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Pescadores pedem apoio para resolver problema da superpopulação de pirarucu

De acordo com Colônia dos Pescadores, em alguns pontos do rio Madeira a espécie está devorando outros peixes.

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, solicitou ao secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, colaboração para a realização de um estudo técnico sobre o excesso de pirarucu em alguns pontos do rio Madeira. De acordo com pescadores, a superpopulação está prejudicando outras espécies.

Atualmente a pesca de pirarucu é proibida, mas Maurão é autor de um projeto de lei que autoriza o manejo e abate em locais onde houver superpopulação. “Os pescadores explicam que o pirarucu está devorando outros peixes porque houve um desequilíbrio”, destacou o parlamentar.

Evandro Padovani esteve na tarde desta quarta-feira (2) no gabinete da presidência da Assembleia, juntamente com o secretário da Colônia dos Pescadores de Porto Velho Z1 Tenente Santana, Leonardo Garcia, e com a engenheira de pesca e professora do Instituto Federal de Rondônia (Ifro), Raica Esteves Xavier.

O secretário explicou ao deputado Maurão que o manejo de pirarucu é possível, desde que um estudo demonstre estar havendo superpopulação. Padovani esclareceu que hoje Rondônia é o único Estado brasileiro a contar com autorização para a criação da espécie em cativeiro.

“Deve ser um processo muito transparente, para que depois nenhuma organização internacional ligada ao meio ambiente alegue que o pirarucu que está sendo criado em cativeiro e vendido, provém do rio Madeira”, destacou o secretário.

Maurão de Carvalho explicou que agora são necessários R$ 100 mil para a realização do estudo técnico, que deverá mostrar se existe superpopulação de pirarucu em alguns pontos do rio Madeira. Caso isso seja constatado, será elaborado um plano de manejo, disciplinando o abate do peixe em determinados locais.

“Somos contra pesca predatória e não concordamos contra a extinção de uma espécie, porque deve haver o equilíbrio ecológico. Mas a superpopulação também causa desequilíbrio. Se isso for constatado pelo estudo técnico, o manejo deve acontecer”, acrescentou o deputado Maurão.

 

ALE/RO – DECOM – [Nilton Salina]

Comissão discute projeto sobre abate de búfalos do Vale do Guaporé

Foi discutido o projeto encaminhado pelo Executivo Estadual para o manejo e abate de búfalos inseridos no Vale do Guaporé.

 

A Comissão de Constituição, Justiça e de Redação (CCJ), sob a presidência do deputado Adelino Follador (DEM), com a participação dos deputados Jesuíno Boabaid (PTdoB) e Saulo Moreira (PMDB) esteve reunida para discutir o projeto encaminhado pelo Executivo Estadual para o manejo e abate de búfalos inseridos no Vale do Guaporé.

Um dos convidados foi o ex-senador Moreira Mendes, que falou sobre a permissão em caçar os búfalos do Vale do Guaporé. Frisou que um estudo foi realizado ainda no governo Bianco. Na época se buscou encontrar uma forma de promover a caça turística, trazendo recursos para o Estado e fomentando o turismo.

Sugeriu uma ideia mais moderna, de cedência para grupos de caça da fazenda Pau D’Óleo em forma de comodato. “Eles seriam os responsáveis pela construção de estrutura necessária de hotelaria e abate dos animais e ainda pagariam ao Estado por isso”, sugeriu Moreira Mendes. 

Estes desportistas, afirmou, querem apenas o troféu da sua caça que é a cabeça do animal e a carne e o resto doado para o Estado fazer o que desejar.  “E eles ainda pagam muito caro para ter este direito”, disse Moreira.

O secretário adjunto da Sedam, Francisco de Sales, disse que a proposta do ex-senador não se torna viável para liberação ambiental por parte da secretaria. A ideia é realizar a retirada dos animais de forma sustentável, fazendo a atração dos animais e realizando a quarentena para o posterior abate dentro da legalidade e questões sanitárias.

O deputado Jesuíno Boabaid disse que o projeto atual enviado pelo governo não tem como aprovar. Por isso solicitou que se chame os responsáveis pelo Safari Clube para que apresentem a proposta dos procedimentos e previsões de arrecadação.

O pesquisador da Embrapa, Ricardo Gomes Pereira, disse que a questão da presença dos búfalos na reserva é sanitária e que estes cinco mil animais (previsão) podem colocar em risco toda a pecuária do Estado, pois os mesmos não são vacinados.

O técnico destacou o trabalho desenvolvido por pesquisadores tanto da Embrapa quando da Idaron, que já recuperou a fazenda Pau D’Óleo, construíram currais e uma parte dos animais já se encontra até domesticada. O projeto de manejo, segundo ele, é extremamente viável e lucrativo.

A representante do ICM-Bio, Simone Nogueira dos Santos, da reserva ecológica do Guaporé, disse que a legislação federal proíbe a caça em território brasileiro e em uma reserva ecológica (ReBio) é considerado duplamente qualificado.

Entende que a maneira correta do controle dos búfalos é o que o governo de Rondônia tem tentado executar através do manejo sustentável, mas com o ICM-Bio fiscalizando e autorizando todas as ações de manejo.

Jesuíno Boabaid contestou a técnica afirmando que a lei realmente criminaliza a caça no Brasil. No entanto reza na Lei que “se não houver permissão, licença ou autorização da autoridade pertinente”. Portanto, “havendo autorização pode sim realizar a legalização, desde que não seja na reserva biológica (ReBio)”, afirmou.

Representando a Agência de Defesa Agrosilvopastoril (Idaron) Fabiano Alexandre dos Santos, relatou o trabalho do órgão em manter a sanidade animal em Rondônia e que especialmente os búfalos, mesmo sem serem vacinados, se encontram em local de certa forma isolados e protegidos.

Para ele é viável sim o manejo e a domesticação dos animais, pois ”já foi feito isso e os animais se comportaram muito bem”.

O deputado Jesuíno nas considerações finais se disse satisfeito com as explanações e que outro encontro deverá ocorrer na próxima semana e que esta discussão, culminará em uma nova audiência pública para a discussão do projeto final.

Ao encerrar o encontro, o deputado Adelino agradeceu a contribuição dos técnicos e que na próxima semana “teremos outras novidades e aguardamos novas contribuições, para o Governo finalizar o projeto e a Assembleia aprová-lo e resolvermos definitivamente esta situação”.

 

ALE/RO – DECOM – [Geovani Berno]

Foto: José Hilde

Município de Machadinho do Oeste deverá receber emenda parlamentar para o melhoramento Genético do gado leiteiro.

Machadinho do Oeste consome por mês 600 liros de nitrogênio, seguido da cidade de Buritis e Ariquemes. 
 
Durante pronunciamento na manha desta quarta feira (02) na assembleia legislativa do estado, o deputado Ezequiel Junior ( PSDC) ,anunciou uma emenda parlamentar no valor de R$50.000,00 (Cinquenta mil Reais), que será destinada para a ASPROMEG (Associação dos Produtores em Melhoramento Genético de Machadinho do Oeste), segundo o deputado o recurso visa a aquisição de sêmen de melhor qualidade para os produtores e pecuaristas da região  ” a intenção é que com esse valor  eles possam comprar cerca de 5 mil doses de sêmen, mais se o presidente da associação estiver atento ele poderá comprar um pouco mais, já que existem boas ofertas pela internet”. alertou o deputado.
 
Ainda de acordo com o deputado, essa emenda irá contemplar em torno de 500 famílias e vai melhorar a qualidade do gado leiteiro da região ” Hoje Machadinho produz cerca de 120 mil litros de leite diário, a agricultura familiar precisa desse incentivo, isso vai ajudar e muito os produtores” destacou o parlamentar.
 
A grande preocupação hoje do deputado é em relação ao armazenamento do sêmen, já que falta local para acomodar o nitrogênio na região, ” devemos estar discutindo hoje ainda com o secretario de Agricultura do estado Evandro Padovani, a instalação de uma usina de nitrogênio  no município de Ariquemes onde atenderia toda a região do Vale do Jamari” disse o deputado.
 
Hoje segundo dados da associação dos produtores, Machadinho do Oeste consome por mês 600 liros de nitrogênio, seguido da cidade de Buritis e Ariquemes. 
 
Por: RONDORURAL.COM.BR
 

Basa reafirma confiança em Rondônia e anuncia investimentos

Rondônia seguirá, em 2016, como um destino promissor para investimentos, contrariando o momento de contração econômica que afeta o país.

 

Com este argumento, o presidente do Banco da Amazônia (Basa) Marivaldo Melo resumiu, nesta terça-feira (1) , a forma como a instituição vai atuar no estado. Diante de pecuaristas, industriais agricultores, parlamentares e secretários de estado, ele anunciou, no Teatro Guaporé, que R$ 696 milhões estão disponíveis para o setor produtivo.

O evento serviu para o banco mostrar, ao setor produtivo, como atuou no passado e quais  as perspectivas para 2016. O consultor Luiz Suzigan, que proferiu palestra sobre oportunidades e riscos, sustentou que é justificável o entusiasmo dos rondonienses ante o cenário nacional, que é de retração.

O otimismo prevaleceu desde o primeiro encontro que o presidente do Basa teve com o governador Confúcio Moura, ainda no Palácio Rio Madeira. Diante de secretários de estado e do senador Valdir Raupp, Marivaldo Melo explicou que o banco encontra em Rondônia ambiente positivo para investir e colher resultados.

Melo previu que a agricultura seguirá em ascensão e atribuiu o quadro positivo às iniciativas de governo, à assistência técnica oferecida e à determinação do homem do campo. O presidente do Basa revelou ainda que a única nova agência do banco a ser inaugurada em 2016 será no município de Cerejeiras.

PRODUÇÃO

Confúcio Moura apresentou a Marivaldo Melo as frentes de produção regional que apresentam forte crescimento, como a criação de peixes, a floresta plantada e a soja. Ao destacar a piscicultura, o governador destacou a relevância de agregar valor ao produto, o que deve ocorrer com a implantação de frigoríficos.

O desenvolvimento do estado, conforme o governador, será ainda mais acentuado a partir da regularização de terras, que não ocorre na forma esperada, mas que será defendida em breve com o governo federal.

Durante o Encontro de Negócios com o Setor Produtivo, que aconteceu ainda pela manhã no Teatro Guaporé,  Confúcio Moura falou sobre as perspectivas da agricultura destacando que o estado avança para voltar a produzir 2 milhões de sacas de café, e, se possível superar esta marca.  Ele estabeleceu ainda meta de erradicar a aftosa do rebanho bovino de Rondônia.

A importância da agricultura familiar também foi citada pelo governador. “Até hoje não se conseguiu dizer com exatidão quantas são as propriedades. Podem ser 120 mil, 140 mil. Muda o tempo todo, é uma força extraordinária”, arrematou.

INTENÇÃO

O banco utilizou a ocasião para formalizar contatos de protocolo de intenção com produtores em áreas como piscicultura, energia, agricultura, comércio e educação, totalizando R$ 120 milhões. Concretizados, os investimentos serão responsáveis por 600 empregos diretos e 800 indiretos.

Ao final do encontro, o consultor Luiz Suzigan disse em palestra que o cenário local é menos complicado que o nacional e que o que ocorreu de negativo em 2015 na economia foi superior às  expectativas geradas.  Apesar disto, mesmo com o cenário nacional adverso, Rondônia terá crescimento positivo. “A conjuntura mundial, acrescentou Suzigan, aponta que o crescimento será morno”, concluiu.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia

Rondônia vai comprar castanha produzida nas reservas protegidas para a merenda escolar

Placido Costa disse que Rondônia ocupa posição privilegiada.

O governo de Rondônia irá comprar castanha produzida pelas populações que vivem nas reservas extrativistas e indígenas para incluir na merenda escolar dos alunos da rede estadual de ensino.

 

A informação é da secretária-adjunta da Agricultura Mary Braganhol, que representou o governo na abertura de encontro na manhã desta terça-feira (1), promovido em parceria com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Pacto das Águas, que atua no apoio ao manejo e à comercialização da castanha-do-Brasil por povos indígenas e extrativistas de Mato Grosso e Rondônia.

O encontro tem por objetivo consolidar uma cadeia de valor para a produção e comercialização da castanha em áreas de conservação de utilização sustentável, contribuindo com estratégias de desenvolvimento econômico pautadas na manutenção da floresta e respeito à cultura das populações. Esse projeto da Pacto das Águas tem o patrocínio da Petrobras Socioambiental.

A secretária Mary Braganhol adiantou que neste mês de março será encaminhada à Assembleia Legislativa, por determinação do governador Confúcio Moura, proposta de normatização para a compra da castanha produzida em áreas indígenas. A Pacto das Águas já atua com os povos indígenas Zoró, Gavião e Arara, na região central de Rondônia, e a interlocução da entidade com o governo rondoniense vem sendo feita desde 2013, por meio da Vice-Governadoria e Secretaria da Agricultura, ampliando o processo para consolidação de uma cadeia produtiva da castanha com reuniões setoriais iniciadas em 2015.

Participam do encontro, durante todo o dia, 38 servidores de órgãos federais e do Estado. Por sugestão do coordenador técnico da entidade Plácido Costa, o evento foi transformado em oficina, com a ideia de, ao final do dia, o grupo sair com uma agenda de trabalho destinada a implementar as ações para consolidar esse mercado.

Placido Costa disse que Rondônia ocupa posição privilegiada.

Plácido Costa disse que Rondônia ocupa posição privilegiada.

“Talvez hoje Rondônia seja um dos melhores estados para se investir na ampliação da cadeia da castanha, porque tem 7,5 milhões de hectares de áreas favoráveis, tem posição geográfica estratégica e já existem empresas que industrializam o produto na região central, que estão interessadas em se fortalecer, em diversificar a compra”, disse Plácido Costa.

Segundo ele, em toda a Amazônia a produção da castanha em reservas de utilização sustentável gerou renda de R$ 69 milhões, conforme censo do IBGE (2010). Rondônia ocupa o quarto lugar no ranking de produção, com mais de 1.600 toneladas, mas Costa acredita que o número é subestimado.

Além da merenda escolar, que poderá seguir a orientação do governo federal para aquisição de até 30{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de produtos da agricultura familiar, os técnicos e a Pacto das Águas irão definir linhas de ação que contemplem a constituição de um programa de boas práticas no manejo das castanhas; implementação de infraestrutura para o armazenamento, beneficiamento, seleção e transporte e credito, assessoramento técnico e mercados.

Dois pontos devem merecer alguma agilidade para encaminhamento, uma vez que já vem sendo discutidos no âmbito do governo. É a isenção tributária para produtos da sociobiodiversidade e a obtenção de inscrição estadual para as associações. A inscrição, no âmbito federal, é obtida apenas por cooperativas, mas os governos estaduais podem adotar normatização diferenciada.

A secretaria-adjunta Mary Braganhol disse que estão avançando os processos para implementação da infraestrutura para cinco entrepostos de castanha, e que a proposta de consolidar uma cadeia produtiva de um produto rico e valioso que existe nas áreas indígenas e extrativistas é importante. “Vai agregar valor e fortalecer a atuação das comunidades que já produzem a castanha e querem ampliar. Queremos definir a responsabilidade de cada um dos órgãos envolvidos e pactuar um prazo para implantar as ações”, disse.

Representante do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Mário Guedes disse que o compromisso do governo de Rondônia com a sustentabilidade é motivo de satisfação, um estado que tem grande parte de sua área protegida, e pode ser “motor de um novo modelo de desenvolvimento como um todo”.

Mary Braganhol confirmou a compra da castanha para a merenda escolar.

Mary Braganhol confirmou a compra da castanha para a merenda escolar

“O desafio do passado era o de que se não derrubasse a terra ia perde-la. E agora o desafio é ajudar quem está na terra e a preserva”, disse Mário Guedes, avaliando que um dos pontos mais difíceis para a produção das populações tradicionais é “da porteira para fora”. “Escoar, comercializar, ter mercado, ter qualidade. São desafios, e o que vocês estão fazendo aqui no governo de Rondônia é fantástico”, disse.

O secretario-adjunto da Sedam, Vilson Sales, disse que por orientação do governador Confúcio Moura o órgão atua na reativação do banco de sementes de Ariquemes, com ênfase na castanha, para que “possamos no processo envolver os povos tradicionais”, e a Fundação de Amparo à Pesquisa, Ciência e Tecnologia (Fapero) é parceira.

A proposta da Pacto das Águas para ampliar a cadeia da castanha em áreas protegidas contempla a reprodução em São Miguel do Guaporé do modelo que está sendo desenvolvido na região central do Estado, nas Terras Indígenas Igarapé Lurdes e Rio Branco, que produzem e comercializam castanhas de excelente qualidade para empresas sediadas em Ji-Paraná.

A proposta, entretanto, ainda está em discussão. A oficina com os técnicos do Ibama, IcmBio, Funai, Secretaria do Desenvolvimento Ambiental, Secretaria de Planejamento, Educação, Agricultura, Emater, Superintendência de Assuntos Estratégicos e outros órgãos acontece no auditório  da Secretaria da Saúde, Palácio Rio Madeira.

Texto: Mara Paraguassu
Fotos: Ésio Mendes
Secom – Governo de Rondônia

 

CPI que investiga frigoríficos requer informações sobre incentivos do governo

Parlamentares querem saber o que foi concedido às plantas frigoríficas nos dois últimos anos.

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a possível formação de cartel dos frigoríficos de abate de bovinos em Rondônia se reuniu na tarde desta segunda-feira (29) no Plenarinho da Assembleia Legislativa. Os deputados aprovaram quatro requerimentos solicitando informações que serão utilizadas para balizar os trabalhos.

O primeiro requerimento é direcionado à Agência Idaron e à Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), pedindo a relação dos débitos das plantas frigoríficas. O segundo, aos mesmos órgãos, pede um detalhamento dos incentivos concedidos em 2014, 2015 e em janeiro e fevereiro deste ano.

O terceiro requerimento, encaminhado à Idaron e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), solicita a relação de encerramento de atividades dos frigoríficos no Estado. O último, encaminhado à Associação dos Pecuaristas de Ariquemes (APA), pede o relatório do mais recente Grito da Pecuária.

A reunião foi dirigida pelo presidente da CPI, Adelino Follador (DEM). Ele explicou que após receber essas informações, os parlamentares verificarão se há veracidade em diversas denúncias que já chegaram à Assembleia Legislativa, sobre possível formação de cartel.

O relator da CPI, Lazinho da Fetagro (PT), disse ser importante que os deputados visitem todas as plantas frigoríficas, se possível com um representante da Sefin. “Assim será possível examinar o que realmente está acontecendo”, acrescentou.

O deputado José Lebrão, membro da comissão, disse ser preciso verificar a situação tanto das plantas frigoríficas que estão abertas quanto das que foram fechadas. “Com base na documentação que solicitamos, veremos se há incentivos concedidos a frigoríficos fechados”, detalhou.

Lebrão defendeu, também, ampla cobertura da imprensa nos trabalhos da CPI, obtendo apoio imediato de Adelino Follador e de Lazinho da Fetagro. “Acabei de conceder uma entrevista, explicando que o objetivo da comissão é evitar que o consumidor seja prejudicado”, destacou Lazinho.

Follador explicou que na conclusão dos trabalhos será elaborado um relatório, que inicialmente deve ser aprovado pelos integrantes da comissão, para depois ser submetido à votação em plenário. “Depois disso o relatório é encaminhado aos órgãos competentes para que providências sejam tomadas”, citou.

O deputado Lebrão cobrou maior rigor em relação às faltas de deputados que integram a CPI. “Esses parlamentares devem ser notificados e substituídos após faltarem à terceira reunião”, afirmou.

Adelino Follador e Lazinho da Fetagro concordaram. “Encaminharei notificação aos demais membros. O deputado Lebrão está de parabéns por esse posicionamento”, disse Follador. Não participaram da reunião de hoje os deputados Laerte Gomes (PEN) e Ribamar Araújo (PR).

 

ALE/RO – DECOM – [Nilton Salina]

Foto: Ana Célia

Campanha nacional de vacinação contra febre aftosa começa no Amazonas e no Pará

Começa nesta terça-feira (1º) a campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2016.

Neste mês de março, apenas o Amazonas e o Pará vacinam os rebanhos de bovinos e bubalinos. Juntos, os dois estados têm 22,17 milhões de cabeças (1,28 milhão o Amazonas e 20,88 o Pará), o que representa pouco mais de 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do rebanho brasileiro, de 212,12 milhões de animais, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com a coordenadora-geral de Programas Sanitários do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Denise Euclydes Mariano da Costa, os produtores são os responsáveis pela vacinação dos rebanhos. Depois de vaciná-los, acrescentou, eles devem fazer uma declaração, contendo informações sobre a faixa etária dos animais imunizados, e entregá-las nas unidades locais de atenção veterinária de cada um dos dois estados.

A maioria das unidades da Federação participa da campanha no mês de maio, conforme o calendário nacional de vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa.

Na segunda etapa da campanha de 2015, a vacinação contra a aftosa atingiu um índice de cobertura de 98,17{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do rebanho bovino e bubalino.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social

João Carlos Rodrigues
imprensa@agricultura.gov.br

Produtores rurais podem entregar IRPF a partir de amanhã

Deve fazer a declaração o produtor que obteve receita bruta da atividade rural no valor superior a R$ 140.619,55 em 2015


Este ano, deve fazer a declaração o produtor rural pessoa física que obteve receita bruta da atividade rural no valor superior a R$ 140.619,55 em 2015.

As declarações começam a ser recebidas pela Receita Federal no dia 1º de março e podem ser entregues até o dia 29 de abril de 2016.

Com relação à escrituração dos livros-caixas, a Receita Federal disponibilizou para 2016 a multiplataforma “Livro-Caixa da Atividade Rural 2015”. “O programa pode ser utilizado pelo produtor pessoa física, com imóvel rural localizado no Brasil para apuração de receitas e despesas da atividade rural”, informa a analista Tributária da Famato, Maíra Safra.

Segundo a analista, o produtor que desejar compensar nesta declaração ou nas próximas os prejuízos de anos anteriores tem que prestar a declaração do IRPF este ano.

Para mais informações, clique aqui.

Rondônia tem expectativa de produzir 81 toneladas de pescado e faturar R$ 500 milhões em 2016

Com a expectativa de faturar R$ 500 milhões nesta safra, o setor pesqueiro de Rondônia se reinventa em metodologias e estratégias para colocar 81 mil toneladas de pescado no mercado este ano, principalmente do tambaqui, espécie que domina cerca de 90{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de toda área produtiva de Rondônia.

Segundo o médico veterinário Carlindo Filho, que atua na Gerência de Piscicultura de Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o setor recebeu muitos estímulos, e com conhecimento e adoção de tecnologias e boas práticas de manejo está apresentando a cada ano uma maior produtividade em praticamente todos os projetos, que melhoraram também a qualidade sanitária do pescado.

Otimista e especialista na produção em larga escala, o veterinário disse que o Estado de Rondônia tem hoje 13.371 hectares de áreas alagadas (tanques de produção de peixe), reservando ao município de Ariquemes o título de campeão, com mais de 1.800 hectares de tanques produtivos, que deverão produzir cerca de 12 mil toneladas de peixes nesta safra.

De acordo com Carlindo Filho, esses números devem ser bem maiores, tendo em vista que a Secretaria da Agricultura trabalha com dados oficiais, e segundo esses, ao todo são 3.909 propriedades licenciadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam). Entretanto, conforme dados da Agência de Defesa Agrossilvopastaril de Rondônia (Idaron), que passou a cadastrar e fiscalizar a atividade pesqueira, na verdade, são 5.587 propriedades produtivas de peixes no Estado de Rondônia, o que justifica a assertiva do técnico.

A determinação de ampliar a fiscalização e de exigir maior qualidade sanitária em toda a cadeia produtiva do pescado é do governador Confúcio Moura, que tem destinado investimentos, por meio do próprio governo e da rede bancária, para vários empreendimentos, com objetivo de incentivar o setor, que vai respondendo com uma trajetória contínua de crescimento e produtividade, gerando emprego e renda no campo.

O preço de venda para quem produz, segundo Carlindo Filho, ainda é baixo em virtude da falta de estrutura para armazenamento e processamento local (rede de frigoríficos), destacando que grande parte da produção rondoniense está sendo vendida, in natura, para o Estado do Acre, que dispõe de meios para processar e armazenar o pescado que compra de Rondônia.

Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Marco Aurélio Anconi
Secom – Governo de Rondônia

Você sabe como é feita a cachaça? A bebida mais brasileira que existe

Lavoura de cana-de-açúcar

Destilado mais consumido no País, a pinga surgiu há cinco séculos e hoje movimenta um mercado bilionário.

Pinga, cana, branquinha, “água que passarinho não bebe”, “marvada” e por aí vai.A quantidade de nomes pelos quais a cachaça é conhecida é tão grande quanto sua história, que remonta aos primeiros anos da colonização portuguesa no Brasil. Passados cinco séculos, hoje ela é a segunda bebida alcoólica mais consumida no País, atrás apenas da cerveja, e conta com milhares de produtores no País. Seu processo de fabricação é simples, mas exige muitos cuidados.

Lavoura de cana-de-açúcar

1 – Colhendo a matéria-prima

O processo de produção não difere da maioria dos destilados, passando por fermentação, destilação e eventualmente envelhecimento. Mas, primeiro, é preciso colher sua matéria-prima: a cana-de-açúcar. Tudo começa com o cultivo, por um ano, da cana-de-açúcar. O corte normalmente é manual, já que a planta não pode ser queimada ou vir com muitas folhas, como acontece na colheita mecanizada.

2 – Moagem

O segundo passo é a moagem da cana, que extrai da matéria-prima um suco fresco, de cor amarelo-esverdeada, conhecido em algumas regiões do Brasil como garapa. É esse suco que diferencia a cachaça de outros destilados da cana-de-açúcar que, como o rum, são feitos a partir do melaço. “Nessa etapa, é importante filtrar o caldo da cana para retirar os bagaços e outras impurezas. Também é preciso controlar a quantidade de açúcar acrescentando água, porque se o caldo estiver muito doce a levedura não se desenvolve”, explica Alexandre Bertin, dono da Cachaça Sapucaia, fundada em 1933 na cidade de Pindamonhagaba, no interior de São Paulo.

3 – Fermentação    

O passo seguinte é a fermentação. O caldo extraído da cana é levado para descansar e passa pelo processo de fermentação natural, com a ação de leveduras. Esse processo dura, em média, de 24 a 36 horas, mas pode ser acelerado com catalisadores.

 

 

 

4 – Destilação

Por fim, o líquido é destilado, sendo que há duas formas de se fazer isso. Com a produção artesanal, a cachaça é destilada em um alambique, uma espécie de panela de pressão gigante. No método industrial de produção da cachaça, são utilizadas colunas de destilação. Nesse processo, o caldo é aquecido até virar vapor, que por sua vez é enviado a uma serpentina resfriada que devolve ao composto seu estado líquido.

 

 

coracao cachaca

5 – O coração da cachaça

Nem todo o líquido que sai do alambique é próprio para o consumo. A primeira parte do volume destilado, chamada de “cabeça”, é alcoólica demais. A última parte, chamada de “cauda”, tem pouco álcool e é composta basicamente por água. Por isso, ambas as “partes” são descartadas. A bebida é fabricada apenas com a parte do “meio” do processo de destilação, chamada de “coração da cachaça”.

 

envase cachaca

6 – Envase ou envelhecimento

O “coração da cachaça” já pode ser engarrafado. A cachaça também pode ser envelhecida em barris de carvalho, amburana ou amendoim, entre outras madeiras – que podem, inclusive, alterar o sabor e coloração do produto. Depois de todo esse processo, é só saborear. Além de pura ou com gelo, açúcar e limão – a popular caipirinha –, a cachaça harmoniza muito bem com muitas frutas, como morango, maracujá e laranja.

 

 

7 – Quem inventou a bebida mais famosa?

A versão mais aceita sobre a invenção da cachaça é de que ela foi fabricada pela primeira vez entre 1516 e 1532 em algum engenho do litoral brasileiro – sendo, dessa forma, o primeiro destilado em toda a América Latina, antes mesmo da tequila mexicana ou do rum caribenho.

 

 

 

Alguns dizem que os responsáveis foram os primeiros portugueses que chegavam para colonizar o País, que, para amenizar a saudade da terra natal, teriam improvisado uma bebida com o que sobrava do caldo de cana. “Apesar de usar uma matéria-prima que veio da Ásia, mas se adaptou muito bem ao nosso litoral, a cachaça tem tudo a ver do Brasil”, diz Felipe Jannuzzi, criador do site “Mapa da Cachaça”, que reúne notícias, dados e curiosidades da bebida. “Seja como aperitivo ou nos drinques, como a popular caipirinha, ela ocupa uma parte muito importante da gastronomia do País. E acho que cada vez mais o brasileiro vai reconhecer e valorizar isso.”

Além de ser considerada um patrimônio cultural brasileiro, hoje a cachaça movimenta um mercado gigantesco. Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), hoje o País conta com 40 mil produtores e cerca de quatro mil marcas da bebida no mercado internacional.

Dados Sistema de Controle da Produção de Bebidas da Receita Federal (Sicobe) mostram que, em 2013, o faturamento do setor alcançou R$ 5,95 bilhões, com a produção de pouco mais de 500 milhões de litros da aguardente. Esses números transformam a “branquinha” no destilado mais consumido no Brasil e o terceiro em todo o mundo.

Na esteira desse sucesso, muitas novas fabricantes têm surgido. Algumas apostam em ingredientes inusitados para valorizar o produto, como a Fazenda Santa Catarina, de Dracena (SP). Em dezembro de 2015, os produtores lançaram uma cachaça com flocos de ouro 23 quilates. As garrafas são vendidas por R$ 180 ou R$ 230 cada e fazem parte de uma série limitada.

Outros novos negócios miram públicos diferentes do perfil tradicional do consumidor da bebida. É o caso da destilaria Destom, de Faria Lemos (MG), que lançou no ano passado a cachaça Spiral. Com forte apelo visual e design minimalista nos rótulos, a empresa mira principalmente os jovens, sobretudo mulheres. “São cachaças especiais, desenvolvidas especialmente para a confecção de drinques e coquetéis”, afirma Pablo Melgaço, diretor executivo da Spiral.

Por Guilherme Moraes