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Pequenos agricultores projetam futuro vitorioso ao assinarem contratos de aquisição de terras em Candeias do Jamari

entrega oficial de contratos de aquisição de terras (59)

O ministro do Desenvolvimento Agrário,  Patrus Ananais, passou 7h em Rondônia, e entre outras atividades da agenda, juntamente com o governador Confúcio Moura, contribuiu para transformar a vida de 157 famílias de agricultores, que receberam, cada uma, contrato de aquisição de lotes de 10 hectares.

 

Na área, onde originalmente funcionou a Fazenda Rancho Alegre, em Candeias do Jamari, vão cultivar hortaliças, árvores frutíferas e criar animais.

A alegria dos novos proprietários de terras era visível. Aleitir José Soares, um mineiro divorciado, que vive com o filho de 15 anos, comemorou. Aos 55 anos, ele detalhou os planos que tem: “vou plantar macaxeira e banana. Depois vejo o que é possível fazer mais. Mas é uma nova história que acontece na minha vida”, disse com emoção.

Com uma trajetória toda desenvolvida como trabalhador rural com a família, e depois como empregado, Aleitir não parava de rir ao concluir que a partir de agora será seu próprio patrão.

 

“Tenho perspectivas naquilo que sempre sonhei: viver da agricultura como meus pais” – Márcio Pereira, agricultor

 

Os lotes, que para o governador Confúcio Moura serão a redenção daquelas famílias, darão uma nova rota para Márcio Pereira da Silva e sua noiva, Jaqueline Xavier. Este é o seu primeiro pedaço de terra, e ele garante que lutou muito para ter direito à conquista. “O pessoal do banco [do Brasil] vai me orientar sobre o que plantar. Mas estou feliz porque tenho perspectivas naquilo que sempre sonhei: viver da agricultura como meus pais”.

O governador de Rondônia explicou que existe uma projeção de que, em pouco tempo, as famílias que estão ligadas às quatro associações de produtores rurais estarão gerando riquezas na faixa de R$ 5 milhões, mensalmente. “Se trabalharem como vocês sabem trabalhar, poderão mandar os filhos para as faculdades, comprar carros, ter muito conforto”, afirmou.

entrega  oficial de contratos de aquisição de terras  (59)

Entrega de títulos foi feita pelo governador e pelo ministro Patrus Ananias

Confúcio prometeu retornar outras vezes para acompanhar o desenvolvimento dos agricultores, que terão assistência técnica, recursos para infraestrutura e estradas abertas, entre outros benefícios.

A Fazenda Rancho Alegre foi adquirida pelas famílias. A área original é de 1.577 hectares e cada proprietário ficou com pouco mais de 10 hectares, pelo valor de R$ 56, 2 mil.

A entrega dos contratos foi organizada pela Coordenadoria da Unidade Técnica Estadual, órgão da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

AGROINDÚSTRIA

O ministro, o governador, o senador Valdir Raupp, deputados estaduais, vereadores e o prefeito de Candeias do Jamari Francisco Soares, também participaram da inauguração da agroindústria de polpas Paraíso, da Associação Agroambiental Paraíso das Acácias, na Linha do Linhão.

O empreendimento vai produzir polpa de manga, acerola, açaí, cupuaçu e maracujá, e poderá vender para qualquer lugar do País.

A recuperação da política que está a serviço da vida, das pessoas mais pobres e da prestação de serviço, foi defendida pelo ministro Patrus Ananias, durante a cerimônia. Segundo ele, não basta investir para que a produção agrícola cresça. “Temos que produzir alimentos de qualidade, cuidar da saúde das pessoas e também da terra”, afirmou, esclarecendo que o excesso de agrotóxicos e sementes transgênicas deve ser discutido seriamente.

Ao referir-se às famílias que necessitam de terras para plantar, Patrus Ananias disse que o governo federal vai investir para que os assentados tenham dignidade e não precisem morar sob lonas.

Agroindústria inaugurada vai aumentar a renda das famílias com a produção de polpa de frutas

Agroindústria inaugurada vai aumentar a renda das famílias com a produção de polpa de frutas

Confúcio Moura revelou que já existem, no estado, mais de 700 agroindústrias, e seu sonho é levar a industrialização para os sítios, chácaras e quintais a fim de mostrar o potencial produtivo do agricultor familiar.

O governador disse ao ministro que a maioria dos municípios do estado originou-se de pequenos núcleos de famílias de agricultores, pessoas que ajudaram a elevar para quase 2 milhões de habitantes uma região que tinha apenas 100 mil moradores.

FUTURA ESCOLA

A comitiva também visitou, em Candeias do Jamari, a área onde será construída a Escola Casa Família Rural (CFR), numa parceria do governo estadual com a concessionária Santo Antônio Energia.

A CFR será uma escola diferenciada que formará técnicos em agricultura e agronegócio. A grade curricular foi programada para contemplar atividades que os alunos desenvolverão nas propriedades com seus pais. A escola terá, além das salas de aula, cozinha, auditório, laboratório de análise de solo e biblioteca, entre outras dependências.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Ésio Mendes
Secom – Governo de Rondônia

Embaixadas confirmam presença no lançamento da 5ª Rondônia Rural Show

Houve uma maratona de visitas às embaixadas sul americanas nesta semana para divulgar a 5ª Rondônia Rural Show. 

 

Ao menos sete embaixadores receberam na quarta e quinta-feira (17 e 18) o vice-governador de Rondônia, Daniel Pereira para tratar do assunto  da feira e ao mesmo tempo  discutir assuntos de comércio bilaterais envolvendo Rondônia e os países vizinhos.

O governo do Estado pretende realizar no dia 6 de abril uma atividade em Brasília, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para fazer o lançamento da Rondônia Rural Show. Será a primeira vez que a divulgação da feira irá sair da fronteira do Estado. A feira está programada para acontecer no município de Ji-Paraná de 25  a 28 de maio de 2016.

O vice-governador destacou a importância do lançamento da feira na capital federal.  Segundo ele, o lançamento em Brasília visa fortalecer o convite perante as entidades federais e também a divulgação com a imprensa nacional e as embaixadas com sede em Brasília.

Daniel Pereira explicou que entre os 130 países que possuem embaixadas em Brasília,  muitos manifestam interesse em produtos de Rondônia. “Estamos visitando pessoalmente a embaixada de alguns países não nos limitando ao convite. Após isso, nós vamos mapear alguns países por área de interesse, por exemplo, a China, nós estamos com o interesse da ferrovia e é um grande consumidor de alimentos e também a Rússia. Então a gente tem que mapear possíveis países que tenham interesses e agendar uma visita”, assinalou.

Quanto aos países europeus, Daniel Pereira  enfatizou que já existem alguns contatos com franceses e espanhóis na embaixada e irá aproveitar para alavancar as conversas. “Nós temos interesse de pegar o nosso principal produto, que é o gado e tentar atender as exigências do mercado europeu para ter mais um mercado de consumo da nossa produção” afirmou.

Já, na Embaixada do Paraguai,  mesmo sabendo que o país vizinho tem a mesma característica de produção de Rondônia e no mercado internacional ser um concorrente, Daniel Pereira explicou que o Paraguai desenvolveu uma expertise significativa na produção de barcos, e Rondônia necessita dessa experiência.  “Convidamos empresários paraguaios para apresentarem-se em Rondônia para visitar os empresários que atuam nessa área para uma troca de informação, de intercâmbio, e, quem sabe até a aquisição de equipamentos”, asseverou.

De acordo com Daniel Pereira, na medida em que está  visitando os países, se descobre algumas áreas de interesses em comum que Rondônia possa ter. Na Colômbia, por exemplo, é possível fazer uma série acordos.   “Eles querem implementar a agricultura  familiar que é o modelo da agricultura de Rondônia. Hoje 80{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das nossas propriedades de Rondônia são de pequenas propriedades, tanto é que quando falamos da feira agropecuária, prontamente a Embaixada se manifestou favoravelmente em presentificar-se ao lançamento em Brasília e em Ji-Paraná.

Durante a agenda da semana, Daniel Pereira visitou as embaixadas do Equador, Colômbia, Paraguai, Panamá, Uruguai e Argentina, além do encontro com empresários chineses.

Texto: Zózimo Macêdo
Fotos: Zózimo Macêdo
Secom – Governo de Rondônia

Produtores de Itapuã aprendem a fazer silagem

Agricultores familiares de Itapuã do Oeste realizaram uma excursão no dia 03 de fevereiro, à Fazenda Minas Paraná para conhecer a técnica de silagem do milho usada para alimentação do rebanho bovino da fazenda.

 

A excursão foi organizada pelos extensionistas da EMATER-RO em Itapuã, contou com a participação de 38 produtores de leite e teve a parceria do Sindicato Rural do município.

A fazenda anfitriã está localizada na BR 364 no município de Candeias do Jamari e pertence ao pecuarista Silas Gonçalves do Nascimento, que planta 24ha de milho para produção de silagem e tem conseguido uma produtividade de 35 toneladas do produto por hectare.

A técnica de produção de silagem de milho utiliza a fermentação anaeróbica da biomassa, ou seja, sem a presença de oxigênio, para baixar o PH do produto e conseguir a conservação com aproveitamento integral do milho, grãos e palha, tudo transforma-se em forragem.

O objetivo dos agricultores nesta excursão foi conhecer essa tecnologia considerada pelos técnicos da EMATER-RO como o meio mais eficaz para produção e conservação de forragem para ruminantes, acessível a grandes e pequenos criadores.

A silagem é uma técnica de conservação da forragem que mantém todas as suas propriedades nutritivas que permite e facilita a suplementação alimentar dos rebanhos em períodos de escassez de pasto, como é o caso do nosso verão amazônico, período entre junho e outubro.

Durante o período de estiagem cujo pico acontece no mês de agosto de cada ano, o criador de gado tem dificuldades para alimentar seus rebanhos com destaque para o rebanho leiteiro, que sofre forte queda na produtividade de leite.

Os participantes da excursão puderam ver de perto as diferentes etapas da produção da silagem, desde o cultivo do milho, ponto de colheita, sistemas de silagem, preparo e compactação da biomassa.

 

 

 

 

Texto de Enoque de Oliveira

Informações e fotos do Esloc de Itapuã.

OIE aprova pedido de zona livre da peste suína clássica para Rondônia e mais 13 estados e o DF

Status vai garantir e ampliar novos mercados para a carne brasileira.

 

Quatorze estados e o Distrito Federal estão um passo de receber o certificado de zona livre da peste suína clássica. A comissão científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aceitou o pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para ampliar o status de zona livre da doença para o DF, Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Também estão nessa lista os municípios de Guajará, Boca do Acre, sul do município de Canutama e sudoeste do município de Lábrea, no Amazonas.

“Esta conquista é resultado de um grande esforço da defesa agropecuária e um reconhecimento da competência técnica brasileira”, comemora o secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luis Rangel.

Atualmente, apenas dois estados já têm o certificado de zona livre da peste suína clássica: Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O status foi conquistado em maio do ano passado, durante a 83ª Sessão-Geral da OIE, em Paris.

A doença, causada por um vírus, é altamente contagiosa e tem notificação compulsória para a OIE. Provoca febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, paralisia nas patas traseiras, dificuldades respiratórias e pode levar à morte do animal. Os últimos casos foram registrados no Brasil em agosto de 2009, no Amapá, Pará e Rio Grande do Norte.

Agora, com o referendo da OIE para os 14 estados e o DF, os 180 países-membros da organização terão 60 dias para se manifestar tecnicamente sobre o assunto. “Caso haja algum questionamento, o ministério vai manter uma equipe de prontidão para esclarecimentos”, diz o chefe do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques. Superada essa etapa, o pedido vai para a assembleia da OIE para votação final (22 a 27 de maio, em Paris) e posterior entrega do certificado ao Brasil.

Segundo o secretário, o reconhecimento será uma garantia de manutenção dos mercados internacionais para a carne suína brasileira. “Nós, do Brasil, nos manteremos no topo das condições sanitárias, evitando retaliações de outros países e ocupando espaço de mercados que, porventura, não tenham status de zona livre da doença”, avalia Marques.

A ministra Kátia Abreu lembra que 99{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das indústrias processadoras de carne suína estão nos dois estados que já são livres da peste suína clássica e nos outros que agora devem obter o certificado da OIE. “O desafio daqui para frente é fazermos com que todos os estados brasileiros tenham o mesmo status”, projeta a ministra.

Veja aqui o documento enviado pela OIE ao Mapa aceitando o pedido do Brasil.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
Viviane Novaes
viviane.novaes@agricultura.gov.br
imprensa@agricultura.gov.br

Pequeno agricultor é incentivado a plantar café na região de Presidente Médici

Rondônia é o quinto maior produtor de café do Brasil, o segundo de Robusta, e apresenta ganho de produção significativo.

 

Durante a solenidade de inauguração da Agência de Rendas de Presidente Médici, o governador Confúcio Moura incentivou os pequenos produtores rurais da região a plantar café.

“O café é um produto que movimenta a economia do estado”, destacou o governador, otimista com o crescimento da produção do grão em Rondônia.

Confúcio fez um apelo direto ao produtor rural: “troque o plantel, melhore a genética do rebanho e dobre a produção do leite, mas também plante uma área de café”.

Esta comparação utilizada pelo governador está associada ao hábito do pequeno produtor em manter o investimento apenas no gado leiteiro.

“O café é um produto rico, traz ganhos reais ao produtor e alavanca a economia da região”, disse Confúcio Moura, motivando o agricultor a plantar até cinco hectares da espécie Conilon em cada propriedade.

Rondônia é o quinto maior produtor de café do Brasil, o segundo de Robusta, e apresenta ganho de produção significativo. Entre 2011 e 2015, a safra do Conilon triplicou, batendo a marca de 1,8 milhão de sacas. Para 2018, a meta é colher três milhões de sacas, segundo estimativa do governador.

A Conilon BRS Ouro Preto, por exemplo, é uma cultivar clonal desenvolvida especialmente para produzir bem em Rondônia. A espécie apresenta excelente produtividade e rendimento. Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que a BRS Ouro Preto permite produção de 80 sacas por hectare, sem irrigação, e, em área irrigada, a produção pode chegar a 130 sacas, por hectare.

Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia

Deputados elegem presidente e relator da CPI que investiga frigoríficos

Adelino Follador (DEM) é o presidente; Ribamar Araújo é o vice, e Lazinho da Fetagro (PT) é o relator.

 

O deputado Adelino Follador (DEM) foi escolhido presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) composta para apurar a possível formação de cartel dos frigoríficos de abate de bovinos em Rondônia. O vice-presidente é o deputado Ribamar Araújo e o relator é o deputado Lazinho da Fetrago (PT). Todos foram eleitos por unanimidade.

Os demais membros da CPI são os deputados José Lebrão (PTN) e Laerte Gomes (PEN). A primeira reunião da comissão aconteceu na manhã desta quinta-feira (18), no Plenarinho. O primeiro tema discutido foi justamente a eleição do presidente, do vice e do relator.

Segundo Follador, o principal objetivo da CPI é apurar os motivos do aumento considerável do preço da carne bovina no Estado, uma vez que o preço da arroba do boi está em baixa. De acordo com o presidente da comissão, além do arrocho no preço da carne, a CPI deverá apurar vários critérios incluindo a isenção fiscal cedida pelo Estado aos frigoríficos.

O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PP), participou da reunião e sugeriu que a CPI ouça primeiro o setor produtivo, para assim, os membros poderem ter embasamento de todos os problemas que a cadeia produtiva vem sofrendo em Rondônia.

“Essa classe tem informações que precisam ser oficializadas e com a instalação da CPI, esses dados precisarão ser levantados e levados em consideração”, afirmou Maurão de Carvalho.

O presidente da Casa se comprometeu a disponibilizar toda a assessoria necessária para dar suporte ao andamento dos trabalhos da CPI, e garantiu que os membros terão “carta branca” para, inclusive, a contratação, se necessário, de economistas, assessoria jurídica e demais técnicos especialistas para garantir toda sustentação técnica à CPI.

Maurão disse acreditar na competência de cada deputado e confiar na seriedade da CPI, a qual afirmou ter certeza que irá até o final e trará resultados favoráveis aos pecuaristas, independente de ser um pequeno ou grande produtor. Para o presidente, o objetivo é resgatar o prejuízo que os frigoríficos estão gerando para o povo de Rondônia de uma forma geral.

Adelino Follador agradeceu o apoio do presidente Maurão e afirmou que o suporte técnico aliado às informações a serem levantadas através dos produtores representam uma forma de a CPI se municiar com dados importantes e concretos para contrapor as indústrias frigoríficas.

Adelino Follador ressaltou que a CPI nasceu da omissão e indiferença por parte dos empresários do ramo, que não compareceram em nenhuma das reuniões realizadas para discutir o assunto na Assembleia Legislativa.

“Agora vamos até onde for preciso para que possamos descobrir os motivos que levaram o preço da nossa carne a um valor tão elevado, gerando prejuízos absurdos aos pecuaristas e prejudicando o consumidor final, que é o nosso foco”, declarou Follador.

Após votação, os deputados definiram que as reuniões da CPI serão realizadas todas as segundas-feiras, às 15h, no Plenarinho da Assembleia. Na primeira reunião, marcada para o próximo dia 22, será definido o calendário das oitivas.

O relator da CPI, Lazinho da Fetagro, propôs uma reunião interna posterior à reunião de votação, junto à Assessoria Jurídica da Casa, para a definição dos próximos passos a serem tomados, como a organização do calendário das oitivas.

Segundo Lazinho, convocações e proposições acontecerão conforme o levantamento das ações progressivas da CPI. A sugestão do vice-presidente foi votada e aprovada pelos demais integrantes.

O vice-presidente, Ribamar Araújo, pediu aos colegas que os trabalhos da CPI sejam tratados com muita serenidade, imparcialidade, cuidados durante as declarações e que vaidades sejam deixadas de lado.

“Temos que tomar muito cuidado porque o objetivo não é favorecer apenas o pecuarista, mas acima de tudo a sociedade”, declarou o parlamentar.

Ribamar Araújo disse que todos os deputados têm conhecimento de que o preço do boi está baixo apenas para o produtor rural, no entanto, “o consumidor lá na ponta está pagando muito caro”, citou.

De acordo com a Assessoria Jurídica da Assembleia, a CPI é uma peça inicial para apuração de um determinado caso, onde o objetivo é o agrupamento de provas, inquirir quem necessário for, onde ao final é elaborado um relatório contendo todos os fatos, incluindo crimes, se ficar constatado durante o desenrolar das ações da CPI, e posteriormente o encaminhamento ao Ministério Público (MP) para as providências necessárias.

“Essa CPI tem um foco, e não iremos fugir dele. E se preciso for, iremos questionar, rever e até alterar a Lei de Isenção Fiscal”, alertou Adelino Follador.

 

ALE/RO – DECOM – [Juliana Martins]

Fotos: José Hilde 

Crédito Fundiário em Candeias do Jamari

Agricultores do município de Candeias do Jamari são beneficiados com três grandes ações do governo, que entrega os documentos das terras adquiridas por 157 famílias que tiveram a felicidade de comprar seus lotes de terras rurais, através do programa oficial conhecido como Crédito Fundiário, e saem da condição de sem terras para a de proprietários rurais.

 

E tem ainda nesta quinta, a inauguração de uma agroindústria familiar, participante do Programa Estadual de Verticalização da produção (Prove),  no assentamento Paraíso das Acácias  e o lançamento da pedra fundamental da Escola Casa Familiar Rural Zilda Arns no assentamento Flor do Amazonas.

Logo no inicio da tarde, um grupo de autoridades lideradas pelo governador Confúcio Moura e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário Patrus Ananias visitam as comunidades do assentamento Paraíso das Acácias onde inauguram uma agroindústria de polpas de frutas, na propriedade do agricultor Sandoval Cordeiro de Souza.

A agroindústria deverá beneficiar cerca de 500 famílias que poderão fornecer as frutas para funcionamento da indústria, garantindo uma renda extra com o aproveitamento das frutas que muitas vezes se perdiam nos pomares. A capacidade instalada da indústria é para produção de 50 toneladas de polpas por mês.

Depois da inauguração a comitiva de autoridades segue para o assentamento Flor do Amazonas, para o lançamento da pedra fundamental da Escola Casa Familiar Rural, que será construída pelo programa de compensações sociais das usinas hidroelétricas do Madeira.

Para encerrar a maratona oficial, o governador e ministro entregam 157 documentos de terras para agricultores de quatro associações rurais, que compraram seus lotes de terras financiados pelo Programa Crédito Fundiário do MDA, que é operacionalizado em parceria com o Governo do Estado de Rondônia, através da Secretaria de Estado da Agricultura – Seagri e com assistência técnica da Emater-RO.

O volume de recursos destinado a compra de terras é de 8.836.575 reais, acrescidos de 477 mil para custas cartoriais, e mais 3.702.638 reais para implantação de infra-estrutura básica. Além desses valores que já fazem parte do contrato de financiamento do Crédito Fundiário, agricultores terão disponibilizados  4.788.500 reais para financiar suas moradias através do Programa Nacional de Habitação Rural. 

 O novo assentamento fica na antiga fazenda Rancho Alegre e tem uma área total de 1577 hectares, cada agricultor assentado disporá de um lote de terras com um pouco mais de 10 hectares, e juntamente com os documentos da terra o governo entrega 180 toneladas de calcário para os agricultores e anuncia a abertura de 15 km de estradas e a recuperação de mais oito quilômetros, tudo para promover e garantir o escoamento da produção dos novos assentados.

Texto: Enoque de Oliveira

Fotos: Irene Mende

Instituto Abaitará é oportunidade para ação transformadora, diz governador na entrega de novas instalações da escola

Régis Capeleto

As novas instalações do Instituto de Educação Rural Abaitará, localizado na RO-010, a 32 quilômetros de Pimenta Bueno, foram entregues pelo governo de Rondônia em ato que reuniu na quadra poliesportiva recém-construída parlamentares, autoridades locais, secretários de Estado, técnicos, a direção, alunos e professores.

 

Além da quadra, foram entregues aviário, aprisco (criação de carneiros), curral, pocilga, laboratório de informática, alojamentos para alunos e salas de aula. Construídas pela construtora ML Engenharia, as obras resultam de investimentos no montante de R$ 4 milhões e 600 mil provenientes do  Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica (Pidise).

O programa é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e elenca dezenas de obras em Rondônia nas áreas da saúde, educação e segurança pública entre outras, no valor de quase meio bilhão de reais.

Ao chegar ao Instituto Abaitará, transformado em autarquia em sua gestão, o governador Confúcio Moura inicialmente conversou com estudantes, interrogando sobre suas preferências de estudo e convivência longe das famílias. Os 120 alunos, de mais de 30 municípios de Rondônia, têm aulas práticas e teóricas e dormem no local. Eles desenvolvem rotina de estudos com hortas, ordenha de animais, plantio de cacau e outras culturas, viveiros e compostagem entre outras atividades.

Depois, no ato em que anunciou a entrega das instalações, o governador Confúcio Moura disse que o Instituto Abaitará é uma oportunidade para os estudantes do curso técnico em agroecologia levarem uma mensagem transformadora para suas famílias, na maior parte dedicadas à produção agrícola, para que promovam “o uso correto e manejado do solo”.

“Quando cheguei a Rondônia a ordem era desmatar. Agora, o conceito é outro. Hoje não tem mais isso de sair desmatando, não. Vocês tem uma responsabilidade grande em sair daqui e difundir ações transformadoras para seus pais”, disse o governador.

Confúcio Moura sublinhou que o estado assumiu o Instituto Abaitará, com 270 hectares de floresta nativa, com a perspectiva de injetar conhecimento e promover uma consciência ambiental que dê relevo à riqueza da manutenção da floresta em pé.

“Não temos o direito de destruir nascentes dos rios, as florestas e os solos. Não precisamos fazer isso.  Esta é minha mensagem para vocês. A floresta é uma riqueza. Vamos plantar floresta, é rentável para a economia. Rondônia já nos deu muito. Chegou a hora de dar conhecimento, de mudar”, concluiu.

O governador acrescentou: “Vocês que estão estudando agroecologia tem de ter conhecimento profundo dos solos. Essa escola é uma oportunidade para isso. Se saírem dela sem saber quais as espécies florestais aqui estão, então não adiantou nada”, disse.

SATISFAÇÃO

Regis Capelato é um jovem decidido e extrovertido. Conta que já se sente feliz no Instituto Rural de Educação Abaitará, que ganhou autonomia administrativa ao se transformar numa autarquia na administração Confúcio Moura. “Eu já me sinto em casa, estou bem e feliz”, disse, sorridente.

Régis Capeleto

Régis Capelato se sente feliz na escola

“Um amigo meu que estudou no segundo ano me falava muito bem do lugar. Então resolvi pesquisar sobre o Abaitará, gostei e resolvi fazer a prova para entrar. Passei em 17º lugar”, conta. Quer fazer agronomia na federal (Unir) de Rolim de Moura.

A assistente social Telma Pinto, funcionária da Emater com pós-graduação em Agroecologia, chegou junto com os novos alunos. Feliz em contribuir no Instituto Abaitará, disse que os estudantes são muito bem tratados e os professores têm excelente preparo.

É o que disse também o estudante do terceiro ano do curso de técnico em agroecologia Luiz Miguel Ferreira de Souza, de 16 anos. Teve aulas com profissionais portadores de doutorado e mestrado, e sua intenção é talvez cursar medicina veterinária. A família tem propriedade em São Francisco do Guaporé, onde cria gado de corte, e neste último ano de curso Miguel vai decidir pelo curso superior. Até lá, está feliz e integrado à natureza.

Tayla Maria dos Santos, de 17 anos, também chegou na segunda-feira. Os avós tem sítio e sempre gostou do campo, por isso resolveu cursar o Instituto Abaitará. A família planta café e cria gado em propriedade localizada em Costa Marques. Sentada no banco com os novos amigos, sentirá saudade, mas está no caminho que traça para o futuro – quer fazer agronomia.

GESTÃO

A diretora Eliane Cristina Faria disse que o Instituto Abaitará é uma missão de vida, é um casamento. “Impregna a gente de tamanha forma que vamos tocando, sonhando, planejando, executando, fazendo. Agradeço muito o governador pelo carinho e olhar que ele tem pela educação de Rondônia, em especial pelo nosso Instituto”, disse.

O Abaitará acolhe alunos de mais de 30 municípios, que frequentam em regime de internato o curso de técnico em agroecologia

O Abaitará acolhe alunos de mais de 30 municípios

Eliane Cristina disse ainda que o Instituto Abaitará é exemplo de cooperação porque para seu funcionamento estão envolvidos profissionais da Emater, Secretaria de Estado da Educação, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) e outras instituições, fazendo outro agradecimento – à equipe técnica do Pidise e ao secretário George Braga (Planejamento).

O presidente da Câmara de Vereadores de Pimenta Bueno, Paulo Adail, disse ter sido uma atitude correta quando o legislativo local decidiu fazer a doação da área de terras do Instituto ao estado. “Essa instituição oferece oportunidade que poucos têm. Avança a educação em Rondônia e avança a passos largos”, disse, reconhecendo a qualidade do ensino oferecido.

O secretário George Braga, coordenador geral dos contratos do Pidise, disse que o ato de entrega das instalações significa “fazer um pouquinho de história”. Ele relembrou quando o governador idealizou o projeto e o “sonho aconteceu”. “Aqui é o processo de uma futura faculdade rural”, afirmou.

Representantes da Assembleia Legislativa no evento, os deputados Cleiton Roque, Só na Bença e Laerte Gomes anunciaram a intenção de destinar emendas de bancada para fortalecer o Instituto Abaitará, com novos investimentos. Só na Bença adiantou que irá trabalhar para que todos os 24 deputados estaduais destinem cada um emenda no valor de R$ 50 mil.

Estiveram presentes ainda o prefeito de São Felipe, José Luiz; o vice prefeito José Mendes; a vice-prefeita de Pimenta Bueno Ana Bastos; Paulo Aquino, da residência do DER de Cacoal; vereador Marquinhos de Pimenta Bueno e Maria Emilia Silva, assessora técnica, que atua no acompanhamento dos contratos do Pidise; a vice-diretora do Instituto Abaitará Lucilene Gonçalves e secretários das regionais de Governo em Cacoal e Rolim de Moura.

Texto: Mara Paraguassu
Fotos: Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia

CPI que vai apurar possível formação de cartel dos frigoríficos define os membros

Composta por cinco deputados, Comissão terá 90 dias para a apuração dos fatos.
 

A Assembleia Legislativa definiu a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com a finalidade de apurar a possível formação de cartel dos frigoríficos de abate de bovinos, em Rondônia.

O ato 001/16 foi lido na sessão ordinária desta quarta-feira (16). Integram a CPI os deputados José Lebrão (PTN), Ribamar Araújo, Lazinho da Fetagro (PT), Laerte Gomes (PEN) e Adelino Follador (DEM). A CPI terá 90 dias para apurar os fatos, podendo o prazo ser estendido, se houver necessidade.

No final do ano passado, foi aprovado o requerimento 397/15, de autoria coletiva, que constitui a CPI. Agora, com a definição dos cinco membros, os trabalhos vão iniciar, com a escolha do presidente, do vice-presidente e do relator.

“A Assembleia tem acompanhado com preocupação a queda na arroba do boi, pago pelos frigoríficos aos produtores. E a CPI ocorre como uma forma de buscar proteger o nosso rebanho e a nossa economia. A carne não baixou nos açougues, mas os criadores perderam e somente os frigoríficos ganham”, destacou o presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PP).

Os trabalhos da CPI devem se concentrar em ouvir pecuaristas, representantes de frigoríficos, membros do Governo ligados à pecuária e também às Finanças.

“A concessão de incentivos fiscais é uma questão que precisa ser revista, pois os frigoríficos recebem o benefício e em troca, tem fechado plantas frigoríficas, causando desemprego, e praticado preços na arroba do boi inaceitáveis”, completou Maurão.

 

ALE/RO – DECOM – [ Eranildo Costa Luna ]

Foto: Ana Célia e José Hilde

 
 

Patrulha Rural apresenta resultado das ações realizadas em dois anos no Vale do Jamari

O projeto iniciou as ações em 2013 em parceria com o  Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Rondônia (Incra) com o nome ‘Paz no Campo.

 

O Programa Patrulha Rural, idealizado e implantado pelo governo de Rondônia para combater a violência na área rural do Vale do Jamari, causada por conflitos agrários gerado pela invasão de terras, realizou de julho de 2013 a dezembro de 2015 pelo menos 676 patrulhamento, resultando na apreensão de 40 armas, recuperação de veículos e  prisão de 139 pessoas.

O projeto iniciou as ações em 2013 em parceria com o  Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Rondônia (Incra) com o nome ‘Paz no Campo’, por um período de seis meses,  sob o comando do 7º Batalhão de Ariquemes. O governo estadual disponibilizava o efetivo, viaturas e equipamentos necessários, enquanto o Incra arcava com as diárias para a equipe ir a campo.

As ações de patrulhamento rural para identificar criminosos, recuperar veículos roubados e assegurar o direito à propriedade das áreas invadidas, e que se tornaram alvo dos ataques violentos por grupos armados, eram desenvolvidas por policias voluntários, inscritos no projeto.

Diante da necessidade e, o resultado positivo do projeto, a Secretaria de Estado da Segurança Defesa e Cidadania (Sesdec), juntamente com a o 7º BPM, decidiu efetivar a ação no início de 2014, no Vale do Jamari, como programa do governo estadual, com a denominação de Patrulha Rural.

Texto: Suelly David
Fotos: 7º BPM
Secom – Governo de Rondônia