A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (30), uma operação para desarticular uma rede criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro, concentrada na região do alto e médio Rio Negro, especialmente em São Gabriel da Cachoeira, Amazonas. De acordo com a PF, grupo movimentou mais de R$ 30 milhões.
Denominada “Barões do Arcanjo“, a operação expediu 17 mandados de prisão preventiva, 8 medidas cautelares distintas, 47 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de veículos e bloqueio de contas bancárias dos suspeitos. Até a última atualização desta reportagem, nove pessoas foram presas.
Todos mandados foram expedidos pela Justiça do Amazonas e são executados em várias localidades, incluindo Manaus, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Alenquer (PA), Diadema (SP) e Boa Vista (RR).
Grupo movimentou mais de R$ 30 milhões
De acordo com a PF, as investigações começaram a partir de indícios de uma rede de apoio financeiro, onde empresários financiavam atividades criminosas, especialmente o tráfico de drogas e armas, bem como operações de lavagem de dinheiro.
A denúncia fala que o apoio logístico fornecido por esses empresários facilitava a movimentação e ocultação de recursos ilegais, fortalecendo o crime organizado na região.
Durante o processo investigativo, a PF identificou a existência de múltiplos núcleos operacionais no Amazonas e áreas vizinhas, que atuavam com estratégias sofisticadas para disfarçar a origem dos recursos obtidos ilegalmente.
Nisso, foram descobertas movimentações financeiras suspeitas e a utilização de “laranjas” e empresas de fachada para dar uma aparência legítima aos lucros ilícitos. Nos últimos dois anos, essas operações movimentaram mais de R$ 30 milhões.
A ação contou com a participação de mais de 150 agentes federais que estão executando uma série de medidas para conter as atividades ilícitas.
As medidas cautelares aplicadas buscam reunir mais provas sobre o envolvimento dos investigados nos crimes de tráfico e lavagem de dinheiro. Elas também possibilitarão identificar outros envolvidos e rastrear as origens e destinos das mercadorias ilícitas.
As penas para os crimes investigados podem superar 30 anos de prisão, abrangendo tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de capitais.
A criação de emprego formal subiu em setembro. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, 247.818 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
A criação de empregos subiu 21,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em setembro de 2023, tinham sido criados 204.670 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Em relação aos meses de setembro, o volume foi o maior desde 2022.
Nos nove primeiros meses do ano, foram abertas 1.981.557 vagas. Esse resultado é 24% mais alto que no mesmo período do ano passado. A comparação considera os dados com ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
O resultado acumulado é o maior desde 2022, quando tinham sido criados 2.181.100 postos de trabalho de janeiro a setembro. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. A estatística foi liderada pelos serviços, com a abertura de 128.354 postos, seguidos pela indústria (de transformação, de extração e de outros tipos), com 59.827 postos a mais. Em terceiro lugar, vem o comércio, com a criação de 44.622 postos de trabalho.
O nível de emprego aumentou na construção civil, com a abertura de 17.024 postos. Com a pressão pelo fim da safra de vários produtos, a agropecuária foi o único setor com saldo negativo, eliminando 2.004 vagas no mês passado.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com a abertura de 55.860 postos formais. A categoria de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais abriu 31.046 vagas.
Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 45.803 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou o segmento de água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação, que abriu 2.285 vagas.
As estatísticas do Caged apresentadas a partir 2020 não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior separava os dados do comércio atacadista e varejista.
Regiões
Todas as cinco regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em setembro. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 98.282 postos a mais, seguido pelo Nordeste, com 77.175 postos. Em seguida, vem o Sul, com 38.140 postos. O Norte abriu 15.609 postos de trabalho, e o Centro-Oeste criou 15.362 vagas formais no mês passado, tendo o menor desempenho por causa do fim da safra.
Na divisão por unidades da Federação, todas registraram saldo positivo. Os destaques na criação de empregos foram São Paulo (+57.067 postos), Rio de Janeiro (+19.740) e Pernambuco (+17.851). Os números mais baixos de abertura de vagas foram registrados em Rondônia (+599), em Roraima (+729) e no Acre (+955).
Cerca de 400 indígenas marcharam, nesta quarta-feira (30), em Brasília, e fizeram bloqueios em rodovias de pelo menos cinco estados. Os atos são contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48, de 2023, que inclui a tese do marco temporal na Constituição do país.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram seis interdições registradas até o início da tarde de hoje em rodovias federais de São Paulo (SP), Santa Catarina (SC), Rio Grande do Sul (RS), Maranhão (MA) e Roraima (RR).
Também nesta quarta-feira, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), informou que irá analisar a possibilidade de pautar a PEC 48 no colegiado.
Indigenas durante ato na Esplanada dos Ministérios pedindo demarcação dos seus territorios. Foto – Bruno Spada/Câmara dos Deputado
A tese do marco temporal, já considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), determina que só podem ser demarcadas as terras indígenas ocupadas pelos povos originários no momento da promulgação da Constituição, em outubro de 1988, ou que estavam em disputa judicial na época.
A liderança Dinamam Tuxá, coordenador da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), argumentou à Agência Brasil que projetos contrários aos indígenas, incluindo a PEC 48, estão avançando no Congresso Nacional e, por isso, foi necessário retomar as mobilizações.
“É uma agenda anti-indígena que irá travar, de uma vez por todas, as demarcações das nossas terras. Da mesma forma que eles estão mobilizados, nós vamos continuar mobilizados e vigilantes para que não sejam aprovadas essas pautas. As manifestações vão continuar não só em Brasília, mas em todo o Brasil”, afirmou.
Além da PEC 48, a Apib critica projetos em tramitação na Câmara e no Senado, como a PEC 36, o projeto de lei (PL) 6050 de 2023 e outros. Os indígenas também pedem, por meio de carta divulgada nesta semana e entregue à autoridades dos Três Poderes, a demarcação de terras indígenas, como a do Morro dos Cavalos (SC) e da Potiguara de Monte Mor (PB), entre outras. Além disso, pedem a publicação, pelo Ministério da Justiça, de portaria declaratória de outras 12 terras indígenas a serem demarcadas.
O coordenador da associação, a liderança Alberto Terena, avalia que o Congresso Nacional está criando uma armadilha para barrar as demarcações das terras indígenas.
“É uma ameaça contra as nossas terras demarcadas e as já demarcadas porque eles vão querer rever as já demarcadas com o marco temporal”, afirmou Terena, acrescentando que a luta indígena envolve toda a sociedade brasileira por agravar a crise climática.
“A partir do momento que pararmos de proteger o meio ambiente a crise climática será ainda pior. As terras indígenas são os territórios com a maior preservação do meio ambiente, a maior biodiversidade. Estamos lutando pela vida. Não queremos nossa terra para ser explorada, queremos continuar vivendo em harmonia com a natureza”, completou.
PEC 48
Um dos autores da PEC 48, o senador Dr. Hiran (PP/RR), apelou nesta quarta-feira ao presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, para que ele coloque a proposta em votação, independentemente do resultado da Comissão de Conciliação formada no STF para debater o tema. Para o senador Hiran, o Brasil já tem muita terra indígena demarcada.
“[A PEC 48] é uma aspiração do povo brasileiro, porque a gente está vendo no campo que essa nossa indecisão gera invasões, gera conflitos. Temos indígenas atacando produtores. Nós temos invasão de terra em vários lugares desse país porque não temos um marco legal adequado para proteger as populações”, afirmou.
Diante das ações que foram protocolados no Supremo sobre o marco temporal, o ministro relator do caso, Gilmar Mendes, formou uma comissão de conciliação para tentar encontrar um entendimento.
O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, informou que irá consultar “todos os atores” envolvidos no debate, para decidir se aguarda a negociação no STF ou se coloca a PEC para ser votada no Senado.
“Fui informado que as próprias associações indígenas se retiraram do debate. Então, se a parte interessada sai da mesa, a gente também não tem porquê suspender o debate da discussão aqui na CCJ. Eu me comprometo com Vossa Excelência a procurar todos os atores envolvidos e tomar uma decisão rapidamente, se retornamos a matéria à pauta da comissão”, destacou.
A Associação dos Povos Indígenas (Apib) abandonou a comissão de conciliação por entender que a tese já foi rejeitada pelo STF e que a decisão deve ser respeitada. Ainda segundo a associação, não há paridade entre os indígenas e as representações ruralistas no debate.
“A Conciliação cria insegurança jurídica para os povos indígenas. É uma armadilha que desvia o Estado de suas atribuições constitucionais, já que os direitos dos povos indígenas são direitos fundamentais, indisponíveis e inalienáveis”, diz a carta da Apib publicada nesta semana.
Entenda
Considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2023, a tese do marco temporal afirma que só podem ser demarcadas as terras indígenas ocupadas pelos povos originários no momento da promulgação da Constituição, em outubro de 1988, ou que estavam em disputa judicial na época.
Em reação ao julgamento no STF, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei reforçando a tese do Marco Temporal. O texto foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o veto foi derrubado pelo Congresso em dezembro de 2023.
Devido as ações sobre o tema que tramitam no Supremo, o ministro-relator Gilmar Mendes criou uma Comissão Especial de Conciliação para tentar chegar a um acordo sobre as regras para a demarcação das terras indígenas no Brasil.
A criatividade dos futuros arquitetos da FIMCA ganhou vida na exposição “Azulejos Criativos: A Arte e a História nas Mãos dos Futuros Arquitetos”, realizada no coreto do campus. A mostra exibiu 20 trabalhos que resultaram da oficina de azulejos, onde os alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo aplicaram, de maneira única e personalizada, o conhecimento sobre composição, cores e estilos arquitetônicos adquiridos em sala de aula.
Cada aluno desenvolveu um conjunto de azulejos desenhado e pintado individualmente, refletindo a assimilação de conceitos e influências históricas dos estilos arquitetônicos. Com peças cheias de cores, formas e simbolismo, os trabalhos exibidos traduziram a rica variedade de interpretações e o talento dos estudantes, que souberam utilizar a teoria para criar arte visual com significado.
A professora e coordenadora do curso, Carla Tames, idealizadora e responsável pela oficina, ressaltou a importância do projeto para o desenvolvimento artístico e profissional dos alunos. “A oficina de azulejos foi uma oportunidade incrível para que os alunos experimentassem a prática do design e da pintura com liberdade criativa, mas também com responsabilidade conceitual. Ver cada um deles transformar estilos arquitetônicos em expressões visuais únicas é gratificante. Eles estão não apenas compreendendo a teoria, mas aplicando-a de maneira autêntica e expressiva.”
A exposição atraiu a atenção da comunidade acadêmica e evidenciou o compromisso da FIMCA em oferecer uma formação completa, que estimula o olhar artístico e a capacidade de expressão dos futuros arquitetos.
Nesta terça-feira, 29 de outubro, o Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA deu início à VIII Jornada de Medicina, que neste ano aborda o tema “Vulnerabilidades de Saúde na Formação Médica: uma abordagem prática e científica”. O evento, que reúne acadêmicos, professores e profissionais da saúde, terá uma programação repleta de práticas e discussões da área médica que dura do dia 29 de outubro até o dia 4 de novembro e busca proporcionar uma reflexão profunda sobre os desafios relacionados à saúde mental e ao suporte psicológico durante a formação médica.
A abertura oficial da Jornada ocorreu no Anfiteatro da FIMCA e contou com a presença do Reitor Emérito Dr. Aparício Carvalho, da Reitora Emérita Dra. Maria Silvia Carvalho, Coordenadora do curso de Medicina, Dra. Vanessa Merlen, e do Presidente do Conselho Estadual de Medicina de Rondônia (CREMERO), Dr. Lucas Levi Gonçalves.
Programação de Abertura
A programação da abertura incluiu diversas atividades, como:
Palestra “Quebrando o Silêncio” sobre abordagens e desafios na saúde mental, ministrada pela Dra. Vanessa Merlen.
Mesa Redonda “Reconhecendo um pedido de socorro”, com a participação da Dra. Vanessa Merlen, do Dr. Lucas Levi e do psicólogo Vinícius Gomes.
Minicurso de Enxertos e Retalhos, no Laboratório Veterinário da FIMCA.
Durante seu discurso de abertura, o Dr. Aparício Carvalho destacou a importância do tema abordado na jornada, afirmando: “A Jornada de Medicina é um momento especial, não só para discutirmos temas importantes, mas também para nos olharmos como comunidade. A medicina é um caminho desafiador, e sabemos das tensões e dificuldades que nossos alunos enfrentam. É fundamental que eles se sintam apoiados e que saibam que estamos aqui para prepará-los não apenas como profissionais, mas como pessoas que cuidam de outras vidas. Cada um deles é parte desse propósito maior de fazer a diferença, de oferecer cuidado e humanidade em um mundo que precisa disso mais do que nunca”.
Uma Dra. Maria Silvia Carvalho também falou sobre o propósito da Jornada, reforçando o compromisso da FIMCA com a formação ética e responsável dos futuros médicos: “Mais do que conhecimentos técnicos, queremos que nossos futuros médicos compreendam o valor da empatia e do cuidado com o outro. Esta Jornada é uma oportunidade para que todos olhem para si mesmos e para o próximo com atenção e sensibilidade”.
Com uma programação abrangente, a VIII Jornada de Medicina da FIMCA continua até o dia 4 de novembro, trazendo temas essenciais para a prática médica e promovendo a troca de conhecimentos entre acadêmicos e profissionais da área.
Rotary Club de Porto Velho Madeira Mamoré – Distrito 4720 e a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho, através da Eliana Pasini firmam parceria para a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite.
Nesta Sexta -Feira (18), o Rotary Club de Porto Velho Madeira Mamoré – Distrito 4720, esteve na Secretaria Municipal de Saúde – SEMUSA, Porto Velho, para mais uma vez se colocar a disposição do Município para contribuir na Campanha de Vacinação contra a Poliomielite em nossa capital Portovelhense.
Mundialmente reconhecida como organização atuante para erradicação da Poliomielite (paralisia infantil), o Rotary Internacional, através do Rotary Club de Porto Velho Madeira Mamoré, tem mobilizado para a participação na Campanha Nacional de Vacinação Contra Poliomielite.
Durante a reunião a Secretária, Eliane Passini falou dos números, avanços e também das metas de vacinação para serem alcançadas em 2024.
Segundo a Secretária Pasini, a atualização da situação vacinal aumenta a proteção contra as doenças imunopreveníveis, evitando a ocorrência de surtos e hospitalizações principalmente em nossas crianças.
E os rotarianos estão nos ajudando de forma substancial, colaborando com a divulgação e contribuindo com a Campanha do Dia D de Vacinação.
Izabel Cristina Vice Presidente do Rotary Club de Porto Velho Madeira Mamoré, disse: “Vamos atuar em conjunto com a SEMUSA, em diversas ações e em grupo”, afirmou a Vice Presidente, onde divulgaremos juntamente com a imprensa local sobre a importância da vacinação.
Luciani Mello, Presidente do Rotary Club de Porto Velho Madeira Mamoré” A parceria é ampliar a proteção das crianças contra a doença, que já esteve erradicada no país e ameaça retornar devido à queda nos índices de cobertura vacinal. O Ministério da Saúde prorrogou a Campanha Nacional de Imunização contra a Poliomielite (crianças menores de 5 anos de idade).
O Rotary, por sua vez, é parceiro fundador da Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite e tem um trabalho comunitário de mais de 35 anos nas ações de combate à doença.
O Sistema Faperon/Senar, em parceria com a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Federal de Rondônia (IFRO), realizará, entre os dias 29 e 31 de outubro, em Porto Velho, a III Reunião de Ciência do Solo do Núcleo Noroeste (RCSNO) e o XII Simpósio Brasileiro de Educação em Solos (SBES).
O evento, que é gratuito, reunirá pesquisadores, estudantes, produtores rurais e profissionais da área para compartilhar inovações, práticas sustentáveis e conhecimentos sobre a gestão dos solos na Amazônia, destacando o papel crucial da educação e da ciência para o desenvolvimento da região.
Com uma programação diversificada, o evento oferecerá desde excursões técnicas a campo até workshops, palestras e mesas-redondas. Durante a III Reunião de Ciência do Solo, serão abordados temas como o manejo da fertilidade do solo e novas técnicas de adubação e correção da acidez, aspectos fundamentais para uma agricultura produtiva e sustentável. Já o XII Simpósio Brasileiro de Educação em Solos focará em temas como a agricultura regenerativa e o papel da educação para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, reunindo acadêmicos e educadores.
Destaques da Programação
Excursão Técnica (28/10): Uma oportunidade única para técnicos e produtores conhecerem de perto a dinâmica dos solos e as práticas agrícolas que vêm se destacando na região, como a produção de cafeeiros robustas amazônicos, lavouras cacaueiras clonais de alta produtividade e cultivos de grãos.
Workshops Práticos: O evento contará com oficinas voltadas para inovações como: Oportunidades de Negócios em Fertilizantes (28/10), Gestão Eficiente de Solos e Águas (30/10) e Recuperação Ambiental no Agronegócio Amazônico (31/10), temas essenciais para a conservação ambiental e o aumento da produtividade de forma sustentável.
Cerimônia de Abertura (30/10): Com a presença de autoridades locais e acadêmicas, a abertura oficial será seguida por uma apresentação cultural que celebra a diversidade da Amazônia, reforçando a conexão entre a ciência, a cultura e o meio ambiente.
Serviço
Data: 28 a 31 de outubro de 2024
Local: Instituto Federal de Rondônia – Campus Calama – Porto Velho – Rondônia
Inscrições: Abertas para profissionais, estudantes, técnicos e produtores
O evento conta com o patrocínio da Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (FAPERO) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Rondônia (SEDEC), além da colaboração da Invest Rondônia, Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), Secretaria de Estado de Agricultura (SEAGRI), Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Essas parcerias são essenciais para fortalecer as iniciativas de pesquisa, educação e desenvolvimento sustentável na região.
Uma nova lista, divulgada nesta terça-feira (22/10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), proíbe a comercialização de 12 marcas de azeite de oliva, desclassificadas pelo órgão por fraude.
A partir de análises foram descobertas a presença de óleos vegetais não identificados na composição dos azeites, comprometendo a qualidade e a segurança dos produtos.
De acordo com o Mapa, algumas empresas responsáveis por essas marcas estão com CNPJs suspensos ou baixados pela Receita Federal, “o que reforça a suspeita de fraude”. Duas delas, a Quinta de Aveiro e a La Ventosa, tinham sido proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início deste mês.
A comercialização desses produtos configura uma infração grave, e os estabelecimentos que continuarem a vendê-los poderão ser responsabilizados, alerta o órgão. Os consumidores que adquiriram essas marcas devem interromper o uso imediatamente e buscar a substituição do produto, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Denúncias sobre venda de produtos fraudulentos podem ser feitas por meio do canal oficial Fala.BR, com a indicação do local de compra.
As fiscalizações e coletas de amostras dos produtos foram conduzidas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária, com análises realizadas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA).
O 2º turno das eleições municipais ocorrerá no próximo domingo (27), em 51 cidades do país. E, mais uma vez, o horário de votação será unificado. Assim como no primeiro turno, que ocorreu no último dia 6 de outubro, o horário adotado será o de Brasília, das 8h até as 17h.
Por isso, os eleitores de Campo Grande, Cuiabá, Manaus e Porto Velho, cidades com fusos diferentes dos de Brasília, devem ficar atentos aos horários de votação. Nestas quatro capitais, as urnas ficarão abertas das 7h às 16h, horário local; uma hora antes do horário de Brasília.
A apuração dos votos terá início às 17h, seguindo o fuso da capital federal, logo após o encerramento da votação. No entanto, eleitores que ainda estiverem na fila nesse momento terão o direito de votar.
Esta é a primeira vez que uma eleição municipal é realizada com horário unificado em todo o Brasil. A medida já havia sido aplicada nas eleições gerais de 2022.
O 2º turno para o cargo de prefeito será realizado em 15 capitais e em outros 36 municípios. São mais de 33 milhões de eleitores aptos a votar.
O aumento da violência política no Brasil marcou o período eleitoral de 2024, conforme levantamento do Grupo de Investigação Eleitoral da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Giel/Unirio). Entre junho e setembro, foram registrados 338 casos de violência política, um recorde em comparação a anos anteriores.
Durante o estudo, dois episódios chamaram a atenção: agressões físicas entre candidatos durante debates nas capitais Teresina (PI) e São Paulo (SP). Ao todo, o monitoramento, que iniciou em 2019, já soma um total de 2.673 episódios até o momento.
Entre as 338 ocorrências registradas no 3° trimestre de 2024, a violência física foi a mais comum, com 179 episódios, incluindo 88 casos de homicídio (tentados e consumados). São Paulo lidera o ranking com 58 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 47.
Os estados da Bahia, Ceará e Paraíba ocupam o terceiro lugar, empatados com 23 casos cada. Ao todo, 26 estados registraram incidentes, sendo as lideranças políticas locais as principais vítimas: 267 delas foram violentadas, incluindo 38 pré-candidatos e 225 candidatos.
Escalada de violência
Entre julho e setembro, o aumento dos episódios de violência foi alarmante. Em julho, foram registrados 51 casos, número que subiu para 107 em agosto e alcançou 180 em setembro, quando as eleições municipais estavam mais próximas.
A região Nordeste foi a mais afetada, com 129 casos (38,2%), seguida pelo Sudeste, com 122 (36,1%). O Distrito Federal foi a única unidade federativa que não reportou casos, já que não possui eleições municipais.
Tipos de violência
O estudo também identificou cinco categorias de violência política: física, psicológica, econômica, sexual e semiótica.
A violência física foi predominante no 3º trimestre, representando 53% dos casos. A violência psicológica apareceu em segundo lugar, com 90 episódios (26,6%), seguida pela violência econômica (10,7%), semiótica (8,3%) e sexual (1,5%).
O número de homicídios também foi alarmante, com 88 ocorrências em 20 estados. São Paulo e Rio de Janeiro lideraram essa triste estatística, com 16 e 15 casos, respectivamente.
Crescente preocupação
O aumento expressivo da violência política acende um alerta para o processo eleitoral em 2024, demonstrando um cenário preocupante de insegurança para candidatos e lideranças políticas.