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Primeira mulher a presidir a Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (FACER), toma posse nessa sexta (28); nova sede também será inaugurada

Está marcada para esta sexta-feira (28), em Porto Velho, a posse oficial da diretoria da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (FACER) para o triênio 2025-2027. Com início às 17h, o evento será marcado ainda pela inauguração da sede própria da FACER, na Av. Calama, 2029, no Bairro São João Bosco.

Primeira mulher a presidir a Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia, Kelly Naahmara Rodrigues Jorge tem ao seu lado, nessa missão, o 1° vice-presidente Cicero Alves Noronha Filho, o 2° vice-presidente Hugo Lopes de Araujo, o 1° secretário Valdir Vargas, o 2° secretário Marcos Biazzi, o 1° tesoureiro Ednilso de Oliveira, o 2° tesoureiro Carlos Alberto Ferreira Carrasco, o 1° conselheiro fiscal João Batista de Oliveira, o 2° conselheiro fiscal Delny Cavalcante Junior, o 3° conselheiro fiscal Alessandro da Silva, o 1° conselheiro fiscal suplente Joel Jose da Silva, a 2° conselheira fiscal suplente Vilma Fatima Mendes e o 3° conselheiro fiscal suplente Adolfo Cesar Batista da Silva.

“Nosso compromisso é promover ações que fortaleçam as Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia, ampliando a representatividade do setor e incentivando o associativismo. Vamos trabalhar ativamente para consolidar parcerias estratégicas, aprimorar a gestão da FACER e oferecer soluções que realmente impulsionem os negócios dos nossos associados. Nosso foco é garantir serviços e produtos que fortaleçam o setor produtivo e gerem impacto positivo para as empresas e para a economia do estado.”, garantiu Kelly Naahmara.

Além da posse da nova diretoria e inauguração da nova sede, o dia será marcado pelo lançamento do ano comemorativo aos 40 anos da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia.

Fundada em 17 de agosto de 1985, durante o I Encontro de Dirigentes das Associações Comerciais do Estado de Rondônia, a FACER atua de forma voluntária em defesa do setor produtivo e hoje possui uma capilaridade singular, dando voz a 31 Associações Comerciais e Empresariais rondonienses que, juntas, representam mais de sete mil empresas distribuídas por todas as regiões do estado de Rondônia.

Também fazem parte da nova diretoria da FACER, o presidente do Conselho Consultivo Marco Cesar Kobayashi, o vice-presidente região Cone Sul André Mendes Gonçalves da Silva, o vice-presidente Região Central Maxwell Mazini Teixeira, o vice-presidente Região Zona da Mata Marcia Rover, o vice-presidente Região Vale do Jamari Fernando Vilas Boas e o vice-presidente Região 429 Rubens Pereira Alves.

(Assessoria de Imprensa/FACER)

Deputado Alex Redano pede ação emergencial para vítimas das enchentes no Baixo Madeira

O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Alex Redano (Republicanos), recebeu um pedido do Vereador Wanoel Martins PSD e prontamente solicitou ao Governo do Estado a adoção de medidas emergenciais para auxiliar as famílias afetadas pelas enchentes no Baixo Madeira, em Porto Velho.

A indicação, que atende a um pedido do vereador Wanoel Martins (PSD), foi encaminhada à Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (SEAS) e propõe a distribuição de cestas básicas, atendimento psicossocial, assistência jurídica, além da disponibilização de abrigos temporários e espaços de acolhimento para os desabrigados.

Segundo Redano, a situação exige uma resposta rápida e eficaz. “As enchentes têm causado grandes prejuízos às famílias da região, que perderam suas casas e pertences. É fundamental garantir assistência imediata para minimizar os impactos e proporcionar um mínimo de dignidade a essas pessoas”, afirmou o parlamentar.

As fortes chuvas elevaram o nível do Rio Madeira, provocando inundações que desalojaram centenas de famílias e geraram perdas materiais significativas. Diante desse cenário, Redano reforça a necessidade de atuação imediata do poder público. “O Governo precisa agir com urgência, garantindo a segurança e o suporte necessário para essas famílias”, destacou.

Além do apoio governamental, o deputado defende a mobilização de entidades civis e organizações sociais para ampliar a rede de ajuda humanitária. “Precisamos unir esforços para atender a população atingida e proporcionar a assistência necessária. Vamos seguir acompanhando a situação para garantir que as medidas sejam implementadas com eficiência”, concluiu.

Texto: Mateus Andrade | Jornalista
Foto: Rafael Oliveira | Secom ALE/RO

Faculdade da Prefeitura é oportunidade para realização do sonho de ingressar em um curso superior

O sonho de se formar em uma faculdade é um objetivo de muitas pessoas. E esse desejo se tornou realidade para vários estudantes porto-velhenses através do Programa de Inclusão Social Universidade Para Todos – Faculdade da Prefeitura, por meio da Prefeitura de Porto Velho.

Uma dessas histórias de transformação de vida através da educação é da Steffane Ferreira, moradora do baixo Madeira, que veio para a capital em busca de continuar com os estudos e conheceu o programa Faculdade da Prefeitura.

No início de 2024, aos 25 anos de idade, ela se formou em Fonoaudiologia no Centro Universitário São Lucas. “Era meu sonho e através do programa foi uma oportunidade única, pois eu não tinha condições financeiras de pagar a mensalidade da faculdade. Foi bem difícil, enfrentamos uma pandemia no período das aulas e ainda sou mãe, então para conciliar tudo isso, eu tive que ter muita força de vontade para não desistir do grande sonho”, concluiu.

A Steffane Ferreira é a única integrante da família formada no ensino superior. Logo após receber o diploma, ela conseguiu várias oportunidades e hoje trabalha em uma clínica na capital. “Eu me senti uma vitoriosa. É uma oportunidade única para quem está começando, principalmente no meu caso, que não tinha condições. Quero dizer que, para quem conseguiu uma vaga agora no ano de 2025, aproveite e lute, pois é o seu futuro que está em jogo e não deixe qualquer problema fazer você desistir”, finaliza a fonoaudióloga.

Steffane Ferreira é a única integrante da família formada no ensino superior
Steffane Ferreira é a única integrante da família formada no ensino superior

Com o início da gestão do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, o programa ganhou novos rumos. Em 2025, por exemplo, o processo seletivo bateu recorde com mais de 5 mil inscritos. Foram ofertadas 126 vagas, entre ampla concorrência e vagas preferenciais, em quatro instituições de ensino superior na capital. Outra novidade neste ano foi a ampliação no número de vagas preferenciais.

“A nossa gestão tem se destacado pela inclusão e no Programa Faculdade da Prefeitura não é diferente. A ampliação das vagas foi feita com base em lei federal, que garante a reserva de 20% das vagas oferecidas, ou seja, este ano tivemos mais de 350 inscrições para vagas preferenciais, entre elas, para pessoas com deficiência (PcD) e candidatos étnico-raciais”, disse o prefeito.

As vagas neste ano foram distribuídas entre os cursos que as faculdades oferecem em seus processos seletivos próprios, como Medicina, Medicina Veterinária, Odontologia, Administração, Enfermagem, Direito, Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda e Engenharia de Software. Os alunos já entregaram as documentações e efetuaram as matrículas nas instituições.

Texto: André Oliveira
Foto: Wesley Pontes

Homem que matou agente de trânsito em serviço é preso

(crédito: Reprodução/Flickr/Governo do Estado de São Paulo)

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na quarta-feira (26/3), o homem que matou um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O crime ocorreu no último dia 13 de março, na zona oeste paulista.

A vítima foi abordada e atingida por disparos durante um assalto. O criminoso roubou celular e uma aliança de ouro do agente.

 

Correio Braziliense

Aniversário de Renato Russo: Ecad divulga levantamento das suas músicas mais tocadas

O cantor e compositor Renato Russo completaria 65 anos nesta quinta-feira, dia 27. Considerado um dos maiores poetas da música brasileira, seu legado continua vivo através de letras que marcaram gerações e ainda conquistam novos fãs.

Para celebrar essa data, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) realizou um levantamento especial sobre a produção musical do artista. Ao longo de sua carreira, Renato Russo acumulou 157 obras e 327 fonogramas, incluindo clássicos que seguem inspirando diferentes gerações.

A canção “Tempo Perdido” se destaca como a mais executada nos últimos anos e como a obra mais regravada do artista, com 83 versões identificadas na base de dados do Ecad. Outros sucessos, como “Será” e “Pais e Filhos”, que também contam com a autoria de Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, figuram entre as mais tocadas e regravadas.

O levantamento abrange as execuções nos segmentos de Rádio, Sonorização Ambiental, Música ao Vivo, Casas de Festas e Diversão, Carnaval, Festas Juninas e Shows.

Outro dado relevante é a participação de Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, como o principal intérprete de canções de Renato Russo, com 93 gravações registradas na base do Ecad.

O legado de Renato segue vivo por meio de suas gravações e da execução pública de suas interpretações. Como determina a Lei dos Direitos Autorais (9.610/98), os herdeiros da artista continuarão a receber os rendimentos em direitos autorais por suas músicas por 70 anos após sua morte (ou de autores parceiros, no caso de músicas feitas em parcerias).

O Ecad é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que centraliza a arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública no Brasil. Administrado por sete associações musicais (Abramus, Amar, Assim, Sbacem, Sicam, Socinpro e UBC), o Ecad representa os titulares de obras musicais e fonogramas, garantindo que os criadores e intérpretes sejam devidamente remunerados pelo uso de suas músicas.

Ranking das músicas de autoria do Renato Russo mais tocadas no Brasil nos últimos cinco anos, nos segmentos de Rádio, Sonorização Ambiental, Casas de Festa e Diversão

Posição Música Autores
1 Tempo perdido Renato Russo
2 Será Marcelo Bonfá / Renato Russo / Dado Villa-Lobos
3 Pais e filhos Marcelo Bonfá / Renato Russo / Dado Villa-Lobos
4 Quase sem querer Renato Rocha / Renato Russo / Dado Villa-Lobos
5 Por enquanto Renato Russo
6 Eduardo e monica Renato Russo
7 Que pais e este Renato Russo
8 Musica urbana Flavio / André Pretorius / Felipe Lemos / Renato Russo
9 Eu sei Renato Russo
10 Ainda e cedo Ico Ouro Preto / Renato Russo / Marcelo Bonfá / Dado Villa-Lobos
11 Quando o sol bater na janela do teu quarto Marcelo Bonfá / Renato Russo / Dado Villa-Lobos
12 Mais uma vez Flavio Venturini / Renato Russo
13 Monte castelo Renato Russo
14 Ha tempos Renato Russo / Marcelo Bonfá / Dado Villa-Lobos
15 Vento no litoral Marcelo Bonfá / Renato Russo / Dado Villa-Lobos
16 Índios Renato Russo
17 Fatima Flavio / Renato Russo
18 O teatro dos vampiros Marcelo Bonfá / Renato Russo / Dado Villa-Lobos
19 Faroeste caboclo Renato Russo
20 O mundo anda tao complicado Marcelo Bonfá / Renato Russo / Dado Villa-Lobos

Ranking das músicas de autoria do Renato Russo mais regravadas no Brasil nos últimos cinco anos

Posição Música Autores
1 Tempo perdido Renato Russo
2 Por enquanto Renato Russo
3 Será Marcelo Bonfá / Renato Russo / Dado Villa-Lobos
4 Mais uma vez Flavio Venturini / Renato Russo
5 Pais e filhos Marcelo Bonfá / Renato Russo / Dado Villa-Lobos
6 Eu sei Renato Russo
7 Que pais e este Renato Russo
8 Monte castelo Renato Russo
9 Quase sem querer Renato Rocha / Renato Russo / Dado Villa-Lobos
10 Fatima

Flavio / Renato Russo

Dia D para Dorival na Seleção: veja quando treinador terá seu destino definido pela CBF

Photo Premium/Gazeta Press)

A seleção brasileira sofreu em Buenos Aires a sua pior derrota na história das Eliminatórias: perdeu de 4×1 para a Argentina. Os efeitos dessa goleada são gigantescos. Aquela suposta sensação de alívio pós-vitória contra a Colômbia se transformou numa pressão quase que insustentável para a comissão técnica da seleção brasileira.

Apesar dos resultados ainda estarem longe dos ideais, Dorival Júnior e sua comissão desembarcaram em Buenos Aires com o respaldo da presidência da CBF, especialmente depois da vitória em Brasília.

Uma derrota para a Argentina era até considerada um resultado “normal”, por se tratar de um clássico, dentro da casa do adversário, que vive um excelente momento.

Quando a bola rolou, o que se viu em campo foi um Brasil completamente perdido, entregue, e sem capacidade de reação. A Argentina não precisou fazer esforço para ganhar da seleção brasileira, e poderia ter feito um placar muito mais elástico.

O presidente da CBF Ednaldo Rodrigues acompanhou a partida de um dos camarotes do Monumental de Nuñez. Se mostrou muito insatisfeito durante os 90 minutos, e chegou a descer para os vestiários antes do fim do jogo.

Ao passar pela zona mista e ser solicitado para entrevistas, o presidente respondeu: “eu vou falar amanhã”.

Após essa derrota, o cenário é outro. A pressão em Dorival Júnior, que já existia, agora é ainda maior. O próprio treinador admitiu isso em entrevista coletiva. A delegação voltou ao Rio de Janeiro logo após a partida. As próximas horas serão de silêncio. O presidente da CBF marcou para sexta-feira uma reunião com o coordenador de seleções Rodrigo Caetano e com o técnico Dorival Júnior.

Quem está no radar da CBF?

O técnico do Real Madrid Carlo Ancelotti é o preferido nos bastidores da CBF. Um desejo antigo, que não se concretizou, mas que ainda está no radar. O italiano tem contrato em vigor com o clube espanhol, mas já sinalizou uma possibilidade de saída após o fim dessa temporada.

O grande dilema da diretoria da CBF envolve a data FIFA de junho. Caso as conversas com Ancelotti avancem, ele só estaria disponível após a disputa do Super Mundial de Clubes, que termina no dia 13 de julho, e a seleção ficaria sem comando para os dois próximos compromissos.

Outro nome que circula pelos bastidores é o de Filipe Luís. Nenhum convite oficial foi feito, e não existe nenhum tipo de conversa no momento. Segundo apurou a nossa reportagem, internamente no Flamengo existe um entendimento de que essa não seria a melhor escolha para o treinador nesse momento, levando em conta o plano de carreira de Filipe.

A conferir as cenas dos próximos capítulos. Sexta-feira será o Dia D!

Por Monique Danello

Racing Bulls terá 21ª dupla em 20 anos de F1; cada dupla dura menos de 19 corridas

Getty Images/Red Bull Content Pool

Desde que a Racing Bulls estreou na Fórmula 1 em 2006, ainda como Toro Rosso, disputou 377 corridas. Neste período, teve nada menos do que 20 duplas de pilotos – e vai agora para a 21ª.

Em 2025, no momento em que o time inicia seu 20º campeonato na F1, a conta indica mais de uma dupla por ano. Na ponta do lápis, cada parceria dura menos de 19 etapas – ou, para ser exato, 18,85 corridas.

A novidade virá no Grande Prêmio do Japão: Liam Lawson e Isack Hadjar formarão uma parceria inédita, a 21ª da história do time do conglomerado Red Bull GmbH. O neozelandês retorna ao time, pelo qual disputou provas pontuais entre 2023 e 2024, após ser rebaixado da Red Bull. Assim, substituirá o japonês Yuki Tsunoda, novo companheiro de Max Verstappen.

Com a troca, a parceria entre Tsunoda e o novato Hadjar na Racing Bulls se encerra após duas etapas em 2025. E o mais curioso é que a dupla não foi a mais breve da história do time.

Na reta final da temporada 2017, a então Toro Rosso promoveu três tocas de pilotos em apenas seis corridas, e chegou a ter duplas tão ou mais breves: Pierre Gasly e Carlos Sainz foram companheiros no time por apenas duas provas (Malásia e Japão), enquanto Daniil Kvyat e Brendon Hartley vieram na sequência e disputaram juntos apenas uma corrida (Estados Unidos).

Com apenas um GP, Kvyat e Hartley são a dupla mais breve do time (Imagem: Getty Images/Red Bull Content Pool)

Em contrapartida, a escuderia chegou a viver momentos de calmaria digna de equipes de ponta. Entre 2009 e 2011, Sébastien Buemi e Jaime Alguersuari formaram a dupla mais duradoura da Toro Rosso (e das equipes posteriores), com 46 provas juntos. E o próprio Tsunoda fez parte da segunda dupla mais longeva, correndo 44 provas ao lado de Pierre Gasly na AlphaTauri entre 2021 e 2022.

Confira todas as duplas da Racing Bulls e a duração de cada uma:

  1. Sébastien Buemi e Jaime Alguersuari: 46 (2009 a 2011)
  2. Yuki Tsunoda e Pierre Gasly: 44 (2021 a 2022)
  3. Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne: 39 (2012 a 2013)
  4. Daniil Kvyat e Carlos Sainz: 31 (2016 a 2017)
  5. Vitantonio Liuzzi e Scott Speed: 28 (2006 a 2007)
  6. Pierre Gasly e Daniil Kvyat: 26 (2019 a 2020)
  7. Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo: 25 (2023 a 2024)
  8. Max Verstappen e Carlos Sainz: 23 (2015 a 2016)
  9. Pierre Gasly e Brendon Hartley: 21 (2017 a 2018)
  10. Jean-Éric Vergne e Daniil Kvyat: 19 (2014)
  11. Sebastian Vettel e Sébastien Bourdais: 18 (2008)
  12. Alexander Albon e Daniil Kvyat: 12 (2019)
  13. Yuki Tsunoda e Liam Lawson: 11 (2023 a 2024)
  14. Yuki Tsunoda e Nyck de Vries: 10 (2023)
  15. Sébastien Bourdais e Sébastien Buemi: 9 (2009)
  16. Sebastian Vettel e Vitantonio Liuzzi: 7 (2007)
  17. Pierre Gasly e Brendon Hartley: 3 (2017)
  18. Yuki Tsunoda e Isack Hadjar: 2 (2025)
  19. Pierre Gasly e Carlos Sainz: 2 (2017)
  20. Daniil Kvyat e Brendon Hartley: 1 (2017)

Por Emanuel Colombari

Reforma tributária pode elevar impostos para o agronegócio

Foto: Divulgação

A Reforma tributária pode trazer impactos diretos para o agronegócio, setor que representa cerca de 24% do PIB brasileiro e 23,7% da arrecadação  tributária nacional. Segundo o artigo “Reforma Tributária: agronegócio enfrenta desafios e busca oportunidades em novo cenário” produzido pela Gerente de Inteligência Tributária da Synchro, Veridiana Selmi, o agronegócio é um dos segmentos mais afetados por essa reformulação. “Apesar de certas percepções de que o setor seria isento de tributos, ele sustenta uma carga tributária significativa e complexa, composta por tributos como ICMS, PIS/Cofins e Funrural. A expectativa é que a reforma tenha repercussões ambíguas, trazendo desafios expressivos, mas também oportunidades para o futuro” comenta Selmi.

Um dos principais pontos de atenção é o fim dos regimes especiais e benefícios fiscais. A substituição de tributos pode elevar a carga tributária do agronegócio. “Com a substituição de tributos como a Contribuição para o PIS, a Cofins e o ICMS pela CBS e pelo IBS, a carga tributária sobre o agronegócio pode aumentar para 11%, um salto significativo em relação à média atual, que gira em torno de 3% a 4%. Essa transição significa que produtos até então tributados com alíquotas reduzidas ou isentas para estimular a competitividade, como óleos vegetais e defensivos agrícolas, terão agora uma carga tributária unificada e elevada, com a exclusão de vários incentivos específicos”, afirma a gerente da Synchro.

Para pequenos produtores, a elevação nos custos ameaça a viabilidade da produção. “Com margens apertadas, esse aumento nos custos representa um desafio real para manter a viabilidade de sua produção. O aumento nos preços dos insumos e a dificuldade de repassar essas despesas extras ao consumidor, em um mercado de alta competitividade global, podem impactar toda a cadeia, desde a produção até a comercialização de alimentos”, destaca Selmi.

Outro fator de preocupação é a tributação sobre insumos agrícolas, que impacta diretamente os custos de produção e o preço do final dos alimentos. Atualmente, a Lei Kandir garante a não incidênciade ICMS sobre exportações, o que reduz o custo de muitos insumos essenciais. No entanto, a reforma pode eliminar esse benefício tributário, resultando no encarecimento de produtos, elevação do preço dos alimentos e afetando diretamente o consumidor final.

Além disso, a criação do chamado “Imposto Seletivo” poderá aumentar os custos de produção ao tributar bens considerados prejudiciais ao meio ambiente. Para Selmi, a medida pode desestimular práticas amplamente utilizadas para a produtividade agrícola em larga escala.

Apesar das preocupações, a reforma também traz opotunidades, como o princípio da não-cumulatividade, que permitirá aos produtores rurais aproveitarem integralmente os créditos tributários. “Eliminando o ‘efeito cascata’ presente hoje e reduzindo o custo final dos produtos. Isso significa que, em vez de pagar tributos sobre tributos em cada etapa de produção, o setor poderá aliviar parte da carga fiscal”, explica Selmi.

Outro aspecto positivo é a isenção da CBS e do IBS para produtos da cesta básica, como arrozfeijão, carnes e cereais. A medida assegura o acesso a alimentos essenciais com menor carga tributária. A decisão pode beneficiar tanto os consumidores quanto os produtores, além de fortalecer a competitividade do setor no mercado internacional. O agronegócio já responde por mais de 50% das exportações brasileiras e tem papel central na balança comercial do país.

Para enfrentar as mudanças, o setor precisará adaptar suas práticas fiscais e operacionais. “Adaptar-se a esse novo cenário tributário exigirá organização e, possivelmente, investimentos em tecnologia para otimizar o processo de compliance. As cooperativas, que frequentemente estão na linha de frente da arrecadação no agro, como a Cooperativa Alfa, que contribui com R$ 1 milhão em tributos diários, terão papel fundamental em disseminar essas práticas entre os produtores”, ressalta Selmi.

O cenário ainda exige atenção, já que as regulamentações finais definirão o real impacto sobre o setor. “A transformação do sistema tributário, se bem planejada, pode tanto consolidar o protagonismo do agronegócio na economia quanto abrir novas frentes para expandir sua competitividade global”, avalia Selmi.

No entanto, a necessidade de equilíbrio entre aumento de arrecadação e estímulo ao setor permanece como um dos desafios para o futuro do agro no Brasil.

Por: Seane Lennon

Porto Velho declara Estado de Alerta de Emergência devido à elevação crítica da cota do rio Madeira

A Prefeitura de Porto Velho, por meio do Decreto nº 20.865, publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (26), o decretou o Estado de Alerta de Emergência no município, devido ao aumento da cota do rio Madeira. A medida visa mobilizar os órgãos municipais e as entidades responsáveis pelas ações de defesa civil para atender eventuais ocorrências, além de prevenir e minimizar danos, e assistir à população afetada.

O decreto, assinado pelo prefeito Léo Moraes, destaca que a situação foi provocada pela elevação significativa da cota da bacia do rio Madeira, que atingiu 15 metros e está prevista para superar os 16 metros, caracterizando Estado de Alerta.

Segundo o prefeito, o Município, por meio deste decreto, reforça que os esforços para mitigar os impactos das cheias dos rios e igarapés continuam em andamento.

“A mobilização de todos os órgãos e entidades da administração pública é uma prioridade, com a intensificação de medidas de prevenção e assistência às famílias afetadas. É importante a colaboração de toda a comunidade e das organizações responsáveis pela defesa civil para que a resposta a quem precisa seja imediata e eficaz”.

O decreto entra em vigor imediatamente, com prazo de vigência de 90 dias, período em que o município se dedicará a mitigar os efeitos da crise e a proteger sua população das consequências adversas da cheia e das chuvas intensas.

Texto: Cristiane Cruz
Foto: Leandro Morais

Embrapa inaugura Laboratório de Agricultura Digital na Amazônia

A Embrapa inaugura, no próximo dia 2 de abril, o primeiro Laboratório de Agricultura Digital da Amazônia (Lada), um espaço voltado ao desenvolvimento de soluções digitais para a agricultura regional e ao fortalecimento do trabalho em rede. Instalado na Embrapa Roraima, em Boa Vista (RR), o laboratório é pioneiro tanto no contexto regional quanto na estrutura da Embrapa na Amazônia.

A iniciativa resulta de uma parceria entre a instituição e a multinacional Foxconn, com apoio do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). “Com uma estrutura inovadora na região e foco em tecnologia, o Laboratório de Agricultura Digital da Amazônia representa um avanço estratégico para a pesquisa agropecuária no bioma, unindo ciência e sustentabilidade para o fortalecimento da agricultura”, destaca a presidente da Embrapa, Sílvia Massruhá. Ela conduzirá a cerimônia de inauguração do laboratório.

O Lada conta com uma casa de vegetação automatizada, equipada com sensor hiperespectral que estudará as reações químicas e fisiológicas das plantas diante do ataque de insetos-pragas, doenças e outras anomalias. Dispõe também de drones com sensores multiespectrais, hiper espectrais e Lidar, sensores de umidade e temperatura do solo, GPS diferencial, câmeras de mão, tablets, estações meteorológicas, armadilhas inteligentes, equipamentos que serão utilizados na coleta de dados em lavouras parceiras.

Na parte de processamento de dados, o laboratório possui uma sala estruturada para integração de equipes multidisciplinares, equipada com computadores de alto desempenho, videowall com 12 telas profissionais, projetor interativo e um supercomputador voltado às análises dos dados e imagens, utilizando inteligência artificial para o desenvolvimento de soluções digitais para o setor agrícola.

Outro destaque é o espectrômetro LIBS (Laser-Induced Breakdown Spectroscopy), que permitirá a análise rápida da composição do solo e das plantas sem necessidade de reagentes químicos, agilizando diagnósticos e pesquisas.

Impacto no setor agrícola

Para o pesquisador da Embrapa, Amaury Bendahan, responsável pela instalação e operacionalização do Lada, o principal objetivo do laboratório é desenvolver soluções digitais utilizando tecnologias como biga data, Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial.

A rotina no laboratório envolverá a coleta e o processamento de dados, permitindo a criação de ferramentas para otimizar a produtividade no campo, reduzir impactos ambientais e enfrentar os desafios dos eventos climáticos extremos e o manejo sustentável dos recursos naturais.

“As informações serão obtidas no campo, na casa de vegetação e no laboratório pela equipe de especialistas em agronomia. A equipe de tecnologia da informação é responsável pela gestão da plataforma, do banco de dados e da automatização dos processamentos dos dados e das imagens para que cientistas e especialistas nas culturas possam interpretá-los e entregar os resultados”, explica Bendahan.

A expectativa é que os dados coletados auxiliem na identificação precoce de pragas, doenças e outras anomalias de culturas agrícolas, permitindo a adoção de medidas preventivas mais eficazes. Além disso, a infraestrutura do laboratório possibilitará a inclusão digital de produtores rurais, fornecendo informações em tempo real para aprimorar a gestão agrícola.

“Queremos que o espaço se consolide como um polo de desenvolvimento tecnológico na Amazônia, promovendo o intercâmbio de conhecimento e o fortalecimento da agricultura digital”. Bendahan acrescenta que parte das operações do laboratório já está em funcionamento, incluindo o supercomputador e os equipamentos de coleta de dados em campo. Outros componentes, como a casa de vegetação e o LIBS, entrarão em operação nos próximos meses.

Parcerias estratégicas

A Foxconn, maior fabricante mundial de eletrônicos, investiu na iniciativa com recursos financeiros como parte de sua obrigação de aplicar um percentual de seu faturamento em atividades de P&D na Zona Franca de Manaus e pela Lei da Informática. A Embrapa contribuiu com infraestrutura, recursos humanos e outras contrapartidas econômicas e financeiras.

O laboratório foi viabilizado por meio do Programa Prioritário Indústria 4.0 e Modernização Industrial (PPI4.0), coordenado pelo Centro Internacional de Tecnologia de Software do Amazonas (CITS.Amazonas), que destina recursos para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) na Amazônia e pela Lei da Informática.

A iniciativa também conta com a colaboração de outras unidades da Embrapa, como a Embrapa Instrumentação Agropecuária (São Carlos-SP), a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) e a Embrapa Acre (Rio Branco-AC) e parcerias importantes com a Fundação para Inovações Tecnológicas – FITec, Instituto Conecthus e com a Fundação de Apoio a Pesquisa e Desenvolvimento Edmundo Gastal – Fapeg.