Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 55

Chácara Panorama atrai famílias e grupos em busca de lazer na natureza aos fins de semana, na BR-364

Chácara Panorama funciona aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h, reservas pelo WhatsApp (69) 99937-3460
Chácara Panorama funciona aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h, reservas pelo WhatsApp (69) 99937-3460

Localizada no km 58 da BR-364, sentido Jaci Paraná, a Chácara Panorama tem se consolidado como um dos principais destinos de lazer da região para quem deseja fugir da rotina urbana e aproveitar um dia ao ar livre com a família ou os amigos.

Aberta aos fins de semana e feriados, a chácara oferece uma estrutura completa, com 15 quiosques equipados com churrasqueira, pia, cadeiras e acesso à internet, além de um balneário com água corrente, tanque para pesque e pague, campo de futebol, mini parque infantil e passeio de caiaque.

Segundo o proprietário, Leonardo Cordeiro, a proposta do espaço é proporcionar lazer com conforto e contato com a natureza. “Pensamos em cada detalhe para que as famílias se sintam bem aqui. A ideia surgiu da vontade de criar um lugar onde as pessoas pudessem relaxar, fazer um churrasco, pescar, brincar com os filhos e sair da correria da cidade”, explica Leonardo.

Estrutura pensada para todos os públicos

Um dos grandes atrativos é o tanque para pesque e pague, que reúne espécies como tambaqui, tucunaré entre outras espécies. A atividade atrai tanto quem busca tranquilidade quanto aqueles que se divertem com a pescaria esportiva.

Já o balneário com águas naturais é um dos pontos mais frequentados, especialmente nos dias de calor intenso. O local é raso e seguro para crianças, o que o torna ideal para famílias.

Para os mais ativos, o campo de futebol e os passeios de caiaque completam o dia com mais diversão. A estrutura também conta com banheiros e estacionamento. 

Clientes aprovam

A chácara tem recebido visitantes de diferentes regiões da capital. Para a dona de casa Rosilene Andrade, o lugar virou tradição nos fins de semana da família. “A gente vem quase todo domingo. Meus filhos adoram o parquinho e o lago. Eu e meu marido aproveitamos para fazer um churrasco e relaxar. É um lugar tranquilo e muito bem cuidado”, comenta.

Já o servidor público Marcelo Oliveira destaca a organização e o atendimento. “Gostei muito do espaço e do atendimento. Os quiosques são bem equipados e tem internet, o que ajuda quem precisa ficar conectado. Sem dúvida, recomendo.”

Reservas e informações

A Chácara Panorama funciona aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h. As reservas podem ser feitas com antecedência pelo WhatsApp (69) 99937-3460.

Serviço

Chácara Panorama

Localização: BR-364, km 58 – sentido Jaci Paraná

Horário de funcionamento: sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h

Contato e reservas: (69) 99937-3460

Estrutura: quiosques com churrasqueira, balneário com água corrente, tanque de pesque e pague, campo de futebol, parque infantil, passeio de caiaque

Como o tarifaço de Trump pode afetar o esporte brasileiro; especialistas opinam

imagem cameraMedida anunciada por Donald Trump abalou cenário político e econômico (Photo by SAUL LOEB / AFP)

O anúncio de tarifas de 50% a produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, feito na última quarta-feira (9), pelo presidente Donald Trump, gerou clima de incerteza e instabilidade no cenário econômico e político. O Lance! conversou com especialistas do setor para analisar como a medida, que entra em vigor a partir do dia 1º de agosto, pode impactar o esporte brasileiro.

Segundo Elias Menegale, especialista em direito tributário e sócio do escritório Paschoini Advogados, um dos principais efeitos pode estar relacionado ao relacionamento com empresas fornecedores de material e tecnologia esportiva, bem como em questões logísticas.

– Os Estados Unidos são referência mundial em tecnologia esportiva e um dos principais fornecedores de equipamento, vestuário técnico, de análise e soluções de infraestrutura. Então, um aumento na tarifa feito pelo presidente Trump e a reciprocidade aplicada pelo Brasil vai impactar diretamente nisso. Ou seja, vai encarecer os materiais esportivos, ocorrer atrasos nas entregas, dificuldade de logística, seja para viagens, seja para competições, principalmente para modalidades que dependem do intercâmbio com o mercado norte-americano. A curto prazo, haverá impacto no custo da importação de equipamento e na relação de eventos esportivos que envolvam as delegações dos dois países – avaliou.

Como a indústria esportiva brasileira pode mitigar o impacto?

Considerando que os Estados Unidos estão entre os principais parceiros comerciais do Brasil e o tarifaço deve afetar a economia do país como um todo, a indústria do esporte também deve se atentar aos movimentos. Para Fernando Trevisan, Diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios e especialista em Marketing Esportivo, clubes e confederações podem se antecipar e buscar alternativas no atual cenário.

– A indústria esportiva, como parte integrante e cada vez mais relevante da economia brasileira, deve acompanhar com atenção o que acontece entre o Brasil e um de seus principais parceiros comerciais. Mas em geral não há nenhuma medida importante a se adotar neste primeiro momento. Especificamente as áreas médicas e de análise de desempenho devem atentar a eventuais aumentos de preços de produtos importados de lá, já buscando eventuais alternativas em outros países ou mesmo no território nacional. E os departamentos de futebol dos clubes devem, sim, acompanhar os impactos que a medida pode ter no interesse das franquias da MLS por jogadores brasileiros, que pode diminuir.No caso de negociações em andamento, a dica é correr para fechar o negócio o quanto antes, já que a medida só passa a ter efeito em 1 de agosto – pontuou.

Grandes eventos esportivos nos Estados Unidos

O cenário de instabilidade nas relações internacionais entre Brasil e Estados Unidos trouxe questionamentos tendo em vista os grandes eventos esportivos que serão sediados em solo norte-americano, a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

– A preocupação aumenta um pouco, porque a gente está falando de um possível viés político e se um viés político está sendo usado para modificar a aplicação das tarifas, esse viés também pode se estender para uma questão de aumentar a instabilidade nas relações bilaterais e aí nós podemos ter entraves burocráticos para entrada de atletas, aumento dos custos operacionais para comitês e federações e até prejuízos para a imagem institucional do Brasil no cenário esportivo internacional – analisou Elias Menegale.

– O tarifaço se soma a uma série de ações tomadas pelo governo estadunidense ao longo deste ano que tem afetado a estabilidade não só do Brasil, mas do mundo todo. Não há dúvidas de que há preocupações nas entidades organizadoras por conta de eventuais pressões sociais e de patrocinadores que possam se intensificar e afetar a realização dos eventos – finalizou Fernando Trevisan.

Beatriz Pinheiro

Zagueiro é pego no antidoping e alega remédio contra calvície após câncer

Yeray Alvarez, do Athletic Bilbao, em ação contra o Real Madrid • Divulgação/Athletic Bilbao

Yeray Alvarez, do Athletic Bilbao, foi suspenso provisoriamente devido a um teste de doping positivo, após uma partida da Europa League contra o Manchester United.

O zagueiro alegou que ingeriu involuntariamente uma substância proibida em um medicamento usado para tratar queda de cabelo.

Álvarez afirmou ter testado positivo após a derrota nas semifinais do Bilbao para o time inglês por 3 a 0, em casa, em maio. O time espanhol também perdeu o jogo de volta por 4 a 1 e acabou eliminado.

O zagueiro de 30 anos foi diagnosticado com câncer testicular em 2016 e disse que estava tomando o medicamento como parte do tratamento para alopecia.

“Após estudar o caso, estabelecemos que meu teste deu positivo porque, sem querer, tomei um medicamento para prevenção de queda de cabelo que continha uma substância proibida”, disse Alvarez, em uma publicação nas redes sociais, na quinta-feira (10).

A Uefa disse que não comentaria o caso até que uma decisão disciplinar final fosse tomada.

O Bilbao deu total apoio a Alvarez, que passou pela base do clube e fez 257 jogos em todas as competições pela equipe principal.

Da Reuters

Taxa de 50% imposta por Trump ameaça exportações do agro

Foto: Pixabay

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto de 2025 acendeu um alerta no agronegócio nacional. Segundo Frederico Franco, especialista em riscos, compliance e auditoria, a medida atinge diretamente os pilares das exportações agrícolas brasileiras e compromete a competitividade dos nossos produtos no mercado norte-americano.

“É como se adicionássemos um pedágio extra no preço final. Um produto brasileiro que custa US$ 100 passa a custar US$ 150 para o consumidor americano. Isso torna nossos produtos muito menos atrativos”, explica Franco. A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, foi formalizada em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atinge qualquer mercadoria de origem brasileira — inclusive aquelas redirecionadas via países terceiros.

O impacto no agro é profundo. Entre os segmentos mais afetados estão o café, as carnes e o suco de laranja. O Brasil responde por 32% do mercado de café nos Estados Unidos e vinha ampliando sua presença no setor de carnes, com crescimento de 113% nas exportações para o país. “Uma tonelada de carne brasileira que hoje é vendida por cerca de US$ 5.700 pode passar a custar US$ 8.600. É praticamente inviável continuar exportando nessas condições”, afirma o especialista.

Além do aumento da tarifa, o dólar já registrou alta imediata com o anúncio, elevando os custos de importação de insumos utilizados na produção agrícola nacional. “Estamos diante de um ciclo vicioso: insumos mais caros e perda de competitividade externa”, avalia Frederico Franco.

Na visão do especialista, o Brasil tem três caminhos possíveis para lidar com a crise. O primeiro — e mais viável — seria a busca de uma solução diplomática, revertendo uma decisão que, segundo ele, é “claramente política”. A segunda alternativa seria diversificar os mercados, ampliando as vendas para Ásia e Europa. Já o terceiro caminho, de represália comercial, é considerado mais delicado e pouco recomendável.

“O principal caminho, que inclusive já está sendo articulado pela Frente Parlamentar da Agropecuária, é buscar uma saída diplomática. Essa é uma decisão que, se não revista, pode comprometer toda a estratégia de exportação do agro brasileiro para os próximos anos”, conclui Frederico.

A imposição da nova tarifa ocorre em um momento de tensões diplomáticas, coincidente com a realização da cúpula do Brics no Rio de Janeiro. O endurecimento das regras comerciais é interpretado por bastidores diplomáticos como uma retaliação à postura política do Brasil no bloco dos países emergentes.

Agrolink – Aline Merladete

Arraial Flor do Maracujá 2025 é adiado para agosto em Porto Velho

A Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) anunciou nesta quinta-feira (10) a nova data da 41ª edição do Arraial Flor do Maracujá. O evento, que antes estava previsto para julho, será realizado de 1º a 10 de agosto, no Parque dos Tanques, em Porto Velho.

De acordo com a Sejucel, a mudança no cronograma foi feita a pedido da União Junina Portovelhense (UNAJUP), que representa os grupos folclóricos da capital. Segundo a entidade, o novo prazo vai ajudar as agremiações a finalizarem os preparativos das apresentações, como figurinos, alegorias e coreografias.

A decisão foi anunciada após reunião com os representantes das quadrilhas e bois-bumbás. A organização acredita que a nova data vai permitir um evento ainda mais estruturado e bonito para o público.

Arraial Flor do Maracujá

O tradicional arraial “Flor do Maracujá” é reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do estado de Rondônia. A origem do nome é uma homenagem à primeira quadrilha registrada em Porto Velho: Quadrilha Flor do Maracujá.

O evento reúne apresentações de quadrilhas juninas, bois-bumbás e grupos folclóricos de várias regiões do estado. Além dos espetáculos, o arraial também movimenta a economia local com barracas de comidas típicas e shows de música regional.

Por g1 RO

Milagre da Amazônia: Creme produzido por abelhas sem ferrão tem alto poder de cicatrização, apontam pesquisas

Diretamente das florestas da Amazônia, surge mais um tesouro da biodiversidade brasileira: o creme natural produzido por abelhas sem ferrão, especialmente nas regiões ricas em açaizeiros  os chamados açais-ais , tem demonstrado potente ação cicatrizante e antimicrobiana. Pesquisas científicas recentes vêm comprovando que esse produto natural pode revolucionar os cuidados com a pele e até a medicina natural.

O poder das pequenas abelhas

Espécies como jataí, uruçu, mandaçaia e canudo, típicas da região Norte do Brasil, produzem um conjunto de substâncias que incluem mel, cerume, própolis e geoprópolis — uma mistura rica em resinas vegetais, cera, óleos e secreções próprias dessas abelhas nativas.

O resultado é uma espécie de “creme” natural com propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias, antifúngicas e cicatrizantes. Nas comunidades tradicionais amazônicas, esse material já é usado há séculos em feridas, picadas de insetos e problemas de pele. Agora, a ciência começa a confirmar o que os saberes populares já sabiam.

O creme produzido por essas abelhas acelera significativamente a regeneração da pele em feridas, com efeitos comparáveis a medicamentos farmacêuticos modernos.
O creme produzido por essas abelhas acelera significativamente a regeneração da pele em feridas, com efeitos comparáveis a medicamentos farmacêuticos modernos-.the group of black bee

Estudos comprovam eficácia

Pesquisas realizadas por instituições como a Embrapa Amazônia Oriental, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) demonstraram, em testes laboratoriais, que o creme produzido por essas abelhas acelera significativamente a regeneração da pele em feridas, com efeitos comparáveis a medicamentos farmacêuticos modernos.

Um dos estudos mais promissores avaliou o geoprópolis da abelha jataí, aplicado em feridas de animais. O resultado mostrou redução de infecções, aceleração no fechamento da pele e aumento da produção de colágeno, indicando alto potencial terapêutico.

A floresta como farmácia viva

A rica flora da Amazônia é parte fundamental dessa fórmula natural. As abelhas coletam resinas de plantas medicinais nativas, como copaíba, jambu e espécies ligadas ao açaí, incorporando esses compostos ao seu geoprópolis. Isso explica o poder biológico dessas substâncias — verdadeiros extratos farmacológicos que a natureza produz com precisão milenar.

Potencial para cosméticos e fitoterápicos

Com o avanço das pesquisas, empresas de cosméticos e farmacêuticas já começam a olhar com atenção para esse mercado promissor. O uso do creme das abelhas sem ferrão pode se expandir para a produção de pomadas cicatrizantes, cremes antissépticos, produtos pós-tatuagem, loções hidratantes e até tratamentos para queimaduras leves.

Apesar do grande potencial, os pesquisadores alertam que ainda são necessários mais estudos clínicos e regulamentações da Anvisa antes que os produtos sejam comercializados em larga escala como medicamentos.

A Amazônia pode oferecer soluções sustentáveis, econômicas e medicinais para o mundo.

Cuidado ao usar por conta própria

Muitas pessoas têm buscado o uso caseiro desses produtos naturais. No entanto, especialistas recomendam cautela. É essencial garantir que a substância seja pura e sem contaminações, e o ideal é que o uso seja acompanhado por profissionais de saúde ou fitoterapia.

Um futuro promissor para a bioeconomia amazônica

Com a valorização dos saberes tradicionais e a confirmação científica de suas propriedades, o creme das abelhas sem ferrão representa um exemplo claro de como a Amazônia pode oferecer soluções sustentáveis, econômicas e medicinais para o mundo.

Além de cuidar da saúde humana, o incentivo ao manejo das abelhas nativas também contribui para a preservação ambiental e geração de renda para comunidades extrativistas e apicultores da região.

A natureza continua provando que, com respeito e ciência, é possível encontrar grandes remédios em pequenos insetos.

Governo cria IPI Verde e zera imposto para carros sustentáveis

Veículos compactos produzidos no Brasil e com alta eficiência ambiental terão impostos de fabricação zerados. É o que prevê um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (10). A medida integra o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), lançado no ano passado, que visa à descarbonização da frota automotiva do país, por meio de incentivos fiscais, especialmente em relação às alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Para ter direito ao IPI zero, o carro sustentável deve atender a quatro requisitos: emitir menos de 83 gramas de gás carbônico (CO₂) por quilômetro, conter mais de 80% de materiais recicláveis, ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem), se enquadrar em uma das categorias de carro compacto (veículo de entrada das marcas).

O lançamento da inciativa ocorreu durante uma cerimônia, no Palácio do Planalto, com a participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, além de ministros, parlamentares e representantes do setor automotivo do país. O decreto assinado por Lula redefine a tabela do IPI, construída como um mecanismo de soma zero, em relação ao total de carros vendidos no Brasil. Com validade até dezembro de 2026, o decreto antecede os efeitos da reforma tributária, informou o Planalto.

“Carro sustentável sem aumentar impostos, zero aumento de imposto, sem onerar o fiscal, equilíbrio total, mas estimulando a descarbonização, a sustentabilidade e o social”, destacou Alckmin.

O decreto será publicado no Diário Oficial da União (DOU). Para os demais veículos que não se enquadrem no IPI zero, o texto estabelece um novo sistema de cálculo do imposto, que entra em vigor em 90 dias.

A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos. O cálculo levará em conta critérios como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, nível de segurança e índice de reciclabilidade.

Segundo o governo, o veículos com melhores indicadores receberão bônus (descontos no imposto), enquanto os com piores avaliações sofrerão um acréscimo. Dessa forma, não haverá déficit fiscal na cobrança do imposto. Um carro de passeio híbrido-flex pode ter a alíquota reduzida em 1,5 ponto percentual, segundo a nova tabela. Se também atender ao critério de eficiência do programa Mover, perde mais 1 ponto, e se cumprir o nível 1 de reciclabilidade, perde outro. Com isso, o IPI desse veículo cai de 6,3% para 2,8%.

A estimativa do governo é de redução do IPI para 60% dos veículos comercializados no Brasil, com base no número de carros vendidos em 2024, sem impacto fiscal. O Mover prevê R$ 19,3 bilhões de créditos financeiros entre 2024 e 2028. A previsão da cadeia produtiva do setor, entre fabricantes, setor de autopeças e concessionárias, é que os investimentos associados ao programa atinjam até R$ 190 bilhões nos próximos anos.

“Um carro produzido hoje no Brasil polui 20 vezes menos do que um carro produzido no início dos anos 2000. De quando as políticas começaram a ser feitas, nós reduzimos no Brasil o consumo em 35% de combustível e, consequentemente, as emissões, não só de dióxido de carbono, mas também de nitrato e outros poluentes, diminuíram bastante. Essa previsibilidade, de política de Estado, é o que o Mover nos traz”, destacou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet.

Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Saiba quais são as unidades de conservação mais populosas do país

© Fernando Frazão/Agência Brasil

As dez unidades de conservação mais populosas do país concentram 4,2 milhões de habitantes. Isso quer dizer que abrigam mais de um terço (36%) do total de pessoas que vivem nessas regiões instituídas pelo poder público, com objetivos de conservação e limites definidos.

A constatação faz parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os recenseadores identificaram 11,8 milhões de habitantes (5,82% da população) em 1.138 unidades de preservação espalhadas por 1.375 municípios. Essas regiões delimitadas incluem áreas como reservas biológicas, extrativas, florestas, parques e Áreas de Proteção Ambiental (APA).

Confira a lista das dez unidades de conservação mais populosas – São Paulo e Maranhão se destacam:

  • APA do Planalto Central (DF/GO): 601.773 habitantes
  • APA da Baixada Maranhense (MA): 583.882 habitantes
  • APA de Upaon-Açu / Miritiba / Alto Preguiças (MA): 509.977 habitantes
  • APA Sistema Cantareira (SP): 495.859 habitantes
  • APA Jundiaí (SP): 449.143 habitantes
  •  APA Piracicaba Juquerí-Mirim Área II (SP): 430.934 habitantes
  • APA da Bacia do Rio São Bartolomeu (DF): 360.760 habitantes
  • APA Serra da Ibiapaba (CE): 352.779 habitantes
  • APA de Petrópolis (RJ): 242.034 habitantes
  • APA das Reentrâncias Maranhenses (MA): 240.498 habitantes

Unidades da federação

O suplemento do Censo 2022 classificou o número de habitantes por unidades da federal (UF). São Paulo é o estado com maior quantidade de pessoas vivendo em áreas de conservação.

Confira a lista das cinco UFs com maior número de pessoas em regiões de preservação:

  • São Paulo: 2.483.199 habitantes
  • Maranhão: 1.555.668 habitantes
  • Bahia: 1.354.144 habitantes
  • Rio de Janeiro: 1.118.507 habitantes
  • Distrito Federal: 1.103.325 habitantes

Em relação à proporção da população, o Distrito Federal ocupa o topo, seguido pelo Maranhão. Das dez UFs que lideram o ranking, nove se situam acima da proporção do Brasil (5,82%):

  • Distrito Federal: 39,16%
  • Maranhão: 22,96%
  • Bahia: 9,58%
  • Alagoas: 8,90%
  • Piauí: 8,50%
  • Mato Grosso do Sul: 7,96%
  • Pará: 7,11%
  • Rio de Janeiro: 6,97%
  • Amazonas: 6,64%
  • São Paulo: 5,59%

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

FAPERON solicita apoio da bancada federal de Rondônia para aprovação do novo marco legal do licenciamento ambiental

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON) encaminhou nesta segunda-feira (7) um ofício à bancada federal rondoniense solicitando apoio para aprovação do Projeto de Lei nº 2159/2021, que propõe um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil.

A proposta tem como objetivo modernizar, uniformizar e desburocratizar os processos de licenciamento, promovendo maior segurança jurídica e agilidade para o desenvolvimento de atividades econômicas, especialmente aquelas ligadas ao setor agropecuário.

No documento, assinado pelo presidente da FAPERON, Hélio Dias de Souza, a entidade destaca que a atual legislação ambiental impõe entraves à regularização de propriedades rurais e dificulta o avanço de atividades sustentáveis, em função da excessiva complexidade normativa e da falta de critérios proporcionais ao impacto real das atividades.

O PL 2159/2021, já aprovado no Senado, propõe inovações como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), prazos legais para emissão das licenças, eliminação de disparidades entre estados e municípios e inexigência de licenciamento para atividades agropecuárias de baixo impacto, desde que atendam à legislação ambiental vigente.

“A aprovação desse projeto é fundamental para garantir que Rondônia continue crescendo com responsabilidade ambiental e segurança jurídica. Nossa produção já é reconhecida por boas práticas e respeito ao meio ambiente, mas ainda enfrenta obstáculos que poderiam ser superados com uma legislação mais clara, técnica e racional”, afirma Hélio Dias.

A FAPERON reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e confia na sensibilidade dos parlamentares para apoiar a proposta, em defesa dos legítimos interesses dos produtores rurais e de toda a população rondoniense.

Hulkenberg faz história na Sauber ao conquistar primeiro pódio na F1

Aos 37 anos, Hulkenberg se tornou o piloto mais velho a conquistar seu primeiro pódio desde George Follmer, que tinha 39 anos quando terminou em terceiro no GP da Espanha de 1973. A conquista também encerra um longo jejum da Sauber: é o primeiro pódio da equipe suíça desde o GP do Japão de 2012, quando Kamui Kobayashi também cruzou a linha em terceiro. Para completar, Hulkenberg é o primeiro alemão a subir ao pódio na Fórmula 1 desde Sebastian Vettel, no GP do Azerbaijão de 2021.

O resultado ganha ainda mais peso quando se considera sua impressionante escalada na corrida. Largando apenas da 19ª posição, o piloto da Sauber teve uma atuação impecável sob condições instáveis, aproveitando com maestria as oportunidades criadas pelas trocas de pneus e pela chuva que afetou o início da prova. Ao final das 52 voltas em Silverstone, ele havia ganhado 16 posições — um feito inédito na história da Sauber, que jamais havia colocado um piloto no pódio após largar de tão longe em seus 32 anos de história na Fórmula 1.

Hulkenberg vinha sendo há anos o símbolo do piloto talentoso, experiente e regular, mas que jamais havia sido premiado com um pódio. Passou por equipes como Williams, Force India, Renault, Racing Point, Aston Martin e, mais recentemente, Haas, sempre entregando consistência, mas esbarrando em limitações de equipamento ou em azares pontuais. Sua performance em Silverstone, no entanto, não deixou dúvidas: com ritmo forte, inteligência estratégica e firmeza em pista molhada, o alemão conquistou o resultado que há tanto tempo lhe escapava.

Enquanto a vitória ficou com Lando Norris e Oscar Piastri cruzou a linha em segundo — depois de uma penalização —, foi Hulkenberg quem conquistou os aplausos mais emocionados do paddock. Em um fim de semana repleto de simbolismo, com a F1 celebrando 75 anos desde sua primeira corrida justamente em Silverstone, coube a um veterano persistente escrever o capítulo mais bonito do GP da Inglaterra de 2025.

Por: Gabriel Gavinelli