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Oscar Motomura falará aos prefeitos em Diálogos Municipalistas

Os diálogos Municipalistas ocorrerão nos próximos dias 11 e 12 de março, na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho. Será um grande encontro com todos os prefeitos de Rondônia para conectar os gestores públicos municipais com a atuação do Sebrae em Rondônia, que organiza o evento em parceria com Governo do Estado e Arom. O renomado Oscar Motomura, consultor de estratégia, gestão e liderança, um dos mais prestigiados em educação corporativa no país, fará a palestra de abertura.

O evento é destinado às prefeitas e prefeitos de Rondônia e seus principais secretários e assessores, para fortalecer os laços institucionais e estabelecer uma agenda positiva para o desenvolvimento territorial no âmbito das micro e pequenas empresas.

Motomura, que já esteve em Rondônia a convite do Governo de Rondônia há alguns anos para reposicionar a estrutura governamental e buscar maior eficiência e eficácia do ente público, retorna para debater as jornadas dos gestores públicos municipais e como estes podem impactar a qualidade de vida de seus cidadãos.

Fundador e principal executivo da Amke/Amana-Key, uma das organizações mais especializadas do mundo na área de gestão, estratégia e liderança de organizações complexas dos setores empresarial, governamental, e da sociedade civil, Oscar Motomura tem sido muito demandado para insights, orientações e apoio em planejamento estratégico com objetivo de fortalecer a gestão pública.

O evento Diálogos Municipalistas é uma realização do Sebrae em Rondônia e conta com relevante apoio institucional do Governo de Rondônia e da Arom (Associação Rondoniense de Municípios).

Para mais informações sobre as ações do Sebrae, acesse o site www.sebrae.ro ou ligue gratuitamente para 0800 570 0800. Ou, ainda, acesse o Sebrae pelas redes sociais: Instagram, Facebook, X, LinkedIn e YouTube (@sebraero).

Foi tão ruim assim? O que está por trás do prejuízo bilionário da Petrobras (PETR4) no 4T24

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Petrobras (PETR4) divulgou seu balanço referente ao quarto trimestre de 2024, com números operacionais recorrentes próximos das estimativas do mercado. No entanto, uma série de itens não recorrentes e investimentos, que superaram o guidance no trimestre, acabaram decepcionando e trazendo preocupações sobre a geração de caixa.

Antes, sobre os resultados, tanto Receita como Ebitda recuaram no trimestre, o que já era esperado devido à desvalorização do petróleo e queda da produção no período.

Resultado da Petrobras no 4T24 por segmento

No segmento de Exploração & Produção (E&P), a receita caiu -13% frente ao 3T24, devido aos fatores mencionados anteriormente. O Ebitda ajustado de E&P caiu ainda mais, afetado também pelo aumento dos custos de extração, paradas para manutenção e entrada em operação de novos sistemas de produção. Com esses efeitos, o Ebitda ajustado atingiu US$ 6,4 bilhões, queda trimestral de -39%.

Em Refino, o Ebitda melhorou +39% e chegou a US$ 1,5 bilhão, com aumento de +3p.p. de margem, refletindo melhores margens de comercialização no mercado interno e um efeito positivo no giro dos estoques. Sem o efeito de giro de estoques, a melhora teria sido de +6%.

Por fim, o segmento de Gás & Energia apresentou um Ebitda de US$ 368 milhões, que apesar da alta de +21%, é pouco representativo para o consolidado.

Petrobras (PETR4) apresentou prejuízo de US$ 2,7 bilhões no 4T24

Com isso, o Ebitda consolidado ajustado chegou a US$ 9,9 bilhões, queda de -15% vs 3T24, um pouco abaixo das estimativas.

No entanto, os resultados sem ajustes trouxeram mais cerca de -US$ 4 bilhões em perdas e gastos com impairment e descomissionamento de plataformas. O resultado financeiro também teve impacto não recorrente de -US$ 4,7 bilhões, devido à variação cambial sobre a dívida em moeda estrangeira.

Com esses efeitos, a Petrobras apresentou um prejuízo de -US$ 2,7 bilhões, ante um lucro líquido de US$ 5,8 bilhões no 3T24. Ajustando pelos efeitos não recorrentes mencionados, o Lucro Líquido teria sido de US$ 3 bilhões, em linha com as estimativas.

Mesmo que os números ajustados tenham vindo em linha com as expectativas, a magnitude dos impactos é um ponto que deve incomodar os investidores.

Dividendos estão ameaçados?

Além disso, chamou a atenção (por motivos ruins) os investimentos que aceleraram de US$ 4,4 bilhões no 3T24 para US$ 5,7 bilhões no 4T24, o que inclusive fez o capex estourar o guidance do ano, e pode começar a impactar o pagamento de dividendos da estatal daqui para frente.

A gestão justificou que o aumento ocorreu por conta de antecipações de investimentos que deveriam ser feitos em 2025 e que, portanto, não deveriam afetar a perspectiva de geração de caixa futura da companhia. Ainda assim, esse é um tema que volta a preocupar os investidores e que será acompanhado de perto pelo mercado nos próximos resultados.

Apesar de números operacionais recorrentes praticamente em linha, os impactos não recorrentes e o Capex devem pesar nos papéis no pregão desta quinta-feira (27). Acompanharemos de perto os desdobramentos dos resultados mas, por ora, mantemos nossa recomendação neutra.

Por Ruy Hungria

Programa realizará castrações gratuitas de cães e gatos em Porto Velho

O Castra+Rondônia é um programa de castrações gratuitas de cães e gatos em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e executado pelo Projeto Ajudei. Famílias que não têm condições de castrar seus pets, mas desejam proporcionar uma vida melhor a seus cães e gatos, terão uma ótima oportunidade para realizar o procedimento em seus animais de estimação.

Até o final do ano, médicos veterinários realizarão as cirurgias, percorrendo Rondônia em um ônibus equipado para os procedimentos. O objetivo do Castra+Rondônia é realizar 9 mil castrações na primeira etapa do programa. Na Capital, a ação acontece em parceria com a prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema).

“Serão cerca de 9 mil castrações em Porto Velho, todo procedimento realizado com cuidado e segurança para seu pet. Além disso, abrigos e protetores também poderão cadastrar seus animais para receber o atendimento gratuito. Cuidar dos nossos animais é um ato de amor, é cuidar da nossa cidade”, afirmou o prefeito Léo Moraes ao destacar a importância desta ação.

Prefeito destacou a importância do serviço
Prefeito destacou a importância do serviço

Em Porto Velho, a ação acontece em três etapas:
Data: 11, 12, 13, 14 e 15 de março
Local: Praça CEU
Endereço: R. Antônio Fraga Moreira, 1706-1770, Juscelino Kubitschek (Vagas encerradas).

Data: 18, 19, 20, 21 e 22 de março
Local: Escola Jesus Burlamaqui
Endereço: Rua Das Crianças, 4686, Bairro Floresta. (Em breve abertura de agendamento).

Data: 25, 26, 27, 28 e 29 de março
Local: Ginásio Claudio Coutinho
Endereço: Avenida Pinheiro Machado S/N, Bairro Caiari.

Para participar, será preciso fazer um cadastro antecipado, preenchendo o formulário no site castramaisrondonia.com.br. As etapas estarão disponíveis no site com os agendamentos de datas e horários. Vale lembrar que o tutor precisa estar cadastrado no portal Portal Gov-br, cadastro único que reúne serviços para o cidadão.

Procedimentos duram em torno de 30 minutos a duas horas
Procedimentos duram em torno de 30 minutos a duas horas

De acordo com o Projeto Ajudei, os cães e gatos devem estar em jejum de oito horas e os tutores precisam estar presentes durante o procedimento, que poderá durar entre 30 minutos e duas horas.

Após o procedimento, cachorros ou gatos receberão um microchip subcutâneo com os dados do tutor, além de roupa cirúrgica, cone de proteção e medicamentos necessários para a recuperação.

As castrações devem acontecer em todo o território nacional, por meio de aporte de emendas parlamentares e dotação orçamentária própria.

O Castra + Rondônia é realizado por meio de emenda parlamentar do deputado federal Fernando Máximo, no valor de R$ 2,8 milhões, que serão utilizados no primeiro semestre de 2025.

Texto: André Oliveira
Foto: SMC

O que se sabe até agora da morte de Michelle Trachtenberg, atriz de ‘Gossip Girl’

A atriz Michelle Trachtenberg foi encontrada morta nesta quarta-feira (26), aos 39 anos. As investigações sobre a causa da morte continuam em andamento.

O que se sabe até agora é que:

  • A polícia não suspeita de crimes;
  • O corpo de Trachtenberg foi encontrado por sua mãe, no apartamento onde a atriz morava, em Nova York (nos EUA);
  • Trachtenberg passou recentemente por um transplante de fígado — e pode ter tido complicações de saúde que levaram à morte;
  • Uma autópsia será realizada;

 

Quem é Michelle Trachtenberg

A artista ficou conhecida por papéis em “Gossip Girl” e “Buffy: A Caçadora de Vampiros”.

Ela começou a carreira ainda na infância, com seu primeiro papel na série “As Aventuras de Pete & Pete”, da Nickelodeon. Seu primeiro papel de destaque foi como a protagonista do filme “A Pequena Espiã”, em 1996.

Michelle ganhou fama após estrelar várias produções famosas nos anos 2000, como a série “Buffy: A Caçadora de Vampiros”, em que interpretou Dawn Summers, irmã de Buffy.

No cinema, seus papéis mais conhecidos foram como Jenny, na comédia “Eurotrip – Passaporte para a confusão”, e como Penny, no filme “Inspetor Bugiganga”. Também estrelou “Sonhos no Gelo”, da Disney, com Joan Cusack e Kim Cattrall.

Uma das personagens mais importantes de sua carreira foi Georgina Sparks, na série “Gossip Girl”. Ela chegou a reprisar a vilã no reboot, em 2023.

Por Redação g1

Ministério da Saúde distribui 46,7 mil doses de vacina contra febre amarela para Rondônia

inistério da Saúde distribuiu 4,6 milhões de doses de vacinas para todos os estados brasileiros até o dia 19 de fevereiro. Desse total, 46,7 mil foram destinadas para o estado de Rondônia. A intensificação da vacinação é uma das principais estratégias para o controle da febre amarela. Em 2024, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribuiu mais de 20 milhões de doses para todo o país. No começo deste mês, a pasta publicou uma nota técnica recomendando a vacinação contra a doença.

Desde novembro de 2023, o Ministério da Saúde tem atendido integralmente os pedidos de vacina contra a febre amarela feitos por São Paulo. Após a solicitação de doses extras, o Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para alinhar o planejamento e a estratégia de aplicação das vacinas, que deve seguir o calendário vacinal oficial:

  • 1ª dose: aos 9 meses de idade;
  • Reforço: aos 4 anos de idade;
  • Dose única: para crianças que não receberam as duas doses antes dos 5 anos;
  • Dose única para adultos: caso a pessoa não tenha sido vacinada ou precise reforçar a imunização (se recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos);
  • Pessoas a partir de 60 anos: devem ter a indicação avaliada por um profissional de saúde, considerando riscos e benefícios.

Casos registrados no país 

No período de monitoramento 2024/2025, houve registros de transmissão do vírus em primatas não humanos nos estados de São Paulo (33), Minas Gerais (4), Roraima (1) e Tocantins (2).

Também foram confirmados casos em pessoas nos estados de São Paulo (13), Minas Gerais (1) e Tocantins (1). Oito desses casos evoluíram para óbito, todos no estado de São Paulo. Nenhuma das vítimas era vacinada.

No Brasil, a febre amarela segue um ciclo silvestre, transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os últimos casos de febre amarela urbana no país foram registrados em 1942. Desde então, a transmissão ocorre apenas no ambiente silvestre, onde os primatas não humanos (PNHs) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, assim como os humanos, que são considerados hospedeiros acidentais.  

Prevenção e cobertura vacinal

A vacina contra a febre amarela é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) durante todo o ano. Para quem viajará para áreas de risco, a recomendação é que a aplicação ocorra pelo menos 10 dias antes do deslocamento, principalmente para aqueles que nunca foram vacinados.

Em 2023, a cobertura vacinal contra a febre amarela atingiu 70%, um avanço em relação a 2022, quando o índice foi de 60,7%. A vacina está entre as 13 das 16 principais do calendário infantil que apresentaram aumento na adesão no último ano.

Ministério da Saúde

Deputados estaduais aprovam Programa Criança Protegida Rondônia

Os deputados estaduais aprovaram o Projeto de Lei 712/2024, que institui o Programa Estadual de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes, denominado Programa Criança Protegida Rondônia. A votação ocorreu durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira (25).

De autoria do Poder Executivo, a iniciativa visa fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), proporcionar maior efetividade na proteção, além de integrar ações preventivas e de atendimento a casos de vulnerabilidade.

De acordo com o projeto, o programa será coordenado pela Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) e estruturado conforme a Política Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, com diretrizes que incluem intersetorialidade entre os órgãos envolvidos, descentralização político-administrativa e fortalecimento das estruturas do SGDCA, como os Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente e os Conselhos Tutelares.

O Programa Criança Protegida Rondônia também prevê a promoção de políticas públicas voltadas para a defesa e proteção dos direitos humanos de crianças e adolescentes, o estímulo à participação da família e da sociedade na proteção desse público e a utilização do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia) para o acompanhamento de violações de direitos.

Segundo o texto aprovado, as ações do programa deverão ser implementadas de forma articulada entre os órgãos estaduais, abrangendo áreas como segurança pública, saúde, educação, assistência social e socioeducação.

O Programa Criança Protegida Rondônia busca integrar e aprimorar políticas estaduais já existentes, garantindo maior eficiência na proteção de crianças e adolescentes, especialmente àquelas em situação de vulnerabilidade.

O projeto foi aprovado por unanimidade pelos deputados presentes na sessão e segue para a sanção do governo.

As sessões da Assembleia Legislativa podem ser acompanhadas presencialmente ou pelos canais da TV Assembleia (7.2) e YouTube. Mais informações sobre os projetos e as votações estão disponíveis no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (Sapl) e no site oficial da Alero.

Texto: Ivanete Damasceno | Jornalista Secom ALE/RO
Foto: Rafael Oliveira | Secom ALE/RO

Congresso promete ao STF identificar todos os padrinhos de emendas

© Joédson Alves/Agência Brasil/ARQUIVO

As mesas diretoras da Câmara e do Senado enviaram ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), um documento em que se comprometem a identificar todos os parlamentares responsáveis por indicar a destinação de emendas ao Orçamento da União, bem como os beneficiários dos repasses.

Ambas as casas legislativas prometeram que, do exercício financeiro de 2025 em diante não será mais possível empenhar emendas sem a identificação de padrinho e beneficiário final, principal problema apontado pelo Supremo na execução de emendas orçamentárias.

A falta de transparência na liberação de emendas levou a um impasse com o Supremo, que impôs critérios mais rígidos para que os repasses pudessem ser feitos. Diante do impasse, a Lei Orçamentária Anual de 2025 (LOA) ainda não foi aprovada pelo Congresso.

plano conjunto foi apresentado a Dino, relator do tema no Supremo, na véspera de uma audiência de conciliação convocada pelo ministro para avaliar a execução das medidas de controle e transparência determinadas por ele, e pelo plenário da Corte, desde 2022.

Plano de Trabalho Conjunto foi enviado ao Supremo após acordo com o governo federal. A Advocacia-Geral da União (AGU) também informou ao ministro Flávio Dino sobre medidas para aprimorar a transparência em sistemas mantidos pela União para divulgar a execução do Orçamento, com a inclusão do nome dos parlamentares responsáveis por cada emenda liberada.

Segundo a AGU, o plano conjunto tem como objetivo “aprimorar a interface entre os sistemas dos poderes Executivo e Legislativo na execução das emendas, aprimorando o trâmite administrativo e facilitando o controle social e o acesso público às informações”.

O governo federal também prometeu empenho na fiscalização da execução orçamentária.

Mudança de regra

O plano aborda, em especial, as emendas individuais de transferência, as chamadas emendas Pix – identificada nos sistemas orçamentários pela sigla RP6 -, de bancada estadual (RP7), de comissão (RP8) e as emendas de relator, que deram origem à expressão “orçamento secreto” (RP9).

As duas Casas prometeram aprovar uma mudança na resolução que disciplina a proposição de emendas parlamentares, de modo a adequar as regras e cumprir a determinação do Supremo de identificar cada congressista responsável por indicar emendas, incluindo as de comissão e de bancada.

Segundo o plano, a indicação de cada emenda precisará obrigatoriamente ser acompanhada de ata de deliberação na respectiva comissão ou bancada partidária e estadual, bem como de planilhas indicando quem propôs cada destinação dos recursos e o beneficiário.

A medida visa impedir o chamado “rateio” de emendas em comissões, quando uma emenda genérica acaba sendo dividida entre diferentes destinos sem que seja identificado o parlamentar que fez a indicação.

De acordo com as informações da Câmara e do Senado, as emendas apresentadas ao Orçamento de 2025 já foram feitas sob o novo modelo, mesmo antes da mudança na regra.

Restos a pagar

Em relação aos restos a pagar de 2024, cada comissão permanente do Congresso deverá novamente deliberar sobre cada empenho de emendas de comissão, ratificando ou não a destinação dos recursos, até o dia 31 de março.

O resultado das deliberações deverá ser divulgado em cinco dias pela Comissão Mista do Orçamento (CMO), informaram a Câmara e o Senado.

Os restos a pagar de 2023 e anos anteriores também devem ter seus padrinhos e beneficiários identificados, por meio de atualizações no Registro de Apoio às Emendas Parlamentares, sistema que deverá ser aprimorado em 30 dias, a partir da homologação do plano de trabalho pelo Supremo.

Em dezembro, o ministro Flávio Dino bloqueou, por exemplo, a execução de ao menos R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão que não teriam cumprido critérios de transparência para sua execução, por não permitirem identificar o político que indicou a emenda ou o beneficiário final da transferência de recursos.

O total destinado a emendas parlamentares no Orçamento de 2025 chega a R$ 52 bilhões, uma alta em relação a 2024, quando a cifra foi de R$ 49,2 bilhões. Há dez anos, em 2014, esse valor era de R$ 6,1 bilhões.

Agência Brasil

Com R$ 1,2 bi em 2024, BNDES amplia aprovações de crédito para Rondônia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para Rondônia em 2024, alcançando R$ 1,2 bilhão. O valor é 10,6% superior ao aprovado em 2023 e 132,7% maior que o aprovado em 2022.

Os recursos beneficiaram todos os setores da economia, como agropecuário (R$ 825,2 milhões), comércio e serviços (R$ 294,2 milhões), indústria (R$ 25,8 milhões) e infraestrutura (R$ 70,7 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 1,17 bilhão do total de crédito aprovado, valor superior a 2023 (R$ 940 milhões) e maior que em 2022 (R$ 390 milhões).

“Os resultados de 2024 contribuem para fortalecer a economia de Rondônia e demonstram que, no governo do presidente Lula, o BNDES retomou a missão de promover o desenvolvimento econômico em todas as regiões do país. Apenas em inovação na indústria de Rondônia, o Banco aprovou R$ 63,7 milhões em crédito no ano passado, um volume quase oito vezes superior ao realizado em 2023 (R$ 8,5 milhões), e muito maior que 2022, quando o volume de crédito aprovado foi de apenas R$ 1 milhão com essa finalidade para o estado”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Norte – As aprovações de crédito para a Região Norte alcançaram R$ 11,6 bilhões em 2024, valor 141,7% superior a 2022 (R$ 4,8 bilhões) e semelhante a 2023 (R$ 12,1 bilhões). Em 2023 e 2024, o montante aprovado pelo Banco para a região foi de R$ 23,7 bilhões, valor 238,6% maior que o registrado nos dois últimos anos da gestão anterior (R$ 7 bilhões).

Os valores aprovados em 2024 beneficiaram setores como a agropecuária (R$ 2,8 bilhões), comércio e serviços (R$ 1,5 bilhão) e infraestrutura (R$ 7 bilhões). Do total das aprovações em 2024, R$ 4,4 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). No ano, o BNDES financiou R$ 205,2 milhões em projetos de inovação de empresas da região, aumento de 29,3% em relação a 2023 e de 2.104% em comparação com 2022 (R$ 9,3 milhões).

Brasil – Em 2024, o BNDES lucrou R$ 26,4 bilhões em 2024, crescimento de 20,5% em relação a 2023, e realizou a maior injeção de crédito da história da instituição, com aprovações e garantias que somaram R$ 276,5 bilhões. Também foi o ano em que o BNDES alcançou a maior carteira de crédito desde 2017, no valor de R$ 584,8 bilhões, e a menor inadimplência do sistema financeiro (0,001%).

Considerando o recorte de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) as aprovações de crédito totalizaram R$ 92,4 bilhões. Somadas as aprovações mais R$ 63,9 bilhões em operações de MPME realizadas por agentes financeiros com garantias oferecidas pelos fundos garantidores, a oferta de crédito alcança R$ 156,3 bilhões, aumento de 44,7% em relação a 2023.

Por: Assessoria

Mercado financeiro está mais tenso do que em outros tempos, diz Haddad

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (25) que o mercado financeiro está mais tenso atualmente do que em outros períodos.  O ministro participou nesta terça-feira da abertura da CEO Conference Brasil 2025, do BTG Pactual, em São Paulo.

“As pessoas estão mais com o dedo no gatilho, esperando uma notícia para agir, se proteger ou especular, tudo dentro da regra do jogo”, disse Haddad.

Ele comparou a situação atual ao momento de incertezas vivido em dezembro de 2024, quando houve disparada do dólar e fuga de recursos.

De acordo com Haddad “as coisas estão se acomodando” e o ambiente econômico está equiparado ao de outros países, com economia semelhante ao Brasil, com contexto internacional que também gera impactos na economia do país.

“Quando você vê uma turbulência na economia americana, com falta de previsibilidade sobre o que a maior economia do mundo vai fazer, as pessoas ficam mais tensas. E não é só no Brasil. A situação externa é mais desafiadora.”

Segundo o ministro, as agências de classificação de risco, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os fundos de investimento têm uma visão diferente em relação à avaliação dos investidores locais. “Eles não têm a força que os investidores domésticos têm, então aguardam um pouco antes de investir”.

Haddad reforçou que a visão da equipe econômica no início do governo é a mesma atualmente e todas as medidas tomadas até o momento, mesmo que dependendo de outros setores, houve avanços consideráveis, mas isso nem sempre é levado em consideração. Ele disse ainda acreditar que a agenda fiscal não pode perder o fôlego.

“Com a mudança nas presidências do Congresso Nacional, nós precisamos verificar quem serão os relatores das matérias, os presidentes das comissões e a disposição dos líderes da oposição e da situação para endereçar temas importantes.”

O ministro discorreu ainda sobre a importância da reforma tributária aprovada pelo Legislativo, que entra em vigor a partir de 2027.

“É a maior reforma tributária da história do Brasil, e sem aumento de carga.”

Haddad afirmou ainda que não é bom para o país ficar negando as coisas e inventando um passado brilhante que não aconteceu.

“Quem tem um pouco a memória do que é a economia brasileira desde o Plano Real sabe que nós vivemos alguns momentos mais delicados. Vivemos uma transição, em 2002, em que a dívida líquida era muito parecida com a atual, em torno de 60% do PIB.”

Segundo o ministro da Economia, o presidente Lula herdou uma Selic de 25%, uma inflação de 12% e uma dívida em dólar bastante apreciável e sem reservas cambiais. “E ninguém dizia que o Brasil iria quebrar”, disse.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Áreas de conservação no Baixo Rio Madeira têm gestão integrada

© ASPAR/Divulgação

Cinco unidades de conservação estaduais, uma federal e duas terras indígenas próximas ao Rio Madeira passam a ter gestão integrada. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, assinou esta semana portaria que cria o Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Madeira, que abrange 2,4 milhões de hectares no Amazonas, na área de influência da BR-319.

Considerado um marco para a conservação da Amazônia, o mosaico é um modelo de gestão que reúne um conjunto de áreas protegidas próximas ou sobrepostas, de diferentes categorias de manejo, administradas de forma integrada e participativa.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a medida ampliará a proteção ambiental e promoverá o ordenamento territorial na região, ao fortalecer estratégias de governança, fiscalização ambiental e incentivar a geração de renda sustentável pelo turismo e pela agricultura familiar.

As áreas que vão compor o mosaico são as seguintes: Reserva Extrativista (Resex) do Lago do Capanã Grande, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Amapá, do Rio Madeira, Igapó-Açu, do Matupiri e o Parque Estadual do Matupiri, geridas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas; e as Terras Indígenas Cunhã-Sapucaia e Arary, administradas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

O reconhecimento do mosaico fortalece estratégias de governança, fiscalização ambiental e incentiva a geração de renda sustentável por meio do turismo e da agricultura familiar.

Próximos passos

Resultado de dois anos de planejamento, a criação do Mosaico do Baixo Rio Madeira envolveu diálogo entre diferentes setores, como órgãos ambientais, associações comunitárias, pesquisadores e organizações não governamentais.

Com oficinas de gestão integrada e debates, as discussões consolidaram um plano de ação estruturado em três eixos principais: proteção e governança, comunicação e informação e geração de renda sustentável.

Entre as ações previstas para os próximos anos, estão o fortalecimento das bases de fiscalização, a implementação de sistemas de monitoramento ambiental, o incentivo a atividades produtivas sustentáveis e a criação de mecanismos para ampliar a participação social na gestão do território.

Welton Máximo – Repórter da Agência Brasil