Com o objetivo de impulsionar a economia e incentivar o empreendedorismo na agricultura familiar, será realizada a Feira da Agricultura Familiar, desenvolvida pelo Governo de Rondônia. O evento acontece no dia 1º de março, no espaço cedido pelo shopping de Porto Velho, das 16 às 22 horas. Nesta primeira Feira, serão convidados 20 expositores, entre representantes da agroindústria familiar, produtores de hortifrúti e artesanatos.
Com iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), sob a condução da Coordenadoria de Agricultura Familiar (Cafamiliar), a parceria, que envolve também outros órgãos do setor produtivo, a exemplo da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater/RO), o evento está previsto para ser realizado na primeira sexta-feira de cada mês.
O intuito da Feira é oferecer produtos direto da agricultura familiar, minimamente processados, com ênfase na produção orgânica e agroecológica. O shopping irá dispor do espaço com barracas e mão de obra para montagem e desmontagem; totalmente gratuito, e a Seagri juntamente aos parceiros; Emater/RO; Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/RO); e prefeitura ficará responsável pela logística de transporte dos produtores e produtos, atrações musicais/culturais e exposições.
EXPOSIÇÕES DIVERSAS
O coordenador de Agricultura Familiar, Eduardo Seti busca apoio da Sejucel para apresentações musicais e culturais. “Estamos discutindo essas parcerias”, confirmando o número de expositores e toda logística feita pela Seagri, que disponibilizará veículos para trazer os agricultores e seus produtos de vários municípios.
A ideia é tornar a Feira da Agricultura Familiar permanente. Serão 20 expositores dos segmentos de embutidos, defumados, mandioca processada, mel e derivados, derivados do leite, produtos desidratados, hortifrúti, panificação, café, doces e artesanato.
O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo acredita que esses espaços são importantes para consolidar a agricultura familiar em todo o Estado. “A Seagri está à disposição para garantir o desenvolvimento da cadeia produtiva dos pequenos produtores”, ressaltou.
Com informações: Gerson Costa
Fotos: Jéssica Ocampo
O vídeo que vêm circulando na internet, mostra dezenas de pacas mortas e amontoadas em um ponto as margens de uma rio, algumas sendo retiradas de dentro de uma canoa. Em certo momento do vídeo, um dos pescadores diz que os animais foram pegos com malhadeira, ou seja, uma rede de pesca.
Não se sabe, quando as imagens foram feitas e nem onde foi o registro, apenas o vídeo que circula na internet vem chamando bastante a atenção, com a crueldade e a frieza dos caçadores.
A paca (nome cientifico: Cuniculus paca) é uma espécie de roedor da família Cuniculidae. Anteriormente era denominada Agouti paca. Sendo um animal de grande porte, que perde por tamanho apenas para a capivara, sendo considerada assim o segundo maior roedor do Brasil.
Segundo maior roedor do Brasil
A paca pode medir cerca de 70 cm e pesar até 10 kg. Em geral, só tem um filhote por vez e até duas gestações por ano.
Caçar animais silvestres é crime previsto no artigo 29 da Lei 9605, de 1998. A pena para este tipo de crime é de detenção de seis meses a um ano, mais multa.
A Santo Antônio Energia, empresa controlada por Eletrobras Furnas, investirá um total de R$ 15 milhões em uma pesquisa para avaliar a influência de diferentes tipos de solo na instalação de usinas solares. Para isso, a companhia inaugurou um parque solar de 14 mil m² em Porto Velho (RO), onde está testando módulos solares em seis tipos de solos, como areia, brita e grama sintética. O objetivo do estudo é verificar qual tipo de terreno permite uma maior eficiência das placas bifaciais, que são aquelas que produzem energia em seus dois lados e prometem um maior aproveitamento do sol, já que utilizam também a radiação refletida no solo. A pesquisa contempla ainda uma avaliação sobre eficiência da utilização de carros elétricos nas condições climáticas da Amazônia.
Na planta, são utilizados 1.440 módulos solares com capacidade total de 735kWp. A usina funciona como um laboratório e não tem como objetivo inicial comercializar a energia produzida, que será utilizada nas instalações da Hidrelétrica Santo Antônio em Porto Velho, e também servirá para abastecer os cinco carros elétricos adquiridos pela empresa para a segunda frente do estudo que testará o comportamento das baterias no clima quente e úmido de Porto Velho.
Na planta, são utilizados 1.440 módulos solares com capacidade total de 735kWp
A pesquisa tem prazo de dois anos e integra o Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Pela lei 9.991/00, as empresas de geração de energia hidrelétrica têm que dispor de, no mínimo, 1% da sua receita operacional líquida (ROE) para projetos de pesquisa e desenvolvimento em eficiência energética.
A usina instalada pela Santo Antônio Energia em Porto Velho tem cerca de 10% do tamanho de uma usina fotovoltaica média para a geração comercial. Em termos de projeto de pesquisa, é o primeiro em grande escala que avaliará o papel do solo na produtividade das placas bifaciais. Estudos já disponíveis no mercado indicam que esses equipamentos podem gerar até 30% mais energia do que as placas tradicionais, monofaciais. A ideia é aprimorar e ampliar esse conhecimento.
A pesquisa tem sinergia com os compromissos de ESG da Santo Antônio Energia e tem como objetivo final contribuir para o desenvolvimento e o crescimento do mercado de geração renovável no país. O relatório final ficará disponível para o setor no site da ANEEL.
Esses equipamentos podem gerar até 30% mais energia
Além do estudo sobre o solo em usinas com placas bifaciais, a pesquisa investigará também o comportamento das baterias de carros elétricos nas condições climáticas da região Norte. É sabido que as baterias de lítio-íon não podem ser submetidas a altas temperaturas e a ideia da Santo Antônio é verificar a durabilidade e a eficiência desses equipamentos, que serão usados no apoio às suas operações em Porto Velho.
A empresa comprou cinco veículos elétricos para o estudo, dos quais quatro carros de passeio e um minifurgão, que serão utilizados pela equipe de manutenção e operação. Os equipamentos serão abastecidos com a energia gerada pela usina solar objeto do estudo. Há, ainda, a perspectiva futura com o estudo que a Santo Antônio Energia também possa avaliar a possibilidade de substituir toda a sua frota operacional de veículos movidos a combustíveis fósseis por veículos elétricos. Os resultados também farão parte do relatório final do estudo entregue à Aneel.
Em resposta aos questionamentos da população, a Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (Semtran) informa que foi definida a flexibilização do avanço do sinal vermelho aos motoristas na madrugada. A flexibilização será das 23h às 5h da manhã. Mas, é preciso atenção dos condutores e respeitar os limites de velocidade no local, antes de fazer a travessia do cruzamento.
Com a finalidade de reduzir os acidentes de trânsito e de proteger a vida, a Semtran, através de convênio com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO), está em fase final de instalação de câmeras de monitoramento em 15 semáforos de cruzamentos de Porto Velho, atendendo ainda a uma determinação do governo federal, que visa diminuir as infrações e trazer mais segurança aos motoristas e pedestres.Trata-se de um plano nacional de prevenção à acidentes, com metas de monitoramento e todo plano de trabalho sendo realizado em parceria com o Detran-RO, com dados estatísticos compartilhados pela autarquia.
Agentes de trânsito orientarão os condutores em período de adaptação antes do funcionamento das câmeras
FASE DE IMPLANTAÇÃO
Antes do início do funcionamento do monitoramento nesses cruzamentos, a Semtran vai fazer a sinalização dos cruzamentos e também colocar equipes de educação de trânsito para atuação nesses locais, para orientar os condutores em um período de adaptação antes do funcionamento das câmeras.
“Em razão desse trabalho, a população passou a questionar se as câmeras funcionarão durante a madrugada. Em razão disso, fizemos um estudo e respeitando o que já decidiu o Superior Tribunal de Justiça (STJ), informamos à população da capital que o avanço do sinal vermelho será permitido na madrugada, das 23h às 5 da manhã, mas o condutor precisará observar a velocidade da via, reduzindo para verificar se pode fazer a travessia do cruzamento em segurança. Ou seja, não pode passar em alta velocidade, de qualquer jeito e sem nenhuma precaução, pois o risco de acidentes graves dessa forma é enorme. Recomendamos prudência e atenção”, alerta o secretário da Semtran, Anderson Pereira.
Ainda de acordo com o secretário, “vamos flexibilizar, mas não vai poder passar acima da velocidade e precisa olhar pros dois lados antes de avançar o cruzamento. A medida visa, além de proteger o motorista de acidentes, também prevenir ações de criminosos nesse horário, já que carros parados em semáforos na madrugada podem ser alvo de bandidos”.
Serão instaladas câmeras em 15 semáforos em cruzamentos onde ocorrem acidentes com frequência
CRUZAMENTOS COM MONITORAMENTO
Com base no mapeamento das estatísticas, a Semtran identificou 15 cruzamentos como os de maior incidência de acidentes com mortes, feridos, e outras infrações que precisam ser combatidas. O Detran assegurou um investimento de R$ 4 milhões para a instalação do monitoramento.
As câmeras de monitoramento ficarão de olho nos motoristas que avançarem o sinal vermelho, que pararem em cima da faixa de pedestres, que fecharem o cruzamento e não respeitarem o limite de velocidade de 40 quilômetros no local. Quem descumprir as normas de trânsito nesses locais, que receberão sinalização específica, e for flagrado pelas câmeras de monitoramento, será multado.
LOCAIS
Serão instaladas câmeras em 15 semáforos em cruzamentos onde ocorrem acidentes e outras infrações de trânsito com frequência. Os locais foram escolhidos de acordo com dados estatísticos de acidentes monitorados pelo Detran.
1 – Avenida Pinheiro Machado com Avenida Presidente Dutra
2 – Avenida Duque de Caxias com Avenida Marechal Deodoro
3 – Avenida Abunã com Rua Brasília
4 – Avenida Sete de Setembro com Rua Rafael Vaz e Silva
5 – Avenida Governador Jorge Teixeira com Avenida Amazonas
6 – Avenida Governador Jorge Teixeira com Avenida Raimundo Cantuária
7 – Avenida Guaporé com Avenida Amazonas
8 – Avenida Raimundo Cantuária com Rua Buenos Aires
9 – Avenida Prefeito Chiquilito Erse com Avenida Rio de Janeiro
10 – Avenida Prefeito Chiquilito Erse com Avenida José Vieira Caúla
11 -Avenida Prefeito Chiquilito Erse com Avenida Calama
12 – Avenida Prefeito Chiquilito Erse com Avenida Imigrantes
13 – Avenida Amazonas com Avenida Mamoré
14 -Avenida Mamoré com Avenida Rio de Janeiro
15 -Avenida Campos Sales com Avenida Jatuarana
Texto: Eranildo Costa Luna Foto: Ana Flávia Venâncio/ Leandro Morais
Nathy Odinson, de 33 anos, morreu após o paraquedas não abrir durante um salto do 29º andar de um prédio na Tailândia. A morte do saltador da Base Britânica foi registrada por um amigo dele, que o acompanhava no local.
De acordo com investigações, Odinson teria entrado ilegalmente no prédio a fim de realizar a manobra. O edifício está localizado em um resort de Pattaya.
Odinson já havia feito mais de 5 mil saltos ao redor do mundo e era referência no esporte. O irmão dele, Ed Harrison, analisou que o mini paraquedas do saltador estava preso ao arnês, portanto não “havia chance” de ter sido acionado.
Um homem foi preso após espancar a filha, menor de idade, pois a vítima havia salgado demais a comida. O caso ocorreu em 13 de fevereiro, na linha SME 14, em Machadinho D’Oeste, mas o homem só foi preso em 21 de fevereiro.
Conforme o boletim de ocorrência, em 13 de fevereiro deste ano, a vítima, menor de idade, foi espancada com socos, chutes e tapas por salgar demais a comida. A menina ficou com as marcas das agressões, além dos olhos roxos. O autor das agressões é o pai da garota, que chegou a fugir.
Dois dias após as agressões, em 15 de fevereiro, a vítima conseguiu denunciar as agressões. Em seguida, o Conselho Tutelar acionou a PM (Polícia Militar) para prender o homem, porém ele já havia fugido. Logo depois a polícia descobriu que o autor fugiu para região de Ariquemes (RO).
A polícia passou a investigar o paradeiro do agressor, que foi localizado no garimpo Bom Futuro, entre Ariquemes e Alto Paraíso (RO), em 21 de fevereiro. Aos policiais o homem ainda tentou passar um nome falso, mas estava usando uma aliança com o nome verdadeiro dele e da esposa. Ao ser identificado, ele recebeu voz de prisão.
O registro da sucuri gigante foi feito pelo Marcos Fernandes, que é coordenador projeto voluntário “Biólogo em Ação” durante um estudo dentro do parque estadual de Porto Velho.
Segundo o biólogo, a cobra estava em um momento de descanso dentro do córrego que cruza o parque, provavelmente já alimentanda, mesmo assim em ponto de ataque a prováveis presas.
Seis curiosidades sobre a sucuri-verde:
Sucuri e anaconda são a mesma serpente
A sucuri-verde, é conhecida mundialmente como “anaconda”. Nomes populares podem variar entre regiões diferentes e causar certa confusão, mas tanto o nome popular “sucuri” quanto “anaconda” referem-se às serpentes do gênero Eunectes.
Quatro espécies diferentes
O gênero das sucuris possui poucas espécies se comparado a outros gêneros de cobras típicas do território brasileiro. São quatro: Eunectes murinus (sucuri-verde), Eunectes notaeus (sucuri-amarela), Eunectes beniensis (sucuri-de-beni) e Eunectes deschauenseei (sucuri-malhada). Dentre essas espécies, a única que nunca foi observada no Brasil é a sucuri-de-beni. A mais comum, maior e estudada pela ciência é justamente a sucuri-verde, a Eunectes murinus.
A sucuri-verde, é conhecida mundialmente como “anaconda
Uma das maiores cobras do mundo
Todas as espécies de sucuris são robustas e consideradas de grande porte, mas a sucuri-verde em especial é considerada a maior serpente em volume corpóreo do mundo. E em comprimento ela só perde para a píton-reticulada (Malayopython reticulatus), que habita o sudeste asiático.
Ela pode atingir até sete metros e pesar mais de 130kg, mas animais com mais de cinco metros são raros de serem encontrados. Há relatos polêmicos de pessoas que viram sucuris com mais de 10 metros – o que gera discussão entre a comunidade cientifica e a população até hoje.
Amante de água
As sucuris são conhecidas por seus hábitos semiaquáticos. Elas são geralmente encontradas em região de rios, brejos e pântanos da América do Sul, de água rasa coberta por vegetação. Considerada uma ótima nadadora, desloca-se de forma rápida na água. Mas essa velocidade não se aplica à terra firme onde desloca-se muito mais lentamente.
É uma grande predadora, mas… também é caçada
Conhecida por constringir suas presas, a sucuri não é peçonhenta, apesar de ter uma mordida dolorida. Ela é 100% carnívora: geralmente ela caça por espreita próximo à beira da água, e quando tem uma oportunidade, dá um bote, enrola seu corpo musculoso ao redor da presa e aperta suas vítimas até a morte. Essas serpentes têm uma dieta generalista e fazem parte de seu cardápio: mamíferos, aves, répteis e peixes.
Mas a sucuri não reina sozinha nas águas: elas também são presas de algumas espécies de jacaré, de onças e até mesmo de outras sucuris. Seu pior predador, porém, é o homem. Além de matar diretamente a serpente, ele causa a destruição de seu habitat, levando a uma diminuição do número de presas disponíveis e à redução da área de vida dessas gigantes.
Imensidão de filhotes
Devido ao seu grande tamanho, a sucuri pode ter uma quantidade grande de filhotes na comparação com outras espécies. Grandes sucuris-verdes podem produzir ninhadas com mais de 70 filhotes. Por ser uma espécie vivípara, as pequenas cobrinhas nascem completamente desenvolvidas após a gestação e são totalmente independentes da mãe.
Um jacaré gigante foi flagrado, nesta quinta-feira, 22, atravessando uma das estradas do projeto Rio Formoso, em Formoso do Araguaia, na região sul do Tocantins. Na gravação é possível observar o calma do animal durante o passeio.
O Projeto Rio Formoso localizado em Formoso do Araguaia – TO, é classificado como o maior projeto de Irrigação de áreas contínuas da América Latina.
Possui uma área total de 27.787 hectares, que funcionam através de um sistema de irrigação tanto por inundação quanto por subirrigação. Se caracteriza pela produção arroz irrigado (inundação) no período chuvoso (outubro a abril) e de soja, milho, feijão e melancia (subirrigação) no período seco (maio a setembro).
Constitui-se como um dos poucos lugares onde é permitido o cultivo da soja em vazio sanitários.
Existem oito espécies de jacarés conhecidas e, com exceção do alligator-chinês (Alligator sinensis), todos vivem na América do Sul. No Brasil, as seis espécies nativas apresentam um tamanho que varia.
O registro do passeio do jacaré foi feito por Lucas Martins.
Em 22 de dezembro passado, um grupo de oito indígenas isolados apareceu em uma mata ao sul da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, um dos territórios mais desmatados na Amazônia durante o governo de Jair Bolsonaro. Dois trabalhadores rurais estavam construindo um curral perto do rio São Miguel quando os indígenas surgiram nus, com adornos na cintura, todos homens adultos e portando arcos e flechas “bem grandes”. Eles ficaram parados em pé, apenas observando, a cerca de 200 metros.
O contato visual durou cerca de 15 minutos, quando então os indígenas, provavelmente assustados pela chegada de uma motocicleta, retornaram à floresta. Desde então, não houve mais notícias sobre eles.
Alertada pelos moradores da região, uma equipe da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), liderada pelo experiente indigenista Fabrício Amorim, da Frente de Proteção Etnoambiental Uru-Eu-Wau-Wau, ainda em dezembro, foi ao local, entrou na mata e “confirmou vestígios, rastros e restos de comida”.
A Funai ainda não sabe se os indígenas avistados são parte dos “Isolados do Cautário”, grupo cujo integrante, em 2020, disparou uma flecha que atingiu o peito e matou um dos mais importantes indigenistas então em atividade no país, o servidor da Funai Rieli Franciscato, quando ele observava à distância o grupo na mata. Rieli tentava evitar um atrito entre os isolados e a população não indígena na zona rural de Seringueiras, em Rondônia. O local da morte do indigenista fica a cerca de 70 km do ponto em que o grupo foi visto em dezembro.
O indigenista Antenor Vaz, consultor sobre o tema dos indígenas isolados, levantou a possibilidade de que os oito indígenas sejam da etnia referida há anos pelo povo indígena Amondawa como os Yrapararikuara. Para Vaz, é importante que a Funai continue monitorando e pesquisando as ameaças a esse grupo isolado, a fim de garantir uma proteção efetiva.
O indigenista Elias Bígio, outro especialista no tema dos isolados, lembrou que “Rieli Franciscato sempre dizia que não havia apenas um grupo isolado na região; não ser uma única etnia”. Ele defende que é preciso continuar investigando a fundo o motivo pelo qual indígenas isolados têm surgido com mais frequência naquela região de Rondônia nos últimos anos. “A hipótese é que os indígenas estão aparecendo, como ocorreu no Cautário, em virtude de algum tipo de pressão ainda não muito bem identificado”, disse Bígio, da Operação Amazônia Nativa (Opan).
Os Yrapararikuara foram citados numa recomendação emitida em março de 2021 pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) e dirigida a diversos órgãos públicos, incluindo Funai, Ibama, Polícia Federal e Polícia Militar de Rondônia. No documento, o CNDH alertou para a necessidade de “adoção de medidas para garantia de direitos humanos dos povos indígenas que habitam a Terra Indígena Uru Eu Wau Wau”.
Segundo relatório do CNDH, que cita um trabalho de Antenor Vaz, o nome dos Yrapararikuara decorre de “esses isolados transportarem grandes arcos e flechas”.
“Seu território atual se estende a partir no centro-sul da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, abrangendo desde a bacia do rio Cautário, a oeste, até a bacia do rio São Miguel, a leste. A partir da criação, em 2010, da Frente de Proteção Etnoambiental Uru-Eu-Wau-Wau pela Funai, o conhecimento sobre esse povo aumentou bastante. Aparentemente, subdividem-se em pequenos grupos estabelecidos em determinadas regiões, relacionando-se possivelmente entre si. Não desenvolvem agricultura e vivem basicamente dos produtos de coleta, pesca e caça. Não é grande a gama de objetos produzidos por eles.
Dormem em redes tecidas com entrecascas de determinadas espécies de árvores, confeccionam arcos e flechas e cestos simples trançados”, apontou a recomendação do CNDH.
Em 2015, uma expedição da Funai localizou e fotografou redes de dormir utilizadas por esses isolados.
Funcionário da Funai em moradia dos isolados Yrapararikuara analisando uma rede abandonada
Homologada em 1991, com 1,8 milhão de hectares, a terra indígena abrange 12 municípios de Rondônia. Nela vivem os povos Oro Win, Uru-Eu-Wau-Wau e Amondawa. O CNDH apontou que no sul e no sudeste da terra há ainda a “presença confirmada de povos indígenas em situação de isolamento, além de outros dois registros no interior da TI, ainda em fases de pesquisa para a confirmação”.
“A Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau sofre grande pressão de invasores, notadamente de posseiros, grileiros, garimpeiros e madeireiros, registrando, no ano de 2019, as maiores taxas de desmatamento dos últimos dez anos, sendo a oitava terra indígena mais desmatada do país em 2019”, apontou o CNDH.
O mais recente avistamento dos isolados preocupa a Funai e indigenistas porque se trata de uma área muito visada por pescadores e caçadores e que sofre pressões dos plantadores de soja, que usam, no entorno da terra indígena, uma gama de agrotóxicos. De acordo com avaliação dos servidores da Funai, o veneno tem levado ao desequilíbrio ecológico da área e pode afetar o regime alimentar dos indígenas isolados. Nota-se a redução da produção de mel na região, por exemplo.
A proximidade de um grupo isolado com não indígenas também pode levar à contaminação dos indígenas por doenças. No organismo de um indígena isolado, uma simples gripe pode evoluir rapidamente para uma pneumonia fatal, como tantas vezes já registrado no passado.
A Funai fez a atualização vacinal de todas as suas equipes na região e enfatizou a necessidade do aumento de fiscalização com uma equipe permanente na área.
No final do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou que a União apresente os planos de desintrusão e um cronograma para o ano de 2024 em relação a sete terras indígenas cujas invasões recrudesceram durante o governo do Bolsonaro e que são alvo de atenção na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 709.
A terra Uru-Eu-Wau-Wau é um dos sete territórios abordados na ADPF. Os ministérios do governo Lula têm discutido o cronograma dirigido ao STF.
Nesta semana a vereadora Márcia Socorristas Animais (PP), esteve realizando visita ao secretário Diego Lage, da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação (Semob), acompanhada do presidente do Bairro Três Marias e outro morador, para tratar sobre algumas demandas do bairro.
Foi informado ao secretário sobre a precariedade de diversas ruas do Bairro Três Marias, o que prejudica diretamente a todos os moradores, tanto do bairro, quanto da região. Muitas ruas constam no mapa como asfaltadas, porém, a realidade é outra e muito pior do que se possa imaginar.
Devido ao intenso tráfego de veículos e constantes chuvas devido ao inverno amazônico em Porto Velho, formaram-se verdadeiras crateras nas ruas do Bairro Três Marias. Além disso, com as fortes chuvas e drenagem insuficiente, as vias do bairro ficam alagadas, dificultando e, em alguns casos, impossibilitando que os moradores saiam de casa.
Diante dessa situação, a parlamentar solicitou ao secretário que sejam realizados os serviços de drenagem, encascalhamento e pavimentação nas ruas do bairro. Além disso, pede que seja realizada limpeza nos canais e bueiros, para que a água das chuvas possa escoar mais rapidamente.
“São inúmeras demandas que temos referente ao Bairro Três Marias e esse contato diretamente com o secretário é fundamental, para que possamos debater e buscar uma resolução mais rápida para as dificuldades enfrentadas pelos moradores. Agradeço ao secretário Diego Lage pela receptividade e aos moradores do Bairro Três Marias, por confiarem em nosso trabalho”, finalizou a vereadora Márcia Socorristas.