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Seminário da Embrapa discute insumos biológicos na agricultura

A Rede de Socioeconomia da Agricultura da Embrapa realiza, na quinta-feira (14/8), às 10h, mais uma edição da série Debates em Socioeconomia, com foco na contribuição das ciências sociais aplicadas para a avaliação do uso de insumos biológicos na agricultura brasileira.

O seminário propõe uma reflexão crítica sobre os limites e potencialidades da abordagem socioeconômica na análise da adoção de bioinsumos, com destaque para os desafios da substituição de fertilizantes e defensivos sintéticos. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube. O evento é gratuito e aberto ao público.

Participam da conversa as pesquisadoras Cristhiane Amâncio, pesquisadora chefe da Embrapa Agrobiologia e professora da Universidade Federal Rural do RJ, Tiago Telles, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná e professor da Universidade Estadual de Londrina. Também participa Larissa Bonotto Simon, diretora de operações da ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos).

Mais do que apresentar resultados de pesquisa, a proposta é provocar uma análise crítica sobre como a socioeconomia pode apoiar a expansão do uso de insumos biológicos, contribuindo para a formulação de políticas públicas, a construção de métricas mais sensíveis à realidade do campo e a orientação de investimentos em inovação.

“A gente quer olhar para além do desempenho agronômico ou ambiental e refletir sobre os processos sociais envolvidos na adoção dessas soluções, seus efeitos sobre o trabalho, a renda e a organização produtiva”, antecipa Cristhiane Amâncio.

O encontro também servirá como preparação para ações futuras da Embrapa no campo da bioeconomia, incluindo oficinas, estudos colaborativos e articulação interunidades. Entre os encaminhamentos esperados está a formulação de uma agenda comum de pesquisa que integre conhecimento técnico e análise socioeconômica, com foco nos insumos biológicos como vetor de transformação da agricultura brasileira.

Rede de Socioeconomia da Embrapa

A Rede de Socioeconomia da Agricultura (RSA) é uma iniciativa da Embrapa criada oficialmente este ano para promover a integração entre pesquisa e inteligência estratégica da Embrapa e apoiar a competitividade e a sustentabilidade do setor agropecuário brasileiro.

A RSA conta hoje com pelo menos 273 empregados da Embrapa – entre economistas, sociólogos, agrônomos, estatísticos, cientistas da computação e outras especialidades. Os integrantes buscam gerar análises, subsídios e dados estratégicos voltados à formulação de políticas públicas, ao desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis, ao monitoramento de inovações tecnológicas e à inclusão socioprodutiva de pequenos agricultores.

Serviço

Seminário Debates em Socioeconomia

Data: 14 DE AGOSTO, quinta-feira

Horário: das 10 horas

Transmissão ao vivo: www.youtube.com/embrapa

Participação aberta com perguntas ao vivo

Painelistas

Tiago Santos Telles. Pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná. Professor do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade Estadual de Londrina. Mestre e Doutor em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina. Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas. Atua nas áreas de Manejo e Conservação do Solo e da Água em sua interface com o ambiente e a sociedade e de Economia Agrícola e do Meio Ambiente.

Cristhiane Amancio. Bióloga pela UFRRJ, com doutorado em Ciências Sociais. É pesquisadora da Embrapa Agrobiologia, onde atua como Chefe-Geral. Professora nos programas de pós-graduação em Políticas Públicas e em Agricultura Orgânica da UFRRJ, tem MBA em Gestão de Projetos pela ESALQ/USP. Trabalha com Sociologia Rural, Inovação Social e metodologias participativas em comunidades rurais. Coordena projetos voltados à agroecologia, à Fixação Biológica de Nitrogênio e ao desenvolvimento de ativos com potencial de adoção.

Larissa Bonotto Simon. Engenheira Agrônoma formada pela Universidade Federal do Paraná, MBA pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e em curso na Pós-Graduação de Controle Biológico na Agricultura Sustentável. Atua como Diretora de Operações na ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos), entidade representativa das indústrias de bioinsumos no Brasil.

Deputado Laerte Gomes destina R$ 135 mil para reforçar segurança pública em Ouro Preto do Oeste

Na noite desta segunda-feira (4), o vice-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Laerte Gomes (PSD),  por meio de vídeo conferência, participou de uma reunião com membros da Associação Comercial e Industrial de Ouro Preto do Oeste (Aciop), da Câmara de Dirigentes Lojistas e com o comandante geral da Polícia Militar de Rondônia, coronel PM Wellington Braguin para tratar da segurança pública do município.

Na oportunidade, o parlamentar disponibilizou recurso de R$ 135 mil para o envio de reforço policial aos finais de semana, de uma guarnição Força Tática/Patamo do 2º BPM durante todos os dias da semana a Ouro Preto, e para eventual contratação de policiais de folga para reforçar as ações de segurança na cidade.

“Estamos atendendo a solicitação da Aciop/CDL, para garantir esse apoio e reforço na segurança da população de Ouro Preto do Oeste, uma vez que a criminalidade aumentou consideravelmente”, ressaltou o deputado.

De acordo com o coronel Braguin, ações de inteligência da Polícia Militar já estão em curso, como a chegada de equipes do Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação ao Crime Organizado (BPTAR), que já atuou com eficiência em combates a facções criminosas em Porto Velho, e mais recentemente em Vilhena.

O Cel. Braguin agradeceu o comprometimento do deputado Laerte Gomes com a segurança pública de Ouro Preto do Oeste e destacou que a corporação tem mantido regularidade no envio de guarnições da Força Tática do Patamo a Ouro Preto do Oeste. Segundo ele, a medida tem surtido efeitos positivos. Ele elogiou a integração entre as polícias Civil e Militar no combate ao crime.

O presidente da Aciop/CDL, Antônio Zenildo Tavares Lopes, afirmou que a reunião foi realizada em regime de urgência, em razão da preocupação e a sensação de insegurança gerados no comércio, sobretudo aos empreendedores que trabalham no período noturno.

“Ficamos muito satisfeitos com a resposta rápida das autoridades, sem dúvidas, os comerciantes saíram da reunião mais seguros. Ouvimo as explanações de estratégias do comando da PM, e ainda conquistamos esse importante recurso inicial, destinado pelo deputado Laerte Gomes, a quem agradecemos, assim como, agradecemos a todos os representantes da segurança pública, autoridades e público presente e ao governador Marcos Rocha e ao deputado Laerte Gomes”, disse Zenildo.

Para concluir, Laerte Gomes reforçou seu compromisso com o município. “A segurança da nossa população sempre será uma prioridade no nosso mandato. Os moradores e comerciantes de Ouro Preto do Oeste podem ter certeza de que não estão sozinhos. Estamos trabalhando, lado a lado, com as forças de segurança e com a sociedade organizada, para garantir paz, proteção e tranquilidade a todos. Podem contar comigo”, garantiu o parlamentar.

Na reunião, estiveram presentes os vereadores Weuler, Edis Farias, a ex-vereadora Rosária Helena, o assessor de relações públicas e divulgação da Aciop/CDL, Adelmo Razini, coronel PM Clodomar José Rodrigues, titular do Comando Regional de Policiamento II, o comandante do 2º BPM, tenente-coronel PM Edvaldo de Araújo Elias, o delegado de polícia Niki Locatelli, o diretor da Casa de Detenção Cristiano Felix, além de empresários e lideranças locais.

por Juliana Martins

MPF obtém acordo para a retomada do atendimento a povos indígenas no Hospital Bom Pastor, em Guajará-Mirim (RO)

O Ministério Público Federal (MPF) firmou, no último dia 30 de julho, acordo com o Município de Guajará-Mirim (RO) e com o Hospital Bom Pastor (HBP) para garantir a retomada dos atendimentos de saúde destinados aos povos indígenas da região. A unidade, que é referência na prestação de serviços especializados a comunidades originárias em Rondônia, teve os atendimentos interrompidos, o que motivou o MPF a instaurar um procedimento para apurar a situação.

O Hospital Bom Pastor atua há, aproximadamente, 50 anos no atendimento a povos indígenas e foi construído pelos próprios indígenas da região, que o reconhecem como uma verdadeira “casa de cura”. Em 27 de dezembro de 2024, o Município de Guajará-Mirim encerrou o convênio com a instituição.

A retomada do atendimento é resultado da mediação conduzida pelo MPF, com participação de lideranças e movimentos indígenas, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), da Superintendência dos Povos Indígenas de Rondônia e Conselho Indigenista Missionário (Cimi), além do município e da direção do hospital. A expectativa é que os atendimentos sejam retomados até o dia 24 de agosto, prazo máximo estabelecido como data limite no acordo.

A atuação do MPF foi conduzida pelo procurador da República Leonardo Trevizani Caberlon e resultou na formalização de um termo de acordo que prevê a celebração de convênio entre o município e a Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, entidade mantenedora do Hospital Bom Pastor.

Foto da fachada do Hospital Bom Pastor, em Guajará-Mirim (RO), mantido pela Pró-SaúdeA unidade se destaca pelo atendimento humanizado e sensível às especificidades culturais das comunidades indígenas. Entre os diferenciais estão o acolhimento com atenção religiosa especializada, redários, lavanderia, cultivo de plantas medicinais tradicionais, regras de visitação adaptadas e cuidados a pacientes terminais. Segundo o MPF, não há outra instituição no município que ofereça esse tipo de cuidado diferenciado aos mais de 8 mil indígenas de diversas etnias que habitam a região.

Serviços – Pelo acordo, os serviços a serem retomados incluem internações em clínica médica e pediátrica, exames de imagem e raio-x, apoio diagnóstico e terapêutico, bem como o acolhimento de pacientes no pós-parto e no pós-operatório. O hospital disponibilizará três médicos — dois clínicos e um pediatra — e será responsável pela alimentação enteral dos pacientes indígenas, enquanto a alimentação parenteral será de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde (Semsau).

A admissão dos pacientes será feita por meio do Hospital Perpétuo Socorro e as remoções entre as unidades ficarão a cargo da Semsau. O valor mensal do convênio será de R$ 60 mil, com teto de até R$ 80 mil. Caso os atendimentos ultrapassem o valor global, a Secretaria Municipal de Saúde poderá solicitar o custeio adicional. A pactuação também prevê regras específicas para pagamento dos atendimentos por meio de Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), auditados pela secretaria.

Para o MPF, a retomada do atendimento no Hospital Bom Pastor reafirma a obrigação do Estado brasileiro de garantir aos povos indígenas serviços de saúde adequados, conforme a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a legislação nacional. O acordo também respeita o princípio da vedação ao retrocesso, que impede a supressão de direitos sociais já consolidados.

Produtores de Rondônia se qualificam com apoio do Sistema FAPERON/SENAR para disputar concursos de qualidade do cacau

O Sistema FAPERON/SENAR, em parceria com o Sebrae Rondônia, promoveu entre os dias 29 e 31 de julho, o Treinamento Avançado para Produção de Cacau Especial. A formação reuniu produtores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em dois locais estratégicos: o Hotel Máximus, em Ji-Paraná, para a parte teórica, e a propriedade da família Santana, em Presidente Médici, onde foram realizadas as aulas práticas.

O curso foi ministrado pelos engenheiros florestais Israel Ricardo e André Gusmão, instrutores do Departamento Técnico do SENAR Rondônia. A capacitação teve como foco a preparação técnica dos produtores para concursos de qualidade de amêndoas, que seguem normas rigorosas tanto estaduais quanto nacionais.

A capacitação faz parte da metodologia da ATeG, no eixo de capacitação profissional complementar, e abordou desde a colheita até a classificação das amêndoas. Os participantes foram orientados sobre identificação do ponto ideal de maturação dos frutos, observação da coloração da polpa, fermentação adequada, secagem correta, armazenamento e classificação de amêndoas de acordo com as normas IN 38:2008 (Brasil) e ISO 2451:2017 (internacional).

Presente na abertura do evento, o presidente do Sistema FAPERON/SENAR, Hélio Dias, reforçou o compromisso com a qualificação técnica dos produtores. “Estamos focando em preparar nossos agricultores para disputar de igual para igual com outros estados. Rondônia será a casa do concurso nacional neste ano, e queremos ver nossos produtores no pódio, com amêndoas premiadas e reconhecimento pelo trabalho sério que fazem no campo”, destacou.

Além do foco técnico, os participantes também receberam informações detalhadas sobre o currículo de sustentabilidade do cacau e sobre o edital do concurso nacional, o que reforça a importância da regularidade produtiva e das boas práticas desde o manejo até a comercialização.

Com mais de duas décadas de dedicação à cultura do cacau, o produtor Célio Santana abriu sua propriedade para receber os participantes da parte prática do treinamento. A propriedade, localizada em Presidente Médici, é atendida pela Assistência Técnica do SENAR e vem investindo em melhorias.

“Mesmo com toda a experiência, a gente aprende muito nesses cursos. Cada detalhe faz diferença, principalmente quando se quer alcançar qualidade para vender melhor ou até disputar concursos”, disse o produtor.

O evento faz parte das ações do programa Juntos Pelo Agro, que une esforços entre o SENAR e o Sebrae Rondônia para impulsionar cadeias produtivas com potencial competitivo. Estiveram presentes no treinamento os supervisores de campo Jocélia Gonçalves, Gino Bacchi e Raquel Schmidt, o gerente da DETeC, Luiz Murício, e o supervisor Thiago Boni.

Para muitos produtores que participaram da capacitação, o objetivo vai além do reconhecimento técnico: é uma chance de transformar o trabalho de anos em renda, orgulho e valorização.

Assista ao vídeo: 

VÍDEO: Interesse pelas abelhas sem ferrão movimenta o 1º Workshop da Amazônia Ocidental sobre Meliponicultura

Geraldo Martins e Aparecida Pereira de Melo Santos têm origens diferentes, mas um mesmo objetivo, aprender mais sobre as abelhas-sem-ferrão e aplicar esse conhecimento em suas propriedades. Ele, jardineiro. Ela, agricultora da Estrada dos Periquitos. Os dois estiveram entre os participantes do segundo dia do 1º Workshop da Amazônia Ocidental sobre Meliponicultura com foco em produção sustentável, realizado neste sábado (2), na propriedade Agrotropical Amazônia, na estrada do Belmont em Porto Velho.

Aparecida Pereira é agricultora da Estrada dos Periquitos

“Já tenho uma caixa de marmelada, e esse tipo de evento só fortalece o que a gente aprende na prática. Essa troca de conhecimento é muito importante para nós produtores”, afirmou Aparecida, entusiasmada com o conteúdo apresentado durante o encontro.

Para Geraldo, o contato direto com diferentes espécies e com os especialistas abriu novas possibilidades. “Eu sempre gostei de abelha, mas conhecer de perto essas espécies sem ferrão e entender os benefícios me animou muito”, contou.

Para Geraldo, o contato direto com diferentes espécies e com os especialistas abriu novas possibilidades
Para Geraldo, o contato direto com diferentes espécies e com os especialistas abriu novas possibilidades

O Workshop é uma iniciativa da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), em parceria com a Jirau Energia, Embrapa e Agrotropical Amazônia, com apoio da Faperon, Senar, Sema, Rovema, Dydyo, Mina Linda, Viveiros Brasil, Sicoob Norte e Casa Rural.

Segundo o secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, o evento foi pensado como uma ferramenta de estímulo à meliponicultura na capital. “A ideia é fomentar essa atividade que é sustentável, produtiva e que pode gerar renda de forma simples e eficiente, principalmente para os pequenos produtores”, destacou.

Durante o sábado, os participantes conheceram na prática o trabalho do agroflorestor Tino Alves, proprietário da Agrotropical Amazônia. A propriedade, referência em práticas agroecológicas, é conduzida sob o sistema de permacultura, o que permite um uso mais equilibrado dos recursos naturais, alinhando preservação ambiental e produção.

Participantes conheceram na prática o trabalho do agroflorestor Tino AlvesParticipantes conheceram na prática o trabalho do agroflorestor Tino Alves

“Nosso objetivo sempre foi mostrar que é possível produzir com respeito à natureza. As abelhas-sem-ferrão são fundamentais para a polinização e o equilíbrio ecológico, além de serem uma fonte de renda. Ver tantas pessoas interessadas aqui é sinal de que estamos no caminho certo”, ressaltou Tino Alves.

O gerente de assistência técnica da Semagric, Roseval Guzo, reforçou a importância de capacitar e orientar os produtores para o manejo correto. “A criação de abelhas sem ferrão é uma atividade acessível, mas que exige conhecimento técnico. Esse tipo de evento ajuda a evitar erros e incentiva a produção sustentável”, pontuou.

O Workshop reuniu apicultores, meliponicultores, fruticultores, cafeicultores e interessados em geral na criação de abelhas nativas sem ferrão. Além de palestras e rodas de conversa, os participantes tiveram contato direto com colmeias e espécies como uruçu-amarela, jataí e mandaçaia, entre outras, em um ambiente que alia conhecimento técnico e vivência prática.

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Jean Carla Costa

VEJA A MATÉRIA AQUI:

Homem é preso pela 2ª vez em cinco dias após furtar igreja

Suspeito de furtar fios em paróquia é detido novamente na Asa Norte - (crédito: PMDF/Divulgação)

Um homem com diversas passagens pela polícia por furto foi preso, após ser reconhecido como autor do roubo de fios de energia de uma paróquia na 908 Norte em Brasília. O suspeito foi abordado por uma equipe do 3º Batalhão da PMDF durante patrulhamento em uma área marcada por denúncias de tráfico de drogas, neste sábado (2). Esta é a segunda vez que ele é preso em menos de cinco dias.

No momento da abordagem, uma testemunha identificou o indivíduo como o responsável pelo furto recente a uma igreja da região. Com o reconhecimento e a apresentação de imagens que confirmavam a autoria dos crimes, os policiais o conduziram à delegacia para registro da ocorrência.

Cinco dias antes, em 28 de julho, o mesmo homem havia sido flagrado furtando um aparelho de ar-condicionado de uma torre de telefonia na 706 Norte. Ele foi preso em flagrante pelos militares enquanto desmontava o equipamento, mas acabou liberado após audiência de custódia no dia seguinte.

A PMDF ressalta que o furto de fios e cabos de energia tem sido um dos crimes mais recorrentes na Asa Norte. De acordo com a corporação, os crimes são frequentemente associados ao uso de drogas e à sensação de impunidade.

Por Davi Cruz*

Sistema FAPERON/SENAR participa do 1º Workshop da Amazônia Ocidental sobre Meliponicultura, que reúne mais de 200 produtores em Porto Velho

O presidente do Sistema FAPERON/SENAR, Hélio Dias, participou do 1º Workshop da Amazônia Ocidental sobre Meliponicultura, realizado na sede da Embrapa Rondônia, em Porto Velho. O evento, promovido pela SEMAGRIC E EMBRAPA, reuniu mais de 200 participantes, entre apicultores, meliponicultores, cafeicultores, fruticultores, pesquisadores, técnicos, supervisores e entusiastas da agroecologia.

Representando o SENAR Rondônia, também estiveram presentes a supervisora Morganna Medeiros e os técnicos de campo, Uesclei da Silva e Fernando Gehrke.

O workshop tem como objetivo principal difundir e valorizar a criação de abelhas sem ferrão, atividade essencial tanto para a conservação da biodiversidade amazônica quanto para o aumento da produtividade agrícola. A programação do primeiro dia contou com palestras técnicas, rodas de conversa e momentos de troca de experiências, abordando temas como biologia das abelhas nativas, técnicas de manejo sustentável e estratégias de comercialização de produtos como mel, própolis e pólen.

Para o presidente Hélio Dias, o evento representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a cadeia do mel. “É essencial debater não apenas os aspectos técnicos da produção, mas também trabalhar a organização da cadeia produtiva, o fortalecimento das estruturas de base, e buscar apoio real, com políticas públicas, máquinas e equipamentos, para que os produtores de Rondônia tenham condições de crescer e gerar renda com qualidade e sustentabilidade”, destacou.

A programação segue até sábado, 2 de agosto, quando será realizada uma visita técnica à sede da Agrotropical Amazônia, localizada na Estrada do Belmont, km 12. A atividade prática permitirá aos participantes acompanhar de perto o manejo de abelhas sem ferrão em campo, promovendo um valioso intercâmbio de saberes entre produtores experientes e iniciantes.

O workshop marca um passo importante para consolidar a meliponicultura como uma atividade produtiva sustentável na região amazônica, alinhando geração de renda com a conservação ambiental.

Ieda Chaves impulsiona cultura e tradição com recursos à quadrilha “A Roça é Nossa”

Em um movimento que reforça seu compromisso com a cultura de Rondônia, a deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil) destinou uma emenda parlamentar de R$ 100 mil à Associação Folclórica, Cultural, Recreativa e Esportiva “A Roça é Nossa” (Asfocre). O recurso, formalizado pelo Termo de Fomento nº 249/PGE/SEJUCEL-2025, está sendo integralmente aplicado na produção e confecção das indumentárias — figurinos e vestimentas típicas — dos mais de 70 brincantes da tradicional quadrilha.

Na última terça-feira (29), a parlamentar fez questão de prestigiar um ensaio geral da agremiação, que se prepara para a 41ª edição do Arraial Flor do Maracujá. O evento, promovido pelo governo de Rondônia e coordenado pela Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), ocorrerá de 1º a 10 de agosto, no Parque dos Tanques, em Porto Velho.

Deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil) (Foto: Assessoria Parlamentar)

Ieda Chaves expressou seu entusiasmo com o trabalho e progresso da agremiação.  “Um grupo de pessoas dedicadas, que se empenha com muito amor pela cultura popular. Com meu apoio, terão a oportunidade de seguir valorizando nossas tradições e fortalecendo a cultura de Porto Velho e de todo o nosso estado”.

Criação e Temática

Criada em 1993, na zona Leste de Porto Velho, a quadrilha “A Roça é Nossa” é fruto da fusão das antigas quadrilhas Sapezal e Flor da Bananeira, idealizadas por Fernando Rocha e Dona Liri.

Amanda Rocha, presidente da agremiação, revelou que os ensaios para o Arraial Flor do Maracujá estão a todo vapor. Neste ano, a quadrilha promete encantar o público com o tema “Made in Nordeste”, uma homenagem à rica diversidade cultural da região nordestina. “A apresentação incluirá tributos a ritmos e expressões culturais que compõem o patrimônio imaterial do Brasil, como bumba-meu-boi, frevo e maracatu”.

Serviço

Para quem quiser acompanhar de perto a preparação de “A Roça é Nossa”, os ensaios acontecem de segunda a sexta-feira, a partir das 22h30, na Quadra Sérgio Siqueira, localizada na Avenida Mamoré.

 

Texto: Etiene Gonçalves | Jornalista
Foto: Divulgação

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic

© Diego Baravelli/MInfra

O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump exclui 44,6% das exportações brasileiras em valores para os Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (31) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A pasta calculou o impacto da lista com cerca de 700 exceções para produtos que ficaram fora da sobretaxação.

Esses 700 itens, entre os quais aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro, continuarão a pagar a tarifa de até 10% definida em abril. Segundo a pasta, as medidas anunciadas na quarta-feira (30) incidirão apenas sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Há ainda 19,5% das vendas sujeitas a tarifas específicas, adotadas pelo governo de Donald Trump com base em argumentos de segurança nacional. Entre esses produtos, estão as autopeças e automóveis de todos os países, que pagam 25% para entrarem nos Estados Unidos desde maio.

O aço, alumínio e cobre pagam alíquota de 50%, mas, segundo o levantamento do Mdic, estão dentro dos 19,5% porque as tarifas foram definidas com base nos argumentos de segurança nacional em fevereiro, com entrada em vigor em março.

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De acordo com o Mdic, 64,1% das exportações brasileiras continuam concorrendo em condições semelhantes com produtos de outros países no mercado estadunidense. Esse percentual é a soma dos 44,6% de vendas excluídas do tarifaço e dos 19,5% de exportações com tarifas específicas.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Mdic, o levantamento é preliminar e foi elaborado com base nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024. O governo brasileiro espera alguns esclarecimentos sobre se algumas especificações de produtos estão fora da lista de exceções.

A pasta esclareceu que os produtos em trânsito para os Estados Unidos não serão afetados pelas tarifas adicionais. A decisão, emitida na quinta-feira (30), excluiu da elevação da tarifa mercadorias que tenham sido embarcadas no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, observadas as condições previstas.

O Mdic divulgou uma tabela do efeito do tarifaço e da lista de exceções sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos: Com base nos valores vendidos em 2024:

Exportação brasileira aos EUA em 2024:

Categoria Valor (US$ bilhões) Participação (%)
Produtos sujeitos à ordem executiva de 30/07 (tarifa adicional de 10% + 40%) 14,5 35,9%
Produtos na lista de exceções (tarifa adicional de até 10%) 18 44,6%
Produtos sujeitos a tarifas específicas, aplicadas a todos os países 7,9 19,5%
Total 40,4 100%
Fonte: Secretaria de Comércio Exterior / Mdic

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

PSDB vai realizar Encontro Estadual e apresentará Hildon Chaves pré-candidato ao governo de Rondônia

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) promove, no próximo dia 7 de agosto, a partir das 13h, o seu Encontro Estadual em Rondônia, que acontecerá no Hotel Golden Plaza, em Porto Velho. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a estrutura partidária no estado, ampliar o diálogo com lideranças regionais e preparar o partido para os próximos desafios eleitorais.

O encontro contará com a presença do presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, e do presidente estadual da sigla, Hildon Chaves, além de deputados, prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, representantes da juventude tucana e militantes de diversas regiões de Rondônia.

“Este será um momento fundamental para ouvirmos as bases, discutirmos os rumos do partido e reafirmarmos nosso compromisso com uma política de resultados, ética e compromisso com a população”, afirma Marconi Perillo, que tem percorrido o país promovendo a rearticulação do PSDB nos estados.

Para Hildon Chaves, o evento representa um marco para o fortalecimento do partido em Rondônia. “Estamos construindo um PSDB cada vez mais forte, participativo e alinhado com os desafios locais. O encontro estadual será uma oportunidade valiosa para ampliar a integração entre nossos quadros e planejar as ações futuras com foco no desenvolvimento do nosso estado.”

Durante o evento, estão previstas apresentações de diretrizes políticas, estratégias de mobilização para as eleições municipais de 2026, além de debates sobre os principais temas que impactam a realidade de Rondônia, como desenvolvimento regional, infraestrutura, educação e saúde pública.

Neste ato, Perilo deve apresentar Hildon Chaves como pré candidato do partido ao governo de Rondônia em 2026.

A expectativa da organização é reunir centenas de participantes de todo o estado, reforçando o protagonismo do PSDB como uma força política comprometida com o diálogo, a democracia e o bem-estar da população.

Serviço:
Encontro Estadual do PSDB – Rondônia
📅 Data: 07 de agosto de 2025
🕐 Horário: 13h
📍 Local: Hotel Golden Plaza – Porto Velho (RO)