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Projeto do manejo sustentável de crocodilianos (jacarés) completa 20 anos na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã

A Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, situada em Porto Velho, Rondônia, cobre uma área de aproximadamente 55.850 hectares e abriga várias famílias que se beneficiam do projeto do manejo de jacarés. Este projeto, que completou 20 anos de pesquisa, iniciou o abate comercial em 2012, com uma cota atual de 900 indivíduos sendo 70% jacaré açú e 30% jacaré tinga, focando no abate de machos de acordo com estudos populacionais e a Instrução Normativa 28/2012 (IN 28).

Recentemente, a CoopCuniã solicitou um aumento na cota, que está sendo analisada pelo ICMBio. De acordo Cristiano Andrey Souza do Vale – Analista Ambiental (Chefe Substituto do NGI Cuniã Jacundá), o ICMBio/NGI Cuniã Jacundá, expressou apoio às atividades de manejo de crocodilianos da RESEX Lago do Cuniã, ressaltando a importância das ações de pesquisa e das atividades comerciais realizadas pela CoopCuniã. Essas atividades incluem a captura, abate, beneficiamento e comercialização da carne e peles dos jacarés.

Foto: Acervo Coopcuniã

Toda a produção de carne é comercializada diretamente com Supermercados, em Porto Velho (RO), As peles dos animais abatidos são vendidas para empresas Brasileiras e estrangeiras – já há negócios com empresas da Tailândia, Itália e Argentina. A previsão é que este ano o abate de jacarés, aconteça no inicio de setembro.

Os meses de junho, julho e agosto são para a contagem dos jacarés e dos ovos, verificação dos ninhos, realização de censo, visando a elaboração de um relatório contendo a quantidade de animais que serão abatidos. É proibido o abate dos jacarés nos meses de junho a agosto porque estão na fase do acasalamento, fazem ninhos e puxam grande quantidade de folhas e galhos para depositarem os seus ovos.

Foto: Acervo Coopcuniã

O manejo sustentável na reserva não apenas proporciona renda e sustento para as famílias locais, mas também busca garantir a conservação das espécies e o equilíbrio ecológico na região. Assim, a iniciativa promove um desenvolvimento socioeconômico que respeita o meio ambiente e as tradições locais.

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