Nesta terça-feira, 25 de agosto, o Brasil celebra o Dia do Feirante, uma data para reconhecer quem transforma trabalho, esforço e produção rural em alimento fresco na mesa das famílias. Em Rondônia, onde o campo tem papel fundamental na economia, esses trabalhadores são uma verdadeira ponte entre o produtor e o consumidor.
Muito antes de a cidade começar a se movimentar, o feirante já está de pé. É madrugada para organizar bancas, carregar caixas, separar frutas, verduras e legumes, preparar produtos regionais e deixar tudo pronto para receber o consumidor. É uma rotina de trabalho que exige disposição, conhecimento, habilidade para negociar e, principalmente, muita dedicação.
As feiras livres também são espaços onde a produção da agricultura familiar ganha visibilidade. Hortaliças, frutas, mandioca, farinha, tapioca, ovos, peixes, aves, produtos artesanais e tantos outros alimentos chegam às cidades por meio de uma cadeia que começa no campo e termina na banca do feirante. Além de aproximar produtor e consumidor, as feiras ajudam a movimentar a renda de muitas famílias.
Em Porto Velho, essa tradição está espalhada por diferentes bairros e localidades. A Prefeitura informa que as feiras livres ocorrem de terça-feira a domingo em vários pontos da capital, além dos distritos, oferecendo produtos regionais e alimentos vindos, em grande parte, da agricultura familiar e de pequenos produtores. (Prefeitura de Porto Velho)
E quem conhece as feiras da capital sabe que elas vão muito além da compra e venda. São pontos de encontro, de conversa, de amizade e de cultura. Tem o freguês que já chega procurando o feirante de confiança, aquele que sabe escolher a fruta mais madura, a verdura mais bonita ou o peixe mais fresco. Existe uma relação construída ao longo dos anos, baseada na confiança e na proximidade.

Porto Velho também conta com opções de feiras em diferentes formatos, incluindo as noturnas, que ampliam as oportunidades para quem trabalha durante o dia. Entre os espaços identificados na capital estão a Feira Livre de Porto Velho, na região da Nova Porto Velho, e a Feira Noturna do Conjunto Santo Antônio. Feira livre de Porto Velho Feira Noturna do Conjunto Santo Antônio
O trabalho desses profissionais também ajuda a fortalecer a economia local. Quando o consumidor compra na feira, o dinheiro circula entre produtores, agricultores familiares, transportadores, comerciantes e os próprios feirantes. É uma cadeia que começa na produção e chega diretamente à população.

O próprio cenário do agronegócio rondoniense reforça a importância dessa conexão. O estado possui uma produção agrícola diversificada e segue ampliando sua área de produção. Nas estimativas do IBGE para 2026, Rondônia apresentou crescimento de 2,6% na área a ser colhida em relação ao ano anterior.
Por isso, neste 25 de agosto, mais do que lembrar uma profissão, é dia de reconhecer pessoas. Gente que enfrenta sol, chuva, madrugada, transporte, montagem e desmontagem de barracas para garantir que a feira aconteça. Gente que conhece seus produtos, seus clientes e muitas vezes acompanha gerações de uma mesma família.
O feirante é trabalhador, comerciante, empreendedor e, muitas vezes, também produtor. É parte da identidade das nossas cidades e uma peça importante na ligação entre o campo e a mesa.
Neste Dia do Feirante, fica o nosso reconhecimento a todos esses homens e mulheres que fazem da feira um lugar de alimento, renda, encontro e esperança. Em Rondônia, onde o campo pulsa forte, valorizar o feirante também é valorizar quem produz e quem ajuda a movimentar a economia todos os dias.








