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No 3º trimestre de 2015, abates de suínos e aves batem recordes, enquanto o abate de bovinos cai

O abate de suínos no Brasil no 3º trimestre de 2015 foi de 10,18 milhões de cabeças, registrando recorde desde que se iniciou a pesquisa, em 1997.

 Esse resultado representa aumentos de 5,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao 2º trimestre de 2015 e 5,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} frente ao 3º trimestre de 2014. O abate de frangos, com 1,50 bilhão de cabeças, também foi o maior desde 1997, apresentando aumentos de 7,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao 2º trimestre de 2015 e de 6,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} na comparação com o mesmo período de 2014. Por outro lado, o abate de bovinos (7,56 milhões de cabeças) registrou quedas de 0,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao 2º trimestre de 2015 e de 10,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} frente ao 3º trimestre de 2014.

A produção de ovos de galinha registrou novo recorde com 749,96 milhões de dúzias, representando aumentos de 3,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} sobre o 2º trimestre de 2015 e de 4,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} sobre o 3º trimestre de 2014. A aquisição de leite cru foi de 5,98 bilhões de litros, com aumento de 6,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} sobre o registrado no 2º trimestre de 2015 e queda de 3,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} frente ao 3º trimestre de 2014. A aquisição de peças de couro cru inteiro de bovino foi de 8,09 milhões de peças, com aumento de 0,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} sobre o trimestre anterior e queda de 12,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} sobre o 3º trimestre de 2014.

Essas e outras informações estão disponíveis nos resultados do 2º trimestre de 2015 das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais; Trimestral do Leite; Trimestral do Couro e Produção de Ovos de Galinha. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

Abate bovino fica em 7,56 milhões e cai 10,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} com relação ao 3º trimestre de 2014

No 3º trimestre de 2015 foram abatidas 7,56 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade foi 0,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} menor que a registrada no trimestre imediatamente anterior (7,62 milhões de cabeças) e 10,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} menor que a apurada no 3º trimestre de 2014 (8,47 milhões de cabeças).

O peso acumulado de carcaças no 3º trimestre de 2015 (1,87 milhões de toneladas) foi 1,4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior (1,85 milhões de toneladas) e 8,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} menor que a registrada no 3º trimestre de 2014 (2,04 milhões de toneladas).

Em nível nacional, o abate de 913,87 mil cabeças de bovinos a menos no 3º trimestre de 2015, em relação a igual período do ano anterior, foi impulsionado por reduções no abate em 22 das 27 unidades da federação. As principais quedas ocorreram em: São Paulo (-191,21 mil cabeças), Mato Grosso (-160,58 mil cabeças), Minas Gerais (-131,11 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-116,65 mil cabeças), Paraná (-76,84 mil cabeças), Bahia (-66,52 mil cabeças), Goiás (-60,49 mil cabeças) e Rondônia (-48,98 mil cabeças). Parte dessas quedas foi compensada por aumentos em: Tocantins (+17,72 mil cabeças), Santa Catarina (+6,26 mil cabeças), Rio de Janeiro (+2,12 mil cabeças), Rio Grande do Norte (+0,41 mil cabeças) e Distrito Federal (+0,14 mil cabeças). No ranking das UFs, Mato Grosso continua a liderar amplamente o abate de bovinos, seguido por Mato Grosso do Sul e Goiás.

Com 10,18 milhões de cabeças, abate de suínos cresce 5,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao 3º trimestre de 2014

No 3º trimestre de 2015 foram abatidas 10,18 milhões de cabeças de suínos, representando aumentos de 5,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 5,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} na comparação com o mesmo período de 2014. Este resultado é recorde desde que se iniciou a pesquisa, em 1997. O peso acumulado das carcaças no 3º trimestre de 2015 alcançou 896,38 mil toneladas, representando aumentos de 4,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 7,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao mesmo período de 2014.

A região Sul respondeu por 66,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do abate nacional de suínos no 3º trimestre de 2015, seguida pelas regiões Sudeste (18,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), Centro-Oeste (14,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), Nordeste (1,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e Norte (0,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}). No comparativo entre os 3os trimestres 2015/2014, a região Sul ampliou sua participação no abate nacional em 0,5 ponto percentual (p.p.), graças ao aumento de 6,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no número de cabeças abatidas em Santa Catarina e no Paraná. A região Sudeste reduziu seu nível de participação em 0,5 p.p., apesar de todos os seus estados registrarem desempenho positivo, resultando em aumento de 2,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no número de cabeças abatidas. A região Centro-Oeste perdeu 0,1 p.p. de participação, apesar do incremento de 4,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no número de cabeças de suínos abatidos, que foi distribuído entre todos os seus estados.

Abate de frangos cresce 6,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} sobre o 3º trimestre de 2014

No 3º trimestre de 2015 foram abatidas 1,50 bilhão de cabeças de frangos, alcançando novo recorde da série histórica iniciada em 1997. Esse resultado significou aumentos de 7,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 6,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} na comparação com o mesmo período de 2014. O peso acumulado das carcaças foi de 3,38 milhões de toneladas no 3º trimestre de 2015. Esse resultado representou aumentos de 3,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 5,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} frente ao mesmo período de 2014.

A região Sul respondeu por 60,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do abate nacional de frangos no 3º trimestre de 2015, seguida pelas regiões Sudeste (19,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), Centro-Oeste (15,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), Nordeste (3,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e Norte (1,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}). No comparativo entre os 3os trimestres 2015/2014, a região Sul reduziu sua participação no abate nacional em 1,0 p.p., mesmo com o acréscimo de 5,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no número de cabeças de frangos abatidas, advindos principalmente do aumento do abate no Paraná e Rio Grande do Sul. A região Sudeste, com o aumento de 7,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no número de cabeças de frangos abatidas, oriundo do desempenho positivo de todos os seus estados, manteve-se no mesmo patamar em termos de participação no agregado nacional. No Centro-Oeste, o aumento do abate em todos os estados elevou o número de cabeças abatidas em 10,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} e sua participação no agregado nacional em 0,5 p.p.

Com mais de 749 milhões de dúzias, produção de ovos segue batendo recorde

A produção de ovos de galinha foi de 749,96 milhões de dúzias no 3º trimestre de 2015, alcançando, no 3º trimestre de 2015, o nível mais alto da série desde 1987, quando a pesquisa foi iniciada. Essa quantidade foi 3,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 4,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} maior que a apurada no 3º trimestre de 2014.

No comparativo com o mesmo período de 2014, todas as grandes regiões apresentaram aumento na produção de ovos de galinha, sobretudo a Sul (9,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), aumento este puxado por incrementos no Paraná (11,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), no Rio Grande do Sul (8,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e também em Santa Catarina (6,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}). Dentre os principais estados produtores, observou-se redução da produção apenas em Minas Gerais (-2,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}).

Aquisição de leite cai 3,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao 3º trimestre de 2014

No 3º trimestre de 2015, foram adquiridos, pelas indústrias processadoras de leite, 5,98 bilhões de litros, com aumento de 6,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} sobre o registrado no 2º trimestre de 2015 e queda de 3,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} frente ao 3º trimestre de 2014.

Regionalmente, a comparação entre os 3os trimestres de 2015/2014 refletiu queda na aquisição de leite em todas as grandes regiões. Quedas absolutas importantes foram registradas no Sul do país (-4,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), sobretudo no Paraná (-6,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e em Santa Catarina (-5,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), embora também tenha ocorrido no Rio Grande do Sul (-1,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}). No Centro-Oeste houve queda de 9,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, influenciada por Goiás (-9,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e Mato Grosso (-13,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}). No Norte a queda foi de 13,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, sendo registrada, sobretudo no Pará (-24,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e em Rondônia (-9,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), estados que têm os maiores pesos regional. No Nordeste a queda na aquisição de leite foi de 2,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} e só não ocorreu em Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Aquisição de couro cai 12,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} sobre o 3º trimestre de 2014

A aquisição de couro bovino foi de 8,09 milhões de peças no 3º trimestre de 2015. Essa quantidade foi 0,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 12,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} menor que a registrada no 3º trimestre de 2014. Quanto à origem do couro, a maior parte teve procedência de matadouros e frigoríficos, seguida pela prestação de serviços, respondendo juntas por 89,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total apurado no período.

A redução de 1,12 milhão de peças inteiras de couro, em nível nacional, no comparativo dos 3os trimestres 2015/2014, foi impulsionada por reduções nas aquisições de peles bovinas em 17 das 20 unidades da federação. As principais quedas absolutas foram registradas em: Paraná (-282,57 mil peças), Mato Grosso (-218,96 mil peças), Rio Grande do Sul (-194,81 mil peças), Minas Gerais (-164,34 mil peças), Pará (-105,71 mil peças), Bahia (-83,37 mil peças), São Paulo (-68,62 mil peças) e Goiás (-64,86 mil peças). Parte dessas quedas foi compensada por aumentos em: Rondônia (+129,49 mil peças), Tocantins (+120,32 mil peças) e Roraima (+10,01 mil peças). No ranking das unidades da federação, Mato Grosso continua a liderar amplamente o recebimento de couro pelos curtumes, seguido por São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Fonte: IBGE

Cadastro Ambiental Rural será o maior programa de captura de gás carbônico do mundo

Ibama indica obrigação de recuperar áreas degradadas como ‘modernização’ no combate ao desmatamento

Enquanto o mundo ensaia na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-21), em Paris, a costura de um acordo global para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa – especialmente o dióxido de carbônico (CO²) -, mais de 2,1 milhões de imóveis da agropecuária nacional já foram registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), segundo o Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

O número reforça o papel do sistema de registro eletrônico de propriedades no campo como ferramenta de captura de CO², aponta o  diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Luciano de Meneses Evaristo. 

Isto porque o CAR estabelece a obrigatoriedade de reflorestar áreas degradadas (veja quadro abaixo). O cadastro foi definido pelo Código Florestal Brasileiro, em 2012, e termina as inscrições em maio próximo.

“O programa de recuperação (de áreas desflorestadas) introduzido pelo CAR é muito superior ao combate ao desmatamento. Se você considerar que as propriedades brasileiras que vão fazer o cadastro vão também recuperar seus passivos ambientais, o CAR vai ser o maior programa do mundo de sequestro de carbono”, afirma o diretor de Proteção Ambiental do Ibama.

Para Evaristo, a adesão elevada mostra que o dispositivo econômico incluído nas regras do CAR foi acertada. O proprietário rural que não fizer o cadastro perde o acesso a linhas de crédito federal ou a programas de fomento agropecuário da União e dos Estados. “O CAR é a carteira de identidade da propriedade. Quem não tiver CAR neste País estará fora da produção e do comércio, fora do contexto econômico”, diz.

A área já inscrita no CAR é de mais de 244,7 milhões de hectares, equivalente a 61,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total previsto pelo Serviço Florestal. O órgão trabalha com a meta de cadastrar 398 milhões de hectares e não com a estimativa do censo rural do IBGE de 2006, que calculou em 5,6 milhões o número de estabelecimentos rurais no País.

O critério de contabilidade utilizado pelo Serviço Florestal é o de imóvel rural. Ou seja, o que se leva em conta para o CAR envolve todas as propriedades vizinhas sobre controle de uma mesma pessoa ou empresa e não os estabelecimentos separados, como define o IBGE.

Isso significa que o número de cadastros será menor que os 5,6 milhões estimados pelo IBGE, sem que para isso a área seja inferior.

Modernização

 

O cadastro vai servir como um banco de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. O diretor do Ibama avalia que a necessidade de recuperar áreas degradadas servirá para modernizar o sistema de monitoramento de ações de desmatamento.

“O CAR é a grande ferramenta de combate ao desmatamento que a gente vai ter daqui para frente”, diz. “Será uma revolução na fiscalização ambiental federal, porque hoje ela se baseia por bioma, com satélites de detecção e de medição do desmatamento por bioma. Com o CAR, a fiscalização será por unidade produtiva”, observa.

Segundo Evaristo, a fiscalização poderá separar anualmente uma área como amostra para verificar a evolução ou declínio do desmatamento nas propriedades rurais. Esse acompanhamento poderá ser feito diretamente pelo computador, diminuindo as saídas de campo dos fiscais, mas mantendo o acompanhamento dos planos de recuperação ambiental assumidos pelos ruralistas.

“Hoje se gasta uma energia enorme fazendo a vistoria no campo. Ao enxergar unidade produtiva (virtualmente), a nossa fiscalização vai ganhar uma modernização que vai nos colocar num patamar muito mais avançado para controlar os ilícitos ambientais no País. O CAR é a grande ferramenta do futuro de conservação dos biomas brasileiros”, considera.

Fonte: CAR, Ibama, Inpe, Ministério de Meio Ambiente e Serviço Florestal Brasileiro

 

Exportações do agronegócio sobem 8,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em novembro ante novembro de 2014

Em relação ao mesmo mês de 2014, o crescimento foi de R$ 501,44 milhões, em valores absolutos.

Novembro registrou aumento de 8,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} nas exportações do agronegócio se comparado ao mesmo mês de 2014. Os embarques do setor somaram US$ 6,63 bilhões, ante US$ 6,13 bilhões de novembro do ano passado. Houve acréscimo de R$ 501,44 milhões, em valores absolutos, apontam dados divulgados, nesta quarta-feira (9), pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As importações do setor, por sua vez, acusaram queda de 20,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} na comparação entre os dois períodos.

Os números da SRI afirmam que, em novembro de 2015, os embarques somaram US$ 6,63 bilhões, enquanto que, no mesmo mês de 2014, as cifras se mantiveram em US$ 6,13 bilhões. Por causa da queda nas importações (de US$ 1,25 bilhão para US$ 993,31 milhões), a balança comercial do setor apresentou superávit de US$ 5,64 bilhões.    

A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, disse que o crescimento das vendas ao exterior poderia ter sido mais significativo, não fosse a baixa nos preços das commodities. “O aumento das exportações só não foi maior por causa da queda, quase generalizada, dos preços médios dos principais produtos de exportação do agronegócio”, explicou.

Entre os principais produtos exportados, a SRI destaca as carnes, itens do complexo soja, cereais, farinhas e preparações, produtos florestais, açúcar e álcool. Juntos, foram responsáveis por 72,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} (US$ 4,81 bilhões) de todos os embarques do agronegócio no mês passado. 

As carnes, todavia, registraram recuo, embora tenham se mantido em primeiro lugar entre os mais exportados: de US$ 1,43 bilhão, em novembro de 2014, para US$ 1,29 bilhão (-9,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), no mês passado. Os embarques de carne de frango somaram US$ 596,53 milhões, com queda de 9,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em novembro. As exportações de carne bovina tiveram retração de 6,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, a carne suína, de 11,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} e a de peru, de 31,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.

O complexo soja teve desempenho positivo. Os embarques aumentaram em 68{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em valor. A quantidade exportada de soja em grão subiu de 176 mil toneladas para 1,44 milhões de toneladas (+719,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) durante o período analisado. “Mesmo com a queda do preço médio em 16,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, o valor exportador de soja em grão cresceu de US$ 80,92 milhões em novembro de 2014 para US$ 551,02 milhões no mês passado”, destacou Palermo.

Cereais, farinhas e preparações mantiveram-se na terceira posição no ranking dos principais produtos exportados, com forte crescimento. As vendas subiram de US$ 590,02 milhões, em novembro de 2014, para US$ 862,01 milhões, no mês passado: um aumento de 46,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. O milho foi o principal produto exportado pelo setor, com 92,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do valor comercializado. Os embarques de arroz também se destacaram, subindo de US$ 23,67 milhões para US$ 43,11 milhões no período.

Os produtos florestais ocuparam a quarta colocação na lista da SRI, passando de US$ 753,66 milhões para US$ 813,30 milhões. Quinto colocado no ranking da balança comercial do agronegócio, o complexo sucroalcooleiro teve recuo nas vendas ao exterior, que passaram de US$ 823,10 milhões para US$ 780,04 milhões.

Mercado consumidor

Conforme a SRI, as compras da Ásia de produtos do agronegócio brasileiro tiveram aumento de 28{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em novembro deste ano, alcançando US$ 2,46 bilhões. Com isso, a participação do continente na balança comercial do Brasil subiu de 31,4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} para 37,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. 

O país que liderou as compras dos produtos brasileiros foi China, elevando-as em 77,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no mês passado ante novembro de 2014. Com esse crescimento, a participação chinesa quase dobrou, passando de 7,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} para 12,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. As exportações de soja em grão para a China foram o fator principal para esse desempenho.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Mapa

Produção de grãos deve chegar a 211 milhões de toneladas para safra 2015/16

De acordo com a terceira previsão de estimativa para a safra de grãos 2015/16, a soja apresenta o maior crescimento absoluto, com estimativa de aumento de 6,2 milhões de toneladas, totalizando 102,5 milhões de toneladas.

 

Os ganhos de área e produtividade da cultura refletem num aumento de 6,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} na produção total do país.

O estudo, divulgado nesta sexta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que a produção estimada para a safra 2015/16 é 211 milhões de t, aumento de 1,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. Esse resultado representa um aumento na produção de 3,2 milhões de t em relação à safra 2014/15 (207,8 milhões de t).

Apenas as culturas de primeira safra tiveram o plantio iniciado, que se estenderá até dezembro. As culturas de inverno, referentes a safra 2015, estão na fase final de colheita. Para as culturas de segunda safra, o plantio se iniciará a partir de janeiro. Para o milho primeira safra e o algodão a estimativa é de queda na produção total, impulsionada pela redução na área plantada. A recuperação da produtividade de feijão resulta em aumento da produção, apesar da queda na área plantada.

Área – De acordo com este levantamento, a área plantada com grãos deverá alcançar 58,6 milhões de hectares, o que representa crescimento de 1,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação à área cultivada na safra 2014/15, que totalizou 57,9 milhões de ha. Vale ressaltar que essa área equivale à primeira, segunda e terceira safras, além das culturas de inverno. Se levarmos em consideração apenas a área efetivamente cultivada, a estimativa é de 43,3 milhões de ha, visto que os demais 15,2 milhões de ha equivalem a culturas sobrepostas à área de total.

A cultura da soja, responsável por mais de 56{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da área cultivada do país, permanece como principal responsável pelo aumento de área. A estimativa é de crescimento de 3,4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} (1,1 milhão de ha), alcançando 33,2 milhões de ha na área cultivada com a oleaginosa. O algodão apresenta redução de 1,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} (15,6 mil ha), o que representa 960,6 mil ha. Isto é reflexo da opção pelo plantio de soja na Bahia, segundo maior produtor do país. Para o milho primeira safra, a exemplo do que ocorreu na safra passada, a expectativa é de redução de 6,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} na área (413,6 mil hectares) a ser cultivada com soja, ficando em 5,7 milhões de ha. O feijão primeira safra apresenta redução de 2,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} (21,9 mil hectares), o que corresponde a 1 milhão de ha no total.

 

Fonte: Conab

Pesquisa desenvolve café arábica para Amazônia

Os resultados da primeira colheita dos experimentos de café arábica desenvolvido pela Embrapa Rondônia especialmente para a região Amazônica superaram as expectativas.
 
Alguns materiais alcançaram produtividade acima de 30 sacas por hectare nas áreas experimentais instaladas em municípios dos estados de Rondônia e Acre. Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia, Alexsandro Teixeira, são resultados excelentes para uma primeira safra de produção, acima da média nacional, que é de 22 sacas/ha. “A pesquisa com café arábica tem importância para a região, pois atende grande demanda, uma vez que todo o café desse tipo consumido no Norte do País é oriundo de outras regiões produtoras, como Minas Gerais e São Paulo”, explica o pesquisador.
 
Já são dez anos de pesquisas em melhoramento genético para o café arábica desenvolvidas pela Embrapa Rondônia. O processo de seleção de plantas ainda está em andamento, pois é necessária a coleta de dados de mais três safras de produção para finalizar a pesquisa. Para Teixeira, esse resultado inicial já demonstra o potencial do café arábica para a região. “Estamos satisfeitos com os resultados do trabalho e a previsão é de, em 2018, estar com uma cultivar de café arábica recomendada para a Amazônia”, comenta o pesquisador.
 
Com os resultados dessa pesquisa, busca-se viabilizar a produção de café arábica na Amazônia, para suprir a demanda desse tipo de grão na região, tanto para produção de cafés especiais ou gourmets como na utilização em blends, que é a mistura de grãos de cafés arábica e canéfora (conilon e robusta). Além da demanda, o cultivo também pode ser beneficiado pelas extensas áreas planas distribuídas por toda a região, viabilizando a colheita mecanizada e reduzindo significativamente custos de produção.
 
O pesquisador explica que na escala da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA), padrão internacional para classificação da qualidade de bebida, alguns materiais de café arábica dessa primeira colheita ultrapassaram 80 pontos, numa escala de 0 a 100, que é um valor comparado ao de cafés especiais. As bebidas produzidas com a cultivar de café arábica em teste demonstraram um padrão de corpo acentuado, cremoso, baixa acidez e sabores que remetem ao caramelo e chocolates. Participantes de eventos realizados no Estado de Rondônia também receberam amostras desse café e elogiaram a bebida como de sabor suave e aroma marcante.
 
O desenvolvimento da nova cultivar
 
No início de 2005, Embrapa Rondônia e Embrapa Café, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), deram início às pesquisas de melhoramento genético da espécie Coffea arabica L. nas condições climáticas da Amazônia. O objetivo foi avaliar e selecionar genótipos de café arábica nas condições de baixas altitudes e temperaturas elevadas.
 
As principais características buscadas durante o processo seletivo foram a produtividade e o ciclo de maturação tardio. Ao longo dos anos, observou-se que o café arábica amadurece mais cedo em regiões de climas quentes, o que, para as condições amazônicas, coincide com as altas precipitações dos meses de fevereiro a março, dificultando a secagem dos frutos.
 
As cultivares de café arábica disponíveis atualmente são adaptadas às regiões de altitudes elevadas e temperaturas amenas, com médias anuais entre 18 a 23ºC, ao contrário do que ocorre na Amazônia Ocidental, onde são verificadas baixas altitudes e temperaturas médias elevadas, em torno de 25º a 27º C, durante todo o ano. Temperaturas acima de 23ºC provocam crescimento e desenvolvimento acelerado dos frutos (ciclo precoce), o que, em determinadas situações, pode ocasionar a perda de qualidade dos grãos. Outro fato prejudicial é a combinação de temperaturas elevadas e alta umidade do ar durante o florescimento, ocasionando o abortamento excessivo de flores.
 
O café arábica em Rondônia
 
Rondônia é hoje o quinto maior produtor de café do Brasil e o segundo da espécie canéfora (conilon e robusta). Todo o arábica consumido nos estados da região Norte são provenientes de Minas Gerais e São Paulo. As primeiras estimativas para a safra 2014/15 em Rondônia demonstram uma área plantada de 87 mil hectares de lavouras de café canéfora em produção, com uma estimativa de safra próxima a 1,86 milhão de sacas de café canéfora (Conab, 2015). Comparado ao ano anterior, a produtividade média saltou de 17,18 sacas/ha para 21,18 sacas/ha, ou seja, um incremento de 23{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. Esses resultados são provenientes da adoção de novas tecnologias de manejo, de mudas clonais, adubação e irrigação. O acesso dos cafeicultores às novas tecnologias potencializa o cultivo do café arábica na região, já que é uma espécie que requer maiores cuidados e, devido ao período de seca prolongado coincidir com o verão amazônico, a produção só é viável com uso da irrigação.
 
Isso justificou a substituição das primeiras lavouras de café arábica, implantadas em Rondônia na década de 1970, por novas lavouras de café canéfora – mais rústicas e produtivas. Com olhar no futuro e foco nos potenciais da região, as pesquisas realizadas pela Embrapa Rondônia têm demonstrado que, além do potencial e viabilidade, o café arábica pode se tornar interessante social e economicamente, pois, assim como em outras grandes regiões produtoras do País, pode-se produzir arábica na Amazônia em quantidade e, principalmente, com qualidade. Quanto ao sabor, vale destacar que os grãos de café arábica proporcionam uma bebida com sabor e aroma suaves e adocicados, com maiores teores de acidez. Já o canéfora resulta em uma bebida neutra, com sabor e aroma forte e marcante. Essas diferenças fazem com que o arábica seja mais valorizado pelo mercado, principalmente quando se trata de cafés especiais ougourmets, que podem alcançar maior valor agregado quando a produção dos grãos estão relacionados com a sustentabilidade e o comércio justo (fairtrade).
 
 
 

 

Renata Silva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia

Telefone: (69) 3901-2511

Conab mantém perspectiva de safra recorde, apesar dos efeitos de fenômeno climático

El Niño atrasou plantio de algumas culturas, segundo diretor da empresa.

 

Apesar dos efeitos do fenômeno El Niño na agricultura, o que atrasou o plantio de algumas culturas de primeira safra, a perspectiva de colher uma grande produção na temporada 2015/16 se mantém. A avaliação foi feita nesta sexta-feira (11) pelo diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), João Marcelo Intini, durante a divulgação do terceiro levantamento da safra pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Conab.

“Este primeiro número consolidado, sem os limites inferior e superior, com as lavouras implementadas, segue a tendência de uma safra recorde no país. As condições climáticas são acompanhadas pelos produtores e por tecnologia, de modo que se consegue corrigir ao longo do desenvolvimento vegetativo da lavoura essas preocupações do impacto dos efeitos do clima, disse Intini. A melhora do El Niño, acrescentou, é esperada somente para março e abril do próximo ano.

O El Niño se caracteriza pelo excesso de chuvas no Sul e a diminuição da precipitação no Norte e Nordeste do país.

Segundo o diretor da estatal, a implantação do arroz, principalmente no Rio Grande do Sul, sofreu muito com a permanência dos índices pluviométricos acima da média histórica. “Esse quadro merece alguma atenção devido ao plantio fora da janela recomendada.”

A colheita da safra de inverno também sofreu com a influência do clima. “As restrições pelas condições climáticas para o trigo foram muito nítidas. Estamos concluindo o levantamento sobre a quantidade e a qualidade do trigo produzido com o excesso de chuva”, disse Intini.

A estimativa da pesquisa da Conab é de colher perto de 5,6 milhões de toneladas de trigo. “O Brasil continua sendo dependente das importações desse cereal e devemos comprar cerca de 5,75 milhões de toneladas do grão provenientes do Canadá, Argentina, Paraguai e dos Estados Unidos”. 

Milho

Nos últimos cinco ciclos, o milho primeira safra continua perdendo espaço, devido a menor rentabilidade, aos altos custos e maior risco de produção. Com o recuo do plantio, a área deverá ficar em 5,73 milhões de hectares, representando um decréscimo de 6,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação à temporada passada. A previsão é que produção caia 8,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, para 27,48 milhões de toneladas.

Segundo Intini, é uma tendência dos últimos anos a opção dos produtores para o cultivo da soja em substituição ao milho primeira safra. A expansão do milho ocorre na segunda safra, com a entrada do plantio a partir de fevereiro do próximo ano.

No caso do algodão, há também uma redução da área plantada por causa da concorrência com a área de soja, em especial na Bahia.

 

 Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
Inez De Podestà
inez.podesta@agricultura.gov.br
 

Programa de Aquisição de Alimentos atende a 140 mil pessoas em Rondônia

Mari Braganhol citou o pioneirismo do governador Confúcio Moura na cidade de Ariquemes no desenvolvimento do projeto e aquisição simultânea da produção

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em Rondônia superou a meta dos últimos quatro anos e está fechando o exercício de 2015 com atendimento a 140 mil pessoas em associações beneficentes, de pais e amigos de excepcionais, nas escolas da rede pública de ensino e nos hospitais públicos, numa ação planejada e gerenciada pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

 

De acordo com a secretária adjunta da Agricultura, Mary Braganhol, Rondônia foi o único estado do Brasil a executar plenamente o PAA, com um investimento de mais de R$ 13,4 milhões na aquisição direta de alimentos da pequena propriedade para servir a essas instituições com uma diversidade de produtos, que começa com o abacate, passando pela abóbora, cebolinha verde, alface, batata, açúcar mascavo, castanha, mel de abelha, melancia, milho verde, tomate, queijo, açaí, feijão e arroz até chegar ao frango caipira, peixes e carnes, entre outros gêneros.

A adjunta da Seagri explicou que o trabalho de gerência do programa é concentrado na secretaria, e toda a ação de relacionamento com os produtores da agricultura familiar é feita pelos técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater), que além das providências relativas à aquisição propriamente dita prestam toda assistência técnica a esses produtores, com orientações sobre técnicas de manejo e produção sustentável, sem agressão ao meio ambiente.

Mari Braganhol disse que, embora seja um programa federal, em Rondônia o PAA tem a marca do governador Confúcio Moura que, segundo ela, quando prefeito de Ariquemes foi pioneiro e único gestor público a desenvolver com prioridade o mais importante projeto da agricultura familiar no estado, com a aquisição simultânea da produção, quase sempre com recursos próprios, para o abastecimento das escolas da rede municipal de ensino e outras instituições.

4,7 MIL TONELADAS

Segundo a secretária, só a partir de um projeto local, de um esforço próprio do governo, como tem sido feito em Rondônia, é possível manter uma trajetória de crescimento com a marca de 3.430 pequenos produtores rurais cadastrados, que juntos venderam nesta safra para o governo pouco mais de 4,7 mil toneladas de alimentos, que saíram diretamente do campo (pequenas propriedades) para as escolas, associações, hospitais e outras entidades.

Mari Braganhol citou o pioneirismo do governador Confúcio Moura na cidade de Ariquemes no desenvolvimento do projeto e aquisição simultânea da produção

Mari Braganhol citou o pioneirismo do governador Confúcio Moura na cidade de Ariquemes no desenvolvimento do projeto e aquisição simultânea da produção

Mari Braganhol ressaltou a importância do programa pelo que ele representa para o pequeno produtor, com a garantia de emprego e renda ali mesmo na propriedade, mas também de sua importância para o governo e, principalmente para as populações em situação de insegurança alimentar, além dos beneficiários das instituições públicas atendidas, que dispõem diariamente de uma variedade de produtos alimentícios de qualidade e valor nutricional na mesa de refeição.

Ela destacou que este é um programa que envolve praticamente toda a cadeia familiar no projeto de produção – e esta deve ser a mágica do sucesso -, uma vez que mesmo desempenhando juntos todas as atividades da propriedade, em muitas delas enquanto os homens se dedicam mais à produção de feijão, arroz, farinha, peixes, carnes, leite, queijo, outro grupo se dedica a produção de bolos especiais (inhame, mandioca, milho, etc), bolachas caseiras, biscoitos, pães variados, iogurtes e outros, numa ação contínua de um conjunto diversificado de atividades agrícolas, de modo que, mesmo na sazonalidade sempre haja trabalho, produção e renda nas propriedades.

 

 

Fonte
Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Secom
Secom – Governo de Rondônia

Previsão do Tempo

 

 

 

 

Cooperação técnica vai acelerar elaboração do CAR

Um termo de cooperação técnica foi assinado entre a Emater-RO e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sedam) este acordo vai ampliar o atendimento dos agricultores na questão da regularização ambiental. O objetivo da cooperação entre os órgãos do governo do Estado é dar celeridade a emissão do Cadastro Ambientais Rural – CAR, que tem prazo para ser realizado até 4 de maio de 2016.
 
O CAR pode ser emitido por entidades do setor agrário, públicas ou privadas, e é uma obrigação do proprietário ou posseiro de terras rurais.  Em Rondônia, no entanto, o governo do Estado decidiu ajudar o agricultor familiar, fazendo gratuitamente o CAR para os proprietários com áreas de terra com até 240 hectares.
 
A emissão do CAR dá regularidade ambiental às propriedades rurais nos termos do código florestal brasileiro, e somente quem estiver regular perante os órgãos ambientais terá acesso aos benefícios das políticas agrícolas estruturantes, como é o caso do crédito rural oficial.
 
Para que nenhum agricultor rondoniense seja penalizado, a Sedam e a Emater-RO, em cumprimento a determinação do  governo de Rondônia, resolveram unir forças para acelerar o processo de emissão dos CAR, oferecendo opções para o cadastramento em todos os escritórios locais da Emater-RO e inclusive fazendo mutirões em quase todos os municípios para emissão dos cadastros.
 
Para facilitar o trabalho técnico a Sedam repassou à Emater-RO oito caminhonetes que irão apoiar as equipes de campo, os veículos já foram entregues e estão todos identificados com a logomarca do programa  rondoniense para emissão do CAR.
 
Texto : Enoque de Oliveira
Fotos : Robson Paiva

Fazendas de grandes devedores da União poderão ser destinadas à reforma agrária

As propriedades rurais dos maiores devedores da União poderão ser destinadas à reforma agrária. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral Federal assinaram hoje (10) acordo para que as propriedades rurais desses devedores sejam periciadas e cedidas ao governo federal.

Com base na lista dos devedores acima de R$ 50 milhões divulgada pela PGFN, o Incra analisou quais deles são donos de imóveis rurais. O Incra mandará técnicos para avaliar cada propriedade e verificar quais delas são objeto de interesse para reforma agrária com base no relevo, solo e na demanda por terras na região. Em vez de leiloados pela PGFN, como ocorre nos processos de execução fiscal, os imóveis serão adjudicados (cedidos) ao Incra.

O cruzamento de dados identificou 4.013 contribuintes que devem mais de R$ 50 milhões à União. Desse total, 729 têm 4.057 imóveis rurais num total de 6,564 milhões de hectares. Inicialmente, o grupo de trabalho analisará os 26 maiores devedores inscritos na dívida ativa, que devem R$ 45 bilhões em conjunto e dispõem de 335 mil hectares, área suficiente para assentar 10 mil famílias.

O processo resultará em economia para o governo porque o Incra economizará no pagamento de indenizações de juros compensatórios aos produtores rurais. Alegando que o grupo de trabalho ainda está em fase inicial e os processos de execução fiscal estão em fases diferentes, o governo não informou o quanto pode economizar a partir de 2016.

Segundo a presidenta do órgão, Maria Lúcia Falcão, o acordo traz vantagens tanto para o governo como para os devedores. “Com esse procedimento, o devedor equaciona a dívida. É bom para o devedor. É bom para a União. É uma contribuição para os peritos agrários, que vão fazer análise dos imóveis rurais brasileiros e justiça para todos os lados.”

Segundo o procurador-geral da Fazenda Nacional, Paulo Riscado Júnior, o acordo ajudará a ampliar a oferta de terras para a reforma agrária sem aumentar os custos para o governo.

“O novo processo tem o poder não só de aumentar a arrecadação federal como de resolver situação social importante no Brasil, que é o conflito agrário. Damos rapidamente uma resposta bem efetiva na arrecadação de tributos federais, com a adjudicação de bens objetos de conflito agrário identificados pelo Incra”, concluiu.

Diferentemente da desapropriação, em que somente terras improdutivas são destinadas à reforma agrária, a adjudicação permite que terras produtivas de interesse do Incra também podem ser transformadas em assentamentos rurais.

A presidenta do Incra esclareceu que, para o devedor, nada mudará porque a terra iria a leilão caso não fosse cedida. “A própria legislação prevê a possibilidade da adjudicação”, esclareceu, informando que nenhuma reforma nas leis será necessária.

 

Júnior Albuquerque
Diretor de Jornalismo
+55 69 9927-4860