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Expedição literária do Amazônia das Palavras chega ao Amazonas

Depois de iniciar na capital de Rondônia, Porto Velho, no dia 30 de abril, a expedição literária do Amazônia das Palavras Terceira Edição desce o Rio Madeira e iniciou suas atividades no estado do Amazonas pela cidade de Humaitá, na quinta, dia 02 de maio.

Os estudantes do ensino fundamental e médio da Escola Estadual Governador Plínio de Ramos Coelho e da Escola Estadual Gilberto Mestrinho participaram das 07 Oficinas Literárias durante todo o dia. “É com enorme satisfação que recebemos o Amazônia das Palavras em nossa escola, um momento único de aprendizagem e do contato de nossos alunos com autores e professores”, destaca a Professora Gizele Carvalho Leal, da EE Gov. Plínio de Ramos.

O contato entre estudantes e os oficineiros é um dos objetivos principais das Oficinas Literárias, que são abastecidas pela arte e repletas de imagens, sons, gestos, cores, formas e palavras, recorrendo às literaturas, às músicas, aos filmes, a moda, ao teatro, aos objetos que nos rodeiam, provocando nos estudantes e educadores, sensações, pensamentos, emoções e memórias.

Para a coordenadora pedagógica das Oficinas Literárias do Amazônia das Palavras Terceira Edição, “o projeto acompanha a produção cultural amazônica, que surge a partir de uma base discursiva de ideias produzidas dentro da Amazônia Brasileira, valorizando a literatura, as tradições, as crenças, saberes e verdades dos povos locais.”

Para o Amazônia das Palavras é fundamental esse contato oficineiros/estudantes, para que os jovens possam ser despertados a sonhar e saber que um dia, pode ser ele a estar a frente de uma sala de aula apresentando seu livro, compartilhando suas ideias e transformando a vida de alguém através da literatura, da educação, das artes e da cultura. Esse ato pode ser representado pelo plantio da muda de Pau-Brasil ao final das oficinas, em um gesto de integração dos alunos com os oficineiros.

Antes das atividades noturnas, a coordenadora do Amazônia das Palavras Terceira Edição lembrou ao público que o projeto só foi possível de acontecer em função da Lei Rouanet, “uma lei que reforça a importância da cultura e que gera empregos, renda e difundi nossa diversidade”, e agradeceu especialmente ao Ministério da Cultura e ao patrocinador, o Google, “que sem esse apoio financeiro não seria possível estar com vocês nessa noite tão bonita”.

No encerramento das falas, a coordenadora das Oficinas Pedagógicas entregou a gestora da Escola Estadual Gov, Plínio de Ramos Coelho cerca de 50 livros doados pelo Amazônia das Palavras para serem incorporados à biblioteca da escola e ficarem disponíveis para os estudantes. “É de extrema riqueza esse gesto do projeto, que oferece a oportunidade para que nossos alunos se dediquem ainda mais à leitura e aos estudos”, agradeceu a Professora Eliana da Rocha Lima.

A noite foi encerrada com a participação da comunidade, na quadra da Escola, a Aula Magna Poesia necessária para a vida – Leres, escreveres, dizeres e viveres, com o Professor Dori Carvalho e com o espetáculo circense Silêncio Total – Vem Chegando Um Palhaço, com Xuxu, que arrancou risos de crianças e adultos.

O AMAZÔNIA DAS PALAVRAS TERCEIRA EDIÇÃO TEM O PATROCÍNIO DO GOOGLE GOVERNO FEDERAL, MINISTÉRIO DA CULTURA, SECRETARIA DE ECONOMIA CRIATIVA E FOMENTO CULTURAL ATRAVÉS DA LEI DE INCENTIVO À CULTURA – LEI ROUANET.

MARKETING CULTURAL: BFV CULTURA E ESPORTE

APOIO CULTURAL: DA GAVETA PRODUÇÕES, BYOR FILMES, AGOJIE – BLACKS CONSCIENTES BRAVOS , ACAPULCO FILMES E INCENTIV

REALIZAÇĀO: ASSOCIAÇĀO MAPINGUARI

Acir Gurgacz fala sobre reasfaltamento de trecho BR-319; veja vídeo

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, abriu licitação para a pavimentação asfáltica de um trecho de 52 quilômetros da BR-319, entre os quilômetros 198 e 250 da rodovia, perto do município de Careiro Castanho, no Amazonas.

A proposta vencedora do edital será conhecida no dia 7 de junho. A expectativa do Dnit é iniciar as obras em agosto, para aproveitar a janela hídrica. O custo estimado das obras é de R$ 180 milhões.

Para o ex-senador Acir Gurgacz, que sempre lutou pelo reasfaltamento da rodovia, esta pode ser mais uma conquista, mas o mais importante é o reasfaltamento do trecho do meio.

Redação SGC

Veja vídeo: 

Teatro palácio das artes recebe festival de humor dia 11 de maio

Neste próximo dia 11 de maio, o Teatro palácio das Artes reabre as suas cortinas para um Festival de Humor estrelado por três humoristas cearenses de renome nacional. Hiram Delmar, Titéla e Zacarias, o “Zaca”. Juntos, eles oferecem shows com personagens de bonecos e humor standup.

HIRAN DELMAR

Nascido em Fortaleza, terra de Chico Anysio e considerada o celeiro do humor, Hiran Delmar, também conhecido como Coxinha, entrou muito jovem no rádio, revelando seu talento para criar personagens e imitações de personalidades famosas. Desde a juventude, destacou-se como líder da Patrulha do Coxinha, sendo pai de personagens marcantes como o famoso Coxinha e o Rei das Tesouradas.

Com participações em programas de TV, imitando personalidades renomadas, ele leva sua alegria a shows pelo Brasil e pela internet, mantendo o foco em reviver pérolas de personagens clássicos e criar conteúdos divertidos e atuais. Seus personagens mais conhecidos e que marcaram a sua carreira de humoristas são Coxinha e Doquinha, dois bonecos que conversam de forma muito bem-humorada sobre o cotidiano de onde estão ou onde vivem, sempre com a acidez de sua visão crítica e engraçada, por isso se tornou sucesso nacional na TV e nas redes sociais, com mais de um milhão e duzentos mil seguidores.

TITELA

Titela é um cearense que se notabilizou pelo humor e aprendeu, como poucos, a arte da reinvenção. Já são mais de duas décadas de carreira. Foi evoluindo com o humor cearense, apostou no stand up, depois – durante a pandemia- percebeu que o celular era mais uma oportunidade no mundo digital. No entanto, a carreira nunca caiu em seu colo. Teve que buscar sempre espaço para sua arte e, no início, até perseguiu, em uma moto, Tom Cavalcante pra pedir para participar de seu programa. A ousadia, na época, deu certo!

Foram mais de 100 participações no Show do Tom, que fizeram com que o cearense ganhasse o holofote tanto no cenário local como nacional. Titela na época fazia humor de personagem. Estava costumeiramente em programas de TV, inclusive, fez durante um tempo participação fixa em atrações da TV Diário. Mas também já fez shows em churrascarias, casas de humor, pizzarias e até em circo.

ZACA

O público presente terá a oportunidade de se divertir com piadas e histórias engraçadas, contadas na versão de um dos Humoristas mais irreverentes do Ceará, com Zacarias, o Zaca. O artista se apresenta nas principais casas de humor pelo nordeste e já tem seu nome consagrado entre os mais importantes humoristas do país, imitando como sósia do zacarias, personagem famoso da trupe de “Os trapalhões”.

A ORGANIZAÇÃO

“Com todo esse know-how de artistas do humor nacional, o festival promete ser um evento ideal para toda a família, pois quem for assistir não vai se deparar com textos de humor duvidoso, com palavrões, sendo então um espetáculo recomendado para toda a família”, disse um dos organizadores.

Os ingressos já estão à venda nas lojas Junior Sun e Maverick, no PVH Shopping, e na Loja Ela Lingerie, na Av. Jatuarana. Quem quiser comprar pela internet é só acessar a plataforma usinadoingresso.com.br.

PALÁCIO DAS ARTES

O Teatro – Além de receber os mais importantes eventos culturais da cidade, o Palácio das Artes é um espaço amplo e bem confortável, palco de inúmeros shows de artistas humorísticos, dramáticos e musicais. Mesmo com a ausência de produções teatrais da região, e até mesmo nacional, o teatro é considerado um expoente da cultura setorial de dramaturgia.

O Teatro não apenas abre portas para o desenvolvimento artístico, mas também democratiza o acesso à cultura, possibilitando que sonhos e objetivos se concretizem. Ao retomar suas atividades culturais em 2024, os produtores culturais rondonienses reafirmam o seu compromisso em promover a cultura de forma dinâmica, enriquecendo a vida da comunidade local.

Por: Assessoria

Batalhão de polícia ambiental implanta microchip em tartaruga antes de soltura

O Batalhão de Polícia Ambiental realizou a implantação de um microchip em uma tartaruga, que estava apta para ser devolvida à natureza. A ação faz parte de um procedimento padrão, que busca garantir o monitoramento dos animais silvestres devolvidos ao seu habitat natural.

Tartaruga sendo devolvida ao seu habitat natural

O processo de microchipagem é fundamental para acompanhar o comportamento e a movimentação dos animais após a soltura, contribuindo para a pesquisa e o controle das espécies. O Batalhão de Polícia Ambiental destaca a importância desse procedimento para garantir a preservação da fauna e o equilíbrio ambiental.

“Ao implantar o microchip, podemos monitorar de forma mais eficaz o retorno dos animais à natureza, garantindo que eles possam se reintegrar ao seu habitat de forma segura”, afirmou o médico veterinário sargento PM Andreani. O Batalhão reitera o seu compromisso com a preservação ambiental e o cuidado com a fauna silvestre, realizando ações que visam a proteção e a conservação da biodiversidade.

Fotos/Texto: Cabo Pm Da Hora

Potencial apícola de Porto Velho atrai produtores em busca de uma nova renda

Fomentada através da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), a atividade apícola está em constante crescimento em Porto Velho. No ano passado, mais de 30 toneladas de mel foram produzidas na capital, números que chamam a atenção, já que, em 2019, a categoria não ultrapassou as 12 toneladas.

O crescimento do potencial apícola mostra que a atividade tem se tornado cada vez mais frequente no ambiente da agricultura familiar, e comprova que a cadeia produtiva do mel se tornou um atrativo para quem busca melhorar a renda e a qualidade de vida.

Atualmente, pouco mais de 100 produtores são catalogados pela Semagric, mas a secretaria estima que existam muito mais. Há também aqueles que iniciaram na produção como um hobby, uma paixão pelo universo das abelhas que acaba se rentabilizando com o passar do tempo. É o caso da produtora Regina Ferreira Mariz, que viu, durante a pandemia, a oportunidade de abrir um apiário.

O programa Mel do Porto distribuiu centenas de caixas para criação de abelhas, equipamentos de proteção e ofertou cursos técnicos
O programa Mel do Porto distribuiu centenas de caixas para criação de abelhas, equipamentos de proteção e ofertou cursos técnicos

“Além do benefício de você estar em contato com a natureza, de você ver aquilo ali como um escape do dia a dia, você também consegue alguma renda da venda do mel. Depois que você começa, é um caminho sem volta. Porque pra mim é tão apaixonante que eu não tive como desistir, sabe? Então o caminho é só de ida, no meu caso. E aí cada vez mais você quer investir mais, você quer ter mais, você vai se aprofundando, você está dentro de um grupo de pessoas que vão te possibilitando aprendizado, amizades, é um mundo diferente, esse é o mundo da apicultura”.

Regina conta que o apoio, tanto de outros produtores, como os incentivos promovidos pela Prefeitura de Porto Velho foram essenciais para que ela adquirisse aprendizado e experiência na área. “Aqui em Porto Velho é novo ainda a apicultura, então o incentivo está vindo por parte do Município, nós tivemos um encontro de apicultores recente, que aconteceu na Fimca e eu participei, já temos até associação”, compartilhou. O encontro foi promovido pelo Senar e demais parceiros.

INCENTIVOS

Em 2019, a Prefeitura de Porto Velho, através da Semagric, implantou o programa Mel do Porto, distribuindo centenas de caixas para criação de abelhas, equipamentos de proteção para os apicultores, e ofertando cursos técnicos de qualificação e capacitação dos produtores.

Regina conta que incentivos promovidos pela Prefeitura foram essenciais para o aprendizado
Regina conta que incentivos promovidos pela Prefeitura foram essenciais para o aprendizado

Com a expansão da atividade, foi reativada/organizada a Associação dos Apicultores e Meliponicultores da Amazônia (Apama), que hoje conta com 48 sócios e toda a produção é comercializada na capital, que tem um grande mercado consumidor. A Semagric inclusive já sinalizou a destinação de uma área para a Apama construir uma agroindústria do mel, beneficiando o produto e ampliando a oportunidade de comercialização e de ganhos aos associados.

Para Regina, ser uma produtora mulher em meio a um mercado com tantos homens, é um desafio gratificante, superado a cada dia. A expectativa da apicultora é que a produção de mel cresça cada vez mais em Porto Velho. “É muito difícil até a gente ver mulheres nessa área e eu incentivo. A mulher pode estar onde ela quiser, apesar de ser um trabalho que demanda esforço físico, mas é possível e é muito gratificante. E eu desejo ver Porto Velho nessa cadeia do mel cada vez mais se fortificando, porque nós temos hoje muitos produtores que ainda são pequenos, que ainda não alcançam o nível de mercado, e eu desejo que isso vá para frente, que o mel da nossa região, da região amazônica, seja levado para o resto dos estados”.

Por Taís Botelho

Fotos: Felipe Ribeiro

Cem anos do feriado de 1º de Maio no Brasil: país está fora do Top 50 em acidentes, mas operações logísticas preocupam

Há cem anos, o Dia do Trabalho tornou-se feriado no Brasil. A data de 1º de Maio já era celebrada no país desde a década de 1910, mas, em 26 de setembro de 1924, o então presidente Artur Bernardes publicou o decreto nº 4.859, criando o feriado nacional em homenagem aos “mártires do trabalho”. Desde então, o país avançou muito nas pautas trabalhistas, especialmente na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Hoje, o Brasil não está entre os 50 países com mais acidentes de trabalho no mundo, mas algumas atividades apresentam alta nos indicadores nos últimos anos, entre elas as operações logísticas.

Atualmente, mais de 1 milhão de pessoas sofrem acidentes de trabalho a cada dia, em algum lugar do planeta. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorreram 402 milhões de acidentes não fatais em 2022 e 2,9 milhões de trabalhadores morreram naquele ano, em decorrência de acidentes ou doenças ocupacionais. No total, os acidentes de trabalho geram uma perda global de US$ 4 bilhões por ano, aproximadamente.

Entre os 50 países com maior número de acidentes, em termos proporcionais (para cada 100 mil trabalhadores), há 10 representantes da América Latina, sendo três deles entre os líderes: Costa Rica (1ª colocada no ranking da OIT); Colômbia (5ª posição); Argentina (10ª). Já entre os 50 países com mais acidentes fatais (a cada 10 mil ocorrências), nove são da América Latina, com destaque para Porto Rico (2º colocado); Panamá (12º) e Peru (15º).

Embora o Brasil não figure nessas listas, as estatísticas evidenciam um grande volume de acidentes em operações em logísticas. Segundo o Ministério Público do Trabalho no Brasil, máquinas e equipamentos são os principais causadores de acidentes de trabalho no Brasil, respondendo por 15% do total em 10 anos (entre 2012 e 2022). Somente este grupo respondeu por 780.000 ocorrências no período – uma média superior a 200 acidentes por dia.

Já o Ministério da Saúde do Brasil informa que acidentes com máquinas e equipamentos resultaram em amputações e outras lesões gravíssimas com uma frequência 15 vezes maior do que as demais causas, gerando três vezes mais acidentes fatais que a média geral.

Por esse motivo, o Ministério do Trabalho e Emprego lançou, em abril, a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho 2024, com o tema Segurança em Máquinas e Equipamentos. “Se é verdade que máquinas e equipamentos estão provocando, na escala de acidentes, a maioria deles, alguma coisa está errada lá nas plantas [industriais]. Se a gente não atacar esse processo, não há campanha nem sensibilização que resolva se o equipamento está inadequado”, disse o ministro Luiz Marinho, no lançamento da campanha, que continua até dezembro.

Entre os profissionais que mais se acidentam com máquinas estão os operadores de empilhadeiras, com cerca de 200 afastamentos por mês, ao longo de 10 anos. Já os profissionais que atuam na armazenagem e movimentação de cargas foram vítimas de 250 acidentes a cada mês.

Para completar, entre 2012 e 2022, ocorreram 27.500 acidentes com empilhadeiras no Brasil, uma média de 7,5 a cada dia.  “O risco nessas operações pode ser reduzido em 80% ou até eliminado com um processo de mapeamento dos pontos críticos, seguido de segregação do fluxo de pessoas e máquinas, e complementado por tecnologias de segurança, como sensores de movimentação, sistemas de alerta sonoros e visuais e câmeras embarcadas”, explica Afonso Moreira, diretor da AHM Solution, empresa especializada em soluções de segurança e produtividade na logística.

Ele cita como exemplo um sensor que detecta à distância pedestres que estejam usando coletes refletivos, tradicionalmente adotados como equipamentos de proteção individual (EPI). O dispositivo, conhecido como IRIS 860, dotado de laser infravermelho, emite um alerta sonoro quando a empilhadeira se aproxima de uma pessoa com colete refletivo ou de áreas demarcadas com fitas refletivas.

 

Potencial apícola de Porto Velho atrai produtores em busca de uma nova renda

Fomentada através da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), a atividade apícola está em constante crescimento em Porto Velho. No ano passado, mais de 30 toneladas de mel foram produzidas na capital, números que chamam a atenção, já que, em 2019, a categoria não ultrapassou as 12 toneladas.

O crescimento do potencial apícola mostra que a atividade tem se tornado cada vez mais frequente no ambiente da agricultura familiar, e comprova que a cadeia produtiva do mel se tornou um atrativo para quem busca melhorar a renda e a qualidade de vida.

Atualmente, pouco mais de 100 produtores são catalogados pela Semagric, mas a secretaria estima que existam muito mais. Há também aqueles que iniciaram na produção como um hobby, uma paixão pelo universo das abelhas que acaba se rentabilizando com o passar do tempo. É o caso da produtora Regina Ferreira Mariz, que viu, durante a pandemia, a oportunidade de abrir um apiário.

O programa Mel do Porto distribuiu centenas de caixas para criação de abelhas, equipamentos de proteção e ofertou cursos técnicos
O programa Mel do Porto distribuiu centenas de caixas para criação de abelhas, equipamentos de proteção e ofertou cursos técnicos

“Além do benefício de você estar em contato com a natureza, de você ver aquilo ali como um escape do dia a dia, você também consegue alguma renda da venda do mel. Depois que você começa, é um caminho sem volta. Porque pra mim é tão apaixonante que eu não tive como desistir, sabe? Então o caminho é só de ida, no meu caso. E aí cada vez mais você quer investir mais, você quer ter mais, você vai se aprofundando, você está dentro de um grupo de pessoas que vão te possibilitando aprendizado, amizades, é um mundo diferente, esse é o mundo da apicultura”.

Regina conta que o apoio, tanto de outros produtores, como os incentivos promovidos pela Prefeitura de Porto Velho foram essenciais para que ela adquirisse aprendizado e experiência na área. “Aqui em Porto Velho é novo ainda a apicultura, então o incentivo está vindo por parte do Município, nós tivemos um encontro de apicultores recente, que aconteceu na Fimca e eu participei, já temos até associação”, compartilhou. O encontro foi promovido pelo Senar e demais parceiros.

INCENTIVOS

Em 2019, a Prefeitura de Porto Velho, através da Semagric, implantou o programa Mel do Porto, distribuindo centenas de caixas para criação de abelhas, equipamentos de proteção para os apicultores, e ofertando cursos técnicos de qualificação e capacitação dos produtores.

Regina conta que incentivos promovidos pela Prefeitura foram essenciais para o aprendizado
Regina conta que incentivos promovidos pela Prefeitura foram essenciais para o aprendizado

Com a expansão da atividade, foi reativada/organizada a Associação dos Apicultores e Meliponicultores da Amazônia (Apama), que hoje conta com 48 sócios e toda a produção é comercializada na capital, que tem um grande mercado consumidor. A Semagric inclusive já sinalizou a destinação de uma área para a Apama construir uma agroindústria do mel, beneficiando o produto e ampliando a oportunidade de comercialização e de ganhos aos associados.

Para Regina, ser uma produtora mulher em meio a um mercado com tantos homens, é um desafio gratificante, superado a cada dia. A expectativa da apicultora é que a produção de mel cresça cada vez mais em Porto Velho.

“É muito difícil até a gente ver mulheres nessa área e eu incentivo. A mulher pode estar onde ela quiser, apesar de ser um trabalho que demanda esforço físico, mas é possível e é muito gratificante. E eu desejo ver Porto Velho nessa cadeia do mel cada vez mais se fortificando, porque nós temos hoje muitos produtores que ainda são pequenos, que ainda não alcançam o nível de mercado, e eu desejo que isso vá para frente, que o mel da nossa região, da região amazônica, seja levado para o resto dos estados”.

Texto: Taís Botelho
Foto: Felipe Ribeiro

FIMCA realiza Terceira Edição do Projeto SALUS, levando atendimento à comunidade de Buritis

Alunos do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA promoveram a terceira edição do Projeto SALUS – Atendimento Clínico na Comunidade, levando cuidados de saúde à comunidade local de Buritis. Estudantes de medicina, odontologia, farmácia, biomedicina, psicologia e direito se uniram para oferecer consultas médicas, tratamentos dentários, orientação farmacêutica, exames de laboratório, apoio emocional e atendimento jurídico aos moradores.

Durante dois dias intensos, os voluntários atenderam às necessidades da comunidade, proporcionando cuidados médicos essenciais e promovendo o bem-estar geral. Os moradores de Buritis receberam não apenas tratamento para suas condições de saúde, mas também orientação sobre hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e prática regular de exercícios.

Além dos serviços de saúde, os alunos de direito da FIMCA contribuíram com orientações legais, informando os moradores sobre seus direitos e deveres. Essa abordagem multidisciplinar ampliou o impacto do projeto, oferecendo uma gama mais ampla de serviços e promovendo uma compreensão abrangente da saúde.

432 atendimentos foram realizados durante o evento

A iniciativa não apenas proporcionou assistência médica, mas também fortaleceu os laços entre a faculdade e a comunidade, além de ter um impacto direto nas filas das unidades de saúde local, como afirma a Magnifica Reitora da FIMCA, Dra. Mariana Carvalho: ´´sem dúvidas, a terceira edição do Projeto Salus traz a questão de prestar assistência nas diversas áreas de atuação dos nossos acadêmicos e ajuda na diminuição de filas de espera no sistema de saúde de Buritis. Isso é um exemplo de como os acadêmicos podem se engajar ativamente em causas voltadas pra comunidade, beneficiando a todos envolvidos“, afirma Dra. Mariana.

Os organizadores do projeto expressaram sua gratidão aos voluntários e patrocinadores que tornaram o evento possível, e esperam continuar a expandir seu alcance e impacto nas futuras edições. Através do compromisso contínuo com a responsabilidade social, os alunos da FIMCA demonstram o poder transformador da educação e do serviço à comunidade.

terceira edição do Projeto SALUS – Atendimento Clínico na Comunidade, levando cuidados de saúde à comunidade local de Buritis

Abaixo, confira o levantamento dos atendimentos ofertados na III edição do Projeto Salus de acordo com cada setor:

 Medicina:

 432 atendimentos com a seguinte distribuição:

– 70 atendimentos de ortopedia

– ⁠50 atendimentos de cirurgia vascular

– ⁠55 atendimentos de otorrinolaringologista

– ⁠34 atendimentos de ginecologia e obstetrícia

– ⁠76 ultrassonografias

– ⁠26 pediatria

– ⁠38 clínico geral

– ⁠21 endocrinologia

– 16 psiquiatria

– ⁠28 cirurgia geral

– ⁠5 atendimentos em cirurgia geral: microprocedimento

*1520 testes rápidos

 Direito:

-85 atermações (com audiências marcadas)

-9 atendimentos com pendência de ajuizamento

Odontologia:

-90 consultas

-170 procedimentos (RAR, OHB, Restauração, Extração, Ajuste Oclusal, Reparo Protetico, entre outros.)

Biomedicina

-65 pacientes realizaram exames laboratoriais

*Mais de 325 exames realizados

 Farmácia:

-90 atendimentos realizados a Atenção Farmacêutica.

Psicologia

-15 atendimentos para adultos

-06 atendimentos para crianças

Recuperação da BR-319: Viabilidade Técnica e Impactos Econômicos na Integração Regional no Norte do Brasil

Durante uma audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Econômicos da Câmara dos Deputados, em Porto Velho, Rondônia, a coordenadora-geral de licenciamento ambiental do Ministério dos Transportes, Paloma Nascimento, informou que há viabilidade técnica para a recuperação da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus. O encontro teve como objetivo discutir os impactos econômicos das obras na rodovia e sua importância para a integração regional no norte do Brasil.

Segundo Nascimento, o grupo de trabalho do Ministério dos Transportes concluiu que a pavimentação da BR-319 é viável tecnicamente, mas ressaltou a importância de uma governança eficaz, com participação ativa do Estado, para garantir o cumprimento das condicionantes ambientais e sociais.

A recuperação da BR-319 é fundamental para o desenvolvimento econômico da região Norte, facilitando o acesso ao Polo Industrial de Manaus, reduzindo custos logísticos e promovendo a integração entre Rondônia e Amazonas. A reconstrução da estrada é vista como essencial para diminuir o isolamento do Amazonas e impulsionar a movimentação de mercadorias e o crescimento econômico.

O relatório do Ministério dos Transportes está em fase de revisão e deve ser publicado em breve. Além da reconstrução e repavimentação, a BR-319 exigirá uma gestão eficaz, com a presença de órgãos como a Polícia Rodoviária Federal e o Incra, para monitorar e administrar a região de forma eficiente.

Cadeias produtivas da Ovinocultura e da Suinocultura são temas de encontros regionais em Rondônia

A Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon) promove nas próximas semanas uma série de encontros regionais voltados à promoção e organização da Ovinocultura e da Suinocultura em Rondônia. Mais uma vez, o Sebrae RO se coloca como parceiro de iniciativas que buscam promover as mais diversas cadeias produtivas.

Nesta primeira etapa estão previstos quatro encontros, sendo o primeiro no dia 30 de abril, em Porto Velho, no auditório da Faperon. Já no dia 02 de maio, o encontro acontece em Ariquemes, no auditório da unidade regional do Sebrae RO e no dia seguinte, em 03 de maio, é a vez do encontro ser realizado em Ouro Preto do Oeste, no auditório do Sindicato dos Produtores Rurais. O quarto e último encontro está marcado para o dia 04 de maio, em Rolim de Moura, no auditório da unidade regional do Sebrae RO no município.

“Ao apoiar mais este evento, o objetivo do Sebrae Rondônia é contribuir para fomentar a produção e a integração industrial, promovendo a cooperação entre os diversos atores destes dois importantes setores da economia do nosso estado, que são a suinocultura e a ovinocultura”, destacou o diretor-superintendente do Sebrae RO, Clébio Billiany de Mattos.

Para todos os encontros que serão realizados estão previstas três palestras principais. A primeira delas, “Abate e consumo de suínos em Rondônia”, será ministrada por representantes da Magnata Alimentos, de Ji-Paraná, Eduardo de Souza Franco, Anderson Gouveia Cleris e José Adriano.

Já a segunda palestra será ministrada pelo médico veterinário Sérgio Kirsch, da Biriba’s Genética de Suínos de Cascavel (PR), e tem como foco a “Potencialidade para produção de carne suína em Rondônia: da escolha da genética à comercialização”.

A terceira palestra tem como tema “O futuro da ovinocultura em Rondônia”, e terá como palestrante o Dr. Ricardo Gomes, pesquisador de Ovinocultura da Embrapa Rondônia.

“Queremos mobilizar grupos privados de integração produtiva para agroindustrialização da produção e ainda promover o desenvolvimento e a organização destes setores, compartilhar conhecimentos, melhores práticas e tecnologias e ainda incentivar investimentos públicos e privados e discutir os desafios enfrentados pelos nossos produtores em Rondônia”, ressaltou o presidente da Faperon, Hélio Dias, que também é conselheiro no Sebrae RO. Os encontros regionais de promoção e organização das cadeias da Ovinocultura e da Suinocultura em Rondônia tem como público-alvo produtores rurais, agroindústrias, empresas privadas, autoridades governamentais e órgãos reguladores, empresas de insumos, técnicos, consultores, pesquisadores e acadêmicos interessados nas políticas de fomento e desenvolvimento das cadeias da ovinocultura e suinocultura do estado de Rondônia.

Você pode fazer sua inscrição acessando (Link)