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Dengue: repelente está em falta nas prateleiras após explosão de casos

Com a explosão de casos de dengue no Distrito Federal (DF), o aumento na busca por repelente tem deixado o produto em falta nas prateleiras nos últimos dias.

Além dos cuidados e recomendações dos Órgão de Saúde, para não deixar a água parada e manter os ambientes livres de entulhos, especialistas recomendam o uso de repelentes. No entanto o produto, além de escasso, está ainda mais caro.

De acordo com consumidores, o produto está sendo vendido com valor bem acima do preço que era cobrado antes do surto da doença.

Os funcionários das farmácias do Plano Piloto, área central da capital, confirmam que o produto encareceu cerca de 40% nos primeiros meses de 2024.

“Depois que essa epidemia começou, o produto ficou escasso. Ninguém encontra. Boa parte dos clientes está comprando mais do que uma unidade”, diz um funcionário de uma farmácia.

Paralelo a isso, o Projeto Terraterapia da Unidade Básica de Saúde (UBS), de uma das regiões administrativas do DF, em Águas Claras, promove a participação dos pacientes na produção e distribuição de difusores repelentes do mosquito transmissor da dengue.

O projeto inclui uma horta, com plantações de hortaliças e fitoterápicos, que são distribuídos entre os integrantes do grupo. Um dos plantios realizados na unidade da saúde é o de capim citronela, que resulta na produção de difusores e aromatizadores de ar que atuam como repelentes naturais do mosquito Aedes aegypti.

“Nós realizamos a fabricação desses repelentes com a nossa equipe, composta por farmacêuticos, nutricionistas e assistente social. É um repelente natural de insetos e, desta maneira, é seguro, inclusive, para as gestantes”, diz a gerente da UBS, Joanna Lima Costa.

R$100 MIL – Vereadora Márcia Socorristas se reúne para tratar sobre emenda para Associação do Autista de Rondônia

Nesta semana a vereadora Márcia Socorristas Animais (PP), se reuniu com a secretária Rosineide Kempim, da Secretaria Municipal de Resolução Estratégica de Convênios e Contratos (Semesc), para tratar sobre emenda parlamentar solicitada pela vereadora.

Conforme informou a parlamentar, a visita foi para revisar a destinação de emendar parlamentar, no valor de R$100.000,00 (cem mil reais), solicitada por ela, à ex-deputada federal Jaqueline Cassol. O pedido da referida emenda é em prol da Associação de Pais e Amigos do Autista de Rondônia (AMA-RO).

A vereadora destacou, ainda, que busca fortalecer iniciativas que impactem diretamente e positivamente a vida dos autistas em nossa comunidade. De acordo com estudo realizado em dezembro de 2021, 1 a cada 44 crianças aos oito anos de idade era diagnosticada com autismo.

Atualmente, o país possui, aproximadamente, 4 milhões pessoas que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Conquistamos esta emenda parlamentar junto à ex-deputada federal Jaqueline Cassol, com o intuito de dar mais atenção e benefícios aos autistas de nosso estado através da AMA-RO. Continuaremos acompanhando o andamento e o empenho desta emenda tão importante para os autistas de Rondônia. Estes 100 mil reais serão muito significativos”, finalizou a vereadora.

Vereadora Márcia Socorristas Animais se reúne com secretário e trata sobre monitoramento através de semáforos na capital

A vereadora Márcia Socorristas Animais (PP), esteve reunida com o secretário Anderson Pereira, da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Semtran), para tratar sobre a instalação de monitoramento através de semáforos em Porto Velho.

Com o intuito de conscientizar a população sobre o respeito ao semáforo vermelho, a Semtran está realizando a instalação de monitoramento em 14 semáforos em Porto Velho. Muitos condutores, principalmente motociclistas, cometem a infração de passar o semáforo vermelho, colocando em risco a própria vida e também a de pessoas inocentes.

Através de determinação do Governo Federal, em parceria com o Detran, será realizado o monitoramento de diversos pontos na cidade que registram alto número de acidentes, para que os condutores tenham consciência e aguardem que o semáforo fique verde.

O assunto já está sendo bastante comentado pela cidade e muitos motoristas questionam sobre como vai funcionar estes semáforos.

“Diante às dúvidas da população, procurei o secretário Anderson Pereira, para que ele pudesse explicar melhor como será realizado o monitoramento. Este é um método novo em nossa cidade e os condutores têm interesse em saber como de fato irá funcionar”, relatou a parlamentar.

Conforme informou o secretário, os semáforos ainda estão em fase de implantação e prevê a redução de acidentes. Frequentemente o Hospital e Pronto Socorro João Paulo II recebe inúmeros pacientes, principalmente motociclistas, envolvidos em acidentes.

Além de as sequelas do acidente, as vítimas ficam determinado tempo sem trabalhar, sem contar os casos em que alguns perdem a vida em consequência ao desrespeito pela sinalização de trânsito.

O secretário comentou, ainda, que estão sendo feita análise para saber como vai proceder o monitoramento após determinado horário noturno, tendo em vista o risco de condutores ficarem parados, aguardando o semáforo abrir, correndo risco de serem assaltados ou agredidos.

“Uma das medidas impostas pelo governo é a educação de trânsito, que já vem sendo realizada pela Semtran. Agora tem o sistema de monitoramento de cruzamentos, que estamos confiantes de que terá resultado positivo na redução de acidentes”, comentou Anderson Pereira.

A previsão é de que os semáforos com monitoramento passem a funcionar no começo do mês de março e o secretário garantiu à vereadora que ela, assim como os demais parlamentares, será avisada. Deverá ser feita campanha nos locais monitorados, visando conscientizar os condutores sobre a novidade.

“Acreditamos que com essa medida o número de acidentes em Porto Velho irá diminuir consideravelmente. Sabemos que muitos condutores aproveitam oportunidades e passam o semáforo vermelho, resultando em acidentes. Em breve a sinalização com monitoramento estará em funcionamento e os resultados chegarão”, finalizou a vereadora Márcia Socorristas Animais.

Fonte: Assessoria Parlamentar

Roteiro de Salomão – A Pedra do Elefante foi contemplado pela Lei Aldir Blanc

Talvez você conheça a história do homem de 69 anos, autoritário e de personalidade fria, que defende seus filhos com unhas e dentes, foi traído pela mulher e exerce forte liderança entre fazendeiros e garimpeiros em terras indígenas e quilombolas na Amazônia. Não, não estamos falando do homem que você pensou, e sim de Salomão Cordeiro, personagem central do roteiro do longa-metragem “Salomão – A Pedra do Elefante”.

A trama se desenrola com a vinda dos filhos Diana e Adônis durante as férias, onde mistérios e segredos do passado do patriarca vão sendo expostos, como o desaparecimento de sua esposa, Helenis Arafat, das práticas escusas e dos conflitos conjugais e da engenharia do submundo do crime de colarinho branco e da contravenção no Brasil.

Ambientado na isolada sede da Fazenda Pedra do Elefante, em Rondônia, pretende ser um microcosmo das relações de conflito advindas da ruptura que as práticas ilícitas de Salomão provocam na lógica tradicional que ilustra a instituição familiar brasileira.

O roteiro inédito, com argumento do cineasta José Jurandir da Costa, foi desenvolvido pelos roteiristas Vinícius Rodrigues, Marcus Vilar e Aécio Amaral, todos com larga experiência cinematográfica, realizado com a produção executiva da Acapulco Filmes. Para o diretor da Acapulco Filmes, cineasta José Jurandir da Costa, o filme traz, ao mesmo tempo, “temas atuais do universo da Amazônia recheado de tramas que remetem ao passado dos personagens e seus segredos, pois toda a família tem suas histórias secretas”.

Para Jurandir Costa, um dos primeiros resultados foi o roteiro ter sido contemplado no Edital da Lei Aldir Blanc em Rondônia, reforçando “a importância do fomento à cultura desta lei que veio reforçar ainda mais o papel do cinema e das artes em nosso país” Para quem quiser saber mais sobre o roteiro de “Salomão – A Pedra do Elefante”, está disponível para leitura no site www.acapulcofilmes.com.br.

Acompanhe também no canal do Youtube da Acapulco Filmes um diálogo sobre o processo de construção do roteiro, com mediação de José Jurandir da Costa e os três roteiristas responsáveis pela obra audiovisual. O peso do argumento e do roteiro permitiram que o projeto fosse contemplado na 2ª Edição Alejandro Bedotti do Edital de Premiação de Fomento à Cultura para Pesquisa e Desenvolvimento de Expressões Culturais no Edital Nº 33/2021/SEJUCEL-CODEC, Eixo I – Pesquisas Artísticas Cinematográficas Categoria B – Pesquisa escrita inédita de roteiros cinematográficos de LongaMetragem, Lei Aldir Blanc em Rondônia no mês de junho de 2022.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou com vetos a lei que cria os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou com vetos a lei que cria os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), instrumento de captação de recursos para o agronegócio no mercado financeiro. O ato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (30).

A nova lei é oriunda do PL 5191/2020, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). No Senado, teve relatoria do senador Carlos Fávaro (PSD-MT).

O objetivo do Fiagro é permitir que qualquer investidor, nacional ou estrangeiro, possa direcionar seus recursos ao setor agropecuário, diretamente para aquisição de imóveis rurais ou indiretamente para aplicação em ativos financeiros atrelados ao agronegócio.

Os Fiagros serão geridos por instituições do mercado financeiro, como bancos e distribuidoras de títulos e valores mobiliários (DTVMs), que captarão os investidores.

O principal atrativo do fundo é a tributação, que será a mesma dos fundos imobiliários. Dessa forma, os rendimentos e ganhos de capital estarão sujeitos à incidência do Imposto de Renda na fonte, com alíquota de 20%. Alíquota idêntica será aplicada aos ganhos de capital e rendimentos auferidos na alienação ou no resgate de cotas dos fundos. Os fundos estarão ainda isentos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A nova lei inclui o Fiagro na Lei 8.668, de 1993, que instituiu os fundos de investimento imobiliário.

Vetos

Bolsonaro vetou quatro pontos da proposta, que agora serão analisados pelo Congresso Nacional. Os trechos retirados da lei previam benefícios fiscais para os investidores dos Fiagros, como isenção de Imposto de Renda na fonte para as aplicações efetuadas e também para os rendimentos de cotas negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado.

Os quatro vetos foram propostos pelo Ministério da Economia, que alegou que os dispositivos implicavam renúncia de receita, sem previsão de corte equivalente de despesa, prazo de vigência dos benefícios e estimativa de impacto orçamentário, como manda a legislação.

Com Agência Câmara

Fonte: Agência Senado

Você sabe o valor das terras rurais no Brasil?

Recentemente noticiamos que Bill Gates é o maior proprietário de terras agrícolas dos EUA e o motivo por estar investindo. O fundador da Microsoft, Bill Gates, e sua esposa Melinda acumularam o maior portfólio de terras agrícolas privadas nos Estados Unidos, eles possuem cerca de 242.000 acres de terras agrícolas como parte de um portfólio de terras mais amplo de 269.000 acres em 19 estados, com as maiores propriedades em Louisiana (69.071 acres), Arkansas (47.927 acres) e Arizona (25.750 acres). O bilionário revelou que sua decisão está ligada à ciência e tecnologia aplicada nas sementes e ao desenvolvimento de biocombustíveis. “Meu grupo de investimento escolheu fazer isso. O setor agrícola é importante. Com sementes mais produtivas, podemos evitar o desmatamento e ajudar a África a lidar com as dificuldades climáticas que já enfrentam. Não está claro o quão baratos os biocombustíveis podem ser, mas se eles forem baratos, podem resolver as emissões da aviação e dos caminhões”, completou.

Mas como o assunto impacta o mercado brasileiro? Hoje, no Brasil, 5,3 milhões de imóveis rurais ocupando 442 milhões de hectares. ¼ desta terra agrícola é ocupada por 0,3% do total de propriedades rurais no Brasil (15,6 mil propriedades); enquanto outro ¼ é ocupado por 77% de propriedades rurais menores (3,8 milhões).  De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) 3,98 milhões de hectares de terras agrícolas no Brasil pertencem a pessoas de outras nacionalidades, empresas estrangeiras ou empresas brasileiras constituídas ou controladas por estrangeiros. Minas Gerais é o estado com maior concentração de terras compradas por pessoas ou empresa de outros nacionalidades (943,5 mil hectares), seguido por Mato Grosso (402,3 mil hectares) e São Paulo (351,4 mil hectares).

O especialista e corretor rural, Nilo Ourique, afirma que o valor do hectare no Brasil depende de muitos fatores como localização, topografia, solo e gastos com conservação e melhorias da área. ‘É possível que haja hectare por R$500,00 ou até mesmo R$200,000.00, assim como também é comercializado por sacas de soja, chegando a 1500 sacas por hectare’, salienta Nilo. Ourique pontua que os maiores atrativos nas terras brasileiras são o clima, qualidade de solo e as grandes extensões. Hoje, os estados mais procurados são: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Tocantins e Bahia.

“Com a alta das commodities, é notável que muitos estão optando em investir em áreas para arrendamento, os valores estão mais atrativos  e a procura está maior’, diz Nilo.

Hoje não há uma metodologia padronizada de pesquisa nacional para se estabelecer o valor de uma terra e acompanhar uma oscilação de preços ao decorrer dos anos. Antes de adquirir o imóvel é preciso estar claro qual o percentual de Área Agricultável, Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP) está sendo oferecida. As áreas de APP e RL são restritas para a preservação ambiental. Portanto, quanto maior o índice de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente, menor será a disponibilização de área para plantio comercial de determinada cultura. É necessário entender para qual fim a terra era utilizada anteriormente e por quanto tempo, isso facilita o entendimento sobre a fertilidade e possíveis correções necessárias no solo. Essas informações auxiliam na interpretação sobre a qualidade física e química da terra, as quais servirão de base para identificar os custos de um projeto de plantio.

Ainda em 2020, o Senado aprovou o Projeto de Lei nº 2.963, de autoria do Senador Irajá, que busca disciplinar a aquisição, bem como todas as modalidades de posse, inclusive o arrendamento e o cadastramento de imóvel rural, por pessoas físicas e jurídicas estrangeiras. A proposta tem como objetivo tornar a negociação, que inclui venda ou arrendamento, de propriedades rurais a empresas do exterior mais flexível e regularizar todas as que estavam aguardando parecer.

A estimativa, de acordo com o senador Irajá Silvestre Filho, é que a aprovação do projeto poderá trazer nada menos do que R$ 50 bilhões em investimentos ao setor agroindustrial do País. A aquisição de terras por estrangeiros é regulamentada há bastante tempo pela Lei 5.709 de 1971. Esta lei prevê uma série de restrições para que estrangeiros possam adquirir terras rurais no país, como limitações territoriais e necessidade de aprovação prévia pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Nilo Ourique ainda ressalta que os estrangeiros buscam terras agrícolas no Brasil, pois o País é uma indústria a céu aberto. “Temos água, clima e tudo que é preciso para produzir, tanto que nossa agricultura está cada vez mais em destaque mundial. E vale lembrar que Bill Gates está investindo no setor agrícola, pois ele sabe que quem compra terras, não erra”, declarou.

Após ter o parecer favorável do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), com emendas, o Projeto de Lei nº 2.963 segue para votação na Câmara dos Deputados e na sequência para sanção do presidente. Acesse o PL aqui.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou em dezembro de 2020 que vai vetar o projeto de lei que facilita a compra e o arrendamento de terra por estrangeiros caso o projeto que trata do assunto, aprovado há duas semanas pelo Senado, passe pela Câmara. A posição do presidente coincide com a do PT e de ONGs ambientalistas, como o Greenpeace, diversas vezes atacadas pelo presidente. Em transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, Bolsonaro classificou a proposta como antipatriótica e disse que não deixará o Brasil ser vendido a estrangeiros.

Por: AGROLINK –Aline Merladete

Cresce procura por raça Brahman

A raça Brahman está ganhando destaque no Brasil. Resultado do cruzamento de quatro outras raças: Gir, Nelore, Guzerá e Krishna Valley, tem sua origem os Estados Unidos e foi introduzida no Brasil em 1994. Atualmente é a segunda raça de corte nacional com maior volume de exportações de genética. Países como Argentina, Bolívia, Equador, Guatemala, Panamá e Paraguai usam as doses para cruzamento.

Segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em 2020 as vendas de sêmen Brahman cresceram 40% e a coleta de doses cresceu 8,5%, alcançando 152.542 doses. O cenário reflete na procura de touros da raça para compor as baterias das centrais de inseminação.

“Hoje, nossa genética atende tanto o mercado interno quanto o externo. Em 2021, nossa expectativa é de manter esse crescimento nas vendas de sêmen”, diz o presidente da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), Paulo Scatolin.

O Brahman é a raça zebuína de maior presença no mercado mundial, sendo criada em mais de 80 países, tanto por conta das características ligadas à qualidade da carne quanto por sua adaptabilidade. “Outro ponto a se destacar é a versatilidade da raça, pois apresenta elevado desempenho na raça pura e também no cruzamento. Quando utilizado em fêmeas meio-sangue, atinge o máximo em produtividade, produzindo animais de ciclo curto, com alto peso de carcaça”, diz Cassiano Pelle, gerente de Produto Corte Zebu da CRV Lagoa.

Seja no exterior ou no Brasil, o pecuarista tem procurado cada vez mais encurtar o ciclo de produção para tornar a pecuária um negócio rentável. Quem pretende trabalhar nessa linha precisa investir em animais de maior precocidade sexual, fertilidade, ganho de peso acelerado, alto peso final e acabamento de carcaça. “A precocidade sexual e de terminação são as duas características que se tornaram mais relevantes nos últimos anos, muito por conta da demanda por carne ‘tipo exportação’. E o Brahman vem contribuindo com o rápido ganho de peso e o alto peso final.”, esclarece a zootecnista e gerente de Produto Corte da Genex, Juliana Ferragute.

Outra característica muito valorizada na pecuária de corte é a habilidade materna, pois bezerros bem alimentados ganham mais peso durante os primeiros meses de vida e conseguem melhor desempenho no pós-desmame. “As fêmeas Brahman apresentam ótimos resultados em desempenho e habilidade materna, sendo essas grandes virtudes da raça. Isso contribui para imprimir nos produtos de seus cruzamentos maior produtividade e com muita qualidade de carcaça, por conta de características como musculatura bem distribuída e costelas profundas e bem arqueadas”, diz Arthur Henrique Vieira, coordenador de Produto e atendimento ao Cliente Corte da ABS.

Esse maior desempenho tem sido verificado tanto em confinamento quanto em semiconfinamento. “O pecuarista que usa a genética Brahman em rebanho comercial visa atender ao mercado de carne de qualidade, pois receberá melhores premiações dos frigoríficos pela entrega de carcaças bem acabadas e pesadas”, explica o diretor da central PremiumGen Fernando Pereira.

Há ainda grande demanda pela genética Brahman por parte da pecuária de elite. São criadores que buscam um tipo de sêmen diferenciado para o melhoramento genético de seus rebanhos puros, utilizando para isso as mais modernas biotecnologias de reprodução e acasalamentos dirigidos, seja com sêmen de touros nacionais ou importados dos Estados Unidos. “Vejo que a raça tem achado seu espaço no mercado e melhorado muito o desempenho dos animais, sendo colocado em destaque um biótipo atual, com foco em precocidade e muita musculatura, trazendo rentabilidade tanto para rebanhos comerciais quanto para os selecionadores”, assegura William Xavier, gerente Comercial da Accelerated Genetics do Brasil.

Hoje, a raça conta com dezenas de touros nas principais centrais de sêmen do Brasil, que são: Alta Genetics, ABS, AG Brasil, Accelerated Genetics do Brasil, Araucária Genética, CRV Lagoa, Genex, PremiumGen, Select Sires e Semex Brasil.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

Desempenho do frango (vivo e abatido) na 12ª semana de 2021, quarta de março

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Embora continuassem ocorrendo de forma lenta, como na semana anterior, as quedas de preço do frango abatido na quarta semana de março, 12ª de 2021, foram praticamente contínuas. E isso fez com que o período fosse encerrado com um valor inferior ao da abertura do mês, o que não é muito comum.

De toda forma, sem contar ainda as baixas que podem ocorrer nestes três últimos dias de março, o frango abatido vai chegando ao final do período de Quaresma com uma cotação não mais que 1% inferior à do início desse período religioso. E isto também não é muito comum, pois, normalmente, a desvalorização da carne de frango e das demais carnes no decorrer da Quaresma tem sido bem maior.

Em suma, esta foi uma Quaresma diferente. Mas não por conta da pandemia e, sim, graças à valorização (de origem externa) obtida pelo boi e que encontrou no mercado interno um consumidor cuja capacidade aquisitiva se encontra visivelmente deprimida. A competitividade apresentada pela carne de frango proporcionou a esta desvalorização mínima nesse período.

A preocupação agora é com que vem sendo chamado de “pausa sanitária”, um pseudo-lockdown que em alguns casos deve durar mais de 10 dias, adentrando o mês de abril. Ou seja: ainda que não parem, todas as atividades serão reduzidas ao mínimo. E a questão levantada é: como se comportará a logística de abastecimento e o consumo de alimentos nesse “feriadão”?

Quanto ao frango vivo, permanece com a cotação inalterada desde 8 de março, aparentemente alheio ao enfraquecimento do mercado do abatido. E tal comportamento sugere, de um lado, que mesmo enfrentando baixas com o produto final, as integrações não vêm desovando produto no mercado de aves vivas; e, de outro lado, que a oferta de aves vivas por parte de produtores independentes continua ajustada à demanda.

Dessa forma, enquanto o frango abatido vai caminhando para o final de março com um ganho mínimo em relação a fevereiro (valorização que não chega a 1%), o frango vivo alcança, até aqui, valor quase 5% superior ao do mês anterior. Tende a manter a atual cotação no decorrer desta Semana Santa, a despeito de ser este, normalmente, o período de menor consumo de carnes do ano.

Por: AVISITE

China faz mais 3 negócios com soja brasileira

No mercado CFR China, uma remessa de junho e uma remessa de julho foram negociadas para a China durante a noite de quinta-feira para esta sexta-feira, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. Alguns trituradores buscavam mais embarques de soja brasileira em maio e junho para cobrir a demanda, apesar das fracas margens de esmagamento.

“O embarque de maio foi oferecido a 142 c/bu sobre o futuro de maio na sexta-feira e o embarque de junho foi indicado a 153 c/bu sobre o futuro de julho. O  indicador  CFR  China  para  embarque  em  maio  foi avaliado  em  135  c/bu  sobre  o  futuro  de  maio, equivalente a $ 566,25/t, queda de $ 4,75/t em relação à avaliação anterior. No mercado de originação,  uma remessa de  junho do Brasil mudou de mãos a 31 c/bu em relação ao futuro de julho na base FOB Santos. Enquanto  um  embarque  de  maio  foi  acordado  em  -10 c/bu para os futuros de maio”, comenta.

No mercado de papel, um carregamento de junho foi negociado a 23 c/bu sobre o futuro de julho no mercado FOB Paranaguá, equivalente a $ 521,75/t. Nos derivados, as bolsas refletem o desinteresse momentâneo por países importadores de farelo de soja, como China e o bloco da União Europeia.

“Em  relação ao  início  da semana, a commodity apresentou variação negativa de -0,95%, encerrando neste dia 26 próxima dos US$ 403,00 por tonelada curta. Em  relação  à  União  Europeia,  sites  internacionais relatam  que  as  importações  de  farelo  de  soja continuaram em queda desde o início da temporada de comercialização de 2020-21, o  que considera os meses de  junho  do  ano  passado  até  junho  deste  ano.  Muito disso  deve-se  à  baixa  oferta  do  Brasil  e  da  Argentina, principais fornecedores do bloco”, conclui.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

Sedam atua para revitalização de nascentes de rios degradadas no Estado; projeto inicia no rio Araras, em Cerejeiras

Diversas matas ciliares, igarapés e rios de Rondônia deverão ser recuperados ainda este ano. A operação começa na região sul do Estado, em Cerejeiras, a cerca de 800 quilômetros de Porto Velho. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), concluiu o diagnóstico para a conservação da bacia assoreada do Igarapé Branco (conhecido por rio Araras).

O Ministério Público, Secretaria do Meio Ambiente de Cerejeiras e a equipe multidisciplinar da Sedam, que construirá um viveiro municipal para atender os imóveis rurais e auxiliar com mudas de árvores.

O projeto está avaliado entre R$ 1,8 milhão e R$ 2,2 milhões. O secretário estadual da Sedam, Marcílio Leite Lopes. prevê até o final de 2021 a recuperação de áreas de preservação permanente degradadas pelo assoreamento, fenômeno causado pelo acúmulo de sedimentos (areia, terra, rochas), lixo e outros materiais levados até o leito dos cursos d’água pela ação da chuva, do vento ou do ser humano.

“Serão investidos R$ 18 mil por hectare nessas áreas carentes de vegetação e sitiantes terão todo apoio nos serviços”, anunciou o secretário.

Desde meados de 2019, a Sedam traçou um planejamento para estudos de recuperação do potencial hídrico de nascentes degradadas e ela será feita com a recuperação da mata ciliar em seu entorno e nas margens dos cursos hídricos do Estado, informou Marcílio Lopes.

Até a década passada, o caudaloso leito do rio Araras ainda não havia sido afetado pela degradação, até que suas nascentes sofreram diminuição da vazão. A equipe multidisciplinar percorreu toda extensão degradada. Numa propriedade de 49 hectares, por exemplo, mesmo possuindo afloramento do lençol freático, uma das nascentes sem vegetação nativa ou mata ciliar no seu entorno foi recentemente escavada. Através de bombeamento, um tanque abastece outros dois tanques escavados.

A Linha 2 passa próxima a essa nascente e não dispõe de tubulações (manilha), o que alterou o curso da nascente. Há, sim, vegetação nativa com densa cobertura vegetal, porém, apenas no que deveria ser o curso da nascente 1.

CUSTO PARA RECOMPOSIÇÃO DE RIOS 

A Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) destinará ainda em 2021 R$ 9,3 milhões à Sedam para recomposição da mata ciliar e recuperação de nascentes, inicialmente em Cerejeiras.

Por se tratar de uma nascente sazonal, este afloramento hídrico não deveria conter água, logicamente devido ao período de estiagem (mês de julho), no entanto, após a realização da escavação, foi feito o bombeamento d’água para nascente 2, esta, utilizada como bebedouro para o gado.

O geólogo da Coordenadoria de Geociências da Sedam, Paulo Sérgio Mendes dos Santos Júnior, responsável técnico pelo serviço, disse que a salvação de nascentes e a conservação da mata ciliar “garantem a sobrevivência de pessoas, plantas e animais”.

As próximas metas para os municípios assistidos serão brevemente anunciadas. A Sedam programa a extensão desse trabalho aos municípios de Cacoal, Espigão d’Oeste (no rio Palmeiras), Buritis, Pimenta Bueno e São Miguel do Guaporé. Lopes lembrou que o diagnóstico do rio Machado, em Cacoal, também faz parte das metas da Sedam.

“Algumas situações de perdas de nascentes já ocorrem desde algumas décadas, interrompendo a abundância da água em diferentes regiões estaduais”, explicou o secretário.

Segundo o geólogo Paulo Sérgio, o rio Araras, na zona rural de Cerejeiras, começou a ser visto pela Sedam por causa da escassez de água no ponto de captação da Caerd. “Projetamos um estudo maior para outras regiões do Estado, a fim de iniciar a recuperação de nascentes e cursos d’água agredidos ao longo do tempo”, informou.

Estudos concluem pela preservação da mata ciliar

Os diagnósticos seguem em ritmo promissor. Ao participar recentemente de cursos por videoconferências, o geólogo constatou a desinformação de pessoas de outras regiões diante da realidade amazônica ocidental. “Sempre tem alguém estranhando que, mesmo na Amazônia, exista problema de abastecimento de água”, comentou Paulo Sérgio.

DIÁLOGO

A Coordenadoria de Geociências vem projetando com educadores ambientais da Sedam outro trabalho visando educar proprietários rurais e a sociedade em geral, no sentido conservacionista em períodos de extensão de suas culturas agrícolas. O trabalho do diagnóstico facilita à Sedam conversar proximamente com os produtores rurais.

Constatando essa possibilidade, a Sedam não apenas angaria recursos financeiros para avançar no projeto de recuperação de nascentes e conservação da mata ciliar, como obtém parcerias. Dessa maneira, conforme o geólogo, o Governo se dispõe a formular novas parcerias com a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e outras instituições de Ensino Superior interessadas em contribuir com projetos no setor.

ÁGUA É VIDA

Atualmente, 20% da população [1,4 bilhão de pessoas] não têm acesso à água potável. Esse problema situa-se em pé de igualdade com o lixo, produção de alimentos, aquecimento global e superpopulações.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), no mundo aproximadamente 2 mil crianças com menos de cinco anos morrem diariamente devido a doenças diarreicas e cerca de 1.800 dessas mortes estão ligadas à água, ao saneamento e à higiene.

Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Paulo Sérgio e Jeferson Motta
Secom – Governo de Rondônia