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Maioria de fuzis apreendidos em 2024 no Rio foi fabricada no exterior

© Polícia Federal/divulgação
A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro divulgou estudo que mostra que dos 638 fuzis apreendidos em 2024 pela corporação, 604 (94,68%) foram fabricados no exterior. Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Subsecretaria de Inteligência (SSI).
A maioria das armas de guerra retiradas das mãos dos criminosos no ano passado foi fabricada nos Estados Unidos (EUA), onde foram contrabandeadas 295 unidades da plataforma Colt. O armamento da plataforma entra de forma clandestina no Brasil pelas fronteiras de países sul-americanos, como Paraguai, Bolívia e Colômbia.

“Precisamos entender que esse poder bélico nas mãos erradas provoca insegurança e atinge toda a população. Por isso, a importância de a indústria produtora de armas também fazer parte do enfrentamento ao crime organizado, com a gerência sobre o caminho dos armamentos e atuando em conjunto com o governo federal no controle do tráfico internacional de armas”, disse o governador Cláudio Castro.

O estudo mostra ainda que muitos fuzis chegaram ao território nacional em peças avulsas, também compradas nos Estados Unidos ao custo de aproximadamente R$ 6 mil, na cotação atual do dólar. Depois de montadas por armeiros, são vendidas às facções criminosas por cerca de R$ 50 mil.

O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Nogueira, disse que a apreensão de fuzis, hoje, é um dos maiores desafios da corporação no contexto da segurança pública do estado.

“Nossa tropa não vai esmorecer, mas é preciso alertar para a necessidade urgente de uma política de âmbito nacional e até internacional para deter o contrabando de armas, envolvendo outros atores da área de segurança”, afirmou.

Os fuzis apreendidos no ano passado foram fabricados também em outros países como Israel, Alemanha, Áustria e República Tcheca. Um levantamento preliminar feito pela SSI, ao analisar a procedência dos fuzis apreendidos neste ano de 2025, mostra que 60% foram fabricados nos Estados Unidos, indicando tendência semelhante à constatada no ano passado.

Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

Porto Velho celebra o Dia Nacional do Café valorizando agricultores que fazem parte do desenvolvimento rural

Em celebração ao Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), destaca o avanço da cafeicultura no município, que se consolida como uma das principais atividades econômicas da agricultura familiar na região.

Segundo o boletim da safra de café divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 5 de maio de 2025, a produção cafeeira em Porto Velho deve atingir 5 mil toneladas nesta safra, o equivalente a 90 mil sacas de café beneficiadas. Atualmente, são aproximadamente 3.600 hectares de área plantada no município, sendo o maior polo produtivo o distrito de União Bandeirante.

Foi nesse distrito, localizado a cerca de 160 quilômetros do centro da capital, que o casal de agricultores Valdemir e Helena Sudário decidiu recomeçar a vida, após chegar à região em 2007 com a família. Na época, adquiriram uma pequena propriedade de apenas 2,5 hectares. Com apoio da Prefeitura de Porto Velho, por meio da doação de mudas de café e assistência técnica da Semagric, iniciaram o cultivo da lavoura que hoje soma cerca de 11 mil pés de café.

Valdemir Sudário se emociona ao ver o quanto a propriedade cresceu nos últimos anos
Valdemir Sudário se emociona ao ver o quanto a propriedade cresceu nos últimos anos

“Essa ajuda veio em boa hora e a gente soube aproveitar. Hoje, conseguimos gerar renda para a nossa família e ainda ajudamos a comunidade”, conta Valdemir Sudário, emocionado ao ver o quanto a propriedade cresceu nos últimos anos.

Durante a colheita, dona Helena Sudário chega a contratar até dez trabalhadores para ajudar na lavoura. O café é beneficiado na própria propriedade e em parceria com outros produtores da região. Com o crescimento da produção, ela criou a marca própria Café Filé, comercializada nos distritos de Porto Velho. “O nosso trabalho é todo familiar, e ver o nosso café sendo reconhecido é motivo de muito orgulho”, afirma dona Helena.

Durante a colheita, dona Helena Sudário chega a contratar até dez trabalhadores para ajudar na lavoura
Durante a colheita, dona Helena Sudário chega a contratar até dez trabalhadores para ajudar na lavoura

O secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, lembra com carinho da primeira visita à propriedade do casal em 2015, quando ainda atuava como técnico da Semagric. “Estive aqui ajudando na distribuição das mudas. Hoje, ver o progresso do Valdemir e da dona Helena é gratificante. É isso que nos motiva: saber que o trabalho da secretaria transforma vidas e fortalece o campo”, declarou.

Já o secretário adjunto da Semagric, Alexandre Silva, destacou a importância de valorizar quem está na base da produção. “É uma satisfação imensa conhecer de perto quem produz o café nosso de todo dia. São histórias como essa que fazem a diferença na agricultura familiar de Porto Velho”, frisou.

A Semagric mantém um trabalho contínuo de apoio técnico, e já está programação de 2025 o transporte de calcário para ajudar no aumento da produção do café no município. Essa política pública tem sido fundamental para garantir renda, geração de empregos e fortalecimento da economia local, especialmente nos distritos rurais.

Neste Dia Nacional do Café, Porto Velho celebra mais que números: celebra histórias de superação, empreendedorismo e dedicação de famílias que fazem da terra o alicerce do progresso.

Texto: Jean Carla Costa
Fotos: Delcimar Fragoso

Com R$ 43,3 mi do Fundo Clima, BNDES apoia projeto inovador na Amazônia de secagem de madeira da Madeflona

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 43,3 milhões à Madeflona Industrial Madeireira Ltda., em recursos do Fundo Clima, um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O apoio tem como objetivo a implantação de unidade de secagem de madeira de espécies nativas proveniente de manejo florestal sustentável em Itapuã do Oeste (RO).

A madeira virá do manejo sustentável das Florestais Nacionais (Flonas) de Jamari e Jacundá, em uma área total de 141 mil hectares, que estão concedidas à Madeflona. A nova planta terá estufas a vapor com controle de temperatura e umidade, sistema conhecido como kiln drying, que agregam maior valor à madeira produzida pela empresa. As pranchas tratadas por esse processo, inédito na Região Norte, têm maior resistência à deformação e ao empenamento, menor número de manchas e variações na coloração da madeira, e maior aderência a vernizes, tintas e outros acabamentos.

A estimativa é que as pranchas submetidas ao método kiln drying de secagem alcancem um preço 21% maior do que o das pranchas desumidificadas pelo processo convencional e equivalente 8,23 vezes o preço das toras in natura. Ao mesmo tempo, o custo de secagem, hoje feita em plantas de terceiros, será 72,1% menor.

Segundo o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, o aumento acelerado da temperatura global e a persistência das emissões de gases do efeito estufa tornam urgente a restauração e conservação das florestas. “Com uma tecnologia inovadora, esse projeto evidencia a viabilidade econômica do manejo florestal sustentável, que gera emprego e renda para a população local, promovendo um modelo de desenvolvimento mais justo e duradouro, em linha com as políticas públicas do governo do presidente Lula para a Amazônia”, ponderou.

Para o CEO da Madeflona, Evandro José Muhlbauer, o projeto representa um importante marco para a empresa. “O apoio do BNDES e do MMA nos concede a oportunidade de concretizar nosso compromisso com a inovação tecnológica aliada à sustentabilidade”, avaliou. “As modernizações que serão implementadas permitem a utilização de tecnologias de baixo carbono e maior eficiência na produção sustentável. Esse apoio do Fundo Clima permite a consecução firme e duradoura de nosso projeto, no propósito de construir um futuro protegendo e valorizando o que a natureza nos premiou por meio de nossas florestas”.

Nova tecnologia reduz custo, agrega valor e proporciona ganhos de qualidade e durabilidade, de forma sustentável

Instalações – A nova unidade será implantada em terreno de 64 mil metros quadrados, onde serão instaladas 20 câmaras para a secagem de 20 mil metros cúbicos de pranchas por ano, com aquecimento gradual, ventilação controlada e sensores para ajuste automático, garantindo umidade ideal entre 8% e 12%.

Além de reduzir custos e proporcionar ganhos de valor agregado, durabilidade, resistência e qualidade da madeira produzida, o projeto diminui custos de transporte e consumo de óleo diesel. Também possibilita o aproveitamento de cerca de 5 mil metros cúbicos de biomassa por ano, reduzindo impactos ambientais.

Florestas – O financiamento do BNDES ao projeto da Madeflona se insere na agenda estratégica de restauração e conservação florestal do BNDES, que já soma R$ 1,16 bilhão em apoio financeiro, desde 2023.

Deste total, R$ 650 milhões são recursos não reembolsáveis, aprovados para três iniciativas: o Floresta Viva, com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES, e o Restaura Amazônia e o Florestas do Bem-Estar, com recursos do Fundo Amazônia, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Outros R$ 516,4 milhões, em recursos reembolsáveis, foram aprovados, no mesmo período, para projetos ligados a florestas, por meio de programas como o Fundo Clima e BNDES Finem – Recuperação e Conservação de Ecossistemas e Biodiversidade.

Assessoria

Sistema FAPERON/SENAR reforça importância de diálogo entre o Judiciário e o setor agropecuário em seminário da Emeron e TJRO

O presidente do Sistema FAPERON/SENAR, Hélio Dias, participou na noite desta quinta-feira (15) da abertura oficial do 1º Seminário de Agronegócio, uma iniciativa da Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron) em parceria com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO). O evento, realizado no auditório do TJRO, em Porto Velho, reuniu ministros, desembargadores, magistrados, especialistas e representantes de instituições para debater o cenário jurídico do agronegócio, as questões ambientais e os desafios para soluções sustentáveis.

Na mesa de abertura estiveram presentes o diretor da Emeron e presidente da sessão, desembargador Alexandre Miguel; o desembargador Raduan Miguel Filho; o secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo; o presidente da OAB/RO, Márcio Nogueira; e o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON), Hélio Dias.

A programação da noite contou com a palestra magna “Globalização e Disputas Comerciais Internacionais”, ministrada pelo advogado e consultor Werner Grau. A mediação dos trabalhos foi conduzida pelo especialista em insolvência e presidente do Instituto Brasileiro de Administração Judicial (IBAJUD), Breno Miranda.

Durante sua fala, o presidente Hélio Dias destacou a relevância da iniciativa do Judiciário rondoniense ao promover um espaço de diálogo sobre os principais temas que impactam o setor agropecuário. “É de extrema importância termos um Tribunal de Justiça, com seus magistrados, debatendo questões que envolvem o fortalecimento da agricultura familiar e da agricultura comercial em Rondônia. Para quem está na cidade pode parecer simples, mas a vida no campo exige muito esforço, especialmente diante de desafios como a logística, as intempéries climáticas, a falta de insumos, de tecnologia e apoio adequado”, ressaltou.

Hélio Dias também pontuou que, apesar das dificuldades, o setor agropecuário de Rondônia avançou de forma significativa nos últimos anos. “O agro do nosso estado deu um salto tecnológico e se fortaleceu não apenas nos grãos, mas também em culturas permanentes, que geram renda para milhares de produtores”, afirmou.

Ao final de sua participação, o presidente do Sistema FAPERON/SENAR colocou a entidade à disposição do TJRO e da OAB/RO para ampliar o diálogo sobre temas cruciais como regularização fundiária e embargos ambientais. “Acredito que com parcerias podemos nos fortalecer e encontrar soluções viáveis, sempre buscando o equilíbrio entre produção e sustentabilidade”, concluiu.

A programação do seminário continua nesta sexta-feira, 16 de maio, com uma série de palestras ministradas por especialistas, abordando temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável do agronegócio em Rondônia.

Quanto vale a vaga nas oitavas da Copa do Brasil? Veja valores

Copa do Brasil conhecerá classificados às oitavas nesta semana (Foto: Staff Images/CBF)

A terceira fase da Copa do Brasil 2025 volta a ser disputada nesta semana, e os primeiros classificados para as oitavas de final serão conhecidos já nesta terça-feira (20). Além da disputa em campo, os clubes têm outro importante motivo para buscar a vaga: a premiação milionária oferecida pela CBF.

Cada equipe que chegou à terceira fase já garantiu R$ 2,3 milhões apenas pela participação. No entanto, quem avançar para as oitavas de final vai engordar ainda mais os cofres, com um bônus de R$ 3,6 milhões. Ao todo, o valor por disputar e passar de fase chega a quase R$ 6 milhões.

Veja quanto cada clube pode acumular ao longo da competição:

  • Terceira fase: R$ 2.315.250
  • Oitavas de final: R$ 3.638.250
  • Quartas de final: R$ 4.740.750
  • Semifinal: R$ 9.922.500
  • Vice-campeão: R$ 33.075.000
  • Campeão: R$ 77.175.000

Ou seja, quem chegar até o título poderá acumular mais de R$ 120 milhões em premiações ao longo da competição, sem contar as receitas com bilheteria e patrocínios.

Jogos de volta da terceira fase da Copa do Brasil:

20 de maio (terça-feira)
Vasco (RJ) x Operário (PR) – 19h – São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Athletico (PR) x Brusque (SC) – 19h30 – Ligga Arena, em Curitiba (PR)
Náutico (PE) x São Paulo (SP) – 21h30 – Aflitos, em Recife (PE)
Grêmio (RS) x CSA (AL) – 21h30 – Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

21 de maio (quarta-feira)
Fortaleza (CE) x Retrô (PE) – 19h – Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
Aparecidense (GO) x Fluminense (RJ) – 19h30 – Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Bahia (BA) x Paysandu (PA) – 21h30 – Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Atlético (MG) x Maringá (PR) – 21h30 – Arena MRV, em Belo Horizonte (MG)
Flamengo (RJ) x Botafogo (PB) – 21h30 – Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Corinthians (SP) x Novorizontino (SP) – 21h30 – Neo Química Arena, em São Paulo (SP)

22 de maio (quinta-feira)
Maracanã (CE) x Internacional (RS) – 19h – Presidente Vargas, em Fortaleza (CE)
Vila Nova (GO) x Cruzeiro (MG) – 19h – Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Palmeiras (SP) x Ceará (CE) – 19h30 – Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Capital (DF) x Botafogo (RJ) – 21h30 – Mané Garrincha, em Brasília (DF)
CRB (AL) x Santos (SP) – 21h30 – Rei Pelé, em Maceió (AL)
Red Bull Bragantino (SP) x Criciúma (SC) – Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP)

Qual o salário do presidente da CBF? Veja quanto novo eleito receberá

Samir Xaud, de Roraima, é o mais cotados para concorrer à presidência da CBF (Foto: Divulgação/FRF)

Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deve ter seu novo presidente anunciado nos próximos dias. Samir Xaud, eleito para a Federação Roraimense de Futebol (FRF), não deve assumir o cargo e concorrerá com chapa única para a confederação nacional. O novo cargo do médico de formação garante não só a cadeira mais alta na cadeia do futebol brasileiro, mas também um alto salário.

Recentemente, antes de Ednaldo Rodrigues ser afastado do cargo, foram divulgadas informações acerca dos números envolvidos em salários e benefícios do representante da CBF. O executivo que deixou o cargo na última semana após determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) era remunerado de forma fixa pela própria confederação e também por um cargo como Conselheiro da Fifa. Entretanto, Xaud não ocupará o posto na instituição.

De salário fixo, por exemplo, a CBF paga um valor bruto de R$ 383,6 mil por mês, segundo informações do “O Globo”, divulgadas em 2024. Os 12 salários anuais somados ao 13º totalizam cerca de R$ 5 milhões brutos.

Os valores devem ser mantidos na nova gestão do presidente eleito, principalmente pelo fato das cifras pagas atualmente serem fiscalizadas e aprovadas pelo Conselho Fiscal da CBF. Vale ressaltar que a entidade é particular e os salários pagos não têm valores provenientes de verba pública. Sobre a remuneração como conselheiro da Fifa, o novo eleito não terá esse direito.

Isso porque a CBF perdeu o direito de ter uma das cadeiras no Conselho da Fifa. A posição é atribuída pela Conmebol, que optou por retirar o posto do Brasil e passou para o presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), Claudio “Chiqui” Tapia. A escolha é interina e uma nova eleição será realizada em 2027, que define de forma fixa o representante do continente na entidade máxima do futebol.

O posto de conselheiro na Fifa dá algumas regalias ao presidente de federação integrante, não só pela oportunidade de votar em decisões importantes para o futebol mundial na Fifa, mas também pela remuneração de US$ 250 mil, ou R$ 1,4 milhão, por ano. Diárias extras para viagens dos conselheiros também são bancadas pela instituição.

Mudanças na gestão da CBF

A CBF passará por uma mudança em sua gestão após Ednaldo Rodrigues ser afastado do cargo depois de uma determinação do TJ-RJ, que se baseia numa suspeita de falsificação de assinatura em um documento homologado no STF que manteve Ednaldo à frente da CBF no começo deste ano.

Apesar do pedido inicial para ação protocolada pelo TJ-RJ fosse anulada e que ele pudesse voltar ao cargo de presidente da confederação, o presidente afastado voltou atrás e protocolou uma nova petição STF, onde o ex-presidente garante que não irá retornar à CBF. Entretanto, o documento ainda apela para que a ação do tribunal seja suspensa.

Entre os temas levantados no texto redigido por sua defesa, estão algumas alegações de que o trabalho de Ednaldo teria sido honesto e que não há comprovações de ações que manchem sua gestão. Além disso, o documento cita impactos negativos para sua vida pessoal e de sua família, e até que ele teria sido alvo de “exclusão política” por ser um “nordestino negro” à frente da CBF.

Operação do MP investiga jogador da Série A por suposta manipulação de cartões

Operação Totonero faz mandado de busca dentro do estádio Alfredo Jaconi, do Juventude. (Foto: Grégori Bertó/GABCOM/MPRS)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) deflagrou uma operação para investigar a atuação do jogador Ênio, do Juventude, em um suposto esquema de manipulação de cartões em jogos do Brasileirão. A “Operação Totonero” realizou nesta terça-feira (20) dois mandados de busca em Caxias do Sul, cidade onde o atacante mora atualmente.

Segundo informações divulgadas pelo MPRS, os mandados foram direcionados para a casa do atleta e outro no Estádio Alfredo Jaconi, casa do Juventude, no armário de uso pessoal do jogador. Ênio já estava sendo investigado pelo suposto envolvimento no esquema de manipulação pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Governo Federal, que receberam relatórios de casas de aposta apontando uma movimentação suspeita de apostas relacionadas ao cartão.

Os crimes investigados contra Ênio são de os de organização criminosa, artigo 198 da Lei Geral de Esporte e, eventual estelionato associado, de acordo com informações publicadas pelo MPRS. O artigo citado pelas autoridades indica o crime de se beneficiar, seja patrimonialmente ou não, para alterar ou falsificar o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado. A pena é de dois a seis anos de prisão, além de multa.

Os promotores de Justiça Rodolfo Grezzana, que atua em Caxias do Sul, e Manoel Figueiredo Antunes, coordenador do 5º Núcleo Regional do GAECO, informam que os mandados de busca tem como objetivo localizar documentos, mídias, celular e outros itens pessoais de Ênio que possam colaborar com as investigações. Além do atleta do Juventude, não está descartada a possibilidade de outros envolvidos diretos no caso, o que está sendo monitorado pelas autoridades.

Como iniciou a investigação do MPRS

Foram dois lances que aconteceram no Brasileirão 2025 que chamaram a atenção das casas de aposta e, posteriormente, das autoridades. O primeiro deles aconteceu justamente na estreia do Juventude na competição, diante do Vitória, no Alfredo Jaconi. No lance, Ênio leva um cartão amarelo aos 36 minutos do primeiro tempo por reclamação.

A outra ação suspeita investigada contra o atacante aconteceu um mês depois, na goleada sofrida pelo Juventude contra o Fortaleza por 5 a 0 no Castelão, na capital cearense. Aos 39 minutos do primeiro tempo, Ênio leva um cartão amarelo por fazer uma falta por trás em Lucas Sasha no meio-campo.

O GAECO comunicou que a CBF relatou ao MPRS que o alerta de suspeita de manipulação havia ocorrido após movimentações acima do considerado normal para um cartão envolvendo um jogador. O relatório ainda aponta que pessoas ligadas a Ênio estavam entre os apostadores nos dois cartões levados pelo atacante no Brasileirão.

Como foi identificada a suposta fraude

A primeira análise partiu das próprias casas de aposta. As apostas para que Ênio fosse punido com um cartão amarelo estavam bem acima da porcentagem padrão nas bets. Uma casa apontou que as apostas específicas sobre o atleta receber um cartão amarelo na partida representaram mais de 10% do total apostado no jogo.

Normalmente, apostas desse tipo não ultrapassam 1% do total, sendo qualquer valor acima de 3% considerado suspeito. Em uma das operadoras, o valor apostado chegou a 10 mil euros, aproximadamente R$ 64 mil.

A Associação Internacional de Integridade em Apostas Esportivas (Ibia) produziu um relatório, que confirma a suspeita em torno do cartão amarelo recebido por Ênio. Entre os apostadores, foram identificados três atletas, proibidos de realizar apostas em eventos esportivos, reforçando as suspeitas de irregularidades.

Fest CineAmazônia faz falta em tempos de violência e do fim dos pajés na região amazônica ocidental

Como faz falta o Fest CineAmazônia! No atual período de envenenamento agropecuário e ataques latifundiários madeireiros a acampamentos camponeses na região, a presença dos seus organizadores, Jurandir Carvalho e Fernanda Kopanakis é imprescindível. O Governo Federal deve sentir falta do trabalho deles e de uma equipe fabulosa que levava a sétima arte aos cantões rondonienses, áreas ribeirinhas, florestas, praças públicas, inclusive na Bolívia e no Peru. Mas não deve se limitar à saudade; bem que poderia trazer de volta o Festival, ao vivo, com todas as suas emoções.
 
Crianças acompanhadas pelas mães e pais, adultos e idosos prestigiavam sessões  notáveis que extrapolavam a projeção cinematográfica ambiental, reunindo-os em praças ou sob lonas para eletrizantes e conscientizadoras apresentações teatrais. Já em 2016, em sua categoria itinerante, aquele Festival alcançava praticamente a metade do percurso entre as margens dos rios Mamoré e Guaporé, na fronteira brasileira com a Bolívia.
 
Feito inédito na historiografia do cinema sul-americano, o Festcine levou com êxito o cinema, o circo e oficinas para comunidades ribeirinhas, quilombolas e pequenos distritos entre Brasil e Bolívia. À frente, os palhaços Chiquita e Cotonete mobilizavam o público acomodado em cadeiras e até no chão.
Incrivelmente, um madeireiro da região do Abunã, dialogando com a equipe, se dispôs a fomentar o manejo de árvores, algo que já havia buscado. De onde se vê quem nem tudo está perdido, apesar da motosserra e da ganância desenfreada de alguns.
 
Quem participou dessas atividades guardou para sempre as mais sublimes lições de uma cultura que saiu dos grandes centros para se aproximar daqueles quase invisíveis,só lembrados em tempos de campanhas de saúde, ou quando viajam milhas e léguas, por rios e estradas, para vender sua produção de hortifrútis, farinha e castanha ao comércio das cidades. 
 
trajetória do Festival sofreu interrupção antes mesmo da pandemia que paralisou o mundo e fez a arte e a cultura chocar-se com um governo pobre de espírito e sem a menor disposição em apoiar o setor. E assim ficaram na saudade aquelas incursões brasileiras em território boliviano e peruano.
 Fest CineAmazônia faz falta em tempos de violência e do fim dos pajés na região amazônica ocidental - Gente de Opinião
Viagens da equipe dirigida por Fernanda e Jurandir  nesta parte do norte brasileiro e na fronteira com esses dois países vizinhos se tornaram um marco só valorizado por educadores e autoridades municipais ou distritais que aceitaram receber o Festival itinerante por considerá-lo essencial à formação cultural das pessoas.

A primeira parada da itinerância fora inédita pela lotação, sempre superior a cem pessoas, a exemplo da Reserva Extrativista Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, a 380 quilômetros de Porto Velho, em plena floresta. Em seguida, o antigo distrito de Iata, antigo polo agrícola do antigo Território Federal de Rondônia. Depois, o teatro e o cinema fez a alegria dos organizadores e do Ministério da Cultura nas cidades homônimas de Guajará Mirim e Guayaramaerín (Departamento de Beni, Bolívia).
Na memória dos que acompanhavam essas viagens estão vivos esses bons momentos. A primeira parada em San Lorenzo, próxima ao Rio Mamoré, mostrou aos organizadores do Festival uma comunidade simples onde a escola, a pracinha, a pequena igreja e o posto de saúde se destacavam. Em frente ao rio, botos exibiam-se aos olhos de visitantes que nunca os havia visto anteriormente. A natureza, o cinema, o teatro e o circo, de mãos dadas, proporcionaram dias felizes na fronteira.
Em maio de 2022, três anos atrás, a 18° edição do Cineamazônia – Festival de Cinema Ambiental, online e gratuitamente, o Festival inteirava sua maioridade e os 40 anos de Rondônia.

Pois bem, conforme frisei inicialmente, o mais antigo e maior festival de cinema ambiental da Amazônia encontraria de novo, agora, a melhor forma de conscientizar as pessoas contra o barbarismo que temos visto na região, e faz parte disso, o reconhecimento às pessoas como indispensáveis à sobrevivência de milhares de famílias que não se alimentam de soja, porém, plantam e consomem alho, batata, açaí, cupuaçu, cebola, inhame, mandioca, milho, feijão, frutas diversas, café (!). Nessa sobrevivência, brancos e indígenas também colhem ouriços das milagrosas castanheiras que ainda teimam em ficar. E é no quintal deles que os grandes compram essas castanhas e o já milionário café.

 Fest CineAmazônia faz falta em tempos de violência e do fim dos pajés na região amazônica ocidental - Gente de Opinião
A volta do Cine Amazônia  parece-me essencial por traduzir a verdadeira integração das pessoas, concentrando crianças e jovens artistas em animadas oficinas teatrais, cinematográficas e circenses. Hoje, a juventude indígena já produz seus próprios documentários, curtas metragens, fazendo o “milagre do santo da casa”, toda vez que encontram público disposto a conhecer sua história e cultura. 
Em minhas andanças pelo território Paiter Suruí conheci seu Luiz, agente de saúde, que já catalogou mais de 30 plantas essenciais ao tratamento de diversos problemas de saúde (respiratórios, rins e fígado, e mentais), mas, infelizmente, lá está confinado na Aldeia Lapetanha, sem que as Universidades tenham chegado até lá. Numa das margens do Rio Guapó eu experimentei a orssaia (pronuncia-se: osrraia), indicada para o controle da sinusite.
Antes que um laboratório multinacional apareça, precisamos aqui lembrar que o País trabalha com sua Agência Nacional de Vigilância Sanitária; técnicos do Ministério da Saúde sabem orientar a busca de recursos para pesquisas; e o cinema, quem sabe, daria visibilidade aos conhecimentos que antigamente pertenciam somente aos pajés. E cadê os pajés? Sumiram, se evangelizaram, parecem envergonhados de seus antigos feitos – muito antes da covid-19.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela “OPINIÃO”, que é exclusiva do autor.

Por MONTEZUMA CRUZ Com fotos do Arquivo do Fest Cine

Projeto ‘Lê Pra Mim?’ chega a Porto Velho para incentivar a leitura entre crianças de escolas públicas

Ao completar 15 anos promovendo a leitura por meio de encontros literários com crianças de escolas públicas, o projeto Lê Pra Mim? Vai trazer para Porto Velho nomes conhecidos que irão ler para crianças de 4 a 10 anos de escolas públicas da capital. O ator Hugo Bonemer do seriado Senna (Netflix) onde interpretou Nelson Piquet, e o ator da novela Amor Perfeito e participante do BBB 25 Diogo Almeida, serão algumas das personalidades que estarão nas escolas do município a partir de segunda-feira, 26 de maio.

Projeto ‘Lê Pra Mim?’ chega a Porto Velho para incentivar a leitura entre crianças de escolas públicas

A cada encontro, dois livros infantis serão lidos – um por uma personalidade convidada de fora e outro por uma personalidade local. Além da leitura, eles compartilham suas histórias e trajetórias de vida, criando um ambiente inspirador para as crianças. Ao final, cada criança participante receberá um livro infantil para levar para casa, de maneira a incentivar a continuidade do hábito da leitura. Outros nomes da cidade de Porto Velho, incluindo jornalistas, atores e autores de livros infantis já foram contactados e estamos aguardando as confirmações.

Evento começa a partir de segunda-feira, 26 de maio.

LEGADO DO PROJETO

O ‘Lê Pra Mim?’ teve início em 2010 e já realizou 44 edições em 24 cidades do Brasil. Ele foi criado pela atriz Sônia de Paula e produzido por Marcelo Aouila, ambos da Associação Cultural Somar Ideias. Mais de 700 artistas e personalidades reconhecidos nacionalmente participaram das leituras, como Milton Cunha, Carlinhos de Jesus, Fafá de Belém, Juliana Paes, Viviane Araújo, Roberta Miranda, Denise Fraga, Fátima Bernardes, Marília Gabriela, Maitê Proença, Reynaldo Gianecchini, Zezé Polessa, Juli Lemmertz, Laura Cardoso, Marisa Orth, Otávio Mesquita, Susana Vieira e muitos outros.

SERVIÇO:
Projeto LÊ PRA MIM?
Local: Escolas públicas de Porto Velho.
Cronograma das escolas:
26/mai – EMEIEF Pé de Murici
27/mai – EMEIEF São Miguel
28/mai – EMEF Flamboyant
29/mai – EMEF Santo Antônio
30/mai – EMEF Ermelindo Monteriro Brasil

Sistema FAPERON/Senar e Sindicato Rural de Ouro Preto do Oeste celebram formatura da primeira turma do Curso Técnico em Zootecnia no município

O Sistema FAPERON/Senar, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Ouro Preto do Oeste, realizou a cerimônia de formatura da primeira turma do Curso Técnico em Zootecnia da Rede e-TEC no município. O evento foi marcado por emoção, discursos inspiradores e o sentimento de dever cumprido por parte dos formandos, que encerram uma importante etapa de qualificação profissional.

Estiveram presentes na solenidade o superintendente do Senar Rondônia, Elmerson Lira da Cruz, o coordenador de Programas Especiais do Senar, Alex Oliveira Lima, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ouro Preto do Oeste, José Macedo Tavares, a coordenadora do polo, Francielle Guerra, além de professores, familiares e amigos dos formandos.

A cerimônia celebrou a trajetória dos alunos que, ao longo do curso, se dedicaram intensamente para conciliar os estudos com as atividades no campo. A formação técnica em Zootecnia é oferecida pelo Senar em parceria com os Sindicatos Rurais e tem como objetivo capacitar profissionais para atuar com excelência nas áreas de manejo, nutrição, reprodução, sanidade animal e gestão da produção agropecuária.

“Hoje, encerramos uma etapa importante. Mas o que levamos daqui vai além do conteúdo técnico. Levamos um novo olhar sobre o campo. Levamos conhecimento que transforma, que multiplica, que valoriza o que há de mais nobre no trabalho rural”, destacou uma das formandas durante seu discurso.

Professores e coordenadores também celebraram a conquista, reforçando o papel da educação técnica na valorização dos profissionais do campo. “Ver essa turma se formando é motivo de orgulho. São jovens e adultos que carregam consigo o conhecimento, mas também o valor da ética, da sustentabilidade e do compromisso com o agro”, afirmou um dos docentes.

A conclusão da primeira turma do curso no polo de Ouro Preto do Oeste representa um marco para o município e demonstra o compromisso do Sistema FAPERON/Senar com a formação de profissionais qualificados para o fortalecimento do setor agropecuário em Rondônia.