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Cafeicultores de Ouro Preto do Oeste discutem perspectivas do Café para Rondônia

Fortalecer a cafeicultura e despertar o interesse para implantação de novas lavouras da cultura na região. Este foi o principal objetivo do I Encontro sobre as perspectivas da cafeicultura, realizado em Ouro Preto do Oeste.
 
Promovido pelo governo estadual, com articulação da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o evento reuniu cafeicultores de Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Mirante da Serra e Nova União.
 
A história do café em Ouro Preto do Oeste é cheia de altos e baixos. Implantada paralelamente ao programa Procacau, gerenciado pela Ceplac para implantação da lavoura de cacau na região de Jaru e Ariquemes, a lavoura do café foi se desenvolvendo pelos arredores, junto com a criação do rebanho bovino, mas logo veio a decepção. No início dos anos de 1990, a queda no preço da saca do café fez com que muitos agricultores substituíssem seus cafezais por áreas de pastagem, gerando um impacto muito grande na região.
 
Em 1997 o preço do café volta a subir, chegando, em 1999, ao valor de R$ 150,00 a saca, trazendo consigo uma nova esperança para os cafeicultores. Com o café em alta, novas lavouras foram implantadas, entretanto, uma nova baixa no preço levou a saca, em 2001, ao valor de R$ 25,00, ou seja, 15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do valor máximo atingido, criando um desestímulo aos produtores que mais uma vez abandonaram a lavoura em busca de novas alternativas.
 
Chamada pública e os novos incentivos 
Uma parceria entre o governo estadual, Seagri, Emater e Prefeitura de Ouro Preto do Oeste tem levado aos produtores rurais da região a necessidade de acreditar na viabilidade do café como uma grande perspectiva de desenvolvimento econômico familiar. A chamada pública do café, política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), somado aos incentivos oferecidos pelo governo estadual, com assistência técnica e linhas de crédito, tem propiciado essa retomada. 
 
Responsável pela execução da chamada pública do café no estado, por meio de contrato firmado com o MDA, a Emater-RO, desde março deste ano, está prestando assistência técnica a 600 famílias de cafeicultores no estado, dessas 60 estão em Ouro Preto do Oeste. Denise Vaz, extensionista da Emater que coordena essa execução na região de Ouro Preto do Oeste, conta que a produção local do café ainda é baixa, uma média de 10 sacas/hectare
 
Denise diz ainda que o governo, por meio da Seagri e da Emater, vem trabalhando para mudar essa realidade. “Iniciamos os trabalhos em março deste ano com 60 agricultores que juntos somam uma de 166,28 hectares e nossa meta é chegar, neste primeiro ano, a uma produção média entre 50 a 60 sacas”, diz a coordenadora.
 
Inovação tecnológica
Além da assistência direta aos produtores de café da região, a Emater está intensificando trabalhos em três unidades referenciais. Denominadas Unidade de Inovação Tecnológica (UIT), elas têm por objetivo gerar transferência de tecnologia. “Através dessas unidades os extensionistas executam inovações tecnológicas e as repassa para a comunidade circunvizinha”, complementa a extensionista.
 
Para o presidente da Emater, Luiz Gomes Furtado, é muito importante que Ouro Preto do Oeste invista nessas inovações tecnológicas e retome a cultura do café como mola propulsora de sua economia. “O café vem crescendo no estado, Cacoal, Buriti, Nova União já estão plantando e nós queremos que Ouro Preto também faça parte desse crescimento”
 
Os participantes do I Encontro sobre as perspectivas da cafeicultura em Ouro Preto do Oeste tiveram a oportunidade de assistir palestras que abordaram temas como: Programa café sustentável; Resultados da cafeicultura na região e nas propriedades da chamada do café; e Associativismo e cooperativismos na cafeicultura. Ao final todos foram convidados para uma visita à unidade de pesquisa da Embrapa local.
 
O resgate da cafeicultura em Rondônia
A história do café em Rondônia está ligada aos altos e baixos de sua produção, em especial do café conilon. Se na década de 80/90 o café era um dos carros-chefe da economia local, com uma produção de mais de quatro milhões de sacas de 60 quilos por safra, adentrou o século XXI em ritmo de decadência, chegando à safra de 2012/2013 colhendo pouco mais de um milhão de sacas.
 
Diante desses números o governo estadual viu-se obrigado a lançar um desafio: convencer os agricultores não só a voltar a produzir café, mas da necessidade de adoção de novas tecnologias. Além do incentivo governamental, que por meio da Seagri e Emater levou fomento e assistência técnica aos cafezais, o resgate da cultura cafeeira em Rondônia deu-se com a parceria da Embrapa. O lançamento, em 2010, de uma nova variedade de café mais adaptada para Rondônia – a Conilon BRS Ouro Preto, trouxe nova perspectiva para a cultura. 
 
A Conilon BRS Ouro Preto foi pesquisada no campo experimental de Ouro Preto do Oeste. Segundo Salatiel Correia Carneiro, assessor da Embrapa, essa nova cultivar clonal, composta de 15 clones com ciclo de maturação intermediária, é tolerante às principais condições climáticas de Rondônia: alta temperatura, elevada umidade do ar e déficit hídrico moderado. “Com manejo adequado, apresenta potencial de produtividades de 70 sacas beneficiadas por hectare em lavouras de sequeiro”, explica, salientando que hoje já existem seis viveiristas credenciados para fornecer mudas do café clonal, e outros oitos estão em fase de contratação.
 
Essas mudas já estão sendo oferecidas aos cafeicultores de Rondônia e têm apresentado resultados importantes para o fortalecimento da cultura no estado. A Conilon BRS Ouro Preto apresenta produtividade de 70 sacas/hectare sem irrigação e acima de 110 com irrigação, um verdadeiro salto da produtividade local.
 
Outra inovação no resgate do café rondoniense está na adesão ao Programa Café Sustentável. Esse programa vem de uma iniciativa mundial com o objetivo de aumentar o uso de práticas sustentáveis na produção e melhorar o nível de vida dos cafeicultores. Com a adesão, surgiu o Currículo da Sustentabilidade do Café (CSC), um documento norteador das ações com vistas à melhoria da sustentabilidade da cafeicultura tendo por base o tripé: social, ambiental e econômico.
 
Recentemente foi assinada uma Carta de Cooperação dos Serviços de Extensão do Brasil com o Programa Café Sustentável do IDH. Mais que uma simples assinatura, a Carta de Cooperação formaliza uma parceria, cujo objetivo é intensificar os projetos voltados à promoção da sustentabilidade trabalhados com os pequenos e médios produtores de café, garantindo ao estado de Rondônia nortear ações para melhoria da sustentabilidade da cafeicultura. 
 
Texto : Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
EMATER-RO

 

Anvisa determina banimento da Parationa Metílica, ingrediente ativo de agrotóxico

A retirada será programada a partir de 1º de junho de 2016 entra em vigor a proibição da comercialização e, em 1º de setembro de 2016, passa a vigorar a proibição de sua utilização.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o banimento do ingrediente ativo de agrotóxico Parationa Metílica, em reunião ordinária pública ROP 25/2015 da Diretoria Colegiada da Agência, nesta quinta (3/12). A decisão baseia-se em resultados da consulta pública à qual o tema foi submetido, às evidências científicas que demonstram a extrema toxicidade deste ingrediente ativo e de parecer da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que elaborou nota técnica para subsidiar a proposição de regulamento técnico para a substância.

A Anvisa consolidou as contribuições recebidas na consulta pública e as informações da Fiocruz, complementando-as com dados e referências internacionais atualizadas. Em seu parecer, a Anvisa ressalta que, no cenário regulatório internacional, a Parationa Metílica foi banida ou teve o registro cancelado em 34 dos 45 países pesquisados. Sua proibição nos Estados Unidos, por exemplo, ocorreu em 2013. E mesmo nos países em que ainda persiste a autorização de uso, isso se dá somente mediante severas restrições.

Segundo o diretor Ivo Bucaresky, relator do assunto na Anvisa, o banimento da Parationa Metílica conclui um longo debate sobre essa molécula, iniciado em 2008, quando a Anvisa, por meio da RDC 10 de 2008, colocou em reavaliação alguns ingredientes ativos de agrotóxicos.

Naquele ano, empresas entraram com processo liminar na Justiça para sustar esse processo de reavaliação, que posteriormente foi derrubada e prosseguiu a reavaliação de produtos. Segundo Bucaresky, “essa medida é muito importante para a saúde humana e para o meio ambiente, por banir uma substância altamente tóxica, e colabora para a melhoria da agricultura brasileira”.

Legislação

Segundo a Lei nº 7.802 de 1989, que dispõe sobre o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, para o banimento de um ingrediente ativo basta que o produto agrotóxico se enquadre em um dos seguintes casos, previstos no parágrafo 6º do art. 3º:    

No caso da Parationa Metílica, tanto a Fiocruz quanto a Anvisa classificam o ingrediente ativo como mutagênico, tóxico para o sistema reprodutor suspeito de desregulação endócrina e concluem que, por apresentar elevada neurotoxicidade, se caracteriza como mais perigosa para o homem do que os resultados dos testes de laboratório com animais tenham podido demonstrar. Esse ingrediente ativo está incluído na lista das substâncias mais perigosas da Convenção de Roterdã.

A descontinuidade do uso da Parationa Metílica não deverá causar prejuízos do ponto de vista agronômico, pois, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, há no mercado produtos com menor toxicidade que podem substituí-la. Além disso, sua retirada será programada. A partir de 1º de junho de 2016 entra em vigor a proibição da comercialização e, em 1º de setembro de 2016, passa a vigorar a proibição de sua utilização.
 

Fonte: Anvisa.

Embrapa Rondônia realizará leilão público dia 12 de dezembro em Porto Velho

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, realiza no dia 12 de dezembro um leilão público com diversos bens, tais como carro, trator, móveis, câmeras, computadores, equipamentos de escritório, entre outros, totalizando quase 300 itens.

 

O leilão inicia a partir das 9h na Embrapa, localizada na BR 364, Km 5,5, em Porto Velho Os interessados em conhecer de perto os materiais podem visitar os lotes na sede da Empresa até o dia 11 de dezembro, das 8h às 10h e das 13h às 16h.

 

Os bens serão vendidos no estado e conservação e condição em que se encontrarem, não cabendo, quaisquer reclamações posteriores quanto as suas qualidades intrínsecas ou extrínsecas, inclusive em relação à documentação. A venda em leilão é irrevogável e irretratável. Não serão aceitas transferências para terceiros.

 

O edital do leilão, contendo as regras, assim como a relação completa dos produtos e especificações de conteúdo e o valor inicial de cada um dos lotes, está disponível nos endereços eletrônicos: http://www.veraleiloes.com.br ewww.embrapa.br/rondonia. Mais informações poderão ser obtidas no Embrapa Rondônia através dos telefones (69) 3901-2508 ou com a leiloeira Vera Lúcia através do (69) 9215-0509.

 

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Renata Siva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia
rondonia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (69) 3901-2511

Emater poderá utilizar metodologia de assistência técnica coletiva

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), designou três de seus empregados para participar do curso de capacitação e, Metodologia de Assistência Técnica Coletiva (MATC).

 

O treinamento aconteceu, na cidade de Manhuaçu-MG. A prática pode fazer parte das ações da Emater junto aos produtores rurais rondonienses.

 

O atual modelo adotado pela assistência técnica em Rondônia e em grande parte do Brasil é a assistência individualizada. A vantagem desse modelo é a de ser um serviço personalizado, entretanto, além do alto custo, dificulta o acesso à totalidade dos produtores rurais. Com a MATC, o número de produtores atendidos poderá ser bem maior, mantendo-se o quadro técnico e a um custo que pode até ser similar ao já investido.

A Metodologia de Assistência Técnica Coletiva, técnica utilizada pela Fundação Hanns R. Neumann Stiftung do Brasil, já vem sendo replicada em Minas Gerais para mais de 5.000 famílias de agricultores familiares, produtores de café. “A assistência técnica coletiva visa atender os produtores em grupos  de modo eficiente com sustentabilidade, instigando os produtores ao trabalho em grupo”, explica o gerente técnico da Emater-RO, Janderson Dalazen, um dos participantes do treinamento, acompanhado dos extensionistas Francis Raphael, responsável técnico da área vegetal, e Denise Vaz, coordenadora da Chamada do Café.

 Janderson explica ainda que a participação da Emater-RO foi viabilizada pela parceria existente com o Programa Café Sustentável e custeada pela Fundação Neumann.

“Além da Emater-RO, diversas entidades de reconhecimento nacional como: Nestlé, Senar, Incaper-ES, Sebrae e Cooperativa Cooxupe também estão participando”, diz o gerente, salientando que Rondônia poderá ser um dos próximos estados do Brasil a iniciar a utilização da Metodologia. 

 

Wania Ressutti

Jornalista – SRTE/DRT/RO-959

EMATER-RO

Produtos Florestais contribuem para superávit da Balança Comercial Brasileira

Segundo dados anunciados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil acumulou, entre janeiro e novembro de 2015, um superávit de US$ 13,4 bilhões em suas transações externas.

 

No mesmo período do ano passado, a balança comercial do país registrava déficit de US$ 4,4 bilhões. O saldo positivo, no entanto, não ocorre em meio a um aumento nas vendas externas do Brasil, mas sim devido ao maior recuo nas importações.

Nos últimos onze meses, as exportações brasileiras chegaram a US$ 174,4 bilhões, 16,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a menos que em 2014. Seguindo a mesma tendência, as importações caíram 24,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, atingindo US$ 160,9 bilhões. Dessa forma, a queda nas exportações – causada, entre outros, por uma menor demanda chinesa por commodities e pela diminuição dos preços internacionais desses produtos – foi mais que compensada pela queda nas compras brasileiras de produtos estrangeiros.

As mercadorias vendidas pelo país tiveram como destino regiões que historicamente são grandes parceiras comerciais brasileiras. A China, principal parceiro comercial do país, importou nos últimos meses US$ 33,4 bilhões (19,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total exportado pelo Brasil). A lista de maiores compradores de produtos nacionais segue com União Europeia (US$ 31,1 bilhões, ou 17,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total), Estados Unidos (US$ 22,0 bilhões, 12,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e Argentina (US$ 11,9 bilhões, 6,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}).

A AGROPECUÁRIA SE DESTACA – Analisando os principais produtos exportados pelo Brasil no acumulado, é notável a importância do agronegócio. Os 16 principais produtos desse setor, cujos dados de comércio já foram disponibilizados pelo MDIC, trouxeram para o país US$ 65,6 bilhões em exportações, o equivalente a 37,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total exportado no período. No mesmo período de 2014, os US$ 73,4 bilhões arrecadados por esses mesmos produtos foram responsáveis por apenas 35,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das exportações totais do país.

Dentre os produtos do agronegócio exportados pelo Brasil, saltam aos olhos os resultados dos produtos florestais. Nos últimos onze meses, as vendas internacionais de celulose atingiram US$ 5,1 bilhões, resultado 4,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} superior ao de 2014. Também cresceram as exportações de papéis e cartões (que chegaram a US$ 1,0 bilhão, crescimento de 3,4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e madeira serrada (US$ 416 milhões, 9,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}). Assim, as exportações dessas três cadeias atingiram um total de US$ 6,5 bilhões, 3,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total de exportações brasileiras entre janeiro e novembro de 2015. Em geral, esses crescimentos são explicados pela desvalorização do real, que ampliou a competitividade do papel e da celulose nacionais. Além disso, uma menor demanda do setor brasileiro de construção civil levou produtores nacionais de madeiras em geral a procurar mercados externos para escoar sua produção.

CRESCIMENTO DO VALOR DE EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS FLORESTAIS
(janeiro a novembro de 2015)


  

Além desses produtos florestais, destacaram-se nos últimos meses as exportações brasileiras de soja em grãos, o produto mais exportado pelo país em 2015 (US$ 20,7 bilhões), carne de frango (US$ 5,7 bilhões), farelo de soja (US$ 5,4 bilhões), açúcar em bruto (US$ 5,3 bilhões) e café em grãos (US$ 5,1 bilhões). Quando somadas às crescentes exportações de produtos florestais, as vendas dessas cinco cadeias do agronegócio equivalem a 27,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total exportado pelo Brasil em 2015.

Dessa forma, é notável a força de diversas cadeias do agronegócio nas exportações brasileiras. Além de possuir o principal produto da pauta de exportações do Brasil, da agropecuária nacional contribuiu para o crescimento do saldo da balança comercial com diversas cadeias robustas e internacionalmente competitivas. Dentre essas cadeias, o setor de produtos florestais se destaca por seu crescimento continuado, que supera a tendência de diminuição das exportações nacionais e, assim, fortalece a economia brasileira.

Assessoria de Comunicação CNA

Japão anuncia fim do embargo aos produtos cárneos termoprocessados

O Japão oficializou o fim do embargo aos produtos cárneos termoprocessados brasileiros.

 

O pais asiático conclui a lista dos mercados recuperados pelo Brasil após o embargo decretado em 2012, resultante da notificação de um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), também conhecida como “doença da vaca louca”. “Agora são 100{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos embargos suspensos à carne bovina brasileira no mundo. Confiança e credibilidade são a nossa marca”, destacou a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), ao comentar a decisão do governo japonês.

Com a conclusão de negociações, o Brasil poderá exportar vários produtos cárneos termoprocessados de origem bovina, suína, ovina e caprina: carne cozida congelada, conservas, extrato de carne, vísceras cozidas e embutidos.

A reabertura foi anunciada durante reunião entre a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tatiana Palermo, e o vice-ministro para Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (Maff), Hiromitsu Matsushima. No encontro, também foram apresentados, ao chefe do Serviço Veterinário Oficial japonês, Toshiro Kawashima, os modelos de Certificado Sanitário Internacional, que deverão amparar as exportações dos produtos brasileiros.

A conclusão das negociações entre os dois ministérios da Agricultura só foi possível após um parecer favorável do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW), atestando a inocuidade dos produtos cárneos brasileiros em relação às encefalopatias espongiformes transmissíveis (EEB e scrapie). 

Essa analise do MHLW será válida, também, para as negociações de abertura do mercado japonês para a carne bovina in natura brasileira. A partir de agora, a avaliação dependerá somente do MAFF.

Potencial de exportações

O Japão importou, em 2014, 250 mil toneladas de produtos termoprocessados de carne bovina, suína, ovina e caprina, no valor de US$ 1,159 bilhão. O Brasil exportou, no mesmo período, 110,4 mil toneladas de carnes bovina e suína industrializadas para todo mundo, no valor de US$ 651,2 milhões.

Antes do embargo à carne bovina, em 2012, o Brasil chegou a exportar para Japão 1,55 mil toneladas de carne bovina termoprocessada e extrato, no valor de US$ 8,6 milhões. 

Carne de Wagyu

Juntamente com a abertura do mercado japonês para os produtos cárneos termoprocessados brasileiros, o Mapa anunciou a abertura do nosso mercado para a carne bovina japonesa Wagyu. Durante o mês de dezembro, os dois ministérios da Agricultura realizarão missões de auditoria das plantas exportadoras no Brasil e no Japão, para começar o comércio recíproco no início de 2016.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
imprensa@agricultura.gov.br

Nova legislação para produção de mudas de café é apresentada aos viveiristas, em Ouro Preto do Oeste

A Portaria de nº 558, da Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), foi apresentada aos viveiristas e responsáveis técnicos que participaram do curso para viveiristas – produção de mudas de café com qualidade, no Centro de Treinamento da Emater (Centrer), em Ouro Preto do Oeste.

 

 

A nova legislação trata dos requisitos fitossanitários para produção, comercialização, trânsito, armazenamento e utilização de mudas de café. Os viveiristas têm 180 dias para se adaptarem às novas regras, que já são cobradas em outros estados brasileiros produtores de café, como Minas Gerais e Espírito Santo.

Na apresentação, a gerente de Defesa Vegetal, Rachel Barbosa, explicou a razão para o Estado de Rondônia ter criado a portaria, como ela foi feita e seus principais tópicos. “O nosso trabalho é baseado em legislações federal e estadual. A finalidade é disponibilizar aos produtores rurais um material com qualidade”, disse.

Uma das principais mudanças com a portaria, é a exigência de análise em laboratório para confirmar a ausência de nematoide nas mudas de café. “As análises só podem ser feitas em laboratórios credenciados pelo Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento]”, alertou o coordenador de Pragas da Idaron, João Paulo Quaresma

Dando continuidade à apresentação, o coordenador de Fiscalização de Sementes e Mudas da Idaron, Renê Suaiden Parmejiani, explicou como deve ser feita a coleta de mudas para as análises laboratoriais.

“Os campos devem ser divididos em parcelas com no máximo 200 mil mudas e cada parcela deverá ser dividida em cinco sub-parcelas para a retirada de amostras”.

“A gente não quer implantar a portaria para prejudicar alguém. Nós queremos interagir com os viveiristas e encontrar uma solução para o estado ter mudas com qualidade”, disse o presidente da Idaron, José Alfredo Volpi.

Fonte
Texto: Amabile Casarin
Fotos: Amabile Casarin
Secom – Governo de Rondônia

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Em doze meses custos, subiram mais que a receita na pecuária.

Nos últimos doze meses (médias de novembro/14 a novembro/15), a cotação do boi gordo teve alta de 4,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em São Paulo, enquanto o preço do bezerro (12 meses, 225 quilos) subiu 15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.

 

A relação de troca encurtou, tendência que vem sendo observada nos últimos anos.

No mesmo intervalo, o Índice Scot de custo de produção de alta tecnologia subiu 15,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} e o de baixa tecnologia cresceu 16,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.
Se compararmos os valores médios de novembro aos do início de 2014, a alta do bezerro foi de 55,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} e a do boi gordo de 30,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.

Nesse período dos índices de custo de alta e baixa tecnologia subiram menos. As altas foram de 22,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} e 24,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, respectivamente.
Embora a situação de preços seja historicamente interessante para o pecuarista (que não precisa repor), há um ano a margem estava mais confortável.

Fonte:Scot Consultoria

Emater-RO é reconhecida nacionalmente por Boas Práticas de Ater

O presidente da Emater-RO, Luiz Gomes Furtado, recebeu das mãos do ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, o troféu de reconhecimento pelas boas práticas nos serviços prestados na assistência técnica e extensão rural.
 
O prêmio foi entregue às dez instituições que apresentaram os melhores trabalhos durante o Seminário Nacional de Boas Práticas de Ater, realizado no período de 1 a 3 deste mês. 
 
Em Brasília desde terça-feira passada, a comitiva que representa Rondônia participa do Seminário Nacional de Boas Práticas de Ater. Realizado pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) em parceria com a Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), o evento apresenta os melhores trabalhos de boas práticas de ater na agricultura familiar e reforma agrária.
 
Rondônia foi selecionada com cinco ações de grande relevância na transformação das famílias rurais através da geração de renda e melhoria da qualidade de vida. Os produtores rurais e extensionistas de Rondônia, autores das ações selecionadas para o prêmio Boas Práticas de Ater, foram homenageados pelos trabalhos apresentados e receberam certificados de participação. As cinco práticas selecionadas serão publicadas no Caderno “Boas Práticas de Ater”, que contará com 57 experiências exitosas de agricultores familiares e assentados da reforma agrária de todo o país.
 
Além dos trabalhos selecionados e reconhecidos em nível nacional, a Emater-RO também recebeu o troféu Boas Práticas de Ater, entregue às instituições dos dez melhores trabalhos apresentados. A premiação foi entregue pelo ministro Patrus Ananias (MDA), que falou da importância da Ater para o Brasil e da inclusão dos índios, quilombolas e comunidades tradicionais, levando em consideração os aspectos econômicos, social e ambiental. “A Ater é fundamental na busca dos nossos objetivos estratégicos. Nós queremos promover, e já estamos promovendo, o desenvolvimento da agricultura familiar no Brasil”.
 
O presidente da Emater-RO, Luiz Gomes, agradeceu ao apoio que vem recebendo do governador Confúcio Moura (RO) e dos secretários de estado para administrar a instituição e enalteceu os extensionistas e os agricultores que acreditam e confiam no trabalho da Emater para o desenvolvimento do estado. “Queremos dividir esse prêmio com os técnicos da Emater e, em especial, aos produtores Rurais”, disse Luiz, salientando que, além dos três dias de apresentações das boas práticas, foram realizados importantes visando a melhoria qualitativa dos serviços prestados em todo Brasil.
 
Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
EMATER-RO