Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 124

Lotofácil da Independência, sai para 86 apostas e 51 apostas de Rondônia acertaram 14 números

O concurso especial 3.190 da Lotofácil da Independência — sorteado nesta segunda-feira (dia 9), no Espaço da Sorte, em São Paulo — saiu para 86 apostas, que vão dividir o prêmio principal de R$ 202,5 milhões. Cada aposta receberá R$ 2.354.726,30.

O prêmio saiu para os seguintes estados: Alagoas (1), Amazonas (1), Bahia (3), Ceará (2), Distrito Federal (5), Goiás (9), Maranhão (2), Minas Gerais (12), Mato Grosso do Sul (1), Mato Grosso (3), Paraíba (2), Pernambuco (3), Paraná (8), Rio de Janeiro (3), Roraima (1), Riso Grande do Sul (2), Santa Catarina (5) e São Paulo (17).

Segundo a Caixa, 59 apostas foram feitas por bolão. Seis delas foram realizadas pelo canal eletrônico.

Números sorteados

Os 15 números sorteados foram 03 – 04 – 05 – 06 – 10 – 12 – 13 – 15 – 16 – 18 – 19 – 21 – 22 – 23 – 25.

Ainda de acordo com a Caixa, essa é a maior premiação já paga na Lotofácil da Independência. Em 2023, 65 apostas acertaram o prêmio principal, levando R$ 2.955.552,77 cada uma.

Para as 12.294 apostas que acertaram 14 números, sendo que 81 foram de Rondônia, o valor individual do prêmio será de R$ 1.353,14.

Prazo para retirar prêmios

O prazo para retirar prêmios de loteria se encerra 90 dias após a data do sorteio. Depois disso, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

Prêmios de baixo valor podem ser retirados em casas lotéricas. Valores acima de R 2.259,20 são pagos exclusivamente nas agências da Caixa. O bilhete é ao portador, sendo recomendável escrever no verso do recibo da aposta premiada o nome completo e o número do CPF. Em caso de bolão, cada participante pode fazer o mesmo no verso de seu recibo individual de cota.

TRAGÉDIA: Colisão entre caminhões deixa dezenas de mortos

Agência de Gestão de Emergências do Estado do Níger/AFP

Ao menos 59 pessoas morreram no domingo (8) na explosão de um caminhão-tanque após colisão com uma carreta que transportava passageiros e gado no norte da Nigéria, informaram os serviços de emergência.

Um porta-voz da agência local de gestão de emergências disse à AFP que o número de mortos poderia aumentar. Ele também afirmou que as vítimas foram enterradas imediatamente após a tragédia, como exige a tradição na região, de maioria muçulmana.

As vítimas morreram carbonizadas. Cerca de 50 vacas também foram queimadas. O acidente, que aconteceu pouco depois da meia-noite de domingo (20h de sábado em Brasília) em uma rodovia da região de Agaie, também envolveu outros dois veículos.

O caminhão transportando passageiros estava a caminho de Lagos, maior cidade do país. O motorista do caminhão-tanque dirigia em alta velocidade quando perdeu o controle do veículo, que tombou e pegou fogo, de acordo com relatório policial.

A carreta com os passageiros e dois carros atrás dela ficaram em chamas após colidirem com o caminhão-tanque tombado, segundo a polícia.

Acidentes são comuns nas estradas geralmente mal conservadas do país mais populoso da África, em grande parte devido ao excesso de velocidade e ao desrespeito às leis de trânsito.

Na Nigéria e em toda a África Ocidental, os passageiros frequentemente viajam na parte de trás de caminhões grandes ou até mesmo em seus tetos.

Em abril, mais de cem veículos foram queimados após a explosão de um caminhão-tanque em uma estrada no sul da Nigéria.

Segundo as autoridades nigerianas, mais de 5.000 pessoas morreram nas rodovias em 2023. A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma, no entanto, que muitos acidentes não são registrados e calcula que quase 40 mil pessoas morrem a cada ano, em média, nas estradas do país, segundo um relatório de 2023.

As vítimas na África subsaariana representaram quase um quinto das mortes globais em estradas em 2021, embora a região detenha apenas 15% da população mundial e apenas 3% de seus veículos, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde publicado este ano.

Todos os candidatos a prefeito de Porto Velho já tiveram pedidos de registros deferidos pela Justiça

Foto: Leandro Morais

Os 7 candidatos a prefeito de Porto Velho neste ano tiveram os pedidos de registros de candidaturas deferidos pela Justiça Eleitoral. O último a receber o aval oficial para a disputa foi Ricardo Frota, que concorre pelo Novo. Os candidatos a vice também foram homologados.

Antes de analisar os registros de candidatos, os juízes eleitorais avaliam a regularidade formal das convenções partidárias através do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP). É um procedimento a parte. Se tudo estiver certo, então os pedidos de registros são analisados.

Além de Porto Velho, dos grandes colégios eleitorais, já foram deferidos todos pedidos de registros de candidatos a prefeito de Vilhena, Cacoal e Ji-Paraná. Em Ariquemes dois dos três candidatos já tiveram pedidos deferidos, faltando apenas para a Justiça analisar o caso de Rafael Bento Pereira (Podemos), que está inelegível.

São esses os candidatos e seus vices a prefeito de Porto Velho:

  1. Célio Lopes de Araújo Júnior (PDT), vice: Vilcilene Gil Caetano Melo (PV)
  2. Benedito Antônio Alves (Solidariadade), vice: Ana Claudia Dinardi de Almeida (PMB)
  3. Euma Mendonça Tourinho (MDB), vice: Tiago Ramos Pessoa (MDB)
  4. Leonardo Barreto de Moraes (Podemos), vice: Magna dos Anjos Queiroz (Podemos)
  5. Mariana Fonseca Ribeiro Carvalho de Moraes (União), vice: Valcenir Alves da Silva (PL)
  6. Ricardo Furtado da Frota (Novo), vice: Valdemar Katayama Kjaer (Novo)
  7. Samuel Costa Menezes (Rede), vice: Liliane da Cruz Rodrigues (PSB)

FONTE: Rondoniagora.com

Rondônia tem POUCA EFICIÊNCIA dos estados brasileiros que fazem mais gastando menos

Fotos: Ésio Mendes e Frank Néry

Ferramenta criada pela Folha em conjunto com o Datafolha neste ano eleitoral permite consultar quais prefeituras do Brasil entregam mais serviços básicos à população usando menor volume de recursos financeiros.

O REM-F (Ranking de Eficiência dos Municípios – Folha) leva em conta o atendimento das prefeituras nas áreas de saúde, educação e saneamento, tendo como determinante no cálculo de eficiência da gestão a receita per capita de cada cidade. Quanto mais serviços prestados com menos receita, maior a eficiência.

O levantamento cobre 5.276 municípios, ou 95% do total, e se utiliza dos dados públicos mais recentes e comparativos (com datas equivalentes) para uma base dessa dimensão. Para 292 cidades, não havia informações consistentes, e elas ficaram de fora.

A ferramenta parte de uma escala de 0 a 1, em que o pior município atinge 0,220 e o melhor, 0,769. O trabalho revela que apenas 163 municípios (3% do total) podem ser considerados “eficientes”. Outros 3.591 (68%) apresentam “alguma eficiência”, enquanto 1.450 (27,5%) têm “pouca eficiência”; e outros 72 (1,3%) são”ineficientes”.

Na média nacional, 71,2% das cidades são consideradas “eficientes” ou com “alguma eficiência”. O resultado do ranking não contrasta muito da avaliação que a população faz dos atuais prefeitos. Segundo pesquisa Datafolha, 46% dos brasileiros os consideram ótimos/bons; e 32%, regulares —somando 78% nestas categorias.

Para consultar a situação de cada município e os seus principais indicadores, basta entrar no site do REM-F e digitar o nome da cidade a ser pesquisada. Também é possível fazer comparações entre municípios e consultar o ranking por estado ou por cidades com população equivalente.

Pode-se averiguar ainda quanto cada município despende em cada área (saúde, educação e saneamento), a receita total e per capita e o gasto com o Poder Legislativo —além de quanto recebem em repasses da União e dos estados.

A ferramenta também revela o crescimento percentual dos servidores nos últimos sete anos, que foi de 5,75% na média do país. Neste ponto, nota-se que tendem a ser menos eficientes as cidades em que houve aumento dos servidores acima de 20% no período. Uma das razões é que elas acabam tendo mais custos fixos, e menos dinheiro para obras e investimentos.

Agregando os municípios “eficientes” e os com “alguma eficiência”, revela-se que as regiões que melhor cumprem seu papel de prover serviços básicos gastando menos estão no Sudeste (81,7% das cidades), no Nordeste (78,6%) e no Sul (71,8%). Nas regiões Centro-Oeste (45,8%) e Norte (25,9%), é menor o total de cidades que o faz de forma minimamente eficiente.

O trabalho mostra que regiões e cidades onde o setor de serviços agrega mais valor ao PIB (Produto Interno Bruto) tendem a ser mais eficientes, assim como aquelas em que a indústria têm mais peso. Na contramão, nos municípios onde o setor público e a atividade agropecuária são preponderantes há tendência de as prefeituras serem menos eficientes.

O levantamento não se concentra apenas na avaliação da atual gestão, pois capta o histórico das administrações e realizações pregressas dos municípios, como o total de escolas e postos de saúde construídos ao longo de décadas.

A cidade paulista de Botucatu (com 145,1 mil habitantes e a 272 km da capital) é a primeira colocada no ranking, entregando mais saúde educação e saneamento à população gastando menos. O estado de São Paulo também agrupa 8 das 10 melhores mesorregiões do país. São cidades em torno de centros urbanos maiores como Marília, Ribeirão Preto, Araçatuba, Presidente Prudente e Araraquara, entre outros.

Região central com a basílica Sant’Ana, próxima da prefeitura de Botucatu, primeira colocada no REM-F – Rubens Cavallari/Folhapress

A pior colocada no ranking é a paraense Bagre, no Marajó, localizada em 1 das 10 piores mesorregiões do Brasil, todas no Norte do país —e 3 delas, no Pará. As demais ficam em estados como Amazonas, Rondônia, Amapá e Roraima.

Palafitas ao longo do igarape Santa Cruz, no Jardim Tropical, bairro com moradores de baixa renda de Breves, na Ilha do Marajó – Lalo de Almeida/Folhapress

São Paulo, a maior cidade brasileira, aparece como “eficiente”, na 60ª posição. O Rio de Janeiro alcança “alguma eficiência”, ocupando o 1.203º lugar. Entre as capitais, Belo Horizonte se destaca: “eficiente”, é a segunda colocada no ranking geral, atrás de Botucatu.

Por: Fernando Canzian
Renata Nunes

Célio Lopes firma compromisso com movimentos culturais de Porto Velho

Os movimentos culturais PaCultura e Pró-Cultura, conhecidos por sua mobilização e influência nas políticas públicas culturais de Rondônia, convidam os candidatos à prefeitura de Porto Velho a firmarem um compromisso com a valorização da cultura local.

O primeiro candidato a aceitar o convite é Célio Lopes, que se reunirá com os representantes dos movimentos culturais para assinar um termo de compromisso. O encontro acontecerá no dia 08 de setembro, às 16h, no anfiteatro do Parque da Cidade.

Durante a reunião, Lopes terá a chance de dialogar sobre a importância da cultura para o desenvolvimento da cidade e demonstrar seu compromisso com a preservação e promoção do patrimônio cultural de Porto Velho.

PaCultura e Pró-Cultura destacam a relevância desse momento para o futuro cultural da cidade e convidam a população a acompanhar o evento, que marca um passo significativo na valorização da cultura local.

Célio Lopes propõe a implementação de um Plano Municipal de Cultura com metas claras e participação social. Além disso, pretende atualizar o Cadastro Cultural e realizar Conferências Municipais de Cultura periodicamente para assegurar a continuidade das ações culturais, bem como a criação e manutenção do Fundo Municipal de Cultura.

O candidato também planeja estruturar e incentivar equipamentos culturais como cinemas, teatros e museus, e construir o Centro Multieventos para abrigar grandes eventos culturais, como o Carnaval, o Festival Flor do Maracujá e a Expovel. Entre outras iniciativas, Lopes pretende revitalizar a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, com a ativação de um trecho da ferrovia, e desenvolver um calendário contínuo de ações culturais, revitalizando os Pontos de Cultura.

O plano de Célio Lopes para a cultura inclui a construção e ativação de espaços de convivências e usos público nas margens do rio, resgatando a cultura beradeira e a relação histórica da população com o rio Madeira.

Assessoria

TRE de Rondônia já julgou mais de 5.300 pedidos de registros de candidaturas

Até às 11 horas desta sexta-feira (6), do total de 5.441 requerimentos de registro de candidatura para as eleições municipais, 5.360 já haviam sido julgados pela Justiça Eleitoral em Rondônia, totalizando 98,31% dos pedidos e 100% dos registros de partidos e coligações (DRAP).

Segundo o TRE, 4.555 candidaturas foram deferidas, 76 candidatos renunciaram, 117 registros foram indeferidos. Desses, 70 estão em prazo recursal ou aguardando julgamento do recurso e 47 já foram indeferidos definitivamente.

Dos 601 registros de partidos e coligações (DRAP), todos já foram julgados, 599 deferidos definitivamente e 2 deferidos com recurso.

Entre os 52 pedidos de impugnação de candidaturas, 47 já foram julgados. No estado todo, foram 12 impugnações registradas ao cargo de prefeito, 38 ao de vereador e 2 ao de vice-prefeito.

Ipupiara, mapinguari e pisadeira? Conheça os monstros brasileiros

A história do Brasil é povoada por monstros desde muito tempo. Você sabia que lá por volta de 1564, isto é, quando os portugueses tinham acabado de chegar por aqui, eles acharam um monstrão na praia?

Pois é. Foi onde fica hoje a cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo. Quem conta é Pero de Magalhães Gândavo, um dos nossos primeiros historiadores.

Ele diz que, certa noite, os índios tiraram do mar uma criatura que media mais de 3 metros de comprimento, cheia de barbatanas e pelos pelo corpo, “e no focinho tinha umas sedas muito grandes como bigodes”. Deram a ela o nome de ipupiara, ou demônio d’água em tupi antigo.

Até hoje não sabem o que é que era o bicho, mas suspeita-se que se tratava de algum leão marinho perdido, vindo das águas mais frias do sul do continente. O fato é que o mito permaneceu, ganhou estátua na cidade e inspirou até a criação do monstro da lagoa negra, que há em muitos filmes de terror.
Mas a nossa relação com os monstros não para por aí.

Olha o mapinguari, por exemplo, que supostamente viveria na amazônia e seria a nossa versão para o pé-grande. Dizem que ele é um monstro todo peludo, que não pode ser abatido nem com bala de revólver, e que tem patas de burro viradas para trás. Uma hipótese é que alguém um dia viu um bicho-preguiça gigante e aí deu origem à lenda.

Notou que tanto no caso do ipupiara quanto no caso do mapinguari, estamos falando de monstros que se parecem muito com animais que realmente existem? É, eis aí um detalhe importante. Muitas vezes, quando tomamos contato com o desconhecido, criamos monstros na nossa cabeça, porque é a nossa forma natural de reagir diante do que não explicamos.

Quando os europeus vieram parar no Brasil, toparam com toda uma turma de animais que jamais haviam visto, uma vez que eles não existiam na Europa. Natural que pensassem que eram monstros, não? Mas o Brasil também importou monstros de fora.

Tome o exemplo da cabra-cabriola. Essa é uma criatura que importamos das crenças portuguesas e que por muito tempo foi usada para botar ordem nas crianças travessas. Sabe o bicho-papão? Pois é, ela é uma versão nossa para ele: uma besta grandona, de dentes pontudos, que solta fogo pela boca e pelas narinas e sempre sai da toca à noite, para devorar meninos.

E a pisadeira, então? Essa é a nossa bruxa, embora também possa assumir a forma de um bruxo. Antigamente, nossos ancestrais acreditavam que os pesadelos eram causados por essas espécies de demônios que nos visitavam durante o sono e faziam peso nas nossas barrigas (note que a palavra “pesadelo” vem de “peso” e “pesado”). A pisadeira nada mais era do que a forma abrasileirada de explicar o pesadelo, mas sob a forma de uma criatura de cabelo desgrenhado, dedos compridos e nariz curvado.

Está vendo só? Os monstros são sempre a explicação que as pessoas encontram para justificar aquilo que elas ainda não compreendem muito bem.

Guilherme Genestreti

 

Rio Madeira atinge nível mínimo histórico, vira bancos de areia e isola cultivos de banana

O rio Madeira, o maior e mais decisivo afluente do rio Amazonas, se transformou em bancos de areia a perder de vista na altura de Porto Velho.

O Madeira virou um corredor silencioso, sem vibração, sem movimento e sem muita vida —num cenário em que já não existe horizonte há semanas, encoberto pela fumaça das queimadas que dominam Rondônia.

No último dia 3, o rio atingiu um nível mínimo recorde em Porto Velho, sem precedentes na série histórica iniciada em 1967.

Medições compiladas pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil) mostram que a cota do rio ficou em 1,02 m, ultrapassando o recorde anterior, de 1,10 m em 2023, ano de seca extrema na Amazônia ocidental.

Lalo de Almeida/Folhapress

Agora, a estiagem se mostra mais severa, com o rio mais seco na região da capital de Rondônia, e mais duradoura, alcançando marcas históricas ainda no começo de setembro —em 2023, o Madeira atingiu baixas recorde para aquele momento em outubro e novembro.

Em 2024, além de isso se dar no começo de setembro, ocorre em meio a uma escassez absoluta de chuvas e a queimadas descontroladas em Rondônia. A seca ainda tem um longo caminho pela frente, e o rio tende a baixar ainda mais.

A alteração de paisagens, ora com cheia ora com estiagem, é uma característica amazônica. As comunidades ribeirinhas e tradicionais se adaptam a esses ciclos. O que tira essas comunidades do prumo são os extremos, cada vez mais recorrentes, como agora, com duas secas severas e extremas seguidas.

A constituição de bancos de areia com largura de 1 km e ao longo de vários quilômetros do rio isola comunidades inteiras, que vivem do cultivo de banana, mandioca, melancia e milho. A seca impacta o modo de vida das pessoas, que tentam garantir a produção mesmo sem chuva, o transporte até Porto Velho mesmo sem rio, o acesso a água potável mesmo com poços secos.

A reportagem da Folha esteve em uma dessas comunidades, a Itacuã, que fica a uma hora de Porto Velho. As famílias estão do outro lado do rio.

Raimundo Pereira do Nascimento, morador da Vila de Itacuã, em Porto Velho, observa do quintal de sua casa a faixa de areia que se formou no rio Madeira – Lalo de Almeida/Folhapress

A rotina da comunidade, quando não há estiagem, passa por cruzar o rio diariamente em embarcações, transportando a produção de banana, melancia e milho até o outro lado do Madeira, para envio a feiras e mercados na cidade. A água chega até o porto da comunidade, e uma rampa garante o acesso a terra firme na outra margem.

Parte dos moradores deixou Itacuã para tocar a vida na margem oposta, enquanto perdurar a seca. Os que permanecem no lugar buscam garantir a produção das roças. As histórias se repetem em diversas comunidades enfileiradas. Segundo os moradores, são cerca de 500 famílias vivendo essa realidade nesse ponto do rio Madeira.

Parte dos agricultores que cultivam banana, principalmente os mais jovens, migrou para a atividade após a destruição de dragas de garimpo em ações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e da PF (Polícia Federal).

A exploração ilegal de ouro no rio Madeira, por meio de dragas, é recorrente, de Rondônia ao sul do Amazonas. Somente uma operação feita na região de Humaitá (AM), no último mês de agosto, resultou na destruição de 459 dragas. Garimpeiros confrontaram a polícia e botaram fogo em pontos da cidade para tentar impedir a ação.

Blendo Trindade, 27, atuou no garimpo de ouro no rio Madeira, com draga, até 2022, quando a embarcação foi destruída numa ação da PF. “Todo garimpeiro virou plantador de banana”, diz.

Ele e o irmão, Ricardo Trindade, 26, vivem em Itacuã e trabalham no cultivo de banana. “Está difícil porque, com essa seca toda, as plantas não estão se desenvolvendo”, afirma Ricardo.

Cachos de banana se perdem ainda pela impossibilidade de transporte. Itacuã pode ser acessada pela parte de trás, por terra, mas a estrada está em péssimas condições, e não há caminhão disponível para a necessidade de todas as comunidades.

Os agricultores preferem, assim, cruzar os bancos de areia, o que existe de rio e o barranco para dar vazão à produção.

O preço da banana está baixo, porque parte do que é produzido fica represada, sem alcançar outras cidades, em razão das condições ruins de navegação no rio. Também há mais plantação e mais concorrência, com ex-garimpeiros atuando na agricultura.

A pesca já não é fonte de renda nem de sustento, desde a construção da hidrelétrica Santo Antônio no rio, segundo os agricultores. A hidrelétrica —que paralisou parte de suas unidades geradoras devido à baixa histórica do rio— afirma que as obras não alteraram a qualidade da água e que as condições para a ictiofauna foram preservadas.

“Antigamente, a praia não era desse tamanho”, diz Raimundo do Nascimento, 67, que permanece com a família em Itacuã, para cuidarem da roça. Ele planta banana, melancia, açaí, laranja, pupunha e cacau. “As bananeiras não estão engrossando os cachos.”

Nascimento vê interferência da exploração intensa por garimpo no destino do rio. “O garimpo remexeu muito, assoreou bancos de areia.”

A comunidade tem dificuldade de acesso a água para beber, que é transportada da outra margem. Para banho ou cozimento de alimentos, vem de um poço artesiano.

Segundo os moradores, a Defesa Civil da Prefeitura de Porto Velho prometeu entregar água potável nesse momento de agravamento da seca.

Segundo a Defesa Civil, falta água potável em Itacuã e em mais 21 comunidades. O órgão afirmou que houve processo emergencial de compra de 187 mil litros de água mineral para atendimento às comunidades. Essa distribuição deve se estender até novembro e contar com doações de água pelo setor privado, segundo a Defesa Civil.

Haverá ainda perfuração de 23 poços artesianos, como forma de contornar a escassez, conforme o órgão da prefeitura de Porto Velho.

Vinicius Sassine

Lalo de Almeida

 

Saiba os atendimentos que continuam sendo oferecidos pela clínica veterinária gratuita de Porto Velho

Desde abril de 2024, Porto Velho passou a ofertar atendimento veterinário gratuito para cães e gatos, direcionado à população de baixa renda. Após pouco mais de cinco meses de trabalhos oferecidos mediante licitação com a clínica Kin Casa Vet, alguns procedimentos deixaram de ser oferecidos.

No entanto, a maior parte dos atendimentos continuam sendo realizados, a exemplo de resgate animal, consultas, tratamento de ferida sem sutura, fluidoterapia, oxigenoterapia, amputação de membros, cirurgia ortopédica de membros, cirurgia abdominal de tecido mole, anestesia inalatória, intoxicação, internação, snap teste, bioquímicos, hemogramas e radiografias.

Já os atendimentos interrompidos neste momento são os de tratamento de ferida com sutura, eutanásia, parto com acompanhamento médico veterinário, parto com cirurgia e ultrassom.

SERVIÇO:  

A Kin Casa Vet está situada na avenida Imigrantes, n° 2581 E – Sala 1, no bairro Costa e Silva.

O atendimento veterinário gratuito para cães e gatos é voltado para pessoas que estejam cadastradas no CadÚnico, Bolsa Família ou que possua Declaração de Atestado de Pobreza.

Assessoria

Deputado Maurício Carvalho apresenta projeto de lei para dragagem de rios durante a seca histórica

Proposta também apresenta melhorias para a navegação nas hidrovias da região Norte
O deputado federal, Maurício Carvalho (União Brasil-RO), apresentou nesta semana um projeto de lei que busca melhorar a navegabilidade das hidrovias na região Norte do Brasil. O PL 3450/2024 busca incluir dispositivos que garantam a dragagem contínua e eficiente dos rios da região no Programa Nacional de Dragagem Portuária e Hidroviária II.

A proposta altera a Lei nº 12.815 (Lei dos Portos) e também busca o mapeamento e monitoramento constante dos trechos críticos das hidrovias por parte das autoridades federais, além de estudos técnicos para identificar pontos que necessitam de dragagem, aquisição e manutenção de equipamentos para dragagem, capacitação de profissionais para a realização dessas atividades e o estabelecimento de parcerias com estados, municípios e a iniciativa privada para a execução das atividades de dragagem.

O processo de dragagem busca desobstruir o rio e melhorar a navegabilidade. Ou seja, é extremamente importante para o transporte fluvial e, consequentemente, para a economia da região Norte, especialmente diante da seca histórica que o estado de Rondônia enfrenta, com níveis nunca antes vistos.

Segundo órgãos de fiscalização, os prejuízos causados pela seca de 2024 indicam uma situação semelhante ou até pior que a de 2023. No ano passado, o prejuízo superou a marca de R$ 1 bilhão devido à interrupção do tráfego de embarcações.

“O transporte fluvial é essencial para a Região Norte, onde a população tem poucas alternativas de mobilidade. Com esse projeto, queremos garantir que os rios sejam navegáveis durante todo o ano, evitando prejuízos e melhorando a qualidade de vida das comunidades ribeirinhas”, destacou o deputado Maurício Carvalho.

A proposta aguarda despacho do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para seguir para análise das comissões da Câmara.

Assessoria