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Prefeitura de Porto Velho anuncia calendário de pagamento dos servidores para 2025

Foto: Leandro Morais

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), publicou a portaria 003/2025, de 10 de janeiro, estabelecendo o calendário anual de pagamento dos salários dos servidores municipais, cumprindo a meta da gestão de transparência e planejamento.

Ao divulgar o calendário anual de pagamento, a Prefeitura de Porto Velho permite que os servidores possam se programar. São datas definidas levando-se em conta a previsão de arrecadação, considerando a necessidade de manutenção do equilíbrio financeiro do município, segundo a Portaria.

A identificação da data correta dos vencimentos permite que os servidores planejem suas obrigações financeiras mensais com mais eficiência. Além disso, esse calendário é uma ferramenta essencial para a gestão financeira dos órgãos responsáveis pelos pagamentos, neste caso, na esfera municipal.

Confira o calendário anual de pagamento.

Texto: Humberto Oliveira
Foto: Leandro Morais

VÍDEO: PM prende em flagrante traficante vendendo entorpecentes, a ação foi filmada pelos policiais

Durante uma operação de rotina no centro de Poços de Caldas, MG, a ação da polícia resultou na prisão de um traficante em flagrante. A abordagem ocorreu em uma área movimentada da cidade, onde os policiais, atentos às atividades suspeitas, notaram um indivíduo em atitude de venda de entorpecentes.

A cena foi registrada em vídeo, mostrando a determinação e a eficiência da equipe policial ao realizar a prisão. O traficante, surpreendido pela ação rápida e coordenada dos agentes, não teve como escapar das consequências de seus atos ilícitos. A operação não apenas destaca o trabalho das forças de segurança na luta contra o tráfico de drogas, mas também reforça o compromisso da polícia em manter a ordem e a segurança da comunidade local.

Essa ação é um lembrete da importância da vigilância constante e da colaboração entre os cidadãos e a polícia no combate ao crime, contribuindo para um ambiente mais seguro para todos em Poços de Caldas.

Por: primeiroassunto

VEJA O VÍDEO: 

Normas da Meta que permitem preconceitos são publicadas em português

Dona das redes sociais InstagramFacebook e Threads, além do aplicativo de mensagens Whatsapp, a empresa Meta atualizou, nesta quinta-feira (9), também para a língua portuguesa, as novas regras para eventuais exclusões de postagens, no item Padrões da comunidade/Conduta de Ódio. Um texto com as normas, divulgado no último dia 7 em inglês, trouxe a permissão de publicações preconceituosas.

A empresa informou, por exemplo, que permite “alegações de doença mental ou anormalidade quando baseadas em gênero ou orientação sexual, considerando discursos políticos e religiosos sobre transgenerismo e homossexualidade, bem como o uso comum e não literal de termos como esquisito”.

Crenças religiosas

Além desse trecho, há outras permissões preconceituosas relacionadas a padrões de gênero, como a de conteúdos que defendem limitações baseadas em gênero para empregos militares, policiais e de ensino. “Também permitimos conteúdo similar relacionado à orientação sexual, desde que fundamentado em crenças religiosas” detalhou a empresa.

Ainda sobre o tema, a Meta considera que as pessoas usam “linguagem específica de sexo ou gênero” para discussão sobre o acesso a espaços como banheiros, escolas, cargos militares, policiais ou de ensino, além de grupos de saúde ou apoio.

No contexto das separações

O texto ainda aborda que há solicitações de exclusão ou uso de linguagem ofensiva ao abordar tópicos políticos ou religiosos, como direitos de pessoas transgênero, imigração ou homossexualidade.

“Também é comum que xingamentos a um gênero ocorram no contexto de separações amorosas. Nossas políticas foram criadas para dar espaço a esses tipos de discurso”, destacou a Meta.

Na introdução, ela defende que reconhece que as pessoas podem compartilhar conteúdos que incluem calúnias ou discurso de outra pessoa para condenar o discurso ou denunciá-lo.

“Em outros casos, discursos, incluindo calúnias que poderiam violar nossos padrões são usados de forma auto referencial ou empoderadora. Permitimos esse tipo de discurso quando a intenção da pessoa está claramente definida” especificou, explicando, a seguir, que, se a intenção não estiver clara, poderá remover o conteúdo.

Se for sátira…

Ao final, o texto sinaliza que, em “certos casos”, pode permitir conteúdo que possa não seguir os “Padrões da Comunidade”, se tiver como objetivo a ironia. “O conteúdo só será permitido se os elementos violadores dele forem sátiras ou atribuídos a algo ou alguém com o objetivo de zombar ou criticar”, assinala.

As mudanças da Meta atendem exigências do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em relação ao funcionamento das redes sociais. O dono da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou, ainda, que irá se aliar a Trump contra países que criam regras para o funcionamento das plataformas.

“Brasil não é terra sem lei”

As normas da Meta, desde a sua divulgação, têm sido criticadas pelos poderes públicos e entidades civis.

O presidente Lula, por exemplo, afirmou nesta quinta-feira (9) que fará uma reunião para discutir as novas regras anunciadas pela multinacional Meta.

“O que nós queremos, na verdade, é que cada país tenha sua soberania resguardada. Não pode um cidadão, não podem dois cidadãos, não podem três cidadãos achar que podem ferir a soberania de uma nação”, disse Lula nesta quinta-feira (9).

A Advocacia-Geral da União (AGU), inclusive, manifestou que o Brasil não é “terra sem lei” e que irá agir contra as mudanças na política de moderação de conteúdo das redes sociais da Meta a partir do momento que elas afetem a democracia ou violem as leis brasileiras.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) protocolou representação no Ministério Público Federal (MPF) contra a Meta. “O estado brasileiro precisa dar respostas contundentes a essa situação! Inadmissível que isso ocorra quando temos leis que nos protegem!”, assinalou.

Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

Resultados do Enem 2024 já estão disponíveis na Página do Participante

© Paulo Pinto/Agência Brasil

Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 foram divulgados na manhã desta segunda-feira (13) e podem ser acessados de forma individual por meio da Página do Participante. O usuário deve utilizar o login do Gov.br, com CPF e senha.

Após a divulgação das notas, o site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, responsável pela realização do exame, apresenta instabilidade.

Ao todo, 4,3 milhões de pessoas se inscreveram para as provas, que foram aplicadas em 3 e 10 de novembro do ano passado.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são utilizados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Por: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas (FNP) mostra as despesas de Porto Velho por habitante nas áreas de saúde e educação

(crédito: BBC Geral)

Todos os municípios brasileiros devem, pela Constituição Federal, aplicar uma parcela mínima de seus recursos em serviços básicos de saúde e educação.

Há, no entanto, uma enorme desigualdade em quanto se gasta e como.

A Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas (FNP) fez um levantamento com dados oficiais de diversas fontes, a pedido da BBC News Brasil, que mostra as despesas de cada município brasileiro por habitante nas áreas de saúde e educação.

Em saúde, foram considerados os gastos em Ações e Serviços Públicos de Saúde, ou ASPS, que incluem, por exemplo, pagamentos de salários, desenvolvimento científico e tecnológico, produção, aquisição e distribuição de insumos dos serviços de saúde.

Já na educação foram considerados os gastos com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), que incluem pagamento de professores, capacitação, construção e reforma de prédios escolares, dentre outros.

O levantamento mostra também quanto os gastos nessas áreas representam no total de receitas de cada município e se cumprem o mínimo constitucional de 15% em educação e de 25% em saúde.

Em Porto Velho, o  Gasto em manutenção e desenvolvimento do ensino em 2023, foi de R$ 693 reais para cada morador, a média do estado por Habitante é de R$ 839 reais, 25% da receita da cidade.

Já na saúde, o Gasto em ações e serviços públicos de saúde em 2023, foi de R$ 677 reais para cada morador, a média do estado por Habitante é de R$ 709 reais, 25% da receita da cidade.

Por: BBC Geral

Três apostas de Rondônia acertam a quina da Mega-Sena, prêmio principal acumula e vai a R$ 34 milhões

O sorteio do concurso 2.814 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (11), em São Paulo, pela Caixa Econômica Federal. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 34 milhões.

Três apostas de Rondônia acertaram a quina, duas delas vão receber R$34.367,81 uma de Porto Velho e a outra de Ariquemes, já uma aposta de Ji-Parana vai receber R$68.735,62, por ter feito a aposta com sete números.

  • 5 acertos – 82 apostas ganhadoras, R$ 34.367,81
  • 4 acertos – 4.640 apostas ganhadoras, R$ 867,66

O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (14).

Veja os números sorteados: 11- 17- 19- 26- 49- 54

Mega-Sena

A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h

Revolução Energética no Agronegócio: Energy Libra aposta em sustentabilidade e eficiência – Entrevista no Rondorural

Programa Rondorural, entrevista com CEO da Energy Libra, Marcelo Renê e diretor comercial Alex Bissigo
Programa Rondorural, entrevista com CEO da Energy Libra, Marcelo Renê e diretor comercial Alex Bissigo

Durante o Programa Rondorural, os jornalista Eduardo Kopanakis e Jean Carla Costa, entrevistaram o CEO da Energy Libra, Marcelo Renê, que está à frente de uma empresa que vem revolucionando o mercado de energia solar em Rondônia. Com foco em soluções sustentáveis e inteligentes, a Energy Libra oferece produtos e serviços que atendem desde pequenos negócios e residências até grandes produtores rurais e indústrias.

Entre os destaques do portfólio da empresa estão baterias elétricas, kits solares, grupos geradores e acesso ao mercado livre de energia. Este último é uma modalidade regulamentada pelo Ministério de Minas e Energia que permite que clientes do grupo tarifário A, de média e alta tensão, escolham de quem desejam comprar energia, sem custos adicionais. “A Energy Libra possui uma abordagem inovadora e voltada especialmente para o agronegócio, oferecendo soluções que atendem demandas específicas do campo, como placas solares, bombas de água e sistemas de irrigação. Um dos exemplos de sucesso da empresa é a implementação de sistemas solares em silos, onde a alta demanda por energia é suprida de forma eficiente e sustentável”, comentou Marcelo.

Energy Libra, promovendo soluções com eficiência energética do mercado atual
Energy Libra, promovendo soluções com eficiência energética do mercado atual

Alex Bissigo, diretor comercial da Energy Libra, reforça que a missão da empresa é tornar a energia limpa e acessível, promovendo soluções que se alinham às necessidades de sustentabilidade e eficiência energética do mercado atual. “Nosso compromisso é oferecer energia limpa, inteligente e acessível, contribuindo para o desenvolvimento sustentável de nossos clientes, seja no campo ou na cidade”, afirma Alex.

Com foco em atender o setor agropecuário, a empresa se destaca por entender as necessidades dos produtores rurais e oferecer soluções personalizadas. Além disso, também atende pequenas empresas, indústrias e consumidores residenciais que buscam alternativas sustentáveis para reduzir custos e contribuir com o meio ambiente.

Para mais detalhes sobre os serviços e produtos da Energy Libra, basta acessar o perfil oficial no Instagram: @energylibra.

A Energy Libra segue consolidando sua posição como referência em energia limpa no Brasil, mostrando que é possível aliar tecnologia, sustentabilidade e acessibilidade para transformar o mercado energético.

Por Jean Carla Costa

VÍDEO: Gestão participativa deve fortalecer o Agronegócio, afirma o secretário da Semagric Rodrigo Ribeiro

Fortalecimento da agricultura familiar: ações que atendam diretamente às necessidades dos pequenos produtores
Fortalecimento da agricultura familiar: ações que atendam diretamente às necessidades dos pequenos produtores

Neste sábado (11), durante o Programa Rondorural, na rádio Parecis FM, recebeu como convidado especial Rodrigo Ribeiro, o novo secretário municipal de Agricultura de Porto Velho. Entrevistado pelos jornalistas Eduardo Kopanakis e Jean Carla Costa, Rodrigo, que foi nomeado pelo prefeito Léo Moraes, compartilhou suas metas e iniciativas à frente da pasta.

Engenheiro agrônomo com mestrado em Ciências Ambientais, Rodrigo possui uma trajetória marcante na Embrapa Rondônia e também experiência no Programa do Café da Secretaria de Agricultura da capital. Sua nomeação reforça a intenção da gestão municipal de alavancar o setor agropecuário, para o fortalecimento da agricultura familiar da capital.

O prefeito Léo Moraes destacou que a Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric) será uma parceira estratégica para os trabalhadores do campo, funcionando como um facilitador das demandas dos pequenos produtores. Com apenas 11 dias à frente da pasta, Rodrigo já iniciou um levantamento da atual situação do setor agrícola no município para embasar o planejamento de ações efetivas.

Entre as prioridades anunciadas pelo secretário estão:

  • Fortalecimento da agricultura familiar: ações que atendam diretamente às necessidades dos pequenos produtores;
  • Atendimento humanizado: orientação para que todos os agricultores sejam bem recebidos na Semagric;
  • Apoio às associações rurais: criação de um espaço exclusivo para atender às demandas das organizações do setor;

Rodrigo também destacou a importância do Serviço de Inspeção Municipal, que garante a qualidade dos produtos locais, e do Consórcio Intermunicipal de Saneamento da Região Central de Rondônia (CISAN), que contribui para a expansão do mercado alimentício da região.

O secretário disse ainda que foi convidado para participar de um encontro com apicultores de Porto Velho para ouvir as demandas da categoria e estreitar o diálogo com os trabalhadores do campo. “Queremos construir uma gestão participativa e alinhada às reais necessidades do setor”, afirmou Rodrigo.

Com a integração dos secretariados promovida pelo prefeito Léo Moraes, a expectativa é de que a Semagric desempenhe um papel ainda mais estratégico no desenvolvimento econômico e social de Porto Velho, consolidando a agricultura como um dos pilares da administração municipal.

Veja a entrevista aqui:

Entrevista completa no Instagram 

Por Jean Carla Costa

Deputados de Rondônia foram convidados por Bolsonaro para posse de Trump, comitiva reúne 37 deputados

Bolsonaro afirmou ter sido convidado para cerimônia e se disse "muito honrado" - (crédito: JIM WATSON)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira, 8, que foi convidado para a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, e que aguarda uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a liberação de seu passaporte, que está retido em juízo, para que ele possa comparecer à cerimônia.

Além de Bolsonaro, a oposição ao governo Lula organiza uma comitiva de 37 deputados que se mostraram interessados em viajar para o evento que ocorrerá no dia 20 deste mês.

“Muito honrado em receber do Presidente dos EUA, Donald Trump, convite para a sua posse e de seu vice-presidente J.D. Vance, no próximo dia 20 de janeiro. Agradeço a meu filho, o deputado dederal Eduardo Bolsonaro, pelo excelente trabalho nesta relação com a família do Presidente Donald J. Trump. Meu Advogado, Dr. Paulo Bueno, já encaminhou para o ministro Alexandre de Moraes pedido para eu reaver meu passaporte e assim poder atender a este honroso e importante evento histórico”, escreveu no X (antigo Twitter).

A comitiva de deputados brasileiros está sendo organizada pelos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e Bia Kicis (PL-SP). Até o momento, 37 parlamentares já demonstraram interesse em acompanhar a cerimônia em Washington, nos Estados Unidos.

Entre os deputados interessados em participar da posse de Trump, oito fazem parte de partidos da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cinco deputados do União Brasil já demonstraram interesse em acompanhar a comitiva.

Bolsonaro afirmou ter sido convidado para cerimônia e se disse “muito honrado”. O ex-presidente, porém, está com o passaporte retido desde 8 de fevereiro de 2024, quando foi alvo da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Em março de 2024, Bolsonaro solicitou a devolução de seu passaporte ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito da tentativa de golpe, afirmando que havia sido convidado pelo primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu para visitar o país em maio. O pedido foi negado. Em recurso julgado pela Primeira Turma do STF em outubro, a retenção do documento foi mantida por unanimidade.

O ex-chefe do Executivo acabou indiciado ao final das investigações sobre tentativa de golpe. Segundo a PF, enquanto presidente, Bolsonaro “planejou, atuou e teve o domínio” de uma tentativa de reversão do resultado das urnas em 2022.

A apreensão do passaporte é uma medida cautelar para evitar que o ex-presidente fuja do País durante o andamento da instrução criminal. Bolsonaro já afirmou, em entrevistas, que se sente “perseguido” pela Justiça e não descarta o refúgio em uma embaixada.

Veja os deputados que demonstraram interesse em acompanhar a posse de Trump:

1. Paulo Bilynskyj (PL-SP)

2. Gustavo Gayer (PL-GO)

3. Zé Trovão (PL-SC)

4. Capitão Alden (PL-BA)

5. Fernando Máximo (União-RO)

6. Mayra Pinheiro (PL-CE)

7. Giovani Cherini (PL-RS)

8. Cristiane Lopes (União-RO)

9. Coronel Ulysses (União-AC)

10. Daniela Reinehr (PL-SC)

11. Rodolfo Nogueira (PL-MS)

12. Delegado Caveira (PL-PA)

13. Dayany Bittencourt (União-CE)

14. Coronel Fernanda (PL-MT)

15. Fernando Rodolfo (PL-PE)

16. Cabo Gilberto Silva (PL-PB)

17. Coronel Meira (PL-PE)

18. Marcelo Moraes (PL-RS)

19. Coronel Chrisóstomo (PL-RO)

20. Carla Zambelli (PL-SP)

21. Pastor Marco Feliciano (PL-SP)

22. Vermelho Maria (PL-PR)

23. Silvia Waiãpi (PL-AP)

24. José Medeiros (PL-MT)

25. Daniel José (Podemos-SP)

26. Pedro Lupion (PP-PR)

27. Maurício Marcon (Podemos-RS)

28. Gilvan da Federal (PL-ES)

29. Evair de Melo (PP-ES)

30. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

31. Messias Donato (Republicanos-ES)

32. Sargento Gonçalves (PL-RN)

33. Capitão Alberto Neto (PL-AM)

34. Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

35. Bia Kicis (PL-DF)

36. Filipe Barros (PL-PR)

37. Rodrigo Valadares (União-SE)

Por: Correio Braziliense

 

 

Analistas criticam impunidade de militares na história do país

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, avalia que o Brasil precisa debater “com coragem” o papel dos militares no arranjo político. Segundo o magistrado, há projetos de lei em andamento no Congresso Nacional que podem evitar “a militarização da administração e a politização dos quartéis.”

Em discurso sobre a importância da democracia durante uma “roda de conversa” realizada na última quarta-feira (8) no STF, ele defendeu que uma nova legislação estabeleça um prazo de quarentena para quem quiser deixar a carreira em órgão público para se candidatar a cargos eletivos.

“Refirmo aqui não só a militares, mas juízes, promotores, delegados, policiais e tantos outros quadros da administração cuja atuação não pode ser e não deve ser instrumentalizada para fins políticos”, disse Gilmar Mendes, em evento que marcava os dois anos de tentativa de golpe contra a democracia.

Quem atua nessas carreiras pode se beneficiar da publicidade comum as atividades exercidas e gozar da empatia da opinião pública. Uma evidência disso é o crescimento de candidaturas e de políticos eleitos para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal que se apresentam vinculando o nome à patente que têm nas polícias militares ou nas Forças Armadas.

Quando assumem os mandatos no Congresso Nacional, os egressos dessas carreiras tornam-se quadros das bancadas da segurança pública. Na atual legislatura, a bancada conta com 56 deputados e dez senadores, de acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Na conta do Diap, o número é 16,5 vezes a mais do que a bancada da primeira legislatura (1991-1995) após a promulgação da Constituição Federal, apenas quatro parlamentares.

Eleitos ou ocupando cargos públicos, os egressos das forças de segurança defendem agendas como fim das penas alternativas, redução da idade penal e mudança do Estatuto da Criança e do Adolescente, modificação do Estatuto do Desarmamento e aumento da circulação de armas e munição, além da não adoção das câmeras corporais para monitoramento de operações policiais.

Visões idílicas e verde-amarelismo

No caso de militares das Forças Armadas, parte da opinião pública os percebe como “pessoas com uma correção maior ou idôneas, porque algumas delas têm um tipo de tendência a não aliviar. Assim: ‘é sim ou não”, ‘é preto ou branco’, não existe o cinza. Confundem isso, um certo caráter obtuso – ou, de repente, uma intransigência – como se isso fosse disciplina, como se isso fosse austeridade”, avalia o publicitário, roteirista e ator Antonio Tabet que nos esquetes do Porta dos Fundos encarna “tipos durões”, como o policial miliciano “Peçanha”.

Para o jornalista Leandro Demori, que apresenta o programa Dando a Real com Leandro Demori na TV Brasil, os militares se beneficiam de “visões idílicas” do passado e a sentimentos triunfalistas tidos como patrióticos, que chamam de verde-amarelismo, o que mobilizou a população em momentos díspares como o suicídio de Getúlio Vargas (1954), o golpe cívico-militar (1964), as Diretas já (1984) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

“[Em] todos esses momentos históricos, uma parte da sociedade brasileira, muitas vezes manipulada por líderes políticos e militares, acaba retomando esses símbolos patrióticos. A bandeira, o hino, o 7 de setembro, a proclamação da República, os grandes heróis da pátria”, disse ao programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil.

Na opinião do jornalista, os símbolos ressurgem com a promessa de resgatar um passado inexistente como solução para crises sociais e institucionais.

Impunidade

Em vez do passado idílico do verde-amarelismo, a história do Brasil traz a participação do Exército em diferentes golpes de Estado, como, por exemplo, o golpe de 1964, que instaurou um regime ditatorial por 21 anos. Esse período é marcado pela ruptura constitucional, crimes de Estado e desrespeito a direitos fundamentais e a garantias fundamentais.

A ativista, escritora e jornalista Bianca Santana salienta que os abusos e ilegalidades cometidas por militares entre 1964 e 1985 ficaram impunes.

“É uma tradição do Exército Brasileiro, dos militares no Brasil: eles nunca foram responsabilizados pelos golpes consecutivos contra a população e contra a democracia. Enquanto a gente não responsabilizar os militares pelos crimes que eles cometem, eles vão repetir.”

A jornalista Juliana Dal Piva, autora do livro O Negócio do Jair: a história proibida do clã Bolsonaro (editora Zahar, 2022), concorda que “é um problema antigo nosso não julgar militares.”

Para ela, o país erra, ao “não reformar as instituições que preparam esses militares, [e ao] não discutir todo o legado autoritário da ditadura.”

Christian Dunker, psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da USP, também avalia que são necessárias reformas e espera que no caso da intentona bolsonarista de 8 de janeiro em Brasília haja medidas contra os responsáveis pela tentativa frustrada de mais um golpe militar.

“A gente precisa de pagamento da dívida simbólica para os envolvidos”, afirma.

Ponta firme

O publicitário Antonio Tabet faz coro contra a possibilidade de anistia a quem conspirou para a insurreição que destruiu parte do prédio do STF, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. Ele, no entanto, não generaliza o envolvimento de todo o Exército nos planos golpistas do fim do governo Bolsonaro.

“A gente sabe que o golpe de fato só não aconteceu porque alguns militares foram ponta firme. Tem muita gente muito boa no Exército e o próprio noticiário dá conta hoje de que o golpe não aconteceu porque havia pessoas ali dentro que tinham noção e não se dobraram aos interesses de uma minoria golpista”, acredita Tabet.

O jornalista Felipe Recondo, que cobre o Poder Judiciário há mais de 20 anos na capital federal, tem visão semelhante à do publicitário.

“Não dá para simplificar, tratar como simplesmente algo monolítico. Como qualquer instituição feita por pessoas, havia pessoas a favor, havia pessoas contra.” “Eu acho que é preciso separar o que é instituição do que é uma parte dela ou parte das pessoas que também integram a instituição”, acrescenta o jornalista à TV Brasil.

Leandro Demori relativiza a importância dessas distinções.

“Não há um só golpe em que houve consenso nas Forças Armadas. Todos os golpes na história do Brasil, feitos pelas Forças Armadas, em parceria com o poder civil, foram dados por grupos dentro das Forças Armadas.”

“O nosso grande problema é que esses golpes militares, principalmente a partir da República, eles são vistos pela sociedade brasileira – assim foram empacotados e vendidos no grande supermercado de ideias – como momentos de purificação da República”, acrescenta o jornalista.

Instituições maduras

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, insiste que é necessário “separar a instituição das pessoas. São algumas pessoas que desviaram a sua conduta e que, infelizmente, tentaram e participaram de um crime”, diz fazendo referência ao inquérito da PF sobre os planos golpistas ao fim do governo Bolsonaro.

Para ele, houve uma tentativa golpe de Estado gestada “por pessoas que deveriam defender o Estado e defender a democracia.” Mas, “as instituições são maduras o suficiente para perceber que equívocos dessa monta jamais podem ser reiterados.”

“Eu digo sempre é que a democracia, as instituições são seres vivos. Nós precisamos nutri-los, precisamos alimentá-los, precisamos cuidar, precisamos estar vigilantes todo o tempo para que as instituições sigam fortes e que a democracia seja preservada”, finaliza o diretor-geral da PF.

Agência Brasil enviou mensagem, na segunda-feira (6), ao advogado Paulo Bueno, defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro, para manifestação, mas não obteve resposta até o momento. O espaço segue aberto.

*Com entrevistas de Ana Passos, Marieta Cazarré, Patrícia Araújo e Thiago Padovan, da TV Brasil. 

Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil*