O Plano Safra 2026/2027 chega com condições consideradas favoráveis para os produtores rurais de Rondônia, especialmente para a agricultura familiar e os pequenos produtores. O cenário, as linhas de crédito disponíveis, os cuidados necessários para acessar os recursos e as perspectivas para a nova safra foram discutidos ao vivo no programa Rondorural, da Rádio Conecta FM 107,9.
Participaram da entrevista Carlos Ito, empresário da ProRural Créditos Agrícolas, e Danilo Batista, superintendente regional do Banco do Brasil, que explicaram aos produtores como funciona o acesso ao crédito e quais são os principais pontos que precisam ser observados antes da contratação de um financiamento.
Segundo Carlos Ito, as condições atuais do Plano Safra são bastante atrativas, com taxas que podem chegar a 2,5% ao ano para pequenos produtores, dependendo da linha de financiamento. Para ele, o momento é de oportunidade para quem pretende investir na propriedade.
O empresário destacou que o produtor ainda tem pela frente todo o ciclo do Plano Safra e pode utilizar os recursos para ações importantes, como recuperação de pastagens, melhorias na propriedade e preparação para o plantio.
Para Danilo Batista, o Banco do Brasil está preparado para atender a demanda dos produtores rurais, especialmente neste período de preparação para a safra de soja.
O superintendente regional informou que a instituição trabalha com uma expectativa de aproximadamente R$ 300 milhões por mês em desembolsos em Rondônia, até o final do ano.
“O que a gente pode garantir do Banco do Brasil é que não vai faltar recurso. A gente está com bastante recurso, está com apetite e com equipe preparada para receber essa demanda do produtor”, destacou Danilo Batista durante a entrevista.
Apesar das condições favoráveis, Carlos Ito alertou que o produtor precisa ter consciência antes de assumir um financiamento. Segundo ele, o crédito rural deve ser sustentável não apenas do ponto de vista ambiental, mas principalmente para a própria atividade econômica.
A propriedade precisa apresentar capacidade de produção e geração de renda suficiente para que o produtor consiga honrar o financiamento.
Danilo Batista explicou ainda que uma das vantagens do crédito rural é justamente o fato de as condições de pagamento serem adaptadas ao ciclo produtivo. Em muitas operações, o produtor não precisa lidar com parcelas mensais, já que os vencimentos podem acompanhar períodos como plantio, colheita e comercialização.
Outro assunto abordado durante o programa foi o risco climático.
A possibilidade de alterações nas condições climáticas durante a safra reforça, segundo os entrevistados, a necessidade de o produtor pensar não apenas no financiamento, mas também na proteção da produção.
A recomendação é que agricultores de culturas como soja e milho busquem orientação técnica para avaliar mecanismos que possam reduzir os impactos de eventuais perdas provocadas por intempéries.
Com o encerramento do período de vazio sanitário da soja em Rondônia, o produtor começa a se preparar para uma nova etapa da safra.
Danilo Batista afirmou que o Banco do Brasil está preparado para financiar a atividade e que existe uma expectativa de forte procura por recursos para a cultura.
A recomendação feita durante a entrevista foi para que o produtor procure uma boa assistência técnica, tanto para elaborar o projeto quanto para avaliar a viabilidade econômica da produção.
Carlos Ito também chamou atenção para uma das principais dificuldades enfrentadas pelos produtores: a burocracia.
Segundo ele, o agricultor precisa lidar com diferentes órgãos e documentos, envolvendo questões de cartório, prefeitura, Incra, órgãos ambientais e questões sanitárias, entre outras.
É nesse processo que a ProRural Créditos Agrícolas, empresa comandada por Carlos Ito, atua auxiliando o produtor na organização das informações e no encaminhamento necessário para buscar o financiamento.
Entre as dúvidas mais frequentes estão as relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), principalmente quando existem áreas embargadas ou algum tipo de pendência ambiental.
O momento certo para investir
Durante a entrevista, uma pergunta enviada por um produtor identificado como Pedro levantou outra questão importante: como saber se é o momento certo para assumir um financiamento e ampliar a produção?
Carlos Ito explicou que a decisão precisa levar em consideração a atividade principal da propriedade, as atividades secundárias, o comportamento do mercado e as perspectivas para os próximos anos.
A participação de Carlos Zito, da Pro Rural Créditos Agrícolas, e Danilo Batista, do Banco do Brasil, reforçou no Rondorural uma mensagem importante para o campo: o Plano Safra 2026/2027 oferece recursos e condições atrativas, mas o produtor precisa buscar informação, planejamento e orientação técnica para utilizar o crédito de forma consciente e sustentável.








