O Índice Futuro Boi Gordo registrou a maior valorização do período, de 16,38%, seguido pelo Índice de Estatais, com alta de 15,96%, e pelo Índice de Utilidade Pública, que avançou 10,89%. O índice de Utilidade Pública reúne empresas dos segmentos de energia elétrica, saneamento e gás.
Entre os dez índices com melhor desempenho entre janeiro e junho também aparecem o Índice de Governança, com alta de 8,37%; o MidLarge Cap, que subiu 7,92%; e o IDEB Ultra Qualidade DI, com avanço de 7,64%.
Completam a lista o IBrX 50, com alta de 7,43%; o índice Letra Financeira S1 D1, que avançou 7,30%; e os índices Tesouro Selic Low Turnover e Tesouro Selic, ambos com valorização de 7,05%.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumulou alta de 6,76% no semestre.
Mudança de perfil
O desempenho do primeiro semestre de 2026 contrasta com o registrado no mesmo período do ano passado. Em 2025, os maiores ganhos ficaram concentrados em índices ligados ao setor imobiliário, governança corporativa e instituições financeiras.
Naquele período, o Índice Imobiliário liderou a lista, com alta de 46,41%, seguido pelo IGPTW (34,76%), Ibov BR+ Cap 5% (32,95%), Financeiro (31,96%) e Ibov BR+ Equal Weight (31,54%). O Ibovespa havia avançado 15,44% nos primeiros seis meses daquele ano.
“Em 2026, os melhores desempenhos passaram a se concentrar em segmentos mais específicos da economia, como agronegócio, empresas estatais e utilidade pública, além de índices de renda fixa ligados a títulos públicos e privados”, afirma Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.
Os índices da B3 também funcionam como referência para os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos negociados em bolsa que buscam reproduzir o desempenho de uma carteira de ativos.
Por meio desses produtos, o investidor pode ter exposição a uma cesta diversificada de ativos em uma única aplicação, sem precisar adquirir individualmente cada ação ou título que compõe determinado índice.
O Ibovespa e o IBrX 50, por exemplo, possuem ETFs que reproduzem suas respectivas carteiras. Também há produtos atrelados a índices setoriais e de renda fixa.
Segundo a B3, a criação de novos índices que ganham relevância entre os investidores pode servir de base para o lançamento de novos ETFs e outras estratégias de investimento, ampliando o acesso a diferentes classes e segmentos de ativos.








