A produção brasileira de mel atingiu um novo recorde em 2025. De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país produziu aproximadamente 71,3 mil toneladas, crescimento de 4,5% em relação a 2024.
O resultado representa o maior volume já registrado pela série histórica do IBGE e mantém uma sequência de recordes iniciada em 2018.
No ranking dos municípios brasileiros, o destaque ficou com Santa Luzia do Paruá, no Maranhão, que produziu 1,358 milhão de quilos de mel em 2025. Na sequência aparecem Arapoti (PR), com 1,125 milhão de quilos; Boa Esperança do Sul (SP), com 1 milhão de quilos; São Raimundo Nonato (PI), com 897,9 mil quilos; e Ortigueira (PR), com 844 mil quilos.
Embora a produção rondoniense esteja distante dos grandes polos produtores do Sul e do Nordeste, o estado possui uma cadeia apícola que vem ganhando espaço, especialmente entre agricultores familiares.
Em 2024, a PPM registrou 237,6 toneladas de mel produzidas em Rondônia, colocando o estado entre os principais produtores da Região Norte.
A atividade também está presente em diferentes municípios rondonienses. Entre os municípios tradicionalmente destacados na produção estadual estão Vilhena, Cacoal, Rolim de Moura, Jaru, Novo Horizonte do Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Espigão d’Oeste, Cerejeiras, Pimenta Bueno, Alta Floresta d’Oeste, Porto Velho, Colorado do Oeste e Nova Brasilândia d’Oeste.
A concentração da atividade no Cone Sul e na região central do estado mostra que a apicultura rondoniense possui características fortemente ligadas à agricultura familiar e à diversificação da renda no campo.
Na capital, a apicultura vem recebendo atenção como alternativa de geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar.
Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), Porto Velho possui 108 apicultores em atividade, entre criadores de abelhas com ferrão e produtores de abelhas nativas sem ferrão.
Na regional de Porto Velho, dados da Idaron apontaram produtores responsáveis por centenas de colmeias de Apis mellifera, com capacidade estimada de produção de aproximadamente 7 toneladas de mel por ano.
A expansão da atividade também vem acompanhada de iniciativas de capacitação, organização sanitária e estruturação da cadeia produtiva.
A importância das abelhas não está apenas no produto colocado no mercado.
A atividade apícola também tem papel fundamental na polinização das lavouras, na conservação da biodiversidade e na diversificação das atividades econômicas no meio rural.
Em Rondônia, o fortalecimento da cadeia envolve produtores, associações, órgãos de defesa sanitária, entidades de assistência técnica e instituições ligadas ao desenvolvimento rural.
O cadastro estadual realizado pela Idaron já contabilizava, em 2025, 169 apicultores e 89 meliponicultores, distribuídos em propriedades rurais do estado.
O levantamento do IBGE mostra que a produção de mel está espalhada por milhares de municípios brasileiros e que a atividade continua crescendo.
Para Rondônia, os números reforçam o potencial de uma cadeia que alia agricultura familiar, geração de renda, conservação ambiental e produção de alimentos.
O desafio para os próximos anos é ampliar a produtividade, melhorar a organização dos produtores, fortalecer o beneficiamento e agregar valor ao mel produzido no estado.
Com território, biodiversidade e uma atividade predominantemente ligada aos pequenos produtores, Rondônia tem espaço para ampliar sua participação no mercado nacional de mel.





