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Artista lança música em manifesto contra sufocamento gerado pela fumaça em RO

Gabriê é rondoniense e reflete também sobre invisbilidade das questões socioambientais que afetam a população da região Norte

A população de Porto Velho, capital de Rondônia, teve que mudar drasticamente a rotina nas últimas semanas por causa da fumaça das queimadas que tomaram a região. A cidade tem a pior qualidade do ar do país, segundo o índice do IQAir e teve que cancelar cerca de 30 voos em quatro dias em função da baixa visibilidade gerada pela fumaça.

Atenta a esse cenário sufocante, a artista Gabriê lançou neste domingo (1/9) um manifesto em forma de  música e vídeo contra o sufocamento e invisibilidade provocados pela fumaça na região. O vídeo exibe pontos históricos e turísticos de Porto Velho encobertos e praticamente apagados de pela fumaça.

Na música Da Beira, a compositora também reflete sobre o baixo engajamento na projeção do sofrimento da população do Norte diante dos crimes ambientais e incêndios de grandes proporções que têm devastado a vegetação e prejudicado a saúde da população.

Gabriê explicou que a música está em processo de produção há algum tempo e seria lançada no próximo disco, mas a divulgação foi antecipada para que pudesse ser usada como instrumento de alerta e cobrança sobre a atual situação de Rondônia. “Eu acredito que a arte é uma ferramenta de mudança, ela também é denúncia, grito de alerta, de socorro. Então a gente tá vivendo um cenário tão caótico e apocalíptico em Porto Velho que eu pensei: ‘eu acho que essa mensagem precisa ser ouvida para que esse tema possa reverberar no Brasil” refletiu a artista.

Gabriê, que carrega regionalidades em seu trabalho, sob um ponto de vista romântico e moderno, afirma ainda que a composição reflete a marginalidade de quem vive à beira do rio e à beira do progresso. “A música é bem especpifica para o nosso cenário beradeiro de Rondônia, fala que a gente está à beira de um sonho, à beira de um mapa, à beira do Rio Madeira, que beira é essa? A música faz uma alusão sobre a margem, tudo que é marginal. Mas na verdade pra gente que é daqui é um grito de resistência”, ponderou.

Assessoria

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