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Vídeo: Coroa do Divino Espírito Santo é recebida com festa por devotos, no Forte Príncipe da Beira

Tradição de origem portuguesa, a Festa do Divino Espírito Santo é uma das mais cultuadas em Rondônia. Trata-se de um verdadeiro ato de fé e religiosidade entre cristãos e visitantes dos mais diversos lugares do Brasil. A festa consegue reunir centenas de fiéis nos meses de abril, maio e junho num memorável e belo espetáculo. Segundo moradores, o Divino é festejado desde 1899, mas a origem está em Portugal, sendo oficializada pela rainha Dona Isabel, em peregrinações feitas por cristãos que carregavam uma bandeira com o símbolo do Divino, a pomba.

A chegada da Coroa do Divino Espírito Santo na última terça-feira (15), no Forte Príncipe da Beira (RO) foi celebrada com festa pelos devotos. Em ato de fé e devoção espiritual, algumas pessoas entraram no Rio Guaporé para poder ver de perto e tentar tocar na coroa.

Além disso, no Forte Príncipe da Beira a programação de celebrações continua até o próximo domingo (19). Conforme a programação, na próxima sexta-feira (17), às 20h, haverá missa. No próximo sábado (18), a saída da igreja em procissão para buscar o mastro. Encerrando no domingo com a Solenidade de Pentecostes.

VEJA O VÍDEO: 

Queda na locomoção e falhas no sistema imune: estudo mostra como agrotóxicos afetam abelhas nativas

Estudo conduzido por pesquisadores das universidades Estadual Paulista (Unesp), Federal de São Carlos (UFSCar) e Federal de Viçosa (UFV) revelou como três pesticidas comumente utilizados na agricultura – imidacloprido, piraclostrobina e glifosato – afetam a espécie de abelha nativa sem ferrão Melipona scutellaris: sozinhos ou em combinação, os compostos modificam a atividade locomotora dos animais e reduzem suas defesas. Os resultados do trabalho foram publicados recentemente na revista científica Environmental Pollution.

O uso indiscriminado de agrotóxicos e suas consequências para a sobrevivência das abelhas são um tema cada vez mais debatido e estudado em todo o mundo. No entanto, a maioria dos trabalhos científicos relacionados envolve espécies europeias e norte-americanas. Aqui no Brasil, o foco tem sido espécies nativas sem ferrão, como a Melipona scutellaris, que desempenham papel vital na polinização de diversas plantas silvestres e culturas com relevância econômica.

Neste trabalho, conduzido no âmbito do Programa BIOTA-FAPESP e apoiado por meio de dois projetos (17/21097-3 e 21/09996-8), um grupo de pesquisadores avaliou os efeitos subletais – ou seja, que não causam a morte – dos pesticidas imidacloprido, piraclostrobina e glifosato no comportamento, na morfologia e na fisiologia da espécie. Para isso, em laboratório, expuseram oralmente os animais às substâncias de forma isolada e em combinação por 48 horas e, em seguida, compararam os resultados aos de um grupo-controle.

O perigo desses agrotóxicos para as abelhas ficou claro: o grupo alimentado com solução contaminada caminhou menos, se movimentou mais lentamente e apresentou alterações morfológicas no corpo gorduroso, órgão relacionado ao sistema imunológico desses insetos.

“Observamos que, tanto em combinação quanto isolados, os agrotóxicos interferiram seriamente no comportamento das abelhas, causaram danos no corpo gorduroso e comprometeram as atividades tanto de proteínas importantes para o sistema imune quanto para a sobrevivência celular”, conta Cliver Fernandes Farder-Gomes, pesquisador do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSCar e primeiro autor do estudo.

Segundo Farder-Gomes, tais resultados indicam que, mesmo que essas abelhas sobrevivam à exposição, elas passarão a ter sistemas imunes deprimidos, que não funcionam adequadamente no combate a bactérias, o que pode aumentar a propensão a infecções.

“A mortalidade das abelhas sempre causa um choque, mas é importante lembrar que, muitas vezes, sobreviver aos agrotóxicos pode ser ainda mais problemático porque enfraquece e diminui as colmeias, impactando não só a produção de mel como a de frutas e legumes, por conta do déficit de polinização”, destaca Roberta Cornélio Ferreira Nocelli, professora do CCA-UFSCar, coordenadora do grupo de trabalho para o desenvolvimento de métodos para testes de toxicidade em abelhas nativas brasileiras junto à Comissão Internacional para as Relações Planta-Polinizador (ICPPR, na sigla em inglês) e coautora do trabalho.

Políticas públicas

Para complementar esses resultados e estabelecer um panorama completo dos malefícios dos três pesticidas, os pesquisadores pretendem agora analisar sua influência na expressão de outras proteínas e também testar a ação das substâncias em espécies distintas de abelhas nativas.

De acordo com Osmar Malaspina, professor do Instituto de Biociências (IB) da Unesp de Rio Claro, a ideia é que, por revelar impactos com consequências de longo prazo tanto na biodiversidade quanto na segurança alimentar, o estudo realizado por Farder-Gomes dê suporte aos órgãos públicos para o estabelecimento de políticas mais restritivas, como tem acontecido nas últimas décadas com outras pesquisas do Grupo de Pesquisa em Ecotoxicologia e Conservação de Abelhas (Leca) e o Grupo de Pesquisa Abelhas e os Serviços Ambientais (ASAs), liderados por ele e por Nocelli.

“Nossos mais de 80 artigos e livros, entre outros trabalhos, têm sido utilizados ao longo dos anos, principalmente pelo Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], para restringir o uso de agrotóxicos – foi o caso, por exemplo, do inseticida fipronil, que tem sido o maior responsável pela mortalidade de abelhas”, diz Malaspina.

Nocelli faz questão de destacar que não se trata de comprometer a agricultura brasileira – pelo contrário, a função dos estudos científicos é melhorá-la. “Nosso objetivo é sempre pensar em uma produção agrícola mais sustentável, harmonizando agricultura e conservação, pois só assim teremos segurança alimentar no futuro”, finaliza.

Vereadora Márcia Socorristas participa de solenidade e destaca importância da apicultura em Porto Velho

A vereadora Márcia Socorristas Animais (PSDB) esteve participando de solenidade para a entrega de centenas de caixas para criação de abelhas e, na oportunidade, destacou a importância deste ramo em nossa cidade.

Fruto de emenda parlamentar da deputada estadual Ieda Chaves, no valor de R$100 mil reais, as 400 caixas para a criação das abelhas foram encaminhadas para a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri).

As abelhas afetam a nossa vida diariamente. Além de produzirem o mel, elas são responsáveis pela polinização de inúmeros alimentos, como as frutas, legumes e os grãos, garantindo a segurança alimentar de toda a humanidade. Ao pousar de flor em flor, elas usam os muitos pelos que possuem em seu corpo para coletar o seu pólen, o qual elas transportam depois para outras flores. Isso torna esses insetos importantes polinizadores.

No Brasil, existem 350 espécies de abelhas sem ferrão, e muitas delas são criadas com o objetivo de produzir mel, própolis, geleia real, pólen e cera de abelha.

A vereadora Márcia Socorristas agradeceu à deputada Ieda Chaves pela importante destinação do recurso e salientou a importância das abelhas na sobrevivência do ser humano, pois são responsáveis pela produção de 85% de frutas e legumes.

“É importante nós, como representantes do povo, defendermos a criação de abelhas sem ferrão na área urbana de Porto Velho, pois no setor rural há muito agrotóxico e isso acaba matando as abelhas. As caixas para a criação adquiridas através do recurso destinado pela deputada Ieda Chaves tem uma importância muito grande para a apicultura em nossa cidade”, concluiu a vereadora.

´Por Assessoria Parlamentar

Semagric atua para manter os mais de 7,5 mil quilômetros de estradas vicinais em boas condições

Com grande extensão territorial, possuindo o maior rebanho bovino de Rondônia e expandindo a produção de grãos e outros produtos, Porto Velho já desponta como um novo polo da agropecuária. Mas, para assegurar esse processo de expansão, a Prefeitura da capital, através da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), tem atuado para garantir boas estradas rurais.

E o desafio da Prefeitura de Porto Velho é manter a boa trafegabilidade dos cerca de 7,5 mil quilômetros de estradas rurais sob sua responsabilidade. O trabalho de melhorias inclui patrolamento, encascalhamento, saídas de água, manutenção em pontes, substituição de bueiros, rebaixamento de morros e outros serviços.

Com a maior frota própria de transporte escolar do país, a Prefeitura de Porto Velho transporta mais de 6.300 alunos por dia, em 178 rotas, num total de 15 mil quilômetros diários. Dessa forma, a prioridade da Semagric é trabalhar para que as linhas de transporte escolar sejam priorizadas, que são linhas emergenciais, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), que administra 56 escolas na área rural.

Prefeitura também investiu recurso próprio na compra de máquinas
Prefeitura também investiu recurso próprio na compra de máquinas

Para executar esse trabalho, a Prefeitura recebeu maquinários, adquiridos através de emendas federais, também investiu recurso próprio na compra de máquinas e na contratação de horas/máquinas para realizar uma série de serviços de melhorias nas estradas.

No ano passado, foram contratadas 36 máquinas, entre motoniveladora, retroescavadeira, pá carregadeira, caçamba basculante e outros maquinários, para a realização de trabalhos em cerca de 3 mil quilômetros de recuperação de vicinais, contemplando o distrito de Rio Pardo, União Bandeirantes, entorno da sede do município e Gleba Rio Preto. Essa contratação de hora/máquina foi com recurso próprio do município.

Outra ação importante foi a executada com recursos do Fundo de Infraestrutura de Transportes e Habitação (Fitha), com a contratação de empresa terceirizada para trabalhos de limpeza lateral e patrolamento de cerca de 1.500 quilômetros de estradas rurais. Entre as Linhas contempladas a 22, 27 e 32, nos Travessões 22 e 27, nos ramais Vila Princesa e Kariary. Além da Linha 45 e na localidade de Morrinhos.

Mais de 20 pontes foram também recuperadas pela equipe da secretaria
Mais de 20 pontes foram também recuperadas pela equipe da secretaria

Foram cerca de 5,5 mil quilômetros de estradas rurais recuperados, seja através da gestão direta da Semagric, com empresas contratadas ou terceirizadas. Foram também recuperadas mais de 20 pontes e mais de 100 bueiros pelas equipes de trabalho da Secretaria.

TRABALHO

Os trabalhos atenderam regiões como o Setor Chacareiro, a Bacia Leiteira, a região da Estrada Penal até o distrito de São Carlos, e a Estrada do Japonês até o Rio Caracol. O trabalho também foi executado nas estradas da BR-319 até o quilômetro 114; na gleba Rio Preto e na região da localidade Vila da Penha.

Os distritos de Rio Pardo e União Bandeirantes receberam melhorias nas estradas, além de nove pontes e 18 bueiros na região de Rio Pardo recuperados. Estradas nos distritos de Jaci-Paraná, Vista Alegre do Abunã, Extrema e Nova Califórnia também foram contempladas com serviços de recuperação.

Texto: Eranildo Costa Luna
Foto: SMC

Safra 2024 alcançará 299,6 milhões de toneladas, 5,0% menor que a de 2023, diz IBGE

A safra agrícola de 2024 deve totalizar 299,6 milhões de toneladas, 15,8 milhões de toneladas a menos que o desempenho de 2023, um recuo de 5,0%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril, divulgado nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado é 1,2 milhão de toneladas maior que o previsto no levantamento de março, uma alta de 0,4%.

Área a ser colhida

De acordo com o IBGE, o Brasil deve colher 77,9 milhões de hectares na safra de 2024, uma estabilidade (0,0%) em comparação com 2023, apenas 9,4 mil hectares a mais. Em relação à estimativa de março, a área a ser colhida é 0,2% maior, 134,9 mil hectares a mais.

O arroz, o milho e a soja – três principais produtos da safra brasileira de grãos – respondem juntos por 91,6% da estimativa da produção e por 87,0% da área a ser colhida.

Em relação a 2023, a área a ser colhida será maior para o algodão herbáceo (10,9%), arroz (4,6%), feijão (5,9%) e soja (2,5%).

Por outro lado, a expectativa é de redução na área para o sorgo (-4,3%), trigo (-7,5%) e milho (-5,5%). A área colhida deve cair 8,0% no milho 1ª safra e 4,8% no milho 2ª safra.

FONTE: IBGE

VÍDEO: Deputado Marcelo Cruz anuncia reajuste salarial para servidores da Alero

O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), deputado estadual Marcelo Cruz (PRTB), anunciou nesta terça-feira (14) uma revisão anual em duas etapas aos servidores efetivos da Casa de Leis. Em junho, o aumento será de 6% e, a partir de julho, o reajuste será de 7%.

A revisão tem o objetivo de garantir o poder aquisitivo das remunerações dos servidores públicos frente à desvalorização da moeda, ocasionada pela inflação.

O pronunciamento foi feito no auditório Amizael Gomes da Silva e contou com as participações do ex-presidente da Casa de Leis, Hermínio Coelho, do secretário-geral da Alero, Arildo Lopes, e do presidente do Sindicato dos Servidores dos Poderes Legislativos do Estado de Rondônia (Sindler), Mirin Luiz de Brito.

Hermínio Coelho destacou o compromisso da presidência em buscar melhorias para os servidores. “Vivo a política da luta do trabalhador. Temos que melhorar o plano dos servidores para segurarmos os profissionais de primeira hora. Obrigado presidente Marcelo Cruz por atender as reivindicações dos servidores”, frisou.

Marcelo Cruz valorizou o papel do servidor da Casa de Leis. “Temos acompanhado a luta do sindicato e nos preocupamos com o nosso servidor. O recurso da Assembleia tem que ser gasto com os nossos colaboradores como forma de reconhecimento ao trabalho desempenhado pelos profissionais, os quais pontos importantes para que a nossa Casa seja referência em transparência na região Norte”, afirmou.

Para Mirin Luiz de Brito, o presidente da Alero atendeu os servidores da Casa de Leis. “Quero agradecer a luta do deputado Marcelo Cruz que tem trabalhado para defender os interesses e as demais demandas dos servidores. Também entendemos que tem a exigência do concurso público que vai disponibilizar 300 novas vagas na Assembleia com o intuito de preencher 250 vagas de nível médio e outras 50 de nível superior”, acrescentou.

Arildo Lopes ressaltou o compromisso de gestão em atender os anseios dos servidores efetivos. “Foi necessário o reajuste e estabelecido no limite para que possamos atender todas as nossas demandas, pois também temos que adequar o impacto do concurso público deste ano”, explicou.

O parlamentar ainda explicou a situação do plano de saúde para os servidores. “Já fizemos todo o planejamento e melhoramos a questão do auxílio saúde, o que encaminhamos para ser analisado pelo Ministério Público (MPRO) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que possamos andar juntos nessa demanda. Estamos aguardando agora apenas o parecer do MP para fazer o anúncio oficial aos nossos colaboradores”, cerrou Marcelo Cruz.

Texto: Alexandre Almeida I Secom ALE/RO
Foto: Rafael Oliveira I Secom ALE/RO

VEJA O VÍDEO: 

Quanto tempo vive um cachorro? Veja estimativa para cada raça

Todo tutor deseja que o seu cãozinho viva para sempre, mesmo sabendo que, infelizmente, isso não tem como acontecer. Apesar disso, os pets podem, sim, passar vários anos ao seu lado, te enchendo de amor e diversão por todo esse período.

Mas quanto tempo em média vive um cachorro, afinal? De um modo mais geral, costuma ser algo entre 10 e 13 anos, caso o animal não tenha nenhuma doença. Porém, para isso, é preciso que ele seja muito bem cuidado.

Ademais, essa questão vai depender da raça e do porte do bicho. No caso do porte, os maiores têm geralmente uma expectativa de vida de até 10 anos, enquanto os menores podem chegar aos 18. Essa ideia vale, inclusive, para os animais sem raça definida.

Já em relação à raça, confira a seguir quanto tempo um cachorro de cada uma vive:

  • Shih-tzu: 10 a 16 anos
  • Maltês: 15 a 18 anos
  • Lhasa Apso: 12 a 14 anos
  • Pinscher: 12 a 15 anos
  • Pug: 12 a 14 anos

Projeto de Rondônia é destaque durante apresentação do plano nacional de combate aos efeitos da seca na Amazônia

(FILES) Aerial picture of a deforested area close to Sinop, Mato Grosso State, Brazil, taken on August 7, 2020. Earth lost an area of carbon-absorbing rainforest larger than Switzerland or the Netherlands in 2022, most of it destroyed to make way for cattle and commodity crops, an analysis of satellite data released on June 27, 2023, revealed. That is nearly a football pitch of mature tropical trees felled or burned every five seconds, night and day, and 10 percent more than the year before, according to the World Resources Institute (WRI). (Photo by Florian PLAUCHEUR / AFP)

A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) sedia nos dias 14 e 15 de maio a 2° edição do Programa de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB), para discutir um plano nacional de combate aos efeitos da seca na Amazônia. O evento é no campus de Belém reunindo representantes dos estados do Norte.

A programação é no prédio central da universidade com participação da sociedade civil, privada e pública, onde participantes compartilham experiências bem sucedidas, que vem auxiliando no processo de redução de seca, garantia da segurança alimentar e segurança hídrica.

O evento também tem diversos momentos de interação e de dinâmicas culminando na apresentação de um relatório diagnóstico da atual situação da Amazônia em relação à seca e do processo denominado “savanização”.

As discussões ocorrem em todo o Brasil em uma série de atividades que buscam reunir pessoas da sociedade civil organizada e do governo para discutir e analisar pontos importantes sobre o combate à desertificação e a mitigação dos efeitos da seca no país.

Uma das metas é que a partir desses encontros seja formulado o segundo PAB, válido para os próximos vinte anos. A iniciativa é realizada por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e, na região Norte, é coordenada pela professora Vânia Neu, da Ufra.

“Muitas vezes as pessoas pensam que o volume de água que temos aqui nunca vai acabar. Mas, ano passado mesmo, vimos que a água acabou. Várias regiões da Amazônia secaram e muitas pessoas ficaram sem água para beber. Elas ficaram sem água e sem comida porque aqui na Amazônia os rios não são só fonte de água, mas eles são as estradas para chegar nas comunidades e essas comunidades ficaram isoladas. A Amazônia está em um processo de seca cada vez maior”, diz.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do ano de 2020, a seca já havia atingindo mais de 50% dos municípios brasileiros, o que faz ser um problema atual para o país.

Seca intensa atinge Amazônia, incluindo Marajó — Foto: Edenilton Marques/TV Liberal

Programação

Dentro da programação, serão expostas três experiências bem sucedidas, uma da iniciativa privada, uma da sociedade civil e outra do governo.

Além disso, serão apresentadas outras três experiências:

  • Esfera governamental (um projeto no nordeste paraense (programa Proambiente)
  • Iniciativa privada (um projeto de agricultura regenerativa em Breves, no Marajó)
  • Experiência da sociedade civil organizada (um projeto de restauração na agricultura familiar, em Rondônia).

A partir desses cases os representantes dos estados darão contribuições sobre o que funcionaria para a sua região, agregando experiências e formulando alternativas.

“A ideia é que cada um venha e traga um pouco do seu território. As ações que vamos apresentar são pontos de partidas, ações que estão sendo feitas e que estão reduzindo o processo, que estão freando o processo de redução de seca, mantendo a segurança alimentar e a segurança hídrica também. E a partir delas, nós vamos construir o nosso plano”, afirmou a coordenadora.

O evento é fechado, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), mas terá a participação de cerca de 20 pessoas da sociedade civil organizada e 20 representantes de governo.

O resultado de todos os seminários do PAB serão apresentados ao Ministério, que reunirá todas as informações sobre as regiões a fim de construir o plano nacional, que será válido pelos próximos 20 anos.

“A ideia é levar esse plano para a COP na Arábia Saudita, em dezembro, verificando a possibilidade de conseguirmos recurso internacional para implantar o que estamos propondo”, finalizou.

Desmatamento na Amazônia — Foto: Getty Images

Temas a serem tratados

 

Savanização

Um dos assuntos que serão tratados é a questão “savanização”, um processo de mudança da cobertura vegetal do bioma, com perda de árvores de grande porte, dando lugar espécies similiares ao que se encontra na região do Cerrado.

O debate pretende discutir o que pode ser feito para reduzir esse processo acelerado de savanização na região e como se adaptar aos efeitos das secas frequentes que estão ocorrendo nos últimos anos.

Desmatamento

Outro ponto destaque a ser debatido no evento será o processo de seca em várias regiões da Amazônia que tem como um dos principais motivos, o desmatamento.

“Agora, a gente já chegou a cerca de mais ou menos 20% de área desmatada. E nisso, a Amazônia vai começar a perder essa capacidade de formar tanta chuva, o que influencia não só para a gente aqui na região amazônica, mas para outras regiões do Brasil”, revelou a professora, Vania Neu.

Sobre o PAB

O Programa de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB) é um projeto que busca identificar os aspectos que auxiliam o processo de desertificação e de seca no país.

Através dele é proposto e planejado ações estratégicas de curto, médio e longo prazos que possam auxiliar a combater esse processo, mitigar os efeitos das secas e prevenir e reverter os quadros de degradação do solo.

FONTE: Por g1 Pará — Belém

STJ julga hoje o governador do Acre, Gladson Cameli

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga, nesta quarta-feira (15/5), se aceita denúncia e torna réu o governador do Acre, Gladson Cameli (PP-AC). A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o chefe do Executivo estadual de envolvimento em um esquema milionário de desvios de dinheiro público.

O julgamento está na pauta da Corte Especial do STJ desta quarta-feira, em sessão que começa às 14h. O colegiado é composto pelos 15 ministros mais antigos do STJ e é responsável por julgar ações penais contra governadores e outras autoridades.

As práticas ilícitas iniciadas em 2019 teriam causado prejuízos de mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos, conforme notas técnicas da Controladoria-Geral da União. A denúncia da PGR, apresentada em novembro do ano passado, detalha fatos apurados no âmbito da Operação Ptolomeu, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

De acordo com a investigação, a empresa Murano Construções LTDA, que teria recebido R$ 18 milhões dos cofres públicos, e empresas subcontratadas teriam pagado propina ao chefe do executivo estadual em valores que superam os R$ 6,1 milhões. Os repasses teriam ocorrido por meio do pagamento de parcelas de um apartamento em bairro nobre de São Paulo e de um carro de luxo.

Além do governador, também foram denunciados a mulher de Cameli, dois irmãos do chefe do Poder Executivo, servidores públicos, empresários e pessoas que teriam atuado como “laranjas” no esquema.

Em dezembro do ano passado, a Corte Especial do STJ decidiu desmembrar a denúncia apresentada pela PGR, mantendo no STJ apenas a acusação contra Cameli. Assim, a denúncia contra os investigados que não têm foro será distribuída para os juízos criminais competentes.

FONTE: Mateus Salomão

Rondônia assume pela primeira vez a presidência da Associação Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural

Rondônia alcança um marco significativo ao assumir pela primeira vez a presidência da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer). O estado, reconhecido por sua atuação proativa no desenvolvimento agropecuário, ascende a uma posição de destaque nacional na promoção do agronegócio e na implementação de políticas de assistência técnica e extensão rural.

Segundo o diretor-presidente da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), Luciano Brandão, que agora assume como novo presidente do Conselho Diretor da Asbraer, “a nomeação é uma demonstração do reconhecimento da eficiência e da eficácia das políticas públicas implementadas pelo Governo de Rondônia, que tem se destacado por suas iniciativas inovadoras e pelo compromisso com o fortalecimento do setor agropecuário, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da região”, destacou

O novo presidente do Conselho Diretor da Asbraer, Luciano Brandão, foi eleito por unanimidade durante a 36ª Assembleia Extraordinária, realizada de forma virtual na segunda-feira (13), e permanece no cargo até 2027. Como vice-presidente nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) da Asbraer assume o atual presidente da Emater/MG, Otávio Maia.

SOBRE A ASBRAER

A Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Regularização Fundiária é uma organização independente, apartidária e sem fins lucrativos, fundada em 8 de junho de 1990.  Há mais de 30 anos mantém ativa a integração e o intercâmbio com suas entidades e instituições públicas, organismos internacionais e instituições privadas, além de promover o diálogo entre a assistência técnica e extensão rural, pesquisa agropecuária e regularização fundiária. A Asbraer possui 31 associadas, mais de 20 mil extensionistas e 1.126 pesquisadores. Presença em quase 90% dos municípios brasileiros, são 5.004 escritórios em todo país.

Texto: Andréia Fortini
Fotos: Luciano Brandão e Ana Paula Rocha