Uma das maiores operações humanitárias já registradas na história de Porto Velho é como pode ser definida a ação executada pela Defesa Civil Municipal durante toda esta semana dentro das comunidades ribeirinhas afetadas diretamente pela cheia do rio Madeira.
Carregando mais de 2 mil cestas básicas, 1,5 mil kits de higiene, 1,8 mil unidades de hipoclorito e mais de 25 mil litros de água, a embarcação Deus é Amor seguiu com uma tripulação de servidores e voluntários que distribuirão as doações desde o distrito de São Carlos até à comunidade de Demarcação.
Nazaré, Calama, Papagaio, Cavalcante estão entre as regiões que serão atendidas por essa operação que saiu do porto do Cai N’água durante a noite da última segunda-feira (7). Conforme a Defesa Civil, 51 comunidades foram atingidas de alguma forma pela subida do rio Madeira, que na manhã desta terça-feira (8) registrou 16,68 metros em seu nível.
Foram arrecadados mais de 25 mil litros de água
“Essa semana, a gente quer atingir todos os distritos do baixo Madeira, para que a população afetada possa ser atendida com qualidade, atenção e respeito. Essa é uma das maiores operações da história da Defesa Civil Municipal”, destacou o prefeito Léo Moraes.
Vale salientar que esses donativos foram recolhidos pela Prefeitura de Porto Velho através da operação S.O.S Ribeirinhos, que vem promovendo a solidariedade entre o setor produtivo da capital rondoniense.
Quem tiver interesse em doar alimentos e água para as comunidades atingidas basta entrar em contato através do telefone: (69) 8473-2112 ou pode ir à sede da Defesa Civil, localizada na avenida Rafael Vaz e Silva, 1407, região central de Porto Velho.
Texto: João Paulo Prudêncio Foto: João Paulo Prudêonci
Um cão encontrou um artefato com características de explosivo militar nesta semana em uma chácara na zona rural de Presidente Médici (RO). O material foi detonado de forma controlada por uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).
Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu quando o morador da propriedade tentava retirar um pé de mandioca e notou que seu cão carregava na boca um objeto semelhante a uma granada de uso militar. Assustado, o homem usou uma pá para recolher o artefato e o colocou próximo a um muro, longe da área de circulação de pessoas.
A PM foi acionada e isolou o local para garantir a segurança dos moradores da região. Em seguida, uma equipe especializada do BOPE foi enviada ao local. Após uma análise preliminar, os policiais confirmaram que se tratava de um artefato com potencial explosivo.
O objeto foi detonado no próprio terreno, de forma controlada, sem causar danos. Os fragmentos foram recolhidos e levados para Porto Velho, onde passarão por uma perícia mais detalhada. Ninguém ficou ferido.
A origem do artefato ainda é desconhecida, e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Com o objetivo de homenagear e reconhecer o trabalho de personalidades e organizações que atuam pela igualdade racial e no combate ao racismo em Rondônia, a deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) propôs a realização de uma Sessão Solene, que acontecerá nesta quarta-feira (9), às 14h, no Auditório Deputado Amizael Gomes da Silva, na Assembleia Legislativa.
A cerimônia atenderá solicitação do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Cepir) e celebra o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, instituído pela ONU.
Durante a solenidade, serão concedidos Votos de Louvor a 115 homenageados. A iniciativa também reforça o compromisso do Parlamento estadual com a promoção dos direitos humanos e com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “Nosso dever como representantes do povo é reconhecer, valorizar e apoiar quem atua diretamente para combater o racismo. Esta é uma luta de todos nós”, destacou a deputada Cláudia de Jesus.
A deputada também lembrou que foi de sua autoria o projeto de lei que originou a Lei nº 5.732/2024, que reserva no mínimo 20% das vagas em concursos públicos estaduais para negras e negros.
Cain Velasquez, ex-lutador de UFC, foi condenado a cinco anos de prisão por tentativa de homicídio em março deste ano e será transferido temporariamente para o presídio Wasco State, na Califórnia. O americano passará por uma série de avaliações físicas e psicológicas que podem determinar seu futuro.
Inicialmente, está previsto que Cain tivesse direito à liberdade condicional em março de 2026, com uso de tornozeleira eletrônica, mas essa data pode ser antecipada se o americano apresentar bom comportamento e participar de programas socioeducativos. Ele ficou preso preventivamente por oito meses, durante o julgamento, tempo que será abatido da pena.
A prisão para a qual o lutador será encaminhado é conhecida por abrigar alguns dos criminosos mais temidos dos Estados Unidos. Fundada em 1852, o presídio de San Quentin, localizado no norte da Califórnia, possui corredor da morte e câmaras de gás, embora a prática de execução de presos tenha sido suspensa em 2006.
Como foi o caso de Cain Velasquez?
O caso remonta a fevereiro de 2022, quando Velasquez, após descobrir que seu filho de quatro anos havia sido supostamente abusado sexualmente em uma creche, perseguiu e disparou contra um veículo que transportava Harry Goularte, o acusado. Um dos tiros atingiu o padrasto de Goularte, Paul Bender, ferindo-o no braço. Preso inicialmente sem direito a fiança, o lutador passou oito meses na cadeia até ser liberado após pagar uma fiança de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões na época).
Durante o julgamento, Velasquez não contestou as acusações e admitiu que aceitaria qualquer decisão da Justiça. Apesar da condenação, ele deve cumprir menos da metade da pena devido ao tempo já servido, com projeções indicando sua liberdade em cerca de dois anos. Desde que foi solto, em novembro de 2022, o ex-campeão participou de eventos esportivos como assistente técnico, sempre com permissão judicial.
Titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1966, o ex-goleiro Haílton Corrêa de Arruda, mais conhecido como Manga, morreu aos 87 anos nesta terça-feira (8), no Rio de Janeiro, vítima de um câncer de próstata.
Ídolo do Botafogo e Internacional – foi bicampeão estadual pelo Alvinegro carioca e foi duas vezes campeão brasileiro pelo Colorado –, Manga foi reconhecido como um dos maiores goleiros do futebol mundial. Com a amarelinha, em 1966, ele jogou ao lado de outros ícones do futebol nacional: Garrincha, Zagallo, Nilton Santos, Didi, Gérson e Jairzinho. No Uruguai, Manga também é idolatrado pela torcida do Nacional, pelo qual conquistou quatro títulos nacionais e a Copa Libertadores de 1971.
O ex-jogador estava prestes a completar 88 anos em 26 de abril, data eternizada como “Dia do Goleiro”, criado em sua homenagem. Ele nasceu em Pernambuco, onde iniciou sua carreira no Sport, e também teve passagens pelo Operário-MS, Coritiba, Grêmio e Barcelona de Guayaquil (Equador).
As homenagens a Manga se espalharam nas redes sociais. O Botafogo lamentou a morte do “inesquecível ex-goleiro” e ofereceu o salão nobre da sede de General Severiano, na zona sul do Rio de Janeiro, para a realização do velório do seu ídolo. No Glorioso, Manga atuou entre os anos de 1959 e 1968, conquistando o título carioca em 1961/62 e 1967/68. Ele é o quarto atleta com mais jogos na história do clube: 442 partidas disputadas.
Pelo Inter, além do bicampeonato brasileiro (1975 e 1976), Manga conquistou três títulos seguidos do Gauchão (1974, 1975 e 1976). O clube também prestou “imenso pesar” pela morte do ex-goleiro, ressaltou a coragem e entrega de Manga na final do Brasileirão de 1975, em que jogou mesmo com dois dedos da mão quebrados.
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, lamentou a morte do ex-goleiro e decretou um minuto de silêncio em todas as partidas das séries A e B do Campeonato Brasileiro
“Ë uma tristeza a morte do Manga para todos os fãs do futebol. Ele faz parte da história do nosso futebol e merece todas as homenagens dos fãs do futebol”, afirmou o presidente da CBF.
* Matéria atualizada às 14h36 para correção: Manga defendeu a seleção no Mundial de 1966, mas o Brasil não foi campeão na ocasião.
A cidade de Brasília foi confirmada como sede da edição 2025 dos Jogos da Juventude, que serão disputados entre os dias 10 e 25 de setembro. O anúncio foi feito nesta terça-feira (8) pela pelo presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco La Porta, e pela vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
“No esporte olímpico o sucesso normalmente se mede pelas medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos. Só que o caminho até lá é longo, e começa justamente aqui, entre os jovens, na base da pirâmide. Tenho dito que, antes de sermos uma potência olímpica, precisamos nos transformar em uma nação esportiva. E nada melhor do que os Jogos da Juventude para exemplificarem isso. Serão mais de 2 milhões de jovens, de todos os estados do país, envolvidos nas seletivas para tentarem estar na fase nacional, em Brasília. Teremos aqui, em setembro, muitos futuros campeões, sem dúvida, mas no processo formamos outros milhões, impactados pelos valores do esporte e que propagarão, de alguma forma, a prática esportiva ao longo de suas vidas”, afirmou Marco La Porta.
Já a vice-governadora do Distrito Federal destacou o fato de Brasília ter a vocação de grandes eventos esportivos. “Tivemos vários eventos aqui [em Brasília], dois Jebs [Jogos Escolares Brasileiros, 2022 e 2023] e um Jubs [Jogos Universitários Brasileiros 2024]. Acredito que isso consagra o DF naquilo que ele é vocacionado para ser: a capital da República. Somos um pedacinho de cada um dos estados e precisamos realmente ser a casa de todos os brasileiros. É um orgulho muito grande estar recebendo novamente esse evento”, afirmou Celina Leão.
A edição 2025 dos Jogos da Juventude, que deve reunir cerca de 4 mil jovens, contará com a estreia da 20ª modalidade em sua programação. “Além de todo caráter de formação esportiva e educacional, os Jogos da Juventude são nosso evento conceito, no qual implementamos todas as nossas inovações. Este ano, por exemplo, teremos o remo virtual como nossa 20ª modalidade, mostrando nosso olhar para mundo dos esportes eletrônicos e nos aproximando ainda mais dos jovens”, finalizou La Porta.
O Ministério da Saúde deu início, na segunda-feira (7), à campanha nacional de imunização contra a gripe, que se concentra em grupos mais vulneráveis.
Os grupos prioritários incluem crianças, gestantes e idosos acima de 60 anos, que têm direito à vacinação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para aqueles que não estão dentro desses grupos, a imunização está disponível em clínicas particulares.
Nesta matéria, preparamos algumas das dúvidas mais frequentes sobre a vacinação contra a gripe.
Qual vacina contra a gripe está sendo oferecida pelo SUS?
A vacina disponibilizada pelo SUS é um imunizante trivalente, adaptado para as cepas que devem circular neste inverno: dois tipos de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma do tipo B.
Qual é a diferença entre a vacina das clínicas particulares e a do SUS?
A principal diferença entre as vacinas é o público-alvo. Na rede pública, a vacinação é restrita aos grupos prioritários, enquanto nas clínicas particulares, a vacina é universal, permitindo que qualquer pessoa a receba, independentemente da idade ou condições de saúde. Além disso, a vacina da rede privada é quadrivalente, protegendo contra duas linhagens da influenza B.
Nas clínicas particulares, o preço da vacina varia entre R$ 100 e R$ 120.
A vacina contra a gripe protege contra o H1N1 e outras variantes?
Sim! A vacina de 2025 protege contra as cepas H1N1, H3N2 e B, que são as variantes esperadas para o inverno deste ano.
Quais são os possíveis efeitos colaterais da vacina contra a gripe?
A vacina é considerada muito segura, e os efeitos colaterais mais comuns incluem:
Reação local
Dor
Febre
Mal-estar
Essas reações ocorrem em cerca de 20% das pessoas vacinadas.
Quadrilhas armadas, conhecidas como “Piratas dos rios“, que atuam nos rios do Amazonas estão utilizando drones para monitorar e atacar balsas que transportam combustíveis.
A denúncia foi feita pelo Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Estado do Amazonas (Sindarma), durante o fórum Segurança nas Operações Aquaviárias no Norte do Brasil, realizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), em Manaus.
Durante o painel ‘Ampliação da segurança nas vias hídricas do Norte’, representantes das secretarias de Segurança do Amazonas, Pará e Rondônia discutiram os desafios enfrentados no transporte fluvial.
O presidente do Sindarma, Galdino Alencar, revelou que criminosos passaram a usar aeronaves não tripuladas para espionar as embarcações em diferentes bacias hidrográficas.
Balsas de combustíveis são os focos dos criminosos. – Foto: Reprodução/ Sindarma.
“Nos últimos meses estamos recebendo cada vez mais notificações das tripulações. Os piratas usam vários drones ao mesmo tempo para inspecionar as balsas, identificar as cargas e ameaçar os tripulantes, inclusive durante a noite”, afirmou Galdino.
Além da tecnologia, os criminosos utilizam armamento pesado e lanchas de alta velocidade, o que aumenta o risco das operações fluviais no estado.
Escoltas armadas e tiroteios constantes
Para tentar conter os ataques, transportadoras de combustível, com apoio das distribuidoras, adotaram escoltas armadas privadas.
A medida contribuiu para reduzir os assaltos bem-sucedidos, mas as investidas continuam frequentes.
“As trocas de tiros são quase diárias. Agora, com o uso dos drones, a situação ficou ainda mais crítica”, ressaltou o presidente do Sindarma.
Entidades buscam medidas para combater quadrilhas. – Foto: Reprodução/ Sindarma.
Garimpo ilegal agrava insegurança nos rios
Outro ponto de preocupação é o avanço descontrolado do garimpo ilegal, principalmente no rio Madeira.
Segundo estimativas mencionadas por Galdino Alencar, há mais de 2 mil dragas em operação na região – muitas em situação irregular e até posicionadas no canal de navegação, o que representa um risco extra para a segurança das rotas fluviais.
Por fim, ele defendeu o aumento da presença das forças de segurança estaduais e federais nos rios amazônicos, além da urgente regulação das atividades garimpeiras.
Com informações da Assessoria / portald24@diarioam.com.br
Na última terça-feira (2), o Sistema Faperon/Senar participou de uma reunião na Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (SOPH), no Porto de Porto Velho, com o objetivo de fortalecer a exportação de pescado e viabilizar a exportação de carne bovina, gado vivo, via hidrovia do Rio Madeira. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, logístico e governamental, destacando a necessidade de ampliação das estratégias de escoamento da produção agropecuária do estado.
A reunião contou com a participação de Cimara Gonzaga e Victor Rodrigues Andreoni, ambos representantes da FAPERON, reforçando o compromisso da entidade na busca por soluções para o fortalecimento da pecuária no estado.
O diretor-presidente da SOPH, Fernando Cesar, abriu a reunião destacando o potencial do porto na exportação de pescado congelado e os desafios para inserir a carne bovina no mercado internacional por meio da hidrovia. Os operadores portuários de movimentação de cargas nas diversas atividades fazem o alfandegamento direto na Receita Federal, para desenvolver suas atividades.
O encontro reuniu representantes do setor produtivo, logístico e governamental
Durante a reunião, Elisson dos S. Costa, responsável pela K.C.F. de Oliveira – operadora de logística da Sociedade de Portos –, apresentou a experiência recente de exportação de tambaqui congelado para o Peru, realizada a partir de Ariquemes (RO). Segundo ele, a operação durou cerca de 25 dias até o desembarque da carga em Iquitos, no Peru, mantendo a qualidade do produto. No entanto, desafios como a seca dos rios e restrições de navegação devido à neblina foram apontados como fatores que contribuíram significativamente para o tempo prolongado de transporte.
A exportação de carne bovina também foi amplamente debatida. Josué Giacometti, da Associação dos Pecuaristas de Rondônia, chamou atenção para o preço médio da arroba do boi gordo no estado, que tem sido 15% a 20% menor do que em outras regiões do país, como São Paulo e Mato Grosso. Jucilene Braintenbach, da Câmara Setorial da Carne, e Bruno Bueno, do Instituto da Carne Nobre (Ibracan), reforçaram a importância de reduzir os custos logísticos e incentivar a exportação de animais vivos.
Fernando Parente destacou que, para tornar a exportação de gado em pé uma realidade, seria necessário estabelecer um Estabelecimento Pré-Embarque (EPE) no Porto de Porto Velho, onde os animais passariam por quarentena e fiscalização sanitária. Ele sugeriu que o Governo de Rondônia pudesse ceder uma área para essa estrutura e indicou a necessidade de uma câmara de inspeção da Receita Federal para viabilizar o projeto.
Faperon/Senar reforça seu compromisso em impulsionar o setor agropecuário de Rondônia
PRÓXIMOS PASSOS
Para avançar na viabilização da exportação de carne bovina e gado em pé via Porto de Porto Velho, os participantes da reunião definiram uma série de ações estratégicas. A Câmara Setorial da Carne, o Instituto da Carne Nobre (Ibracan) e a FAPERON serão responsáveis por elaborar um levantamento detalhado sobre a pecuária do estado, reunindo dados sobre rebanho, produção e exportação.
Além disso, será desenvolvida uma proposta técnica e econômica para demonstrar a viabilidade da exportação pela Hidrovia do Madeira. O estudo servirá como subsídio para que o Governo de Rondônia avalie a possibilidade de destinar uma área para a criação de um Estabelecimento Pré-Embarque (EPE), estrutura essencial para a exportação de gado vivo.
Outro encaminhamento importante será a mobilização de pecuaristas para participarem de um projeto-piloto, em parceria com a Câmara Setorial da Carne e a Associação dos Pecuaristas de Rondônia. A iniciativa visa testar, na prática, o transporte de gado vivo pela hidrovia, avaliando custos e benefícios dessa alternativa logística. Com essas medidas, o Sistema Faperon/Senar reforça seu compromisso em impulsionar o setor agropecuário de Rondônia, ampliando mercados e fortalecendo a economia do estado.
Segundo o presidente do Sistema Faperon/SENAR-AR/Sindicatos rurais Hélio Dias, as medidas e ações discutidas são pautas que os pecuaristas e piscicultores vem lutando pra impulsionar as exportações via hidrovia do Rio Madeira, reduzindo os custos com logísticas para mercados fortes como o asiático e oriente médio tanto em carne em cortes como gado vivo exportado, aumentando a competitividade na cadeia produtiva de Rondônia e renda aos nossos produtores.
O encontro reuniu representantes do setor produtivo, logístico e governamental
Na última terça-feira (2), o Sistema Faperon/Senar participou de uma reunião na Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (SOPH), no Porto de Porto Velho, com o objetivo de fortalecer a exportação de pescado e viabilizar a exportação de carne bovina, gado vivo, via hidrovia do Rio Madeira. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, logístico e governamental, destacando a necessidade de ampliação das estratégias de escoamento da produção agropecuária do estado.
A reunião contou com a participação de Cimara Gonzaga e Victor Rodrigues Andreoni, ambos representantes da FAPERON, reforçando o compromisso da entidade na busca por soluções para o fortalecimento da pecuária no estado.
O encontro destacou a necessidade de ampliação das estratégias de escoamento da produção agropecuária do estado
O diretor-presidente da SOPH, Fernando Cesar, abriu a reunião destacando o potencial do porto na exportação de pescado congelado e os desafios para inserir a carne bovina no mercado internacional por meio da hidrovia. Os operadores portuários de movimentação de cargas nas diversas atividades fazem o alfandegamento direto na Receita Federal, para desenvolver suas atividades.
Durante a reunião, Elisson dos S. Costa, responsável pela K.C.F. de Oliveira, operadora de logística da Sociedade de Portos, apresentou a experiência recente de exportação de tambaqui congelado para o Peru, realizada a partir de Ariquemes (RO). Segundo ele, a operação durou cerca de 25 dias até o desembarque da carga em Iquitos, no Peru, mantendo a qualidade do produto. No entanto, desafios como a seca dos rios e restrições de navegação devido à neblina foram apontados como fatores que contribuíram significativamente para o tempo prolongado de transporte.
A exportação de carne bovina também foi amplamente debatida. Josué Giacometti, da Associação dos Pecuaristas de Rondônia, chamou atenção para o preço médio da arroba do boi gordo no estado, que tem sido 15% a 20% menor do que em outras regiões do país, como São Paulo e Mato Grosso. Jucilene Braintenbach, da Câmara Setorial da Carne, e Bruno Bueno, do Instituto da Carne Nobre (Ibracan), reforçaram a importância de reduzir os custos logísticos e incentivar a exportação de animais vivos.
Fernando Parente destacou que, para tornar a exportação de gado em pé uma realidade, seria necessário estabelecer um Estabelecimento Pré-Embarque (EPE) no Porto de Porto Velho, onde os animais passariam por quarentena e fiscalização sanitária. Ele sugeriu que o Governo de Rondônia pudesse ceder uma área para essa estrutura e indicou a necessidade de uma câmara de inspeção da Receita Federal para viabilizar o projeto.
A Câmara Setorial da Carne, o Instituto da Carne Nobre (Ibracan) e a FAPERON serão responsáveis por elaborar um levantamento detalhado sobre a pecuária do estado
PRÓXIMOS PASSOS
Para avançar na viabilização da exportação de carne bovina e gado em pé via Porto de Porto Velho, os participantes da reunião definiram uma série de ações estratégicas. A Câmara Setorial da Carne, o Instituto da Carne Nobre (Ibracan) e a FAPERON serão responsáveis por elaborar um levantamento detalhado sobre a pecuária do estado, reunindo dados sobre rebanho, produção e exportação.
Além disso, será desenvolvida uma proposta técnica e econômica para demonstrar a viabilidade da exportação pela Hidrovia do Madeira. O estudo servirá como subsídio para que o Governo de Rondônia avalie a possibilidade de destinar uma área para a criação de um Estabelecimento Pré-Embarque (EPE), estrutura essencial para a exportação de gado vivo.
Outro encaminhamento importante será a mobilização de pecuaristas para participarem de um projeto-piloto, em parceria com a Câmara Setorial da Carne e a Associação dos Pecuaristas de Rondônia. A iniciativa visa testar, na prática, o transporte de gado vivo pela hidrovia, avaliando custos e benefícios dessa alternativa logística. Com essas medidas, o Sistema Faperon/Senar reforça seu compromisso em impulsionar o setor agropecuário de Rondônia, ampliando mercados e fortalecendo a economia do estado.
Segundo o presidente do Sistema Faperon/SENAR-AR/Sindicatos rurais Hélio Dias, as medidas e ações discutidas são pautas que os pecuaristas e piscicultores vem lutando pra impulsionar as exportações via hidrovia do Rio Madeira, reduzindo os custos com logísticas para mercados fortes como o asiático e oriente médio tanto em carne em cortes como gado vivo exportado, aumentando a competitividade na cadeia produtiva de Rondônia e renda aos nossos produtores.