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Aprenda a cultivar uma horta dentro do apartamento

sobretudo

Transpor a estrutura de uma horta para dentro do apartamento, com área e luminosidade reduzidas, é viável, mas requer atenção redobrada. A seguir, Juliano Borin, curador botânico do Instituto Inhotim, dá orientações sobre como ter sucesso ao investir na horta própria.

O que
Temperos e plantas aromáticas são oriundas de clima temperado e podem funcionar bem em apartamentos. São exemplos: manjericão, tomilho, alecrim, lavanda, cebolinha, hortelã e menta.  Também conseguem se desenvolver nessas condições algumas espécies de Pancs (plantas alimentícias não convencionais), caso de ora-pro-nóbis, bertalha, beldroega e capuchinha.

Onde
O ideal é que a horta fique em um local que receba luminosidade direta por pelo menos algumas horas do dia. A melhor luz solar é a matinal, porque a intensidade não é muito forte. Mas o importante é experimentar e ir testando os níveis de luminosidade e qualidade da luz, sempre observando a resposta da planta. Também é melhor evitar locais onde há muito vento, porque isso pode causar desidratação.

Se o apartamento tem pouco espaço, uma boa opção é aproveitar o mesmo vaso para mais de uma espécie. É interessante misturar, por exemplo, hortaliças e ervas aromáticas, que ajudam a repelir insetos. Mas há também plantas que não podem ser cultivadas junto a outras, caso da salsinha, que é a integrante mais antissocial de uma horta.

Como
Para jardineiros iniciantes, o melhor é começar a plantar com mudas. Com o tempo e maior familiaridade com as plantas, será possível dar um passo adiante e fazer mudas de estaca (produzir uma muda usando um pedaço de uma planta) ou a partir de sementes.

Algumas plantas de colheita de folhas, como manjericão e alecrim, podem ser coletadas ao longo do ano todo, só é preciso dar tempo para que galhos e folhas se desenvolvam.

Um ponto de atenção é a rega. A água deve penetrar no solo, deixando-o úmido, mas sem ficar empoçado.

É comum que as pessoas se esqueçam de molhar a planta e, ao se lembrarem, excedam a quantidade de água por vários dias seguidos. Assim, corre-se o risco de matá-la afogada.

Também é fundamental prestar atenção à drenagem do substrato, que deve ser bem permeável, para o melhor desenvolvimento das raízes.  Junto ao substrato, é possível usar insumos de maior tamanho, caso de casca de coco grossa moída, areia ou perlita, que deixam o solo mais leve e aerado

Fonte: TUDO + UM POUCO

 

Emater-RO realiza metodologia para demonstrar vantagens na confecção de silagem com capim Capiaçu

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A Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) reuniu técnicos, agricultores e acadêmicos dos cursos de agronomia e medicina veterinária do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) para realização de uma Demonstração de Métodos (DM) para confecção de silagem. A metodologia foi realizada na propriedade do produtor rural, Enock Cassimiro de Abreu, localizada no quilômetro 8 do Projeto de Reassentamento Santa Rita, em Porto Velho. O capim utilizado foi o Capiaçu que vem apresentando vantagens no volume e na redução de custos com dieta do animal no período da estiagem.

A DM é uma metodologia aplicada ao serviço de assistência técnica e extensão rural que tem por objetivo promover o desenvolvimento adequado de técnicas, conhecida e comprovada através de pesquisas, para que pessoas possam aprender e desenvolver as habilidades, seja executando ou repassando o conhecimento a terceiros. É uma metodologia muito eficiente, pois leva a informação técnica aos interessados ao mesmo tempo em que oferece oportunidade para que o beneficiário “aprenda a fazer fazendo”.

A propriedade do Sr. Enock tem como atividade principal a bovinocultura leiteira. Em outubro de 2020 ele plantou o capim Capiaçu, no intuito de formar silos e minimizar problemas com a alimentação de seus animais que sentiram a escassez de alimento em anos anteriores devido ao período da estiagem. Aproveitando a momento para confecção de silagem, o extensionista da Emater-RO, zootecnista José Renato Alves, realizou a DM, convidando outros agricultores para que pudessem observar e aprender a técnica correta.

A variedade vem sendo produzida em campo experimental, no Centro de Treinamento da Emater-RO (Centrer).
A variedade vem sendo produzida em campo experimental (Centrer).

O capim utilizado foi o Capiaçu, variedade do capim-elefante que vem se apresentando com rico valor nutricional e menor custo ao produtor rural. A variedade vem sendo produzida em campo experimental, no Centro de Treinamento da Emater-R (Centrer), em Ouro Preto do Oeste, onde o produtor interessado pode retirá-la gratuitamente para plantar em sua propriedade.

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o Capiaçu já demonstraram que a variedade clonada tem melhor rendimento melhor com um custo de produção bem mais baixo para o produtor. A espécie produz 50 toneladas ao ano por hectare, desde que os cuidados de manejos sejam respeitados e é essa a expectativa apresentada pelo técnico José Renato na propriedade do Sr. Enock. “A área que foi plantada de aproximadamente um hectare de Capiaçu deverá produzir de 50 a 60 toneladas de silagem”, enfatiza o técnico.

O zootecnista afirma ainda, que o Capiaçu tem como vantagem o aumento no volume de massa visando suprir as necessidades alimentares dos animais no período de escassez e que o objetivo da DM foi demonstrar como produzir o alimento e conservá-lo para ser usado no período da seca, que é o período que mais falta alimento para os animais. Outra vantagem está na diminuição do custo com ajuste de dieta no cocho do animal em produção leiteira. O manejo de cocho visa promover o consumo ideal da dieta para obter a melhor eficiência dos bovinos e por consequência trazer a maior rentabilidade, sendo o Capiaçu rico em nutrientes, isso contribui para uma maior eficiência alimentar.

Segundo Dionizio Queiroga, gerente do escritório local da Emater-RO em Porto Velho, a capacitação através da Demonstração de Métodos teve duração de dois dias, onde os participantes trabalharam ativamente, realizando a roçagem e o ensilamento. Foram capacitadas cinco famílias do Projeto de Reassentamento Santa Rita, além dos acadêmicos e extensionistas da Emater-RO que levarão a técnica a outros produtores rurais.

Texto: Wania Ressutti
Jornalista – MTE-1744/RO
Fotos: Dionizio Queiroga/Esloc Porto Velho
EMATER-RO

Servidores da Idaron têm artigo veiculado em uma das mais importantes publicações científicas da América Latina

Um estudo científico de caráter estatístico, que compila dados de 2010 a 215, apontando avanços obtidos pelo Governo de Rondônia no combate a raiva bovina na região central do estado, foi veiculado na edição de janeiro da Revista Ibero-Americana de Ciências Ambientais, uma das mais importantes publicações científicas da América Latina.

O artigo, intitulado “Um Passeio Estatístico Aplicado às Medidas Governamentais: Incentivo a Vacinação Contra Raiva em Bovinos, na Região Central do Estado de Rondônia”, foi produzido por dois servidores da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), Rafael Luis da Silva, da Coordenadoria de Planejamento (Coplan), e Flavia da Silva Nogueira Ward, da Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsav) de Presidente Médici.

A importância da publicação está no caráter científico da revista que, editada em português, espanhol e inglês, visa promover discussões, disseminar ideias e divulgar resultados de pesquisas (com enfoques locais, nacionais e internacionais) relacionadas às ciências ambientais e áreas corelacionadas. A publicação é detentora dos selos Impact Factor 2,28 by Citefactor, Novo Qualis (2017-2020) Referência B1 e Qualis (2013-2016), mais elevado em ciências ambientais (B1).

Segundo Rafael Luis, o objetivo do estudo é diagnosticar e analisar variações na taxa de vacinação de bovinos contra raiva no município de Presidente Médici/RO, nos anos de 2010 a 2015, após intervenção estratégica do Governo junto aos produtores rurais para incentivar a imunização do gado.

“É importante mencionar que a divulgação científica das atividades laborais do órgão, através da publicação de artigos científicos ou técnicos, tem o condão de transmitir à comunidade o desenvolvimento de novos materiais, técnicas e métodos de análise, bem como atualizar significativamente as informações de trabalhos anteriormente publicados, nas diversas áreas de gestão desta Autarquia”, destacou.

Fonte: Idaron

Investimentos em proteínas alternativas batem recorde

Durante 2020, ano em que convergiram várias crises sociais, ambientais e econômicas em todo o mundo, a indústria de proteínas alternativas registrou investimentos de US$ 3,1 bilhões. Um valor que é pelo menos três vezes o valor mais alto registrado em um único ano na história do setor.

O Good Food Institute (GFI), uma ONG focada na redução do consumo de carne, disse que os dados não são por acaso, já que proteínas alternativas fornecem soluções para alguns dos desafios mais sérios, das mudanças climáticas à fome global. À medida que o mundo define um horizonte pós-pandêmico e a meta global de atingir emissões líquidas zero, os investidores estão percebendo rapidamente que o risco climático é o risco de investimento, tornando as soluções sustentáveis para a produção de proteínas atraentes por motivos que vão muito além dos resultados.

“No ano passado, a indústria de proteína alternativa demonstrou não apenas resiliência, mas aceleração, aumentando significativamente mais capital de investimento em 2020 do que em anos anteriores”, disse Caroline Bushnell, Diretora de Engajamento Corporativo da GFI. “Essas infusões de capital e financiamento que ainda estão por vir facilitarão a tão necessária pesquisa e desenvolvimento e a construção de capacidade para permitir que essas empresas escalem e alcancem mais consumidores com produtos proteicos alternativos deliciosos, baratos e acessíveis”, completa.

Embora a confiança dos investidores nas empresas de proteínas alternativas seja impulsionada por vários fatores de mercado, as muitas questões planetárias expostas no ano passado iluminam os riscos associados a carteiras e práticas de negócios como de costume.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

Projeto aposta em consórcio cacau e seringueira

Atualmente, São Paulo não figura entre os produtores de cacau. No entanto, por meio do trabalho da extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que investe em ações para gerar novas oportunidades de negócio, diversificação, renda e emprego nas propriedades paulistas, principalmente as de pequeno e médio portes, o Estado está abrindo uma janela de plantio no noroeste paulista.

“Apesar da produção atual, o Brasil não é autossuficiente no atendimento ao mercado interno, sendo, portanto, um importador de outros países. Diante disso, ampliar cada vez mais área e produção é importante. Na década de 1970, a Secretaria de Agricultura, por meio do Instituto Agronômico (IAC-APTA), investiu em pesquisas sobre o plantio e o manejo no âmbito do Plano de Expansão da Cacauicultura de São Paulo (Pecasp), as quais abriram possibilidades para viabilizar a cultura no Estado, que não tem tradição no segmento. Todavia as áreas implementadas não avançaram. Há seis anos, em um processo de identificação de novas alternativas de cultivo para ampliar a rentabilidade de produtores, visualizamos no cacau uma possibilidade interessante a ser trabalhada em sistema de consórcio com a heveicultura (cultura da seringueira) – uma das principais atividades do noroeste paulista (São Paulo é o maior produtor de borracha natural do Brasil) -, que tem grande importância, caracterizada pela geração direta e indireta de empregos e renda, que impulsiona a economia dos municípios da região, bem como afixação do trabalhador na zona rural”, explica o engenheiro agrônomo Andrey Vetorelli, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que integra, ao lado dos engenheiros agrônomos Fioravante Stucchi Neto (Casa da Agricultura de José Bonifácio) e Fernando Miquelletti, o Grupo Técnico do Consórcio Seringueira, Banana e Cacau, o qual conta com o apoio nos trabalhos, do diretor da CDRS Regional São José do Rio Preto, Pedro Cavallini Neto.

Complementando as informações de Vetorelli, Fioravante fala um pouco da história do projeto. “A escolha pelo sistema de consórcio se deve ao fato de que ele permite o fortalecimento das atividades agrícolas de forma sustentável, por otimizar o uso de recursos como solo, água, mão de obra, máquinas e equipamentos; diminuir o risco econômico devido o cultivo simultâneo na mesma área de duas ou mais culturas; permitir um melhor fluxo de caixa, além de aumentar a rentabilidade da área”, informa, destacando que o início aconteceu no final de 2012, tendo o consórcio de cacau e seringueira – o qual inclui a banana para sombreamento das mudas de cacau e mais uma alternativa de renda – como principal linha de trabalho. “Em 2013, acompanhamos a implantação, em uma propriedade de Tabapuã (município de cerca de 13 mil habitantes, distante 45km de São José do Rio Preto), de um consórcio de cacau e seringueira e atestamos a viabilidade”.

A partir desse momento, os extensionistas buscaram aprimorar os conhecimentos para embasar a implementação do projeto na região. “Primeiramente, fizemos uma visita técnica à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, considerado o principal centro de pesquisa e cultivo da cultura na América Latina, localizada em Linhares (ES). Com esse contato, iniciamos um trabalho conjunto com a entidade, com o objetivo de viabilizar o consórcio em área não tradicional de plantio. Também visitamos áreas de produção nos Estados da Bahia e do Espírito Santo, para conhecer as modernas tecnologias de plantio e manejo”, relembra Fioravante.

Atualmente, após diversas ações, a CDRS contabiliza diversas parcerias no desenvolvimento do projeto, que ajudaram a viabilizar a implantação de Unidades de Adaptação de Tecnologia (UATs), com mudas oriundas do Espírito Santo, nos municípios de José Bonifácio, Mirassol, Potirendaba, Monte Aprazível, Nova Granada, Ipiguá, Adolfo e São José do Rio Preto. “A implantação desse modelo de consórcio tem despertado muito interesse de produtores da região de Rio Preto e até de outras localidades. Vislumbrando o desenvolvimento de uma atividade de alto valor econômico, com potencial para promover rápida amortização do capital investido e rentabilidade com impacto na economia regional, diversas entidades se tornaram parceiras, como a Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp)”, explica Andrey, informando que, hoje, o projeto conta com patrocínio da Fundação Cargill e efetivo acompanhamento de técnicos da Ceplac, assim como apoio da Faculdade de Tecnologia de São José do Rio Preto, da Escola Técnica de Monte Aprazível, do Sindicato Rural/Senar de São José do Rio Preto e da APTA Regional de Pindorama.

Nessas UATs, os extensionistas explicam que são aplicadas diferentes técnicas de manejo da cultura de cacau, irrigação, adubação, tratamento fitossanitário e de plantas daninhas, além de colheita e coleta de informações para análise financeira do sistema. “Também estamos avaliando diferentes densidades populacionais para cultivo, bem como a implantação de cacau com plantas nativas, visando atender economicamente áreas de Reserva Legal. Essas unidades são abertas para transferência de tecnologia e informação”, salientam Andrey, Fioravante e Fernando, enfatizando que, no momento, por conta da pandemia, as visitas presenciais estão suspensas, para cumprimento dos protocolos sanitários e de distanciamento social.

Desenvolvimento técnico do projeto Consórcio Cacau e Seringueira

Ao longo de quase seis anos de execução, os extensionistas informam que foram realizados diversos eventos, como palestras, workshops, Dias de Campo, visitas técnicas e outros, os quais permitiram transferir informações e conhecimento sobre o cultivo de cacau para cerca de 900 pessoas, entre produtores, estudantes, profissionais da área agronômica, bem como firmar uma ação conjunta com a Etec de Monte Aprazível, com o objetivo de capacitar os futuros técnicos agrícolas na área de atuação do cultivo de cacau.

“Esse trabalho tem repercutido positivamente na região, gerando uma demanda por parte de produtores interessados em implantar projetos comerciais e áreas-piloto em vários municípios da região, como José Bonifácio, Mirassol, Bady Bassit, Adolfo, Macaubal, Mirandópolis, Olímpia, Tabapuã, Novais, Palmares Paulista, Mirassolândia, Tanabi; e de outras regiões, como Alvares Florence (CDRS Regional Votuporanga), Mirandópolis (CDRS Regional Andradina), Tupã (CDRS Regional Tupã), Adamantina (CDRS Regional Dracena), o que mostra que ele está ganhando uma dimensão maior. E esse interesse dos produtores tem se concretizado em números: em 2014, a área plantada com cacau na região era de cerca 10 hectares; em 2021, contabilizamos quase 200 hectares cultivados com a cultura”, explica Fioravante.

Diante desse cenário, Andrey avalia que o cacau está se tornando uma alternativa de grande potencial. “Além das questões relacionadas à sustentabilidade social e ambiental, o consórcio tem se mostrado uma fonte atrativa de renda, pois incrementa, e muito, o valor obtido pelo cultivo isolado da seringueira”.

Outros motivos elencados pelos extensionistas para consolidar o noroeste paulista como região produtora de cacau se baseiam em seu perfil:
• possui produtores com vocação e solos de qualidade;
• possui clima adequado, com característica de Zona de Escape das doenças do cacau, pelo histórico de cultivo em pesquisas do IAC da década de 1970;
• capilaridade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) promovida pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento;
• tem boa infraestrutura e logística (estradas) e indústrias de alimentação;
• possui um grande mercado consumidor (46 milhões de habitantes no Estado de São Paulo).

Impacto do projeto na viabilização da produção de cacau em São Paulo

Após seis anos de trabalho, o projeto contabiliza como principais frutos do trabalho conjunto com a Ceplac/MAPA, o reconhecimento da região noroeste paulista como área apta ao plantio da cultura, conforme descreve o Zoneamento para Plantio de Cacau no Estado de São Paulo (MAPA-2019), gerando, inclusive, a possibilidade de acesso a crédito oficial por parte dos produtores que iniciarem na atividade.

Outro ponto importante foi a publicação de uma Nota Técnica de Cultivo em São Paulo. “Nosso objetivo não é fomentar de forma desordenada a cultura do cacau na região, mas apresentá-la como alternativa de renda viável, diminuindo possíveis equívocos na implantação do sistema por parte dos produtores interessados. É importante frisar que todas as informações divulgadas são baseadas em protocolos de Boas Práticas e respeito à legislação vigente”, enfatizam os integrantes do Grupo Técnico.

Para não haja risco de implantação inadequada do sistema, a orientação é que os produtores interessados procurem a CDRS Regional São José do Rio Preto, que irá direcionar técnicos para fazer um diagnóstico e, a partir daí, realizar o planejamento adequado para as condições corretas. Contatos com o Grupo Técnico – Seringueira, Banana e Cacau – CDRS Regional São José do Rio Preto: andrey.borges@sp.gov.br/ fioravante.neto@sp.gov.br / fernando.miqueletti@sp.gov.br.

 

* informações da assessoria de imprensa

Por: AGROLINK -Eliza Maliszewski

Bicho-da-seda: produtores relatam problemas com deriva e abandonam atividade no PR

Agricultores familiares produtores de bicho-da-seda no Paraná estão acumulando prejuízos e até saindo da atividade por conta de danos decorrentes da deriva de defensivos agrícolas aplicados em propriedades vizinhas. Os agroquímicos, utilizados de forma incorreta em pulverização aérea em lavouras de grãos, estariam contaminando os pomares de amora dos pequenos agricultores.

Os produtores de bicho-da-seda, concentrados no norte do Paraná, têm em média 3 hectares de amoreiras. As folhas dessas árvores são o principal alimento do bicho-da-seda e insumo para a produção do casulo, de onde é extraído o fio da seda. Ou seja, é fundamental que o cultivo da amoreira seja 100% natural, sob pena de inviabilizar a atividade.

Claudinei de Carli, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares de Astorga, no norte paranaense conta que os problemas com a deriva vêm se intensificando nos últimos três anos. Como a maior parte dos sericicultores (produtores de bicho-da-seda) é de agricultores familiares, que cultivam pequenas áreas, o dirigente explica que os prejuízos consecutivos têm tirado muitos deles da atividade.

De acordo com o sindicato, que move uma ação de indenização em favor dos agricultores atingidos,  as perdas deste ano apenas são calculadas em R$ 339 mil. Em 2020, o prejuízo total teria sido de aproximadamente R$ 500 mil.

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Foto: Pixabay

O sindicato articula a criação de um fundo com a Prefeitura Municipal de Astorga para garantir futuras indenizações com problemas dessa natureza. Dos 75 produtores de bicho-da-seda do município, 55 teriam sido impactados pela deriva entre janeiro e fevereiro de 2021.

Astorga é um dos principais produtores do estado, ao lado do município de Nova Esperança, que lidera o ranking de maior produtor. O Brasil produz quase 3 milhões de quilos de casulos. O Paraná é o maior estado sericicultor do país, com 80% da produção nacional, seguido por São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Investigação

Segundo Eliza Maria Teixeira Monteiro, fiscal de Defesa Agropecuária da unidade de Astorga da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), diversos criadores de bichos-da-seda protocolaram reclamações contra possíveis casos de deriva no mês de fevereiro. Assim, rapidamente, o processo de investigação foi iniciado.

“Diversos reclamantes citaram aviões pulverizando lavouras de soja e fomos às propriedades mencionadas. Encontramos casos de produtos que deveriam ser utilizados em tratores e que foram jogados de aviões. Com isso, notificamos os envolvidos, que têm um prazo para se defender”, conta a fiscal.

Segundo ela, é possível fazer a correlação com os produtos utilizados nas propriedades fiscalizadas e as amostras enviadas aos laboratórios. “A fiscalização tem tudo documentado, pois acessamos o Sistema de Monitoramento de Comércio e Uso de Agrotóxico no Estado do Paraná (Siagro), onde conseguimos rastrear o produto e se as receitas agronômicas eram feitas para pulverização de avião ou de forma tratorizada. Daí, com o número do prefixo do avião anotado, identificamos quem aplicou”.

Elisa explica que há suspeita de deriva proveniente, também, de tratores. “Nessas ocasiões, é preciso salientar que a quantidade de agroquímico é bem pequena, mas é o suficiente para afetar o bicho-da-seda. Constatamos a mortalidade dos insetos, e o mais provável é que tenha ocorrido, de fato, pela ingestão da folha da amoreira contaminada”.

Prejuízo e abandono da atividade

Há 47 anos na atividade, o agricultor Benedito Alves da Silva reforça a declaração do presidente do sindicato de que o problema é reincidente há pelo menos três anos consecutivos. “Com a deriva perdemos em peso, qualidade e preço. A contaminação das amoreiras chega a comprometer lotes inteiros do bicho-da-seda”, diz o agricultor. Com os lotes comprometidos no início do ano, Silva calcula uma quebra de 50% na produção em 2021. Ele trabalha com sericicultura em uma área de pouco mais de 2 hectares, principal fonte de renda da família.

Wilson Fröhlich, que lamenta a falta de área para diversificação – ele também tem apenas 2 hectares –, conta que perdeu 50% da produção em 2020 e estima uma quebra de outros 50% em neste ano. Em meio ao campo de amoreiras, conta que até tentou eliminar o efeito da contaminação pela deriva, com uma poda da lavoura. Mas não foi o suficiente, porque a rebrota também foi comprometida.

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Wilson Fröhlich teve quebra de 50% em 2020 e previsão de mais 50% de perdas em 2021. Foto: Fetaep

Emerson Ferreira, tesoureiro da Associação dos Sericicultores de Astorga e Pequenos Produtores de Tupinambá, calcula, “por enquanto”, em pelo menos 30% a quebra na produção do município em 2021. No ano passado, a deriva teria afetado 40% da produção. Pelos dados da associação, segundo Ferreira, desde 2020 pelo menos 20% dos produtores saíram da atividade. Lucio Fassina, da Bratac, empresa integradora que é líder em processamento de fio de seda no Brasil, o início do ano vem se tornando a pior fase para a atividade e de maior impacto na produção no norte do Paraná.

O produtor Antenor Nazi, que cultiva amoreiras há 28 anos em Astorga, foi um dos que deixou a atividade recentemente. Depois de três safras com problemas atribuídos à deriva de defensivos, ele decidiu abandonar a sericicultura. Nazi literalmente acabou com 7 hectares de amoreira e desativou os galpões que utilizava para a criação do bicho-da-seda.

A decisão veio neste ano, quando perdeu 14 caixas de casulo por conta da contaminação das plantas. Entre a lavoura, galpões, colheita mecânica e máquinas automatizadas, ele calcula um prejuízo próximo de R$ 200 mil.

O agricultor também lamenta o fato de ser obrigado a acabar com o sustento da família. “Aqui tínhamos um potencial de renda na casa de R$ 15 mil por mês. Agora vou me aventurar com algumas vaquinhas de leite e meu filho foi buscar trabalho na cidade.” Trabalhavam na atividade ele, a esposa, o filho e a nora.

produção amoreira

Antenor Nazi, Emerson Ferreira, Claudinei de Carli e Marcos Brambilla. Foto: Fetaep

Mais recente na sericicultura, o produtor Adriano Aparecido Piza está há três anos na atividade e há dois anos acumulando prejuízos. “Em 2020 perdi 50% da produção. Este ano deve ser pior”, diz Piza, enquanto assiste ao trator roçar parte dos 2,5 hectares de lavoura de amora que foram contaminados pela deriva. Ele decidiu entrar na produção de bicho-da-seda porque a atividade permite ser explorada com boa renda em pequenas áreas. Com investimentos da ordem de R$ 100 mil, o agricultor afirma que, “se continuar o problema do avião, não tem jeito, vou admitir o prejuízo e sair da atividade”.

Marcos Brambilla, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep), esteve na semana passada vistoriando pessoalmente as lavouras em Astorga e discutindo com dirigentes e produtores o drama da região. Ao lado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a Fetaep apoia a endossa todas ações no sentido de amenizar as perdas e solucionar em definitivo o problema. “Estamos trabalhando pela indenização dos agricultores afetados e também para garantir a permanência dos produtores e suas famílias na atividade.”

No entendimento de Brambilla, a criação do fundo para futuras e possíveis indenizações, bem como a definição de novas regras para coibir ou garantir a convivência entre pequenos e grandes produtores “é que vai garantir o futuro sustentável do campo e da família rural”.

Há 47 anos na atividade, Benedito Alves da Silva, diz que o problema é reincidente: Foto: Fetaep

Claudinei de Carli, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Astorga, lembra que os prejuízos da deriva de 2020 são motivo de uma ação que encontra-se na Justiça da Comarca de Astorga. Sobre os prejuízos parciais apurados em 2021, De Carli encaminhou ofício à Câmara Municipal de Astorga com uma lista de 51 sericicultores de Astorga e 13 de outros municípios da região, que atestam prejuízos com a deriva da pulverização aérea somando mais de R$ 339 mil.

Além das denúncias feitas junto à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para que o fato seja denunciado ao Ministério Público do estado, também está em trâmite na Câmara de Astorga um projeto de lei que proíbe a pulverização aérea no município. O mesmo projeto, se aprovado, prevê a criação do fundo de indenização a ser criado pelo Poder Executivo.

Boas práticas no uso de agroquímicos

O Sindicato Rural Patronal de Astorga também foi procurado pela reportagem e falou sobre a importância das boas práticas na hora de se utilizar a pulverização, seja via terrestre ou aérea.  Segundo o presidente da entidade, Guerino Guandalini, o sindicato apoia todos os tipos de cultivo e de pulverizações, desde que sejam realizadas da maneira correta.

“No caso da aplicação de defensivos e adubos através de avião, é considerada como deriva tudo aquilo que não atinge o alvo da aplicação e causa interferência nos mecanismos básicos da aplicação. Para se evitar tal deriva, é necessário se observar alguns critérios adotados mundialmente, como boa técnica de geração de gotas, condição meteorológica, composição da calda e as condições operacionais do pulverizador. Toda aplicação de defensivos ou adubos onde ocorre a deriva é prejudicial não só para vizinhos e outras culturas, é prejudicial principalmente para o agricultor que está utilizando a pulverização aérea, pois as gotículas caindo fora da lavoura são prejuízo na certa”, disse.

Segundo Guandalini, quando ocorre esse tipo de situação, o produtor que aplica também sai prejudicado. “Quando ocorre a deriva, não é por vontade do agricultor. Não é a pulverização aérea que é maléfica, é o mau uso dessa pulverização, pois mesmo a aplicação com pulverizadores terrestres pode ocorrer a deriva, pois ventos podem surgir.”

O presidente do sindicato patronal acredita que erros individuais não devem gerar um sentimento contra a aplicação de defensivos por aviões. Segundo ele, quando feita seguindo todas as recomendações técnicas, a aplicação acaba atingindo o objetivo, que é de proteger a plantação. “Pode ter ocorrido, sim, em nossa região, a deriva em alguma propriedade que se utilizou de pulverização aérea, mas nem por isso se deve proibir a pulverização aérea. O que deve ocorrer é a fiscalização e, se os produtores de bichos-da-seda se sentirem prejudicados,  devem recorrer aos meios legais para serem ressarcidos, se prejuízo houve. Não se pode penalizar uma totalidade por um desvio de algum agricultor, que não cumpriu as regras para a pulverização correta”.

Prevenção e fiscalização

A Adapar informou que,  por meio do Programa de Fiscalização do Comércio e do Uso de Agrotóxicos da Gerência de Sanidade Vegetal, orienta para que os agricultores não apliquem agroquímicos em suas lavouras sem antes consultar um profissional de agronomia, para verificar a real a necessidade do uso do produto.

“Os agricultores devem lembrar que na natureza existem diversos insetos, fungos, bactérias e plantas. Mas nem todos causam danos nas lavouras, pois alguns são inimigos naturais das pragas,  podem ser benéficos porque irão atacá-las, reduzindo com isso a necessidade da aplicação de um agrotóxico”, informa a entidade

Especificamente sobre a deriva, a Adapar diz que é comum a comunicação de ocorrências de aplicações atingindo propriedades vizinhas, que possuem moradias isoladas, núcleos habitacionais, criação de animais, culturas orgânicas, culturas sensíveis como hortaliças, uva, criação de abelhas e bicho-da-seda, dentre outras.

“Quando isso fica comprovado, o agricultor responsável pela aplicação que gerou a deriva é penalizado com aplicação de multa e o processo é encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis, motivo pelo qual alertamos aos agricultores para que tomem cuidado no momento da aplicação para evitar estes problemas”.

Aplicação de defensivo em soja

Foto: Milton Doria/Adapar

Suspeita de deriva: o que fazer?

De acordo com João Miguel Toledo Tosato, engenheiro agrônomo, fiscal de Defesa Agropecuária e coordenador de Fiscalização de Agrotóxicos da Adapar, é indicado que, na primeira suspeita de morte de animais como abelhas ou bicho-da-seda causada por deriva, a agência seja contactada para que um fiscal seja enviado para fazer coleta de amostras. O mesmo procedimento deve ser feito caso ocorram danos a plantas, como as amoreiras que servem de alimento para o bicho-da-seda.

“Deve-se ligar para a ouvidoria do estado e, então, essa informação chega à coordenação. Aqui, nós encaminhamos a denúncia para um supervisor regional. Ele aciona o fiscal mais próximo e já começa o trabalho de investigação”, disse.

Caso o inseto morra, é preciso que o fiscal chegue antes da deterioração do bicho. No caso das amoreiras, também são coletadas folhas para saber se há presença de agroquímicos como 2,4-D ou fipronil que, segundo Tosato, são os mais comumente encontrados em casos danosos de deriva.

“A orientação inicial é que o prejudicado contrate imediatamente um profissional de agronomia para fazer um laudo técnico para ver se foi devido à deriva de algum agrotóxico. Em cima disso, há um cálculo do prejuízo. Caso ocorra um grande prejuízo, orientamos a fazer um boletim de ocorrência para anexar a um futuro processo judicial”, indica Tosato.

O fiscal da Adapar vai nas áreas vizinhas e entrevista produtores que podem ter sido responsáveis pela má utilização de defensivos. “Conferimos quais produtos ele adquiriu, pedimos nota fiscal e verificamos condição de aplicação e distância para os vizinhos. Se a fiscalização constatar que foi feito em discordância com o fabricante ou com as normas legais, será lavrado um auto de infração contra o aplicador, assim como um processo administrativo que é encaminhado ao Ministério Público”, disse.

Fiscalização de agrotóxico feito pela Adapar

Foto: Adapar

Segundo Tosato, mesmo que não seja comprovado que a deriva tenha causado os prejuízos, a aplicação errada gera punição. “O mais difícil é comprovar a origem do material tóxico, mas isso ocorre em alguns casos em que o produtor aplica o produto fugindo das recomendações do fabricante. Mas as provas são fundamentais, pois em alguns casos a deriva vem da própria propriedade, quando o produtor do bicho-da-seda ou da abelha aplica algum inseticida, que seja o mais inofensivo contra formiga, e que acaba causando danos. Nosso papel é ouvir todos os lados e não ser levado por simples brigas de vizinhos”.

Debate público

Nesta quinta-feira, 18, uma audiência pública online organizada pela Assembleia Legislativa do Paraná vai debater “os impactos da deriva do agrotóxico na sericicultura, apicultura, produção orgânica e agroecológica”. Será às 9h30, transmitida pelo YouTube e Facebook da Assembleia Legislativa.

O debate contará com a participação de agricultores e representantes de órgãos reguladores de todo o Paraná, que analisarão os impactos desses produtos e estratégias para mudar essa realidade. O evento é organizado pelos deputados Professor Lemos (PT); Luiz Claudio Romanelli (PSB); Tadeu Veneri (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos; Goura (PDT), presidente da Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais; Anibelli Neto (MDB), presidente da Comissão de Agricultura; e deputada Luciana Rafagnin (PT), coordenadora do Bloco da Agricultura Familiar.

Por Canal Rural

Posso castrar bezerro ao nascimento utilizando a borrachinha?

O telespectador Ozias Almeida enviou sua dúvida por e-mail sobre castração de gado de corte. Ele disse que gostaria de receber mais informações sobre como proceder para a castração com a borrachinha. A pergunta foi enviada depois dele acessar alguns dos conteúdos sobre o Programa Touro Zero.

O esclarecimento veio do próprio idealizador do Programa Touro Zero, o médico veterinário e consultor Ademir Ribeiro, da Estância Espora de Prata, em Ariquemes -RO. No sistema criado por ele, os animais são castrados ao nascimento (confira mais informações nas páginas listadas a seguir).

“O Programa Touro Zero é feito 100% com IATF, a inseminação artificial em tempo fixo. Ou seja, nós não usamos touro. Nós fazemos uma inseminação na estação de monta de primavera-verão, que vai de setembro a janeiro, são quatro ou cinco inseminações, e fazemos uma estação no outono, que é maio e junho. Nós só produzimos cruzamento industrial. Você pode produzir qualquer tipo de cruzamento industrial”, explicou.

O veterinário revelou o objetivo do sistema de produção. “A ideia é produzir a carne premium, a carne nobre. Nós sabemos que o Brasil só produz 2% de carne premium, são 200 mil toneladas deste produto dentro de tudo que é produzido. Então existe um nicho de mercado fantástico e as grandes indústrias de carne, como o Friboi, que tem o Protocolo 1953, compram o produto de cruzamento industrial acabado e gordo, só que tem que ser castrado. E aí nós castramos no canivete e também com a borrachinha. Veja no exemplo de um cliente nosso, que também está trabalhando com o Programa Touro Zero, a castração aqui na região de Extrema, distrito de Porto Velho em Rondônia”, ilustrou.

Pelo vídeo abaixo é possível ver o exemplo prático da aplicação da borrachinha para a castração de bezerros. “Estou fazendo a castração com anéis de borrachinha, o mesmo sistema usado em carneiros, no bezerro recém-nascido. Você confere se os testículos desceram e, com 15 dias no máximo, isso já cai”, disse o profissional no exemplo em vídeo.

“Tem um alicate e a borrachinha. Você compra isso no mercado e coloca de forma que você tenha certeza que os dois testículos passaram por dentro, aí você solta a borrachinha. Ela vai elastrar a pele, vai elastrar todos os nervos, todos os vasos (sanguíneos) e o cordão espermático. O bezerro vai ficar incomodado ali umas três ou quatro horas, vai balançar a cabeça, porque é um corpo estranho apertando. Mas de 20 dias para frente, vai cair todo o testículo e vai ficar cicatrizado. É menos traumático (do que a castração cirúrgica no canivete), é limpo e fácil de ser utilizado”, observou.

“Então pode castrar, sim, com a borrachinha, como pode fazer também o sistema cirúrgico no canivete. O importante é que você castre o seu bezerro, dê condições, trate bem ele e venda uma carne premium. O mercado está aí para absorver tudo isso com qualidade. Vamos ganhar bônus”, incentivou o veterinário Ademir Ribeiro.

Confira no vídeo a seguir as dicas sobre castração de bezerros com anel de borracha:

Período de chuvas é propício para infecções em bovinos

As águas de março que fecham o verão também trazem grande preocupação para os pecuaristas – especialmente do Brasil Central. Nesse período chuvoso, os bovinos estão sujeitos a diversas infecções, como diarreias, infecções de casco e pneumonia. Essas enfermidades proporcionam consideráveis prejuízos aos criadores, tendo em vista que reduzem o potencial produtivo dos animais e, em alguns casos, podem ser fatais, principalmente em animais jovens.

“Nessa época do ano, as pododermatites (doenças de casco) chegam a afetar 6 em cada 10 bovinos no país”, informa Antônio Coutinho, gerente de produtos para animais de produção da Vetoquinol Saúde Animal. “A diarreia, especialmente em bezerros, também é fator de atenção, pois pode causar retardo no crescimento e até a morte dos animais ainda jovens.”

O descuido com a sanidade dos bovinos pode ter custo alto para o pecuarista: para cada dia de tratamento, perde-se um dia de produção – seja em ganho de peso (pecuária de corte) ou em produção de leite (vacas leiteiras). “É preciso estar atento a soluções de ação rápida e eficaz, que ajudem a minimizar as perdas e a potencializar a saúde do rebanho, para que se alcance seu máximo potencial produtivo”, reforça Coutinho.

Uma das mais eficazes soluções para tratar as infecções é a associação de antibióticos com anti-inflamatórios, combinação que possibilita a rápida recuperação dos animais. Antônio Coutinho explica que essa associação oferece segurança e agilidade no tratamento, fazendo com que o animal doente retorne rapidamente ao processo normal de produção leiteira ou de ganho de peso nos bovinos de corte.

“É essencial que os pecuaristas escolham soluções que exijam menos manejo e tenham maior facilidade de aplicação, além de eficiência. A baixa carência é indispensável, especialmente para os animais de corte em terminação e para as vacas de leite em produção, e garante tranquilidade em relação ao produto final, transferindo seus benefícios também à segurança alimentar”, ressalta o gerente da Vetoquinol.

Em seu portfólio, a Vetoquinol oferece aos pecuaristas uma linha completa de soluções eficazes para combater os processos infecciosos dos bovinos, como AcurA® Max. O medicamento, que associa o anti-inflamatório meloxican e o antibiótico ceftiofur, é ideal para a rápida recuperação dos animais tratados, além de ter elevado índice de eficácia.

“AcurA Max é um produto que pecuaristas, vaqueiros e peões devem ter na farmácia da fazenda para aplicá-lo assim que notar qualquer sinal de infecção nos bovinos, como febre, perda de peso ou diarreia – sempre após separar o animal doente dos demais”, destaca Coutinho. “Com fácil aplicação e dose única, o medicamento tem quatro anos de validade e baixa carência”, complementa.

Por: AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA

Métodos desenvolvidos pela Embrapa analisam sustentabilidade e inovação

Cientistas da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) têm buscado aprimorar as análises de sustentabilidade na agricultura, focando, entre outras, em duas abordagens metodológicas complementares: o sistema de indicadores APOIA-NovoRural, que se aplica à análise objetiva e quantitativa de indicadores de sustentabilidade, visando à gestão ambiental de atividades rurais, e o Ambitec-Agro, sistema de concepção multicritério e formatação bastante simples para obtenção e registro de evidências em campo, prescindindo da abordagem analítica instrumental e laboratorial. Podem ser usadas por produtores rurais e empresas.

Essas duas principais abordagens metodológicas são descritas em linguagem simples e didáticas em um documento publicado com parceiros, que explica o contexto de utilização em uma parceria público-privada para assessoria técnica e comunicação de sustentabilidade com os consumidores de produtos agrícolas (veja aqui).

Como explica Geraldo Stachetti, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e um dos desenvolvedores dos sistemas, o Ambitec-Agro tem sido extensivamente utilizado na Embrapa para as avaliações de impactos da adoção de inovações tecnológicas agropecuárias, na formulação dos balanços sociais anuais (ver aqui). Já o APOIA-Novo Rural é um método de concepção multi-atributo, na qual os levantamentos de campo dependem de treinamento detalhado para a obtenção e registro de evidências, bem como de instrumental analítico e laboratorial, especialmente para os indicadores de qualidade da água e do solo.

Diversos estudos exemplificam a utilidade dessas abordagens para a gestão ambiental de atividades rurais. Desde a análise de sustentabilidade em empresas de maior porte, como o Polo de Agricultura Natural da Korin, até estudos em unidade familiar de pequeno porte e pesquisas de alcance internacional, que integram estabelecimentos de amplo alcance empresarial, como no setor de frutas (ver publicação, em inglês, aqui).

Em caso de interesse na realização dessa linha de estudos, reconhecidas as relativas dificuldades técnicas e de logística específicas do sistema APOIA-NovoRural, o pesquisador exemplifica um estudo de referência em pecuária sustentável (ILPF) com o Ambitec-Agro, e um detalhamento da aplicação do método ao Balanço Social da Embrapa.

Para uma descrição dos trabalhos de análise de sustentabilidade para gestão ambiental de atividades rurais na Embrapa Meio Ambiente, veja entrevista veiculada no site Giro do Boi.

Por: EMBRAPA

Luz artificial afeta polinização até durante o dia

A luz artificial da noite afeta indiretamente toda a comunidade de plantas e polinizadores, com consequências desconhecidas para o funcionamento do ecossistema, como os pesquisadores da Universidade de Zurique e do Agroscope demonstraram pela primeira vez. O uso de luz noturna artificial em todo o mundo aumentou enormemente nos últimos anos, causando efeitos adversos na sobrevivência e reprodução de organismos noturnos.

“Nossas descobertas indicam que a luz artificial à noite altera o número de interações planta-polinizador durante o dia, dependendo da espécie de planta”, diz Eva Knop do Programa de Pesquisa Prioritária de Pesquisa da Universidade UZH Global Change and Biodiversity e Agroscope. Por exemplo, três espécies de plantas receberam significativamente menos visitas de polinizadores durante o dia e outras espécies um pouco menos. Uma espécie de planta diferente, por outro lado, recebeu muito mais visitas de polinizadores, e outra um pouco mais, sob iluminação de LED.

Curiosamente, a atividade dos polinizadores noturnos também variou na presença de luz artificial. Por exemplo, gerânios florestais (Geranium sylvaticum) em prados claros e escuros receberam o mesmo número de visitas de polinizadores, mas não pelos mesmos insetos. Enquanto os insetos dípteros reduziram suas visitas a plantas que eram iluminadas à noite, os besouros (Coleoptera) tendiam para aumentar suas visitas. Duas outras espécies de plantas mostraram tendências semelhantes.

Até agora, o impacto ecológico indireto da poluição luminosa foi ignorado. “Uma vez que os insetos desempenham um papel vital na polinização de plantações e plantas selvagens e já estão ameaçados pela destruição do habitat e mudanças climáticas, independentemente da luz artificial, é importante estudar e esclarecer esses mecanismos indiretos”, disse Knop.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems