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Governo de Rondônia suspende 9ª edição da Rondônia Rural Show devido ao avanço da Covid-19

O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), suspende a 9ª edição da Rondônia Rural Show  Internacional, em virtude do avanço do coronovírus no Estado. A feira estava prevista para acontecer no período de 25 a 29 de maio de 2021, no Centro Tecnológico Vandeci Rack de Ji-Paraná. Ainda não há uma data determinada para a realização da feira.

De acordo com a Coordenação da Rondônia Rural Show Internacional, a feira foi adiada em respeito ao protocolo de segurança de saúde no enfrentamento ao coronavírus, visando proteger a vida dos produtores rurais, empresários, expositores e também dos visitantes que se fariam presentes do evento.

Em 2019, os negócios na feira, movimentaram mais de R$ 700 milhões

A expectativa para a realização do evento é a garantia de vacinação da população. “Nós lamentamos muito o atual cenário que estamos vivenciando em decorrência do coronavírus, tendo esperança de que grande parte da população seja vacinada”, disse a coordenadora da feira, Regiane Lucas.

“A feira não vai acontecer neste primeiro semestre, vamos acompanhar a evolução do quadro de vacinação contra a Covid-19 e, se possível, realizar a feira no segundo semestre. Com a orientação do governador, coronel Marcos Rocha, vamos realizar o evento quando realmente tivermos uma segurança de que a população esteja bem”, explicou o secretário da Seagri, Evandro Padovani.

A Rondônia Rural Show Internacional, maior feira do agronegócio da região Norte, beneficia produtores rurais, empresas e instituições governamentais com inovações tecnológicas que refletem positivamente na economia do Estado. Em sua 8ª edição, obteve um satisfatório número de público e volume de negócios, que somaram em 2019, mais de 120 mil participantes, 600 expositores, onde disponibilizou inúmeras intervenções educativas e pedagógicas em palestras voltadas ao agronegócio. Os negócios em todos os setores totalizaram mais de R$ 700 milhões, considerando as vendas realizadas nas sete Rodadas de Negócios e nos quatro dias de feira.

Fonte
Texto: Sara Cicera
Fotos: Jeferson Mota
Secom – Governo de Rondônia

Carne bovina: Com real desvalorizado, China continuará comprando do Brasil

A semana foi marcada por altas expressivas da arroba do boi gordo, principalmente na praça São Paulo. Nesta quinta-feira, 4, as negociações chegaram a R$ 310, no preço bruto e à vista. Com a recuperação da economia em importantes compradores de proteína na Ásia e União Europeia, existe uma tendência de demanda ainda mais aquecida pela carne bovina brasileira. Mas, em contrapartida, o pecuarista está bastante preocupado com a alta dos custos de produção.

Para o comentarista do Canal Rural Miguel Daoud, a diminuição da oferta e câmbio elevado são os principais fatores para alta da arroba. “Se tem alta no preço, significa que a procura está mais alta do que a oferta e, hoje, não tem animal dada a necessidade de demanda”, afirma.

Ainda segundo o comentarista, a China vai continuar importando carne bovina brasileira, mas pecuarista deve se manter em alerta. “Na medida que o real se desvaloriza, a China vai continuar demandando, porque o nosso mercado é interessante. A procura não será apenas por proteína, mas também de grãos, o que pode puxar os preços”, alerta.

Com inseguranças em relação ao câmbio e à vacinação no Brasil, a demanda deve se segurar pela retomada da economia mundial. “Temos alguns problemas em relação ao mercado, não só o do boi, então temos que tomar cuidado porque estamos tendo uma pressão nos custos de alta e isso pode provocar uma ruptura”, finaliza.

 

Por Canal Rural

Energia solar vai levar eletricidade a 5.000 pessoas do Pantanal até 2022

O governo de Mato Grosso do Sul apresentou na terça-feira, 2, o projeto “Ilumina Pantanal”, que levará eletricidade, por meio de energia solar, a mais de 5.000 pessoas que moram no pantanal sul-mato-grossense.

O secretário de Agricultura, Jaime Verruck, participou da solenidade e contou que o projeto surgiu da obrigação legal da universalização da energia elétrica e atenderá uma região do estado ainda desprovida.

Segundo ele, trata-se da maioria iniciativa de energia limpa em um único bioma através de política pública. “Ficamos três anos trabalhando sobre impactos ambientais e melhores tecnologias. Chegamos a um projeto que hoje consiste em universalizar energia elétrica no pantanal através de 101 pontos de energia convencional e elevar para 2.066 os pontos de energia solar no estado, que será armazenada em uma bateria para ser utilizada à noite”, diz.

A partir de julho, a maioria das unidades consumidoras atendidas terão instalados microssistemas individuais de geração solar fotovoltaica e armazenamento de energia excedente em baterias.

Energia solar dará melhores condições aos pantaneiros

Verruck acrescenta que o projeto vai promover um salto na qualidade de vida da população de toda a região pantaneira, além de ganhos significativos para as atividades econômicas das comunidades ribeirinhas e de produtores rurais.

“Sempre falamos muito da qualidade de vida do produtor pantaneiro, da dignidade e de garantir futuras gerações. Nós vamos, com a energia elétrica, melhorar a qualidade de vida e trazer perspectiva para o futuro”, diz.

Todos esses investimentos virão sem custos ao consumidor, que arcará apenas com a tarifa social. “Ao longo do projeto, conseguimos fazer uma caracterização técnica no programa e o Conselho de Consumidores teve papel fundamental para podermos usar recursos do período de fundos nacionais de energia elétrica. Com isso, os investimentos não serão pagos nem pela tarifa nem pelos beneficiários”, diz Verruck.

Ao todo, 2.167 unidades consumidoras serão beneficiadas pelo projeto até 2022, o que representa em torno de 5 mil habitantes, espalhados por uma área de 90 mil km², nos municípios de Corumbá, Aquidauana, Coxim, Ladário, Porto Murtinho, Rio Verde e Miranda. Desse grupo, 77 famílias já foram atendidas por rede de distribuição convencional, e agora 2.090 serão atendidos por sistemas individuais cuja fonte de energia é solar.

Por Canal Rural

Novo inseticida atua no controle de todas as fases do percevejo

A IHARA apresenta a grande novidade do inseticida Maxsan para a cultura da soja. Agora, com efeito 4Max, este produto torna-se único no controle de todas as fases do percevejo e da mosca-branca ao possuir características inovadoras através das ações que a nova tecnologia 4Max proporciona na lavoura: efeito de choque, efeito ovicida com menor percentual de ovos eclodidos e adultos estéreis, e efeito de redução populacional, o que contribui para a redução da população dessas pragas que chegam a fase reprodutiva, além do aumento do intervalo entre posturas.

De acordo com as informações divulgadas pela empresa, o produto é exclusivo e inédito no Brasil, desenvolvido a partir de molécula altamente inovadora. A iIHARA investiu em estudos e comprovou que ele tem um efeito muito mais completo ao agir em todas as fases dessas pragas, proporcionado alto poder de controle, além de ser único com duplo residual e efeito ovicida para percevejo na soja.

Por: AGROLINK –Aline Merladete

 

 

Mostra Flores e Feira Agroindustrial é realizada de forma online

A 11ª Mostra Flores e Feira Agroindustrial se adapta à nova realidade e reúne os expositores em um único ambiente virtual. No portal da Mostra Flores o consumidor encontrará itens de moda, móveis, vinhos, casa, gastronomia, serviços e produtos agroindustriais. O projeto, que iniciou neste mês, é uma vitrine para oportunizar que os expositores tenham visibilidade e realizem negócios, além de apresentar os roteiros e atrativos turísticos de Flores da Cunha.

As agroindústrias, que tem um peso importante para a economia dos municípios da Serra, é um dos destaques do evento online, que deve se estender até o final de maio. As agroindústrias se somam aos demais expositores para que o público possa conhecer produtos diferenciados e reconhecidos pela sua qualidade, feitos de modo artesanal. Até o momento, doze empreendimentos da região estão presentes no portal (www.mostraflores.com.br) e podem ser contatados para disponibilizar seus produtos, mas esse número deverá ser ampliado com a inclusão de novos estabelecimentos.

As agroindústrias familiares oferecem uma gama variada e ampla de produtos. São opções em geleias, doces, sucos, vinhos, queijo empanado, compotas, espumantes, conservas, massas, pães, biscoitos e bolos, entre outros.

O setor agrário também se fortalecerá na Mostra Flores e Feira Agroindustrial com a realização de lives sobre temas técnicos agrícolas. As transmissões online com temas específicos são uma excelente opção para os agricultores e interessados se capacitarem. Afinal, na Serra Gaúcha são mais de 30 mil propriedades rurais familiares.

A feira é uma realização da Terra do Galo Positiva, com apoio da Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Flores da Cunha e Nova Pádua, Prefeitura de Flores da Cunha, Senar-RS, Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, Centro Empresarial e Circulo Saúde.

Por: EMATER – RS

Crédito Fundiário apoia cerca de 200 famílias com terras para a agricultura

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A Prefeitura de Porto Velho está auxiliando os interessados em adquirir terras para fins de produção na agricultura familiar, através do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) – Terra Brasil. O suporte é oferecido através da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric). A meta é atender até 200 famílias.

O PNCF – Terra Brasil tem condições especiais para a aquisição de lotes para quem pretende iniciar atividades no setor rural. O secretário da Semagric, Luiz Cláudio, explica que as terras destinadas às famílias de Porto Velho já foram adquiridas. “A terra tem um dono, atualmente. Mas esperamos que até o fim do programa este terreno tenha 200 proprietários”, explicou.

 

A equipe técnica da Semagric esteve na área que será destinada às famílias, na Estrada Areia Branca. Segundo Luiz Cláudio, ao final do programa, as famílias contempladas também estarão gerando emprego e renda.

“A Semagric vai ajudar. Somos parceiros no projeto. Inicialmente, auxiliamos no cadastramento e enviando as inscrições para o centro técnico que é ligado ao Ministério da Agricultura, onde é feita a avaliação. Lá é verificado se as famílias se encaixam no programa”, destaca o secretário.

Os recursos do programa são geridos pelo Banco do Brasil (BB). Podem se inscrever no programa pessoas que, comprovadamente, vivem da agricultura nos últimos cinco anos, além de filhos de produtores rurais e técnicos agrícolas. Os interessados devem acessar aqui e fazer o cadastro.

“Todos os programas da secretaria de apoio ao produtor rural estarão presentes aqui. São iniciativas voltadas para o desenvolver a agricultura, a piscicultura, o calcário. E tudo isso, além de gerar emprego e renda no campo, vai retornar para o município com arrecadação, ou seja, estamos, também, ajudando a fomentar a economia do nosso município”, afirma.

Além disso, a Semagric também atua na garantia do tráfego, já que será responsável no melhoramento da estrada que dá acesso ao local onde as famílias serão instaladas.

Essa é a primeira vez que Porto Velho faz parte deste programaEssa é a primeira vez que Porto Velho faz parte deste programa

“Esse é um compromisso da gestão Hildon Chaves, é a vertente voltada para a agricultura familiar. O programa em especial que tem uma visão social muito importante. Vai atender famílias que abastecem a cidade. Vamos fortalecer a economia. Cada real investido no campo retorna, em média, multiplicado por oito na economia”, finalizou.

O PROGRAMA

O Programa Nacional de Crédito Fundiário é iniciativa do governo federal e tem como foco o acesso à aquisição da primeira terra. Os produtores com renda abaixo de R$ 23 mil por ano são o público-alvo. O pagamento dos lotes tem prazo de até 25 anos, com carência de 36 meses.

Essa é a primeira vez que Porto Velho faz parte deste programa, que é dividido em nove etapas segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Inicia com a indicação do terreno e segue pela fase de análises estadual e municipal, além da financeira.

Por enquanto, 30 famílias estão inscritas no PNCF – Terra Brasil em Porto Velho. Segundo a Semagric, as inscrições estarão abertas até que todas estejam preenchidas.

Texto: Jefferson Carvalho
Fotos: Leandro Morais

Raça Gir Leiteiro perde um de seus principais touros

Aquele que era um dos mais importantes touros da raça Gir Leiteiro, Dragão TE, teve sua morte anunciada no dia 1º de março. Líder do Sumário Embrapa de 2017, o touro obteve uma das maiores valorizações da sua raça, quando 50% de suas cotas foram comercializadas por quase meio milhão de reais.

“Uma genética única, especial e filhas simplesmente maravilhosas. Com toda a certeza, acrescentou muito para a bateria de líderes de nossa empresa”, explica o Gerente de Produtos da Alta Genetics, Guilherme Marquez.

Filho de CA Sansão e Laga dos Poções, Dragão TE teve ao longo de sua vida produtiva, mais de 50 mil doses comercializadas, contribuindo de forma decisiva para o bom momento da raça Gir Leiteiro.

Proveniente da Índia, assim como o Nelore, a raça Gir Leiteiro é uma das mais antigas do planeta. Chegou ao Brasil em 1911 e se concentrou inicialmente no triângulo mineiro. Uma de suas grandes características é a boa resistência a parasitas, dispensando o uso de medicamentos e carrapaticidas que deixam resíduos no leite.

Por: AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA

Na Região do Café, bovinocultura leiteira movimentou mais de R$ 50 milhões em 2020

Com o início da pandemia, o valor do litro de leite assustou produtores rurais em todo o Estado de Rondônia. Em março de 2020, caiu pela metade o valor pago por cada litro de leite. Isso desanimou muitos leiteiros na Região do Café. O número de propriedades acompanhadas pelo Governo de Rondônia por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), com atividade leiteira, reduziu de 1.045 em 2019, para 987 em 2020.

O cenário começou a mudar ainda em maio do ano passado e, hoje, o valor pago pelo litro de leite tem animado cada vez mais os produtores dos municípios de Cacoal, Pimenta Bueno, São Felipe, Primavera de Rondônia e Espigão D’Oeste, incluindo o distrito de Pacarana. “As expectativas para 2021 são muito boas para o setor leiteiro. Não só pela questão da comercialização, de vender por um preço maior. O Governo de Rondônia quer aumentar a produtividade, para que cada vez mais as famílias tenham sucesso na bovinocultura leiteira, tendo em vista que, o leite tem alto impacto para a economia dos municípios”, destacou Samuel Guedes Borges, gerente regional da Emater.

Para se ter uma ideia, levando-se em conta a venda de bezerros e o descarte de animais que se tornam inaptos para a atividade, a bovinocultura leiteira movimentou mais de R$ 54 milhões em 2020. Isso apenas entre as propriedades acompanhadas pela Emater na Região do Café, também chamada de Território Rio Machado. Um aumento de praticamente 30% em relação ao ano anterior, quando a atividade movimentou aproximadamente R$ 37 milhões.

“Na nossa visão, pelos números que a gente tem acompanhado, essa alta no preço, tanto da venda de bezerros quanto da comercialização com os laticínios, aumentou a margem de lucro dos produtores. Isso levando em consideração o aumento nos custos para produzir leite, gastos com medicamentos, sal mineral, produtos de limpeza de ordenha, energia elétrica, tudo tem inflacionado um pouco, o preço do leite inflacionou mais. Então, proporcionalmente, o produtor aumentou a margem de lucro dele”, explicou o gerente.

Nos últimos meses, outro número que aumentou foi a produtividade das vacas em lactação. Em 2019, 13.243 vacas produziram em média 5,63 litros de leite por dia cada. Em 2020, a produtividade das 11.713 vacas cadastradas chegou a 5,80 litros de leite diariamente. Em São Felipe D’Oeste, a média geral da produtividade dos animais foi ainda maior, chegando a 7,56 litros por dia. Na Região do Café, ao longo de 2020, em cada hectare de terra destinado à atividade leiteira foram produzidos por dia 2.119 litros de leite em média.

Extensionistas  orientam o uso da silagem para evitar a queda na produção de leite durante a estiagem

“O Governo de Rondônia, por meio da Emater, agora está direcionando as ações voltadas, principalmente para a nutrição animal. É aí que vemos vários parceiros participando juntos, no caso a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Estamos difundindo a tecnologia do capiaçu, que é uma alternativa para o produtor oferecer uma alimentação melhor para as vacas no período da seca, conseguindo manter uma estabilidade melhor da produção. De uma forma geral, o Governo de Rondônia tem fortalecido as ações voltadas para a melhoria da gestão, produtividade e qualidade da pecuária leiteira”, ressalta Samuel.

Um exemplo é o Projeto de Consultoria Técnica e Gerencial para o Produtor Rural da Pecuária Leiteira (Consultec-Leite) que visa, além de incentivar inovações com transferência de tecnologia e aplicação de práticas modernas, agregar valor ao produto e ampliar o acesso a novos mercados de forma sustentável.

Edelson da Silva Alves é produtor rural em Espigão D’Oeste, e há cerca de 10 anos se dedica à atividade leiteira. Em sua propriedade, possui 13 vacas leiteiras que chegam a produzir até 17 litros de leite por dia, cada. No mês de janeiro, o produtor, conta que foram produzidos mais de sete mil litros de leite em sua propriedade. “Estou muito satisfeito e a expectativa é que este ano vai melhorar ainda mais, apesar das dificuldades. A média diária de produção já chegou a 17 litros de leite, mas agora o pasto está bastante encharcado, então por isso teve uma queda na produtividade. Tenho seguido as orientações da equipe da Emater, da Seagri e dos outros órgãos e tenho buscado investir nesta atividade, colocar em prática o que aprendi, para melhorar ainda mais”, destacou.

Conforme explicou o gerente regional da Emater na Região do Café, anteriormente, no período da seca, a produção de leite caía, pois os animais não contavam com uma alimentação adequada, mas com a introdução do capiaçu, pelo Governo de Rondônia, o produtor agora conta com um capim de boa qualidade, que atende as necessidades nutricionais dos animais, e garante a boa produção.

“O Governo de Rondônia está antenado também nessas ações. Um exemplo é o Pro-Leite, que tem financiado o frete grátis, para os produtores rurais, com a distribuição de calcário, que é aplicado na reforma de pastagens, produção de milho e silagem, tornando-se um insumo fundamental para alavancar a produção rural. Existe também um projeto que deve ser implantado em breve, uma parceria do Governo do Estado com outras instituições, para oferecer ainda mais inovação, tecnologia, assistência técnica especializada em propriedades leiteiras”, finalizou o gerente regional da Emater.

Fonte
Texto: Giliane Perin
Fotos: Cristiane Abid Mundin
Secom – Governo de Rondônia

Agronegócio de Rondônia avança e bate recordes de exportação e produção agrícola em 2020

Em 2020, o Governo de Rondônia bateu vários recordes importantes para o desenvolvimento econômico do Estado. Conforme aponta a edição de janeiro do Boletim Informativo da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), elaborado pelo Agrodados, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Rondônia alcançou, em 2020, mais de R$ 15,2 bilhões, com crescimento médio de 7% ao ano, ultrapassando a meta do Plano Estratégico do Governo de alcançar até o ano de 2023 o valor de R$ 14 bilhões no VBP.

Deste valor, a agricultura representa R$ 4,9 bilhões, com destaque para a soja (R$ 2,3 bilhões), milho (R$ 1,02 bilhões) e café (R$ 975,2 milhões). Já a pecuária representa R$ 10,2 bilhões, com destaque para bovinos (R$ 9 bilhões), leite (R$ 908,9 milhões) e suínos (R$ 1,6 milhões). A meta para a agricultura e pecuária era aumentar a produtividade em torno de 20% até 2023, mas esta expectativa já foi ultrapassada em 2020.

O agronegócio de Rondônia tem avançado a cada ano, batendo recordes de exportação e produção com sustentabilidade e qualidade, onde apesar  de ser um Estado novo, é muito forte e produtivo. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o agronegócio representa 21% do Produto Interno Bruto (PIB) de Rondônia, que gira em torno de R$ 45 bilhões e ocupa a segunda posição como setor que mais movimenta a economia do Estado, com produtores, exportadores e apoiadores de grandes produtos do agronegócio.

O Estado tem um grande potencial para produção de alimentos e, hoje, se tornou uma nova fronteira agrícola, portal de produtos oriundos de demais localidades do Brasil, o terceiro maior produtor de grãos da região Norte e o 14º do país, batendo recorde de produção na safra 2019/2020, com um total de 2.405,3 mil toneladas.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), Rondônia é responsável por 4,1% da produção total da região Norte do Brasil, com aproximadamente 10,7 milhões de toneladas. Destaque na produção de vários produtos, sendo o maior produtor de café conilon, milho, arroz e o algodão, e o terceiro maior produtor de soja.

O Estado tem avançado significadamente no plantio de outras culturas

O Estado tem avançado significativamente no plantio das culturas de amendoim, cacau, banana, cana-de-açúcar, feijão, laranja, mandioca, tomate, uva entre outros. “São produções vindas de pequenas propriedades da agricultura familiar que estão em constante evolução. Nosso objetivo é ajudar o pequeno produtor a desenvolver suas produções com ajuda da assistência técnica, doação de insumos, novas tecnologias e muito mais. Com o apoio do governador, coronel Marcos Rocha, vamos investir muito mais na agricultura familiar”, disse o secretário da Seagri, Evandro Padovani.

Rondônia exporta carnes fresca e congelada, soja, milho, algodão, madeira entre outros produtos para vários países, entre eles, Coreia do Sul, Itália, Vietnã, Índia, China, Espanha, Israel, Alemanha, Rússia, Portugal, Egito, México, entre outros. Em 2020, o Estado chegou a exportar mais de US$ 1,37 bilhão, batendo recordes em relação aos anos anteriores, com destaque para carnes fresca e congelada (US$ 678 milhões), e para a soja (US$ 421 milhões), que estão entre os dois principais produtos do Estado. Conforme consta no Plano Estratégico, o objetivo do Governo é aumentar em 10% ao ano o valor de produtos exportados até 2023, na modalidade Free On Board (FOB – livre a bordo ).

“O agronegócio no Estado continua crescendo fortemente e temos a certeza de que essa evolução não vai parar. A tendência é aumentar as áreas de plantio de grãos e, ao mesmo tempo, o número de bovinos. Estamos trabalhando fortemente a nível de Estado com integração, lavoura e pecuária (iLP). Saímos de um VBP de R$ 9,8 bilhões, chegando no final de 2020 com R$ 15 bilhões, avançamos muito e todo esse resultado só foi possível com a dedicação e trabalho do produtor rural, das cadeias produtivas e do Governo do Estado”, ressaltou Padovani.

Fonte
Texto: Sara Cicera
Fotos: Weyne Sharp
Secom – Governo de Rondônia

Desenvolvida banana resistente à doença do Panamá

Pesquisadores da Queensland University of Technology, da Austrália, desenvolveram uma linha de bananas Cavendish resistente à doença do Panamá (TR4). Estima-se que 99% das plantações de banana no mundo sejam dessa variedade.  Desde 2016, o cultivo de Cavendish é considerado   ameaçada pela disseminação da doença do Panamá, que desapareceu da antecessora de Cavendish, a banana Gros Michel.

Para salvar esta safra é muito importante encontrar resistência ao TR4.  Os pesquisadores demonstraram que a alta expressão do gene RGA2 derivado de uma banana da selva oferece resistência ao gene TR4. RGA2 também está presente no  Cavendish,  mas não expresso. Ou o desenvolvimento da linha resistente TR4 trouxe os pesquisadores a uma parceria com a empresa internacional de frutas e vegetais frescos Fresh Del Monte, ou que permitiria aos pesquisadores usar a  fermentação de edição de genes CRISPR para desenvolver uma variedade de Cavendish não-OGM  que irá também ser resistente para TR4.

Ou TR4 é causado por um fungo que sobrevive não apenas por mais de 40 anos. Essa doença catastrófica leva à perda de vidas na Ásia, Oriente Médio e África em 2019, também foi encontrada na Colômbia, região que responde por cerca de 85% das exportações mundiais de banana.

Cientistas de todo o mundo estão trabalhando para garantir que Cavendish não sofra o mesmo destino. A colaboração de pesquisa Fresh Del Monte e QUT é encenada em várias fases ao longo dos próximos cinco anos, resultando em lançamentos de variedades de banana comercialmente resistentes. Ambos veem esse esforço como o primeiro passo para liderar a inovação futura no setor de banana.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems