O Brasil, maior produtor de carne bovina do mundo, pode passar a reduzir a produção em 2026, após a China impor cotas às importações — o país asiático é o principal comprador da proteína brasileira.
A cota estabelecida por Pequim é inferior ao volume de embarcações nos últimos anos, o que deve forçar os frigoríficos a cortar a produção ainda neste ano, segundo informações de bancos e consultorias
“É um revés importante para a indústria de carnes”, afirmou Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, à Bloomberg. Ele estima que as restrições chinesas levem a um recuo de 3,6% nos
Segundo ele, a produção total de carne bovina deve cair em proporção semelhante. Antes do anúncio de Pequim, a projeção era de uma queda de 2,8% nos abates.
A China anunciou no último dia de 2025 a imposição de tarifas adicionais de 55% sobre as importações de carne bovina de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, caso os embarques ultrapassem determinadas cotas.
Segundo o Ministério do Comércio da China (MOFCOM), a cota total para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. O Brasil, principal fornecedor da proteína ao país asiático, ficará com a maior fatia: 41,1% ou 1,1 milhão de toneladas.








