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Serviço de Inspeção Municipal garante qualidade dos produtos de origem animal

Assegurar a qualidade e a segurança dos produtos de origem animal e resguardar as condições de higiene em indústrias de Porto Velho e seus distritos é um dos papéis desenvolvidos pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM). O órgão faz parte da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), e promove a saúde pública através de sua atuação.

O trabalho do SIM é regido pela Lei Federal 1.283/1950, e é executado por médicos veterinários em 21 empresas da capital e distritos. Os profissionais atuam diariamente fiscalizando o processamento de frios, laticínios, frigoríficos, charquearias, abatedouros de bovinos e pescados, granjas de ovos, entre outras indústrias. O serviço visa identificar as condições higiênicas de cada local, e verificar se as empresas cumprem os padrões e normas sanitárias para que os produtos sejam comercializados.

Matheus Bruno, médico veterinário e fiscal da Semagric, explica que todo o processo produtivo das agroindústrias deve ser acompanhado, como é o caso dos frigoríficos, onde os fiscais verificam as condições físicas dos animais desde antes do abate, avaliando o bem estar animal, como o conforto térmico, água, alimentação e possíveis patologias. Esse processo também visa evitar que algumas doenças sejam transmitidas dos animais para as pessoas, chamadas de zoonoses.

Fiscais verificam as condições físicas dos animais desde antes do abate
Fiscais verificam as condições físicas dos animais desde antes do abate

“A inspeção municipal dentro de um frigorífico, assim como a inspeção estadual e federal, envolve as questões do bem-estar animal. O médico veterinário da inspeção é o profissional primordial para evitar os tipos de zoonoses, porque ele conhece o organismo animal saudável e doente. A partir do momento em que o animal é abatido, é feita uma inspeção lá dentro, tanto das carnes, da carcaça por inteiro, quanto dos miúdos. Havendo uma suspeita de doença, principalmente de uma zoonose, doença que pode ser transmitida para o ser humano, esses materiais são condenados, e é feito o descarte para que a população não seja contaminada”.

Além de conferir as condições de higiene em que os produtos são fabricados, os fiscais também observam as práticas sanitárias seguidas pelos funcionários. Já que, para realizar o manuseio dos alimentos é importante que os trabalhadores estejam com equipamentos de proteção individual (EPI), sem adornos e com máscaras, medidas para garantir a segurança, tanto do trabalhador quanto dos alimentos.

“A Boas Práticas de Fabricação (BPF) é uma exigência. Ela tem que decorrer em todo o procedimento. É proibido adornos, maquiagem, perfume, produtos que possam contaminar o produto final. Nós cobramos que os trabalhadores estejam com as barbas feitas, unhas cortadas, se o colaborador tem algum problema, alguma doença, a gente pede para que esse colaborador seja afastado, tanto é que no checklist existe um documento chamado ASO, que é o Atestado de Saúde Ocupacional, e a gente bate muito na tecla que realmente é uma lei que precisa ser cumprida assim com todas as outras leis que regem a inspeção veterinária”, acrescentou Lucas Flávio, médico veterinário e fiscal da Semagric.

Em Porto Velho, todos os produtos de origem animal devem receber a certificação
Em Porto Velho, todos os produtos de origem animal devem receber a certificação

SELO

Em Porto Velho, todos os produtos de origem animal devem receber a certificação seja do SIM, SIE ou SIF, de acordo com o interesse de abrangência de mercado desse produtor. Os alimentos que são vendidos sem o selo são produtos clandestinos, e considerados impróprios para consumo.

A forma mais fácil de a população identificar se uma empresa é confiável, é perceber nas rotulagens de cada produto se existe um selo redondo escrito “serviço de inspeção municipal”, ou “serviço de inspeção estadual ou federal”, pois os clandestinos e mal manipulados não possuem rotulagem e certificação.

Idevaldo Dorazio é produtor de ovos de codorna há mais de 30 anos, e trabalha produzindo e comercializando ovos em conserva e ovos in natura, e em outro estabelecimento fiscalizado pelo Ministério da Agricultura comercializa codornas vivas para outros criadores. O produtor está se organizando para em breve abrir o frigorífico próprio, e compartilhou a importância do selo de inspeção municipal para as boas práticas do seu negócio.

Existe uma lista de documentos a serem providenciados para solicitar o registro do SIM
Existe uma lista de documentos a serem providenciados para solicitar o registro do SIM

“O primeiro passo que nós fizemos foi fazer o registro do SIM, já fazem mais de 15 anos que nós temos esse registro. Todo produto alimentício é necessário que seja fiscalizado, só pelo fato de que nós temos que obedecer às regras, que faz você se disciplinar, porque senão vira bagunça. E com o pessoal do SIM, da Semagric, nós sempre tivemos um bom relacionamento, e o resultado está aqui. O processo está bem arrumadinho, e isso tem a participação nossa e a participação deles, que vem aqui nos orientar com bastante inteligência”.

Para solicitar o registro do SIM, além da estrutura física adequada para processar alimentos , existe uma lista de documentos a serem providenciados. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone do SIM (69) 3901-6405, onde receberá todas as orientações necessárias, ou nos procure na secretaria que está localizada na rua Mário Andreazza, 8072, bairro JK II. O funcionamento é das 7h30 às 13h30.

Texto: Taís Botelho
Foto: Ana Flávia Venâncio

Produção de grãos em Rondônia estado é estimada em torno 4,1 milhões de toneladas

Os agricultores de Rondônia deverão colher cerca de 4,1 milhões de toneladas de grãos na safra 2023/2024, como aponta o 8º Levantamento de Grãos da Safra 2023/2024, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o resultado estabelece um novo recorde para o estado. O crescimento em relação ao ciclo passado é de 8,7%, mas quando comparamos com a temporada 2018/2019 o incremento é ainda maior e chega a 86%.

Dentre as culturas cultivadas em Rondônia, soja, milho e arroz registram elevação na área cultivada. Para a oleaginosa, o aumento chega a 6,8%, estimado em 635,5 mil hectares. De acordo com o boletim, as áreas implantadas na região sul do estado foram favorecidas pela presença de chuvas desde o plantio. “Já no centro e no norte de Rondônia a realidade foi outra. As chuvas iniciaram de forma muito esporádica e só se firmaram a partir da primeira semana de dezembro, atrasando em muito o calendário agrícola desta safra”, avalia o superintendente da Conab em Rondônia, Rosemberg Alves Pereira. Mesmo assim, a produtividade das lavouras deve apresentar uma melhoria de 2%, resultando em um aumento na produção em torno de 9%, estimada em cerca de 2,2 milhões de toneladas.

No caso do milho, a área deve crescer 9,8%, podendo chegar a 333 mil hectares. No entanto, a Conab estima um menor desempenho das lavouras, com a produtividade da segunda safra do cereal saindo de 5.281 quilos por hectare para 5.221 quilos por hectare. A maior área semeada compensa a perda na produtividade e a colheita no segundo ciclo do grão deverá registrar um incremento de 8,7%, estimada em 1,66 milhão de toneladas.

O crescimento para a área semeada de arroz em Rondônia chega a 10,5%. Com isso, a cultura deverá ocupar 41,2 mil hectares no estado. Esse aumento é explicado pela substituição do cultivo da soja pelo plantio do arroz, devido à irregularidade das chuvas na semeadura da oleaginosa. A maioria dessas áreas já foram colhidas ou estão em fase final de maturação. Já as lavouras implantadas na safrinha apresentam-se, em sua maioria, em fase final de desenvolvimento vegetativo, com algumas áreas já em início de enchimento de grãos. A expectativa é que a colheita de arroz atinja 134 mil toneladas.

Outras informações sobre o cultivo de grãos em Rondônia e nos demais estados podem ser obtidas no 8º Levantamento da Safra de Grãos publicado no site da Conab.

FONTE: Conab

Mais de 11 mil animais afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul foram resgatados

Voluntários e agentes das forças de segurança do Rio Grande do Sul já resgataram mais de 11 mil animais de estimação e silvestres afetados pelas consequências das chuvas que atingem o estado desde o fim de abril.

Segundo a secretaria estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), entre os 11.002 animais resgatados até o meio-dia de desta terça-feira (14) há, principalmente, cães e gatos, mas também aves, guaxinins e cavalos, como o Caramelo, que passou horas imóvel sobre o telhado de uma casa ilhada, em Canoas, e cujo resgate foi transmitido ao vivo por emissoras de TV.

De acordo com a secretaria, os animais resgatados passam por uma triagem veterinária. Os que estão em bom estado de saúde são devolvidos aos tutores. Quando estes não são identificados, os animais são enviados para abrigos públicos, organizações não governamentais (ONGs) ou para clínicas veterinárias, caso estejam feridos.

Um dos locais improvisados para receber animais separados de seus tutores fica na cidade de São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre. Desde ontem (13), parte dos animais resgatados no município está sendo levada para o enorme galpão onde antes funcionava um hipermercado. O espaço, atualmente desocupado, pertence ao grupo Carrefour Brasil, que o cedeu à prefeitura, gratuitamente, por tempo determinado.

“Abrimos esse espaço para albergar os animais que ainda estão sendo resgatados da enchente. Conseguimos alojá-los aqui, fizemos um local para 180 cães”, comentou o secretário interino da secretaria municipal de Proteção Animal (Sempa), André Ellwanger, nas redes sociais. Segundo ele, os cães que chegam ao abrigo provisório vêm “muito cansados, precisando de alimentação e água”. Como em outras cidades, há muitos voluntários ajudando, principalmente veterinários.

“Estamos fazendo este trabalho para dar um mínimo de conforto para esses animais; divulgando para a sociedade [informações sobre os bichos resgatados] para ver se os tutores conseguem reconhecê-los e vir apanhá-los”, acrescentou o secretário.

Entre as entidades não governamentais que reúnem voluntários para salvar e cuidar dos animais afetados está o Grupo de Resgate de Animais em Desastres (Grad). “Essa missão está sendo uma das mais complexas de toda nossa história”, informa o grupo, em sua página, na internet. “Os pedidos por resgates não param de chegar, mas muitas áreas continuam inacessíveis. Precisamos aumentar nossa equipe a campo e estamos solicitando apoio de embarcações a motor para salvar o maior número de animais possível. Precisamos de toda e qualquer ajuda nesse momento”.

“É fundamental reconhecer o empenho de todos os agentes envolvidos nos resgates, que formam uma rede integrada e organizada. Estas ações são essenciais para o salvamento das vidas dos animais”, avaliou a secretária estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, também em nota.

FONTE: Agência Brasil

“Inovação na agricultura em fazendas verticais” será tema de palestra na 11ª Rondônia Rural Show

A fazenda vertical mudando a agricultura familiar
A fazenda vertical mudando a agricultura familiar

Durante os seis dias da 11ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, evento realizado pelo Governo de Rondônia, no município de Ji-Paraná; região Central do estado, os visitantes terão a oportunidade de participar de diversas atividades e palestras que visam promover o conhecimento e a troca de experiências na área da agricultura. Uma das palestras destaque será sobre “Fazendas verticais de ambiente controlado”.

O palestrante Natale Papa Junior, CEO de uma Fazenda Urbana, irá abordar o tema das Fazendas Verticais na RRSI

De iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), as atividades durante a feira terão novidades. Para o palestrante Natale Papa Junior que é diretor executivo de uma Fazenda Urbana Vertical no Rio de Janeiro, os participantes terão a oportunidade de aprender mais sobre o inovador modelo de produção de alimentos, que combina tecnologia avançada com sustentabilidade. “As fazendas em ambientes controlados são como verdadeiros data centers de plantas, onde o clima e as condições de cultivo são cuidadosamente monitorados para garantir uma produção eficiente e de alta qualidade”, referenciou.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, esse modelo de fazenda tem se mostrado uma solução promissora para a produção de alimentos em áreas urbanas, onde o espaço e os recursos naturais são limitados. “Na Rondônia Rural Show estamos sempre trazendo novos conhecimentos como essa tecnologia das fazendas em ambientes controlados, que é possível reproduzir as condições ideais de crescimento das plantas, resultando em uma produção mais sustentável e eficiente”, salientou.

As fazendas em ambientes controlados são como verdadeiros data centers de plantas

O secretário da Seagri, Luiz Paulo, ressaltou que, a palestra vem ao encontro com a tecnologia que está impulsionando o setor agropecuário no Brasil. Com a crescente diminuição do tamanho dos espaços agrícolas, a agricultura vertical em ambientes controlados já é uma realidade consolidada.

“Quanto maior for o conhecimento sobre o tema, mais eficaz será a aplicação na prática para a produção sustentável de alimentos locais. Livres de pesticidas, veganos e com alto valor nutricional, esses alimentos representam uma excelente oportunidade para adquirir novos conhecimentos e se manter atualizado sobre as mais recentes inovações no setor agrícola”, evidenciou Luiz Paulo.

Para os interessados em saber mais sobre as fazendas verticais de ambiente controlado e outras temáticas relacionadas à agricultura, é importante conferir a programação completa do evento no site oficial da Rondônia Rural Show Internacional.

Fonte
Texto: Jean Carla Costa
Fotos: Arquivo Natale Papa Junior
Secom – Governo de Rondônia

TJRO declara constitucional lei que obriga autores de maus-tratos a animais a pagarem tratamento

O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Rondônia decidiu, por maioria, a constitucionalidade da Lei Ordinária n. 2.905, de 20 de dezembro de 2021, do Município de Porto Velho, conhecida por lei “Spyke”. A lei torna obrigatória que autores de maus tratos a animais, custeiem o tratamento veterinário dos animais agredidos, além de participarem de ações de conscientização sobre a proteção dos animais.

O caso foi levado à justiça após o prefeito de Porto Velho contestar a constitucionalidade da lei, argumentando que dispositivos que estabelecem obrigações para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente violam sua prerrogativa de iniciativa e o Princípio da Separação e Harmonia entre os Poderes.

Os dispositivos em questão previam a oferta de palestras gratuitas aos agressores de animais em organizações cadastradas pela Secretaria de Meio Ambiente, bem como a fiscalização e aplicação de multas aos infratores e a destinação dessas multas a um Fundo de Meio Ambiente.

A Câmara Municipal de Porto Velho defendeu a compatibilidade da lei com a Constituição Estadual, argumentando que as obrigações impostas à Secretaria de Meio Ambiente já faziam parte de suas atribuições.

O relator do processo, desembargador Miguel Monico Neto, destacou em seu voto que a lei não cria novas atribuições para a Secretaria, pois as ações educativas e o cadastramento de organizações são de responsabilidade da própria Secretaria de Meio Ambiente.

Segundo apontou o magistrado,  a definição de meio ambiente é dada pela Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (art. 3º, I, Lei 6.938/81) e contempla todas as formas de vida, pois define o meio ambiente como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas, onde estão incluídos os seres vivos não humanos.

Além disso, trouxe julgado do STF, na ADI 4983, no qual destacou-se que o inciso VII do § 1º do art, 225 da CF possui uma matriz biocêntrica, dado que nossa Carta confere valor intrínseco também às formas de vidas não humanas, em contraposição a uma visão antropocêntrica, que considera os animais como “coisa”, desprovidos de direitos ou sentimentos.

Com base nesse entendimento, os desembargadores do TJRO julgaram que a lei não viola a competência do Chefe do Executivo e nem cria novas atribuições para os órgãos do Poder Executivo Municipal, uma vez que as competências já estão previstas e estruturadas para sua implementação.

A ação foi julgada improcedente e manteve inalterada a lei municipal.

Lei “Spyke”

Em 2021, o Tribunal de Justiça do Paraná publicou a primeira decisão que reconheceu os animais como sujeitos de direito no país. Na ocasião, o órgão votou a favor dos cães Spike e Rambo – vítimas de maus tratos por parte de antigos donos – representados pela ONG Sou Amigo, da cidade de Cascavel.

Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional

NOTA DA REDAÇÃO

A vereadora Márcia Socorristas Animais é a autora do Projeto de Lei que criou a Lei “SPYKE”. O projeto foi aprovado pela Câmara Câmara Municipal de Porto Velho no dia 26 de outubro de 2021.

Durante pronunciamento de defesa do Projeto de Lei “SPYKE”, Márcia falou sobre as agressões sofridas pelo cão que atendia por Spyke, fato que motivou a criação do projeto que se tornou lei.

Número de mortos no RS sobe para 136; desaparecidos chegam a 125

Boletim divulgado na manhã deste sábado (11) pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualiza para 136 o número de mortos em razão das enchentes no estado. Há ainda 756 pessoas feridas enquanto 125 seguem desaparecidas.

Até o momento, 444 municípios foram afetados pelos fortes temporais que atingem o estado desde o fim de abril. Os números mostram 71.398 pessoas em abrigos, 339.928 desalojadas e um total de 1.951.402 pessoas afetadas.

O boletim contabiliza 74.153 pessoas resgatadas e 10.348 animais resgatados. O efetivo que atua neste momento no estado é de 27.589 pessoas, que contam com 4.398 viaturas, 41 aeronaves e 340 embarcações.

Guaíba e Lagoa dos Patos

Ainda de acordo com a Defesa Civil do estado, até as 7h, o nível do Rio Guaíba, na capital Porto Alegre, havia baixado para 4,59 metros (m). Já o nível da Lagoa dos Patos chegou a 2,48 m na tarde de sexta-feira (10), sendo que a cota de inundação no local é de 1,30 m.

Energia elétrica, água e telefonia

De acordo com a CEEE Equatorial, 163.707 pontos no Rio Grande do Sul seguem sem energia elétrica (9,08% do total de clientes atendidos). Já a RGE Sul informou que há 140 mil pontos sem energia elétrica (4,6% do total de clientes).

Há ainda, segundo a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), 208.606 pessoas sem abastecimento de água (7% do total de clientes atendidos).

Em relação à telefonia, a Tim informou que três municípios gaúchos estão sem serviços de telefonia e internet, enquanto a Vivo relata ter 17 cidades sem serviços de telefonia e internet. Já a Claro informou que o serviço foi normalizado em todo o estado.

Escolas estaduais

O boletim cita ainda 1.028 escolas afetadas pelas enchentes – incluindo unidades danificadas, servindo de abrigo, com problemas de transporte e de acesso, entre outros. Há, ao todo, 29 coordenadorias regionais de educação afetadas em 243 municípios, além de 358.064 estudantes impactados pelos temporais.

Rodovias

Atualmente, 78 trechos estão com bloqueios totais e parciais em 52 rodovias estaduais gaúchas, entre estradas, pontes e balsas. As informações são do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem e abrangem rodovias concedidas e também as administradas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).

FONTE: Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

Calamidade no RS cria cidades-fantasma cuja reconstrução é incerta

A maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul vai mudar a geografia do estado. Os resgates ainda nem terminaram na cidade de Cruzeiro do Sul (RS) e o medo do que vai acontecer depois já assombra os moradores da cidade no interior gaúcho. Ainda sem abastecimento de água e com as vias de acesso bloqueadas, o município de 6 mil habitantes que teve mais de mil casas destruídas e quase metade de seu território devastado pela água vai precisar ganhar uma nova configuração no pós-crise. O que havia antes das enchentes nem sempre poderá ser reconstruído.

Ainda ocupadas nas buscas de 12 desaparecidos, as autoridades da cidade ainda não tiveram tempo de analisar em que novos espaços se dará a reconstrução. Mas reconhecem a necessidade de novas perspectivas. Segundo Francisco José Backes, engenheiro do setor de habitação da Defesa Civil, para muitos moradores ainda não caiu a ficha: “Estamos na adrenalina da catástrofe. As pessoas ainda não se deram conta que não têm mais suas casas. Muitas pessoas estão procurando locais mais altos para se refugiar. Outras estão buscando alternativas em regiões mais distantes”, relata.

Para as cidades serem reconstruídos em um modelo de maior segurança ambiental, especialistas recomendam critérios de “desedificação e a renaturalização”, além de uma nova orientação do crescimento. Segundo o ecólogo Marcelo Dutra da Silva, professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), alguns dos municípios gaúchos, que foram atingidos de forma recorrente nos últimos três anos, vão precisar buscar estratégia de proteção se afastando do corpo hídrico e levando seus bairros para áreas mais elevadas.

“Precisamos pensar em prevenção e adaptação das cidades às mudanças climáticas, com a revisitação dos planos diretores. Mais do que isso: a inclusão de um plano de emergência climática nos municípios, pois nos faltam instrumentos de planejamento”, sugere o especialista.

Morador de São Jerônimo, cidade que fica há uma hora de Porto Alegre, o documentarista Juliano Ambrozini conta que grande parte do local está sem comunicação, sem acesso a estradas e com dificuldade de receber mantimentos. Para chegar lá, só de helicóptero. Por a cidade estar situada na confluência de dos rios Taquari e Jacuí e ter muitos pescadores e ribeirinhos, a adaptabilidade e resiliência em relação às enchentes é uma característica dos moradores. Dessa vez, porém, o impacto foi especialmente forte.

“Refletimos se as pessoas ainda irão morar perto do rio, quando será a próxima enchente. São Jerônimo sofre muito neste momento, a cidade está isolada, e já começamos a ter uma série de problemas”, relata Ambrozini.

Projeção de cenários

Para projetar a reconstrução de seu futuro, o estado do Rio Grande do Sul vai precisar de ajuda externa. Na percepção de Ana Liv, arquiteta, terapeuta e mestre em arquitetura sustentável de emergência, “é necessário criar situações que possam minimizar os riscos, incorporando algum tipo de aprendizado, como criar áreas verdes no entorno dos rios. Com experiência na reconstrução pós–conflito na África, ela explica que quem está dentro do local atingido não consegue dimensionar a totalidade dos impactos. “Esse olhar desconectado de valor afetivo traz uma ajuda necessária para minimizar os riscos de próximas catástrofes”.

Em uma de suas viagens pela ajuda humanitária, Ana Liv visitou a Alemanha, onde conheceu regiões que parecem ambientes naturais mas com montanhas de destroços da guerra. São montanhas artificiais de resíduos e destroços, que acabaram mudando a geografia dos locais. Nesta última semana, um grupo de cientistas começou a mapear os custos com a remoção de resíduos no Rio Grande do Sul. Os dados estão sendo analisados e inseridos em um repositório de informações geográficas criado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com o objetivo de dar suporte às decisões urbanísticas e políticas.

Desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) com apoio da Faculdade de Arquitetura e pesquisadores voluntários, a plataforma oferece modelos de previsão de elevação do nível d’água, mapeamento de áreas afetadas pelas inundações e produção de informações críticas no enfrentamento da crise das cheias no Rio Grande do Sul.

“Nossas analises levam a crer que algumas cidades tenham que ser desfeitas. Muçum, Roca Sales, por exemplo, não têm como continuar existindo, estão muito expostas ao risco”, declara. Estamos trabalhando para mapear a intensidade de impacto e vulnerabilidade das estruturas impactadas cruzando dados como renda média dos moradores de determinado local, número de caminhões, entre outros”, diz o urbanista e cientista de dados Guilherme Marques Iablonovski.

Ele lidera um levantamento que, dentro de alguns dias, trará informações sobre quanto tempo e quanto recurso será necessário para a limpeza dos destroços das enchentes. Com experiência na quantificação de gestão de escombros pós-catástrofe junto à Organização das Nações Unidas (ONU) em locais como a Faixa de Gaza, Iablonovski recorda que a situação no sul do Brasil o faz lembrar da cidade de Agdan, no Azerbaijão, que virou uma cidade-fantasma depois de ter passado para o controle dos armênios e estar cheia de minas terrestres em um contexto de guerra. Em sua primeira pesquisa do tipo no Brasil, está empenhado em computar os danos para auxiliar às políticas públicas aos melhores direcionamentos nesta etapa de reconstrução. “Talvez, o governo federal terá que lançar novas diretrizes para as cidades”, conclui.

FONTE: Lara Ely

Passageiro de ônibus é preso pela polícia militar com quase 4 kg de maconha

Durante operação de combate aos crimes transfronteiriços, realizada na fronteira noroeste como parte da iniciativa Protetor das Fronteiras e Divisas, a Polícia Militar do Estado de Rondônia, através do Batalhão de Fronteiras e Divisas – BPFRON, PATAMO 2° BPM e Canil do BPCHOQUE, interceptou um ônibus intermunicipal que seguia de Guajará-Mirim para Porto Velho nesta madrugada de sexta-feira, dia 10 de maio.

Durante a abordagem a um dos passageiros, que demonstrou nervosismo, foram encontrados três volumes contendo maconha em sua bagagem. O indivíduo confessou que havia adquirido a droga na Bolívia por R$ 5.000,00 e pretendia levá-la para Ariquemes, onde planejava fracioná-la para venda.

O suspeito foi detido imediatamente por tráfico internacional de drogas e encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Guajará Mirim, onde permanece à disposição das autoridades.

O Batalhão de Polícia de Fronteira e Divisas, possui um número de disque-denúncia, onde a população pode realizar a denúncia anonimamente, sendo mantido em sigilo a identidade, através do número: (69) 9955-2005 (Whatsapp e ligações).

Fonte: Assessoria

‘Arco-íris’: jiboia rara ‘visita’ morador de Rolim de Moura, RO

Um morador de Rolim de Moura (RO) foi surpreendido por uma “visita” rara: a cobra Epicrates cenchria, popularmente conhecida como “jiboia arco-íris”. O animal foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros nesta semana.

O apelido de “arco-íris” vem de uma característica peculiar: ela ganha as cores do arco-íris ao ser exposta a luz do sol por causa do fenômeno óptico da iridescência.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma equipe foi solicitada para fazer o resgate de uma cobra em uma residência na região central de Rolim de Moura. Chegando no local, os militares notaram que se tratava de uma jiboia com pouco mais de um metro de comprimento.

Após o resgate, a cobra foi solta em seu habitat natural. Para os bombeiros que participaram da ação, resgates de cobras são comuns, mas especificamente da “jiboia arco-íris” é bastante raro.

Segundo o biólogo Flávio Terassini, a jiboia arco-íris não é peçonhenta. Ela se alimenta principalmente de roedores e pássaros. Como toda jiboia, não possui veneno, mas mata a sua presa por sufocamento.

Para Flávio, o aparecimento deste tipo de animal tem se tornado mais comum por causa do período de seca. Nessas épocas, esses animais procuram abrigo em residências e vão atrás de alimentação.

Caso algum morador encontre uma serpente, a recomendação é acionar imediatamente uma pessoa especializada ou os órgãos de resgate.

Fonte: Por Mateus Santos, g1 RO

Avião de pequeno porte cai e piloto sai sem ferimentos na zona rural de RO

Um avião de pequeno porte caiu na manhã desta sexta-feira (10) em uma fazenda, na zona rural do município de Cerejeiras (RO). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), o piloto saiu ileso. Imagens feitas no local mostram a aeronave “capotada” em uma área de mata.

A queda aconteceu por volta das 6hbda manhã em uma propriedade privada, em uma linha rural (Linha 5) da cidade. Somente o piloto estava no avião. Apesar da queda, ele não precisou de atendimento médico, de acordo com o CBM.

Imagens que circulam nas redes sociais, mostram a aeronave de pequeno porte “capotada” e aparentemente destruída, dentro de uma plantação da fazenda localizada na zona rural.

Ainda segundo informações do CBM, o avião de pequeno porte pertence à própria propriedade onde caiu e os motivos da queda ainda não foram divulgados.

Fonte: Por g1 RO