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1ª Vaquejada Tropa de Elite chega a Manaus com R$ 70 mil em prêmios e entrada gratuita

A areia da pista do Tarumã vai levantar poeira de outro jeito no fim de setembro. Dois cavaleiros saem galopando atrás de um boi, um de cada lado, e o trabalho só vale se o animal cair exatamente dentro da faixa de dez metros demarcada na areia nem um palmo a mais, nem um palmo a menos. É a vaquejada, e Manaus vai sediar pela primeira vez uma etapa de premiação pesada: a 1ª Vaquejada Tropa de Elite, nos dias 25 e 26 de setembro, no Parque & Haras Piedade Rufino, com R$ 70 mil em prêmios e entrada gratuita para o público.

O evento é organizado pela Secretaria de Vaquejada Coco Babaçu e distribui a premiação em três categorias. A principal, a Aberta, paga R$ 50 mil. A Aspirante coloca R$ 15 mil na pista e a Potro, R$ 5 mil. Em todas, o formato é o mais nervoso possível para quem compete: campeão leva tudo. Não há prêmio de consolation para segundo e terceiro ou a dupla derruba o boi no lugar certo, ou volta para casa com o chapéu no mesmo lugar de que saiu.

Quem nunca viu uma vaquejada de perto pode pensar em rodeio, mas a dinâmica é outra. Na pista, dois vaqueiros montados trabalham em dupla com funções definidas: o puxador corre atrás do boi e o esteireiro cuida da lateral, empurrando o animal para dentro da faixa demarcada. A queda dentro dos dez metros vale pontos; fora, a nota é zero. É esporte de precisão disfarçado de corrida, com cavalo treinado, sela engordurada e um tempo de reação que se mede em passos do boi.

A escolha de Manaus não é acaso. A capital amazonense abriga um dos poucos parques de vaquejada localizados dentro de uma capital na região Norte, e a organização do evento faz questão de apontar que a vaqueirama local é forte  o que faltava era uma competição desse porte em território urbano, sem que o competidor amazonense precisasse viajar para Rondônia, Pará ou para o Nordeste para correr por premiação expressiva.

A vaquejada nasceu nas fazendas de gado do Nordeste, como técnica de trabalho corriqueira: era preciso pegar o boi no campo, e a dupla a cavalo era a ferramenta. Com o tempo, a prática virou esporte, ganhou regulamento, pista demarcada, categorias por nível de cavalo e calendário próprio. Hoje, ela atravessa o país e encontra no Norte um terreno fértil, onde a cultura do vaqueiro se mistura com a lida em várzea, com o tambor do boi-bumbá e com as festas de santo do interior. Em Manaus, a pista do Tarumã fica a poucos minutos do rio, num bairro onde a cidade ainda conversa com a floresta  e onde o som da tarrafa e o relincho de cavalo dividem a mesma paisagem.

O detalhe que muda tudo para o público: a entrada é gratuita. Quem quiser acompanhar as duas datas pode chegar cedo, escolher lugar na arquidata e ver de perto uma disputa que, na categoria principal, vale metade da premiação total. E para os vaqueiros que quiserem entrar na pista, as inscrições são organizadas pela Secretaria de Vaquejada Coco Babaçu, responsável pelo evento, nas três categorias.

Vale ir com tempo: o Parque & Haras Piedade Rufino fica no Tarumã, zona oeste de Manaus, e a competição começa no dia 25 de setembro, sábado, seguindo no dia 26, domingo. Leve chapéu, protetor solar e disposição para torcer em voz alta  porque quando o boi cai dentro da faixa e a areia levanta, é difícil ficar sentado.

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