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Paraná teme que falte milho para avicultura

O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) está preocupado com um possível desabastecimento de milho no Estado, o que impactaria diretamente as granjas avícolas.

A entidade monitora a situação há meses e propôs algumas ações para o governo brasileiro a fim de evitar a escassez do grão no país. As medidas seriam de curto, médio e longo prazo visando a importação rápida do grão quando necessária e o aumento da produção nacional e armazenagem para as próximas safras.

No Paraná o clima impactou o milho. A primeira safra teve quebra de 11,7%, com produção de 3.1 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já o plantio da segunda safra foi comprometido com o atraso da retirada da soja devido a estiagem que levou ao adiamento da semeadura da oleaginosa. Grande parte das lavouras foi implantada fora da janela ideal. A projeção é de 13,5 milhões de toneladas ou crescimento de 18%.

“A safra precisa de cinco meses com chuvas regulares e não ter um inverno antecipado, porque o milho é uma cultura de verão. Estamos produzindo no inverno porque deu certo, mas em anos com geada antecipada, podemos ter uma perda maior. Nós estamos apreensivos, temos milho para poucos meses até chegar na nova safra”, alerta o presidente do Sindiavipar, Irineo da Costa Rodrigues.

Em um cenário de desabastecimento do grão, produtores de aves e suínos seriam diretamente impactados, pois o milho é um dos principais componentes da ração dos animais. Com isso, a indústria de alimentos teria que avaliar a necessidade de reduzir o abate e o alojamento, pois a produção passa a ser muito cara e incerta. Com isso os preços podem subir ao consumidor.

A entidade sugere que o governo amenize possíveis problemas desburocratizando a importação do grão e retire o PIS/COFINS da importação, por se tratar de uma questão emergencial. A médio prazo solicita uma política atrativa para a produção de milho no verão, a partir do mês de setembro de 2021, com linhas de crédito vantajosas, principalmente para o pequeno produtor e a diminuição dos juros no Plano Safra, com pelo menos 1% linearmente, com crédito a taxas mais acessíveis.

No longo prazo propõe pensar no armazenamento de grãos pelas pequenas empresas, com linhas de crédito subsidiadas, para que o produtor possa comprar milho e ter onde guardar e uma ação conjunta do Sindiavipar com as entidades representativas de outros estados produtores de carne de frango para encaminhar sugestões ao Ministério da Agricultura. O objetivo é fazer um diagnóstico da avicultura do Brasil e propor soluções práticas que promovam maior organização e eficácia na produção, a fim de construir uma política efetiva para o setor.

O Paraná é maior produtor de frangos do Brasil e responde por 38% de toda carne de frango produzida e exportada pelo país. A cadeia produtiva da avicultura paranaense é composta por cerca de 20 mil granjas, 43 incubatórios e 45 indústrias de abate. A atividade gera 69 mil empregos diretos em todo o Estado. Segundo o IBGE, somente nos primeiros nove meses de 2020 foram produzidas aqui no estado 3 milhões e 300 mil toneladas de carne de frango e em todo o ano 269 mil dúzias de ovos.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

Preços da melancia registraram nova alta

Os preços da melancia registraram nova alta nas roças nos últimos dias, impulsionados pela redução da oferta, segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea. Em Teixeira de Freitas (BA), o preço da graúda (12 kg) subiu 29,7% frente à média da semana anterior, para R$ 0,89/kg no período entre 15 e 19 de março.

Conforme dados do Cepea, nas regiões paulistas, onde os valores já estavam elevados, a fruta de mesmo calibre foi cotada na média de R$ 0,88/kg na última semana, valor 5,8% superior na mesma comparação – em ambas as praças, o preço máximo da graúda chegou a R$ 1,00/kg. No atacado, as cotações também continuam em alta, com a fruta de mesmo calibre sendo vendida por R$ 1,72/kg, em média. Apesar das valorizações, atacadistas consultados pelo Hortifruti/Cepea relatam menor demanda, mesmo com as altas temperaturas nas principais regiões consumidoras.

A redução da procura é reflexo das medidas mais restritivas com relação à circulação de pessoas e abertura de comércios para contenção do avanço da pandemia. Para as próximas semanas, a expectativa é de manutenção dos valores em patamares elevados nas regiões produtoras, principalmente por conta da diminuição da oferta das frutas baianas e da menor área destinada à safrinha paulista.

Por: AGROLINK –Aline Merladete

“Boiada braba, hein?”, brinca pecuarista montado no lombo de boi confinado

No Giro pelo Brasil desta terça, dia 23, destaque para uma fotografia que exemplifica o bom trabalho de bem-estar animal do pecuarista Victor Darido, proprietário da Fazenda Água Preta, em Pindamonhangaba-SP.

Montado no lombo de um boi entrando em confinamento, o produtor comprovou a importância da aclimatação dos animais ao sistema da fazenda e das técnicas de manejo racional. “Boiada braba, hein?”, brincou Darido em vídeo enviado ao Giro do Boi (assista abaixo).

“Esse é mais um lote que o Victor está fechando no confinamento. […] Ele vem fazendo esse trabalho fantástico de bem-estar animal e ele está fechando mais esse lote. Eu queria enaltecer mais esse trabalho que ele está fazendo na propriedade, essa boiada que ele produz com muito carinho, extremamente mansa. É mais um registro para provar o que ele faz no dia a dia”, enalteceu o originador do Friboi em Lins-SP Douglas Castro em participação no Giro do Boi.

Veja mais detalhes do sistema da Fazenda Água Preta:

PREMIAÇÃO DO CIRCUITO NELORE

Castro também comentou registros fotográficos da entrega da premiação da etapa de Lins-SP do Circuito Nelore 2020 para Jorge Custódio de Souza Neto, da Fazenda Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Iepê-SP (2º lugar) e para Sérgio Przepiorka, da Fazenda Chaparral, em Rancharia-SP (1º lugar). “O Netão ficou em segundo lugar e já deixou o recado […] que a briga vai ser acirrada esse ano com o Sérgio Przepiorka porque ele quer o primeiro lugar de toda forma – e não só no macho, mas na fêmea também”, disse, em tom bem humorado, o originador.

Confira o vídeo completo da boiada tranquila da Fazenda Água Preta e o registro da entrega da premiação do Circuito Nelore 2020 de Lins-SP:

Brasil é o país com maior potencial para descoberta de espécies no mundo

Calcula-se que o planeta Terra é povoado por algo em torno de 10 milhões de espécies, mas dessas a ciência conhece formalmente apenas 1,5 milhão, menos de um quinto desse total. Quem são e onde estão esses milhares de desconhecidos com quem dividimos o mundo? Movido por essa curiosidade, o biólogo brasileiro Mario Moura, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), liderou uma pesquisa com o objetivo de mapear as áreas potenciais que abrigam espécies ainda desconhecidas de vertebrados terrestres. Moura contou com o apoio do americano Walter Jetz, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade de Yale. Juntos, eles desenvolveram um modelo que calcula a probabilidade de descobertas pelo mundo e que revelou que 60% das espécies ainda desconhecidas estão em florestas tropicais como a Mata Atlântica e a Amazônia.

Segundo os resultados obtidos pela dupla de pesquisadores, apenas 10 regiões do planeta concentram 70% de toda a biodiversidade desconhecida e os países com maior potencial de espécies não descritas são Brasil, Indonésia, Madagascar e Colômbia. Apenas estes quatro países somam 25% de todas as futuras descobertas, sendo o Brasil sozinho responsável por cerca de 10% delas.

A análise realizada pelo estudo contemplou cerca de 32 mil espécies de vertebrados terrestres – anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Para construir o modelo, os pesquisadores levaram em conta que diferentes espécies possuem diferentes chances de serem descobertas e algumas características podem facilitar ou dificultar isso, portanto compilaram ao longo de mais de dois anos informações sobre biologia, tamanho, geografia, condições climáticas e até a quantidade de especialistas que estudam cada espécie. A soma desses dados permitiu mapear as regiões do mundo e antecipar quem são e onde estão essas espécies desconhecidas.

“Quando as futuras descobertas são analisadas por tipo de animal, temos que 48% das novas descobertas serão de répteis (lagartixas, serpentes, lagartos), 30% de anfíbios (principalmente sapo, perereca, e rãs que ocorrem no chão de florestas), 15% de mamíferos (principalmente roedores e morcegos), e 6% de aves (principalmente corujas)”, destaca Mario Moura em entrevista à Agência Bori.

O biólogo reforça ainda que o estudo poderá orientar novas pesquisas em taxonomia e acelerar a descoberta de espécies.“Espécies sem uma descrição formal não podem ser avaliadas e categorizadas com relação ao seu nível de ameaça. Para conservar, é preciso conhecer”, acrescenta.

Os resultados completos da pesquisa foram publicados em artigo na revista científica Nature Ecology and Evolution nesta segunda-feira (22), com o título Shortfalls and opportunities in terrestrial vertebrate species discovery (em português, dificuldades e oportunidades na descoberta de espécies de vertebrados terrestres).

A pesquisa faz parte do projeto Map of Life (Mapa da vida), que tem como objetivo mapear a distribuição de todos os seres vivos do planeta e também foi desenvolvido um mapa interativo online com os resultados do estudo, que pode ser explorado neste link. A pesquisa foi financiada pela National Science Foundation, NASA, National Geographic e E. O. Wilson Biodiversity Foundation.

Fonte: O Eco

Preço dos ovos se mantém estáveis, diz Cepea

A intensificação das medidas de distanciamento social em muitas regiões do Brasil nos últimos dias reduziu ainda mais a liquidez no mercado interno de ovos, devido à restrição de funcionamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos que demandam o produto.

Conforme dados do Cepea, os preços se mantiveram praticamente estáveis na última semana, apesar da redução das vendas e dos descontos concedidos por alguns agentes que buscavam garantir a comercialização. Para as próximas semanas, agentes do setor se mostram apreensivos, visto que a demanda pelo produto é incerta.

Por: AGROLINK –Aline Merladete

CONHEÇA A RAÇA HALLIKAR, UM PARENTE DO NELORE

Que o Nelore brasileiro possui grandes raças na sua formação, não é novidade. O Brasil é detentor do maior rebanho comercial do mundo e a maior parte é Nelore. Mas o que vamos apresentar hoje, é uma das raças que deu origem ao nosso rebanho e, claro, é uma maravilha de se ver. Confira os vídeos e imagens do Hallikar! O Hallikar é uma raça Bos indicus selecionada principalmente para fins de tração e são do tipo de gado zebu de Mysore. Considerada uma das principais raças de tração na Índia, muitas vezes são criadas por famílias que se especializaram na produção de animais de tração Hallikar por centenas de anos.
Também conhecida como “Mysore”, a raça é considerada a melhor raça de tração do sul da Índia. Os vídeos abaixo mostram como esses animais são fortes e conseguem vencer os obstáculos mesmo com grandes pesos e terrenos irregulares. Uma vez treinada, uma equipe de bois Hallikar pode puxar uma carroça carregada por estradas irregulares a uma velocidade de 40 milhas por dia.

Origem O nome da raça, Hallikar, deriva do nome da subtribo Hallikar da comunidade Golla, principal responsável pela criação da raça. A maioria das raças do sul da Índia se originaram desta raça.

Eles são encontrados principalmente na região sul do estado de Karnataka, nos arredores de Mysore, no fundo da península indiana.  Características que chamam atenção A principal característica que chama atenção dessa raça é o seu chifre. Emergem próximos uns dos outros do topo da enquete e são carregados para cima e para trás, cada um em uma linha estrelada por quase metade de seu comprimento e, em seguida, com uma varredura suave e graciosa, dobre para a frente e ligeiramente para dentro terminando com as pontas pontiagudas.

NÃO É INCOMUM QUE UMA VACA SEJA TRAZIDA 160 MILHAS PARA ACASALAR COM UM TOURO DESSES CRIADORES.

Características: Esta raça é mais conhecida por sua capacidade de tração e trote. A cor desta raça varia do cinza ao cinza escuro com sombras profundas nos quartos dianteiro e traseiro. Eles também apresentam manchas cinza claro no rosto, barbelas e sob o corpo. Esses animais são de tamanho médio e musculosos, e têm testas proeminentes e aparentemente salientes. Seus corpos são longos e compactos, com pernas longas e delgadas. Seus rostos são longos e afilados em direção ao focinho, cuja cor varia do cinza ao preto. Eles têm chifres longos, verticais e curvados para trás.

Os machos têm corcundas relativamente grandes.
Esses animais têm barbelas finas e moderadamente desenvolvidas. A bainha é muito pequena e bem ajustada ao corpo. A cauda é fina, com uma haste preta atingindo um pouco abaixo dos jarretes. Os machos e fêmeas adultos pesam em torno de 340 e 227 kg, respectivamente. A idade ao primeiro parto varia de 915 a 1.800 dias. O rendimento médio do leite de lactação é de cerca de 540 kg e o teor de gordura é de cerca de 5,7%. A duração média da lactação é de cerca de 285 dias e o intervalo médio entre partos é de cerca de 600 dias.

Como identificar um animal Hallikar

Criação O gado é criado por criadores e cultivadores profissionais. Poucas famílias mantêm seu próprio reprodutor e também prestam serviços a outras pessoas por uma taxa nominal. As vacas geralmente são ordenhadas e também são usadas para todos os tipos de operações agrícolas. Os bois recebem atenção especial, principalmente o painço, a grama, o sorgo ou o milheto são oferecidos como forragem verde.

Em Turuvekere (no distrito de Hassan), a fazenda do governo tem um rebanho de touros e vacas Hallikar. Também em Hesaraghatta, o Governo manteve cerca de 15 touros Hallikar. O gado é mantido em sistema de manejo semi-intensivo por criadores profissionais. É digno de nota que, no ano 2000, o Governo da Índia – Departamento de Correios comemorou a raça de gado Hallikar lançando um selo postal em seu nome.

Fonte: comprerural

 

Ferrugem do café: veja qual é a melhor estratégia de controle

Considerada uma das doenças mais importantes da cafeicultura, a ferrugem do cafeeiro representa uma grande dor de cabeça para produtores, principalmente por causar uma intensa desfolha no cafeeiro reduzindo a taxa fotossintética e a produtividade do cafezal.

Quando não controlada, essa é a doença que mais provoca prejuízos durante os anos de alta produção da cultura. Por isso, há a exigência de controle preventivo constante do patógeno, por meio da aplicação de fungicidas.

Saiba mais sobre a ferrugem do café e conheça as características e melhores métodos de prevenção e controle da doença.

Principais características da ferrugem do café

A ferrugem do café, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, chegou ao Brasil na década de 1970. Desde então, vem causando problemas em todo o país, sendo a doença mais importante da cultura e exigindo um controle efetivo para evitar danos.

A doença se caracteriza pelo aparecimento de pústulas com esporos de coloração que vão do amarelo escuro ao marrom na superfície das folhas, a partir da emergência até o estádio de maturação, provocando desfolha.

O problema se torna maior a partir do momento que as folhas caem e a planta tem sua taxa fotossintética reduzida. Com isso ela perde a capacidade de produzir carboidrato e, consequentemente, de auxiliar no crescimento do cafeeiro e no desenvolvimento dos frutos.

Além disso, há algumas condições que são mais favoráveis ao desenvolvimento desta doença, tais como:

  • Temperatura: ideal entre 21 °C e 23 °C;
  • Umidade alta;
  • Plantas com muitos galhos;
  • Ausência de luz direta para germinação

As perdas podem ser bastante intensas, ficando em 35% quando em condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da doença. Mas, em condições que coincidem com períodos de estiagem prolongada com alta incidência do fungo, os prejuízos em produtividade podem, segundo estudos da área, ultrapassar 50%.

Estratégias para melhorar o controle da ferrugem do café

Desde a chegada do fungo causador da ferrugem ao Brasil, procedeu-se com a necessidade de estabelecer técnicas de convívio com a doença, visando garantir a saúde da planta e a manutenção da produção nacional.

Dessa forma, o controle da ferrugem passou a envolver uma série de ferramentas, como o uso de variedades resistentes e uso de fungicidas protetores e sistêmicos aplicados na parte aérea e no solo.

Estas ferramentas, quando associadas ao manejo de adubação, espaçamento entre plantas e técnicas de irrigação fizeram com que o Brasil não só convivesse com a ferrugem, como aumentasse o nível de produtividade das áreas produtivas.

Diante dessas estratégias, fica claro que o controle químico da doença é fundamental na cultura, seja através da utilização de fungicidas sistêmicos, no solo ou nas folhas, seja pelo controle preventivo com o uso combinado de fungicidas protetores.

Tecnologia e eficácia no controle da doença

Neste cenário de constante busca por eficiência, cabe ao cafeicultor sempre adotar inovações que tornem o controle da ferrugem do café ainda mais eficiente. Assim, o uso de um fungicida com uma tecnologia inovadora torna-se a mais nova arma dos cafeicultores.

Esse é um fungicida sistêmico que possui uma molécula inédita e tecnologia inovadora de formulação que apresenta controle preventivo e também curativo.

Essa ferramenta inédita se apresenta como uma opção importante para o manejo de resistência, com alta velocidade de absorção, proporcionando melhor desempenho mesmo em condições climáticas desfavoráveis, permitindo a manutenção do potencial produtivo da cultura.

Por fim, cabe ao produtor seguir o calendário de aplicação priorizando sempre realizar de forma preventiva ou com base em um sistema de aviso fitossanitário, e conforme a amostragem da doença na lavoura.

Fonte: Canal Rural

Veja quais fatores devem mexer com os preços da soja na próxima semana

Para a próxima semana, o mercado da soja volta suas atenções para a safra na América do Sul. O avanço da colheita no Brasil é um ponto de atenção, além das condições das lavouras na Argentina. No cenário externo, a ausência das compras por parte da China também está no radar.

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana. As dicas são do analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– Os players do mercado de soja permanecem com as atenções divididas entre o clima para a colheita no Brasil e desenvolvimento final da safra na Argentina, movimentos da demanda chinesa no mercado internacional e para o quadro de estoques norte-americanos;

– O clima na América do Sul continua principal fator de volatilidade de curto-prazo para Chicago. Apesar dos problemas de atrasos de colheita e escoamento de safra no Brasil, as previsões apontam para uma melhora climática
no Centro-Oeste e no Sudeste nos próximos dias, fato que deve permitir que os trabalhos evoluam em um melhor ritmo e que o escoamento avance;

– Na Argentina, a recente melhora na umidade sobre as principais províncias produtoras do país trouxe um certo espaço para algumas correções negativas em Chicago, mesmo que de forma pontual. A tendência é que a manutenção de chuvas no país vizinho traga um alívio para o estresse hídrico que atinge algumas províncias, diminuindo as perdas potenciais nas lavouras;

– A ausência de novas compras chinesas de soja norte-americana é outro fator que pesa, de certa forma, sobre Chicago. Embora o mercado entenda que a demanda chinesa já tenha migrado para a América do Sul, os atrasos de embarques no Brasil trouxeram esperança de que novas vendas norte-americanas poderiam ser anunciadas, fato que não tem ocorrido;

– Apesar disso, os estoques norte-americanos continuam bastante apertados, e essa situação não deve mudar até a entrada da próxima safra dos EUA, em setembro. Tal fato é um importante suporte de curto e médio prazos para
Chicago;

– No lado financeiro, a forte queda registrada no petróleo nesta semana abriu espaço para correções técnicas nas commodities agrícolas, incluindo a soja. Fundos especuladores aproveitaram o movimento negativo da principal commodity mundial para realizar lucros, embora o lado fundamental da soja continue apontando para firmeza nas cotações.

Por Agência Safras

Qual é o melhor capim para engordar gado? Especialista responde dúvidas no Giro do Boi

Uma sessão de 12 perguntas e respostas sobre pastagem para gado de corte. Esta foi participação do engenheiro agrônomo Wagner Pires, pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e consultor do Circuito da Pecuária, no Giro do Boi desta terça, dia 16.

Entre as dúvidas esclarecidas, o especialista respondeu a uma pecuarista que tem propriedade nas imediações de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, que perguntou sobre o melhor capim para engordar gado.

Será que existe uma resposta certeira? Conforme explicou o agrônomo, os Panicuns costumam ser mais produtivos que as Braquiárias para a engorda dos animais, porém exigem mais fertilidade do solo, ou seja, o planejamento forrageiro e a gestão da fazenda devem ser mais avançados que a média para a obtenção de todo o potencial.

Confira na sequência as variedades sugeridas por Wagner Pires, além de respostas a outras questões enviadas pelos telespectadores do Giro do Boi:

Qual o melhor capim para a engorda de gado? Seria o Braquiarão? (Maria Quintão, região metropolitana de Belo Horizonte-MG)

Pires: Os Panicuns são os capins mais produtivos que nós temos. Aí você tem o Paredão, você tem o Quênia, você tem MombaçaZuri, você tem vários. Todos eles vão bem na região de BH. Agora você deve tomar muito cuidado porque BH é área amorrada, então cuidado com o Panicum, porque ele não protege muito o solo. e aí você pode ter algum problema. Então você pode reservar os Panicuns para as áreas mais planas da fazenda.

Qual o melhor capim para fazer o pastejo rotacionado?

Qual o melhor capim para diferimento em áreas de morro?

Qual espécie de braquiária vai bem em áreas de morraria?

Tenho 40 cabeças em 20 hectares, no sistema rotacionado, e deixo eles pastarem das 4 da tarde às 10 da manhã do dia seguinte para, com isso, ter uma maior quantidade de dejetos no solo. Qual o benefício e o malefício neste experimento? (Sarquis Filho, de Urucará- AM)

Pires: O que você está fazendo não tem nada de ruim. O problema é você contar só com o excremento do boi para melhorar a fertilidade do solo porque os dejetos deles são muito espaçados e ficam lugares sem cair o dejeto. Mas desde que você esteja respeitando a altura de entrada e de saída, tudo bem, pode continuar.

Não pode (contar só com esterco para fertilizar o solo). Tem que fazer uma adubação, tem que melhorar, tem que intensificar porque é a única forma que ele tem para obter lucratividade.
[…]
rola-bosta é bastante interessante porque o nome dele já fala: ele faz uma bolinha e enterra, esquece aonde enterrou e sai fazendo outra. Então ele coloca todo o excremento que está na superfície e joga para baixo. Isso ajuda muito. Mas o que acontece? Somente o excremento não é suficiente somente porque o excremento se perde muito por lixiviação, por evaporação, ele volatiza o nitrogênio… Então tem que haver um aporte de fertilizante.

Aprenda a fazer adubação de pasto

Posso usar cama de frango pra adubar pasto?

Fazenda tem economia milionária ao transformar esterco em adubo

Gostaria de sua opinião sobre o MG12. O Paredão produz bem em temperaturas abaixo de 16º C no inverno? O frio aqui é bem rigoroso e eu quero rotacionar, mas acho que não vai dar certo por causa das baixas temperaturas. (Marco Túlio Ferreira, de Patos de Minas, “terra de grandes cafeicultores e também da famosa Festa do Milho”)

Pires: Patos de Minas hoje é um grande centro do agronegócio. […] Você pode tranquilamente (plantar)! Os Panicuns, de uma maneira geral, aguentam temperatura até abaixo de 16 graus. Eu já vi Panicuns plantados, por exemplo, em região do Equador com mais de 2.000 metros de altitude e ele vai bem. É claro que ele pode pegar uma geada, sentir um pouco. No Sul do Brasil tem muito Panicum plantado, então pode ficar tranquilo. E o Paredão MG12 não é exceção. Ele aguenta, sim.

A rebrota do MG12 Paredão está demorando. Qual pode ser o problema?

Como preparar o Panicum para resistir ao frio do RS? Devo escolher outra gramínea?

Tenho 40 vacas em uma área de 25 hectares e tenho mais vinte vacas para colocar nesta área, totalizando 65 cabeças. Como proceder para melhorar a capacidade de suporte da pastagem para poder colocar essas 65 vacas nesta área? Faço análise do solo, aplico corretamente na área toda, adubo toda área ou só um pouco? (Vinicius Garcez Alves, de Turvânia, região central do estado de Goiás)

Pires: Vamos considerar que o seu gado tenha um peso em torno de 450 quilos. Então você vai ter 2,6 unidades animais por hectare (UA/ha). É uma taxa boa, mas é uma taxa de lotação que, para você manter o ano todo, você vai ter o estresse da seca. E Goiás não perdoa, não! Às vezes a gente tem um período de seca bem sofrido, então o que eu orientaria? Você pegar esses 25 hectares que você tem, reservar uns dois hectares e fazer uma capineira, de repente, bem adubada. De repente até conseguir montar um projetinho de irrigação e aí você fica tranquilo porque, na seca, você ia tirar da capineira e suplementar o seu gado. Eu acho que isso é bastante interessante. Ou então criar uma estratégia de cocho, dar um milho, porque aí em Goiás tem muita agricultura e vai te ajudar bastante.

Quero começar irrigação de pasto. Quantas vacas posso lotar no piquete?

Fazenda na Bahia aprova a fertirrigação do capim Mombaça para driblar a seca

Gostaria de saber qual o máximo de água devo colocar por hectare em irrigação por aspersão em pastejo rotacionado de Mombaça. (Thiago Amaral, de Guaçuí-ES)

Pires: Isso varia muito. Não dá para eu dar um chute para você porque depende da temperatura da sua região, depende do tipo de solo. Às vezes você joga água, mas é um solo mais arenoso, a água infiltra toda e vai embora, por exemplo, aí você teria que jogar uma lâmina maior. Então não dá para eu orientar. Mas eu posso te dar um parâmetro porque em Alagoas eu presto consultoria para uma fazenda com área irrigada de Panicum Zuri. Lá a gente trabalha dia sim e dia não com 5 mm de lâmina de água em cima do Panicum. Praticamente todo o ano a gente trabalha em cima disso. Quando eu tiro o gado, eu dou 10 mm para dar uma molhada e adubar. Esse é o parâmetro que a gente trabalha.

No Piauí, pecuarista encomenda “chuva” pelo celular

Fábrica de ração e pasto irrigado: pecuarista mostra o que é que a Bahia tem!

É permitido plantar capins no Pantanal em áreas que não inundam, como Capiaçu, Mombaça e Tifton? (Roberto Sahade, de São Paulo-SP)

Pires: Desde que você respeite as leis ambientais, não há problema. Pode colocar qualquer gramínea na parte alta. É muito importante que você não esteja plantando numa área de reserva ou de APP. Fora disso, você faz o que você quiser. No Brasil não existe zoneamento de gramíneas que te obrigue a plantar só determinado tipo de gramínea. Você que escolhe. Então respeite as regras do órgãos ambientais e, o restante, você faz do jeito que quiser.

Qual a altura de manejo ideal para o capim Mombaça?

Posso fazer o plantio de muda do capim Mombaça?

Agrônomo responde dúvidas de pecuarista sobre manejo de capim Mombaça no Pará

Sítio em Rondônia engorda fêmeas em pastejo rotacionado de Mombaça

Adquiri uma propriedade na cidade de Palmeira, em Santa Catarina. Tenho 25 hectares de pastagem, arrendei para um agricultor plantar lavoura agora no verão e, em março, ele me entrega com pasto plantado, ou seja, pasto de inverno, pois aqui o frio é bem intenso. Pretendo colocar 50 a 60 terneiros de um ano e meio ano para engorda e gostaria de saber que suplemento devo fornecer fora a pastagem. Poderia me ajudar? (Alexander Marquetti, de Palmeira-SC)

Pires: O que você pode fazer é comprar um feno. Feno é muito bom, desde que ele tenha uma procedência boa. E aí você estoca ele para alguma emergência. O que acontece? Com certeza este pasto de inverno que você está recebendo não dá um volume de massa que o gado vai necessitar, então você pode passar um apuro aí. O feno você pode deixar estocado e, se você usou, tudo bem, mas se não usou, ele fica lá. Então você não perde esse alimento. Eu acho que você não pode entrar no período de seca somente contando com esse pasto de inverno porque você pode passar a sofrer bastante.

Gostaria de saber mais sobre semeadura de Braquiária a lanço depois do plantio do milho safrinha. Qual a recomendação de quilos por hectare e qual a melhor variedade de milho para ser aplicado? (Valter Martins, de Juranda-PR)

Pires: Vamos considerar que existe uma competição do milho para com o capim por nutrientes e água. Então vamos colocar uma dosagem de capim elevada. O que eu vou te recomendar? Eu não sei qual é a semente que você está comprando, então a conta que você vai fazer é a seguinte: você vai olhar o valor cultural da semente que você está comprando e você vai dividir 480 pontos de valor cultural pelo valor que você está comprando. Imagine você comprando uma semente de 60 de valor cultural. 480/60 é a dosagem que você vai plantar. Quanto ao milho, o que você deve procurar? Você deve procurar um milho que[…] para você fazer silagem, porque o milho para silagem não judia tanto do capim. Se você pensa em grão, qual é o problema? Fortaleça bem, plante cedo porque você vai colher o grão já na entrada da seca, então não vai ter muita chance de rebrota (do capim).

Outra coisa: nós estamos vivendo momento de La Niña, então muito cuidado porque nesse ano a gente pode ter uma surpresa meio negativa em termos de clima, uma seca pior que no ano passado. Tem que estar preparado para isso. O La Niña judia muito no Sudeste e no Sul, então a gente tem que ficar atento quanto a isso. Talvez seja interessante para a opção da silagem porque você consegue colher e ainda ter alguma chuva.

Quando plantar e quantos kg de braquiária devo usar no consórcio com milho?

Em que momento devo plantar o Mombaça no consórcio com o milho?

Quero integrar milho com Ruziziensis. Quando plantar o capim?

Tem como fazer o plantio direto do milho sem perder o capim?

Na integração, capim pode ser a diferença entre quebrar e colher bem

Quero fazer um pastejo rotacionado e tenho dúvidas de qual seria o melhor tamanho dos piquetes? Um alqueire goiano, ou seja, 4,84 hectares, é um bom tamanho? (Thales Cardoso França, de Buriti Alegre-GO)

Pires: É um bom tamanho, sim, mas o que vai decidir esse tamanho é o lote que você quer trabalhar. Você tem que ter um pasto onde o gado consiga consumir em três a seis dias, no máximo, toda aquela massa para você mudar para o próximo pasto. Se for um pasto muito grande, você não vai ter condição e você vai ter que trabalhar com um lote muito grande – e isso às vezes é ruim. Então a conta é inversa. Você diz o tamanho do lote e aí você faz essa adequação e vai trabalhando. É preferível que você comece com um lote menor e vá aumentando esse lote até você estabilizar certinho o seu rotacionado. Cuidado com entrada e saída para não estragar.

O que é melhor para a fazenda: pastejo contínuo, alternado ou rotacionado?

Aprenda a fazer rotação de pasto na sua fazenda

Tenho aqui uma lavoura de capim, fiz adubação com supersimples em março do ano passado, mas devido à falta de chuvas, ela não cresceu como tinha que crescer. Eu coloquei oito matrizes leiteiras e logo após fiz cobertura com ureia, mas o capim ainda não desenvolveu. O que devo fazer? (José Miguel, de Cachoeirinha-TO)

Pires: Primeira coisa: você falou que você tem uma lavoura de capim. Você fez calagem? Então é muito importante essa informação. Você fez análise do solo, corrigiu o pH? Aí tudo bem, você pode partir para um fósforo. Se você não fez, a lição de casa está errada. Você tem que começar pela análise, pela calagem, pelo gesso e aí você vai para o fósforo. Outra coisa é que conheço muito bem o Tocantins e eu não considero o super simples uma fonte de fósforo ideal para o estado porque ele é de alta solubilização, então você pode ter perdas. Ele fica disponível para a planta rapidamente e um ano depois você tem que repor. O ideal seria você trabalhar ou com fosfato natural reativo ou um fertilizante que tenha as duas fontes, o fosfato natural e o super simples.

Quem planta com calagem colhe mais arrobas por hectare

Como aplicar fósforo na pastagem?

Veja passo a passo como preparar o solo para o plantio da pastagem

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Quais os capins mais indicados para áreas do sertão paraibano, onde a pluviometria varia de 700 a 800 mm ao ano e com solos profundos? Com relação à Humidicola, qual a palatabilidade dela e já tem plantios por aqui? (Ênio Ricardo, da Paraíba)

Pires: Tem gente que planta, sim (Humidicola no sertão nordestino). O problema da Humidicola é o seguinte: o sistema radicular dela é muito superficial. Quando vem a seca, o solo seca, a Humidicola não consegue pegar água lá embaixo. Então não é um capim muito recomendado para áreas de sequeiro.

Veja bem, pela descrição que você está me dando, eu volto a falar nele, que é um capim que está entrando e, se Deus quiser, esse ano a gente já vai ter disponível, que é o Camelo. O Camelo aguenta 500 mm de chuva por ano e vai entrar esse ano ainda no mercado.

Quais são os melhores capins para plantar no clima semiárido?

Braquiária que tolera até 500 mm de chuva por ano chegará em breve ao Brasil

Tenho um sítio que no inverno fica um pouco alagado no período de dois meses. Comprei as sementes de capim Humidicola, mas no pacote veio dizendo que é capim Llanero. Será que é outro tipo de Humidicola? Esse Llanero é a mesma Humidicola? E ele suporta solos com lâmina de água em um período de dois meses? (Emílio Oliveira de Almeida, de Marizópolis-PB)

Pires: Nós temos três Humidicolas hoje no mercado: a comum, que é o Quicuio, a Brachiaria humidicola mesmo que todo mundo conhece; nós temos o Llanero, que é a antiga Dictyoneura; e temos a Tupi, mas a Tupi tem problema de produção de semente, então ela não vingou muito, embora seja um capim muito bom. O Llanero é uma Humidicola melhorada, mais palatável, o gado gosta mais, o cavalo gosta bastante dela, então é um capim bom. A comum é um pouquinho mais tolerante a encharcamento do que o Llanero, mas você não vai ter problema com ele. Pode plantar.

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Se você tiver dúvidas a respeito de manejo de pastagens , envie sua pergunta para o especialista no link do Whatsapp do Giro do Boi, pelo número (11) 9 5637 6922 ou ainda pelo e-mail girodoboi@canalrural.com.br.

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Foto: Agência de Notícias / Embrapa

Fim de semana marcado pela chegada de mudança do clima

O destaque para este final de semana fica para a aproximação de uma frente fria ao sul do País, que vai provocar mudanças significativas no tempo. E também para as instabilidades de altitude na parcela central do Brasil que mantém o padrão das chuvas na forma de pancadas em boa parte da região centro-oeste. Já ao norte, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é o sistema que provoca os temporais. Outra tendência, igualmente significativa, é a diminuição das chuvas em áreas do sudeste.

Sábado (20/03)
A aproximação de uma frente fria no sul do país, vai provocar instabilidades significativas, principalmente nas regiões de Campanha gaúcha, no suodoeste do RS. No entanto, esta frente fria não avança para os demais estados no sábado. Essas chuvas chegam no período da noite, e podem ser acompanhadas de muitos raios, vendavais e eventual queda de granizo. Porém, devido a condição pré frontal, uma massa de ar quente e úmido se acumula na frente do sistema deixando o tempo com sensação de abafamento entre o norte RS e SC e parte do PR.

Em boa parte do centro-oeste e norte, o forte calor juntamente com instabilidades de altitude somam condições para o levantamento do ar e a formação de nuvens carregadas. Além disso, a grande quantidade de umidade transportada pelos Jatos de Baixos Níveis (os rios voadores) aumentam ainda mais esses ingredientes necessários para a formação de temporais em grande parte de RO, MT e MS.  No entanto, áreas como o sul do AM, AC, sul do PA e TO tem as condições termodinâmicas favoráveis para formação das nuvens carregadas que podem provocar temporais localmente fortes em um curto período de tempo.

Já no norte do PA, AP, MA, PI e CE, a forte influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é o sistema que ajuda na formação dos temporais. Essas pancadas de chuva podem ser fortes no PI e áreas vizinhas.

Serão poucas áreas de tempo firme neste sábado, e elas ficam restritas no sul do estado de RR, norte do RS, SC e sul do PR. Nas demais regiões há possibilidade para temporais isolados e mal distribuídos.

Domingo (21/03)
A frente fria avança do sul do RS para os estados de SC e PR, mas com menor intensidade. Porém, os acumulados de precipitação dos dois dias, em algumas áreas do RS, podem ser expressivos. E no estado do PR, no domingo, ainda não recebe influência direta do sistema.

A atuação da frente fria também fortalece os Jatos de Baixos Níveis, que por sua vez, transportam ainda mais umidade da região norte em direção ao sul. Com isso, há o fortalecimento das instabilidades no MS.

Assim como no dia anterior, em todas as áreas do centro-oeste e do norte do país, há condições para pancadas de chuvas que podem ser localmente fortes, especialmente no norte do MT, AC, oeste do AM, sul do PA e no TO. No nordeste as chuvas diminuem, se comparado ao sábado, mas ainda podem ser fortes no norte do PI e norte do MA.

Tempo seco em boa parte do oeste da BA, norte de SP e sul de MG. Nas demais regiões do país, as condições para chuvas são menores e com características de pancadas isoladas.

Por: AGROLINK –Aline Merladete