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Salas temáticas da carne, leite e café serão inovação na 5 Rondônia Rural Show

Com a proposta de superar os R$ 621 milhões em financiamentos do agronegócio da feira anterior e com inovações tecnológicas de ponta que projetam uma revolução na cultura de produção de carne, leite e café, a Rondônia Rural Show, que acontecerá de 25 a 28 de maio, em Ji-Paraná, será um evento de proporção internacional, com pré-lançamentos inclusive em Brasília.

 

Segundo o secretário estadual da Agricultura, Evandro Padovani, o Governo de Rondônia está fazendo importantes investimentos para trazer e divulgar um conjunto de inovações tecnológicas, a começar pelo projeto das três salas temáticas: Caminho da Carne, Caminho do Leite e Caminho do Café, que visam levar orientação direta e essencial ao produtor rural em três minutos, de modo que o tempo de palestras e conferências seja melhor aproveitado com visitas aos expositores e à rede bancária.

Padovani explicou que é uma exigência do governo, e do próprio governador Confúcio Moura, a divulgação desses novos métodos de produção, como os das salas temáticas, onde o produtor é levado a uma sala como monitor de TV, que reproduz as condições de um curral enlameado e um curral coberto com piso adequado, ordenhadeiras mecânicas, entre outros itens. Nesse ambiente, o produtor vai sentir as mesmas sensações dos animais ali confinados, por exemplo, incluindo a dificuldade de ficar em pé em um piso irregular. Como as demais salas, o objetivo é melhorar e otimizar o ambiente de trabalho e produção que, a exemplo do modelo da Coopavel (Feira de Cascavel, no Paraná) vai responder com uma alta produtividade de carne e leite.

Da mesma forma, na sala Caminho do Café, o produtor vai ter a experiência de vivenciar um modelo de produção tradicional, sem recursos e com tração própria (enxada), e um modelo com inovação tecnológica, a partir da muda melhorada geneticamente, até as modernas técnicas de cultivo, máquinas, manejo, tratos culturais, irrigação, espaçamento e poda, entre outras.

O secretário citou a feira da Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (PR), a Coopavel, como exemplo de um evento grandioso e de resultado, e que será modelo para a feira rondoniense, respeitadas suas peculiaridades culturais e suas aptidões.

Otimista como o governador Confúcio Moura, o secretário Padovani falou sobre uma série de outras medidas inovadoras da Rondônia Rural Show, que visam melhorar as condições de trabalho e de vida do produtor rural. Essas medidas serão divulgadas simultaneamente à da feira nos pré-lançamentos em várias cidades de Rondônia e até em Brasília, com o apoio da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Fonte
Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Secom
Secom – Governo de Rondônia

Ministra defende uso de inseticida biológico para controle do Aedes aegypti

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) defendeu  o uso do larvicida biológico Bt-horus, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para o combate das larvas do mosquito Aedes aegypti – transmissor do vírus Zika (que pode causar microcefalia), da dengue e da febre chikungunya.

 

O bioinseticida – feito à base de Bacillus thuringiensis israelenses (Bti) – foi criado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia. A ministra falou sobre o uso do produto e as ações de combate ao vírus Zika durante videoconferência com todas as unidades da Embrapa e da Conab.

O grande benefício, em comparação com os inseticidas tradicionais, é que o produto orgânico causa a morte apenas da larva do mosquito, sem afetar pessoas nem animais domésticos, inclusive peixes, aves e outros insetos benéficos. Também não afeta o ambiente, porque não é cumulativo ou poluente.  Pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água e tenha potencial para ser um criadouro do aedes.

Larvicidas à base de Bti são usados há décadas em países como os Estados Unidos. O produto brasileiro BT-horus já está registrado junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Mapa, mas ainda não é produzido em escala industrial.

“Trata-se de uma alternativa importante para atender à urgência do momento”, afirmou a ministra Kátia Abreu, que também apontou a possibilidade de importar o bioinseticida dos Estados Unidos. O presidente da Embrapa, Mauricio Lopes, disse que um segundo produto com a mesma finalidade foi desenvolvido em parceria com o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt)e  está pronto para ser registrado. O nome é Inova-Bti.

Um frasco de 30 mililitros, que custa de R$ 3 a R$ 4, é suficiente para atender uma residência por dois meses. Por ser de fácil aplicação, pode ser utilizado pela própria população, assinalou a ministra.

“O produto mata apenas as larvas e não causa danos à saúde humana. Por isso, até mesmo as crianças podem receber o frasco na escola e levar para casa, diferentemente dos produtos químicos. Junto ao frasco, virão as instruções sobre o uso”, explicou Kátia Abreu.

 O uso do biolarvicida é uma das alternativas de combate ao mosquito. Em intensiva campanha nacional contra o transmissor, o governo federal também tem trabalhado com outros instrumentos e abordagens.

São Sebastião

Durante a videoconferência, a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Rose Monnerat apresentou o trabalho pioneiro e de sucesso realizado na cidade de São Sebastião (DF) em 2007. A empresa distribuiu frascos de 30 ml do BT-horus para 17 mil residências, que também receberam instruções sobre a aplicação. Agentes de saúde do Governo do Distrito Federal visitaram e inspecionaram as casas, além de terem organizado frentes para remoção de lixo e entulhos da cidade. Ao final do trabalho, o número de focos da larva a cada 100 casas inspecionadas passou de 4 para 1.

 Mosquitoeira

A ministra apresentou durante a videoconferência um vídeo didático sobre como construir uma mosquitoeira, espécie de “ratoeira” para o mosquito. Feita por uma garrafa pet cortada ao meio vedada por um tecido fino, o aparelho impede a passagem das larvas e evita a proliferação do inseto.

O instrumento foi desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros Hermano César M. Jambo e Antônio C. Gonçalves Pereira, mas a versão “caseira” é ensinada pelo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro Maulori Cabral (UFRJ).

 
Campanha

A ministra pediu mobilização de toda a sociedades contra a proliferação do Zika no país. “Juntos somos, na verdade, um grande exército”, afirmou dur ante videoconferência com a Embrapa e a Conab.

 Em seguimento à orientação do governo federal, o Mapa está fazendo uma ampla campanha interna de conscientização e prevenção contra o mosquito Aedes aegypti.

 São 26.284 servidores espalhados em todo o país – incluídos os órgãos vinculados – que podem ser mobilizadores e voluntários em ações de combate à proliferação do mosquito nas diversas localidades onde o ministério está presente. São 905 imóveis geridos pela pasta, além de 800 armazéns e outros 33.600 estabelecimentos nos quais o Mapa desenvolve ações de defesa agropecuária.

 A ministra afirmou que confia no poder de mobilização dos brasileiros e lembrou que, no passado, o país já enfrentou outras enfermidades como febre amarela, paralisia infantil, varíola.

 
“O Brasil tem que estar preparado para essa luta. O mosquito não tem que provocar medo, mas ação, atitude. O importante é que toda a sociedade participe junto com o governo dessa mobilização, não basta o governo agir sozinho”, afirmou.

 

A secretária-executiva do Mapa, Maria Emília Jaber, afirmou que enviará a todos os gestores da pasta no país os números atualizados da doença, a lista dos municípios onde a situação é considerada mais grave, o calendário de ações do Mapa, uma palestra de sensibilização e um vídeo explicativo para a construção de mosquitoeiras.

A campanha interna da pasta prevê para amanhã (12) um mutirão de limpeza e vistoria nos prédios do ministério. No sábado (13), é o dia da faxina nas casas dos servidores e colaboradores e, na segunda-feira (15), nas empresas ligadas ao Mapa.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
Priscilla Mendes
priscilla.mendes@agricultura.gov.br
imprensa@agricultura.gov.br

Basa vai investir até R$ 1 bi no agronegócio rondoniense em 2016

O agronegócio de Rondônia já tem assegurados para este ano pelo menos R$ 696 milhões para investimentos, com a possibilidade desse número chegar a R$ 1 bilhão, segundo garantiu o superintendente regional do Banco da Amazônia (Basa), Edmar de Souza Bernaldino.

 

O superintendente anunciou para 1º de março a presença do presidente da instituição, Marinaldo Melo, em Rondônia, para assinar com o governador Confúcio Moura Termo de Cooperação estabelecendo as competências de cada um, além das condições para contratação e aplicação dos recursos, de modo que, a exemplo de anos anteriores, o estado e seus empreendedores nos 52 municípios possam usufruir bem desses recursos e produzir riquezas.

Bernaldino explicou que pouco mais de 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} desse volume de recursos serão destinados prioritariamente ao agronegócio, em especial à agricultura familiar, também em projetos maiores nas áreas da agricultura, como a produção de grãos, na pecuária, na produção de carne, leite e derivados e em tecnologia para melhoramento genético, na piscicultura e sua respectiva indústria, e na suinocultura e sua indústria, entre outras.

Segundo o superintende do Basa, nos últimos cinco anos o banco investiu em Rondônia R$ 5 bilhões no financiamento de projetos importantes para o setor produtivo, que com o apoio do governador Confúcio Moura e sua equipe foram fundamentais para estimular a produção em todos os níveis. “Sozinhos não podemos fazer nada”, disse Bernaldino, justificando a importância da parceria com o governo estadual, que tornou Rondônia o mais importante exportador de carnes e grãos da região amazônica.

A solenidade de assinatura do Termo de Cooperação do dia 1º de março será realizada no Teatro Guaporé, em Porto Velho, que será palco também de uma palestra sobre o Cenário Econômico de Rondônia (LC Consultoria), que vai abordar caminhos e alternativas de negócios que colaborem para o distanciamento da crise que atinge praticamente todo o País.

 Fonte
Texto: Cleuber R Pereira
Secom – Governo de Rondônia

 

Goma-resina é um importante agregador de valor à floresta plantada de pinus na região de Vilhena

A goma-resina, produto extraído das plantações de Pinus, vem surgindo como importante alternativa econômica na região de Vilhena.

 

O produto pode ser utilizado na fabricação de cerca de dois mil produtos nas áreas de farmácia, cosméticos e materiais de limpeza.

Em Rondônia, a colheita ocorre de três a quatro vezes ao ano, a partir do sétimo ano do nascimento da floresta. A China é o maior produtor no mundo, mas a extração só é permitida a partir do 22º ano de cada árvore, segundo a legislação daquele País.

“Se um pequeno produtor produzir três toneladas em 20 hectares plantados, ele terá 60 toneladas de goma-resina a cada ano”, explicou o engenheiro florestal, Aparecido Donadoni.

Lucas Tomas é o encarregado da Resineves, empresa paulista que explora a goma-resina na região de Vilhena. Ele cuida de equipes na extração do produto na floresta principal da empresa com meta de colheita de 60 toneladas.

“Aqui produz muito se comparar com São Paulo”, atesta Lucas, informando que essa empresa paulista já iniciou a ampliação da floresta com a plantação de mais 450 mil árvores. “Extraímos aqui e beneficiamos em São Paulo, de onde a empresa exporta tudo”, disse Lucas Tomás.

Conforme o produtor Antônio Marques Pereira, o objetivo dos investidores em floresta de Pinus na região de Vilhena é formar lavoura em 15 hectares para implantar uma resinadora. “Rondônia dispõe desta área”, diz ele, referindo ao trecho entre Pimenta Bueno e Vilhena onde as terras são favoráveis ao plantio.

O coordenador de Floresta Plantada do governo de Rondônia, o engenheiro florestal Edgard Menezes, avalia que o cultivo de Pinus deva crescer no estado devido aos ganhos com os produtos.

“O produtor de leite deve utilizar as áreas em desuso – como as degradadas – para incorporar as fontes de renda na propriedade. Ele vai conseguir comercializar a madeira para o próprio laticínio que compra o leite”, disse o engenheiro da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Fonte
Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia

Retomada da produção dos peixes redondos em Rondônia desperta interesse, e aumenta a produção e consumo no país

A produção e o consumo de peixes redondos (tambaqui, pirapitinga, pacu e seus híbridos – cruzamentos dessas espécies) cresceram expressivamente no Brasil nos últimos anos, igualando-se à produção de tilápia, com 198 mil toneladas, no ano passado.

 

Dois principais fatores são responsáveis por este aumento: a legislação ambiental que proíbe a criação de tilápia em alguns estados da região Norte e Centro-Oeste e a retomada da produção dos peixes redondos em Rondônia.

Outros fatores também contribuíram para o sucesso dessas espécies, como a limitação da oferta de tilápia, com a escassez hídrica de 2015, no Nordeste e Sudeste, principais regiões produtoras, e o baixo preço do pescado, em geral, para o consumidor se comparados a outras proteínas, como a de carne bovina. Além de o peixe redondo ser uma espécie de rápido crescimento, hábito alimentar diversificado, fácil captura e carne de boa qualidade, despertando o interesse de novos produtores. 

De acordo com a assessora técnica de Aquicultura e Pesca da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Lilian Figueiredo, por ser considerada uma espécie exótica, não nativa do país, a tilápia não pode ser criada em alguns estados da região Norte e Centro-Oeste, segundo a Portaria Nº 145/1998 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). “A norma diz que espécie não pode ser cultivada em regiões banhadas pela Bacia do Araguaia – Tocantins em razão de ferir o ecossistema aquático, sendo uma ameaça à biodiversidade nativa”, observa. A proibição abre espaço no mercado para outros peixes.

Em relação ao incremento da produção dos peixes redondos em Rondônia, a assessora técnica explica que investimentos do setor privado e políticas públicas de incentivos adotadas pelo estado, com desburocratização e desoneração do licenciamento ambiental, crédito facilitado e redução do ICMS do pescado e da ração, fizeram do tambaqui, um dos principais peixes nativos da região norte, saltar de 19 mil para 63 mil toneladas, de 2013 para 2014. “Os principais atrativos para os piscicultores são as facilidades de obtenção de peixes juvenis, bom potencial de crescimento, alta rusticidade e grande aceitação do mercado consumidor”, informa.

O secretário-executivo da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), Francisco Medeiros, acrescenta que Rondônia, posicionado como principal estado produtor de peixes redondo do país, se beneficia de seu grande potencial hídrico e da disponibilidade de grãos para ração, a preços competitivos em relação a Mato Grosso. “Mato Grosso e Rondônia juntos respondem por quase 50{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção de peixes dessa espécie no país”. Medeiros comenta que são considerados grandes produtores os estados de Tocantins, Roraima, Amazonas, Acre e Pará; além de uma produção significativa no Maranhão, São Paulo, Bahia, Piauí e Mato Grosso do Sul.

Mercado – Dono de frigorífico em Cuiabá, Sidnei Cordeiro também comemora a boa fase de expansão da produção do peixe redondo. Para ele, a procura aumenta a cada dia e seu abastecimento cresce em regiões como Campo Grande e São Paulo. “Vendo mais de 60 toneladas por mês. Podia duplicar minha demanda, mas infelizmente ainda faltam unidades de processamento e oferta do produto”, registra. E acrescenta: “Podia expandir meu negócio para estados onde o consumo dos peixes redondos vem crescendo muito”.

Divino César dos Santos, piscicultor também em Cuiabá, cultiva peixes redondos há 12 anos e rebate o dono do frigorífico. Ele explica que sua produção chega a 200 toneladas ano e poderia crescer mais. “Sou apenas um, dos milhares de produtores de pescado na região. Peixe não falta. O que existe é uma discussão sobre o valor justo a ser pago aos produtores, pelos comerciantes”, diverge. Divino César celebra o aumento do consumo e acredita que o preço final do peixe em relação a outras proteínas, principalmente carne bovina, ajuda o produto a ser mais consumido. 

Benefícios da proteína -Tanto a assessora técnica Lilian Figueiredo quanto o secretário executivo da PeixeBR acreditam que há um potencial de crescimento da  produção de peixe no Brasil devido ao constante  aumento da demanda por alimentos nutritivos e saudáveis, entre os quais se incluem o pescado.

O peixe é um alimento muito nutritivo. Sua composição tem 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de proteína, além de possuir aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais para atender às necessidades orgânicas. Esses elementos também são imprescindíveis para a saúde da pele, cabelos e unhas. “Ainda tem como vantagens adicionais, ser um alimento de fácil digestão, ter baixo teor de gordura, com destaque para as gorduras do tipo Omega 3”, explica a nutricionista Priscila Acioli Lima.

A especialista acrescenta que essas gorduras atuam como anti-inflamatórios que auxiliam na redução do risco de doenças cardiovasculares, na diminuição do colesterol ruim (LDL), de triglicerídeos e também facilitam na redução da obesidade. Por todos esses benefícios, a nutricionista recomenda consumir peixe, no mínimo, duas vezes na semana. 

 

 
 
 

 

A Piscicultura é pioneiro para exportação do pirarucu

O certificado garante a inserção do complexo de piscicultura no mercado internacional.

 

O Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia está preparado para alcançar o mercado internacional. O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) certificou o cadastramento do plantel de reprodutores de pirarucu do complexo, na última segunda-feira, 1. A empresa é a primeira a receber o certificado no Acre, sendo também uma das pioneiras no Brasil.

Para garantir a exportação de um produto de qualidade sem ameaçar a espécie, que é considerada vulnerável, foi necessário que o governo colocasse em vigor uma instrução normativa que regulamentasse a atividade, por meio de cadastro e licenciamento.

O diretor-presidente do complexo, Fábio Vaz, afirma que a certificação é a única forma de garantir a sustentabilidade da produção. “A certificação do Imac e o acompanhamento do Ibama é a garantia que todo pirarucu processado no complexo é de origem sustentável. Esta espécie consta na lista de extinção, e nós temos o compromisso de garantir uma produção sustentável”, disse.

A oportunidade de regulamentar a exportação do pirarucu é mais uma alternativa produtiva que reforça toda a cadeia, com a valorização e o incentivo aos produtores de cativeiro.

“Trata-se de mais um passo para potencializar a cadeia produtiva da piscicultura. O pirarucu é uma espécie de peixe muito apreciada no mercado gastronômico, e agora com a possibilidade de exportar, certamente vai agregar ainda mais valor ao produto”, destacou o diretor-presidente do Imac, Pedro Longo.

 Por Paula Amanda 

Pesquisa desenvolve barrinhas com tapioca e frutas amazônicas

Lanche saudável com sabor da Amazônia. Pesquisadores da Embrapa desenvolveram barrinhas à base de farinha de tapioca e castanha-do-brasil com sabores de frutas típicas da região.
 
O produto, com alto valor calórico, é fonte de fibras, proteína, livre de glúten e tem potencial de mercado. A Empresa procura agora parceiros para a produção industrial a fim de levá-lo às prateleiras.
 
A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e chegou à elaboração de barra multicomponente, como é chamado tecnicamente o produto, à base de farinha de tapioca – produto derivado da mandioca-brava – e castanha-do-brasil. A barra foi elaborada em quatro sabores de frutas típicas da Amazônia: açaí, cupuaçu, taperebá (mais conhecido como cajá) e muruci.
 
“Optamos por desenvolver as barrinhas por serem populares como alimentos portáteis e saudáveis. Nossa intenção era agregar valor nutricional ao alimento, assim como valorizar produtos regionais”, explica a pesquisadora Ana Vânia Carvalho, da Embrapa Amazônia Oriental, especialista em tecnologia de alimentos.
 
 
O resultado dos testes sensoriais com o público indicou à equipe técnica a concentração ideal da polpa de fruta na barrinha e a aceitação do produto. Nas duas etapas, participaram 182 provadores não treinados de diferentes idades. A barrinha que mais agradou ao público foi a de muruci, seguida da de cupuaçu, açaí e taperebá. “A participação do público nas análises sensoriais nos indicou também que a melhor concentração de polpa nas barrinhas de muruci, cupuaçu e taperebá ficou em 15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, e na de açaí em 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}”, completa a pesquisadora.
 
Produtos feitos com muruci e cupuaçu apresentaram índice de aceitação superior a 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em todos os atributos sensoriais avaliados: aparência, cor, sabor, textura e impressão global. Quanto à barra que utilizou como ingrediente principal o açaí, a nota mais baixa foi para o atributo sabor. “Esse comportamento pode estar relacionado à cultura local da população, que tem o hábito de consumir a polpa de açaí sem adição de qualquer outro ingrediente (açúcar, mel, entre outros) que possa mascarar o sabor intrínseco e peculiar do fruto”, explica Ana Vânia Carvalho.
 
As análises em laboratório determinaram  parâmetros físicos, como textura e cor; físico-químicos, como os valores de proteínas, fibras, carboidratos e calóricos dos produtos; e microbiológicos, que atestaram a adequação das barrinhas para o consumo. Quanto ao valor energético – quantidade de calorias –, a barrinha de muruci ficou em primeiro lugar. Esse sabor também apresentou  maior quantidade de proteínas. A mais rica em carboidrato e em fibras é a de açaí.
 
“Todas as barras desenvolvidas podem ser classificadas como barras energéticas, devido ao elevado valor calórico (média de 420 kca a cada 100 gramas); fonte de fibras, por apresentarem um teor deste componente acima de 3g/100g e livres de glúten e gordura hidrogenada, por causa da utilização da farinha de tapioca e gordura de palma nas formulações”, conclui a engenheira de alimentos Alessandra Ferraiolo, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental.
 
Antioxidante e livre de glúten
 
A formulação da base da barra comestível foi definida após a realização de testes preliminares, variando-se a concentração dos ingredientes e a melhor estruturação entre eles. A farinha de tapioca, que é base da barra comestível, é amplamente consumida na região amazônica e comercializada em feiras livres e supermercados. A pesquisadora afirma que em razão do alto teor de amido e baixo teor de proteínas, lipídeos e minerais, a farinha é um alimento altamente calórico e possui uma importante vantagem: é naturalmente isenta de glúten.
 
Já a castanha-do-brasil, outro componente-base da barrinha, tem alto valor calórico, é rica em proteínas, vitaminas e minerais. “Entre os minerais presentes na castanha, a literatura destaca o selênio pelo seu poder antioxidante relacionado à prevenção de muitas doenças”, explica a pesquisadora Ana Vânia Carvalho.
 
Valorização das frutas amazônicas
 
A Amazônia tem o mais variado repositório de espécies frutíferas no Brasil, sendo conhecidas cerca de 220 espécies produtoras de frutos comestíveis, o que representa 44{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das espécies de frutas nativas brasileiras. Frutos como o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), o açaí (Euterpe oleracea), o cajá (Spondias mobin) – localmente conhecido como taperebá − e o muruci (Byrsonima crassifolia) são facilmente encontrados na região.
 
 
A polpa de açaí ganhou fama internacional há alguns anos devido aos seus benefícios nutricionais. “A literatura sobre o fruto mostra que as propriedades farmacológicas do açaí estão relacionadas às suas atividades, anti-inflamatória, antioxidante e aos seus efeitos cardioprotetores”, conta a pesquisadora Ana Vânia Carvalho.
 
O taperebá, também conhecido por cajazeiro, cajazeira, cajá, cajá-mirim, cajazeiro-miúdo, acajá, acajaíba e imbuzeiro, é nativo da América tropical e pode ser encontrado em todo o território brasileiro. O fruto pode ser consumido fresco ou usado em sucos, refrescos, sorvetes, vinhos e licores.
 
 
O cupuaçuzeiro é uma fruteira nativa da Amazônia. O fruto, com sabor ácido e marcante, é um dos um dos mais apreciados nas regiões Norte e Nordeste. É utilizado  em doces, sucos e sorvetes. Já o muruci é uma fruta oriunda da região amazônica e do cerrado brasileiro. A pesquisadora Ana Vânia Carvalho diz que, por apresentar alto teor de polifenois e flavonoides, o que lhe confere elevada capacidade antioxidante, o fruto é enquadrado no grupo de alimentos funcionais. “Ele possui um aroma bem peculiar devido à presença de compostos voláteis, como etanol, ácidos butanoico e hexanoico, entre outros”, ressalta. É consumido fresco ou usado na elaboração de suco, sorvete, doce em pasta, compota, licor e pratos salgados, como sopas ou recheio de carnes.
 

 

Ana Laura Lima (MTb 1268/PA)
Embrapa Amazônia Oriental

Reinauguração do Mercado do Pescado é marcada para o próximo dia 16

O Mercado do Pescado, próximo ao rio Madeira e ao lado do porto do Cai n’Água, após ter sofrido grandes danos com a enchente de 2014, será reinaugurado no dia 16 de fevereiro.

O secretário municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Semdestur), Geraldo Afonso, informou que falta apenas concluir a restauração da parte elétrica, tendo sido já feitas as reformas da parte hidráulica, pinturas, banheiros, pias, balcões, telhado, teto e piso. “Pode-se dizer que foi uma reforma geral, apesar de não termos mexido com a estrutura propriamente do prédio”, explicou.

Os trinta e seis permissionários que já trabalhavam no local já foram convocados para a revisão da documentação e para retomada dos boxes. “Todo aquele local passará a ter novamente vida. Durante o período em que ele ficou parado, acumularam-se reclamações quanto a tráfego de drogas, a situação de abandono e por outros problemas. Agora o local passa a inspirar mais segurança e sanidade”, disse Afonso. As reformas começaram há cerca de sessenta dias e estão sendo concluídas num tempo relativamente rápido, tendo em vista a rotina do serviço público. O secretário esclareceu que as obras demoraram a começar porque a Prefeitura ficou num fogo cruzado de muitas opiniões sobre se seria ou não correto investir num local sujeito a enchentes. O prefeito considerou antes de tudo a parte social da questão, quanto às famílias dos permissionários que passaram a viver um verdadeiro drama financeiro com a paralisação do espaço.

Outro ponto que pesou na decisão do Município foi que a possibilidade de outras enchentes de mesma proporção da de 2014 não pode ser prevista, sendo que o investimento não se mostrava tão alto para que se mantivesse fechado um ponto tão importante para a vida da cidade. “Assim, enquanto as discussões seguem, o local é reaberto e muitos ficam bastante satisfeitos com isso. As pessoas podem trabalhar e a população pode se beneficiar das atividades de um mercado que sempre tem sido muito procurado pelo povo, principalmente nos finais de semana”, declarou o secretário.

As primeiras planilhas de custo do projeto de reforma apontavam para uma cifra superior a 500 mil reais, mas a Semdestur conseguiu reduzir os custos em cerca de duzentos mil sem alterar o projeto. “Conseguimos por meio de uma Ata do Ministério da Defesa realizar tudo o que precisávamos ao valor de 313 mil reais. A economia foi importante para que possamos aplicar os recursos em outros projetos, também muito importantes para o município”, finalizou.

fonte: Assessoria

Frigorífico de pescado de Cruzeiro do Sul, no Acre, anima produtores

Em breve, Cruzeiro do Sul inaugura o frigorífico de processamento de peixes. O moderno empreendimento, que representa um novo momento econômico para a região, já gera diretamente 30 empregos no canteiro de obras. Com a melhor das expectativas, os criadores de peixes aguardam pela inauguração, prevista para maio deste ano.

 

Com o investimento de aproximadamente R$ 10 milhões, o frigorífico terá capacidade de processar até sete toneladas por dia. De acordo com o gestor da Secretaria da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens), Fernando Lima, o processo de industrialização traz uma realidade diferente para os piscicultores do Juruá, que agora terão valor agregado aos produtos.

O presidente da Cooperativa de Piscicultores do Juruá (Cooperpeixe), Sansão Nogueira, confirmou: “Pra nós o frigorífico tem um significado grandioso, porque já sonhávamos com esse empreendimento sendo uma realidade aqui no Juruá, como já é o do Vale do Acre, em Rio Branco. Sabemos do potencial produtivo dessa região, por isso, terá tanta importância uma indústria que vai absorver toda a produção, ainda mais sabendo que vamos ter mercado consumidor”.

O empresário Agenor Lima é um dos maiores piscicultores do Juruá. Entusiasmado com a realidade que se aproxima, ele também recebeu há poucos dias a visita do gestor Fernando Lima, acompanhado pelo coordenador regional da Sedens no Juruá, Gontran de Freitas Neto, e do diretor da Agência de Negócios do Acre (Anac), Inácio Moreira Netoss, que acompanharam de perto as obras, em Cruzeiro do Sul.

O empreendimento possui tecnologias e desenhos modernos nos aspectos relacionados ao resfriamento, congelamento, filetagem e utilização de couro. Quando entrar em operação, a estimativa de geração de empregos diretos e indiretos é de 700 no total.

 

Fonte: agencia.ac.gov.br

Beneficiador de eucalipto de Vilhena faz apelo a produtor rural de Rondônia para o plantio da espécie

Há dois anos o empresário Anderson Zomer, da Trata Norte, trocou a pasta de vendas de seguros pela indústria de beneficiamento de eucalipto, em Vilhena. 

 

O carro-chefe da empresa é a fabricação de palanques para cercas. O produto final é padronizado no tamanho de 2,20 metros e recebe tratamento necessário para ter uma vida útil de 10 anos, conforme a garantia fornecida pela Trata Norte.

“Iniciamos as operações fabricando mil peças/mês. Hoje produzimos 15 mil peças/mês, a metade da capacidade da indústria. Precisamos que mais produtores rurais invistam no plantio da espécie”, disse Zomer, animado com a atual ocupação, que tem venda assegurada em Rondônia, e já estuda a ampliação do parque industrial.

“Hoje empregamos 15 pessoas diretamente. Pretendemos abrir mais postos de trabalho, mas necessitamos que mais produtores rurais plantem eucalipto”, fez o apelo, assinalando a preservação da mata nativa, já que a madeira do eucalipto sai da floresta plantada.

Devido às particularidades das espécies, o plantio de floresta deve contar com orientação técnica. Da plantação de eucalipto, os principais lucros vêm da extração da madeira e do sequestro de carbono. No caso do pequeno produtor, esta atividade florestal não precisa ocupar toda a área da propriedade.

O Governo de Rondônia incentiva a formação de novas áreas verdes a partir de áreas degradadas. “Em média, dentro de quatro anos, a madeira já poderá ser extraída”, explicou o engenheiro florestal Edgar Cardoso, da Coordenação de Floresta Plantada da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

“Vale a pena trabalhar com madeira de floresta plantada”, assegura Anderson Zomer.

Fonte
Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia