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Ministérios Públicos e Defensorias obtêm decisão que obriga elaboração de plano conjunto de abrigo a refugiados em RO

Foto ilustrativa: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou que a União, o estado de Rondônia e a prefeitura de Porto Velho elaborem, em 120 dias, um plano de contingência conjunto para o enfrentamento dos fluxos migratórios. A decisão atendeu a um recurso (agravo de instrumento) do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU), da Defensoria Pública do Estado (DPE/RO) e do Ministério Público estadual (MP/RO). Inicialmente, os pedidos foram negados na Justiça Federal em primeira instância.

Pela decisão do TRF1, a União, o estado e a prefeitura devem prestar informações a cada 30 dias à Justiça Federal em Porto Velho e também ao Tribunal, localizado em Brasília (DF). As informações devem tratar especialmente sobre os seguintes pontos, com a definição de tarefas, os procedimentos, os responsáveis e os fiscalizadores:

  • Mais vagas nos abrigos emergenciais, com equipe técnica e fluxo de transferência de pessoa entre os estados;
  • Atendimento de saúde básica e de urgência e emergência aos migrantes, mesmo que estejam sem documentos de identificação, com especial atenção para crianças, gestantes, idosos e vítimas de violência sexual, incluindo fornecimento de medicamentos, vacinação e eventuais referências para atendimentos especializados de média e alta complexidade;
  • Fornecimento de alimentos, material de higiene, vestuário e mobiliário (colchões, camas, geladeiras, fogões e outros eletrodomésticos básicos);
  • Vagas em escolas públicas para crianças e dos adolescentes em idade escolar, mesmo que não tenham documentos de identificação;
  • Expedição de documentos de identificação, inclusão de migrantes e famílias no CadÚnico e seus benefícios;
  • Reativação do Comitê de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida do Município de Porto Velho;
  • Combate ao contrabando de migrantes e tráfico de pessoas na região.

Ao analisar o recurso, o TRF1 considerou a especial vulnerabilidade do público migrante e a presença de indícios de falha na execução da política pública de acolhimento a migrantes e refugiados(as) que chegam a Porto Velho. Com o plano de contingência será possível obter informações atualizadas quanto à questão do acolhimento dos migrantes no município e um diagnóstico sobre a condição atual dessas pessoas no município, para que as necessidades e as ações cabíveis sejam corretamente identificadas, o que poderá, inclusive, fornecer mais subsídios à Justiça Federal em primeira instância para análise dos demais pedidos liminares.

Refugiados – Na ação, MPF, MP/RO, DPU e DPE/RO apontaram o grande fluxo de refugiados de diversas nacionalidades, inclusive indígenas, que chegam ao município de Porto Velho e sustentam que, sem ajuda da União e do estado, não é possível prover assistência social adequada e atenção humanitária a essas pessoas.

A maioria vem de países como Venezuela, Peru e Bolívia, por conta de crises econômicas e políticas. Para os autores da ação, apesar de não ser oficialmente reconhecido como um corredor de migração, Rondônia funciona como passagem de refugiados para outros estados do país, por ser região de fronteira.

Os órgãos argumentam que o fornecimento de atendimento dos serviços adequados e de um local para que os migrantes permaneçam provisoriamente contribuiria para que o tempo de permanência fosse menor. Esse acolhimento possibilitaria que os migrantes e refugiados conseguissem seguir viagem ou mesmo que se estabelecessem em Rondônia e não mais precisasse de abrigo público.

As três casas de apoio na capital estão lotadas ou com atividades paralisadas por conta da falta de repasse de recursos públicos ou interditados por obras. Ainda assim, os locais não são destinados ao acolhimento de migrantes, não possuindo equipes técnicas e qualificação especializada para oferecer as demais assistências básicas necessárias, além da moradia. A permanência de brasileiros com migrantes, inclusive, é causa de frequentes conflitos.

Ação civil pública nº 1007228-23.2024.4.01.4100

Agravo de instrumento no TRF1 nº 1037797-85.2024.4.01.0000

Brasil espera que China e outros países flexibilizem bloqueios comerciais por gripe aviária

Lula e Xi Jinping - 13/05/2025 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

 O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, enfrenta o impacto de seu primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial, localizada no estado do Rio Grande do Sul. A informação foi publicada pela Reuters nesta segunda-feira (19). Apesar do revés, autoridades do governo federal demonstram otimismo e acreditam que importantes mercados consumidores, como a China, possam seguir o exemplo de Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que optaram por restringir os embargos apenas ao estado afetado, em vez de suspender todas as importações do país.

“Como a demanda global está muito forte, é provável que haja alguma flexibilização em breve”, declarou Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura. “Estamos fazendo nossa parte para compartilhar rapidamente as informações, de modo que as suspensões não se prolonguem.”

O Brasil responde por mais de 35% das exportações mundiais de carne de frango. Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o país fornece mais da metade das importações chinesas do produto, com os Estados Unidos suprindo a maior parte do restante. Com o agravamento do surto de gripe aviária nos EUA e as tensões comerciais entre Pequim e Washington, a disposição da China em ampliar suas compras junto aos norte-americanos diminuiu — atualmente, mais de 40 estados dos EUA estão impedidos de exportar aves para o mercado chinês.

Fávaro destacou a importância da contenção da doença ao Rio Grande do Sul para preservar a confiança internacional. “Se não houver evidência [de gripe aviária] em outras regiões do país, isso pode, de fato, desencadear uma onda de flexibilização, e esses países poderiam continuar comprando do Brasil, exceto da região do Rio Grande do Sul”, afirmou o ministro.

O estado sulista, terceiro maior produtor de carne de frango do Brasil, já havia suspendido as exportações à China em 2024 devido a um episódio isolado de Doença de Newcastle.

Além da China, outros importantes compradores da proteína brasileira, como União Europeia e Coreia do Sul, também impuseram restrições. Para o analista Renan Augusto Araújo, da S&P Global Commodity Insights, a evolução do surto será determinante para os impactos no setor. “Se o surto se espalhar, as exportações brasileiras podem cair de 10% a 20%, dependendo da rapidez no controle da doença e da reação dos mercados importadores”, avaliou.

Disputa com os EUA

O episódio também intensificou a disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos pelo fornecimento de carne de frango à China. Greg Tyler, presidente do USA Poultry and Egg Export Council, criticou o tratamento diferenciado dado aos dois países. “Se o Brasil ficar fora do mercado por 60 dias, a China vai precisar do produto”, disse. “Esperamos que isso, junto com as negociações comerciais em andamento, leve os chineses a voltarem a respeitar o acordo de regionalização.”

Tyler se referia ao pacto firmado em 2020 entre a China e o então presidente Donald Trump, no qual Pequim se comprometia a suspender os embargos por gripe aviária 90 dias após a erradicação do vírus em estados norte-americanos. No entanto, segundo o executivo, os prazos não vêm sendo respeitados. “Eles [os brasileiros] estão recebendo um tratamento melhor do que nós”, criticou.

Em meio ao cenário incerto, o governo brasileiro aposta na transparência na comunicação com os países parceiros e nas boas relações diplomáticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês Xi Jinping como trunfos para manter o Brasil como fornecedor confiável no mercado global de proteína animal.

Prejuízo do agro com gripe aviária pode chegar a US$ 1 bilhão

(Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)

A suspensão das exportações brasileiras de carne de frango por países importadores, após a detecção de um foco de gripe aviária, poderá causar um prejuízo bilionário ao agronegócio nacional. De acordo com reportagem da Globo Rural, o economista Fábio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector, estima perdas entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão no intervalo de até 12 meses.

“É um cenário bastante desagradável. O presidente tinha acabado de voltar da China, e a notícia veio como uma coincidência infeliz. Era algo que poderia ter sido tratado com mais transparência e, quem sabe, até abordado diplomaticamente”, afirmou Silveira. Para ele, o episódio compromete a imagem do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango, ainda que o risco sanitário não se estenda aos consumidores estrangeiros. “A contaminação está restrita e não afeta a carne, mas isso acaba afetando a imagem do maior exportador mundial. Denuncia uma suposta falta de controle. O setor é altamente privatizado, e a contaminação ocorreu sob os olhos da iniciativa privada. Foi um tiro no pé.”

Comunicação falha e risco reputacional

Silveira aponta que a falha principal foi a demora na comunicação do caso. “Morreram 17 mil aves. O presidente estava na China, e o episódio precisava ter sido informado de forma mais ágil. Se isso tivesse ocorrido, não pareceria uma tentativa de esconder o problema”, avaliou. Segundo ele, o atraso ampliou os danos reputacionais e ofereceu brechas para que concorrentes pressionem importadores e avancem sobre os mercados brasileiros.

A consequência mais imediata deverá ser a reorientação da carne de frango, que seria exportada, para o mercado doméstico. Isso provocará uma queda nos preços internos e, portanto, redução da margem de lucro para os produtores. “A exportação vai ser redirecionada para dentro. Com isso, o preço vai cair, o que reduz a rentabilidade do produtor justamente num ano em que o milho — principal insumo — deve subir 22% ou 23%, diante da escassez global.”

Embora os preços do milho tenham recuado pontualmente, a expectativa é de que o custo médio anual siga elevado, com algum alívio apenas no final do ano, quando chega a nova safra. “A pressão sobre a rentabilidade vai ser intensa. O produtor vai ter que continuar produzindo para honrar compromissos assumidos — com fornecedores de milho, soja, com a mão-de-obra. Mas vai vender mais barato e com custo mais alto”, destacou o economista.

Silveira lembra ainda que o cenário macroeconômico torna o ambiente ainda mais hostil para o setor. “O capital de giro está caro. Os juros seguem altos, com taxa básica perto de 15%. Vai ser um ano para esquecer.”

Imagem internacional abalada e necessidade de resposta rápida

Para o especialista, 2025 tende a ser um “ano perdido” para a avicultura brasileira. Mesmo com o ciclo produtivo relativamente curto, será necessário reduzir a oferta, reorganizar a produção e, sobretudo, reconstruir a confiança dos mercados. “Será preciso investir na reconstrução da imagem do setor, enquanto o governo e a indústria precisam agir rapidamente para reverter os embargos e retomar os mercados”, concluiu.

Com a credibilidade internacional em xeque e prejuízos iminentes, o episódio acende um alerta sobre a importância da transparência e da agilidade na resposta a crises sanitárias — sobretudo em setores estratégicos para a economia brasileira.

Sistema FAPERON/SENAR terá estande sustentável e interativo na 12ª Rondônia Rural Show

Com um estande projetado para refletir inovação, sustentabilidade e valorização da produção rural, o Sistema FAPERON/SENAR/Sindicato dos Produtores Rurais de Rondônia marcará presença na 12ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que acontece de 26 a 31 de maio, em Ji-Paraná. A estrutura, montada com paredes de paletes de madeira e painéis vivos de hidroponia, convida os visitantes a uma experiência rural moderna e sustentável.

A hidroponia, método de cultivo em que as plantas são desenvolvidas em solução nutritiva, sem o uso de solo, representa a preocupação do Sistema com o uso racional dos recursos naturais e o incentivo à produção sustentável. Esse conceito orienta todo o espaço expositivo, que também contará com uma lavoura demonstrativa de cacau, com 150 plantas à disposição para visitação, além de uma sala imersiva e interativa para o público.

Localizado no Lote 170, Rua 30, o estande do Sistema FAPERON/SENAR será vitrine para os produtos de agricultores atendidos pelos programas de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS).

Durante a Rondônia Rural Show Internacional 2025, em Ji-Paraná, os produtores rurais e pecuaristas terão a oportunidade de realizar negócios vantajosos, com a possibilidade de adquirir máquinas, equipamentos, insumos agropecuários e defensivos a preços promocionais, além de prazos facilitados para pagamento. As condições especiais serão oferecidas tanto por empresas e indústrias, por meio de crédito próprio, quanto com o suporte de agentes financeiros, ampliando as chances de investimentos estratégicos no campo. A expectativa é que os produtores aproveitem a feira para fechar bons negócios e impulsionar suas atividades.

Programação especial e parcerias estratégicas

No dia 29 de maio, a partir das 15h, o estande será palco da entrega de premiações aos produtores destaques da ATEG nas cadeias do café, cacau e produtores da agroindústria. A ação é um reconhecimento ao trabalho dos agricultores que, com o apoio do Sistema FAPERON/SENAR, transformaram suas propriedades e se tornaram referência em suas regiões.

A programação contará também com a participação de parceiros importantes, como a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), que trará conhecimentos técnicos sobre a cultura do cacau, e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Rondônia (Aprosoja), fortalecendo o elo entre as principais cadeias produtivas do estado.

A Universidade Federal de Rondônia (UNIR) também estará presente no espaço institucional com o projeto “Aquicultura 4.0”, voltado ao desenvolvimento sustentável da piscicultura em Rondônia, com foco em inovação e novas tecnologias.

Além disso, o SENAR Rondônia ministrará a palestra “Tecnologias para monitoramento da piscicultura”, na quarta-feira (28), às 8h, no estande da Secretaria de Estado da Agricultura (SEAGRI), compartilhando soluções modernas para o fortalecimento da aquicultura no estado.

Experiência imersiva para o público

A estrutura do estande conta ainda com uma sala imersiva, onde os visitantes poderão conhecer a atuação do Sistema FAPERON/SENAR no estado. Vídeos e jogos compõem a experiência, pensada para produtores rurais, estudantes, técnicos e todos que desejam entender melhor como o sistema transforma vidas no campo.

O Sistema FAPERON/SENAR convida todos os produtores e visitantes da Rondônia Rural Show para viver essa experiência. Mais que uma feira, é uma celebração do trabalho, da inovação e da força do agro rondoniense.

Vídeos mostram situação precária do transporte escolar rural em Candeias do Jamari, RO

Vídeos que circulam nas redes sociais nas últimas horas escancararam o estado crítico do transporte escolar na zona rural do município de Candeias do Jamari, no interior de Rondônia. As imagens, enviadas por pais de alunos, mostram ônibus escolares em condições extremamente precárias, superlotados e colocando em risco a segurança dos estudantes.

Entre as denúncias mais graves, estão registros de veículos transportando mais de 50 alunos, muito acima da capacidade permitida, além de flagrantes de ônibus circulando sem o pneu, com a roda metálica girando diretamente na estrada de chão, gerando risco iminente de acidente.

Os vídeos também revelam o estado de total abandono:  estruturas comprometidas e evidente falta de manutenção. Em alguns trechos, os ônibus atolam ou trafegam com dificuldade por estradas sem condições de receber esse tipo de transporte.

Pais e responsáveis relatam indignação com a situação e cobram providências imediatas do poder público municipal. “É um absurdo isso estar acontecendo com nossos filhos. Eles correm risco de vida todos os dias para ir à escola”, diz uma das mães, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

A situação escancara o descaso com o transporte escolar rural, que deveria garantir não apenas o acesso à educação, mas também a segurança e dignidade dos estudantes. Moradores pedem que o Ministério Público e demais órgãos fiscalizadores intervenham com urgência.

Até o momento, a Prefeitura de Candeias do Jamari não se manifestou oficialmente sobre os vídeos e as denúncias.

VÍDEO:

 

 

Agricultores que conservaram a floresta começam a receber R$ 2,2 milhões do Projeto Floresta+ Amazônia

O Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), iniciou, nesta semana, o pagamento dos incentivos financeiros a 217 agricultores e agricultoras. Eles se inscreveram na chamada pública de pagamentos por serviços ambientais (PSA) do Projeto Floresta+ Amazônia por conservarem a floresta em seus imóveis rurais. A iniciativa repassa, no primeiro lote, o montante de R$ 2,2 milhões.

O Projeto Floresta+ Amazônia é uma iniciativa piloto implementada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiado pelo Fundo Verde para o Clima (GCF), com recursos oriundos de resultados obtidos pelo Brasil na Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa decorrentes do Desmatamento e da Degradação florestal (REDD+).

Os beneficiados são agricultores e agricultoras familiares que detêm área de até quatro módulos fiscais e foram elegíveis para receber a primeira parcela do pagamento como provedores de serviços ambientais. Os valores variam entre R$ 1,5 mil e R$ 28 mil, dependendo do tamanho, localização do imóvel rural e da área de vegetação nativa preservada. São quase 12 mil hectares de floresta conservada.

Este primeiro lote de pagamentos é destinado a provedores de serviços ambientais que estavam inscritos até janeiro de 2025. Novos lotes de pagamentos estão previstos para os próximos meses considerando novas adesões, que podem ser feitas em fluxo contínuo até dezembro deste ano, por meio do site do projeto ou durante os mutirões presenciais.

Com esse primeiro lote de pagamentos, o Floresta+ avança em um dos seus principais objetivos: apoiar agricultores e agricultoras familiares, proprietários e proprietárias ou possuidores e possuidoras de pequenos imóveis rurais na Amazônia Legal. Por meio de incentivos econômicos, eles são incentivados a se engajarem em frentes estratégicas de conservação da floresta, mantendo o que se chama de remanescentes de vegetação nativa. Por esse motivo, os beneficiários do projeto são chamados de “provedores de serviços ambientais”.

PRODUZIR E CONSERVAR – O recurso beneficia agricultores como a jovem Rayana Xavier Pantoja, de 24 anos, e seu pai Raimundo Pantoja, de Oeiras, na ilha do Marajó (PA). Rayana diz que o PSA mudou a vida da família. “O projeto ajudou bastante. A gente não esperava. Foi um motivo para não desistir de produzir e conservar”, conta Rayana. A família possui propriedade em ilhas no arquipélago, onde cultiva açaí, macaxeira, frutas e óleos, como andiroba.

Com o primeiro recurso do PSA, ano passado, arrumaram as estruturas para fazer farinha, melhorar a extração de açaí, criar animais, além de outras melhorias. “Receber esse recurso é muito gratificante. Vale muito a pena”, disse Rayana. “A gente vem lutando há muitos anos para manter a floresta em pé porque tem muita riqueza, muita caça, e abraçamos essa causa. Com esse dinheiro, não precisamos mais atacar a natureza”, conta Raimundo, reforçando que, com o novo pagamento, fará outra limpeza geral na área e melhoramentos para estruturar um criadouro de peixes.

A família de Rayana foi uma das beneficiadas do Projeto Floresta+

COMO PARTICIPAR – As inscrições e os pagamentos anuais são realizados durante a vigência da chamada pública, que vai até 31 de dezembro deste ano. Quem não receber neste lote, ainda poderá ser beneficiado nas próximas etapas. Os agricultores e agricultoras interessados ainda podem se inscrever nos mutirões presenciais nos municípios ou pelo site do projeto. Para mais informações sobre o projeto, clique aqui.

PARÁ É DESTAQUE – O Pará é o estado com o maior número de provedores de serviços ambientais: 141 agricultores e agricultoras familiares e quase 6 mil hectares de floresta mantida em pé. Em seguida, vem os estados do Amazonas, com 32 agricultores familiares e quase 3 mil hectares conservados. Outros estados, como Acre, Amapá e Maranhão também têm provedores elegíveis. Atualmente, os imóveis rurais estão localizados em 36 municípios dos cinco estados. Para se tornar um provedor de serviços ambientais, além de aceitar o termo de adesão, o agricultor ou agricultora precisa ter o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Além de ser o principal instrumento para consulta e identificação das áreas elegíveis para participar da chamada pública, o CAR é uma porta de entrada para o PSA pelo Floresta+.

IMAGENS DE SATÉLITE – O assessor técnico do Projeto, Pedro Bernardino, explica que o compromisso em conservar a vegetação nativa é monitorado por meio de imagens de satélite, além de consulta a sistemas de alerta de desmatamento e bases oficiais de embargos ambientais. “O compromisso com o cuidado e a conservação dos RVN nos pequenos imóveis rurais é incentivado por meio do PSA, reforçando a importância do cumprimento da legislação ambiental”, afirmou Bernardino. Ele também ressalta que aqueles que mantiverem áreas preservadas seguirão recebendo o PSA nas demais etapas de desembolso.

CONTA BANCÁRIA – O PSA é feito diretamente na conta bancária informada pelo beneficiário no ato da inscrição à chamada pública. O beneficiário recebe ainda uma comunicação prévia do Banco da Amazônia (Basa) sobre o pagamento. “É importante que o agricultor ou agricultora saiba que não há intermediários e nem descontos e que qualquer dúvida pode ser respondida pelas equipes do próprio projeto pelo WhatsApp, e-mail ou nos canais da Ouvidoria, que estão informados no site do projeto’’, completou Pedro Bernardino.

MULHERES FORTALECIDAS – As ações que envolvem PSA fazem parte da modalidade Conservação do Floresta+ Amazônia que, além de apoiar quem protege a floresta, mantém algumas prioridades estratégicas. Uma delas é o fortalecimento da presença das mulheres. Neste primeiro lote de pagamentos, estão sendo contempladas 84 mulheres (39%) e 134 homens (61%). Os números de participação feminina estão alinhados e representam o compromisso do Floresta+ com a equidade de gênero e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, das Organizações das Nações Unidas (ONU).

CIDADES – Outra meta é alcançar as cidades que fazem parte da lista de municípios prioritários do Programa União Municípios, do MMA. A iniciativa faz parte do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). No total, são 81 municípios prioritários, definidos pela Portaria nº 1.202 de 2024 do MMA, que representam 78% do desmatamento na Amazônia Legal. Neste primeiro lote de pagamento, mais de R$ 50 mil são destinados para agricultores desses municípios.

100 MUNICÍPIOS – Desde 2024, as equipes locais do Projeto Floresta+ nos estados realizam ações conjuntas para atendimentos presenciais e online em parcerias com as secretarias estaduais de meio ambiente e agricultura familiar e órgãos ambientais locais. Ao todo, mutirões com esses parceiros já passaram por cerca de 100 municípios amazônicos oferecendo serviços de orientação e inscrição ao Floresta+, bem como validação ou regularização do CAR.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Aposta de Rolim de Moura acerta a quina da Mega-Sena

O resultado da Mega-Sena, no concurso 2863, foi divulgado nesta quinta-feira (15), com os demais sorteios daCaixa Econômica Federal. O prêmio da noite estava acumulado em R$ 60 milhões, e os números sorteados que levaram a bolada foram: 05-56-34-47-23-32.

Nenhum apostador acertou as dezenas da Mega-Sena e o prêmio acumulou em R$ 68 milhões.

Uma aposta de Rolim de Moura acertou cinco dezenas e vai receber o valor de R$ 23.280,53.

Confira as apostas ganhadoras da Mega-Sena

5 acertos
172 apostas ganhadoras, R$ 23.280,53

4 acertos
8.222 apostas ganhadoras, R$ 695,73

GL Club Ensino agora faz parte da renomada Mentoring League Society

Ao lado de sua esposa e sócia Dra. Zhara Longuini o Dr. Gabriel Longuini, reconhecido médico em Porto Velho, acaba de anunciar que o GL Club Ensino, empresa especializada em mentoria médica, agora faz parte do time da Mentoring League Society (MLS).

Marcando um novo capítulo na história do GL Club ao entrar para a MLS, a capital rondoniense se eleva a um nível completamente diferente no propósito de mentoria médica.

É importante destacar que a MLS é uma comunidade de mentoria única, criada por Joel Jota, Flávio Augusto e Caio Carneiro, três grandes referências em liderança, negócios e desenvolvimento pessoal no Brasil e no mundo.

Juntos, eles idealizaram a MLS como um espaço exclusivo para conectar mentores e empreendedores de alto impacto, comprometidos em transformar vidas e construir resultados extraordinários.

De acordo com o dr. Gabriel Longuini, “com essa integração, o GL Club Ensino se torna parte de um ecossistema de mentoria poderoso, onde somos agora sócios desses gigantes. Isso significa que vocês, nossos alunos, terão acesso a um universo ainda mais rico de conhecimento, networking de altíssimo nível e novas ferramentas que potencializarão seus resultados de forma inédita”.

MLS é uma comunidade de mentoria única, criada por Joel Jota, Flávio Augusto e Caio Carneiro, três grandes referências em liderança, negócios e desenvolvimento pessoal no Brasil e no mundo

Assim, a parceria reforça o compromisso ético e profissional do dr. Longuini, renomado autor do livro “A dor que me comove”, em ajudar médicos e demais profissionais a alcançarem suas metas com estratégias de alta performance, equilíbrio e propósito. Ele destaca ainda que, “com a visão global da MLS, vamos expandir nossos horizontes e gerar impactos que vão muito além do que imaginávamos”.

“Agora, nós do GL Club somos parte de um legado compartilhado com Joel Jota, Flávio Augusto e Caio Carneiro. Vamos juntos transformar o impossível em realidade. Conto com vocês para essa nova jornada incrível, porque o futuro nos espera e ele será grandioso!”, conclui Dr. Gabriel Longuini.

Duas primeiras diligências sobre a concessão da BR-364 acontecem na próxima semana em Rondônia

As duas primeiras diligências oficiais sobre a concessão da BR-364 em Rondônia estão marcadas para a próxima segunda-feira, 19 de maio, nas cidades de Ji-Paraná e Vilhena. Os encontros fazem parte de uma série de audiências públicas destinadas a discutir os impactos da privatização de aproximadamente 700 quilômetros da principal rodovia federal que corta o estado.

As reuniões contarão com a presença de representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela modelagem do projeto de concessão. A expectativa é de que os encontros sirvam para esclarecer dúvidas e ouvir sugestões e preocupações da população, especialmente em relação aos impactos econômicos da medida.

Diversos setores da sociedade vêm demonstrando apreensão quanto à possível concessão da rodovia. Entre os principais questionamentos estão o aumento dos custos logísticos, a criação de praças de pedágio, a qualidade dos serviços que serão oferecidos pelas empresas concessionárias e os efeitos sobre o desenvolvimento regional.

Lideranças políticas, entidades de classe e representantes do setor produtivo devem participar das audiências, que são consideradas decisivas para o andamento do processo. A BR-364 é a principal via de escoamento da produção agropecuária do estado e conecta Rondônia a outros importantes polos econômicos do país.

 

Ferrovia Brasil-China pode reduzir tráfego e acidentes na BR-364, em Rondônia, o assunto foi tratado em Pequim pelo presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que a China investirá mais R$ 27 bilhões no Brasil. Com foco específico em infraestrutura e tecnologia, os investimentos também abrangerão o setor de educação, pois será necessária ampla capacitação de profissionais, inclusive para garantir a cadeia de suprimentos, que ainda é muito demandada.

Lula está em visita oficial a Pequim, onde participou do Fórum Empresarial Brasil-China, junto com investidores chineses e brasileiros.

O comércio entre os dois países soma aproximadamente US$ 160 bilhões, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrass).

© Ricardo Stuckert / PR

Infraestrutura

Em relação à infraestrutura, Lula destacou que o Eixo Ferroviário Leste-Oeste interligará o Brasil. “Será um empreendimento fundamental para a logística brasileira e um dos mais transformadores para garantir a segurança alimentar global”, disse ele. “Conectar os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de cinco rotas de integração facilitará o comércio e trará maior desenvolvimento ao interior do continente sul-americano. As rotas bioceânicas encurtarão a distância entre o Brasil e a China em aproximadamente 10.000 quilômetros”, acrescentou.

A construção da Ferrovia Transoceânica, que ligará o Brasil à China passando pelo Peru, pode aliviar o tráfego intenso e perigoso da BR-364 em Rondônia, especialmente no trecho entre Vilhena e Porto Velho, conhecido como “Corredor da Morte”.

O projeto, articulado entre os governos do Brasil, China e Peru, prevê a criação de um novo corredor logístico entre os oceanos Atlântico e Pacífico, com mais de 4.400 km de extensão. A ferrovia deverá passar por Rondônia, via Vilhena, interligando-se à Ferrovia Norte-Sul e à Ferrovia de Integração Centro-Oeste.

A nova rota poderá substituir parte do transporte de cargas pesadas, atualmente concentrado na BR-364, por onde circulam cerca de 2,5 mil carretas por dia durante o escoamento da safra agrícola. Além de reduzir acidentes, o modal ferroviário promete baixar os custos logísticos e facilitar as exportações via Porto do Rio Madeira.

Segundo o Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina), a ferrovia usará bitola irlandesa (1.600 mm) e deve facilitar o comércio com a China, que já possui acordo de livre comércio com o Peru. Ainda não há data definida para o início das obras.

As informações são da “Folha de São Paulo” e da BBC.