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BOVINOCULTURA DE LEITE E CORTE EM OURO PRETO/RO

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA A ESPECIALIZAÇÃO em

BOVINOCULTURA DE LEITE E CORTE EM OURO PRETO/RO.

 

                

PÚBLICO ALVO

Graduados e Graduandos das áreas de Medicina Veterinária, Zootecnia, Agronomia, Agroecologia, Engenharia Agrícola, Biologia e áreas afins (para obtenção de título de Especialização) bem como Técnicos nas áreas citadas (para obtenção de título extensão/capacitação). 

INÍCIO

Março de 2016

 ou antes se formar grupo

INVESTIMENTO

Inscrição: R$120,00   –  Mensalidade:  R$350,00

Informações:           

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Brasil tem mais de 116 mil espécies da fauna

Estudo lista espécies de animais encontradas em território nacional, o que representa 9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da fauna mundial.

 

 

O governo federal produziu, em uma iniciativa inédita, a comprovação de que o Brasil possui a maior biodiversidade do Planeta. O estudo lista as mais de 116 mil espécies de animais encontradas em território nacional, o que representa 9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da fauna mundial. Ao todo, 500 cientistas de diversos países catalogaram 28 ramos de categorias de seres vivos em um processo que durou mais de dois anos para a construção do sistema e levantamento e organização dos dados.

É a primeira vez que o governo brasileiro, em um esforço conjunto dos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), disponibiliza uma lista com a enumeração de todas as espécies conhecidas da fauna nativa do Brasil. Nas fases subsequentes do projeto, a relação será revisada e ampliada com informações sobre as sinonímias, distribuição, habitats e outros dados relacionados à ecologia de cada espécie, além de imagens e ferramentas para identificação das linhagens.

CONVERGÊNCIA

O catálogo possibilitará um novo patamar para as medidas de preservação das espécies encontradas nos ecossistemas brasileiros. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou a importância da integração das agendas ambientais do País. “É uma busca por uma nova visão política para que a conservação da biodiversidade dialogue com a questão das áreas protegidas”, afirmou Izabella. “Há um interesse de conciliação em um momento de convergência entre fauna, flora e territórios.”

O secretário da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Bráulio Dias, ressaltou os avanços trazidos pelo Acordo de Paris, estabelecido há uma semana por 195 países com o objetivo de conter o aquecimento global. “As interfaces de clima e biodiversidade nunca estiveram tão presentes”, analisou Bráulio. Segundo ele, as metas nacionais de redução de emissões de carbono apresentadas para o protocolo contemplam a proteção da fauna e da flora mundial. “A maior parte dá a devida atenção para a questão do uso da terra, no sentido de evitar o desmatamento e promover a restauração”, comemorou.

REGISTROS

Com o material, o Brasil atende à meta nacional de biodiversidade de número 19, prevista para ser alcançada até 2017, com a compilação completa dos registros já existentes da fauna, flora e microbiota (conjunto dos micro-organismos que habitam um ecossistema, como as bactérias e alguns protozoários que atuam na decomposição da matéria orgânica e na reciclagem dos nutrientes), aquáticas e terrestres, disponibilizadas em bases de dados permanentes e de livre acesso, contribuindo com as metas Aichi de biodiversidade, estabelecidas pela CDB.

O projeto é apoiado financeiramente pelo MMA e MCTI e prevê a divulgação das informações por meio de uma plataforma com identidade própria. O desenvolvimento do catálogo foi coordenado pelos professores Hussam Zaher (responsável pela organização geral do catálogo e pela categoria dos vertebrados), Walter Boeger (responsável pelos invertebrados não-hexapoda), Michel Valim (responsável pelos Arthropoda não-hexapoda) e José Albertino Rafael (responsável pelos invertebrados hexapoda), além de 58 coordenadores de grupos taxonômicos e 502 pesquisadores brasileiros e internacionais.

A pesquisa também contou com o apoio da Sociedade Brasileira de Zoologia, Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Universidade Federal do Paraná, Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

A função de organização de um sistema que permita o levantamento e a catalogação das espécies da fauna existentes no país e o trabalho cooperativo entre todos os especialistas espalhados pelo Brasil e pelo mundo, além da elaboração de uma lista unificada, ficou a cargo do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação.
Trata-se de uma ferramenta online, com enfoque acadêmico e que dispõe de uma área destinada à consulta pública. Essa iniciativa se alinha ao Portal da Biodiversidade, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e ao Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira(SiBBR-MCTI), a partir do qual o catálogo também poderá ser acessado.

Por: Lucas Tolentino e Luciene de Assis – Edição: Melissa Silva

Fundo Amazônia recebe R$ 41 milhões

O Fundo Amazônia receberá 9,92 milhões de euros (R$ 41 milhões) para ações de proteção do bioma no próximo ano.

 

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o governo alemão assinaram um termo em que o país europeu formaliza a contribuição do montante para programas de conservação na Floresta Amazônica em 2016. O objetivo será combater o desmatamento e promover o desenvolvimento sustentável na região.

O aporte financeiro representa a continuidade da parceria já consolidada entre o Brasil e Alemanha na área ambiental. O secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, ressaltou a importância da cooperação dos dois países. “A contribuição é fundamental para a realização de diversas iniciativas na Floresta Amazônica”, afirmou Gaetani. “Essa é a base do comprometimento com as políticas ambientais”, acrescentou o embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann.

METAS NACIONAIS

O montante auxiliará o Brasil no cumprimento das metas nacionais (INDC) de redução de emissões de gases de efeito estufa, apresentadas às Nações Unidas em setembro último. O compromisso é reduzir 37{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das emissões até 2025 e 43{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005. “O Fundo Amazônia está entre os principais instrumentos para a implementação da INDC brasileira”, avaliou Gaetani.

A contribuição financeira ao Fundo Amazônia se soma a outras ações conjuntas estabelecidas anteriormente pelos dois países. Em agosto, a presidenta Dilma Rousseff e a chanceler alemã Angela Merkel firmaram declaração para a “descarbonização” das duas economias. “Essas parcerias são bastante proveitosas e aumentam as condições de execução de políticas ambientais”, afirmou o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Carlos Klink.

SAIBA MAIS

O efeito estufa, um fenômeno natural, vem aumentando nas últimas décadas em função da ação humana e gerado mudanças no clima. As emissões de gases como o dióxido de carbono e o metano são apontadas como as principais causas do aquecimento global. A liberação desses gases na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.

Com o objetivo de frear os prejuízos verificados, foi criada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), que conta com 195 países signatários. Todos os anos, representantes de todas essas nações se reúnem na Conferência das Partes (COP) para elaborar protocolos de mitigação e para acompanhar as ações e acordos estabelecidos anteriormente.

O Acordo de Paris é o mais novo pacto de corte de emissões firmado entre os signatários da UNFCCC. Estabelecido no último sábado (12/12), ao fim da COP 21, o documento estabelece o objetivo de manter o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e garantir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC. O documento inclui, entre outras coisas, o financiamento coletivo de um piso de US$ 100 bilhões por ano para países em desenvolvimento, considerando suas necessidades e prioridades.

Por: Lucas Tolentino – Editora: Melissa Silva

AMAZONAS: Conab investe 8,2 milhões no apoio à comercialização da agricultura familiar

Os agricultores familiares do Amazonas puderam contar com R$ 8,2 milhões no apoio à comercialização de sua produção.

 

Esse foi o montante aplicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A Associação de Mulheres Indígenas MAPANA é uma das entidades beneficiadas pelo Programa. Localizada no município de Tabatinga, a associação, que integra a Comunidade Belém do Solimões, forneceu 63 toneladas de produtos regionais – com destaque para o abacaxi, banana, cupuaçu, melancia e macaxeira. A produção foi destinada a alunos, em sua maioria indígenas da etnia Tikuna, da Escola Municipal Eware Mowatcha, reforçando a alimentação escolar da própria comunidade.

 O projeto envolveu 10 agricultores familiares, sendo oito mulheres, com um investimento de cerca de R$ 65 mil reais. Esta foi a primeira ação realizada no município de Tabatinga, na Região do Alto Solimões, e contou com o apoio da Funai, do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (IDAM), do Conselho de Alimentação Escolar, do Conselho Municipal de Saúde e da prefeitura.

 Em todo o país, a Conab operacionalizou neste ano cerca de R$ 287 milhões em todas as modalidades do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O Programa, desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o PAA tem como finalidade essencial o apoio aos agricultores familiares por meio da compra de sua produção.

 Os alimentos adquiridos são destinados a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional atendidas pela rede socioassistencial, pela rede pública e filantrópica de ensino e saúde, e pelos equipamentos de alimentação e nutrição e de segurança pública.

  Mais informações para a imprensa:

Gerência de Imprensa

(61) 3312-6338/ 6344/ 6393/ 2256

imprensa@conab.gov.br

 

Ponte em Machadinho do Oeste vai escoar produção de quatro estados

Governador participou da inauguração da ponte

A ponte de 90 metros sobre o rio Machadinho, na estrada RO 205, no município de Machadinho do Oeste, é mais um fator que vai contribuir para que esta região se transforme numa das mais produtivas do estado.

 

Esta é a avaliação do prefeito Mario Alves, o Marinho da Caerd, que fez outras projeções otimistas para o município. O governador Confúcio Moura revelou que a partir do momento em que acontecer a regularização das terras ocorrerá a valorização imediata e serão reduzidos os conflitos agrários.

Com largura de 6, 80 metros, a ponte inaugura um novo formato neste tipo de obra. Ela é pre-moldada, mas construída no mesmo município. Esta tecnologia provocou, pelas contas do governo de Rondônia, economia de 31{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do custo total, que ficou em torno de R$ 4 milhões. Após lamentar o atraso na entrega, que foi de cerca de dois anos, o governador de Rondônia explicou que o tempo não deveria ser superior a seis meses. As próximas serão concluídas e entregues mais rápido, segundo previu.

Confúcio também citou a construção da hidrelétrica de Tabajara, que será construída no mesmo rio, cujo leilão deve acontecer até o final de 2016, e outros fatores como responsáveis por um desenvolvimento que vai surpreender nos próximos 10 ou 20 anos. “Não se pode imaginar, ainda, a grandiosidade do que vai acontecer aqui”, argumentou num discurso que foi aparteado várias vezes por aplausos.

O governador disse que pela ponte passarão riquezas de interesse do Amazonas, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. É que a rodovia interligada faz a ligação com municípios de Mato Grosso e do Amazonas. Como tem feito nos últimos pronunciamentos, Confúcio Moura pediu que os rondonienses respondam com trabalho e confiança ao noticiário que informa sobre uma crise financeira no país. Segundo ele, produzindo riquezas o estado mostrará que é desta forma que se supera obstáculos.

Governador participou da inauguração da ponte

Governador participou da inauguração da ponte

O senador Valdir Raupp, que já foi diretor do Departamento de Estradas de Rodagens, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER), o órgão responsável pela contratação e fiscalização da obra, anunciou que realizará, em março de 2016, uma expedição para explorar a rodovia que tem outro traçado para interligar Rondônia ao Mato Grosso. O objetivo, explicou, é mostrar ao governo federal, através do Dnit, a necessidade de investimentos no trecho para que as riquezas do país circulem com segurança.

Para o prefeito Marinho da Caerd, a ponte é o resultado da administração do governador Confúcio Moura, que apoia incondicionalmente as prefeituras. Segundo ele, a queda de receitas é cada vez maior e a parceria com o governo de Rondônia é a solução para atender a população. E isto, destacou, acontece com as máquinas do DER, que realizam tapa-buraco nas ruas, fazem a manutenção das estradas, por exemplo. Marinho também pediu à população que não negocie suas terras que, segundo ele, serão muito valorizadas nos próximos anos, pois o município terá um papel mais importante no cenário estadual.

Durante a cerimônia, caminhões, ônibus e veículos menores trafegavam pela ponte, mostrando a importância da obra para o município, deputados estaduais que foram ao evento reiteraram que continuarão apoiando o município com emendas e gestões junto ao governo do estado. O deputado federal Lúcio Mosquini, ex-diretor do DER, apontou Machadinho do Oeste como o futuro celeiro agrícola do estado.

Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Maicon Lemes
Secom – Governo de Rondônia

Câmara Setorial divulga estudos sobre mistura de biodiesel ao óleo diesel

Trabalhos científicos foram feitos no Brasil e em mais 11 países.

 

A Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou o trabalho Usos de Biodiesel no Brasil e Mundo. O estudo reúne 57 trabalhos científicos, de 12 países, com experiências sobre a mistura de biodiesel ao óleo diesel em percentual superior aos 7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} utilizados hoje. Em geral, os resultados mostram uma redução da emissão de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e material particulado, o contribui para diminuir a poluição ambiental e para a saúde humana.

De acordo com Tiago Giuliani, assistente da Coordenação-Geral de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Mapa, a maioria dos trabalhos não mostrou desgaste significativo nos componentes dos motores. No entanto, observa, há necessidade de um número maior de trocas dos filtros de combustível e lubrificantes.

Os cientistas avaliaram o consumo de combustível, emissões de gases, partida a frio, potência e desempenho, durabilidade e desgastes de componentes. Além disso, analisaram a frota nacional e compararam as especificações do biodiesel nacional com os de mais três países.

O estudo, diz Giuliani, possibilita a qualquer cidadão ter acesso às principais pesquisas na utilização de biodiesel em motores a diesel, de forma sistematizada e organizada. Também permite uma discussão técnica sobre os aspectos negativos e positivos dessa utilização.

De acordo com o Mapa, a produção e o consumo de biodiesel no Brasil para este ano está estimada em 4 bilhões de litros. Esse deve ser o mesmo volume a ser produzido e consumido em 2016. A soja é uma das principais fontes de extração de biodiesel no país. 

O trabalho foi coordenado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), com a participação da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Casal Civil e demais órgãos do governo.

Mais informações:

Assessoria de comunicação social
Cláudia Lafetá
claudia.lafeta@agricultura.gov.br

Divulgadas regras para isenção de PIS/Cofins a laticínios

Benefício será concedido a empresas que apresentarem projetos voltados à qualidade do produto.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a instrução normativa que estabelece os procedimentos a serem adotados por agroindústrias leiteiras interessadas em utilizar créditos presumidos do PIS/Cofins. O benefício fiscal, previsto noPrograma Leite Saudável, será concedido a laticínios que apresentarem projetos de assistência técnica e melhoria da qualidade de produtos lácteos.

Em vigor desde 1º de outubro, o Programa Leite Saudável garante que as agroindústrias recuperem 50{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da contribuição de 9,25{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do PIS/Cofins incidente sobre a venda do leite in natura. Para serem beneficiados, os estabelecimentos devem destinar 5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} desses recursos a projetos de investimento nos moldes estabelecidos pela Instrução Normativa 45.

O Leite Saudável prevê que esses projetos de assistência técnica tenham foco em gestão agropecuária, boas práticas e melhoria da produtividade do rebanho leiteiro, além de melhoramento genético e educação sanitária.

Nos quase três meses de vigência do programa, mais de 100 projetos já foram enviados ao Mapa, num total de R$ 89,8 milhões contabilizados na forma de créditos presumidos de PIS/Cofins. Esses documentos serão analisados pelos técnicos e, caso se enquadrem no padrão estabelecido pela instrução normativa, poderão se habilitar a receber o benefício.

Procedimentos

A fim de padronizar os procedimentos para habilitação, análise e acompanhamento dos projetos, o Mapa instituiu um formulário modelo, que deve ser preenchido pelos laticínios e entregue a qualquer Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA).

A agroindústria receberá uma habilitação provisória no momento em que protocolar o formulário automaticamente. Esse projeto será posteriormente analisado e fiscalizado pela SFA, que notificará a empresa na hipótese de haver alguma irregularidade. Neste caso, o interessado terá no máximo 30 dias para realizar as devidas adequações. Em seguida, a superintendência emitirá um parecer técnico conclusivo e encaminhará à Secretaria do Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa para aprovação.

O Mapa, por sua vez, publicará a decisão final no Diário Oficial da União. Caso o projeto seja aprovado, a empresa deve, no prazo máximo de 30 dias, requerer a habilitação definitiva à Receita Federal do Brasil.

As superintendências realização a fiscalização da execução do projeto, por intermédio da avaliação dos relatórios e, sempre que a área técnica julgar necessária, por auditorias in loco.

Mais informações à imprensa:
Assessoria de comunicação social
Priscilla Mendes
priscilla.mendes@agricultura.gov.br

Brasil produz 43,24 milhões de sacas de 60 kg de café em 2015.

É o que demonstra o Quarto Levantamento de Safra de Café da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab de dezembro que está disponível no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café.

 

De acordo com o Quarto Levantamento de Safra de Café da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, a produção total de café do Brasil em 2015 está estimada em 43,24 milhões de sacas de 60 quilos, sendo 32,05 milhões da espécie arábica e 11,19 milhões de café conilon. Esse resultado representa redução de 5,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} se comparado à produção de 2014, que foi de 45,64 milhões de sacas numa área de 1,96 milhão de hectares com produtividade de 23,28 sacas por hectare. Em relação à safra de 2015, a área de produção foi de 1,922 milhão de hectares com produtividade de 22,49 sacas por hectare.

Conforme a pesquisa da Conab, a área total plantada no país com a cultura das espécies de arábica e conilon é de aproximadamente 2,248 milhões de hectares. O cultivo majoritariamente está presente nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia, Paraná e Goiás, que correspondem a cerca de 98,65{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção nacional. Outros estados produtores respondem por 1,35{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da safra. São eles: Acre, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Pará, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

A Conab realiza anualmente quatro levantamentos de campo ao longo de cada safra do café. O primeiro, feito nos meses de novembro e dezembro, é divulgado em janeiro. Essa pesquisa ocorre no período pós-florada, um dos mais importantes para o café. Nesse período o clima favorável e boas práticas agrícolas, em geral, garantem boa uniformidade e qualidade dos grãos. O segundo, no período pré-colheita, é feito no mês de maio e os resultados são divulgados no mês de junho. Normalmente, até o mês de maio menos de 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do café produzido no país foi colhido.

O terceiro levantamento, realizado em agosto e divulgado em setembro, ocorre no período de plena colheita nas principais regiões produtoras. Considerando o café arábica e o conilon, normalmente a colheita no país ocorre de março a outubro, mas é concentrada no período de maio a agosto. Nessa ocasião do levantamento, a colheita representa em torno de 90{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do café produzido no ano objeto de pesquisa.

Quanto ao quarto levantamento anual, o qual está sendo divulgado neste momento, é realizado e divulgado em dezembro e, por ser o último da safra, compreende o período de pós-colheita. Nesse mês a colheita já foi finalizada e as estimativas são corrigidas com os dados consolidados coletados nas principais áreas produtoras de café do País.

O Relatório do Acompanhamento da safra brasileira de café, publicado pela Conab, é bastante amplo e contempla vários dados, informações e análises da cafeicultura que são relevantes para os agentes do agronegócio café brasileiro. Entre eles destacam-se: estimativa da área cultivada, produção e produtividade; monitoramento agrícola e parâmetros agrometeorológicos; colheita e comercialização; crédito rural e exportação; entre outros que valem a pena serem conferidos no portal da Conab e no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café.

Embrapa Café 


Telefone: 61 3448-4010

Flávia Bessa (MTb 4469/DF)
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Sistemas Agroflorestais favorecem a polinização feita por abelhas silvestres

A presença de árvores no campo é benéfica para preservar e manter abelhas, importantes polinizadores.
 
Trabalhos recentes têm destacado a importância das abelhas para a produção agrícola, indicando deficit de polinização em diversas culturas e revelando o papel fundamental que a vegetação do entorno tem na manutenção do serviço gratuito de polinização.
 
Resultados preliminares de um estudo realizado com três espécies arbóreas comumente utilizadas em Sistemas Agroflorestais (AFs) revelaram a atratividade dessas espécies como fonte de alimento para abelhas silvestres. A pesquisa foi realizada em um Sistema Agroflorestal (SAF), implantado em 2010 no Sítio Agroecológico da Fazenda Experimental da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna (SP). As três espécies observadas ofereceram pólen como o principal recurso para as 359 abelhas observadas em 309 amostragens.
 
Foram feitas observações diretas da diversidade e abundância de abelhas e dos recursos por elas explorados durante a floração simultânea de três espécies de árvores: aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius), escova-de-macaco (Apeiba tibourbou) e urucum (Bixa orellana). A abelha-jataí (Tetragonisca angustula) e uma abelha silvestre coletora de óleos florais (Ephicaris sp.) foram as visitantes mais numerosas durante o estudo.
 
As flores de urucum tiveram maior abundância e diversidade de visitantes florais. Suas flores foram visitadas por abelhas que têm  capacidade de coletar pólen por vibração – mamangava-de-chão (Bombus sp.) e abelhas silvestres do gênero Ephicaris e Oxaea – e também por outras que não apresentam esse comportamento, como a abelha africanizada (Apis mellifera) e a jataí.
 
Na aroeira-pimenteira, foram observadas apenas abelhas de pequeno porte, como a jataí, a iraí (Nannotrigona testaceicornis), a abelha africanizada e a mirim (Plebeia sp.), sendo jataí a mais abundante e frequente. Essa árvore revelou-se uma fonte atrativa de néctar para essas abelhas, uma vez que não foi observada coleta de pólen em metade das visitas às suas flores.
 
A escova-de-macaco foi a espécie com menor diversidade e abundância de visitantes florais, sendo a abelha silvestre do gênero Oxaea sp. a principal visitante, coletando pólen em 100{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das observações.
 
A amostragem foi realizada de março a junho de 2015, em dois intervalos de tempo, no período da manhã, simultaneamente por dois observadores, cada qual em um exemplar da mesma espécie arbórea.
 
Valdania de Souza, estudante de biologia da Universidade Paulista (UNip), explica que o objetivo foi avaliar o potencial de três espécies arbóreas nativas, comumente utilizadas em SAFs para a produção de biomassa, como fonte de recursos alimentares para abelhas.
 
Com este estudo preliminar, a equipe concluiu que essas três espécies arbóreas fornecem recursos alimentares para as abelhas e podem contribuir para a recuperação da diversidade e abundância das abelhas silvestres em agroecossistemas.
 
Os SAFs (Sistemas Agroflorestais) são reconhecidos como uma importante alternativa de uso da terra em áreas degradadas, possibilitando sua recuperação produtiva e ecológica, e representando uma alternativa economicamente viável e legalmente aplicável em Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal. Eles constituem sistemas produtivos com diversidade elevada visando à sustentabilidade.
 
O trabalho “Sistemas Agroflorestais: fonte de recursos florais para abelhas silvestres (Hymenoptera: Apoidea)” é de autoria de estudantes e pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e foi apresentado no XI Encontro sobre Abelhas, em Ribeirão Preto. As autoras do trabalho são as estudantes Valdânia da Conceição de Souza e Andréia Perpétua da Silva e a pesquisa contou também com a participação de membros da equipe de agroecologia da Embrapa Meio Ambiente, Kátia Braga, Ricardo Camargo, João Canuto Joel de Queiroga e Waldemore Moriconi.

 

Cristina Tordin (MTB 28499/SP)
Embrapa Meio Ambiente

Telefone: (19) 3311 2608

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Embrapa sequencia o genoma do vírus-da-meleira do mamoeiro

A Embrapa concluiu o sequenciamento do genoma do vírus-da-meleira do mamoeiro, uma das mais graves doenças da cultura no Brasil, capaz de causar perdas de até 100{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} nas plantações de mamão, além de inviabilizar a qualidade dos frutos para comercialização.
 
Esse resultado abre caminhos para soluções sustentáveis que possam conter os danos causados por esse microrganismo, como o desenvolvimento de kits de diagnósticos mais eficientes para identificação precoce da doença, identificação de possíveis vetores de transmissão do vírus e geração de variedades resistentes por técnicas de melhoramento genético convencional ou ferramentas biotecnológicas.
 
O resultado, divulgado na revista Archives of Virology, publicação oficial da União Internacional da Sociedade de Microbiologia, foi obtido pelos pesquisadores Francisco Aragão, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), e Eduardo Chumbinho de Andrade, da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), e pelo analista Emanuel Abreu do mesmo centro de pesquisa do DF.
 
“O Brasil é o maior exportador mundial de mamão e o segundo maior produtor, atrás apenas da Índia. Mas, para manter essa posição, é premente conter o avanço e os danos causados por esse vírus (Papaya Sticky Disease Virus – PSDV)”, explica Emanuel Abreu. A meleira apresenta sintomas nos ápices e nas nervuras das folhas novas, além de uma abundante exsudação (migração de líquido para a parte exterior da planta) de látex mais fluido nos frutos dando-lhes um aspecto borrado. Quando atacada pelo vírus, o único destino da planta é a morte. 
 
Dentre as soluções utilizadas pelos produtores para controlar a meleira destacam-se a prática do “Roguing” – eliminação da planta quando ainda está nos estágios iniciais da disseminação do vírus e o uso de variedades com produção precoce aliada ao uso de inseticidas para controlar os insetos transmissores da doença. “Mas são ações paliativas, que não resolvem o problema,” ressalta Francisco Aragão.
 
“Um dos principais obstáculos é que estávamos lidando com um inimigo desconhecido, cuja classificação taxonômica ainda não existe oficialmente. Além disso, não sabemos, ao certo, quais insetos estão diretamente envolvidos na sua transmissão”, complementa.
 
Sequenciamento do genoma vai responder a essas perguntas
 
O sequenciamento do genoma vai ajudar a responder a muitas questões importantes, como a classificação do vírus e a identificação dos insetos transmissores, além de apontar soluções mais efetivas para  seu controle.
 
Os cientistas envolvidos na pesquisa utilizaram uma nova ferramenta de sequenciamento, a “Next Generation Sequence”, que tem elevada capacidade de gerar informações do genoma dos organismos com dados bastante robustos e confiáveis.
 
Com o genoma concluído, a criação de kits de diagnóstico para identificação precoce da doença é uma das tendências da pesquisa. “A Embrapa pode iniciar o desenvolvimento de um produto pré-tecnológico, por exemplo, que seria finalizado e comercializado por uma empresa privada”, salienta Emanuel, referindo-se a um kit-diagnóstico.
 
A expectativa é que a descoberta leve a impactos positivos na pesquisa da cultura do mamoeiro no País. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2013, o Brasil produziu 1.517.696 toneladas de mamão. A Bahia e o Espírito Santo destacam-se como os dois maiores estados produtores e exportadores, sendo responsáveis por 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção nacional.
 
“Esses dois estados são os mais afetados com a incidência dessa doença, em alguns casos, provocando perdas de milhões de reais com a redução da produtividade e de áreas com a cultura, podendo chegar à destruição total das plantações afetadas, com uso intensivo de agroquímicos e mudança constante de zonas produtoras, tornando o sistema de produção cada vez mais oneroso”, afirma Emanuel.
 
Plantas resistentes ao vírus já estão sendo desenvolvidas
 
Um dos resultados do sequenciamento do genoma já está em pleno desenvolvimento nos laboratórios da Embrapa. Estão sendo geradas plantas geneticamente modificadas para resistência ao vírus-da-meleira e da mancha-anelar a partir de uma tecnologia denominada RNA interferente (RNAi). Essa técnica consiste em expressar, nas plantas de mamão, pequenos fragmentos de RNA capazes de silenciar os genes virais, assim como uma “vacina”, explica o pesquisador Francisco Aragão.
 
Plantas transgênicas de mamão com resistência a viroses vêm sendo utilizadas com sucesso nos Estados Unidos desde 1998, especialmente no Havaí e na Flórida. Hoje, ocupam cerca de 80{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da área plantada com mamão naqueles países.
 

 

Fernanda Diniz (4685/89/DF)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

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