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Senador Confúcio Moura Anuncia R$ 10 Milhões para Creche e Escola no Conjunto Habitacional Morar Melhor II em Ji-Paraná

A presença da creche e da escola dentro do conjunto habitacional vai melhorar o bem-estar e facilitar o acesso à educação para as crianças e suas famílias
A presença da creche e da escola dentro do conjunto habitacional vai melhorar o bem-estar e facilitar o acesso à educação para as crianças e suas famílias
O senador Confúcio Moura anunciou um investimento de R$ 10 milhões para a construção de uma creche e uma escola no conjunto habitacional Morar Melhor II, em Ji-Paraná. O evento, realizado na sexta-feira (17), contou com a presença do prefeito Afonso Cândido, da vice-prefeita Marley Munis, do deputado estadual Nim Barroso, além de vereadores e secretários municipais.
O projeto beneficiará cerca de 5.424 pessoas, com a construção de 1.456 unidades habitacionais. O prefeito Afonso Cândido destacou a importância da infraestrutura para a qualidade de vida das famílias. “A presença da creche e da escola dentro do conjunto habitacional vai melhorar o bem-estar e facilitar o acesso à educação para as crianças e suas famílias”, afirmou.
O deputado estadual Nim Barroso também ressaltou a relevância do investimento em educação. “Esse projeto será fundamental para proporcionar às crianças uma educação de qualidade e um futuro melhor.”
O engenheiro responsável, Arick Miranda, informou que a previsão de entrega das obras é para o final deste ano.
Confúcio Moura, ao anunciar os R$ 10 milhões via emenda parlamentar, enfatizou os esforços do Governo Federal para investimentos em áreas essenciais, como habitação, infraestrutura e obras paralisadas. Ele também destacou o trabalho conjunto com o ministro das Cidades, Jader Filho, que viabilizou a liberação de R$ 87 milhões para a retomada das obras do Morar Melhor II, que estavam paralisadas.
“O resultado desse trabalho conjunto é a realização do sonho da casa própria para cerca de seis mil pessoas”, afirmou o senador. Ele concluiu, ressaltando a importância de superar diferenças políticas para garantir o desenvolvimento do estado: “O foco deve ser sempre o bem-estar da população, sem espaço para divisões partidárias.”
Fonte: Assessoria

Semagric inicia ciclo de reuniões semanais para planejamento de projetos prioritários na agricultura

Encontro também reforçou a importância de manter um diálogo constante com os agricultores
Encontro também reforçou a importância de manter um diálogo constante com os agricultores

Nesta sexta-feira (17), o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), Rodrigo Ribeiro, realizou a primeira reunião semanal de gestão com diretores e gerentes dos departamentos da pasta. O encontro teve como objetivo planejar e ajustar a execução de projetos prioritários, reafirmando o compromisso da gestão com a transparência e a eficiência no setor rural do município.

Durante a reunião, os diretores apresentaram metas organizadas por prazos, visando atender as demandas dos agricultores familiares. “Queremos trabalhar com planejamento adequado para suprir as necessidades do setor. A integração dos departamentos é fundamental para garantir a execução eficiente dos trabalhos”, destacou o secretário Rodrigo Ribeiro.

O encontro também reforçou a importância de manter um diálogo constante com os agricultores. “As reuniões semanais são essenciais para ajustar as atividades em campo e ouvir diretamente os produtores rurais. Assim, podemos entregar resultados concretos que impactem positivamente a agricultura na nossa capital”, acrescentou o secretário.

Para Léo Moraes, prefeito de Porto Velho, a transparência e a participação popular são alicerces indispensáveis de sua gestão. “A administração pública não pode ser vista como um conjunto de setores isolados, mas como um organismo integrado que trabalha em benefício de quem sustenta essa estrutura: o cidadão. Nosso objetivo é transformar Porto Velho em uma cidade mais eficiente, acessível e inclusiva”, ressaltou.

A Semagric segue comprometida em buscar soluções integradas e inovadoras para o desenvolvimento do setor rural no município.

Fonte: Assessoria

Sistema FAPERON/SENAR e IFRO firmam parceria para impulsionar o agronegócio em Rondônia

A iniciativa busca promover soluções inovadoras para gargalos existentes no setor
A iniciativa busca promover soluções inovadoras para gargalos existentes no setor

Na manhã desta quinta-feira (16), o Sistema FAPERON/SENAR recebeu representantes do Instituto Federal de Rondônia (IFRO) para uma reunião institucional que deu início a uma parceria estratégica voltada ao fortalecimento do agronegócio no estado.

O encontro teve como objetivo principal alinhar a criação de um termo de cooperação entre as duas instituições, visando unir esforços para o desenvolvimento de ações capazes de enfrentar os principais desafios das cadeias produtivas de Rondônia.

A iniciativa busca promover soluções inovadoras para gargalos existentes no setor, como a modernização de práticas agrícolas, a qualificação de mão de obra e o apoio à pesquisa e extensão rural. A parceria também pretende estimular a adoção de tecnologias que aumentem a produtividade e a sustentabilidade no campo.

“A união de forças entre o Sistema FAPERON/SENAR e o IFRO representa um avanço significativo para o agronegócio em Rondônia. Juntos, podemos oferecer mais suporte técnico e científico aos produtores, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor e da economia local”, destacou um representante do Sistema FAPERON/SENAR.

Com o alinhamento dessa cooperação, ambas as instituições reafirmam seu compromisso com o fortalecimento do agronegócio em Rondônia, promovendo não apenas ganhos econômicos, mas também avanços sociais e ambientais para a região.

Informações: Assessoria

Sistema FAPERON/Senar recebe coordenadora do Projeto Floresta+ Amazônia para apresentar iniciativas de conservação ambiental

A parceria entre o Sistema FAPERON/Senar e o Projeto Floresta+ Amazônia reforça o compromisso das instituições com a conservação ambiental e a sustentabilidade na Amazônia
A parceria entre o Sistema FAPERON/Senar e o Projeto Floresta+ Amazônia reforça o compromisso das instituições com a conservação ambiental e a sustentabilidade na Amazônia

Na tarde desta quinta-feira (16), o Sistema FAPERON/Senar sediou uma reunião com a presença de Naelha Sarmento, coordenadora local do Projeto Floresta+ Amazônia. O encontro teve como objetivo apresentar as iniciativas do projeto, que busca promover a conservação da vegetação nativa por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

Durante a reunião, foram discutidas estratégias para fortalecer ações voltadas à preservação ambiental, com foco no reconhecimento e valorização dos serviços ecossistêmicos oferecidos pelas áreas florestais da Amazônia. O Projeto Floresta+ Amazônia é uma iniciativa inovadora que oferece incentivos financeiros a proprietários rurais, comunidades tradicionais e povos indígenas que contribuem diretamente para a proteção e manutenção da floresta.

A coordenadora Naelha Sarmento destacou a importância de parcerias locais para a ampliação do alcance do projeto. “O Floresta+ Amazônia é uma ferramenta essencial para aliar a preservação ambiental ao desenvolvimento sustentável. Contar com o apoio de instituições como o Sistema FAPERON/Senar é fundamental para fortalecer o impacto dessa iniciativa na região”, afirmou.

A parceria entre o Sistema FAPERON/Senar e o Projeto Floresta+ Amazônia reforça o compromisso das instituições com a conservação ambiental e a sustentabilidade na Amazônia. O encontro marcou o início de uma colaboração que promete gerar impactos positivos na preservação dos recursos naturais e na qualidade de vida das comunidades locais.

Por Jean Carla Costa

SENAR/RO abre edital para credenciamento de novos Técnicos de Campo da ATeG

O objetivo é fortalecer a metodologia de Assistência Técnica e Gerencial do SENAR
O objetivo é fortalecer a metodologia de Assistência Técnica e Gerencial do SENAR

O Sistema FAPERON/Senar Rondônia está com inscrições abertas para o credenciamento de pessoas jurídicas interessadas em integrar o Cadastro de Prestadores de Serviços de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). O objetivo é fortalecer a metodologia de Assistência Técnica e Gerencial do SENAR, oferecendo apoio aos produtores rurais por meio de diversas atividades e soluções personalizadas.

Os serviços previstos no edital abrangem organização, supervisão e execução de metodologias de assistência técnica e gerencial. Entre as atividades estão visitas técnicas (presenciais e virtuais) para diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, orientação tecnológica, realização de eventos como oficinas, dias de campo, seminários, entre outros, além de avaliação sistemática dos resultados alcançados.

Inscrições

As inscrições ocorrerão das 12h do dia 15/01/2025 às 17h do dia 26/01/2025, por meio do site https://forms.gle/As6uT2JV89SQzKr87.

Os requisitos mínimos para cada perfil profissional, assim como a especificação detalhada dos serviços, encontram-se no Anexo I do edital.

Fonte: Assessoria

Avião interrompe decolagem após animal atravessar pista em aeroporto

(crédito: Reprodução/Redes sociais)

Um avião precisou interromper a decolagem após uma cobra atravessar a pista do Aeroporto Marechal Rondon, em Cuiabá (MT), na noite de segunda-feira (13/01). O voo tinha como destino o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Em nota enviada ao Correio, a Centro-Oeste Airports, concessionária do Aeroporto Internacional de Cuiabá, disse a tripulação do voo relatou às 19h12 a presença de uma serpente na pista de pouso e decolagem.

A equipe de bombeiros do aeródromo atuou imediatamente e realizou o manejo adequado do animal. A pista foi liberada 10 minutos depois. A aeronave decolou normalmente em seguida e não houve impactos aos voos programados.

correio braziliense

Empresários da Amazônia buscam protagonismo na COP30

© Fernando Frazão/Agência Brasi

A menos de um ano da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), entre 10 e 21 de novembro, a cidade de Belém passa por uma transformação na sua infraestrutura e oferta de serviços. Assim como suas vias, prédios e praças, micro e pequenos empreendedores também se preparam para receber os visitantes e oferecer o melhor da já tradicional hospitalidade amazônica.

Novas tecnologias na moda, produção de biojoias associada ao reaproveitamento, inovação em artigos de decoração com matéria-prima da Amazônia são alguns dos produtos que serão apresentados aos visitantes que chegarão ao estado do Pará para a conferência global do clima.

O governo brasileiro espera receber cerca de 100 mil visitantes ao longo das duas semanas de conferência, entre chefes de Estado, participantes e turistas que pretendem visitar a cidade no mesmo período. Em 2024, Baku, no Azerbaijão, recebeu 54.148 participantes presenciais entre delegações, observadores, convidados e equipe de suporte inscritos na COP29.

Atualmente, Belém possui 18 mil leitos em hotéis e deve alcançar 22 mil nos próximos meses com a inauguração de novas unidades já em construção. O secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia, declarou em entrevista à Voz do Brasil, programa produzido e veiculado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no final de 2024, que, além das iniciativas do empresariado paraense, o governo federal garantirá a construção de 500 apartamentos modulares no padrão cinco estrelas, além da disponibilização de dois navios utilizados em cruzeiros internacionais com capacidade de acomodar até 5 mil pessoas.

O número de unidades de hospedagem em residências e locais para temporada nos aplicativos mais utilizados no país também crescem a cada dia. São espaços que já eram usados para hospedagem de visitantes em festividades como o Círio de Nazaré, quando a cidade reúne milhares de turistas do próprio estado e de outras cidades brasileiras, principalmente. Em 2023 foram 80,5 mil turistas, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA).

Capacitação

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por exemplo, firmou parceria com um dos aplicativos para capacitação dos proprietários desses espaços e, apenas em 2024, o número de anfitriões na plataforma subiu de 700 para 3,5 mil, informou a instituição. “As expectativas são as melhores possíveis, não só para novembro, mas também para antes e depois do evento. Para você ter uma ideia, o turismo no nosso estado já aumentou desde o anúncio de que a conferência seria aqui”, afirma Rubens Magno, diretor-superintendente do Sebrae no Pará.

Uma dessas empresárias é Betty Saldarriaga, que é proprietária de um spa com hospedagem pós-cirurgia plástica. Ela possui unidades tipo suítes duplas, com duas camas de solteiro, que resolveu disponibilizar também para o turismo, inicialmente durante o Círio de Nazaré.

“Eles (os turistas) ficam muito satisfeitos com o nosso atendimento. Porque como eu já trabalho com hospedagem para cirurgia plástica, tenho um atendimento privilegiado, um atendimento muito humanizado. Então, a gente já sabe como receber as pessoas”, explica.

Segundo Betty, a capacitação recebida pelo Sebrae foi fundamental para diversificar a oferta de seu negócio, partindo também para a hospedagem de turismo por meio de uma plataforma. O modelo de negócio era desconhecido pela empresária. “Quando eu fui atender uma paciente, ela me passou o endereço, eu fui até ela. E quando eu cheguei lá, ela me disse que o apartamento não era dela, que ela não estava muito confortável, porque o apartamento não estava oferecendo muitas condições para ela. Aí me explicou e me mandou o nome da plataforma e eu procurei o Sebrae para entender melhor”, lembra.

Após a capacitação, Betty passou a disponibilizar as unidades com agenda de atendimento livre nas ocasiões em que a cidade de Belém tem aumento na demanda por hospedagem turística, como a COP30. “Todo mundo está falando aqui em Belém sobre isso. Inclusive eu estou indicando pessoas que têm suas casas, esses apartamentos, algum imóvel, para aproveitarem a oportunidade e receberam essas pessoas. Eu acho que vai ter bastante gente que vai ajudar bastante como no Círio”, diz.

De acordo com Magno, somente em 2024, o Sebrae realizou 18 mil atendimentos de empresas, dos setores de hospitalidade, alimentos e bebidas, mobilidade e economia criativa, interessadas em se preparar para a COP30. “As empresas nos procuram em busca de orientações em assuntos como gestão financeira, precificação, estoque e atendimento, mirando o aumento de demanda que já chegou a seus negócios com a visibilidade trazida pela conferência da ONU”, diz.

Inovação

Uma dessas empresas é da design Nilma Arraes, que produz biojoias e objetos autorais com responsabilidade ambiental. A empresária, que já passou por várias capacitações e também atua como consultora do Sebrae, vem inovando no reaproveitamento de materiais descartados de forma abundante na região. “O foco do meu produto, desde sempre, ele tem tudo a ver com a COP, porque eu trabalho a sustentabilidade e o social também, além de eu trabalhar o meio ambiente. O meu trabalho é focado em não usar material que vai destruir e sim em reaproveitar aquilo que iria para o lixo”, explica.

Brasília (DF), 14/01/2025 - Empresária paraense Nilma Arraes. Empreendedores buscam protagonismo na COP30. Foto: Nilma Arraes/Arquivo Pessoal
Brasília (DF), 14/01/2025 – Empresária paraense Nilma Arraes, que produz biojoias. – Foto: Nilma Arraes/Arquivo Pessoal
Partindo dessa ideia, Nilma desenvolveu uma matéria-prima chamada Maria, uma abreviação para mistura de açaí com resina e insumos da Amazônia, com a qual produz biojoias e outros acessórios. Para a COP30, lançou a linha de luminárias, chamada Luz de Rios, elaboradas a partir do reaproveitamento de escamas do peixe pirapema, muito presente na costa paraense e consumida na culinária regional.

A estilista Val Valadares foi além e fez uma parceria com outra empresa paraense, responsável por iniciar um novo ciclo da borracha na Amazônia, e juntas lançaram uma coleção de moda feita de látex. “Nós estamos estudando transformar a nossa borracha numa espécie de couro paraense inédito na moda. Fazendo peças exclusivas, já não vão ser peças em quantidade, mas exclusivas para artistas, para quem gosta de usar alguma coisa diferente. Então, eu estou agora aperfeiçoando essa possibilidade de forrar com acabamento 100% sustentável, para eu não precisar usar nenhum produto que não seja sustentável.”, diz.

A empresa parceira trabalha com 1.570 famílias de seringalistas, na Ilha do Marajó, a partir de tecnologias sociais que profissionalizam, comercializa biojoias de látex produzidas por mulheres de seringueiros e fornecem matéria prima para indústria de calçados. “Todo seringueiro cadastrado nesse processo, ele põe uma etiqueta lá no Marajó, quando ele pesa o produto. Ela vem com o nome dele direitinho, chega aqui na fábrica, a gente pesa, confere a qualidade da borracha e deposita o dinheiro”, explica Francisco Samonek, coordenador do projeto que estruturou a marca.

Brasília (DF), 14/01/2025 - Roupas de látex sustentável criadas por Val Valadares. Empreendedores buscam protagonismo na COP30. Foto: Eco Brasil Fashion Week/Divulgação
Coleção de roupas feita com látex – Foto: Eco Brasil Fashion Week/Divulgação
Segundo Francisco, a capacitação oferecida pelo Sebrae permitiu que a marca se estruturasse com registro, inserção no mercado, divulgação e precificação, por exemplo. Também foi o ponto de conexão entre as duas marcas. “Estamos trabalhando para capacitar os pequenos negócios locais para que quem venha ao Pará tenha acesso às belezas e riquezas da floresta pelas mãos de quem vive dela.”, reforça Rubens Magno.

Protagonismo

Os empresários também esperam o protagonismo na COP30. A estilista Val Valadares conta que, além de elevar o padrão da costura na Amazônia, sonha abrir um ateliê escola, para multiplicar receita de uma marca que iniciou na comunidade Quilombola Jacundaí, no município de Moju, e que já alcançou as passarelas da Semana de Moda em Milão. “A minha expectativa é que eu consiga mostrar o meu talento, o conhecimento que adquiri nesses anos todos de trabalho. Que eu possa divulgar e contribuir para a moda, não só na COP30, mas para que o nosso estado tenha uma outra cara, que não seja conhecido só pela culinária, mas também que tenha a sua participação na moda”.

Nilma também tem projetos de expandir os negócios e envolver ainda mais gente na cadeia produtiva de suas criações. “Eu movimento seis pessoas que trabalham como ourives, além de comprar as escamas de um fornecedor de pescados, mas já trabalhei com outros profissionais que me ajudaram em momentos diferentes”, diz.

O protagonismo de quem produz e protege a Amazônia, também é o reconhecimento aguardado por Francisco. “A nossa expectativa maior é fazer nossa apresentação no mercado internacional. A gente está apostando muito na COP com uma grande oportunidade de a gente ser visto”, conclui.

Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

Haddad desmente fake news sobre taxa para veículos com mais de 20 anos

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desmentiu nesta terça-feira (14) mais uma fake news associada à pasta. O ministro negou que o governo pretenda criar uma taxa ambiental para veículos com mais de 20 anos.

O texto falso circulou nesta terça-feira (14) por meio de uma montagem de uma matéria de um portal de notícias. A notícia mentirosa afirma que a suposta taxa, que compensaria a poluição emitida por veículos antigos, equivaleria a 1% da Tabela Fipe e que o dinheiro arrecadado seria enviado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

De acordo com Haddad, tudo não passa de uma grande fake news. “Hoje surgiu uma nova fake news que está circulando com muita força nas redes sobre uma coisa que eu nem sei explicar o que é, mas seria uma taxa ambiental sobre veículos de mais de 20 anos de uso. Eu não sei se vocês viram isso, eles simulam uma reportagem do G1”, declarou o ministro, ao sair para a posse do secretário de Comunicação, Sidônio Palmeira.

Atualmente, alguns municípios cobram a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) sobre veículos para promover a sustentabilidade e investir o dinheiro em ações ecológicas. Balneários como Bombinhas (SC) e Ubatuba (SP) cobram uma tarifa de veículos turísticos que visitam os locais.

Meta

Haddad também comentou a recente decisão da Meta, dona do Facebook, do WhatsApp e do Instagram, de eliminar o serviço de checagem de informações nos Estados Unidos. Segundo o ministro, a decisão dificultará o combate às fake news em todo o planeta.

“Parece que depois desse alinhamento das big techs com a extrema direita, nós vamos ter, efetivamente, dias difíceis pela frente. E isso consome energia do governo, consome energia do Estado, dos funcionários públicos para combater um tipo de barbaridade que, com esse alinhamento com o facismo, deve acontecer mais”, afirmou.

O ministro disse que os ataques à imprensa tradicional agravam a disseminação de fake news, com pessoas preferindo acreditar em qualquer outra fonte de informação. “Infelizmente, às vezes as pessoas preferem confiar na fake news do que na própria imprensa. Existem muitas pessoas hoje que falam: ‘não, eu não leio jornal porque eu recebo tudo no zap do tio’. E o zap do tio virou fonte de informação. Mas o fato é que é muito sério e muito desagradável passar por isso uma segunda vez em uma semana”, declarou.

Remoção de vídeo

No fim da semana passada, circulou um vídeo gerado por inteligência artificial com uma falsa entrevista de Haddad na portaria do Ministério da Fazenda em que o ministro defendia a criação de uma “taxa para cachorrinhos”. A Meta removeu o vídeo falso após ser notificada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

“Algumas pessoas não estão levando a sério o que isso pode significar para a democracia ao se colocar na boca de uma pessoa uma frase que ela não proferiu com requinte tecnológico que faz com que muita gente acreditasse naquilo”, acrescentou o ministro.

Desde o início do ano, a Receita Federal enfrenta uma onda de fake news relacionadas à falsa taxação do Pix. Nos últimos dias, o Fisco emitiu vários esclarecimentos de que a modernização do monitoramento sobre transações financeiras não significa cobrança de imposto nem afetará os trabalhadores autônomos e o uso de cartões de crédito compartilhados.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Semagric promove ação para fortalecimento da apicultura em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), realizou uma importante ação voltada ao fortalecimento da apicultura no município. O encontro aconteceu no último sábado (11), na propriedade da apicultora Regina Mariz, localizada na BR-319, km 1,5 no sentido de Humaitá, e reuniu membros da Associação de Apicultores e Meliponicultores da Amazônia (Apama), além de técnicos da Semagric.

A iniciativa incluiu a montagem de um apiário na propriedade, com suporte técnico liderado por Roseval Guzo, servidor da Semagric e também apicultor. Durante o evento, foram realizadas atividades como o plantio de mudas voltadas à produção de pólen, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental.

O secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, que é engenheiro agrônomo, participou ativamente da ação e ministrou uma breve orientação técnica sobre o manejo adequado de mudas e práticas de adubação. “Nosso objetivo é fortalecer a cadeia produtiva do mel em Porto Velho, promovendo a integração entre apicultores e incentivando o uso de boas práticas agrícolas. A apicultura é essencial não só para a preservação das abelhas, mas também para o equilíbrio ambiental e o aumento da produtividade agrícola, como no caso do café”, destacou o secretário.

Durante o evento, foram realizadas atividades como o plantio de mudas voltadas à produção de pólen
Durante o evento, foram realizadas atividades como o plantio de mudas voltadas à produção de pólen

Roseval Guzo ressaltou a importância da atividade para a agricultura local. “Com este primeiro mutirão, estamos atendendo a um pedido antigo dos produtores. A apicultura se alinha perfeitamente ao modelo de gestão da secretaria, contribuindo para a polinização de mais de 75% das lavouras do município. Estudos indicam que as abelhas podem aumentar significativamente a produtividade, especialmente no cultivo do café”, afirmou.

Para Regina Mariz, anfitriã do evento, a ação representou a realização de um sonho. “O ponto de partida de qualquer conquista é o desejo, o sonho. Hoje, sinto que dei um avanço significativo na realização desse sonho. Meu coração está cheio de gratidão por todos que participaram e fizeram deste dia tão especial. Que ações como essa possam alcançar mais pessoas”, declarou emocionada.

Além de servir como modelo para outros produtores, o apiário instalado reforça o compromisso da Semagric e da Apama com o desenvolvimento rural sustentável e a diversificação econômica em Porto Velho. A iniciativa marca um importante passo na integração dos apicultores e na promoção da inovação no setor.

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Semagric

Funai divulga imagens de indígenas isolados nas TIs Massaco e Kawahiva do Rio Pardo

Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) capturou imagens inéditas de povos isolados na Terra Indígena (TI) Massaco, em Rondônia. As imagens foram feitas durante expedições de monitoramento no início de 2024. A divulgação das imagens busca reafirmar a presença indígena nos territórios e reforçar a necessidade de proteção territorial contra ameaças à sua sobrevivência. As atividades de monitoramento também confirmaram a presença de isolados na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Mato Grosso, em julho, por meio de diversos vestígios.

O trabalho foi executado pela Diretoria de Proteção Territorial (DPT) da Funai, por meio das Coordenações das Frentes de Proteção Etnoambiental (CFPEs) Madeirinha-Juruena e Guaporé. As Frentes de Proteção Etnoambiental são unidades descentralizadas da Funai especializadas na proteção de indígenas isolados e de recente contato distribuídas especialmente pela Amazônia Legal, onde predominam esses povos.

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As imagens na TI Massaco foram capturadas em fevereiro de 2024 no momento em que os isolados retiravam machados e facões deixados pela equipe da Funai em janeiro de 2021 | Foto: CGIIRC/Funai

O monitoramento é feito a partir de expedições, sobrevoos e de presença permanente, em parceria com outros órgãos ambientais e de segurança pública, por via terrestre e aérea, por meio das Bases de Proteção Etnoambiental (Bapes). As Bapes são estruturas físicas permanentes, localizadas em pontos estratégicos do territórios, visando a proteção ambiental, física e social dos povos indígenas isolados e de recente contato, nas quais as equipes volantes da Funai se revezam tanto para ações de monitoramento quanto para o atendimento das comunidades indígenas.

Atualmente, são 11 FPEs que atuam sob orientação da Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC), vinculada à DPT. É com a ação executada pelas Frentes de Proteção Etnoambiental que a Funai atua para garantir a autodeterminação e autonomia dos povos isolados sem a necessidade de promover contato e sem nenhuma interferência nos seus modos de vida.

A CFPE Madeirinha-Juruena executa a proteção e o monitoramento dos povos indígenas isolados na TI Kawahiva do Rio Pardo, em Mato Grosso; e a CFPE Guaporé, a TI Massaco, em Rondônia.

Terra Indígena Massaco

A Terra Indígena Massaco se encontra demarcada e regularizada pelo Decreto de 11 de dezembro de 1998, com área de 421.895 hectares, localizada nos municípios de Alta Floresta D’Oeste e São Francisco do Guaporé, no estado de Rondônia. A ocupação deste território é exclusiva de povo indígena isolado de etnia ainda desconhecida. Aproximadamente 97,5% da área da TI Massaco estão sobrepostas a Reserva Biológica do Guaporé (REBIO Guaporé).

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Limpeza e restauração de placas de identificação da Terra Indígena fazem parte do trabalho de vigilância e monitoramento | Foto: CGIIRC/Funai

A CFPE Guaporé realiza permanentemente atividades de proteção do território, monitorando acessos à terra indígena para prevenir práticas ilícitas, como extração de madeira e invasões. Também são realizadas ações de conscientização da população vizinha e manutenção das instalações da Base de Proteção Etnoambiental Massaco.

Dentre as atividades de vigilância e monitoramento, a equipe percorre os limites da Terra Indígena e inspeciona áreas vulneráveis, de forma a coibir e mapear invasões de terceiros no território indígena. Também realiza limpeza e restauração das placas de identificação ao longo dos limites para reforçar a proteção territorial.

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Estrepes (armadilhas pontiagudas) deixados pelos isolados na trilha por onde passaram e recolhidos pela equipe da Funai | Foto: CGIIRC/Funai

Entre janeiro e abril de 2024, uma equipe da Base Massaco, formada por oito profissionais especializados na proteção de indígenas isolados e de recente contato, realizou expedições para registrar vestígios e atividades desses grupos. A equipe da Funai percorreu cerca de 65 km em cinco dias para mapear os vestígios deixados pelos isolados e planejar as próximas ações de monitoramento.

Com cerca de 30 anos de atuação com monitoramento de indígenas isolados, o sertanista da Funai Altair Algayer foi quem liderou a expedição. Ele é o coordenador da FPE Guaporé. Segundo ele, foi detectada a presença dos isolados em diversas ocasiões por meio de vestígios, como estrepes (armadilhas pontiagudas) colocados em trilhas e estradas nos limites da TI, além de abrigos temporários, pontos de coleta de mel e outros alimentos e atividades de caça.

Chamou a atenção da equipe a aproximação dos indígenas, cada vez mais frequente, nos extremos dos limites da Terra Indígena, o que os expõe ao contato direto e indireto com não indígenas. Pelo que os agentes observaram, essa aproximação, muitas vezes, é pela necessidade de expandirem sua área de ocupação em busca de recursos para sua sobrevivência que, aparentemente, tem apresentado crescimento demográfico.

E, também, para obterem ferramentas que costumam ser deixadas pela equipe da Funai para facilitar as atividades de caça e coleta de alimentos. “Outro alerta visto com preocupação é a mudança climática, que altera significativamente o ciclo dos recursos naturais, dos quais este povo depende para sobreviver. Garantir a proteção integral dos recursos naturais deste território é fundamental para a sobrevivência deste povo”, destacou Altair Algayer.

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Abrigos temporários de indígenas isolados identificados pela equipe da Funai | Foto: CGIIRC/Funai

Em fevereiro, uma câmera instalada em uma das trilhas capturou imagens de um grupo de nove indígenas, todos do sexo masculino, com idades estimadas entre 20 e 40 anos. Apesar das condições climáticas que comprometeram a nitidez das imagens, o registro foi fundamental para documentar as características físicas, comportamento, postura, dentre outros aspectos.

A captura das imagens foi feita no momento em que os isolados retiravam ferramentas (facões e machados) deixadas pela equipe da Funai em janeiro de 2021. O que também chamou a atenção dos servidores é que o equipamento fotográfico estava visível e, mesmo assim, ficou intacto, significando que os indígenas não se aproximaram dele nem por curiosidade. O que não foi surpresa foram as armadilhas pontiagudas deixadas pelos isolados nas imediações antes de deixarem o local.

“Nota-se que foi uma aproximação planejada e organizada, com um grupo de pessoas, somente homens, a maioria jovens, preparados com inúmeros estrepes confeccionados que foram colocados nos locais de presença do não indígena e na própria trilha por onde chegaram e retornaram, caso alguém os seguisse”, detalhou o sertanista da FPE Guaporé. Segundo contou Altair, após colocarem as armadilhas, o grupo retornou imediatamente percorrendo uma boa distância no dia. Em seguida, os indígenas deixaram a área e seguiram para o interior da reserva.

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Pelas imagens, foi possível identificar ao menos nove indígenas que vivem em isolamento voluntário com idades estimadas entre 20 e 40 anos | Foto: CGIIRC/Funai

O monitoramento do povo isolado da TI Massaco é feito pela Funai há mais de 35 anos. As expedições ocorrem anualmente, as quais resultaram em um levantamento minucioso de diversas informações sobre esta população, por meio da leitura dos vestígios que os isolados deixam.

De acordo com o coordenador da FPE Guaporé, essas informações não só confirmam a presença dos isolados, como também trazem dados da forma como vivem e se desenvolvem, como priorizam seus movimentos – considerando os ciclos climáticos e entre os diferentes biomas da vegetação –, a forma de manejo na ocupação do território, a prática do nomadismo e sua aptidão pela caça e coleta, aspectos da cultura material, dados demográficos, estilo arquitetônico das suas habitações, seus hábitos alimentares, entre outros.

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Parte da equipe da Coordenação da Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé antes de encerrar a expedição na TI Massaco Foto: CGIIRC/Funai

Esses dados coletados reafirmam a necessidade de proteger os isolados e o território onde vivem, reforçando a vigilância contra possíveis invasões e a importância de ações que garantam a sua integridade cultural e física, sempre respeitando a política de não contato.

Com a experiência de quem monitorou por cerca de 20 anos o isolado que ficou conhecido como “índio do buraco” na Terra Indígena Tanaru, Altair Algayer ressalta que é fundamental para o êxito de uma atividade de monitoramento, como essa expedição na TI Massaco, ter uma equipe que disponha de conhecimento sobre o ambiente da floresta e dos seres que a habitam; pessoas com aptidão e de boa condição física para lidar com as dificuldades impostas pelo ambiente da natureza, pois em muitos momentos a atividade é árdua e exaustiva, com limitações de alimentação e até racionamento de água; e pessoas com noções de orientação e capacidade de se movimentar em meio a floresta sem auxílio de um equipamento, utilizando-se do conhecimento da hidrografia e do sol.

“Uma equipe que tenha conhecimento mínimo e básico sobre o comportamento e dos hábitos do povo isolado, que vão auxiliar na leitura dos vestígios deixados, facilitando a identificação e interpretação dos significados, artefatos, habitações e demais sinais deixados pelos isolados. Uma leitura com boa interpretação leva a equipe a tomar a decisão mais coerente durante a atividade, principalmente, no momento certo de recuar e não continuar e/ou quando se deve avançar, sempre pautado pela premissa de não surpreender e evitar que sua presença represente uma ameaça aos indígenas isolados”, orienta o experiente sertanista.

Ele complementa que se deve evitar o contato visual ou direto com os isolados e que a equipe deve estar preparada com equipamentos mínimos e essenciais de orientação/registro de localização e registro de imagens dos vestígios.

Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo

Com uma área de 411.844 hectares, a Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo localiza-se no município de Colniza, no estado do Mato Grosso. Ela já teve os limites territoriais declarados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a partir dos estudos de identificação e delimitação feitos pela Funai. No momento, o processo de demarcação encontra-se judicializado. Enquanto isso, a autarquia indigenista prossegue com ações de vigilância e proteção dos povos isolados que lá vivem.

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Agentes da Funai em expedição para monitoramento de isolados na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em julho de 2024 | Foto: CGIIRC/Funai

Como parte da metodologia da Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato de proteção a esses povos, a CFPE Madeirinha-Juruena realiza periodicamente expedições de monitoramento de forma a acompanhar e compreender a situação do povo indígena isolado ao longo do tempo. Uma dessas expedições ocorreu em julho de 2024 com o objetivo de garantir a segurança do grupo, coletar informações sobre seu modo de vida e reforçar a proteção territorial.

De acordo com o coordenador da FPE Madeirinha-Juruena, Jair Candor, a última expedição ocorreu em 2022. O sertanista da Funai atua no monitoramento de indígenas isolados há 36 anos. “Em 2023, optamos por deixá-los ainda mais à vontade”, afirma o coordenador, referindo-se à política de não contato adotada pelo Estado brasileiro com povos que optam pelo isolamento voluntário.

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Jair Candor em área que vem sendo desmatada e queimada na divisa com a T.I. Kawahiva do Rio Pardo | Foto: CGIIRC/Funai

Segundo Jair Candor, as atividades incluíram o monitoramento das áreas de ocupação dos indígenas isolados, a fim de verificar as boas condições do grupo, mas sem se aproximar demais ou forçar o contato, respeitando a sua autonomia. “A intenção é recolher informações para elaborar e executar políticas públicas de proteção mais qualificadas para essa população”, explica o sertanista que foi acompanhado por mais cinco agentes da Frente de Proteção Etnoambiental na expedição de julho de 2024.

Com oito dias de atividades, a equipe confirmou a ocupação dos isolados na região e os deslocamentos que realizaram. “Também encontramos sinais de invasão e uma pressão muito forte no entorno do território, evidenciando que a demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo é mais do que uma urgência”, evidenciou o coordenador da FPE Madeirinha-Juruena sobre a próxima etapa do processo de demarcação da TI e a preocupação com o desmatamento e queimada registrados na divisa com o território indígena.

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Ponto de acampamento de não indígenas no interior da T.I. Kawahiva do Rio Pardo | Foto: CGIIRC/Funai

Essa constatação se deu logo nos dois primeiros dias de expedição, momento em que os agentes localizaram um ponto de acampamento não indígena – possivelmente de garimpeiros ou copaibeiros – para duas pessoas. Segundo os agentes da Funai, o acampamento foi encontrado em uma área onde a equipe havia registrado forte ocupação de isolados em expedições anteriores, reforçando a suspeita de que os indígenas se mudaram para outra área da TI.

Durante a missão, foram encontrados sinais claros de presença indígena, como pegadas, vestígios de coleta de mel e utensílios. A equipe também confirmou a presença de crianças e que o grupo indígena segue em boas condições, com evidências de reprodução e formação de novos núcleos familiares, indicando crescimento demográfico. Também houve registro de tapiris (cabanas) abandonados e a movimentação dos indígenas para áreas mais isoladas do território.

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Árvore derrubada pelos indígenas isoladas para a retirada de mel, há 150 metros dos agentes da Funai | Foto: CGIIRC/Funai

Os agentes da Funai permaneceram em silêncio por alguns minutos até que se retiraram para o acampamento sem serem percebidos. No dia seguinte, ao inspecionarem o local onde ouviram os isolados conversando, os servidores avistaram uma árvore caída no chão e deduziram que as batidas ouvidas no dia anterior se tratavam da retirada de mel daquele tronco.

Mais adiante, enquanto seguiam explorando a área, encontraram pegadas no igarapé, incluindo de crianças. A suspeita é que seja de um bebê que a equipe ouviu chorando durante a expedição anterior realizada em 2022. Em seguida, também encontraram uma cumbuca produzida a partir da capemba (folha) da paxiúba, abandonada às margens do igarapé.

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Cumbuca abandonada por indígenas isolados às margens de igarapé no interior da T.I. Kawahiva do Rio Pardo | Foto: CGIIRC/Funai

Antes de encerrar a expedição, os agentes da Funai deixaram ferramentas, como machados e facões, em pontos estratégicos e instalaram câmeras com sensores de movimento para monitorar os indígenas sem interferir em sua rotina. Segundo o coordenador da FPE Madeirinha-Juruena, como os isolados que vivem na TI estão em uma área de muita pressão grileira e madeireira, eles já tiveram contato com esse tipo de ferramenta no passado, o que facilita nas suas atividades cotidianas.

Nesse sentido, conforme explicou, com o desgaste das ferramentas que possuem, há o risco de que eles tentem buscar outros utensílios nas fazendas do entorno, como já aconteceu em outros lugares. Essa tentativa, no entanto, os coloca em grave risco, seja por violência em possível contato com os “brancos” ou pelo contágio de doenças. “Sendo assim, colocamos essas ferramentas, de anos em anos, no interior da floresta, a fim de evitar que eles as procurem nas fazendas. Ou seja, é uma atitude preventiva, justamente para evitar um contato indesejado”, afirma Jair Candor.

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Machados e facões deixados pela equipe da Funai para os indígenas isolados | Foto: Divulgação/Funai
As câmeras, por outro lado, segundo o coordenador, podem ajudar a recolher informações mais qualificadas sobre o grupo, o que auxilia no monitoramento e na elaboração de políticas públicas de proteção mais adequadas, com o mínimo de invasividade possível, sem fazer o contato ou se aproximar demais.
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Do lado esquerdo, registro de julho de 2024 de tapiri (cabana) deteriorado; do lado direito, registro de 2022 do mesmo tapiri, indicando ocupação dos isolados na área até então | Foto: CGIIRC/Funai

O experiente sertanista da Funai enfatiza que, apesar de complexo, esse trabalho é necessário para coletar informações a fim de qualificar o monitoramento e garantir a segurança dos indígenas isolados. “A divulgação desse trabalho se constitui como importante ferramenta de fortalecimento da política pública de proteção aos indígenas isolados, para que cada vez mais a sociedade se aproprie da importância de garantir os direitos dessas populações”, destaca Jair Candor.

O coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Madeirinha-Juruena destaca ainda que a experiência e a competência dos integrantes da equipe, formada por profissionais qualificados e comprometidos com a proteção dessa população, foram cruciais para o êxito da expedição. “A nossa unidade de ação, conjugada com a sensibilidade de saber quando avançar e recuar, a fim de não pressionar os indígenas, possibilitou que pudéssemos recolher informações importantes com segurança para a nossa equipe e para os isolados”, enfatizou.

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Indígena Kawahiva do Rio Pardo, identificado por uma armadilha fotográfica em novembro de 2020 | Foto: CGIIRC/Funai