na abertura oficial um sinal de respeito, inclusão e fortalecimento da educação no município.
A ação também contou com o envolvimento direto da agricultora Maria Luiza, proprietária da área onde as mudas foram plantadas
A ação de plantio realizada no Projeto Fundiário Nova Conquista foi concluída com sucesso e marcou mais um avanço na recuperação ambiental da área, unindo planejamento técnico, escuta comunitária e participação popular. A iniciativa, conhecida como Plantio de Carnaval, respeitou a data solicitada pelos moradores, garantindo alinhamento ao calendário socioambiental e fortalecendo o engajamento de quem vive e cuida do território.
Um dos momentos mais simbólicos da atividade foi a participação da agricultora Maria Auxiliadora Lopes Pinheiro, de 81 anos, pioneira na região, ela fez questão de plantar sua própria muda, emocionando os participantes e reforçando o sentimento de pertencimento e continuidade. “Eu vi essa terra crescer, criei minha família aqui e fico muito feliz em poder ajudar a cuidar dela para o futuro. Plantar hoje é pensar nos nossos filhos e netos”, destacou a agricultora.
agricultora Maria Auxiliadora Lopes Pinheiro, de 81 anos, pioneira na região
A ação também contou com o envolvimento direto da agricultora Maria Luiza, proprietária da área onde as mudas foram plantadas. Para ela, o plantio representa cuidado com a terra e compromisso com as próximas gerações. “Essa terra é minha casa e minha história. Receber esse plantio aqui é uma alegria muito grande, porque a gente sabe que está fazendo a coisa certa, cuidando do solo, da água e do futuro”, afirmou Maria Luiza.
A mobilização teve apoio da Associação dos Produtores Rurais do Projeto Fundiário Nova Conquista (ASPRORCONQUISTA), responsável pela articulação da comunidade local. Também esteve presente o Movimento de Mulheres Camponesas, reforçando o protagonismo feminino nas ações de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável no campo.
Ações como essa, o Projeto Nova Conquista segue avançando na construção de uma Rondônia mais sustentável
A iniciativa integra as ações desenvolvidas pela Ecoporé Rondônia, que atua na promoção da restauração ambiental com base na ciência, no conhecimento tradicional e na participação comunitária. Segundo José Junior, gerente de Restauração da Ecoporé, o sucesso da ação está diretamente ligado ao diálogo com quem vive no território. “Quando a comunidade é ouvida e participa desde o início, o resultado aparece no campo. Esse plantio mostra que restauração ambiental se faz com técnica, mas principalmente com respeito às pessoas e à história do lugar”, afirmou.
A atividade contou ainda com o apoio técnico e institucional da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA), da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEMAGRIC) e da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER).
Com ações como essa, o Projeto Nova Conquista segue fortalecendo a construção de uma Rondônia mais sustentável, onde preservação ambiental, agricultura familiar e participação comunitária caminham juntas.
Prefeitura realizou uma visita técnica ao RECA, localizado no distrito de Nova Califórnia
A equipe da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) realizou uma visita técnica ao RECA – Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado, localizado no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho. A agenda atendeu a uma demanda da diretoria da cooperativa, com o objetivo de aprofundar o diálogo sobre programas e ações desenvolvidos pela secretaria em benefício dos agricultores familiares da região.
O RECA é uma cooperativa formada por mais de 300 famílias, organizada em sistemas agroflorestais sustentáveis e reconhecida como referência nacional e internacional em conservação ambiental, geração de renda e valorização da sociobiodiversidade amazônica.
Durante o encontro, foram discutidas ações voltadas à promoção da pecuária sustentável, regularização ambiental e fundiária, incentivo à apicultura e fortalecimento das cadeias produtivas da sociobiodiversidade. Também foi debatida a articulação de iniciativas conjuntas para ampliar práticas agroecológicas, manejo sustentável dos sistemas produtivos e acesso a certificações e mercados diferenciados.
Agenda incluiu ainda visita à propriedade de um apicultor associado.
Para o presidente do RECA, Hamilton Condack de Oliveira, a aproximação com o poder público é estratégica. “O RECA tem uma trajetória construída com base na produção sustentável e na organização das famílias agricultoras. O diálogo com a Semagric é fundamental para fortalecer nossos projetos, ampliar o acesso a políticas públicas e garantir mais oportunidades aos produtores da região”, destacou.
A visita também considerou a experiência do RECA em projetos desenvolvidos com apoio de instituições nacionais e internacionais, como iniciativas de neutralização de carbono, recuperação de áreas degradadas e implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Programas financiados por fundos como o COPAÍBAS têm contribuído para a ampliação da produção sustentável de pupunha, cupuaçu, açaí e castanha-da-Amazônia, beneficiando centenas de produtores.
Reconhecido por suas práticas ambientalmente responsáveis, o RECA acumula premiações nacionais e internacionais, entre elas o prêmio internacional do programa EMBRACE, que reconhece qualidade, inovação e compromisso com a vida, comprovando que é possível conciliar produção e proteção da floresta.
RECA é uma cooperativa reconhecida como referência nacional e internacional em conservação ambiental
Além da visita à cooperativa, o secretário da Semagric dialogou com a Associação dos Feirantes de Nova Califórnia, conhecendo a realidade dos trabalhadores, os produtos comercializados, a infraestrutura existente e as principais demandas locais. A agenda incluiu ainda visita à propriedade de um apicultor associado.
O apicultor Pedro Melo destacou a importância da presença da secretaria no território. “A visita permite mostrar nossa realidade, os desafios da produção e também o potencial da apicultura para gerar renda de forma sustentável. O apoio técnico e institucional faz toda a diferença para quem vive da atividade”, afirmou.
O secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, reforçou a relevância do RECA como modelo para o desenvolvimento rural sustentável. “O RECA é uma referência para Rondônia e para a Amazônia. A aproximação com a cooperativa fortalece a construção de políticas públicas voltadas à bioeconomia, à inclusão produtiva e à valorização das famílias agricultoras, sempre com foco na sustentabilidade”, ressaltou.
A feira está começando agora com o tradicional cafezinho da manhã
Seguindo a tradição das feiras livres que movimentam os domingos em Porto Velho, o Residencial Orgulho do Madeira passa a contar com uma feira própria, pensada especialmente para trazer mais comodidade aos moradores da região. A iniciativa surge como um novo ponto de encontro da comunidade, valorizando o comércio local e os pequenos produtores.
o Residencial Orgulho do Madeira passa a contar com uma feira própria, pensada especialmente para trazer mais comodidade aos moradores da região
A feira está começando agora com o tradicional cafezinho da manhã, oferecendo atrativos como culinária regional, frutas frescas, hortaliças e outros produtos cultivados e preparados por produtores rurais e moradores da própria comunidade. Além de garantir alimentos fresquinhos, a ação fortalece a economia local e cria um espaço de convivência para famílias e visitantes do entorno do residencial.
Com variedade, preços acessíveis e aquele clima acolhedor que só a feira livre tem
Com variedade, preços acessíveis e aquele clima acolhedor que só a feira livre tem, o novo espaço já começa a se consolidar como uma opção prática e próxima para quem busca qualidade, tradição e apoio aos trabalhadores locais. Um convite aberto para prestigiar, consumir e fortalecer quem produz na região.
O Projeto de Carbono Rio Madeira, apresentado pelas engenheiras florestais Maria Clara Cruz e Camilla Noel, analistas socioambientais da Future Climate, demonstra que conservação ambiental e viabilidade econômica podem andar juntas no agronegócio. A iniciativa combina conservação da Amazônia, proteção da biodiversidade e fortalecimento de comunidades locais, tudo isso gerando receita para quem mantém a vegetação nativa em pé.
Um dos principais questionamentos foi esclarecido pelas especialistas, como se mede algo invisível como o carbono? A resposta está na metodologia técnica padronizada internacionalmente. Diferente do que muitos imaginam, a medição de carbono florestal não é abstrata. Existe um protocolo rigoroso seguido por certificadoras reconhecidas globalmente, principal referência no mercado voluntário de carbono.
As analistas explicaram que fórmulas e protocolos específicos quantificam o carbono associado à floresta preservada e ao desmatamento evitado. A equipe responsável aplica essas metodologias e, com base nos dados coletados e verificados por auditorias independentes, chega à estimativa que sustenta a emissão dos créditos. Projetos desse tipo precisam comprovar, com critérios objetivos, o resultado ambiental alcançado. No Projeto Rio Madeira, esse trabalho científico já monitora mais de 33 mil hectares desde 2019, distribuídos em quatro propriedades que somam cerca de 52 mil hectares, uma escala que demonstra a dimensão necessária para viabilidade econômica.
Camilla Noel analista socioambiental da Future Climate.
Maria Clara e Camilla foram diretas ao ponto que todo produtor precisa entender: projetos de carbono não são viáveis em qualquer escala. Antes de iniciar, é fundamental realizar um estudo de viabilidade econômica, pois os custos são significativos. Há investimentos elevados com certificação internacional, auditorias periódicas, monitoramento contínuo por satélite e equipes de campo, além de inventários florestais detalhados e estrutura técnica especializada.
Por isso, geralmente são necessárias áreas na casa de milhares de hectares para que a operação se sustente financeiramente. Essa informação é crucial para produtores que consideram ingressar no mercado de carbono: a escala define a viabilidade. Não se trata de uma alternativa para pequenas propriedades isoladas, mas sim de um modelo de negócio que exige planejamento de longo prazo e investimento inicial robusto.
Maria Clara Cruz e Camilla Noel, Analistas Socioambientais da Future Climate.
A credibilidade de um projeto de carbono depende de uma garantia fundamenta, a floresta precisa permanecer protegida. As analistas detalharam o sistema de monitoramento que combina tecnologia de ponta com trabalho de campo. Uma equipe dedicada acompanha alertas 24 horas por dia através de análise contínua de imagens de satélite, permitindo a detecção precoce de desmatamento e focos de incêndio.
Paralelamente, há uma equipe que realiza rondas regulares nas quatro propriedades, atuando para prevenir e inibir ações que levem ao desmatamento. A presença física funciona como fator de proteção essencial. Além disso, o projeto investe na preparação de brigadas de incêndio, com treinamento de funcionários das fazendas para resposta rápida em caso de ocorrências. Esse modelo garante que a integridade da área seja mantida, preservando tanto o ativo ambiental quanto a credibilidade do projeto no mercado.
Um dos destaques da entrevista foi a explicação sobre o inventário florestal em andamento em uma das fazendas do projeto. Esse trabalho técnico é fundamental para a credibilidade dos créditos emitidos. Árvores são medidas e registradas individualmente, e esses dados alimentam os cálculos das metodologias certificadas. As informações coletadas são inseridas nas fórmulas para apoiar a mensuração do carbono associado à floresta e ao desempenho ambiental do projeto, compondo um conjunto de evidências que sustentam a certificação e o acompanhamento periódico.
Esse rigor técnico garante que os créditos emitidos tenham lastro real e verificável, diferenciando projetos sérios de iniciativas sem credibilidade no mercado. Para o produtor rural, isso significa segurança jurídica e a garantia de que está participando de um modelo de negócio reconhecido internacionalmente.
Maria Clara Cruz analista socioambiental da Future Climate.
Maria Clara Cruz e Camilla Noel trazem credenciais sólidas para o projeto. Ambas são engenheiras florestais formadas pela Universidade de São Paulo (USP), com trajetórias que conectam conhecimento acadêmico e realidade do produtor rural. Elas relataram experiências em extensão rural e agricultura familiar, atuação em cadeias da sociobiodiversidade como castanha e açaí, e trabalho com bioeconomia e produtos florestais.
Para as analistas, os projetos de carbono surgem como resposta técnica às mudanças climáticas que já impactam o agronegócio. Eventos extremos como calor intenso, chuvas irregulares e secas prolongadas atingem diretamente quem vive e produz no campo. A conservação florestal, nesse contexto, é parte da solução, contribuindo para a regulação climática regional e gerando, ao mesmo tempo, uma nova fonte de receita para propriedades rurais.
O projeto reforça seu compromisso com as comunidades locais através de diálogo transparente. Amanhã, dia 8 de fevereiro, a partir das 8h30, acontece reunião na Escola Flor do Cupuaçu, no reassentamento Santa Rita, voltada aos moradores de Santa Rita e Morrinhos. O encontro segue até o meio-dia e tem como objetivo explicar de forma detalhada o que são créditos de carbono, como o projeto se relaciona com as fazendas da região, quais atividades socioambientais estão planejadas e quais parcerias estão sendo construídas com a comunidade.
Esse tipo de iniciativa demonstra que o mercado de carbono, quando bem estruturado, vai além da simples transação financeira. Ele envolve engajamento comunitário, geração de oportunidades locais e construção de parcerias que beneficiam tanto os proprietários rurais quanto as populações do entorno. Para produtores interessados, o encontro representa a oportunidade de entender como o projeto pode gerar benefícios práticos e abrir portas para novas formas de valorização da propriedade rural.
Maria Clara Cruz e Camilla Noel com a jornalista Jean Carla Costa durante entrevista ao programa Rondorural na Conecta 107.9 FM
O Recado Para o Agronegócio
O Projeto de Carbono Rio Madeira demonstra que preservação ambiental pode ser estratégia de negócio no agronegócio moderno. Com metodologia científica robusta, certificação internacional e monitoramento rigoroso, o mercado de carbono surge como alternativa de receita para propriedades com áreas florestais significativas. A floresta em pé deixa de ser apenas passivo ambiental para se tornar ativo econômico, uma mudança de paradigma que interessa diretamente ao produtor que busca diversificar suas fontes de renda e se posicionar em mercados cada vez mais exigentes em relação à sustentabilidade.
Para quem considera essa alternativa, os pontos-chave são claros: é necessária escala mínima de milhares de hectares para viabilidade, há investimento inicial em certificação e estrutura, exige-se compromisso de longo prazo com conservação, o monitoramento contínuo é garantia de credibilidade, e a metodologia técnica precisa ser reconhecida internacionalmente. São requisitos que tornam o mercado de carbono uma opção estratégica para grandes propriedades com vocação florestal, mas que exigem planejamento e visão de negócio de longo prazo.